Revista Brasileira deAtividade Ffsica e SaudeV. I, N. 4, pag. 38-52, 1996COMPOSI<;AO CORPORAL E EQUA<;OES PREDITIVAS DAGOR...
A composic;ao corporal e urn dos assuntosmais importantes dentro do campo da Cinean-tropometria. Pode ser definida como se...
Adair da Silva Lopes & Candido S. Pires Netoengajados em competi<;oes.Este ensaio tern como objetivo tra<;arconsi-dera<;oe...
quantidade de gordura e a MCLG permanececonstante. A MCLG e assumida como sendo cons-titufda de 73,8% de agua, 19,4% de pr...
quantidade de gordura corporal, levando-se emconsiderac;ao a especificidade da populac;ao, a ida-de, 0 sexo, a rac;a, eo n...
zada e a da pesagem hidrostatica, que e baseadano princfpio de Arquimedes. (MALINA, 1969;MALINA & BOUCHARD, 1991). A densi...
gordura corporal esta localizado logo abaixo dapele. Entretanto, existem duas controversias arespeito do uso de equa<;5es ...
TABELA 2 - Percentagem da gordura corporal de 0 a 18 anos, calculada atraves da relar;iio dapercentagem de gordura corpora...
et al. (1981); FOMON et al. (1982), MUKHERJEE& ROCHE (1984), apresentou equac;6es para es-timar a gordura corporal em cria...
FIGURA 2 - Quadro para determinafiio do percentual de gordura em meninos e meninas com base nosomat6rio de dobras cutaneas...
Adair da Silva Lopes & Cdtldido S. Pires NetoTABELA 5 - Diferen(:as no % G em crian(:as e jovens de 0-18 anos.% G M A S C....
1 = PARIZKOVA (1961).2 = DURNIN & RAHAMAN (1967); X = Log 10SBI, TR, SE, SI; Idade media = 14,7 anos;r = 0,80.3 = HASCHKE ...
A falta de dados diretos (In vitro) da com-posi<;aoqufmica da MCLG em crian<;as e jovens,nos diferentes estagios maturacio...
DEURENBERG, P.; PIETERS, J. & HAUTVAST, J.The assessment of the body fat percentage by skinfoldthickness measurements in c...
LUKASKI, H. C. Methods of the assessment of humanbody composition: traditional and new. AmericanJournal of Clinical Nutrit...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Composilão corporal e equaçoes preditivas

322 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
322
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Composilão corporal e equaçoes preditivas

  1. 1. Revista Brasileira deAtividade Ffsica e SaudeV. I, N. 4, pag. 38-52, 1996COMPOSI<;AO CORPORAL E EQUA<;OES PREDITIVAS DAGORDURA EM CRIAN<;AS E JOVENSBODY COMPOSITION AND PREDICTIVE EQUATIONS OF BODY FATIN CHILDREN AND YOUTHAdair da Silva Lopes JCandido S. Pires Neto 2I .2 Centro de DesportoslUFSC; NLicleode Pesquisa em Atividade Ffsica & SaLide- NuPAF.Centro de Educa<;ao Ffsica e DesportoslUFSM. Coord. do Lab. de Cineantropometria.Este artigo de revisiio busca trar;;arconside-rar;;oesgerais sobre a composir;;iiocorporal e equa-r;;oespreditivas da gordura corporal em crianr;;ase jovens. Siio revisados alguns modelos defracionamento corporal, alguns metodos indiretosde avaliar;;iioda composir;;iiocorporal e, ainda, siiodiscutidas algumas equar;;oespreditivas da com-posir;;iiocorporal de crianr;;ase jovens. Devido afalta de dados diretos (in vitro) da composir;;iioqufmica da m.assa corporal livre de gordura emcrian{:as e jovens, os mftodQs indiretos (in vivo)apresentam limitar;;oespor serem embasados emestudos de adultos quimicamente maduros. Porisso, tanto os metodos de avaliar;;iioindireta, quan-to as equar;;oesapresentadas precisam ser revis-tas e validadas em crianr;;asejovens. Ate que no-vos estudos sejam realizados, parece que as equa-r;;oesde regressiio adaptadas por LOHMAN (1986)e SLAUGHTER et al (1988) siio as mais indica-das por levar em considerar;;iio 0 estti.gio matu-racional, sexo, idade e rar;;a.Palavras-Chave: Composir;;iio Corporal,Metodos, Equar;;oesPreditivas, Crianr;;as,Jovens.The objective of this review is to presentgeneral assumptions related to body compositionand predictive equations of body fat in childrenand youth. Some body compartment patternsand indirect methods of body compositionevaluation are reviewed, and also, some predictiveequations of children and youths bodycomposition are presented. Due to the lack of directdata (in vitro) of the chemical composition offat-free body mass in children and youth, the indirectmethods (in vivo) are limited because they arebased on chem.ically mature adult studies. As theindirect methods of evaluation, as well as the pre-sent equations need to be reviewed and validatedfor children and youth. It seems that the regressionequations adjusted by LOHMAN (1986) andSLAUGHTER et al (1988), are better suited whenconsidering children and youth maturation, sex,age and race.Key Words: Body Composition, Methods,Predictive Equations, Children, Youth.
