Ano 7 • Nº 25 • JUN / JUL / AGO • 2012Doença do fígado:um mal silenciosoAprendizado práticoem InternaçãoDomiciliar34
2 INFORME S.O.S. VIDACaro leitor,aracajuApós obter o certificado internacional de qualidadeconferido pela Joint Commission...
3INFORME S.O.S. VIDApelaUFBAeS.O.S.Vida,comofuncionaaAtençãoDomiciliarSimpósio de AtençãoDomiciliarEntre os dias 21 e 23 d...
4 INFORME S.O.S. VIDAespaço médicoO médico Raymundo Paraná Filho éum dos maiores especialistas do Brasil emdoenças do fíga...
5INFORME S.O.S. VIDA“A internaçãodomiciliar tem avantagem de ter oenvolvimento dafamília”.Qual o número de pacientesobesos...
6 INFORME S.O.S. VIDAS.O.S. Vida marcapresença na SemanaCientífica da UnebExposição e ciênciaOenfoquemultidisciplinardoser...
7INFORME S.O.S. VIDAAcreditaçãoCertificação de qualidade nosserviços de saúde traz vantagenspara os pacientesOs indivíduos...
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Doença do fígado um mal silencioso

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Doença do fígado um mal silencioso

  1. 1. Ano 7 • Nº 25 • JUN / JUL / AGO • 2012Doença do fígado:um mal silenciosoAprendizado práticoem InternaçãoDomiciliar34
  2. 2. 2 INFORME S.O.S. VIDACaro leitor,aracajuApós obter o certificado internacional de qualidadeconferido pela Joint Commission international (JCI)e de mudar a marca da empresa, a S.O.S. Vidacontinua inovando e uma prova disso é este novolayout do informativo. Essa mudança acompanha achegada do novo site da empresa, mais moderno,ágil e alinhado com as tendências do mercado.Neste número o leitor vai poder ler uma entrevistacom um dos especialistas mais conceituadosdo Brasil em doenças do fígado, o médicoRaymundo Paraná Filho. Ele diz, por exemplo,que ao contrário do que muita gente pensa maisde 80% dos problemas do fígado têm outra causaque não o álcool.Outra reportagem mostra a importância daacreditação para os serviços de saúde e de comoo grande beneficiado acaba sendo o indivíduoatendido pelas empresas certificadas. Confira naentrevista exclusiva concedida pelo coordenadorde Educação e diretor institucional do ConsórcioBrasileiro de Acreditação, Heleno Costa Júnior,que destaca, entre outras coisas, que além damelhoria no atendimento, o indivíduo tem à suadisposição instalações, equipamentos e demaisrecursos mantidos no melhor nível de qualidade.Confira estas e outras notícias no novo informativoda S.O.S. Vida!Esta é uma publicação da S.O.S. VidaAv. Dom João VI, 152, BrotasSalvador/BA – Cep: 40.285.001Tel.: (71) 3277-8004Rua Itabaiana, 952, CentroAracaju-SE – Cep: 49010-170Tel.: (79) 3712-7904www.sosvida.com.brConselho editorialEdmundo Ribeiro,José Espiño Silveira eHelena CarvalhoDiretoria MédicaJosé Espiño Silveira, CRM 6267ReportagensCarlos BaumgartenJornalista ResponsávelAna Marta GarciaCriação e EditoraçãoAutor Visual Design GráficoTel.: (71) 3232-2722ImpressãoLuripressTel.: (71) 3205-1600Tiragem2.000 exemplaresInovação constanteAlém da expectativaFilialdaS.O.S.VidaemAracajusuperametadecrescimentoO mês de junho, que marca os quatro anos de existência da filial daS.O.S. Vida em Aracaju, está sendo comemorado também devido àsuperação da meta estabelecida no Planejamento Estratégico da em-presa. De acordo com a supervisora médica, Dra. Evelise Ludovice,no primeiro trimestre deste ano houve um crescimento de 40% no número de atendimentos emrelação ao mesmo período do ano passado.“Eu atribuo isso a uma mudança que vem acontecendo em Aracaju em relação a um maior conhe-cimento da internação domiciliar, tanto por parte dos médicos, enfermeiras e assistentes sociais,como por parte da população em geral”, diz a médica, acrescentando que alguns profissionais desaúde já vinculam a alta do hospital à internação domiciliar, quando o caso requer esse serviço.