ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008Rece...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008RESU...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008No q...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008educ...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008De t...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008Gráf...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008emoc...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008* Os...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008ESTR...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008Fede...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008estr...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008Já n...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008Houv...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 20083. S...
ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 200816. ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Estratégia de educação em saúde na prevenção do câncer de pele por agentes comunitários de saúde

608 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
608
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Estratégia de educação em saúde na prevenção do câncer de pele por agentes comunitários de saúde

  1. 1. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008Recebido em: 15/11/2008Revisado em: 25/11/2008Aceito em: 02/12/2008ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE PELEPOR AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDESTRATEGIES IN HEALH EDUCATION IN THE PREVENTION OF SKIN CANCER BYCOMMUNITY HEALTH AGENTSESTRATÉGIAS DE EDUCACION EM LA SALUD EM LA PREVENCIÓN DEL CANCERDE PIEL EN AGENTES COMUNITARIOS EN SALUDCARVALHO, Kélsia Dias de1ALVES, Rosilene Rodrigues Sampaio1FUNGHETTO, Silvana Schwerz2REIS, Paula Elaine Diniz dos3RESUMOTrata-se de um estudo quase-experimental, realizado no período de agosto a outubro de2008, em um centro de saúde do Distrito Federal, com o objetivo de investigar qual oconhecimento dos agentes comunitários de saúde sobre o autocuidado protetor para aprevenção do câncer de pele antes e após a implementação de uma estratégia deeducação preventiva. Uma amostragem de conveniência, constituída por 34 sujeitos, emduas fases, responderam a um inquérito sob forma de questionário estruturado. Ficouevidente o déficit de conhecimento dos fatores predisponentes do câncer de pele, emcontrapartida foi notória a eficácia da estratégia educativa implementada, pelo aumentodos que praticavam algum cuidado preventivo. Tal fato reitera a importância decampanhas preventivas.DESCRITORES: prevenção; câncer cutâneo; conhecimentos, atitudes e práticas emsaúde.ABSTRACTThis is an almost experimental study, carried out from August to October 2008, at a healthcenter from Distrito Federal, in order to investigate which knowledge that the communityhealth agents have about the self protection for the prevention of skin cancer before andafter implementation of a strategy of preventive education. A sampling of convenience,consisting of 34 subjects in two phases, answered a survey in the form of structuredquestionnaire. It was obvious the lack of knowledge of the predisposing factors of skincancer, by contrast was striking the educational effectiveness of the strategy implemented,as practiced by an increase in some preventive care. This fact confirms the importance ofpreventive campaigns.DESCRIPTORS: prevention; skin cancer, knowledge, attitudes and practices in health.1Alunas do oitavo semestre de graduação em enfermagem do Centro Universitário UNIEURO, Brasília-DF.2Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela UFRGS. Docente e coordenadora do curso de graduação em enfermagem doCentro Universitário UNIEURO, Brasília-DF.3Enfermeira Oncologista. Doutora em Enfermagem pela EERP-USP. Docente do curso de enfermagem do CentroUniversitário UNIEURO, Brasília-DF. Endereço para correspondência: SQSW 105, Bloco I, apto 210, Brasília – DF.CEP: 70670-429 E-mail: pdinizreis@yahoo.com28
