Constipação intestinal um termo desconhecido

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Constipação intestinal um termo desconhecido

  1. 1. 111 Artigo Original Rev Paul Pediatria 2006;24(2):111-4. Resumo Objetivo: Identificar a prevalência de procura espontâ- nea de crianças com constipação intestinal crônica em uma unidade básica de saúde e o conhecimento de seus pais ou responsáveis sobre este problema. Métodos: Estudo tipo transversal, por meio de entrevis- tas estruturadas com os pais de crianças na faixa etária de 1 ano completo a 10 anos incompletos, que freqüentavam uma unidade básica de saúde. Após a consulta médica, as crianças que fossem sorteadas tinham seus pais convidados a participar do estudo, respondendo a um questionário no qual constavam: identificação do paciente, história de constipação intestinal do paciente, dos pais e irmãos e conhecimento dos pais sobre o hábito intestinal das crianças. Resultados: Foram realizadas 313 entrevistas e encon- tradas 84 (26,8%) crianças constipadas. Procuraram espon- taneamente o serviço, com queixa de constipação intestinal crônica, 15,5% (13/84) delas. Em relação aos responsáveis pelas crianças, 76,2% (64/84) consideravam que suas crianças tinham dificuldades para evacuar e apenas 9,5% (8/84) conheciam a expressão constipação intestinal. Conclusões: A procura espontânea por atendimento médico devido à constipação intestinal foi pequena, prova- velmente porque esta não é considerada como doença, o que é corroborado pelo desconhecimento da expressão constipa- ção intestinal e pela baixa morbidade do problema. Parcela significativa dos pais considera normal o hábito intestinal dos filhos, apesar dos mesmos apresentarem dificuldades para evacuar. É necessário instituir e divulgar mais ações preventivas e terapêuticas sobre este importante agravo à saúde da criança e do adolescente. Palavras-chave: Constipação, cuidados primários de saúde, puericultura, criança. Abstract Objective:Toidentifytheprevalenceofspontaneousdemand of primary health care among children with intestinal constipa- tion and the knowledge of their parents about this problem. Methods: This cross-sectional study consisted of surveys with parents of children with 1 - 10 years old that attended a primary health care center. After medical consultation, chil- dren were chosen by chance to participate in the study. Parents of those chosen were invited to participate by answering a survey with questions about the following themes: identifi- cation, child´s history of intestinal constipation and parental knowledge about intestinal habits of their children. Results: 313 interviews were completed and 84 (26.8%) children with constipation were identified. Of those with constipation, 15.5% (13/84) have spontaneously searched medical attention in the health care center, with signs and symptoms of intestinal constipation. Regarding parental per- ception of the problem, 76.2% (64/84) of them were aware of the difficulties presented by their children, but only 9.5% (8/84) knew the expression “intestinal constipation”. Conclusions: The spontaneous demand for medical examination due to intestinal constipation was small, pro- bably because the problem was not considered a disease. The ignorance of the expression “intestinal constipation” and the small morbidity of the problem had worsened the recognition of the problem by the families. A relatively high percentage of parents considered their children normal re- garding their intestinal habits, despite the fact that they had intestinal constipation. It is necessary to promote and teach preventive and therapeutic actions regarding this important problem of children and adolescents. Key-words: Constipation, child care, primary health care, child. Constipação intestinal: um termo desconhecido e distúrbio freqüentemente não reconhecido Intestinal constipation: an unknow term and not frequent recognized trouble Ieda Regina L. Del Ciampo1 , Luiz Antonio Del Ciampo2 , Lívia Carvalho Galvão2, Maria Inês M. Fernandes3 1 Mestre em Pediatria pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo 2 Professor-doutor do Departamento de Puericultura e Pediatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo 3 Professor-associado do Departamento de Puericultura e Pediatria da Fa- culdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo Endereço para correspondência: Ieda Regina Lopes Del Ciampo Avenida Abade Constantino, 371 CEP 14040-290 – Ribeirão Preto (SP) E-mail: irlopes@click21.com.br Recebido em: 10/10/2005 Aceito em:13/2/2006
