Cancer gastrico

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Cancer gastrico

  1. 1. O câncer gástrico é a neoplasia maligna do aparelho digestivo de maiormortalidade no Brasil, sendo o adenocarcinoma o tipo histológico mais comum (95%dos casos). Para a escolha adequada da abordagem terapêutica é de fundamentalimportância a avaliação precisa da extensão local do tumor.O prognóstico da doença está diretamente relacionado com a profundidade dainvasão na parede gástrica e o envolvimento linfonodal. De acordo com Fukuyaquando o menor diâmetro do linfonodo for maior que 0,8cm já indica envolvimentometastático. O objetivo cirúrgico é a exérese da lesão primária corretamente.Em artigo publicado na revista Radiology (ano 2004; volume 230; páginas 465-471), referência no campo da radiologia, o Hospital Universitário de Hamburgo naAlemanha fez um estudo comparativo entre a Tomografia Computadorizada (TC)helicoidal e a Ultrassonografia Endoscópica (UE) analisando o desempenho dosmétodos no estadiamento pré-operatório do adenocarcinoma gástrico.Foram avaliados 51 pacientes, 34 homens e 17 mulheres (idade média de 62anos),com diagnóstico de carcinoma gástrico confirmado por biópsia endoscópica.Alocalização do tumor foi de 56,8% no antro, 27,4% no corpo, 11,8% na região pilórica e4% no fundo. Cada tumor foi estadiado de acordo com o Sistema de ClassificaçãoTNM por ambos os métodos. Os exames foram realizados por profissionais médicoscom vasta experiência. Todos os pacientes foram submetidos à TC principalmentepara avaliação de metástases à distância, e ao UE para avaliação da extensão localdo tumor e envolvimento de linfonodos.Todos os pacientes submeteram-se à cirurgia, com realização de estadiamentointra-operatório. Os resultados da TC e UE foram comparados com o estadiamentohistológico da profundidade da invasão tumoral e linfonodos regionais metastáticos.Para comparar os dados obtidos pela TC e Ultrassonografia Endoscópica foi utilizadoo teste de homogeneidade marginal e o valor de P menor que 0,05 foi consideradoestatisticamente significativo.O principal problema encontrado no estudo foi a diferenciação entre tumoresT2 e T3. Alguns tumores foram classificados erroneamente pela TC e UE, mas osdados encontrados mostraram que a TC levou a resultados mais eficientes nadiferenciação desses tumores quando comparados aos resultados da UE. Paraminimizar possíveis falhas da tomografia ela deve ser realizada com ampla distensãodo estômago utilizando meio de contraste oral negativo e varredura adicional com opaciente em posição prona.Em comparação com os resultados histológicos, a TC acertou o estadiamentoT em 39 pacientes (76%) e o estadiamento N em 35 pacientes (70%). Enquanto, a UEclassificou corretamente o estadiamento T em 44 pacientes (86%) e o estadiamento Nem 45 pacientes (90%). Não houve diferença estatisticamente significativa entre oestadiamento T (P= 0,55) e estadiamento N (P > 0,99). O estudo sugere que ambas asmodalidades têm igual acurácia para o estadiamento T. Até mesmo com referência aoestadiamento N não houve diferença significativa.Esse estudo não foi designado para determinar a sensibilidade e especificidadeda TC na detecção do câncer gástrico ou na diferenciação com outros diagnósticosdiferenciais. Por isso, pacientes sem malignidade gástrica foram excluídos do estudo.O estudo oferece achados valiosos para a rotina clínica e serve como basepara futuras pesquisas. O grande valor da TC helicoidal focada no estômago,utilizando meio de contraste oral negativo, consiste em substituir o US endoscópicopré-operatório no estadiamento do adenocarcinoma gástrico com similar acurácia.
  2. 2. a) b)Figura 1. TC corte axial. Homem 75 anoscom tumor no corpo do estômago (setas) eenvolvimento transmural com borramentoda gordura perigástrica (ponta de seta).Tumor T2.Figura 2a.TC corte axial. Homem de 73 anos com tumor noantro próximo a vesícula (seta) sem infiltração e borramentovisível (ponta de seta). Tumor T2.Figura 2b. Ultrassonografia Endoscópica. Imagem da lesãotransmural sem espessamento da parede da vesícula. TumorT2.Figura 3. TC corte axial demulher de 47anos mostratumor no antro, e borramentoem mais de um terço daextensão do tumor (ponta deseta). Tumor T3.
  3. 3. a) b)Figura 4a. Imagens de mulher de 52 anos (a) corte axial de TCde tumor transmural no antro (setas) com borramento eobliteração do plano gorduroso entre a parede gástrica e ofígado e invasão do fígado (ponta de seta). (b) Imagem de UEde tumor (setas) que envolve a parede gástrica e o fígadoadjacente (ponta de seta). (GB = vesícula biliar).Paula Tarsiana Fernandes Dias, médica, Residente do terceiroano de Radiologia.Jôse Vaz Silva, médica, Residente do terceiro ano deRadiologia.Fonte : Revista Radiology

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