AVALIAÇÃO DA PUERICULTURA NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE VILA
MUNICIPAL
Autor(es):
SECCO, Alan Bello; MASSUCATO, Carlos Albert...
acompanhamento, identificando crianças de risco e fazendo busca ativa de crianças
faltosas ao calendário de acompanhamento...
sendo maior que o encontrado em outros estudos brasileiros(Piccini e al.,2007).
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Avaliação da puericultura na unidade básica de saúde

  1. 1. AVALIAÇÃO DA PUERICULTURA NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE VILA MUNICIPAL Autor(es): SECCO, Alan Bello; MASSUCATO, Carlos Alberto; PIVA, Caroline; LETTNIN, Cristiane Borges Evaldt; ARGENTi, Cristiano; ROZALES, Daniele Kickhöfel; ROSSATO, Giovana Danielle; SILVEIRA, Denise Silva e PANIZ, Vera Maria Vieira Apresentador: Caroline Piva Orientador: Ana Maria Ferreira Borges Teixeira Revisor 1: Roberto Xavier Piccini Revisor 2: Bernardo Lessa Horta Instituição: universidade federal de pelotas AVALIAÇÃO DA PUERICULTURA NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE VILA MUNICIPAL SECCO, Alan Bello1 ; MASSUCATO, Carlos Alberto1 ; PIVA, Caroline1 ; LETTNIN, Cristiane Borges Evaldt1 ; ARGENTi, Cristiano1 ; ROZALES, Daniele Kickhöfel1 ; ROSSATO, Giovana Danielle1 ; SILVEIRA, Denise Silva1 e PANIZ, Vera Maria Vieira2 1 Disciplina de Medicina de Comunidade, Departamento de Medicina Social, FAMED, UFPel – 2 Disciplina de Docência Orientada, Pós-Graduação em Epidemiologia, UFPel Av. Duque de Caxias 250, Fragata, Pelotas. carolinepiva@hotmail.com 1. INTRODUÇÃO Puericultura é definida como o conjunto de técnicas empregadas para assegurar o desenvolvimento físico e mental da criança, desde o período de gestação até a idade de 4 ou 5 anos. Essa atenção à criança pode prevenir doenças, acompanhar e avaliar o crescimento e desenvolvimento infantil. No Brasil, a puericultura está entre as ações programáticas mais ofertadas por serviços básicos de saúde, principalmente no Programa de Saúde da Família (PSF). (Piccini e al., 2006). A Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Municipal está integrada ao Programa de Saúde da Família (PSF), o qual prevê a inscrição das crianças no programa de puericultura durante a primeira consulta, que deverá ser realizada até 15 dias após o nascimento. No primeiro ano de vida, o programa preconiza que as crianças sejam vistas mensalmente. Em cada consulta deverá ser realizada orientação sobre a dieta da criança, incentivo ao aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, verificação das vacinas realizadas, antropometria, exame clínico geral e detecção e tratamento de intercorrências clínicas. Toda a equipe de saúde deve estar preparada para esse
  2. 2. acompanhamento, identificando crianças de risco e fazendo busca ativa de crianças faltosas ao calendário de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. A UBS encontra-se vinculada à Universidade Federal de Pelotas e serve como unidade de ensino de graduação para as faculdades de Medicina, Enfermagem, Nutrição e para o pós-graduação em Medicina Preventiva e Social. Funciona em dois turnos durante os dias úteis da semana e atende uma população estimada em 2800 pessoas. Nessa unidade, a atenção aos cuidados de puericultura é avaliada constantemente com o objetivo de aprimorar o programa e qualificar o serviço. Dessa forma, o presente estudo tem a finalidade de integrar os alunos de Medicina de Comunidade com a avaliação do programa de puericultura da UBS Vila Municipal. Este artigo descreve os principais resultados encontrados na revisão das fichas de puericultura da UBS. 2. MATERIAIS E MÉTODOS Realizou-se um estudo transversal descritivo utilizando como fonte secundária, os registros médicos de atendimento às crianças incluídas na puericultura da UBS Vila Municipal, no ano de 2005 e que completaram 12 meses de idade em 2006. O programa utiliza como registro especial a Ficha de Puericultura, que é preenchida em duas cópias semelhantes, uma fica na UBS e a