  2. 2. 112 Introdução Nos últimos anos, devido à sua elevada prevalência, a constipação intestinal crônica (CIC) vem sendo con- siderada como um problema de saúde pública. Trata-se de uma doença que atinge indivíduos de qualquer ida- de e apresenta repercussões clínicas que não requerem tratamento de emergência. É responsável por cerca de 3% das queixas registradas em consultórios de pediatria geral e quase 25% dos casos de atendimento nos ambulatórios de gastroenterologia pediátrica(1-3) . Suas causas estão diretamente relacionadasaoshábitosalimentareseaopadrãodevidamoder- nos, que acompanharam a evolução do processo industrial de produção de alimentos, a falta de tempo para realizar refeições adequadaseosmodismosculturais,contribuintesprincipaisda redução da quantidade de fibras insolúveis dos alimentos. Também as novas práticas alimentares como redução da prevalência do aleitamento materno, o consumo de alimentos status-convenience, como chá, açúcar, pão e refrigerantes, e a produção de diversos tipos de alimentos direcionados parti- cularmente às crianças, com maciça divulgação pela mídia, tornaram a ingestão de fibras cada vez menor, contribuindo para a instalação do quadro de constipação intestinal em grande número de indivíduos predispostos(4) . O sedentarismo e a limitação das atividades físicas decorrentes dos hábitos de vida moderna, como o uso de controle remoto, computadores, videogame, televisão, elevador, etc., que contribuem para a diminuição de esforços do ser humano na realização de suas tarefas diá- rias, também podem ser responsáveis pela diminuição da motilidade intestinal. Para alguns autores, a constipação intestinal crônica deve ser considerada como “uma doença da civilização, criada pelo próprio homem, que hoje uti- liza drogas como forma de contorná-la”(5) . Mesmo sendo considerada uma doença autolimitada e com resolução na própria infância, a constipação intestinal crônica pode persistir até a idade adulta(6-9) . A conscientização de toda a família do paciente e sua con- seqüente participação ativa em todos os passos do tratamento são fundamentais para a resolução do problema. Portanto, para compreender e lidar com casos de uma doença desta na- tureza, é necessário estabelecer uma forte e adequada relação médico-mãe-criança, cujos reflexos poderão ser observados na transformação do relacionamento entre os familiares(10) . O presente estudo tem como objetivo conhecer a preva- lência de procura espontânea de crianças constipadas por atendimento médico, em uma unidade básica de saúde. Métodos Trata-se de um estudo tipo transversal, realizado no pe- ríodo de março de 1996 a fevereiro de 1997, por meio de entrevistas estruturadas com os pais de crianças na faixa etária de 1 ano completo a 10 anos incompletos, que freqüentavam o ambulatório de Puericultura e Pediatria da Unidade de Vila Tibério, pertencente ao Centro de Saúde da Escola da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Nesse período, foram entrevistados 313 pais, sorteados dentre todas as crianças que procuravam a unidade de saúde para atendimento médico, perfazendo, em média, seis en- trevistas semanais. Inicialmente, foi realizado o sorteio das crianças e realizada a avaliação médica, que, além de atender às necessidades dos pacientes, serviu também para excluir do estudo aquelas portadoras de doenças neurológicas, as com hipotireoidismo ou que faziam uso de medicamentos cons- tipantes como antiácidos, anticonvulsivantes, suplementos à base de ferro, antiespasmódicos, analgésicos ou antidepres- sivos. Todos os pais das crianças sorteadas que obedecessem aos critérios de inclusão eram convidados a participar do estudo, respondendo a um questionário no qual constavam: identificação, história de constipação intestinal do pacien- te, conhecimento dos pais sobre a constipação intestinal e o motivo da procura do serviço médico. Foram incluídas no estudo as crianças que tiveram três ou mais consultas médicas de rotina no serviço, em bom estado geral durante a seleção para a entrevista e que não apresentavam os critérios de exclusão anteriormente definidos. A constipação intestinal é um sintoma definido pela ocorrência de qualquer uma das seguintes manifestações, independentemente do intervalo entre as evacuações: eli- minação de fezes duras, em cíbalos, na forma de seixos ou cilíndricas com rachaduras, dificuldade ou dor para evacuar, eliminação esporádica de fezes muito volumosas, que podem ou não entupir o vaso sanitário, ou freqüência de evacuações inferior a três por semana, exceto em crianças em aleitamento natural exclusivo(11) . Para este estudo, utilizou-se um critério que dividiu os sinais e sintomas em maiores e menores, de acordo com a sua importância, a saber: a) sinais maiores – fezes cilíndricas ressecadas, fezes fragmentadas, eliminação dolorosa, elimi- nação com esforço e escape fecal; b) sinais menores – volume aumentado, intervalo entre as evacuações maior ou igual a dois dias, sangramento e demora para iniciar a evacuação. Foram considerados constipados os pacientes que apresenta- Constipação intestinal: um termo desconhecido e distúrbio freqüentemente não reconhecido Rev Paul Pediatria 2006;24(2):111-4.
