ESQUISTOSSOMOSE
Profa Carolina G. P. Beyrodt
AGENTE ETIOLÓGICO
Agente etiológico da esquistossomose mansônica:
Schistosoma mansoni
Schisto = fenda + soma = corpo (corp...
TRANSMISSÃO
Penetração ativa na pele de cercárias presentes em
águas pouco movimentadas onde habitam os
caramujos (HI).
CICLO EVOLUTIVO
Cercária
Esquistossômulo
Vermes adultos
Ovo
Miracídeo
Esporocistos 1ários e 2ários
Cercária
Hospedeiro Def...
Ventosa oral
Adultos em corte
de vaso
FêmeaVentosa ventral
FORMAS EVOLUTIVAS
Macho  Mede 1 cm, cor esbranquiçada, corpo d...
Adultos em veias mesentéricas de rato
Habitat dos vermes adultos:
Veias ao redor do trato
intestinal e sinusóides
hepático...
Ovo
Espículo
FORMAS EVOLUTIVAS
Miracídio
Ovo  Mede 150 μm, oval e apresenta lateralmente um espículo
voltado para trás (l...
Miracídio
Esporocistos
FORMAS EVOLUTIVAS
Miracídio Cilíndrico e ciliado (vivem
cerca de 8 a 10 horas).
Esporocistos  For...
Esquistossômulo
Cercária
FORMAS EVOLUTIVAS
Cercária  mede 500 μm, possue 2
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Das várias espécies de caramujos existentes em nosso meio, trê...
Hospedeiros Intermediários do Ciclo
do Schistosoma mansoni:
São moluscos de água doce, pertencentes ao gênero Biomphalari...
EPIDEMIOLOGIA
 Endêmica em 74 países
 200 milhões de infectados
 600 milhões sob risco de infecção (pelas 3 espécies)
...
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DAS ÁREAS DE TRANSMISSÃO DA
ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA NO BRASIL (2000)
PATOGENIA
 Carga parasitária;
 Linhagem do parasito;
 Hospedeiro: idade, estado nutricional, imunidade.
PATOGENIA
 Cercárias: crises de urticária, no local de penetração na pele
(dermatite cercariana).
 Esquistossômulo: pode...
ESQUISTOSSOMOSE CRÔNICA:
 Forma Intestinal
 Forma Hepatointestinal
 Forma Hepatoesplênica (crônica grave)
Obstrução dos...
Dermatite cercariana
Ascite
Granulomas periovulares
DIAGNÓSTICO
 Métodos Parasitológicos
 Métodos Imunológicos
 Métodos complementares
MÉTODOS PARASITOLÓGICOS
 Método de Hoffman ou sedimentação espontânea: busca de ovos nas
fezes.
 Kato-Katz: quantificaçã...
MÉTODOS IMUNOLÓGICOS
 ELISA
 Fixação de Complemento
 Imunofluorescência
DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR
 Biópsia retal: situações especiais
 Diagnóstico por imagem (TC, RM e cintilografia)
 Ultrasso...
MEDIDAS PROFILÁTICAS
 Controle biológico ou aplicações de moluscidas para eliminação
dos caramujos transmissores
 Medida...
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Esquistossomose profa carolina g. p. beyrodt

  1. 1. ESQUISTOSSOMOSE Profa Carolina G. P. Beyrodt
  2. 2. AGENTE ETIOLÓGICO Agente etiológico da esquistossomose mansônica: Schistosoma mansoni Schisto = fenda + soma = corpo (corpo em forma de fenda) Ocorre na África, Antilhas e América do Sul Outras espécies: Schistosoma haematobium Schistosoma japonicum
  3. 3. TRANSMISSÃO Penetração ativa na pele de cercárias presentes em águas pouco movimentadas onde habitam os caramujos (HI).
  4. 4. CICLO EVOLUTIVO Cercária Esquistossômulo Vermes adultos Ovo Miracídeo Esporocistos 1ários e 2ários Cercária Hospedeiro Definitivo: Humano Hospedeiro Intermediário: Caramujo
  5. 5. Ventosa oral Adultos em corte de vaso FêmeaVentosa ventral FORMAS EVOLUTIVAS Macho  Mede 1 cm, cor esbranquiçada, corpo dividido em 2 porções: Anterior - ventosa oral e ventral / Posterior - canal ginecóforo Fêmea  Mede 1,5 cm, cor mais escura, corpo dividido em 2 porções: Anterior - ventosa oral e ventral / Posterior – glândulas vitelínicas e ceco. Macho Ventosa oral Ventosa ventral
  6. 6. Adultos em veias mesentéricas de rato Habitat dos vermes adultos: Veias ao redor do trato intestinal e sinusóides hepáticos * A fêmea realiza a oviposição nos vasos e os ovos migram para a luz intestinal.