  2. 2. A composic;ao corporal e urn dos assuntosmais importantes dentro do campo da Cinean-tropometria. Pode ser definida como sendo "aquantificac;ao dos principais componentes estru-turais do corpo humano" (MALINA, 1969). Atra-yes da composic;ao corporal pode-se, alem de de-terminar os componentes do corpo humano de for-ma quantitativa, utilizar os dados desta analise paradetectar 0 grau de desenvolvimento e crescimen-to de crianc;as e jovens, 0 status dos componentescorporais de adultos e idosos, bem como, prescre-ver exercfcios.A composic;ao corporal e urn componentechave para a aptidao ffsica e saude. Atraves doestudo da composic;ao corporal e possivelquantificar gordura, musculo, osso e viscera, e,ainda, trac;ar urn perfil individual ou de gruposem relac;ao a especialidade esportiva, posic;ao dejogo, atividade fisica ou sedentarismo. Para a ana-lise da composic;ao corporal e importante que seentenda os modelos te6ricos de fracionamento docorpo humano, haja vista, que e impossivel sepa-rar-se in vivo os componentes corporais (agua,protefna, mineral e gordura), (BEHNKE &WILMORE, 1974; HEYWARD, 1991).Em crianc;asejovens, 0 estudo da composic;aocorporal e necessario para auxiliar na estimativade forma mais acurada dos componentes corpo-rais para a performance ffsica e saude, estudar al-guns fatores como os geneticos, nutricionais e in-fluencia da atividade ffsica sobre os musculos, os-sos e gordura (LOHMAN, 1986).Segundo BAUMGARTNER & JACKSON(1991) e LOHMAN (1992), a composic;ao corpo-ral de crianc;as e jovens esta mudando em uma di-rec;ao desfavoravel. As crianc;as sao mais obesasdo que eram a 20 anos atras. As mudanc;as nospadr6es de atividade fisica e nutric;ao de hoje saoresponsaveis por esta alterac;ao. Esta comprovadoque uma crianc;a com excesso de gordura corpo-ral, geralmente leva a uma obesidade na vida adul-ta. Niveis adequados de gordura e musculo saoimportantes para a saude geral e para maximizar aperformance atletica. Dai a importancia de se in-cluir uma avaliac;ao acurada dos componentes cpr-porais e da aptidao fisica desde cedo nas escolas,academias, c1ubes, clfnicas e hospitais, para pro-mover 0 bem estar da populac;ao.A quantificac;ao e distribuic;ao da gorduracorporal e urn dos componentes mais analisadosnos estudos de composic;ao corporal. 0 excessode gordura, principalmente na regiao central docorpo, constitui-se em urn dos mais serios proble-mas de saude da sociedade na atualidade. Atravesde estudos recentes, muitos pesquisadores(BJORNTORP, 1987, 1991; BOUCHARD et al.1991; BUNOUT et al. 1994; DESPRES, et al.1990; POLLOCK & WILMORE, 1993), ja mos-traram a associac;ao, deste excesso e distribuic;ao,com 0 surgimento de varias doenc;asdegenerativas,principal mente as cardiovasculares, que levam aurn aumento da morbidade e reduc;ao dalongevidade.Ainda hoje, tende-se a utilizar dos mesmoscriterios adotados nos estudos de adultos para ana-lisar a composic;ao corporal de crianc;as e jovens,mesmo sabendo-se que devido a sua imaturidadequimica, a crianc;a e 0 jovem nao podemser trata-dos como urn adulto em miniatura. Eles precisamser tratados diferentemente, porque seus compo-nentes corporais sao quantitativamente diferenci-ados (LOHMAN et al. 1984b, 1986).Segundo BUSKIRK (1987), 0 estudo dacom-posic;ao corporal e importante pOldiversas raz6es,entre elas: como urn meio de caracterizar popula-c;6esou segmentos especfficos d~ uma populac;ao;como urn instrumento para estudar diferenc;as en-tre sexo e rac;a;como uma forma para descrever aontogenese, maturac;ao e envelhecimento normale anormal; como urn meio de acompanhar altera-c;6es em estados especfficos como gravidez elactac;ao; como base para indicac;ao de dietas eparecer nutricional; como forma de identificar pa-dr6es importantes na caracterizac;ao metab6lica edoenc;as; como forma de embasar a administrac;aode drogas e outras terapias; como urn instrumentopara avaliar a aptidao fisica; como urn guia paraembasar atletas que estao se preparando ou ja
  3. 3. Adair da Silva Lopes & Candido S. Pires Netoengajados em competi<;oes.Este ensaio tern como objetivo tra<;arconsi-dera<;oes gerais sobre a composi<;ao corporal e asequa<;oespreditivas da gordura corporal utilizadasem crian<;ase jovens.MASSA CORPORAL MAGRAVERSUSMASSA CORPORAL LIVREDE GORDURAOs termos massa corporal magra (MCM) emassa corporal livre de gordura (MCLG), emborasejam apresentados como equivalentes, foram ori-ginalmente conceitualizados de formas diferentespor aqueles que os propuseram. 0 termo MCMfoi utilizado pOlBEHNKE et al. (1953), trata-sede urn conceito "in vivo" e inclui lipfdios essenci-ais para a fun<;ao corporal. Ja a MCLG, propostapor KEYS & BROZEK (1953), trata-se de urn con-ceito "in vitro" e e definida como sendo 0 pesocorporal menos a gordura total. Na MCLG estaoexclufdos os lipfdios essenciais (MALINA, 1982;BUSKIRK, 1987; LOHMAN, 1992).MODELOS DE FRACIONAMENTO DACOMPOSI<;AO CORPORALNas ultimas decadas, estudos tern de-monstrado as altera<;oes na composi<;ao qufmicano corpo de crian<;as e jovens em crescimento(FORBES, 1962; HASCHKE, et al. 198 tFOMON et al. 1982; LOHMAN, et al. 1984b;LOHMAN, 1986). Mesmo assim, as pesquisasfracionando 0 corpo em dois componentes, gor-dura e MCLG, continuam sendo 0 modelo maiscomum em estudos da composi<;ao corporal emcrian<;as e jovens. No sistema de dois componen-tes assume-se que a gordura e a MCLG sao cons-tantes quanta a sua composi<;ao. Os estudos queembasaram este tipo de fracionamento foram ori-ginarios de disseca<;aode cadaveres adultos e pos-teriormente reanalisados pOl SIRI (1961), eBROZEK, et al. (1963), (Figura 1).o metoda direto de medir a composi<;ao cor-poral eo "In vitro", que literalmente significa "emsolu<;ao".Este metoda reduz a massa corporal noscomponentes qufmicos basicos para procedimen-tos laboratoriais. Os metodos indiretos de estudoda composi<;ao corporal sao realizados em indivf-duos vivos, portanto denominado de metodo "Invivo" (MALINA, 1982; MALINA &BOUCHARD, 1991).o modelo de dois componentes e 0 maiscornu mente utilizado para avaliar a composi<;aocorporal "in vivo" (MALINA, 1982). Este modelo,considera a densidade da gordura como sendo de0,900 g.ml-I, e a densidade do corpo livre de gor-dura 1,100 g.ml-I. Considera, ainda, a densidadedos componentes: gordura e MCLG (agua, protef-na, mineral), como sendo a mesma para todos osindivfduos adultos entre 20 e 45 anos, 0 indivfduoavaliado difere do homem referencia apenas naAUTOR HASCHKE FOMON LOHMAN LOHMAN BROZEK(81) (82) (84a) (84b) (63)COMPONENTES I IDADES 9 aDOS 0,1 aDOS 8 aDOS 9 aDOS Adulto%AGUA 75,5 88,4 77,0 76,6 73,8% MINERAL 4,7 2,8 4,6 5,4 6,8% PROTEINA 19,2 12,8 18,4 18,0* 19,4% CARBOHIDRATO 0,6DENSIDADE (~lcc) 1,082 1,024 1,085 1,084 1,10040 Revista Brasileira de Atividade Fisica e Saude - V. 1 - N. 4 -1996