  2. 2. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008RESUMENSe trata de un estudio casi experimental, realizado en el período de agosto a octubre de2008. En un centro de salud del Distrito Federal, con el objetivo de investigar cuál es elconocimiento de los agentes comunitarios de salud sobre el autocuidado protector para laprevención del cáncer de piel antes y después de la implementación de una estrategia deeducación preventiva. Una muestra de convivencia, constituida por 34 sujetos, en dosestadios, responderán a una averiguación bajo forma de cuestionario estructurado. Quedóevidente el déficit del conocimiento de los factores predispuestos del cáncer de piel, porotro lado ha sido notoria la eficacia de la estrategia educativa implementada, por elaumento de los que practicaban algún cuidado preventivo. Ese hecho reitera laimportancia de la campaña preventiva.DESCRIPTORES: Prevención; cáncer cutáneo; conocimientos; actitudes y prácticas ensalud.1 INTRODUÇÃOEstima-se que, em 2020, o número de casos novos de câncer seja de 15 milhõesde indivíduos, sendo 60% em países em desenvolvimento. Considera-se que ao menosum terço dos casos novos de câncer que ocorrem, anualmente, no mundo poderiam serprevenidos. O câncer de pele não melanoma figura-se entre os tumores mais incidentes,sendo previstos 55.890 casos para o sexo masculino e 59.120 casos para o sexo femininonos anos de 2008 e 2009(1).Especificamente, no Brasil, o câncer de pele é o mais freqüente, correspondendo acerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Em contrapartida,quando detectado precocemente apresenta altos percentuais de cura(2).A elevada incidência desse tipo de câncer se relaciona, principalmente, atrabalhadores que se expõem à radiação solar, tais como fazendeiros, pescadores,agricultores, salva-vidas, guardas de trânsito, garis, carteiros e outros. Tal fato se deveprincipalmente à característica carcinogênica do espectro ultravioleta (UV)(3). Mas aelevada incidência de câncer de pele também é atribuída às mudanças no estilo de vidaque decorrem da modernidade(4).Dentre os fatores fenotípicos que oferecem susceptibilidade ao câncer cutâneodestacam-se: tipo da pele, cor dos olhos e cabelos, presença de sardas e nevus, históriapessoal ou história familiar de câncer cutâneo(5),assim, pele, olhos e cabelos quanto maisclaros mais predispõem ao surgimento de CA de pele.Os recursos dispendidos no diagnóstico e tratamento das doenças, principalmentena área oncológica somam valores demasiadamente elevados, sendo que a prevenção econtrole do câncer é, sem dúvida, a estratégia mais barata para a promoção da saúde(6).29
  3. 3. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008No que se refere ao desenvolvimento de estratégias para promoção da saúde,destacam-se os enfermeiros como elementos fundamentais no processo de prevenção edetecção precoce do câncer. Nesse sentido, experiências em desenvolver estratégias deensino direcionadas à prevenção têm sido descritas na literatura especializada(7).Frente ao exposto, o objetivo desse estudo foi investigar o conhecimento dosagentes comunitários de um Centro de Saúde do Distrito Federal sobre o autocuidadoprotetor para a prevenção do câncer de pele antes e após a implementação de umaestratégia de educação preventiva.2 MATERIAIS E MÉTODOTrata-se de estudo quase-experimental, do tipo antes e depois, realizado noperíodo de agosto a outubro de 2008, na região administrativa Recanto das Emas doDistrito Federal. A amostra foi constituída por 39 agentes comunitários de saúde, sendo31 pertencentes ao Centro de Saúde nº01, 04 ao Programa de Agentes Comunitários deSaúde (PACS).O instrumento de coleta de dados foi construído com base nas variáveissociodemográficas, a saber: idade, sexo, cor da pele, escolaridade, história familiar ejornada de trabalho, e, também, naquelas relacionadas ao conhecimento do agenteacerca do câncer de pele.Após construção do referido instrumento, o mesmo sofreu validação aparente e deconteúdo por três juízes, enfermeiros, com experiência na área oncológica e promoção dasaúde há pelo menos 5 anos. Todas as sugestões foram acatadas pelos pesquisadores.O instrumento consistia em questionário estruturado contendo duas partes,perfazendo o total de 20 questões, a primeira parte continha dados relacionados àsvariáveis sociodemográficas, a segunda, às questões gerais relacionadas ao câncer depele.O projeto recebeu a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria doEstado da Saúde (CEP/SES-DF), de acordo com a Resolução 196/96, que regulamenta apesquisa envolvendo seres humanos, sob o parecer nº 150/2008(8).Procedimento de Coleta de DadosO questionário foi aplicado em dois momentos distintos. O primeiro, no mês desetembro e o segundo, em outubro, dias após a implementação de uma estratégia de30
  4. 4. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008educação preventiva que se consistiu em aula expositiva, atividades didáticas de ensino evídeo editado pelas autoras.A elaboração do vídeo se deu através da construção de um telejornal, apresentadopelas acadêmicas, fundamentado em revisão de literatura específica da área, bem comoem sites de sociedades e organizações promotoras de ações voltadas para prevenção docâncer de pele. O conteúdo programático conteve desde informações sobre a pele amedidas preventivas em relação ao CA de pele, de modo interativo, com objetivo deestimular o telespectador e conscientizá-lo sobre a importância da prevenção.A aula expositiva foi associada à estratégia de distribuição de folhetos explicativosem relação às diferentes formas de prevenção do câncer de pele e, adicionalmente, foramrealizadas dinâmicas de ensino grupal, em sala de aula, e individual, mediante o reforçodas orientações a cada surgimento de dúvidas. Contando com a participação de 30 ACS.Ressalta-se que essa estratégia educativa utilizada foi desenvolvida com base nasorientações do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e da Sociedade Brasileira deDermatologia (SBD), com duração de duas horas, no dia 07 de outubro, das 15 às 17horas. Os temas abordados foram: conceito de pele, radiação ultravioleta (RUV) e câncerde pele (fisiopatologia, fatores de risco, cuidados com a pele, auto-exame e tratamento docâncer).Organização e análise dos dadosOs dados coletados foram tabulados e analisados por meio de medidas deassociação e de freqüência simples, utilizando o aplicativo EXCEL.3 RESULTADOSCaracterização da amostraPerante a análise dos dados, constatou-se que 67,64% eram do sexo feminino e32,35% masculino, a maioria (44,12%) tem de 25 a 30 anos de idade, ensino médioincompleto (79,41%) e exerce a profissão há menos de cinco anos (94,12%) e a minoria(2,94%) tem histórico familiar marcado por pessoas e/ou parentes que têm ou já tiveramcâncer.31
  5. 5. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008De todos os que responderam ao questionário, 64,71% se consideram pardos,20,59% se consideram brancos, 11,76% se consideram negros e 2,9% se consideramindígena; 70,59% declararam ter olhos escuros e 32,35% olhos claros.Mediante exposição solar, 61,76% declararam que a pele fica avermelhada,23,53% disseram ficar amarronzada, 20,59% observaram manchas escuras e 5,88%afirmaram presença de manchas hiperemiadas. Apenas 26,47% referiram já terconsultado um dermatologista.Conhecimento sobre prevenção de câncer de pele no primeiro momentoQuanto à parte que se refere ao conhecimento sobre câncer de pele e os fatoresque predispõem o mesmo, no primeiro momento de avaliação, foi possível constatar quea maioria absoluta (97,05%) tem noção do perigo à exposição solar como possível fatoretiológico do câncer de pele, seguido de hereditariedade (50,00%), estresse (32,35%) etabagismo (32,25%), conforme demonstrado no Gráfico1.32