  7. 7. Ovo Espículo FORMAS EVOLUTIVAS Miracídio Ovo  Mede 150 μm, oval e apresenta lateralmente um espículo voltado para trás (longevidade do ovo maduro:3 a 4 semanas).
  8. 8. Miracídio Esporocistos FORMAS EVOLUTIVAS Miracídio Cilíndrico e ciliado (vivem cerca de 8 a 10 horas). Esporocistos  Formas vesiculares que originam-se por brotamento
  9. 9. Esquistossômulo Cercária FORMAS EVOLUTIVAS Cercária  mede 500 μm, possue 2 ventosas  oral e ventral, possui 1 corpo e 1 cauda (vivem cerca de 8 a 12 horas) Esquistossômulo  Forma intermediária entre a cercária e forma adulta
  10. 10. Hospedeiros Intermediários do Ciclo do Schistosoma mansoni: Das várias espécies de caramujos existentes em nosso meio, três mostraram-se capazes de infectar-se com o S. mansoni:  Biomphalaria glabrata  Biomphalaria tenagophila  Biomphalaria straminia
  11. 11. Hospedeiros Intermediários do Ciclo do Schistosoma mansoni: São moluscos de água doce, pertencentes ao gênero Biomphalaria, conhecidos como planorbídeos e, popularmente, como caramujos. Têm a concha em espiral, com as voltas ou giros no mesmo plano e, por isso, recebem a denominação de planorbídeo. Criam-se e vivem na água doce de corrégos, riachos, valas, alagados, brejos, açudes, represas ou outros locais onde haja pouca correnteza. Alimentam-se de vegetais em decomposição e de folhas verdes. Contem substancias com poder de atração miraxonal estão presentes na hemolinfa
  12. 12. EPIDEMIOLOGIA  Endêmica em 74 países  200 milhões de infectados  600 milhões sob risco de infecção (pelas 3 espécies)  8 milhões no Brasil Brasil: Maior prevalência no nordeste
  13. 13. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DAS ÁREAS DE TRANSMISSÃO DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA NO BRASIL (2000)
  14. 14. PATOGENIA  Carga parasitária;  Linhagem do parasito;  Hospedeiro: idade, estado nutricional, imunidade.
  15. 15. PATOGENIA  Cercárias: crises de urticária, no local de penetração na pele (dermatite cercariana).  Esquistossômulo: pode ocorrer pneumonia durante sua passagem pelo pulmão.  Vermes adultos: obstrução de pequenos vasos. Podem estar relacionados com a glomerolupatia esquistossomótica (deposição de complexos Ac-Ag liberados do tegumento do verme adulto).  Ovos: são os agentes mais patogênicos. Localizam-se nos tecidos e eliminam substâncias tóxicas, causando reação no organismo (granulomas).
  16. 16. ESQUISTOSSOMOSE CRÔNICA:  Forma Intestinal  Forma Hepatointestinal  Forma Hepatoesplênica (crônica grave) Obstrução dos ramos da via hepática pelos ovos e granulomas formados; hipertensão portal, com circulação colateral e varizes esofágicas. Podem ocorrer complicações pulmonares e cardíacas.
  17. 17. Dermatite cercariana Ascite Granulomas periovulares
  18. 18. DIAGNÓSTICO  Métodos Parasitológicos  Métodos Imunológicos  Métodos complementares
  19. 19. MÉTODOS PARASITOLÓGICOS  Método de Hoffman ou sedimentação espontânea: busca de ovos nas fezes.  Kato-Katz: quantificação de ovos nas fezes. É considerado o teste padrão- ouro para a esquistossomose. Ovo - Lugol Ovo – Kato-Katz
  20. 20. MÉTODOS IMUNOLÓGICOS  ELISA  Fixação de Complemento  Imunofluorescência
  21. 21. DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR  Biópsia retal: situações especiais  Diagnóstico por imagem (TC, RM e cintilografia)  Ultrassonografia: identifica alterações como: aumento do lobo hepático esquerdo e diminuição do lobo hepático direito, esplenomegalia, papel de destaque.  Avaliação bioquímica da função hepática
  22. 22. MEDIDAS PROFILÁTICAS  Controle biológico ou aplicações de moluscidas para eliminação dos caramujos transmissores  Medidas de saneamento básico e educação sanitária  Tratamento quimioterápico – oxaminiquine (mansil) e albendazol

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