Constipação intestinal..

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Constipação intestinal..

  1. 1. CONSTIPAÇÃO INTESTINAL Podemos definir a constipação de maneira bem simples, como a evacuação em freqüência inferior a três vezes por semana. No entanto, algumas pessoas com constipação apresentam freqüência de evacuações normal, diária, mas relatam dificuldade para evacuar, com esforço excessivo, fezes endurecidas, sensação de evacuação incompleta, fezes finas ou fezes normais com a primeira parte muito endurecida, fezes em cíbalos e etc. Vemos, assim, que o hábito intestinal de cada pessoa deve ser analisado como um todo e não apenas com relação à freqüência de evacuações. É condição muito freqüente e que causa sérios transtornos na vida das pessoas. Em muitos casos a causa reside em hábitos inadequados ou em dieta pobre em fibras e líquidos. Pode ser uma doença primária ou um sintoma de outras enfermidades, como diabetes, problemas na tireóide ou o câncer do intestino. Por isso é muito importante procurar o médico especialista para definir adequadamente os sintomas e tratar de maneira segura. Sabe-se que a constipação é mais freqüente nas mulheres e também comum em idosos do que nos indivíduos mais jovens. A constipação intestinal pode ser classificada como aguda (início recente, abrupto) ou crônica (que existe há muito tempo). A causa mais comum de constipação crônica é a baixa ingestão de fibras. Esses componentes dietéticos são encontrados principalmente em frutas, verduras e grãos. As fibras não são digeridas em nosso organismo e podem ser divididas em dois grupos: solúveis e insolúveis. As fibras solúveis formam uma espécie de gel no intestino e as insolúveis passam intactas. O efeito delas é aumentar o volume das fezes e reter líquido nas mesmas, fazendo com que elas fiquem mais pastosas e fáceis de eliminar. A quantidade recomendada para ingestão diária é de 25-30g/dia. Outro fator importante no desenvolvimento da constipação crônica é a baixa ingestão de líquidos. Eles hidratam as fezes e facilitam sua eliminação. Recomenda-se a ingestão de aproximadamente 2 litros de água por dia. Um outro fator que contribui para a constipação é o sedentarismo. Fato observado especialmente nos pacientes acamados, após cirurgias, etc. Uma condição fisiológica que está associada à constipação é a gravidez. Nessa fase, o organismo da mulher produz substâncias que fazem com que o intestino mova-se mais devagar. Outro fator que contribui é a compressão do intestino pelo útero aumentado. Uma causa social é quando o indivíduo, por motivos sociais ou de higiene, ignora o desejo de evacuar, retendo as fezes. É bastante comum encontrarmos pessoas que só conseguem evacuar em casa. Esse adiamento constante da evacuação reduz a sensibilidade do reto, e como as fezes permanecem mais tempo no intestino, ocorre maior absorção de água, levando ao seu ressecamento. Existem medicamentos que têm efeito constipante, devendo-se ficar atento ao seu uso. São eles os analgésicos potentes (morfina e derivados), os suplementos de ferro, usados para tratar anemia, alguns medicamentos para tratamento da hipertensão, antidepressivos e outros.
  2. 2. Os laxantes embora sejam usados para tratar a constipação, seu uso contínuo "vicia" o intestino e prejudica sua movimentação, levando à necessidade de quantidade cada vez maior de medicamento, até que o mesmo não mais faz efeito e contribuindo para o desenvolvimento da constipação. Por isso, esses remédios não devem ser usados indiscriminadamente e sem orientação médica! São várias as doenças que podem causar constipação. Aquelas que alteram a movimentação intestinal: diabetes, hipotireoidismo, Síndrome do intestino irritável, depressão e etc. Algumas doenças levam a obstrução do intestino, podendo ser causas de constipação aguda ou subaguda tais como o câncer de cólon, compressão do intestino por alguma estrutura ou tumor fora dele, aderências, estreitamento da luz do intestino, Doença de Chagas e outras. Como é feito o diagnóstico? Diante da queixa de constipação, o médico deve realizar uma entrevista bem detalhada. Pesquisa sobre os hábitos alimentares da pessoa, a ingestão de líquidos e medicamentos, além de detalhar o hábito intestinal antes e depois do desenvolvimento da constipação. É de extrema importância que o médico pergunte sobre o aspecto das fezes, se são endurecidas, se saem em "bolinhas", se vêm acompanhadas de sangue e/ou pus, se há dor durante a evacuação, e outras questões específicas. Investigam-se também a existência de doenças prévias e na família, principalmente problemas intestinais. O exame físico deve incluir uma avaliação da região anal, um toque retal, anuscopia e retossigmoidoscopia, que vão permitir a análise de algumas características do ânus, da ampola retal, e do retossigmóide, além do que, também informará sobre a presença de fezes