  6. 6. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008Gráfico 1: Acreditam ser os fatores que contribuem para o surgimento de CA de pele20,5897,052,9432,3532,252,9414,720,585023,5244,121008,8229,4182,355,8817,6517,6588,2458,820102030405060708090100AlimentaçãoExposiçãosolarInfecçãoEstresseTabagismoEtilismoSedentarismoFatoresemocionaisHereditariedadePoluiçãoPorcentagem1º Momento2º MomentoNa amostra, verifica-se que todos acreditam ser possível se prevenir do câncer.Porém, observou-se que, quando questionados acerca do autocuidado para a prevençãodo câncer de pele, apenas 47,05% referiram usar protetor solar; 52,94% acreditam numaalimentação adequada; 41,17% realizam o auto-exame de pele; 52,94% fazem atividadesfísicas; 32,35% têm o costume de realizar consultas periódicas de saúde; 23,52% usamestratégias para enfrentar problemas emocionais; e 29,41% praticam outros cuidadospreventivos (Gráfico 2).Conhecimento sobre prevenção de câncer de pele no segundo momentoApós a estratégia de educação preventiva todos passaram a ter noção do perigo àexposição solar como fator que predispõe o surgimento do câncer de pele. Tambémhouve aumento da referência a outros fatores etiológicos, como por exemplo,hereditariedade (88,24%) e tabagismo (82,35%) e boa parte passou a considerar apoluição (58,82%). No entanto, houve queda na referência ao estresse (29,41%) (gráfico1).Também foi observado aumento do relato de uso de protetor solar (73,53%),associação da prevenção à alimentação adequada (55,88%), realização de auto-exame(73,53%), importância das consultas periódicas (41,18%), uso de estratégias de controle33
  7. 7. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008emocional (44,12%) e grande aumento no índice dos que praticam outros cuidadospreventivos. Curiosamente, houve queda para 41,18% no índice referente às atividadesfísicas (Gráfico 2).47,0573,5352,9526,4752,9455,8847,0544,1241,1773,5358,8226,4752,9441,1847,0558,8232,3541,1867,6458,8223,5244,1276,4755,8829,4161,7670,5838,240102030405060708090100Sim Não Sim Nâo Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim NãoPROTETORSOLARALIMENTAÇÃO AUTO-EXAME ATIVIDADEFÍSICACONSULTASPERIÓDICASESTRATÉGIASDECONTROLEOUTROSCUIDADOS14 15 16 17 18 19 20Gráfico 2: Cuidados Para Prevenção de CA de Pele1º Momento2º MOmentoPorcentagemÉ importante salientar que o questionário possuía em algumas questões espaçopara comentários, dos quais extraímos os dados a seguir (tabelas 1-6):Tabela 01 - Cuidados em relação à prevenção ao CA de pele1º MOMENTO 2º MOMENTOALIMENTAÇÃONúmeros* PorcentagemNúmeros* PorcentagemFrutas, verduras e legumes 03 8,82 03 8,82Evitar conservantes 01 2,94 01 2,94Evitar alimentosindustrializados 00 0,00 04 11,76Saudável 03 8,82 06 17,65Hidratação 01 2,94 00 0,00Fibras 01 2,94 00 0,00Evitar gorduras 01 2,94 02 5,88Variedade 01 2,94 00 0,00Balanceada 01 2,94 02 5,88Evitar alimento de origemanimal 00 0,00 01 2,94Evitar transgênico 00 0,00 01 2,94Comer em horário regular 00 0,00 01 2,9434