“Tanto para os pacientes que necessitam de uma reabilitação e manutenção clínica, quanto paraaqueles que precisam de cuidados paliativos, a indicação da S.O.S. Vida tem aumentado, para oscuidados do paciente em seu seio familiar, e o nosso trabalho humanizado e ético vem contribuindopara este processo”.Olhando um pouco para trás, Evelise vê uma grande evolução da empresa em Aracaju. “A equipecresceu, se especializou e agora com Acreditação, segue protocolos rígidos para garantir a qua-lidade do serviço prestado”, diz a médica, que destaca o importante suporte dado pela matriz emSalvador para o desenvolvimento das atividades.O coordenador administrativo financeiro da filial, Antônio Espiño, acompanhou todo o processode implantação da empresa na capital sergipana e pode falar com propriedade dos avanços con-quistados. “No início as dificuldades eram grandes, mas aos poucos fomos mostrando à sociedadenossa forma de trabalhar, com profissionalismo e transparência”.Ele destaca que a projeção da S.O.S. Vida no mercado sergipano se traduz numa maior confiançaque as operadoras de saúde, hospitais e a classe médica têm hoje na empresa. “O mercado já estáentendendoaimportânciadainternaçãodomiciliareissovaipermitiraampliaçãodoserviço”,acredita.Esposa de um paciente da S.O.S. Vida em Aracaju, Maria Ancelma elogia o trabalho da empresa,que cuida de seu marido há dois anos. “Acho um atendimento muito bom e necessário, pois seriainviável cuidar dele em casa sem esse suporte”, diz Maria Ancelma, cujo marido sofre de Alzheimer,uma doença degenerativa, e estava na UTI de um hospital antes de ser transferido para a residência.
  3. 3. 3INFORME S.O.S. VIDApelaUFBAeS.O.S.Vida,comofuncionaaAtençãoDomiciliarSimpósio de AtençãoDomiciliarEntre os dias 21 e 23 de março foi realizado, em São Paulo,o XI Simpósio Brasileiro de Atenção Domiciliar. A S.O.S. Vidaparticipou da programação com a palestra do diretor EdmundoRibeiro com o tema: “Processo de Acreditação nos Serviços deAtenção Domiciliar: quais os benefícios?” Na ocasião, tambémforam apresentados trabalhos científicos das colaboradorasMarta Passo e Sílvia Viodres, e de Raquel Resende e JaquelineMatos no formato de pôsteres. Este último trabalho recebeumenção honrosa da mesa avaliadora.Profissionais de saúdeaprendem, durantecurso promovidoCapacitação“Na faculdade não somos preparados para trabalhar com o sistemade atenção domiciliar”. Quem  garante é a enfermeira Denise de JesusSilva, 23 anos, que integra a primeira turma do curso de EspecializaçãoMultiprofissional em Atenção Domiciliar, uma parceria entre a S.O.S.Vida e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). O curso começou emagosto de 2011 e prossegue até outubro deste ano com aulas teóricasna Faculdade de Enfermagem da UFBA e práticas na sede da S.O.S.Vida e nos domicílios dos pacientes assistidos.Denise Silva está adorando o curso e diz que o relacionamento mul-tiprofissional foi o que mais chamou sua atenção. “Eu já trabalheiem hospital e lá os profissionais não têm tanta interação como aqui,onde todos sabem que têm que trabalhar lado a lado para o sistemafuncionar direito”.Outra aluna, a assistente social Lusimara Teixeira Cabral, 34 anos,também está gostando da experiência. Ela trabalha no Hospital Geraldo Estado e conta que já conhecia um pouco o setor, mas as aulas ea vivência na S.O.S. Vida e nos domicílios estão aprofundando seusconhecimentos.  “Eu ouvia falar sobre como funcionava a atençãodomiciliar, mas aqui estou vendo na prática, além de aprender con-ceitos que não são ensinados na faculdade”. Lusimara destaca ainda que não imaginava que existiam tantos pro-cedimentos até chegar à casa do paciente. “Percebi que é preciso,na verdade, ter uma rede por trás, que inclui treinamento, suporte esistema eletrônico”.Isabella Nápoli, enfermeira e gerente técnico-operacional da S.O.S.Vida, coordena as atividades práticas do curso na empresa e diz que oaproveitamento dos alunos tem sido bom. “A Atenção Domiciliar é umsegmento relativamente novo no mercado de saúde e por isso a S.O.S.Vida entendeu que é importante compartilhar o conhecimento dessesetor”, afirma Isabella, acrescentando que o curso de pós-graduaçãoproporciona aos profissionais envolvidos um conhecimento maisaprofundado da área e a possibilidade de atuação futura no mercado. “O que a S.O.S. Vida espera, ao final do curso, é que esses profissio-nais aprendam realmente sobre o segmento de atenção domiciliar,desenvolvam um pensamento crítico sobre o serviço e possam, commais segurança, atuar nesse mercado”, diz Isabella.  