ATRITE INFECCIOSA DE JOELHO - ESTUDO DE CASO
Alice Regina Dal Moro*
Nabil El Hajar**
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artrite infecciosa é uma infecção do lí...
líquido sinovial com culturas positivas, deve ser submetido a repetidas avaliações
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MEDICAMENTOS: No momento não esta fazendo uso de medicamentos
EXAMES COMPLEMENTARES: Raios-X de joelho esquerdo: Impressão...
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NORM, A. HANSON B. Exercícios Aquáticos Terapêuticos. SP: Manole,1998.
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Atrite infecciosa de joelho estudo de caso

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Atrite infecciosa de joelho estudo de caso

  1. 1. ATRITE INFECCIOSA DE JOELHO - ESTUDO DE CASO Alice Regina Dal Moro* Nabil El Hajar** * Acadêmica do 9º período de Fisioterapia ** Docente Supervisor de Estágio em Fisioterapia na área de Ortopedia e Traumatologia Faculdade União das Américas - Uniamérica, Foz do Iguaçu, Paraná RESUMO O joelho é uma das articulações que mais sofrem com desordens no sistema locomotor, sendo assim estudar e entender as patologias que o afetam é de suma importância para o fisioterapeuta. Este trabalho teve como objetivo relatar e discutir o caso de um trabalhador que recebeu tratamento fisioterápico devido a diagnóstico clínico de artrite infecciosa em joelho esquerdo. O estudo foi realizado na clínica de fisioterapia da Faculdade União das Américas (Uniamerica), em março de 2007. Após avaliação foram utilizados como materiais para tratamento exercícios terapêuticos, recurso eletroterápicos e de mecanoterapia. O trabalho realizado permitiu o desenvolvimento de uma conscientização dos procedimentos realizados no âmbito de uma clinica de fisioterapia em especial ao paciente estudado onde este pode apresentar como ganho durante este período de 20º em flexão e uma melhora na qualidade da marcha, embora ainda muito aquém do desejável mas satisfatório de acordo com as expectativa do paciente. Palavras-chave: artrite, fisioterapia, joelho. INTRODUÇÃO A artrite é uma doença que compreende a inflamação de uma ou mais articulações (artro se refere à articulação, e itis à inflamação). A inflamação da articulação é a reação do corpo a diferentes processos de doenças, entre os quais estão a lesão mecânica de uma articulação (incluindo fratura), presença de infecção (geralmente causada por bactérias ou vírus), um ataque do próprio corpo às articulações (uma doença auto-imune) ou o desgaste acumulado das articulações. É comumente considerada uma manifestação de uma patologia inflamatória crônica com um importante grau de degeneração articular. Tipicamente todas as estruturas as articulação são afetadas: ossos, cartilagem, membrana sinovial e cápsula articular. (NORM e HANSON, 1998)
  2. 2. Apresenta sinominos como artrite piogênica, artrite bacteriana, artrite séptica. A artrite infecciosa é uma infecção do líquido sinovial e dos tecidos de uma articulação. Os organismos infecciosos, principalmente as bactérias, costumam atingir a articulação através da circulação sanguínea, uma articulação pode ser infectada por diversas bactérias. O tipo de bactéria causadora da infecção pode variar segundo a idade da pessoa. Os estafilococos, o Hemophylus influenzae e as bactérias conhecidas como bacilos gramnegativos infectam com mais freqüência bebes e crianças pequenas, enquanto os gonococos, os estafilococos e os estreptococos infectam com maior frequência crianças grandes e adultos. Os vírus, como o da imunodeficiência humana (VIH), os parvovírus e os que causam a rubéola e a hepatite B, podem infectar as articulações de pessoas de qualquer idade. As infecções articulares crônicas são muitas vezes provocadas por tuberculose ou