  3. 3. 113 Ieda Regina Lopes Del Ciampo et al. vam dois ou mais dos critérios maiores ou um critério maior e dois menores(12) . O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa do Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Resultados No período de março de 1996 a fevereiro de 1997 foram atendidas, no serviço, 5432 consultas médicas, que com- preenderam: retornos de Puericultura, retornos médicos e atendimentos não-programados. Dentre todas as crian- ças atendidas nesse período, 313 participaram do estudo, sendo encontradas 84 (26,8%) portadoras de constipação intestinal crônica, com 42 (50%) de cada sexo. A procura espontânea por consulta médica, com queixa específica de constipação intestinal crônica, ocorreu em 15,5% (13/84) dos casos. Quando foi perguntado se os pais ou respon- sáveis pelas crianças conheciam a expressão constipação intestinal, apenas 9,5% (8/84) responderam afirmativa- mente. Em 76,2% (64/84) dos casos de constipação, os responsáveis acreditavam que as crianças apresentavam dificuldades para evacuar e 36% (30/84) disseram que consideravam normal o padrão evacuatório. Em 16,7% (14/84) dos casos, mesmo supondo que seu filho apresenta- va dificuldades para evacuar, os responsáveis consideravam que isso pudesse ser normal. Dentre os pacientes que procuraram espontaneamente atendimento com queixas específicas de constipação intesti- nal crônica, apenas 30,7% (4/13) de seus pais ou responsáveis afirmaram conhecer a expressão constipação intestinal. Tais pacientes apresentavam, cada um, três sinais maiores (fezes cilíndricas e ressecadas, eliminação dolorosa e com esforço) e dois menores (dificuldades para iniciar a evacuação e eli- minação variando de dois a cinco dias). Discussão Neste estudo, a prevalência de constipação intestinal veri- ficada na amostra populacional analisada está de acordo com aquela encontrada por outros autores, em estudos nacionais e internacionais, variando entre 25,1% a 38,4 em crianças de diferentes faixas etárias(12-18) . Deve-se reconhecer as dificuldades de diagnosticar a constipação intestinal crônica, cuja variedade de sintomas é grande, porém pouco valorizada, tornando-se necessário efe- tuar uma anamnese dirigida, que somente pode ser realizada quando o médico está atento à possibilidade de constipação intestinal como causa dos sintomas do paciente. Os resultados apresentados mostram que, em muitos ca- sos, a procura por consulta médica especificamente, devido à constipação intestinal crônica, é pequena, corroborando com a afirmativa de que grande parte dos indivíduos não o faz, provavelmente por não considerarem a constipação intestinal crônica uma doença (pelo menos até que apareçam compli- cações como escape fecal e sangramento anal). Observações semelhantes foram encontradas em trabalhos realizados por diferentes autores(13,19-21) . Quanto à opinião dos pais sobre a constipação de seus filhos, a elevada freqüência dos que acreditavam que estes não tinham dificuldades para evacuar (76,2%) e dos que acreditavam que o padrão das evacuações era normal (36%) está de acordo com o estudo sobre encoprese e soiling, o qual mostra que somente metade dos pais reconhece a constipação intestinal de seus filhos e poucos relacionam o escape fecal à constipação(22) . Estes achados mostram como os casos são entendidos pelos leigos e quais as dificuldades encontradas pelo médico para diagnosticar a doença, quando uma boa e atenta anamnese não é realizada. Deve-se destacar que é fundamental procurar ativamente conhecer o padrão de evacuação das crianças. Também, o tratamento e a educação preventiva a serem instituídos ficam dificultados quando os pais não reconhecem a doença da criança. No presente estudo, a expressão “constipação intestinal” era desconhecida pelos responsáveis em elevadíssima proporção (90,5%). Este achado pode estar relacionado à baixa morbidade da doença, que atua silenciosamente, fazendo com que as crian- ças constipadas recebam tratamentos caseiros paliativos ou, até mesmo, não sejam tratadas. A doença não percebida e/ou não referida ao profissional de saúde é, ao mesmo tempo, menos abordada a contento nos consultórios médicos, local onde a informação é de extrema importância, o que deixaria pacientes eresponsáveissemmaioresorientações,eestesdesconhecematé mesmo a nomenclatura científica correta. Diante dos resultados encontrados neste estudo, é necessá- rio institur e intensificar medidas preventivas da constipação intestinal crônica, em especial quanto aos aspectos dietéti- co-nutricionais, de atividades e modificações dos hábitos familiares. Assim, os programas de Puericultura revestem- se de importância crescente, visto que todo este conjunto de orientações e atitudes é desenvolvido no seguimento de rotina da criança, desmistificando a falsa impressão de cura do problema provocada por manobras de esvaziamento retal e uso de laxativos. Rev Paul Pediatria 2006;24(2):111-4.