De acordo com Silvia Viodres, da S.O.S. Vida, a necessidade de formaçãoespecializada para profissionais interessados em Atenção Domiciliar éreforçada através de depoimentos e contatos com outros profissionais egestores.“Nessesentido,quandoaformaçãoteórica-práticaocorreatravésdeumainstituiçãodequalidadecertificadapelaJointCommissionInterna-tional, além de ter a sua competência em ações de cuidado reconhecidapelomercado,pelospacientesefamiliares,oalunotemumaoportunidadeúnica de expandir os seus conhecimentos não apenas desse segmentoespecífico, mas de cuidado integral e de atuação em equipe”, diz Silvia.O curso tem entre os alunos assistentes sociais, psicólogos, médicos,enfermeiros e farmacêuticos e a coordenação é das professoras daUFBA Larissa Pedreira e Rose David. Foto:FranklinBarreto
  4. 4. 4 INFORME S.O.S. VIDAespaço médicoO médico Raymundo Paraná Filho éum dos maiores especialistas do Brasil emdoenças do fígado. Professor associado daUFBA e chefe do serviço de gastrohepatologiado Hospital Universitário Professor EdgardSantos, o médico concedeu uma entrevistaexclusiva para o Informativo da S.O.S. Vida, naqual ele derruba alguns mitos, como explicar,por exemplo, que o consumo de pimenta nãofaz mal ao fígado. O problema maior está naautomedicação, além do uso indiscriminadode fitoterápicos, garante o professor, quefez pós-graduação em hepatologia em Lyon,na França e tem título de livre-docência emHepatologia Clínica pela UFBA.“O Brasil tem de 6 a 8 milhões depessoas com problemas no fígadoe a maioria delas não sabe”“Maisde80%dosproblemasdofígadotêmoutracausaquenãooálcool”.Defina, em linhas gerais, o que é hepatologia?É a especialidade dentro da medicina interna que cuida das doenças do fígado e dasvias biliares, que são muito complexas e transversais, porque têm diversas interseçõescom outras especialidades. No Brasil, por questão políticas, a hepalogia foi por muitotempo, e ainda é assim em muitos centros, diretamente relacionada à gastroenterologia,mas esta não é a realidade em outros países. Este foi um erro nosso, pois hepatologia egastroenterologia são especialidades diferentes.Qual a relação das doenças do fígado com a bebidaalcoólica?No imaginário popular os males do fígado estão relacionados ao consumo do álcool, maso que pouca gente sabe é que elas não ultrapassam de 15% a 20% das ocorrências dessetipo. Ou seja, mais de 80% dos problemas do fígado têm outra causa que não o álcool.Qual é então a maior causa das doenças do fígado?As doenças do fígado são hiperendêmicas, o que significa que elas atingem milhões deindivíduos no mundo todo. Por isso, é muito importante formar hepatologistas, porque como número de profissionais existentes hoje, sobretudo no Brasil e América Latina, as pessoasde menor poder aquisitivo têm limitado acesso a um especialista. Isso não é bom, porque asdoenças do fígado têm uma complexidade muito grande, que fogem ao domínio de outrosprofissionais, inclusive do gastroenterologista. Além da doença alcoólica do fígado, temosno mundo cerca de 600 milhões de portadores crônicos de hepatite B e C. Ou seja, maisdo que 10 vezes o número de portadores do vírus da AIDS. No Brasil, são 4 milhões deportadores do vírus da hepatite B e C. A obesidade é hoje responsável por um grande númerode pacientes com doença hepática. Cerca de 3% da população adulta tem esteato-hepatitenão alcoólica, doença causada pela obesidade, uma endemia em nosso país.