ressecadas, com sangue, etc. Esses exames também permitem diagnosticar condições como fissuras anais, fístulas e doença hemorroidária. Outros exames complementares serão realizados em casos selecionados, em função da história clínica, idade e sintomatologia apresentada. Esses exames incluem a colonoscopia, a pesquisa de sangue oculto nas fezes nos indivíduos com idade acima de 50 anos e com história de câncer de cólon na família, radiografia de tórax e de abdômen que são bastante úteis no paciente com quadro de constipação intestinal de início recente, principalmente acompanhada de dor abdominal, febre e outros sintomas, enema opaco: exame radiológico com contraste no intestino, tempo de trânsito colônico e outros. Como é feito o tratamento? Descartada doença grave ou que necessite de tratamento específico ou cirúrgico, recomenda-se o tratamento clínico. Ele deve priorizar mudanças na dieta e estilo de vida, e não o uso de laxantes, enemas e supositórios. O ponto crucial para o tratamento da maioria dos pacientes com constipação intestinal crônica é corrigir os vícios alimentares. Isso envolve o aumento da ingestão de fibras e de líquidos e redução do consumo de agentes constipantes, como café, leite, chá e álcool. Com relação às fibras, preferimos que o indivíduo aumente a ingestão de fontes naturais, como frutas, verduras, cereais, na quantidade média de 25- 30g/dia, que são nutricionalmente superiores às fibras purificadas. Quando o paciente não consegue atingir essa meta, podemos prescrever suplementos de fibras de trigo e de aveia e outras.
  3. 3. Embora não esteja plenamente estabelecido, recomenda-se que o paciente realize atividades físicas regularmente. Isso ajudará não apenas no tratamento da constipação, mas também levará a um benefício em outros campos da saúde. Em muitos casos, as medidas dietéticas e as mudanças de comportamento não atingem efeito satisfatório, porque implicam em mudanças de hábitos já estabelecidos, aos quais o paciente freqüentemente retorna após a normalização do hábito intestinal. Quanto aos laxantes, devem ser utilizados somente com orientação médica e podem ser de vários tipos como os osmóticos que são substâncias que o intestino não absorve e, por isso, "puxam" a água dos vasos sanguíneos da parede do intestino e a retém. São eles: sais de magnésio, açúcares e álcoois não-absorvíveis, polietilenoglicol, emoliente-lubrificantes que facilitam o deslizamento do bolo fecal, pelo intestino, podendo interferir na absorção dos alimentos. Seu uso deve ser por curto período de tempo, estimulantes e irritantes, que irritam a parede do intestino, fazendo com que ela se movimente e expulse o bolo fecal. São eles: sene, ruibarbo, cáscara sagrada e óleo de rícino. A cirurgia é reservada para os pacientes com doenças agudas que necessitam de intervenção, como obstrução intestinal, apendicite, perfuração de tubo digestivo, doenças inflamatórias intestinais complicadas, e outros. Geralmente envolve a retirada de uma parte do intestino e correção da causa básica, quando possível. Nossa rotina de orientações segue abaixo. Seja Feliz! ORIENTAÇÕES HIGIÊNICO-DIETÉTICAS Sua alimentação é fundamental para o bom funcionamento do intestino. A melhor maneira de prevenir as doenças do ânus, reto e cólon é manter a regularidade intestinal, através de uma alimentação rica em fibras e líquidos, assim como hábitos adequados de higiene e evacuação. 1. TOME LÍQUIDOS: sucos, chá e água, num total de 10 a 12 copos por dia. 2. FAÇA ATIVIDADE FÍSICA: caminhe no mínimo 40 minutos quatro vezes por semana 3. FARELO DE TRIGO E FARELO DE AVEIA. (FAÇA USO SEMPRE COM LÍQUIDOS) Tome _______ colheres de sopa ______ vezes ao dia. 4. VERDURAS: brócolis, espinafre, alface, couve, repolho, acelga, agrião, rúcula e outras. 5. LEGUMES: abóbora, quiabo, cenoura, mandioca, batata, tomate, berinjela, chuchu, etc. (coma com casca quando possível). 6. LEGUMINOSAS: feijão, lentilha, soja, proteína de soja, vagem, ervilha e etc.
  4. 4. 7. FRUTAS: laranja, manga, mamão, abacaxi, melão, goiaba, maçã... (coma com casca, bagaço e semente quando possível). 8. CEREAIS: trigo em grão, milho, arroz integral, granola, germe de trigo, aveia e outros. 9. SUBSTITUA: o pão branco pelo pão integral. 10. EVITE: massas, refrigerantes, açúcar em excesso (bolos e doces) e carne vermelha. 11. USE COM MODERAÇÃO: pimenta, ketchup, bebidas alcoólicas, chá preto, chá mate e café. 12. NÃO USE PAPEL HIGIÊNICO: Use sempre água e sabão para a sua higiene. 13. ATENDA SEMPRE A VONTADE DE EVACUAR: faça de modo natural, não permanecendo muito tempo sentado (a) no vaso sanitário. 14. USE ROUPA ÍNTIMA DE ALGODÃO. 15. NÃO USE NENHUM TIPO DE LAXANTE SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA. 16. SE ESTIVER EM CRISE: faça banho de assento com água morna ______vezes ao dia.

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