  8. 8. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008* Os números referem-se às opiniões dos participantes, os quais podemmanifestar mais de uma.Tabela 02 - Cuidados em relação à prevenção ao CA de pele1º MOMENTO 2º MOMENTOAUTO-EXAMENúmeros* PorcentagemNúmeros* PorcentagemManchas 06 17,65 04 11,76Manchas que mudam decor 01 2,94 01 2,94Manchas que crescem 01 2,94 01 2,94Irritação 01 2,94 00 0,00Análise da pele 02 5,88 14 41,18* Os números referem-se às opiniões dos participantes, os quais podem manifestar maisde uma.Tabela 03 - Cuidados em relação à prevenção ao CA de pele1º MOMENTO 2º MOMENTOATIVIDADE FÍSICANúmeros* PorcentagemNúmeros* PorcentagemCaminhada 08 23,53 08 23,53Prevenir estresse 01 2,94 00 0,00Auto-massagem 02 5,88 00 0,00Ginástica 03 8,82 04 11,76Hidroginástica 00 0,00 01 2,94Andar de bicicleta 00 0,00 01 2,94Futebol 00 0,00 01 2,94* Os números referem-se às opiniões dos participantes, os quais podem manifestar maisde uma.Tabela 04 - Cuidados em relação à prevenção ao CA de pele1º MOMENTO 2º MOMENTOCONSULTASPERÍÓDICAS AOPROFISSIONAL DESAÚDENúmeros* PorcentagemNúmeros* PorcentagemDuas vezes ao ano 05 14,71 09 26,47Dois em dois meses 01 2,94 00 0,00Uma vez ao ano 02 5,88 03 8,82Sempre que necessário 01 2,94 00 0,00A cada quatro meses 00 0,00 02 5,88*Os números referem-se às opiniões dos participantes, os quais podemmanifestar mais de uma.Tabela 05 - Cuidados em relação à prevenção ao CA de pele1º MOMENTO 2º MOMENTO35
  9. 9. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008ESTRATÉGIAS DEENFRENTAMENTO DEPROBLEMASEMOCIONAISNúmeros* PorcentagemNúmeros* PorcentagemTerapias 01 2,94 00 0,00Trabalhos comunitários 01 2,94 00 0,00Relaxamento 01 2,94 00 0,00Pensamentos positivos 01 2,94 00 0,00Manter a calma 01 2,94 01 2,94Usar o tempo ao meufavor 01 2,94 00 0,00Andar de bicicleta 01 2,94 00 0,00Escrever 00 0,00 01 2,94Igreja 00 0,00 01 2,94Passeio 00 0,00 01 2,94Evitar conflitos 00 0,00 01 2,94Lazer 00 0,00 01 2,94Ouvir música 00 0,00 02 5,88Diálogo 00 0,00 02 5,88Amizades 00 0,00 01 2,94Evitar estresse 00 0,00 02 5,88* Os números referem-se às opiniões dos participantes, os quais podem manifestar maisde uma.Tabela 06 - Cuidados em relação à prevenção ao CA de pele1º MOMENTO 2º MOMENTOOUTROS CUIDADOSNúmeros* PorcentagemNúmeros* PorcentagemNão se expor entre as 10 e 16horas 02 5,88 10 29,41Reaplicação de proteção solar 01 2,94 05 14,71Boné/Chapéu 06 17,65 16 47,06Roupas adequadas 06 17,65 15 44,12Sombrinha/Guarda-sol 03 8,82 08 23,53Evitar substâncias tóxicas àpele 00 0,00 01 2,94Óculos 00 0,00 01 2,94* Os números referem-se às opiniões dos participantes, os quais podem manifestar maisde uma.4 DISCUSSÃOPara o ano de 2008, segundo o Ministério da Saúde está estimada a ocorrência de120.930 casos de câncer de pele no Brasil, sendo que, para o Distrito Federal, estãoprevistos 990 casos, dos quais, segundo o GDF, 56 casos na região administrativaRecanto das Emas. A taxa bruta de incidência de todas as neoplasias (exceto as de pelenão melanoma) para cada 100 mil habitantes, estimadas para o ano de 2008, no Distrito36
  10. 10. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008Federal, é de 111,71 a 194,63 nos homens e de 173,13 a 320,67 nas mulheres; no casode outras neoplasias malignas de pele é de 30,35 a 43,32 nos homens e de 13,88 a 37,88nas mulheres; e, por fim, nos casos de melanoma maligno de pele a taxa é de 2,27 a 8,61nos homens e de 1,3 a 2,34 nas mulheres(1).A exposição à radiação ultravioleta proveniente do sol é considerada a principalcausa do câncer de pele, aproximadamente, 5% da radiação solar incide na superfície daterra, intensidade que varia em função da localização geográfica, hora do dia, estação doano e condição climática(9).O Centro Estadual de Oncologia da Bahia alerta para o aumento do número decasos de câncer de pele e o SUS diz que existem evidências científicas de que atuar emfatores de risco pode eliminar 40% dos cânceres. Considerando que a população daamostra é composta por servidores do SUS e está em constante contato com fator derisco, percebemos a importância de uma atuação profilática nessa população, pois alocalização geográfica do Distrito Federal possibilita elevados valores de índices deradiação ultravioleta(10-11 -12).