  4. 4. quantidade de gordura e a MCLG permanececonstante. A MCLG e assumida como sendo cons-titufda de 73,8% de agua, 19,4% de protefna, e6,8% de mineral (BROZEK et al. 1963; MALINA,1969; BEHNKE & WILMORE, 1974;HEYWARD, 1991).Entretanto, HASCHKE et al. (1981); FOMONet al. (1982); LOHMAN et al. (1984b) concluframao estudar a composi~ao corporal de crian~as que,devido a imaturidade qufmica, a amostra analisa-da apresentou respectivamente, maior quantidadede aguacorporal (75,5%, 88,4% e 76,6%) e menorquantidade de minera16sseo (4,7%, 2,8%, 5,4%).Isto leva, consequentemente, a uma diminui~ao dadensidade da MCLG das crian~as em rela~ao aosadultos. Deste modo, ocorre uma superestima~aodo percentual de gordura (% G) em crian~as, quan-do utilizam 0 modelo de fracionamento do homemreferencia. Resultados de alguns estudos sobre acomposi~ao qufmica de crian~as e adultos sacapresentados na Tabela 1.b) Fracionamento em tres componenteso modelo antropometrico de fracionamentoda composi~ao corporal em tres componentes econstitufdo pela soma da massa de gordura (MG),massa 6ssea (MO) e massa muscular (MM). Esteprocedimento utiliza a equa~ao de VON D"BELN,adaptada por ROCHA (1975), para calcular 0 peso6sseo em kg. Desta forma:MO = 3,02 X (EST2 x R x F X 400)°,712MM = MC - (MG + MO)MC=MG+MO+MMOnde: EST = estatura em metros; R = diame-tro biesti16ide em metros; F = diametro biepicondi-liano do femur em metros; MC = massa corporal.c) Fracionamento em quatro componentesomodelo de fracionamento corporal em qua-tro componentes, apresentado por DRINKWATER& ROSS (1980), utiliza os modelos descritos nosfracionamentos em dois e tres componentes, por-tanto tambem com base em adultos. Assim:Onde: MR (massa residual em homens) = MCx (24,1 / 100); MR (massa residual em mulheres)= MC x (20,9/ 100).Segundo LOHMAN (1986), para estimar acomposi~ao corporal de forma mais acurada em -crian~as e import ante 0 uso dos modelos que utili-zem tres e quatro componentes. Teoricamente, adetermina~ao dos maiores constituintes da MCLGpodem levar a uma determina~ao mais precisa daGORDURA TECIDO GORDURA GORDURA TECIDO, ADIPOSO EM EXCESSO ADIPOSOPROTEINAS LIPIDIOSCARBOIDRATOS MUSCULO ESSENCIAIS MUSCULOAGUA ORGAOS MCM MCLG MUSCULOOUTROS.MAGROMINERAL OSSOQUiMICO ANATOMICO BEHNKE BROZEK, SIRI VONDOBELN
  5. 5. quantidade de gordura corporal, levando-se emconsiderac;ao a especificidade da populac;ao, a ida-de, 0 sexo, a rac;a, eo nfvel de atividade ffsica. Osmodelos de multicomponentes corporais podem servistos na Figura 1.A escolha do modelo de fracionamento cor-poral em dois, tres ou quatro componentes, dependedo objetivo que se queria alcanc;ar com a avalia-c;ao. 0 modele com dois componentes pode seruma boa opc;ao se 0 objetivo for acompanhar asalterac;oes na gordura corporal e MCLG, decOlTen-tes de programas de atividade [{sica relacionado asaude. Se 0 objetivo for, alem docomponente degordura, analisar as alterac;oes na massa muscular,ou evoluc;ao ap6s atrofias musculares decorrentesdo sedentarismo, acidentes ou envelhecimento, 0modelo de fracionamento com tres componentesparece ser 0 mais indicado. Porem em atividadesonde urn controle mais refinado da composic;aocorporal, como performance de alto nfvel, 0 usodo fracionamento em quatro componentes pareceser adequado (PETROSKI & PIRES NETO, 1993).METOD OS DE AVALIA<;Ao DACOMPOSI<;Ao CORPORAL EMCRIAN<;AS E JOVENSNas ultimas decadas urn grande numero demetodos "in vivo" para a avaliac;ao da compos i-c;ao corporal em seres humanos tern side desen-volvidos ou aperfeic;oados, como a analise de ati-vac;ao de neutrons, tomografia computadorizada,condutividade eletrica corporal total e diluic;ao deis6topos. Estes metodos tendem a ser acurados mastambem muito dispendiosos, de diffcil manejo,requerendo instrumentos sofisticados e tecnicosaltamente treinados (DEURENBERG et aJ. 1989;BAUMGARTNER et aJ. 1990).Neste ensaio sao abordados resumidamenteos metodos densitometrico, antropometrico e aimpedancia bioeletrica, por serem os menos dis-pendiosos, de f.:ici!rnanejo, quando comparadoscorn os outros metodos, e que estao entre os rnaisutilizados.Os rnetodos de analise da composic;ao cor-poral rnais utilizados em crianc;as ejovens tern side a densitometria, a espectrometria(K40),a antropometria e a hidrometria. Geralmen-te em cada urn destes quatro metodos, fraciona-seo corpo em dois componentes: gordura e massacorporal livre de gordura (LOHMAN, 1986).Entretanto, 0 desenvolvimento de constantespara estirnar a cornposic;ao corporal em crianc;as ejovens foram oriundas de poucos estudos de dis-secac;ao de cadaveres adultos humanos (KEYS &BROZEK, 1953; PITTS, 1963 apud BEHNKE &WILLMORE, 1974), da analise da composic;aoqufmica de crianc;as (HASCHKE et aJ. 1981;FOMON et al. 1982), e resultantes de estimativasindiretas da composic;ao do corpo livre de gorduraem humanos. As anaFses da cornposic;ao corporalde crianc;as e jovens com base nestes estudos saodiscutidas atualmente, tendo em vista, que forambaseados principalrnente em adultos quimicamentemaduros e dados recentes constatam que a com-posic;ao corporal da crianc;a difere do adultoquantitativamente (LOHMAN, 1986).A maturidade qufmica refere-se a estabilidadedos componentes da rnassa corporal livre de gor-dura. Durante a ontogenese humana, a composi-c;ao qufmica do corpo livre de gordura passa pOIinurneras alterac;oes em seus componentes(LOHMAN et al. 1984b; BOILEAU et al. 1985);ocorre urn decrescimo da quantidade de agua e aspartes s6lidas do corpo aumentam em concentra-c;ao(FORBES, 1962). As evidencias indicarn quecrianc;as e jovens se tornam quimicamente madu-ros entre 15 e 20 anos de idade (PARIZKOVA,1961; LOHMAN, 1986).a) 0 metodo densitometricoA analise dos cornponentes corporais atravesda dissecac;ao de cadaveres e 0 unico metoda dire-to de avaliar a cornposic;ao corporal de forma ab-soluta e relativa. Os rnetodos indiretos, principal-mente a densitometria, tern apresentado uma boaacuracidade na estimativa destes parametros(BENHKE & WILMORE, 1974).A densitometria refere-se a medida da den-sidade corporal. A tecnica mais comumente utili-