  5. 5. 5INFORME S.O.S. VIDA“A internaçãodomiciliar tem avantagem de ter oenvolvimento dafamília”.Qual o número de pacientesobesos com doença hepáticano Brasil?Temoscercade6a8milhõesdebrasileiroscomessadoença e a maioria deles não sabe. Ou seja, só comessas doenças que eu citei, chegamos de 10 a 15milhõesdebrasileiroscomalgumagravoaofígado.Aessessejuntamaschamadasdoençasauto-imunesdofígado,quesãomuitosubdiagnosticadasnoBrasil.Tambémoutras doençascausadaspeloconsumodemedicamentos,sobretudoaautomedicação,sejaelaalopáticaounão.Alíás,éimportantechamaraatençãopara esse fato, pois os chamados medicamentosnaturais, como os chazinhos e comprimidos fitote-rápicos,sãoumperigo.Elestêmomesmopotencialdeagressãoaofígadocomoosalopáticos,mascoma diferença que os males causados pelos remédiosalopáticossãoconhecidosporquealegislaçãoexigeum nível maior de evidência científica e pesquisa. ASociedadeBrasileiradeHepatologiafezumareuniãorecenteeconstatouqueosmedicamentosfitoterápicossão responsáveis, hoje, pela maioria dos casos detoxidade nos centros de referência em hepatologia.Quer dizer que o álcool não é oprincipal causador desse tipode doença?Sem dúvida não é o álcool. Hoje, no Brasil, ashepatites e as esteato hepatite não alcoólica porobesidade predominam. Isso pode ser facilmenteobservado pelos números. O Brasil hoje faz 1.800transplantesdefígadoeamaioriadelessedá,ouporcirrosehepáticaouporcâncer.Tantoacirrosecomoocâncerdefígadosãomanifestaçõestardiasdeumadoençahepática.Seformosavaliarospacientesquesãotransplantadosanualmente,podemosdizerqueas hepatites virais B e C são responsáveis por cercade55%dasindicaçõesparatransplantes,enquantoas doenças alcoólicas do fígado são responsáveispor apenas 15%.Como se contrai hepatite?As hepatites são divididas entre aquelas quese transmitem pela via oral, através de água ealimentos contaminados, e as que se transmitempelo sangue ou pela via sexual. No primeiro casotemos as hepatites A e E, que geralmente nãoevoluem para a cronicidade. Já as hepatites B, C eD podem evoluir para cronicidade, sobretudo a C.Como saber se a doença écrônica?Ofígadotemumareservafuncionalmagnífica.Écomoumcarroquetemumtanqueprincipalde100litroseumreservade500.Adiferençaéquenoautomóvelomostrador vai nos dizer quando entramos no tanquereserva. O fígado da gente não tem esse mostrador.Oindivíduoentranotanquereservaesairodando.Deumahoraparaoutraacabaocombustível.Éexatamenteissoqueacontececomasdoençascrônicasdofígado.O indivíduo sofre uma agressão hepática e ele fica,20, 30 anos sem sentir nada. O fígado responde aessa agressão produzindo cicatrizes dentro dele(as chamadas fibroses) e não avisa. Essas fibrosescomeçam a dificultar a passagem do sangue dentrodofígado.Aísimelecomeçaaentrareminsuficiência.Ouseja,todooesforçodohepatologistaéidentificaro problema antes de ele chegar a esse estágio.Como se prevenir dasprincipais doenças que afetamo fígado?Emprimeirolugarnãoconsumirmedicamentossemordem médica e muito cuidado com os chamadosremédios naturais, que são hoje responsáveis porgrande parte das agressões ao fígado. O consumodo álcool deve ser moderado (abaixo de 40g pordia) não engordar e controlar os índices de glicemiae colesterol. Além disso, é preciso uma alimentaçãosaudável, praticar atividade física com regularidadee não tomar medicamentos desnecessariamente.É comum uma pessoa comdoença crônica ficar internadaem domicílio?Tanto no domicílio quanto no hospital. É importantedestacarqueéumpacientemuitocaroparaosistema.Quando o paciente com doença hepática chegou aumafaseavançada,comumacirroseesuascompli-cações, ele tem uma chance de 3% de desenvolvercâncerdefígadoede5%a15%aoanodeapresentarsangramentodigestivo,alémdeapresentarconfusãomentaleoutrossintomas.Porelesermuitodelicadopara manipular, se torna muito caro para o sistema,poisprecisaserinternadosucessivamente.Emalgunscasos,quandoadoençaémuitoavançadaenãotempossibilidadedetransplante,recorremosàinternaçãodomiciliar,poissabemosqueaqueleindivíduosópodereceberagoracuidadospaliativos.Felizmentetemosotransplantedefígado,masnãoháórgãosparatodose alguns falecem na fila sem conseguir um órgão.O que o Sr. acha da internaçãodomiciliar?