É sabido que o fenótipo consiste em importante fator de risco a ser considerado,pois segundo Azevedo e Mendonça(13), há no país populações de maior risco para ocâncer de pele como nas regiões sudeste e sul, devido as suas características raciais. Aoanalisar a caracterização da amostra os dados revelaram que os fenótipos não constituemaqueles com maior suscetibilidade ao câncer de pele, no entanto, há alguns fatores quepredispõem à maior incidência do mesmo, tais como, a predominância do sexo feminino eação acumulativa dos RUV, os quais irão adquirir em alguns anos se continuaremexercendo a profissão, mesmo havendo pouca porcentagem daqueles que afirmaram terpeles e olhos claros e a minoria possuir histórico familiar marcado por câncer.Assim como nos estudos de Hora et al (5), constatou-se que a maioria (97,05 %)dos sujeitos desse estudo tem algum conhecimento de que a exposição solar é um fatorpredisponente para o câncer de pele. Após a estratégia de educação preventiva, ficouevidenciado que o conhecimento dos participantes da pesquisa passou a abranger otabagismo, alimentação, hereditariedade e poluição como fatores de risco para o câncerde pele. É interessante notar que menos da metade dos sujeitos (47,05%) utilizavamprotetor solar, hábito que passou a ser mais observado (73,53%) após a estratégia deeducação preventiva. Tanto quanto ao conhecimento do auto exame da pele que era de(41,17%) aumentando consideravelmente (73,53%) no segundo momento após esta37
  11. 11. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008estratégia. O INCA(14)sustenta que fatores pessoais, genéticos, ambientais, ocupação eestilo de vida são relevantes no processo de adoecer por câncer.Kligerman(15)corrobora o nosso estudo ao afirmar que a incidência do câncerreflete a influência do nível de escolaridade, faixa etária e expectativa de vida, sexo, nívelsocial, recursos de saúde disponíveis e o nível de desenvolvimento da sociedade.Carvalho, Tonani e Barbosa(16)sustentam que além desses aspectos são ainda apontadoso grau de conhecimento desses fatores e sua relação com o câncer, quer seja pelapopulação quer seja pelos profissionais da área de saúde, o qual pode se constituir emfatores determinantes na prevenção e controle dessa doença. Dessa forma, oestabelecimento de medidas preventivas pode reduzir o índice de mortalidade peladoença, e ações simples podem ser desenvolvidas a partir de fatores de risco específicos,são exemplos: o combate ao tabagismo, a proteção contra exposição do sol e o uso dedieta rica em frutas e vegetais.As possibilidades de prevenção têm crescido nas últimas décadas, na medida emque se amplia o conhecimento sobre os fatores de risco da doença e os mecanismos dedetecção precoce.Os resultados desse estudo indicam que a principal medida de proteção utilizadafoi o protetor solar, assim como em um trabalho semelhante, realizado no Recife(5), quetambém obteve como principal medida de proteção utilizada o filtro solar. Ao observar asopiniões dessa amostra (tabelas1-6) percebe-se que o uso do protetor é seguido pelo usodo chapéu, roupas adequadas, não exposição ao sol RUV das 10 às 16 horas e uso desombrinhas.Os resultados nos trouxeram outros cuidados de suma importância quando se quertrabalhar com a prevenção tais como: Uso de sombrinhas e/ou quarda-sol e evitarsubstâncias tóxicas à pele, resultados estes relatados nos questionários aplicados aoACS.Também verificou se que o uso de sapatos fechados, reaplicação de protetor e usode óculos escuros quase não são citados, provavelmente devido à falta de conhecimentodos fatores de proteção que foi percebido no estudo dos questionários aplicados antes daaplicação da estratégia de educação preventiva.Foi notório que, após a adoção dessa estratégia, houve um aumento dentre os quepraticavam algum outro cuidado preventivo (tabela 6). Ressalta-se, ainda, que no primeiromomento, esse número era de 70,58%, sendo que apenas um comentou que não tinhaconhecimento desses cuidados, tendo o restante permanecido omisso quanto ao motivo.38