fungos. (MERK) Em crianças grandes e adultos, que apresentam infecções bacterianas ou virais, é habitual que os sintomas comecem de maneira súbita, com rubor, calor local e a dor ao movimento e ao tato, acumulação de líquidos, provocando edema e rigidez na articulação, febre e calafrios. (MERK) Uma articulação infectada costuma ser destruída em poucos dias, a menos que o tratamento com antibióticos seja imediatamente iniciado. Por este motivo realizam-se vários exames de diagnóstico se existir a possibilidade de infecção. É indispensável a análise do líquido articular, que freqüentemente é de aspecto turvo, inclusive purulento. O líquido obtém-se mediante a punção da articulação com uma seringa e uma agulha estéreis, tanto para detectar a presença de glóbulos brancos como para efetuar exames complementares, que determinarão a presença de bactérias e outros organismos. As culturas em laboratório são, na maioria dos casos, úteis para identificar a bactéria que causa a infecção do líquido articular, a menos que a pessoa tenha tomado antibióticos recentemente. (FELLET e SCOTTON, 2003). O Exame Radiográfico pode ser útil para o acompanhamento terapêutico do paciente. Nos casos suspeitos de artrite infecciosa, a radiografia simples da articulação acometida também serve para avaliar a presença concomitante de osteomielite. Todo paciente com artrite séptica persistente após 5-7 dias de antibioticoterapia ou que apresenta
  3. 3. líquido sinovial com culturas positivas, deve ser submetido a repetidas avaliações radiográficas para identificar se à presença de osteomielite. O processo anatomopatológico artrite piogênica. Na grande maioria dos casos ocorre bacteremia com metástase articular, devido à preferência de bacterias pelos tecidos articulares, principalmente a sinovial. Numa primeira fase da reação sinovial, ela se encontra engrossada, edemaciada com infiltrado de polimorfonucleares. Esta fase é reversível se precocemente tratada. (FELLET e SCOTTON, 2003) Numa segunda fase, há produção de fibroblastos capilares, infiltração por neutrófilos e células plasmáticas. Com a evolução do processo, teríamos fibrose da sinovial com seqüelas irreversíveis na cartilagem, com esclerose retrátil capsuloligamentar, caracterizando uma terceira fase que é irreversível. Nesta fase, devido às alterações na circulação sangüínea que ser torna dificultada e o déficit de nutrientes à cartilagem, associado com destruição de leucócitos e derrame de enzimas lisossomiais no interior da articulação, teremos a destruição da cartilagem. Portanto, essa destruição cartilaginosa é maior quando o exudato é mais espesso e purulento, contendo quase sempre um número elevado de leucócitos e quantidade relativamente pequena de líquido sinovial. Na fase aguda, faz-se a aspiração (artrocentese-artroscopia) tanto com finalidade diagnóstica como para remover o exudato infamatório, fato que vai diminuir a pressão intra-articular e retirar do local materiais lesivos a cartilagem e, com isso, diminuir as possibilidades de lesões cartilagenosas. Esta é chamada drenagem com agulha ou drenagem fechada. A drenagem aberta é indicada raramente, exceto na infecção de quadril na infância. Reservamos a drenagem cirúrgica ou aberta para os quadros mais complicados que não respondem à antibioticoterapia e naqueles com grande destruição cartilaginosa ou óssea. (FELLET e SCOTTON, 2003). São usadas simultaneamente em todos os casos e destinadas a preservação e recuperação da função articular. A imobilização deve ser feita enquanto houver dor e presença do processo flogístico, utilizando, para isso, a posição mais próxima da funcional. Já nessa fase, iniciam-se mobilizações passivas com a finalidade de impedir atrofias musculares e aderência intra-articulares. Os movimentos ativos são realizados logo que o quadro agudo, citado acima, diminua de intensidade. Associada a essa fase inicial de
