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CONSULTAS DE ENFERMAGEM EM PUERICULTURA NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE
DA FAMÍLIA: VIVÊNCIAS ACADÊMICAS
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Referências:
1. Marcondes E. (org) Pediatria básica. 9ª ed. São Paulo: Sarvier, v.1, 2003.
2.Brasil Ministério da Saúde....
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Consultas de enfermagem em puericultura na esf vivências acadêmicas

  1. 1. 1 CONSULTAS DE ENFERMAGEM EM PUERICULTURA NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: VIVÊNCIAS ACADÊMICAS Bruna Parnov Machado1 ; Suzinara Beatriz Soares de Lima2 Tanise Finamor Ferreira3 ; Michele Dias de Oliveira4 ; Viviane Viero5 Introdução: Historicamente no Brasil a atenção à criança ocupou um espaço privilegiado, em função dos altos coeficientes de mortalidade infantil e, em parte, como conseqüência da importação das idéias européias da doutrina da puericultura. Um aspecto marcante nos programas de saúde dirigidos à criança, no início do século XX, foi o caráter de missão educativa como por exemplo os relacionados à aspectos que diziam respeito à melhor forma de cuidá-las, para a obtenção de uma saúde perfeita.1 No âmbito da saúde pública, em 1984, numa ação conjunta entre o governo federal, as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e o Ministério da Saúde, foi elaborado o programa de “Assistência Integral à Saúde da Criança” (PAISC), com base na análise das condições sanitárias e epidemiológicas da população2 . O PAISC representou um conjunto de ações com o objetivo de atuar sobre as principais causas de morbimortalidade infantil. Assim, foram definidas as Ações Integradas de Saúde (AIS), posteriormente transformadas em cinco Programas: Nacional de Imunização (PNI); o de Incentivo ao Aleitamento Materno e Orientações para o Desmame (PIAM); o de Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento (PVCD); o de Assistência e Controle das Doenças Diarréicas (TRO) e o de Assistência e Controle das Infecções Respiratórias Agudas (IRA). Com a implementação desse programa, no início dos anos 1990 a redução de mortalidade infantil caiu de 70.9 para 47.6 por 1000 nascidos-vivos, o que mostrou sua eficácia.3 No final da década de 90 esse indicador passa a ter uma redução mais lenta indicando que somente as ações do PAISC não eram mais suficientes. Com isso, em 1996 o Ministério da Saúde passa a criar a estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) para tornar as ações mais integradas. Esse programa em vigor busca entender a criança como única e que todos os problemas encontrados nesta faixa etária devem ser vistos de maneira integrada. Na Estratégia de Saúde da Família, um dos instrumentos utilizados para o acompanhamento da saúde das crianças é o desenvolvimento do Programa de Puericultura, que tem a finalidade de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento da criança, observar a cobertura vacinal, estimular o aleitamento materno exclusivo, orientar a alimentação complementar da criança e prevenir as doenças diarréicas e respiratórias no primeiro ano de vida da criança. Esse programa apresenta um conteúdo voltado para atividades preventivas e de promoção da saúde.4 O programa de puericultura é realizado por meio de consultas de enfermagem e a partir do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança é possível estabelecer condutas preventivas adequadas à idade sobre vacinação, alimentação, estimulação e cuidados gerais com a criança, em um processo contínuo de educação 1 Enfermeira Mestranda PPGEnf/UFSM. E-mail: bruninha_pmachado@hotmail.com 2 Enfª Profª Drª Docente da UFSM e vice-diretora de Enfermagem do HUSM. susibslima@yahoo.com.br 3 Enfermeira. Pós Graduanda em Formação Pedagógica e Terapia Intensiva: Ênfase em Oncologia e Controle de Infecção Hospitalar. UNIFRA. tanisefinamor@bol.com.br 4 Enfermeira Pós Graduanda em formação Pedagógica para a Docência Superior URI Campus de Santiago. michadeoliveira@hotmail.com 5 Enfermeira pela UFSM. Pós-graduada em Formação Pedagógica de Docentes para a Educação Profissional. Servidora técnica administrativa da UFSM, lotada no HUSM/Ambulatório de Quimioterapia. E-mail: viviviero@hotmail.com.