  6. 6. zada e a da pesagem hidrostatica, que e baseadano princfpio de Arquimedes. (MALINA, 1969;MALINA & BOUCHARD, 1991). A densito-metria, e geralmente utilizada como uma tecnicade referencia para valida<;ao de outros metodos,pois apresenta uma precisao na medida da densi-dade corporal de 0,002 - 0,003 Kg/L, corres-pondendo a uma percentagem de 1% - 1,5% dagordura corporal. Dependendo da familiaridade dossujeitos com a tecnica estes valores podem ate di-minuir (MENDEZ & LUKASKI, 1981). Adensitometria tern sido utilizada por ser urn me-todo valido, fidedigno, nao dispendioso, confiavele amplamente utilizado como urn tecnicalaboratorial para avalia<;aoda composi<;aocorporal(HEYWARD, 1991). Todavia, apresenta a desvan-tagem de ser de diffcil aplica<;ao em alguns gru-pos como crian<;as, idosos, e pessoas que nao pos-suem boa adapta<;ao ao meio lfquido. A densida-de (D) e determinada, como consta em BEHNKE& WILMORE (1974), atraves da seguinte equa-<;ao:PD(g / ml) = --------[(P- Pa)/ Da]-(VR+O,l)Onde: D = Densidade corporal;P = Massa corporal em kg;Pa = Peso na agua em kg;Da = Densidade da agua;VR = Volume residual em litros e,0,1 = Constante de gas gastrointestinal(100 ml).A medida do VR e um dos fatores limitantesdo metodo densitometrico. 0 VR pode sercomumente medido atraves das tecnicas de dilui-<;aode helio e oxigenio, mas tambem pode serestimado indiretamente atraves de equa<;oes queconsideram a idade, estatura e sexo (WILMORE,1969). E importante salientar que estas equa<;oesaumentam 0 erro de medida em mais ou menos2,8% a 3,7% (HEYWARD, 1991).As f6rmulas mais utilizadas em adultos paraconverter a D em % G (gordura relativa) sao as deSIRI (1961) e de BROZEK et al. (1963).SIRI (1961): % G = (495 / D) - 450.A MCLG pode ser estimada subtraindo amassa de gordura (MG) da massa corporal (MC):A MG (kg) pode ser obtida multiplicando-sea massa corporal total pela fra<;ao do percentualde gordura:MG = MC x (% G / 100), (BEHNKE &WILMORE, 1974).b) 0 metodo antropometricoo metodo antropometrico para 0 estudo dacomposi<;ao corporal e urn dos mais difundidos eutilizados no Brasil. As medidas antropometricasde massa corporal (MC), estatura (EST), dobrascutaneas (DC), circunferencia (C), e diametros6sseos (DO), utilizam equipamentos, considera-dos de baixo custo, quando comparados com ou-tros metodos, sendo tambem de simples execu<;aoe correlacionam-se bem com a densidade corporalobtida atraves da pesagem hidrostatica(PETROSKI & PIRES NETO, 1993). Acorrela<;aoentre antropometria e a pesagem hidrostatica (PH)para a determina<;ao da gordura corporal tem vari-ado entre 0,70 e 0,90 tanto para crian<;ascomo paraadultos (LOHMAN et al. 1975; BAUMGARTNER& JACKSON, 1991), embora nem todas as equa-<;oes existentes possam ser empregadas in-distintamente, pelo fato de algumas serem es-pecfficas a faixa etaria, sexo, ra<;a, grau de obe-sidade, atletas de divers as modalidades, entre ou-tros.o metodo antropometrico, atraves do uso dedobras cutaneas, tern se apresentado como urn dosmais praticos para a avalia<;aoda composi<;ao cor-poral, pois leva em conta que de 50% a 70% da
  7. 7. gordura corporal esta localizado logo abaixo dapele. Entretanto, existem duas controversias arespeito do uso de equa<;5es de regressao que uti-lizam 0 metodo antropometrico: 1 - algumas saoespecfficas a popula<;ao de origem e nao devemser aplicadas em outros grupos e ate mesmo emoutras amostras da mesma popula<;ao; 2 - aacuracidade das medidas das dobras cutaneas e asvarias tecnicasoriginam muitos erros, incluindo atecnica de medida, a localiza<;ao da dobra, acalibragem do espessimetro, e a compressibilidadeda dobra. (LOHMAN, 1992)c) 0 metodo de analise de impedanciabioeletrica (AIB)o metodo de AIB para determina<;ao da com-posi<;ao corporal e baseado na condu<;ao de umacorrente eletrica pelos lfquidos intracelulares eextracelulares do organismo. Os eletrodos sao co-locados em urn dos pes e em uma das maos domesmo lado do corpo, em locais pre-determina-dos e uma corrente de 800 mA com 50 kHz e apli-cada nos eletrodos distais da mao e pe e, a volta-gem devido a impedancia e detectada pelos eletro-dos proximais. A medida e possivel porque aMCLG possui grande quantidade de agua eeletr6litos e e melhor condutor de energia do que agordura (LUKASKI, 1987; KHALED et al. 1988).A AIB e urn metodo menos preciso do que 0densitometrico (PH) e e comparado com aacuracidade de medidas antropometricas (DC).Entretanto, as maiores vantagens da AIB sobre adensitometria e 0 seu uso em gran des amostras, 0seu facil e rapido manejo e nao necessitar de adap-ta<;aoao meio lfquido. Sobre as DC, apresenta avantagem de ser tambem facilmente utilizado empessoas obesas. (DEURENBERG et al. 1989). AAIB tern sido utilizada pOlser urn metoda validopara a avalia<;ao da composi<;ao corporal, pOlserrelativamente barato e por ser aplicado em gran-des estudos epidemio16gicos (BAUMGARTNER,et al. 1990).Parece ser urn consenso que a AIB podera serfuturamente urn dos melhores metodos para avali-ar a agua corporal total, a massa corporal livre degordura e a gordura corporal. Urn dos problemas,entretanto, na valida<;aoe desenvolvimento da AIB,como urn metodo para avalia<;ao da composi<;aocorporal, e que utiliza como metodo de referencia,entre outros, a densitometria e a hidrometria, eestes metodos nao estao livres de erros, levando aAIB aapresentarerros aindamaiores (VANLOAN,1990). Outro problema e que as equa<;5es do % Gutilizadas nos aparelhos de AIB foram desenvol-vidas para adultos, 0 que limita a sua utiliza<;ao.EQUA<;OES PREDITIVAS DACOMPOSI<;AO CORPORALEM CRIAN<;AS E JOVENSMuito embora a rela<;aoentre dobras cutanease densidade ja fossem conhecidas (WELHAM &BEHNKE, 1942 apud BEHNKE & WILMORE,1974),0 impulso maior na sua utiliza<;ao foi pro-piciado a partir de 1951, quando BROZEK &KEYS relacionaram dobras cutaneas com a densi-dade corporal para avaliar a quantidade de gordu-ra. A partir dai, mais de uma centena de equa<;5espara a predi<;ao da composi<;ao corporal na popu-la<;aoadulta foram desenvolvidas. Entretanto, paracrian<;ase jovens, sao poucas as equa<;5espropos-tas na tentativa de predizer os valores da sua com-posi<;aocorporal.As equa<;5es para predizer 0 percentual degordura, com base na densidade corporal, propos-ta por SIRI (1961) e BROZEK et al. (1963), ternsido amplamente utilizadas nas diferentes ra<;as,sexos e faixas etarias. Todavia, estas equa<;5esfo-ram originalmente realizadas com base na analisequimica dos componentes de cadaveres adultos esuperestimam a gordura corporal em crian<;as(Ta-bela 2).Muitos autores, PARIZKOVA (1961);YOUNG et al. (1968); FORBES (1962); FORBES& AMIRHAKIMI (1970); HARSHA et al. (1978);FOMON et al. (1982); HASCHKE et al. (1981);HASCHKE (1983); MUKHERJEE & ROCHE(1984); LOHMAN et al. (1984a, 1984b);LOHMAN (1986, 1987, 1992); BOILEAU et al.(1985); SLAUGHTER et al. (1988);