  4. 4. 114 Considerada como um problema grave de saúde, com con- seqüências em longo prazo, a constipação intestinal crônica precisa ser abordada como prioridade pelos serviços de aten- dimento à saúde da criança e do adolescente, principalmente no que se refere aos seus aspectos preventivos. Isto permitiria ao pediatra estabelecer um vínculo com o paciente e com sua família, conhecendo melhor o ambiente e as condições de vida daquela criança, com a possibilidade de interferir desde o início do quadro e não somente quando aparecem sinais e/ou sintomas de complicações da constipação intestinal crônica. A intervenção precoce aumenta a possibilidade de melhora rá- pida desta condição, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente portador, que deixaria de sofrer as conseqüências de uma doença crônica aparentemente tão pouco valorizada. 1. Kimbro C, Daisley K. Bowel control intervention: nurses can make a difference. Ostomy Wound Manage 1992;38:40-4. 2. Levine MD. Children with encopresis: a descriptive analysis. Pediatrics 1975;56:412-6. 3. Molnar D, Taitz LS, Urwin OM, Wales JK. Anorrectal manometry results in defecation disorders. Arch Dis Child 1983;58:257-61. 4. Del Ciampo IRL, Galvão LC, Del Ciampo LA, Fernandes MIM. Os pais perce- bem a constipação intestinal de seus filhos? Estudo em uma unidade básica de saúde. Rev Paul Pediatr 2004;22:15-8. 5. Eshchar J. Constipation and education. Arch Intern Med 1978;138:690-1. 6. Abrahamian FP, Lloyd-Still JD. Chronic constipation in childhood: a longitudinal study of 186 patients. J Pediatr Gastroenterol Nutr 1984;3:460-7. 7. Rex DK, Fitzgerald JF, Goulet RJ. Chronic constipation with encopresis per- sisting beyond 15 years of age. Dis Colon Rectum 1992;35:242-4. 8. Landman GB, Levine MD, Rappaport L.Astudy of treatment resistance among children referred for encopresis. Clin Pediatr (Phila) 1984;23:449-52. 9. Galvão LC, Maffei HL, Suarez VM, Calva RR, Fernandes MIM. Constipação intestinal crônica em estudantes de Medicina de Ribeirão Preto. Estudo multicêntrico.Anais do XII Congresso Latino-americano de Gastroenterologia Pediátrica e Nutrição. São Paulo (SP), 15 a 19 de julho de 1996, p. 157. 10. Ricas J, Yamada RT, Fernandes MIM, Cunha ST, Gushken AKF, Bortoli ZB et al. A propósito do atendimento psicossomático de crianças com constipação intestinal. Medicina (Ribeirão Preto) 1993;26:51-8. 11. Maffei HVL, Morais MB. Constipação intestinal crônica funcional. In: Barbieri D, Palma D, editores. Gastroenterologia e nutrição. 1ª ed. São Paulo:Atheneu, 2001, p. 63-80. 12. Del Ciampo IRL, Galvão LC, Fernandes MIM, Del Ciampo LA. Chronic intestinal constipation: prevalence and diagnostic in primary center care – Ribeirão Preto (SP), Brazil [abstract]. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2000;31:S95. 13. Zaslavsky C, de Silveira TR, Maguilnik I. Total and segmental colonic transit time with radio-opaque markers in adolescents with functional constipation. J Pediatr Gastroenterol Nutr 1998;27:138-42. 14. Maffei HVL, Moreira FL, Oliveira WM Jr, Sanini V. Prevalência de constipação intestinal em escolares do ciclo básico. J Pediatr (Rio J) 1997;73:340-4. 15. Aguirre ANC, Vitolo MR, Puccini RF, de Morais MB. Constipação em lac- tentes: influência do tipo de aleitamento e da ingestão de fibra alimentar. J Pediatr (Rio J) 2002;78:202-8. 16. Issenman RM, Hewson S, Pirhonen D, Taylor W, TiroshA.Are chronic digestive complaints the result of abnormal dietary patterns? Diet and digestive complaints in children at 22 and 40 months of age. Am J Dis Child 1987;141:679-82. 17. Loening-Baucke V. Constipation in children. N Engl J Med 1998;339:1155-6. 18. Roma E, Adamidis D, Nikolara R, Constantopoulos A, Messaritakis J. Diet and chronic constipation in children: the role of fiber. J Pediatr Gastroenterol Nutr 1999;28:169-74. 19. Potts MJ, Sesney J. Infant constipation: maternal knowledge and beliefs. Clin Pediatr (Phila) 1992;31:143-8. 20. Santanna AMGA, Oliveira NA, Gracia J, Guerra SRNP, Barbosa SS, Bonfim MCPO et al. Constipação intestinal funcional na infância, um estudo de pre- valência. In VIII Congresso Brasileiro de Gastroenterologia Pediátrica. Anais. Londrina (PR), 20 a 23 de março de 1995, p. 67. 21. Berti MR, Rech A. Hábitos intestinais em crianças sem queixas do aparelho digestivo. Rev Cient AMECS 1997;6:121-4. 22. Loening-Baucke V. Encopresis and soiling. Pediatr Clin North Am 1996;43:279-98. Referências bibliográficas Rev Paul Pediatria 2006;24(2):111-4. Constipação intestinal: um termo desconhecido e distúrbio freqüentemente não reconhecido

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