  12. 12. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008Já no segundo momento, restaram apenas 38,24% que ainda continuaram a não praticarcuidado algum, porém, todos comentaram o motivo do porquê de não praticar outroscuidados e o curioso foi que, dentre eles, 76,92% demonstraram ter conhecimento e quenão tinham esses cuidados por esquecimento, falta de conhecimento antes da educação,falta de recursos, negligência ou, simplesmente, por não gostar da consistência ou cheirodo protetor solar.Diante de tais informações e após analisar os dados evidenciados nos gráficos,observou-se que a estratégia de educação preventiva foi importante para aconscientização dos participantes. Tal fato reitera a importância de campanhaspreventivas e educativas, como reforçado por Sampaio e Cardoso(17).5 CONSIDERAÇÕES FINAISNuma visão geral, os indivíduos têm noção dos efeitos maléficos decorrentes daexposição ao sol, todavia, ficou evidente o déficit de conhecimento dos fatorespredisponentes do câncer de pele. Em contrapartida, foi notória a eficácia da estratégiaeducativa implementada, com alteração, inclusive, de mudança de comportamento pelossujeitos que passaram a relatar maior uso de medidas de proteção e prevenção do câncerde pele.Em destaque, observou-se a dificuldade financeira e falta de hábito na utilização deinsumos de proteção pelos agentes comunitários de saúde. Porém, é perceptível que aconscientização determinou o esforço para adquirir hábitos de proteção.Após a estratégia de educação preventiva, houve uma redução dos queacreditavam que o estresse seria um fator predisponente à doença, porém, aumentou onúmero dos que praticam alguma estratégia de enfrentamento de problema emocional epressupomos que, assim, estão evitando o estresse.O mesmo ocorreu com os que praticam atividades físicas. Compreendemos que asmesmas, conforme descritas no primeiro momento, eram realizadas de formainadequada, aproveitamos a oportunidade para esclarecermos sobre o assunto e notamosque houve conscientização a respeito, ao analisarmos os resultados do segundomomento.O tabagismo ainda é muito freqüente na população, seria relevante ter investigadoo grau de consumo do mesmo no questionário.39
  13. 13. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 2008Houve limitação no que se refere à disponibilidade dos agentes em participar demais estratégias de educação e, por isso, não foi possível reforçar as informações.Embora a literatura científica e o Ministério da Saúde reforcem a necessidade dodiagnóstico precoce, ainda há falta de ações com medidas preventivas e de rastreamento,como o auto-exame. Tal fato não se aplica apenas aos servidores de saúde, mas àpopulação em geral. Há carência de propagandas, palestras ou qualquer outra forma deconscientização, orientação quanto aos fatores causadores do câncer, maneiras deprevenção e os sinais e/ou sintomas que podem ser sugestivos de um câncer de pele.Os órgãos responsáveis deveriam se preocupar em fornecer insumos de proteçãopara essa categoria profissional devido sua prolongada exposição ao sol. Outras classesprofissionais como carteiros e garis, têm acesso a esses insumos, financiados por seusempregadores. É importante que os órgãos competentes invistam, prioritariamente, emprevenção, para diminuir os altos gastos decorrentes de terapias oncológicas.A enfermeira, por sua vez, no exercício da sua profissão, assiste o paciente, famíliae comunidade, promovendo ações educativas propondo a prevenção e promoção desaúde, visando à educação e o suporte psicossocial. No que se refere à atuação naprevenção primária, é responsável por informar e educar a população, ao avaliarindivíduos, ao identificar grupos de risco para a doença e ao sugerir intervenções quemodifiquem comportamentos de risco, em especial, considerando-se a pobreza e