  8. 8. TABELA 2 - Percentagem da gordura corporal de 0 a 18 anos, calculada atraves da relar;iio dapercentagem de gordura corporal e densidade corporal total emfunr;iio da idade e sexoDENSIDADE IDADE SEXO % G EQUAc;AO % G EQUAc;AO(glee) (anos) WESTESTRA TE (1989) SIRI (1961)1.000 0(0,6) (MASCIFEM) 35 451.010 1 (MASCIFEM) 30,8 40,11.020 2 (MASCIFEM) 25,9 35,31.030 6 MASC 23,1 30,6FEM 22,0 30,61.050 10 MASC 15,8 21,4FEM 13,1 21,41.060 14 MASC 14,0 17,0FEM 12,2 17,01.070 is MASC 12,6 12,6FEM 12,2 12,6Fonte: WESTSTRATE & DEURENBERG (1989). Body composition in children: proposal for a method forcalculating body fat percentage from total body density or skinfold-thickness measurements. American Journalof Clinical Nutrition, v.50, p.l104-1115, 1989.WESTSTRATE & DEURENBERG (1989);DEURENBERG et al. (1990), tern se preocupadoem estudar a composic;ao corporal em crianc;as ejovens, levando em considerac;ao diferentes aspec-tos como: estagio maturacional, sexo, idade, rac;a,obesidade, e nfvel atletico. Algumas equac;6espreditivas para estimar a gordura corporal em cri-anc;asejovens, decorrente destes estudos, sao apre-sentadas nas Tabelas 6 e 7.Nas decadas de 60 e 70, alguns estudos comoo de PARIZKOVA (1961); DURNIN &RAHAMAN (1967); YOUNG et al. (1968);FORBES & AMIRHAKIMI (1970); DURNIN &WOMERSLEY (1974), tambem confirmavam asignificativa correlac;ao entre a densidade corpo-ral (D) e 0 % G em crianc;as e jovens.Tambem na decada de 80, outros estudos eequac;6es de regressao foram desenvolvidos paratentar correlacionar a D com % G, atraves de me-didas de DC, dando urn impulso significativo naarea da composic;ao corporal em crianc;as ejovens.Alguns destes estudos serao apresentados resumi-damente a seguir:HASCHKE et al. (1981), combinando dadosde varios estudos e varias teorias, tentaram esta-belecer a composic;ao corporal de urn menino re-ferencia de 9 anos de idade e sugeriram novos va-lores para a composic;ao qufmica de crianc;as.LOHMAN et al. (1984a, 1984b), tambem propu-seram valores para a composic;ao qufmica de cri-anc;asde 8 e 9 anos, respectivamente (Tabela 1), esugeriram equac;6es para 0 calcul0 da gordura cor-poral, (Tabela 6), com base na premissa de que 0uso de equac;6es utilizando as constantes da com-posic;ao corporal de adultos, subestimam a MCLGe superestimam a gordura corporal total, quandocaJculadas atraves da quantidade de potassio (k40)e da densidade corporal por meio de pesagemhidrost<itica.MUKHERJEE & ROCHE (1984), apresen-taram equac;6es de regressao para a determinac;aodo % G utilizando-se do metodo densitometrico,atraves da tecnica de pesagem hidrostatica, e 0metodo antropometrico. As DC foram realizadasno lado esquerdo do corpo. No estudo foram ana-lisados 66 meninos, 69 meninas, 139 homens e 131mulheres. 0 % G foi calculado atraves da equac;aode SIRI (1961).LOHMAN (1986), analisando os trabalhos deautores como: FORBES (1970); HASCHKE
  9. 9. et al. (1981); FOMON et al. (1982), MUKHERJEE& ROCHE (1984), apresentou equac;6es para es-timar a gordura corporal em crianc;as ejovens de 7a 16 anos, apoiando-se nos pressupostos deBOILEAU et al. (1985), sobre a imaturidade qUI-mica de crianc;a e, reformulou as constantes (Ta-bel a 3), apresentadas por MUKHERJEE &ROCHE (1984), utilizando a equac;ao de SIRI(1961) como referencial (PIRES NETO &PETROSKI, 1996).Tambem com base nestes estudos citados an-teriormente, PIRES NETO E PETROSKI (1996),apresentaram valores constantes intermediarios poridade, sexo e rac;a, (Tabela 4), numa tentativa defacilitar e dar maior abrangencia na estimac;ao do% G, na utilizac;ao da equac;ao adaptada porLOHMAN (1986).LOHMAN (1987), apresentou urn quadrointerpretativo dos resultados da soma das DC TR+ SE e TR + PA e sua relac;ao direta com 0percentual de gordura, justificando que este pro-cedimen to e de facil utilizac;ao e interpretac;ao dosresultados das equac;6es preditivas da gordura cor-poral em crianc;as (Figura 2).Segundo JANZ et al. (1993), as equac;6es de-senvolvidas por SLAUGHTER et al. (1988), tal-vez sejam as mais indicadas para utilizac;ao nosdias de hoje. 0 design foi realizado procurandominimizar ao maximo as distorc;6es levantadas pelaliteratura na predic;ao da quantidade de gorduracorporal relativa em crianc;as e jovens. As cons-tantes ajustadas por modelo quadratico, apresen-taram 0 somat6rio das espessuras das dobrascutaneas tricipital e subescapular como 0 melhorpreditor e 0 somat6rio das espessuras das dobrascutaneas tricipital e panturrilha, levando em contao nIvel maturacional, sexo e rac;a, foi a melhorequac;ao linear. As equac;6es apresentaram urn erropadrao de estimativa (EPE) entre 3,8 e 3,9% (Ta-belas 6 e 7).Ja WESTSTRATE & DEURENBERG(1989), publicaram equac;6es desenvolvidas teo-ricamente para avaliar a obesidade na infancia ejuventude, na faixa etaria de 0 (zero) a 18 anos deidade, embasados nos dados sobre as alterac;6esna densidade da MCLG em func;ao da idade, pu-TABELA 3 - Constantes por sexo e idade para 0 calculo da gordura corporal relativa em crianras ejovens da equarao de LOHMAN (1986)SEXO/IDADEMASCULINOFEMININO73,41,4104,42,4135,43,4166,44,0Fonte: LOHMAN, T.G. Applicability of body composition techniques and constants for children and youths.Exercise and Sports Sciences Review, v.14, p.325-357, 1986.TABELA 4 - Constantes por sexo, idade e rara, para 0 calculo da gordura corporal relativa emcrianras ejovens para serem utilizadas nas equaroes adaptadas por LOHMAN (1986).SEXO RA<;A I D A D E S6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17MASC BRANCA 3,1 3,7 4,1 4,7 5,0 5,7 6,1 6,7MASC NEGRA 3,7 4,0 4,3 4,7 5,0 5,3 5,6 6,0 6,3 6,7 7,0 7,3FEM BRANCA 1,1 1,7 2,0 2,7 3,0 3,6 3,8 4,3FEM NEGRA 1,4 1,7 2,0 2,3 2,6 3,0 3,3 3,6 3,9 4,1 4,4 4,7Fonte: PIRES NETO, C.S & PETROSKI, E.L. Assuntos sobre equar;oes da gordura corporal relacionados acrianr;as ejovens. In.: Comunicariio, Movimento e Midia na Educariio Fisica. CARVALHO, S. (org), ImprensaUniversitaria, UFSM, v.3, p.21-30, 1996.