outra fica com o responsável pela criança. As variáveis selecionadas para análise do acompanhamento do desenvolvimento infantil foram: sexo da criança, pré-natal na UBS Vila Municipal, tipo de parto, peso e comprimento ao nascer, tempo de amamentação exclusiva, utilização de leite materno e outro alimento, estado nutricional da criança aos 6 meses e aos 12 meses, número de consultas de puericultura aos 6 meses e aos 12 meses e realização das vacinas BCG, anti-poliomielite, anti-hepatite B, Tetravalente, Triviral e outras. A cobertura vacinal completa para cada uma das vacinas seguiu as doses recomendadas no calendário básico de imunizações para o primeiro ano de vida. Essas variáveis são indicadores da qualidade do atendimento na UBS na atenção à saúde materno-infantil. Os dados foram digitados diretamente das fichas de puericultura em única entrada e analisados através do programa EPI-INFO V. 6.01. Na análise investigaram-se as freqüências simples das variáveis para toda a amostra e estratificadas de acordo com a área de moradia da criança. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A avaliação de intervenções em saúde por múltiplos critérios tem sido destacada como uma das mais importantes estratégias para o estudo da efetividade e da qualidade dos sistemas de saúde. ( Piccini e al.,2007). Estima-se que nasçam em torno de 45 crianças por ano nessa comunidade. Neste trabalho foi localizado um total de 61 registros de puericultura de crianças que se inscreveram no programa de janeiro a dezembro de 2005, sendo que, 38 (62,3%) destas crianças eram moradoras da área de abrangência da UBS Vila Municipal. Assim, a cobertura da puericultura para as crianças da área da UBS foi de 84%,
  3. 3. sendo maior que o encontrado em outros estudos brasileiros(Piccini e al.,2007). (Figura 1). Figura 1 – Procedência das crianças inscritas no Programa de Puericultura da UBS Vila Municipal com relação área de moradia. 84% 16% O acompanhamento do pré-natal de 28 mães (73,7%) de crianças residentes na área de cobertura da UBS Vila Municipal foi realizado neste serviço, mostrando um índice razoável de vinculação considerando a meta de acompanhar 100% das gestantes. Com relação ao tipo de parto, as crianças nascidas na Vila municipal no ano de 2005 mostram a freqüência de cesariana em 32,8% dos partos, freqüência essa inferior à obtida na Coorte de nascimentos de 2004 (Barros et al., 2006) da cidade de Pelotas que foi 45,4%. Esta freqüência supera o índice preconizado pela OMS que é de 15%, porém é inferior ao encontrado nas demais UBS de Pelotas (Silveira e Santos, 2004). O baixo peso ao nascer (peso ao nascer < 2.500g) em seis crianças (10%) mostrou-se equivalente ao encontrado pelo estudo de Coorte realizado no ano anterior na cidade de Pelotas (Barros et al., 2006). A pesquisa sobre o Aleitamento Materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal, do Ministério da Saúde, mostrou que a amamentação exclusiva até os 4 meses foi de 23,4 %, enquanto esta avaliação encontrou uma prevalência um pouco mais duradoura pois foi de 23% até os 5 meses de idade. Quando se avalia, somente as crianças pertencentes à área da UBS, nove (36%) crianças compõem o indicador, elevando a sua representação relativa. Isso reflete os resultados satisfatórios em relação à amamentação exclusiva. Analisando o estado nutricional aos 6 meses, constatou-se que 2 crianças (3,3%) da amostra apresentavam sobrepeso, sendo que para 24 crianças (39,3%) esta informação era ignorada. Na área da UBS 28 crianças (73,7%) estavam com peso normal e para oito delas (21,1%) esta informação era ignorada. Aos 12 meses quatro (6,6%) encontravam-se desnutridas, sendo a informação ignorada para 34 delas (55,7%). A freqüência de informações ignoradas foi de 14 crianças (36,8%) na área da UBS e de 20 crianças (87%) entre as fora da área. Destaca-se a grande quantidade de dados ignorados, revelando o mau preenchimento dos registros e demonstrando que o sistema é falho nesse aspecto, podendo refletir correspondente queda de qualidade do cuidado. O Ministério da Saúde preconiza no mínimo quatro consultas até os seis meses de idade. (Ministério da Saúde, 2004). Esta meta essa foi alcançada em Da área da UBS Fora da área