  2. 2. 2 para a saúde. O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, através da sistematização de retornos ao serviço de saúde do recém-nascido ao adolescente, foi considerado o eixo integrador das ações básicas.5 Nesse sentido, as consultas de enfermagem às crianças até seis anos de idade incluídas no AIDIPI permitem um enfoque à promoção da saúde e a prevenção de doenças em um processo contínuo de educação para a saúde As consultas de enfermagem, além de avaliar o crescimento e o desenvolvimento das crianças, abordam questões referentes a promoção da saúde por meio de ações educativas.6 Assim, o objetivo desse trabalho é apresentar as vivências em consultas de enfermagem em puericultura. Metodologia: O presente trabalho trata-se de um relato de experiência, ocorrido durante as atividades de Estágio Supervisionado no 8º semestre do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria UFSM. O campo de estágio foi a Estratégia de Saúde da Família Urlândia localizada no município de Santa Maria, durante o período de agosto a outubro de 2010, perfazendo um total de 268 horas/relógio. Resultados: Primeiramente foi realizado um diagnóstico situacional em relação às prioridades de atuação no contexto da saúde da criança. Observou-se que a baixa condição sócio-econômica, juntamente com a falta de orientações quanto aos cuidados de saúde nos primeiros dois anos de vida, pode vir a ser um fator desencadeante de doenças e alterações no crescimento e desenvolvimento infantil, potencialmente evitáveis. Em vista disso, realizaram-se atividades de atenção à saúde da criança, tais como: realização de consultas de enfermagem em puericultura com vistas a promoção da saúde e prevenção de agravos prevalentes na infância; visitas domiciliares à famílias que possuam crianças na faixa etária de zero a dois anos de idade, com a intenção de uma maior compreensão do contexto de vida e condições de higiene vividas pela criança e sua família e grupos com atividades educativas e lúdicas para crianças e familiares. Durante as consultas, além da anamnese, abordou-se com os pais e/ acompanhantes aspectos primordiais ao crescimento e desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida, além de visitas domiciliares. Nas consultas de enfermagem, os cuidados com a criança no acom- panhamento de seu crescimento e desenvolvimento são um convite para a compreensão do outro. É uma relação que se dá no cotidiano do cuidado à criança ao intervir sob a forma de trocas, orientações e observações. A enfermagem pode ampliar sua dimensão, favorecendo o relacionamento com o outro, numa interação que reconhece necessidades e limitações, bem como resgatar o cuidado com o ser humano buscando uma atenção integral à saúde da criança.6 As consultas de enfermagem, além de avaliar o crescimento e o desenvolvimento das crianças, abordam questões referentes a promoção da saúde por meio de ações educativas. Para isso, então, é necessário que as mães sejam orientadas, incentivadas e se sintam seguras nos cuidados com a criança. Considerações Finais: Acredita-se que o papel do enfermeiro no acompanhamento integral do crescimento e desenvolvimento infantil, nos dois primeiros anos de vida pode ser decisivo, principalmente no que tange a prevenção de agravos potencialmente evitáveis, como por exemplo: desnutrição, parasitoses e acidentes domésticos, dentre outros. Além disso, conforme amparo legal e de acordo com a experiência vivenciada acredita-se que a consulta de enfermagem quando realizada com qualidade e de maneira educativa representa uma ferramenta muito eficaz na promoção da saúde e potencial geradora de vínculos entre profissional enfermeiro e comunidade. Descritores: Enfermagem; saúde da família; saúde da criança.
  3. 3. 3 Referências: 1. Marcondes E. (org) Pediatria básica. 9ª ed. São Paulo: Sarvier, v.1, 2003. 2.Brasil Ministério da Saúde. AIDPI Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância: curso de capacitação: introdução: módulo 1. Brasília: Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde. 2. ed. rev., 2002. 3. Cabral IE, Aguiar RCB. As políticas públicas de atenção à saúde da criança menor de cinco anos: um estudo bibliográfico. Rev Enf UERJ, 2003, 11(3) 285-291. 4. Leite GB. Bercini LO. Caracterização das crianças atendidas na puericultura do Programa Saúde da Família do município de Campo Mourão. Rev Ciência, Cuidado e Saúde, 2005, 4(3) 224-230 5. Figueiredo, GLA, Mello, DF. A prática da enfermagem na atenção à saúde da criança em unidade básica de saúde. Rev Latino-Am. Enfermagem, 2003, 11(4) 544-551. 6. Cadete MMM, Oliveira VC. A consulta de enfermagem no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. REME, 2007 Jan-Mar 11(1) 77- 80.

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