  10. 10. FIGURA 2 - Quadro para determinafiio do percentual de gordura em meninos e meninas com base nosomat6rio de dobras cutaneas.Dobras cutiineas ITR + PAl em meninosDobras cutiineas, mmr 1° 151° 15iOi5 ,0 ,5 ~O l51°Muito I baixo 16timo Imod. I alto Imuitobaixo I Ialto I IaltoI I I I%G 6 10 13 17 20 24 28 31 35 38 42Dobras cutiineas (TR + SE) em meninosDobras cutiineas, mm1 )0 )5 TOT5 TOT5 fO f5 TO15 yOMuito Ibaixo 16timo Imod. I alto I muitobaixo 6%--7 I I Ialto IaltoI I I I%G 2 8 13 18 23 26 29 32 35 38 41Dobras cutiineas (TR + PAl em meninasDobras cutiineas, mm1 )0 )5 TOT5 TOT5 fO f5 TO15 yOMuito I baixo 16timo Imod. I alto Imuitobaixo I I alto IaltoI I I%G 7 11 14 18 21 25 29 32 36 39 43Dobras cutiineas (TR + SE) em meninasDobras cutiineas, mm1 )0 )5 TOT5 TOr5 fO f5 TO15 yOMuito I baixo I 6timo Imod. I alto I muitobaixo Ialto I IaltoI I I%G 4 10 15 20 24 28 30 33 35,5 38 40Fonte: LOHMAN, T. G. The use of skinfold to estimate body fatness on children andyouth. Journal of Physical Education, Recreation and Dance, v.58, p.98-102, 1987.blicados por FOMON et al. (1982), para 0 calculodo % G, e na extrapola<;ao dos princfpios te6ricosdas equa<;5es para adolescentes e adultos deDURNIN WOMERSLEY (1974), para 0 d.lculoda D. A soma das DC bicipital (BI), tricipital (TR),subescapular (SE) e suprailfaca (SI) foram utili-zadas na equa<;aode predi<;ao da gordura corporal,considerando-se sexo e idade, e, 0 relacionamentoentre gordura subcutfmea, gordura corporal total edensidade corporal total (Tabelas 6 e 7). No estu-do preliminar de valida<;ao com crian<;asde 7 a 10anos, foram verificadas diferen<;asmenores que 1%quando comparadas com a medida da D. Alem dis-so, a D predita foi significativamentecorrelacionada (r > 0,70) com a medida da D. Como uso da Tabela 5, e possivel relacionar DC (S BI,TR, SE, SI), de forma objetiva com 0 % G. Osautores consideram crian<;as obesas quando 0percentual de gordura for: > 25% (puberes mascu-lino), > 30% (pre-puberes masculino e feminino),ou, > 35% (puberes feminino).
  11. 11. Adair da Silva Lopes & Cdtldido S. Pires NetoTABELA 5 - Diferen(:as no % G em crian(:as e jovens de 0-18 anos.% G M A S C. % G F E M.!DADE 15% 20% 25% 30% 35% 15% 20% 25% 30% 35%(anos)0* 17 22 30 40 52 17 22 30 40 521**- 18 24 32 43 58 18 24 32 43 582 18 25 34 45 60 18 25 34 45 604, 20 27 37 51 68 18 25 34 46 626 22 30 41 57 78 19 25 35 47 638 23 33 46 64 88 19 26 35 48 6510 25 36 51 72 101 19 27 37 51 6912 27 40 57 81 115 21 30 42 58 8014 27 44 63 92 132 23 33 47 66 9216 32 48 71 104 152 25 37 53 75 10618 34 52 79 117 175 27 40 58 85 122Fonte: WESTSTRATE, 1. & DE URENBERG, P Body composition in children: proposal for a method forcalculating body fat percentage from total body density or skinfold thickness measurements. American Journalof Clinical Nutrition, v.50, p.l104-1115, 1989. * Media de idade 6 meses; ** Media de idade 18 meses.A FE EQUA<;AO PARA A ESTIMATIVA DO % G EPE1 9·12 % G = 1,108 - 0,027 (log 10 TR) - 0,0388 (log III SE) NA1 13 • 16 % G = 1,130 - 0,055 (log III TR) - 0,026 (log 10 SE) NA2 12,7 - 15,7 % G = 1,1533 - 0,0643 (X) NA3 9 % G = (5,376 / D - 4,968) x 100 NA4 8 % G = (5,28 / D - 4,86) x 100 NA4 9 % G = (5,30 / D - 4,89) x 100 NA5 6 - 18 % G = 12,66 - 0,85 (Idade) + 1,10 (TR) + 0,53 (PA) 3,596 8 - 28 % G = 1,35 (~TR + SE) - 0,012 (~TR + SE)2 - 4,4 NA7 6 -17 % G = 1,35 (:ETR + SE) - 0,012 (:ETR + SE)2 - C (a) NA8 8·18 % G = 0,735 (:ETR + PA) + 1,0(b) 3,88 8 - 18 % G = 0,783 (:ETR + SE) + 1,6(<) 3,68 8 - 18 % G = 1,21 (:ETR + SE) - 0,008 (:ETR + SE)2 • C(d) 3,69 0·1,99 % G = ({585 - 4,7 [ID meses]o,s) / D) - {550 - 5,1[ID meses]o,s} NA9 2 - 18 % G = ({562 - 4,2 [ID anos - 2]) / D) - {525 - 4,7[ID anos - 2]} NAA = Autor(es); FE =faixa etaria em anos; EPE = erro padrao de estimativa;S = somat6rio; NA = nao apresenta 0 dado; D = densidade.
