Avaliação densitométrica dos pacientes com fratura do

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Avaliação densitométrica dos pacientes com fratura do

  1. 1. V Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação – PUCRS, 2010 V Mostra de Pesquisa da Pós- Graduação Avaliação Densitométrica dos pacientes com fratura do Fêmur Proximal Tratados no Hospital São Lucas da PUCRS Dr. Carlos Daniel de Garcia Bolze1 , Prof. Dr. Jefferson Braga da Silva1 (orientador), Prof. Dr. Marcos William Fridman1 , Prof. Dr. Rodolfo Herberto Schneider2 1 Faculdade de Medicina, PUCRS 2 Instituto de Geriatria e Gerontologia PUCRS Resumo Com o aumento da expectativa de vida, a incidência das patologias típicas do idoso também cresce. A Osteoporose (OP) é a doença metabólica do osso mais comum, caracterizada pela diminuição da massa óssea e o aumento da sua fragilidade estrutural. O enfraquecimento ósseo decorrente da OP leva ao aumento no risco de fraturas. As fraturas osteoporóticas mais freqüentes ocorrem nas regiões de osso trabecular, como o rádio distal, os corpos vertebrais e o fêmur proximal. Essas fraturas geram grande morbidade nestes pacientes e, no fêmur proximal, mortalidade. O diagnóstico da OP é realizado através da Densitometria Óssea. De acordo com a OMS, resultados T-score abaixo de 2,5 Desvios Padrão (DP) no colo femoral em relação ao pico de massa-óssea de indivíduos saudáveis ente 20 e 29 anos de idade são diagnósticos de OP. A Densitometria Óssea é o dado determinante mais importante para a ocorrência de fraturas, evidenciando os pacientes com alto risco. O objetivo deste estudo é avaliar a população vítima de fratura do fêmur proximal em relação a sua densidade óssea e os diferentes aspectos envolvidos no seu manejo e tratamento. Introdução A Osteoporose é atualmente definida como uma doença sistêmica do esqueleto caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido 993
  2. 2. V Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação – PUCRS, 2010 ósseo, o que leva ao aumento da fragilidade do esqueleto e à predisposição a ocorrência de fraturas (BONNAIRE, 2005). O pico de massa óssea é atingido ao redor da 3ª década de vida e é influenciado por diversos fatores, principalmente pelos hereditários. Após o pico, inicia-se um pequeno déficit na formação de massa óssea após cada ciclo de reabsorção e formação nas unidades multicelulares básicas. Essa perda óssea relacionada à idade é estimada em 0,7% ao ano na população geral e é previsível e um fenômeno biológico normal, comparável ao aparecimento dos cabelos brancos (ROSENBERG, 1999). A influência hormonal tem um papel fundamental, sendo a menopausa o principal fator de risco. Na primeira década após a menopausa, as mulheres perdem anualmente cerca de 2% de sua massa óssea cortical e cerca de 9% de seu osso esponjoso. Mais de 40% das mulheres com mais de 50 anos desenvolverão alguma fratura em decorrência da osteoporose em contraste com 14% dos homens (GIANNOUDIS, 2006). A absorciometria por dupla emissão de raio-x (Densitometria Óssea - DMO) é o exame indicado na investigação da osteoporose de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a OMS, resultados T-score abaixo de 2,5 Desvios Padrão (DP) no colo femoral em relação ao pico de massa-óssea de indivíduos saudáveis ente 20 e 29 anos de idade são diagnósticos de OP. Os sítios mais utilizados para medição densitométrica são a coluna lombar, o fêmur proximal e o rádio distal, devido à alta proporção osso trabecular/osso cortical nessas regiões (STEPHEN, 2001). As fraturas do fêmur proximal nos pacientes idosos possuem alta morbidade e mortalidade sendo que 10% dos pacientes morrem nos 30 dias seguintes a cirurgia e 30% vem a falecer dentro do 1º ano da fratura (COURT-BROWN, 2006). Estima-se que a osteoporose se torne epidêmica nos próximos anos devido ao envelhecimento da população. Em 2012, 25% da população européia terá mais de 65 anos e, em 2020, 52 milhões de norte americanos estarão acima dessa idade (GIANNOUDIS, 2006). Os maiores e mais facilmente identificáveis fatores de risco para fraturas são idade avançada e baixa DMO (HENRY, 2008). Metodologia Serão incluídos no estudo os pacientes que apresentarem fraturas do fêmur proximal que forem tratados pelo Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital São Lucas. Os mesmos serão convidados a participar do trabalho mediante a assinatura do Termo 994
  3. 3. V Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação – PUCRS, 2010 de Consentimento Informado e, durante o período pós-operatório, serão encaminhados ao Centro de Diagnóstico por Imagem do Hospital São Lucas da PUCRS onde realizarão exame de DMO. Os critérios de exclusão são presença de doença metastática e/ou fratura patológica, presença de implante ou patologia prévia no quadril contralateral que impeça a aferição densitométrica Trata-se de um estudo linear, prospectivo a ser realizado no Hospital São Lucas da PUCRS com início em Julho de 2010. Referências 1. BONNAIRE F. Treatment strategies for proximal femur fractures in osteoporotic patients. Osteoporos Int 2005; 16: S93-S102. 2. CARTER ND. Exercise in the prevention of falls in older people. A systematic literature review examining the rationale and the evidence. Sports Med 2001; 31(6): 427-438. 3. COURT-BROWN C. Epidemiology of adult fractures: A review. Injury 2006; 37: 691-697. 4. GIANNOUDIS PV. Principles of fixation of osteoporotic fractures. J Bone Joint Surg Br 2006; 88-B: 1272-8. 5. GOSFIELD E. Evaluating bone mineral density in osteoporosis. Am J Phys Med Rehab 2000; 79(3): 283-291. 6. HENRIQUEZ MS. La medicina basada em La evidencia y los fármacos aprobados para el tratamiento de La osteoporosis. Papel del cálcio y La vitamina D. Rev Clin Esp 2009; 209(1): 25-36. 7. HENRY MJ. Application of epidemiology to change health policy: defining age-related thresholds of bone mineral density for primary prevention of fracture. J Clin Dens 2008; 11(4): 494-497. 8. PATEL SH. Fractures of the proximal fêmur: correlates of radiological evidence of osteoporosis. Skeletal Radiol 2006; 35: 202-211. 9. ROSENBERG A. Bones, Joints and Soft Tissue Tumors In: Cotran RS, Kumar V, Collins Tucker. Robbins pathologic basis of disease. WB Saunders Company; Philadelphia 1999. 10. STEPHEN AB. The management of osteoporosis. J Bone Joint Surg Br 2001; 83-B(3): 316-323. 995

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