Éumexpedientejáusadohámuitotempoemoutrospaíses, sobretudo na Europa. É um grande avanço,com a vantagem de ter o envolvimento da família. Opacientequeébemcuidadopelafamíliadescompensamenos e precisa ir menos ao hospital. A internaçãodomiciliar cria essa cultura na família, por isso euacho um excelente expediente, mas infelizmenteainda muito pouco utilizado no Brasil e na Bahia. Ogovernodoestadodeuumgrandeexemploinstituindoa internação domiciliar no serviço público de saúde,mas ainda temos um número muito pequeno depacientes nesse sistema.Qual a importância do suportemedicamentoso no tratamentodas doenças hepáticas?É importante na Internação hospitalar, sobretudo osmedicamentos intravenosos, pois garante a quali-dade do atendimento ao paciente. Um outro aspectoresponsável pela interseção entre a hepatologia eempresas de internação domiciliar como a S.O.S.Vida, é que existe não só o acompanhamento empacientes em internação hospitalar com doençacrônica,mastambémdepacientesambulatoriaisqueestão se tratando com os chamados medicamentosimunobiológicos de alto custo. Existe uma lei noBrasil, a 9656/98, que instituiu a cobertura dosplanos de saúde para determinados medicamentoseosimunobiológicosestãoincluídosporqueelesnãosão de uso domiciliar. Necessitam que os pacientessejam avaliados antes da aplicação, pois podem terefeitosadversossérios.Hoje,ospacientesquetratamde hepatite B e C na Bahia habitualmente procuramclínicas especializadas no uso dessas medicações,como é o caso da S.O.S. Vida.Então o suporte garanteque o indivíduo vai tomar amedicação correta?Não só vai garantir que ele está tomando o me-dicamento certo, mas também que ele não estáapresentando efeitos adversos que ameaçam a suavida. São compostos imunobiológicos mantidossob condições especiais, que só empresas eclínicas especializadas, com farmácia, como éo caso S.O.S. Vida, podem oferecer.espaço médicoFotos:AdelmoBorges
  6. 6. 6 INFORME S.O.S. VIDAS.O.S. Vida marcapresença na SemanaCientífica da UnebExposição e ciênciaOenfoquemultidisciplinardoserviçodeInterna-ção Domiciliar foi o tema debatido pela equipedaS.O.S.VidaemumamesaredondaduranteaSemanaCientíficaemSaúdeeAmbiente(SEM-CISA),promovidapelaUniversidadedoEstadodaBahia(Uneb).AscolaboradorasIsabellaNápoli,gerentetécnicaoperacional,VanesckMartinez,supervisora de enfermagem, Andréa Couto,supervisora de fisioterapia, e Delma Agneli,assistentesocial,levaramabordagensdiversasdasatuaçõesdosprofissionaisqueatendememdomicílio,ressaltandoaconvergênciaemproldeumatendimentodeexcelênciaparaopaciente.Além de participar da mesa redonda, a S.O.S.Vida montou um stand com os equipamentosnecessários para um atendimento domiciliarcompleto. O objetivo foi expor para os alunose participantes do evento, o que, de fato,significa o serviço. Aliado a isso, os visitantespuderam conhecer um pouco dos 25 anos dehistória da empresa.A mesa redonda foi realizada no último dia doSEMCISA, que aconteceu entre os dias 25 e27 de abril, no campus da Uneb, em Salvador.Isabella Nápoli abriu os trabalhos, explicandoaos alunos alguns conceitos e definições doserviçodeatençãodomiciliar.