  12. 12. 1 = PARIZKOVA (1961).2 = DURNIN & RAHAMAN (1967); X = Log 10SBI, TR, SE, SI; Idade media = 14,7 anos;r = 0,80.3 = HASCHKE et al (1981).4 = LOHMAN et al (1984a, 1984b).5 = MUKHERJEE & ROCHE (1984). Utiliza a eqLtafiio de SIRl (1961) para 0 calculo do % G.6 = BOILEAU (1985).7 = LOHMAN (1986); C = constantes por sexo e idade, (II) Ver tabelas 3 e 4.8 = SLAUGHTER et al (1988); (b) = geral para 0 sexo masculino; (e)~ quando a soma das dobrascutaneas triceps e subescapular for maior que 35 mm; (d) = Constante; Variafiio do intercept parao sexo masculino de acordo com 0 estagio de maturafiio e grupo racial: para negros pre-puberes3,2; pul5eres 5,2; p6s-puberes e adultos 6,8 e respectivamente para brancos 1,7; 3,4; 5,5.9 - WESTSTRATE & DEURENBERG (1989); DC = S BI, TR, SE, Sf. Para crianfas obesas.A FE EQUA<;:AO EPE1 9 -12 % G = 1,088 - 0,014 (log 10 TR) . 0,036 (log 10 SE) NA1 13 -16 % G = 1,114 - 0,031 (log 10 TR) . 0,041 (log 10 SE) NA2 13,2 - 16,4 % G = 1,1369 - 0,0598 (X) NA3 6 -18 % G = 17,19 - 0,74 (Ida de) + 1,02 (TR) + 0,32 (AX) 3,44 8 - 28 % G = 1,35 (2: TR + SE) - 0,012 (2: TR + SE)2 - 2,4 NA5 6 - 17 % G = 1,35 (L TR + SE) - 0,012 (E TR + SE)2 _C (a) NA6 8·18 % G = 0,610 (L TR + PA) + 5.1(b) 3,86 8 - 18 % G = 1,33 (L TR + SE) . 0,013 (TR + SE)2 - 2,5(c) 3,96 8 - 18 % G = 0,546 (L TR + SE) + 9,7 (d) 3,97 2 - 10 % G = ({562 - 1,1 [10 anos . 2]) / D) - {525 - 1,4[10 anos-2]} NA7 10 - 18 % G = ({553-7,3 [ID(anos)-10]) / D)-{514 - 8,0[10 anos-l0]} NAA = Autor( es); FE = faixa etaria en/-anos; EPE = erro padriio de estimativa; NA = niio apresentar 0dado; D = densidade.J = PARIZKOVA (1961).2 = DURNIN & RAHAMAN (1967); X = Log IOS BI, TR, SE, SI; /dade media = 14,9 anos.3 = MUKHERJEE & ROCHE (/984); Obs: Pesagem hidrostdtica e antropometria. DC mensuradas no lado esquerdo do corpo.4 = BOILEAU (1985).5 = LOHMAN (1986); C = constantes por sexo e idade. (II) Conforme tabelas 3 e 4.6 = SLAUGHTER et al (1988); (b) = geral para 0 sexo feminino; (e) = ou 2,0 para negros e 3,0 parabrancos; (d) =quando a soma das dobras cutaneas TR e SE for maior que 35 mm.7 - WESTSTRATE & DEURENBERG (1989). Para crianfas obesas.
  13. 13. A falta de dados diretos (In vitro) da com-posi<;aoqufmica da MCLG em crian<;as e jovens,nos diferentes estagios maturacionais, sexos, ida-des, e ra<;as,indicam que os metodos e equa<;6essugeridos apresentam limita<;6es, por seremembasados em estudos de adultos quimicamentemaduros.Por isso, para analisar a composi<;ao corpo-.ral de crian<;as e jovens, muitos metodos e tecni-cas indiretas, do mais simples ao mais complexo,tern sido adotados. Entretanto, devido a sua ima-turidade qufmica, a crian<;a eo jovem nao podemser tratados como adultos em miniatura na avalia-<;aoda composi<;ao corporal, porque seus compo-nentes corporais sac quantitativamente diferenci-ados. Daf a necessidade de analisar, rever e vali-dar muitos destes metodos e equa<;6es para me-Ihor quantificar os componentes da composi<;aocorporal em crian<;as e jovens.Mesmo assim, ate que novos estudos sejamrealizados, sugere-se a utiliza<;ao das equa<;6esadaptadas por LOHMAN (1986) e as equa<;6es deSLAUGHTER et al. (1988), bem como as cons-tantes sugeridas por LOHMAN (1986) e PIRESNETO & PETROSKI (1996), que ate 0 momentaparecem ser os melhores indicadores para estimaro.% G e a MCLG em crian<;ase jovens, por consi-derarem 0 estagio maturacional, a idade, 0 sexo ea ra<;a.BAUMGARTNER, R.; CHUMLEA, W. C. & ROCHE,A. F. Bioelectric impedance for body composition.Exercise and Sport Science Reviews, v.18, p.193-224,1990.BAUMGARTNER, T. & JACKSON, A. S.Measurement for Evaluation in Physical Educationand Exercise Science. 4 ed. United States of America:Wm. C. Brown Publishers, 1991.BEHNKE, A. R.; OSSERMAN, E. F. & WELHAM,W. C. Lean Body Mass. Archives of InternationalMedicine, v.91, may, p.585-601, 1953.BEHNKE, 1}. R. & WILMORE, J. W. Evaluation andRegulation of Body Build and Composition. NewJersey: Prentice-Hall, Inc., Englewood Clifs, 1974.BJORNTORP, P. Classification of obeses patients andcomplications related to the distribution of surplus fat.American Journal of Clinical Nutrition, vAS, p.1120-1125, 1987.BJORNTORP, P. Adipose tissue distribution andfunction. International Journal of Obesity.University of Goteborg, Sweden: Macmillan Press Ltd,v.15,p.67-81,1991.BOILEAU, R. A.; LOHMAN, T. G. & SLAUGHTER,M. H. Exercise and body composition in children andyouth. Scandinavian Journal of Sports Sciences, v.7,p.17:-27, 1985.BOUCHARD, c.; DESPRES, J. P.; MAURIEGE, P.;MARCOTTE, M.; CHAGNON, M.; DIONNE, F. T.& BELANGER, A. The genes in the constellation ofdeterminants of regional fat distribution. InternationalJournal of Obesity, v.15, p.9-18, 1991.BROZEK, J.; GRANDE, F.; ANDERSON, 1. T. &KEYS, A. Densitometric analysis of body composition:revision of some quantitative assumptions. Annals ofthe New York Academy of Science, v.ll0, p.113-206,1963.BROZEK, J. & KEYS, A. The evaluation of leanness-fatness in man: norms and interrelationships. BritishJournal of Nutrition, v.5, p.149-206, 1951.BUNOUT, D.; RUEDA, E.; AICARDI, Y.; HIDALGO,C. & KAUFFMANN, N. R. Influencia de la grasa cor-poral y su distribucion sobre factores de riesgocardiovascular en sujetos sanos. Revista Medica deChile, v.122, n.2, p.123-132, 1994.BUSKIRK, E. R. The 1986 C. H. McCloy ResearchLecture Body Composition Analysis: The past, presentand future. Research Quarterly for Exercise andSport, v.58, n.l, p.1-10, 1987.DESPRES, J. P.; MOORJANI, S.; LUPIEN, P. 1.TREMBLAY, A.; NADEAU, A. & BOUCHARD, C.Regional distribution of body fat, plasma lipoproteins,and cardiovascular disease. Arteriosclerosis, v.IO,pA97-511,1990.