amiséria, acompanhados de níveis precários de educação escolar que levam àdesinformação. Assim, a enfermeira é responsável por assegurar aos indivíduos ecomunidade a compreensão e o entendimento do processo da doença e sua prevenção,capacitando-os para tomar a decisão de cuidar da própria saúde e permitindo-lhes, então,desenvolver estratégias de prevenção.Cabe a nós profissionais de saúde privar pelo bem estar de cada pessoa,promovendo estratégias de ensino de caráter preventivo principalmente no que se refereao câncer, uma vez que ocupa a segunda causa de morte por doença no Brasil.REFERÊNCIAS1. Brasil, Instituto Nacional do Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância deCâncer. Estimativas/2008: Incidência de Câncer no Brasil. 2007 Jun; 1-96. Disponível em:http://www.inca.gov.br.2. Brasil, Instituto Nacional do Câncer. Câncer de Pele. 2008. Disponível em:http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=333.40
  14. 14. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 20083. Spence RAJ, Johnston PG. Oncologia: Câncer de Pele. Rio de Janeiro(RJ): GuanabaraKoogan, 2003; 125-134.4. Smeltzer SC, Bare BG. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 9ª ed. Vol 3. Rio deJaneiro(RJ): Guanabara Koogan, 2002.5. Hora C, Batista CVC, Guimarães PB, Siqueira R, Martins S. Avaliação do conhecimentoquanto à prevenção do câncer da pele e sua relação com exposição solar emfreqüentadores de academia de ginástica, em Recife. An Bras Dermatol. v.78, nº6, Rio deJaneiro, 2003; 78(6): 693-701. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962003000600004&lng=pt&nrm=iso6. Nevola AC, Carvalho MB. Gastos com diagnóstico e tratamento de pacientes comcâncer avançado de cabeça e pescoço. Rev Soc Bras Cancerol. 2000 Jul; 1(12): 1-8.Disponível em: http://rsbcancer.com.br/rsbc/12artigo1.asp?nrev=Nº 127. Ash CR, Mccorkle R, Stromborg MF. Cancer prevention education in developingcountries: toward a model for nurse educators. Cancer Nurs.1999.8. Brasil, Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Diretrizes e NormasRegulamentadoras de Pesquisa Envolvendo Seres Humanos. Resolução 196 de 1996.1996 out 16; 1-139. Brasil, Ministério da Saúde. A Situação do Câncer no Brasil. Coordenação deprevenção e vigilância. Rio de Janeiro: INCA, 2006; 42-49.10. Cican; Alerta para importância da prevenção ao câncer de pele. 2004 mar 29; 1-3.Disponível em: http://www.saude.ba.gov.br/noticias/noticia.asp?NOTICIA=468 .11. Brasil, Ministério da Saúde. Panorâmico/ Brasil – Brasília: Organização Pan -Americana da Saúde. Painel de Indicadores do SUS, 3. 2007; II: 27-28.12. Zara LF, Neto JQ, Teixeira RA, Barbosa WWP, Castro CFS. Risco de câncer cutâneoassociado à radiação ultravioleta incidente no Distrito Federal, Ver Brasília Med; 2004; 41:70-72.13. Azevedo G, Mendonça S. Risco crescente de melanoma de pele no Brasil. Rev.[Saúde Pública 1992 - 2008 02]; 26(4): 290-294. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101992000400012&lng=.doi:10.1590/S0034-89101992000400012.14. Instituto Nacional de Câncer; Ministério da Saúde, Coordenadoria de Programas deControle do Câncer. Ações de enfermagem para o controle do câncer. Rio de Janeiro(Brasil): INCA; 1995.15. Kligerman J. O câncer como um indicador de saúde no Brasil. Rev Bras Cancerol.1999;45(3):5-841
  15. 15. ARTIGO ORIGINALREEUNI – Revista Eletrônica de Enfermagem do UNIEUROREEUNI, Brasília, v.1, n.3, p. 28-41, set/dez, 200816. Carvalho EC, Tonani M, Barbosa JS. Ações de enfermagem para combate ao câncerdesenvolvidas em unidades básicas de saúde de um município do estado de São Paulo,Rev Bras Cancerol. 2005 Jul 01; 51(4): 297-303. Disponível em:http://www.inca.gov.br/rbc/n_51/v04/pdf/artigo3.pdf.17. Sampaio RNR, Cardoso NA. Câncer de Pele no Distrito federal: Resultados daCampanha de 1999. Rev Brasília Medica. 2000; 37(3/4): 81-86.42

×