“Oconceitoaindaé novo na sociedade, por isso é fundamentalentender que se trata de um atendimento mul-tidisciplinar, em que os diversos profissionaisdesempenham papéis importantes dentro decada processo”, destacou.Já Vanesck Martinez ressaltou o papel doprofissional de enfermagem dentro da aten-ção domiciliar. “Devemos estar sempre emsintonia com as outras áreas, uma vez que oprofissional de enfermagem, geralmente, é oquetemmaiscontatocomopaciente”,afirmou.Andréa Couto apontou que a atuação dofisioterapeuta deve levar uma série de pontosem consideração, uma vez que o ambientedomiciliar não tem a mesma estrutura queum espaço hospitalar. “É preciso observardesde a relação social do paciente até oambiente físico em que se encontra. Tudoisso vai influir na definição do tratamentofisioterápico”, explicou.DelmaAgnellipontuouofatodeseroassistentesocial o responsável pela abordagem inicialao paciente. “É preciso verificar todas ascondições, sociais e estruturais nas quais opaciente está inserido. O fundamental para umatendimento efetivo e eficiente é estabeleceruma relação de confiança entre toda a equipee a família”, detalhou.Acreditação e 25 anosde históriaIsabellaNápolifalouainda,duranteoevento,umpoucodahistóriadaS.O.S.Vida,quecompletou25 anos. Uma importante e recente conquistada empresa foi a conquista da acreditaçãointernacional, emitida pela Joint ComissionInternational. A S.O.S. Vida foi a segundaempresa do Brasil a obter a acreditação. “Aexcelência do atendimento ao paciente começacomotrabalhojuntoaosnossoscolaboradores.Com as consultorias recebidas para obter aacreditação, aprimoramos muitos processosinternos, o que refletiu em nosso atendimento.Ou seja, o beneficiado principal é o paciente,que tem a segurança de estar sendo atendidopor uma empresa que obedece a padrõesinternacionais”, afirmou Isabela.Isabela destacou ainda o apoio à pesquisae ensino que a empresa oferece através doNúcleo de Pesquisa e Estudos Científicos(NUPEC). É um trabalho tão relevante que em2011,osprofissionaisdaComissãodeControlede Infecção Domiciliar foram premiados noCIAD (Congresso Brasileiro Interdisciplinar deAssistência Domiciliar), em São Paulo, pelarelevância do case para a prática das empresasno segmento de Internação Domiciliar.emontastandmostrandocomofuncionaserviçodeInternaçãoDomiciliarFoto:CarlosBaumgarten
  7. 7. 7INFORME S.O.S. VIDAAcreditaçãoCertificação de qualidade nosserviços de saúde traz vantagenspara os pacientesOs indivíduos atendidos por uma empresade saúde com certificado de qualidadetêm uma assistência mais coordenada eintegrada, na medida em que as ações demelhoria proporcionam maior efetividadena atuação dos diferentes profissionais quecompõem a equipe de atendimento. Quemafirma é o coordenador de Educação e dire-tor institucional do Consórcio Brasileiro deAcreditação, Heleno Costa Júnior, que étambém representante exclusivo no Brasil daJoint Commission International (JCI). Segundoele, além dessa melhoria no atendimento, oindivíduo tem à sua disposição instalações,equipamentos e demais recursos mantidosno melhor nível de qualidade.Heleno destaca que existem diferentesmetodologias utilizadas para acreditação deserviços e sistemas de saúde no Brasil, sendoque algumas utilizam manuais e padrões decaráter nacional e outras, padrões internacio-nais. No caso da metodologia desenvolvidae aplicada pelo Consórcio Brasileiro deAcreditação (CBA), representante exclusivoda Joint Commission International (JCI) noBrasil, são utilizados manuais e padrões devalidade e reconhecimento internacionais.A grande vantagem de uma empresa sercertificada, na opinião de Heleno, está naoportunidade de a instituição estabeleceruma avaliação estruturada e abrangente doconjunto geral de seus serviços, a partir daqual se pode desenvolver um planejamentoconsistente de melhorias. “O foco de melhoriaestá orientado para a qualidade e segurança docuidado prestado ao paciente, mas as açõestambém alcançam a gestão dos serviços,as instalações físicas, o gerenciamento dasinformações e a qualificação dos profissio-nais”, destaca.O representante da JCI acrescenta que umainstituição acreditada assume um compro-misso permanente com a garantia de avaliare manter a qualidade e segurança, uma vezque a cada três anos o selo de acreditaçãodeve ser