  4. 4. 45,7% das crianças da área de abrangência da UBS Vila Municipal que realizaram entre 6 e 8 consultas nesse período. Considerando a realização das vacinas anti-poliomielite, anti-hepatite B e tetravalente analisadas em conjunto (Tabela 1), a cobertura vacinal média para as crianças residentes na abrangência da UBS foi de 65%, enquanto que para as crianças residentes fora da área da UBS foi de 32%. Em relação à vacina BCG, 86,8% (n=33) das crianças da área receberam a dose, com proporção de 43,5% (n=10) paras as moradoras fora da área da UBS, com 56,5% (n=13) de informação ignorada. O presente estudo, foi comprometido por uma alta taxa de dados ignorados referentes à vacinação repetindo a problemática da variável estado nutricional quanto ao mau preenchimento das fichas. Sabe-se que outra importante meta do Ministério da Saúde é vacinar 100% das crianças inscritas no programa de puericultura e, de acordo com os resultados encontrados, parece que uma parte da população-alvo estaria excluída desta importante medida preventiva.(Ministério da Saúde, 2004). 4. CONCLUSÃO Observou-se a necessidade de uma atenção especial da equipe com relação ao preenchimento das fichas de puericultura. Sugere-se que o acadêmico da área de saúde, a partir do primeiro contato com a UBS, receba instruções persuasivas sobre como preencher a ficha de puericultura e sua importância. Além disso, outra alteração importante seria a inclusão de dados de prematuridade na ficha de puericultura da UBS estudada, pois assim seria possível avaliar se as crianças prematuras, portanto com maior risco para a mortalidade infantil, foram as mesmas que tiveram baixo peso ao nascer, pouco tempo de aleitamento materno exclusivo e imunização incompleta. Tabela 1. Prevalência das vacinas Anti-Pólio, Anti-Hepatite e Tetravalente Vacinas realizadas Total N (%) Área N (%) Fora de Área N (%) Vacina Anti-Pólio Sim 34 (55,7%) 26 (68,4%) 8 (34,8%) Não 0 0 0 Ignorado 27 (44,3%) 12 (31,6%) 15 (65,2%) Vacina Anti-Hepatite Sim 33 (54,1%) 26 (68,4%) 7 (30,4%) Não 0 0 0 Ignorado 28 (45,9%) 12 (31,6%) 16 (69,6%) Vacina Tetravalente Sim 32(52,5%) 24 (63,2%) 8 (34,2%) Não 0 0 0 Ignorado 29 (47,5%) 14 (36,8%) 15 (65,2%) 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BONILHA L.R.; RIVORÊDO C.R. Puericultura: duas concepções distintas. Jornal de Pediatria, Rio Janeiro, 2005, v.81 p.7-13.
  5. 5. FALEIROS J.J.; KALIL G.; CASARIN D.P.; LAQUE J.P.A.; SANTOS I.S.; Avaliação do impacto de um programa de puericultura na promoção da amamentação exclusiva. Caderno de Saúde Pública, 2005, v.21, n.2, p.482-489. SILVA J.L.P.O.; CECATTI J.G.; SERRUYA S.J. Quality of the antenatal care in Brasil. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2005, v.27, n.3, p.103- 105. PICCINI R.X.; FACCHINI L.A.; TOMASI E.; ET AL. Efetividade da atenção pré-natal e de puericultura em unidades básicas de saúde do Sul e do Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 2007, v.7, n.1, p.75-82. BARROS A.J.D.; SANTOS I.S.; VICTORA C.G.; ALBERNAZ E.P.; DOMINGUES M.R.; ET AL . The 2004 Pelotas birth cohort: methods and description. Revista de Saúde Pública, 2006, v.40, n.3, p.402-413. ARAÚJO M.F.M.; DEL FIACO A.; WERNER E.H.; SCHMITZ B.A.S.; Incentive to breast-feeding in Brazil: progress of the Friendly Postman Breast-feeding Program from 1996 to 2002. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 2003, v.3, n.2, p.195-204. BRASIL. Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e Redução da Mortalidade Infantil. Ministério da Saúde, 2004. SILVEIRA D.S.; SANTOS I.S.; Fatores associados à cesarianaentre mulheres de baixa renda em Pelotas,Rio Grande do Sul, Brasil. Caderno de Saúde Pública,2004 Rio de Janeiro; v.20, n.2, p.231-241.

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