  14. 14. DEURENBERG, P.; PIETERS, J. & HAUTVAST, J.The assessment of the body fat percentage by skinfoldthickness measurements in childhood and youngadolescence. British Journal of Nutrition, v.63,p.293"303, 1990.DEURENBERG, P.; WESTSTRATE, 1. A. &HAUTVAST, J. Changes in fat-free mass during weightloss measured by bioelectrical impedance and bydensitometry. American Journal of ClinicalNutrition, v.49, p.33-36, 1989.DRINKWATER, D. T. & ROSS, W. D. Anthropometricfractionation of body mass. In: Ostyn, M.; Beunen G.& Simons J Kinanthropometry II. Baltimore:Academic Press, 1980, p.177-188.DURNIN, J. V. G. A. & RAHAMAN, M. M. Theassessment of the amount of fat in the human body frommeasurements of skinfold thickness. British Journalof Nutrition, v.21, p.681-689, 1967.DURNIN, J. V. G. A. & WOMERSLEY, J. Body fatassessed from total body density and its estimation fr()mskinfold thickness: measurements on 481 men andwomen aged from 16 to 72 years. British Journal ofNutrition, v.32, p.77-97, 1974.FOMON, S. J.; HASCHKE, F; ZIEGLER, E. E. &NELSON, S. E. Body composition of reference childrenfrom birth to age 10 years. American Journal ofNutrition, v.35, p.1169-1175, 1982.FORBES, G. B. Methods for determining compositionof the human body. Pediatrics, v.29, p.477-494, 1962.FORBES, G. B.; & AMIRHAKIMI, G. H. Skinfoldthickness an body fat in children. Human Biology,v.42, p.401-418, 1970.HARSHA, D. W.; FRERICHS, R. R. & BERENSON,G. S. Densitometry and anthropometry of black andwhite children. Human Biology, v.50, n.3, p.261-280,1978.HASCHKE, F Body Composition of adolescent ma-les. Acta Pediatrica Scandinavica, v.307, p.01-23,1983.HASCHKE, F; FOMON, S. J. & ZIEGLER, E. F Bodycomposition of a nine-year old reference boy. PediatricResearch, v.15, p.847-849, 1981.HEyWARD, V. H. Advanced Fitness Assessment andExercise Prescription. 2 ed. Champaign, Illinois:Human Kinetics Books, 1991.JANZ, K. F; NIELSEN, D. H.; CASSADY, S. L.;COOK, 1. S.; WU, Y. & HANSEN, 1. R. Cross-validation of the Slaughter skinfold equations forchildren and adolescents. Medicine and Science inSports and Exercise, v.25, n.9, p.1070-1073, 1993.KHALED, M. A.; McCUTCHEON, M. J.; REDDY,S.; PEARMAN, P. L.; HUNTER, G. R. & WEINSIER,R. L. Electrical impedance in assessing human bodycomposition: the BIA method. American Journal ofClinical Nutrition, v.47, p.789-792, 1988.KEYS, A. & BROZEK, J. Body fat in adult man.Physiological Review, v.33, p.245-325, 1953.LOHMAN, T. G. Applicability of body compositiontechniques and constants for children and youths.Exercise and Sports Sciences Review, v.14, p.325-357,1986.LOHMAN, T. G. The use of skinfold to estimate bodyfatness on children and youth. Journal of PhisicalEducation Recreation and Dance, v.58, n.9, p.98-102,1987.LOHMAN, T. G. Advances in Body CompositionAssessment. Mon. 3. Champaign, Illinois: HumanKinetics Publishers, 1992.LOHMAN, T. G.; BOILEAU, R. A. & MASSEY, B.H.. Prediction of lean body mass in young boys formskinfold thickness and body weight. Human Biology,v.47, n.3, p.245-262,1975.LOHMAN, T. G.; BOILEAU, R. A. & SLAUGHTER,M. H. Body composition in children and youth. In:BOILEAU, R. A. Advances in Pediatric SportSciences. v.1. Biological Issues. Champaign, Illinois:Human Kinetics Publishers, Inc., 1984a, p.29-67.LOHMAN, T. G.; SLAUGHTER, M. H.; BOILEAU,R. A.; BUNT, J. & LUSSIER, L. Bone mineralmeasurements and their relation to body density inchildren and youths and adults. Human Biology, v.56,p.667-679,1984b.
  15. 15. LUKASKI, H. C. Methods of the assessment of humanbody composition: traditional and new. AmericanJournal of Clinical Nutrition, v.46, p.537-556, 1987.MALINA, R. M. Quantification of fat, muscle and bonein man. Clinical Orthopedics Related Research, v.65,p.9-38, 1969.MALINA, R. M. The measurement of bodycomposition. In: Johnston, F. E.; Roche, A. F &Suzanne, C. Human Physical Growth and.Maturation: Methodologies and Facts. New York:Plenum Press, 1982.MALINA, R. M. & BOUCHARD, C. Growth,Maturation and Physical Activity. Champaign,Illinois: Human Kinetics Books, 1991.MENDEZ, J. & LUKASKI, H. C. Variability in bodydensity in ambulatory subjects measured at differentdays. American Journal of Clinical Nutrition, v.34,p.8-81,1981.MUKHERJEE, D. & ROCHE, A. F. The estimation ofpercent body fat, body density and total body fat bymaximum R2regression equations. Human Biology,v.56: p.79-109, 1984.PARIZKOVA, J. Total body fat and skinfold thicknessin children. Metabolism, v.l0, p.794-809, 1961.PETROSKI, E. L. & PIRES NETO, C. S. Composi<taocorporal: modelos de fracionamento carporal. Comu-nica~ao, Movimento e Midia na Educa~ao Fisica.Carvalho, S. (arg.), Imprensa Universitaria, UFSM, v.2,p.35-51,1993.PIRES NETO, C. S. & PETROSKI, E. L. Assuntossobre as equa<t6es da gordura corporal relacionados acrian<tas e jovens. In.: Comunica~ao, Movimento eMidia na Educa~ao Fisica. Carvalho, S. (arg.), Im-prensa Universitaria, UFSM, v.3, p.21-30, 1996.POLLOCK, M. L. & WILMORE, J. H. Exercicio naSaude e na Doen~a: Avalia~ao e Prescri~ao paraPreven~ao e Reabilita~ao. 2. ed., Sao Paulo: MEDSI,1993.ROCHA, M. S. L. Peso 6sseo do brasileiro de ambosos sexos de 17 a 25 anos. Arquivos de Anatomia eAntr6pologia. Rio de Janeiro, v.l, p.445-451, 1975.SIRI, W. E. Body composition for fluid space anddensity. In: BROZEK, J. & HANSCHEL, A. (Eds.),Techniques for Measuring Body Composition.(p.223-224). Washington: D. C. National Academy ofScience. 1961.SLAUGHTER, M. H.; et al. A. Skinfold equations forestimation of body fatness in children and youth. Hu-man Biology, v.60, n.5, p.709-723, 1988.Van LOAN, M. D.Bioelectrical impedance analysis todetermine fat-free mass, total body water and body fat.Sports Medicine, v.lO, n.4, p.205-2l7, 1990.WESTSTRATE, J. & DEURENBERG, P. Bodycomposition in children: proposal for a method forcalculating body fat percentage from total body densityor skinfold thickness measurements. AmericanJournal of Clinical Nutrition, v.50, p.ll 04-1115,1989.WILMORE, J. H. Use of actual, predicted and constantresidual volumes in the assessment of bodycomposition by underwater weighing. Medicine andScience in Sports, v.l, p.87-90, 1969.YOUNG, C. M.; SIPIN, S. S.; ROE, D. A. Bodycomposition of pre-adolescent and adolescent girls.Journal of The American Dietetic Association, v.53,n.l, p.25-31, 1968.Universidade Federal de Santa CatarinaCentro de Desportos/RPDCampus Universitario - Trindade, Florian6polis, SCCEP 88040-900

×