renovado.No caso de uma empresa de atenção domiciliar,como a S.O.S. Vida, que foi recentementeacreditada, Heleno esclarece que existe ummanual e um conjunto de padrões específicos,que estão reunidos no Manual Internacionalde Padrões para Atenção Domiciliar.O representante da JCI lembra que no casoda S.O.S. Vida, o processo se deu em etapas,o que possibilitou um amadurecimento con-sistente dos processos de mudança, sendo oprincipal, o estabelecimento de uma cultura dequalidade e segurança baseada em políticas eprocedimentos institucionais e em indicadoresde desempenho clínicos e administrativos.“Vale ressaltar a participação e empenho daequipe e da direção da empresa em todo oprocesso, o que viabilizou a implantação deum conjunto de ações de melhoria, segundoos requerimentos definidos pelos padrõesinternacionais”, diz Heleno, destacando comoexemplo a mudança e melhoria dos processosde assistência farmacêutica, incluindo umagrande reforma do ambiente físico daquelaunidade, “a qual recebeu elogios e destaqueda equipe de avaliadores”, finalizou.RepresentantedaJCIdestacaamelhoriadasempresassubmetidasaumprocessodecertificação“Vale ressaltara participação eempenho da equipe eda direção da empresaem todo o processo,o que viabilizou aimplantação de açõesde melhoria”
  8. 8. 8 INFORME S.O.S. VIDAHomenagem ereconhecimentoO Salão Maison da Beleza, localizado no Caminhodas Árvores, recebeu um público especial nodia 21 de maio, para fazer escova, hidratação,massagem e outros serviços estéticos. Assistentessociais e enfermeiras de hospitais e operadorasde saúde de Salvador participaram da IX Ediçãodo Evento de Qualidade de Vida, cujo objetivo éhomenagear essas profissionais pela passagemde seu dia. As enfermeiras comemoram dia 12de maio e as assistentes sociais, dia 15. Pro-movido pela S.O.S.Vida, o evento é uma formaque a empresa encontrou de agradecer pelotrabalho desenvolvido pelas duas categoriasno serviço de atendimento domiciliar. O eventoincluiu serviço de manobrista gratuito, lanchese salgados servidos durante o tratamento, sor-teio de brindes e todo o suporte do pessoal daS.O.S.Vida. O evento para enfermeiras e assistentessociais foi realizado também em Aracaju, dia 30de maio, no Restaurante e Churrascaria Sal &Brasa, em Atalaia.Jornada OncológicaEm comemoração ao Dia Mundial do Câncer e ao primeiro ano da UnidadeOncológica da S.O.S. Vida no Hospital Agenor Paiva, foi realizada, dia 9 deabril, a 1ª Jornada Multidisciplinar Oncológica. O evento, uma parceria entre aS.O.S. Vida e o Hospital Agenor Paiva, foi realizado no auditório do hospital. Ajornada contou com diversas palestras sobre temas voltados para Oncologia ereuniu pesquisadores, médicos e especialistas. A organização do evento ficoua cargo do Dr. Igor Blohem, que reuniu uma equipe multidisciplinar para pa-lestras sobre os seguintes temas: “Situação do Câncer no Brasil e no Mundo”,“Estresse, Depressão e Câncer”, “Alimentação e Câncer”, “Medicamentos eRiscos de Câncer”, “Prevenção ao Câncer de Mama”, Prevenção ao Câncerde Próstata” e “Prevenção ao Câncer de Cabeça e Pescoço”.S.O.S. Vida participa deevento no São RafaelA S.O.S. Vida marcou presença, dia 31 de maio, durante mesaredonda no Hospital São Rafael. O evento, realizado no auditórioLuigi Faroldi, foi voltado para as assistentes sociais e enfermeirase debateu o tema “Política Nacional de Saúde e Política Nacionalde Assistência Social - Uma interface necessária ao ServiçoSocial”. A supervisora de Serviço Social do São Rafael, AdrianaAssis, destacou a importância da colaboração entre as duasinstituições de saúde. “A S.O.S.Vida é parceira há muito tempoe uma das principais, pela qualidade dos serviços que presta aosnossos pacientes. O Serviço Social percebe que a S.O.S.Vida éreferência na área de internação domiciliar.”CURTAS

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