  4. 4. fisioterapia, progressivamente, podem ser realizadas massagens e deambulação, desde que haja o desaparecimento da atividade inflamatória. (FELLET e SCOTTON, 2003). A patela é ancorada superiormente ma face anterior do joelho pelo tendão supratelar. Esse tendão é uma extensão do músculo quadríceps e é continuado inferiormente é o ligamento patelar. O ligamento patelar é um ligamento grosso e forte que é continuo com a cápsula fibrosa da articulação do joelho, e fixa-se na tuberosidade tibial. Estas estruturas funcionam como uma alavanca para estender a perna quando o músculo quadríceps se contrai. APRESENTAÇÃO DO CASO CLÍNICO O estudo de caso foi realizado com um paciente da clinica de fisioterapia da Faculdade União das Américas em Foz do Iguaçu, do sexo masculino e com 47 anos. O levantamento dos dados foi realizados sob supervisão do professor da área e a partir de ficha de avaliação própria da instituição, isto ocorrendo após autorização prévia do paciente. A avaliação bem como o tratamento e a evolução segue relatado a seguir. DADOS: S.A.A.S, 47 anos, operador de maquinas e motorista afastado, apresentou diagnostico clinico de artrite infecciosa do joelho esquerdo. HMA: No final de janeiro de 2006, paciente relata que a dor no joelho começou, apresentando inchaço febre e “íngua”, durante esse período não procurou ajuda médica, apenas se automedicou, não recorda qual o medicamento, porem as dores pioraram a ponto de procurar ajuda medica, devido ao grande edema o medico sentiu a necessidade de realizar a drenagem. Após a drenagem permaneceu 5 dias internado no hospital e retornou para casa. Dentro de 15 dias o paciente voltou no hospital para o retorno medico com os exames, onde o medico constatou uma infecção no local da drenagem, ficando internado de 18 a 20 dias, permanecendo imobilizado, onde fez fisioterapia somente nos 2 últimos dias hospital. No momento o paciente encontra-se sem dor, porem sente desconforto quando permanece sentado e ao levantar. HMP: Não refere HF: Mãe apresenta hipertensão e irmão possui colesterol HS: Não tabagista, não etilista, sedentário
  5. 5. MEDICAMENTOS: No momento não esta fazendo uso de medicamentos EXAMES COMPLEMENTARES: Raios-X de joelho esquerdo: Impressão de osteopenia, com bordas irregulares e diminuição do espaço articular lateral. EXAME FÍSICO: PA: 140/80mmHg FC: 72 bpm INSPEÇÃO ESTÁTICA: Descarga de peso em membro inferior direito, semiflexão de joelho esquerdo e rotação externa, cicatriz na face lateral do joelho esquerdo. INSPECAO DINAMICA: ADM: Limitada em flexão e extensão de joelho esquerdo, apresenta encurtamento de quadríceps e isquiostibiais. GONIOMETRIA: Em flexão de joelho esquerdo 70º FORÇA MUSCULAR: Flexão de joelho esquerdo grau 4, extensão de joelho grau 5. Obs: apresentou fraqueza muscular principalmente em reto femoral PERIMETRIA: Supra patelar 8 cm: direito 49 cm e esquerdo: 47cm PALPAÇÃO: Não refere dor à palpação, apresenta patela fixa, não possui edema, apresenta temperatura normal. TESTES ESPECÍFICOS: Teste de gaveta anterior: Negativo, Teste de esforço em valgo e varo: Negativo. OBJETIVOS E CONDUTAS DE TRATAMENTO: 1) Melhorar mobilidade articular: mobilização passiva, ativa e ativo-resistido. 2) Melhorar mobilização patelar: mobilização patelar, deslizamento e o uso do infravermelho. 3) Melhorar ADM: alongamento de isquiostibiais, quadríceps, gastrocnêmico e sóleo ativos e passivos, hidroterapia e bicicleta ergométrica. 4) Minimizar algia do joelho esquerdo, mobilização, alongamentos, hidroterapia, uso de TENS e interferencial 5) Melhor o trofismo muscular: exercícios resistidos 6) Trabalhar equilíbrio e propriocepção para melhorar a marcha: caminhada na rampa, uso de balancim, cama elástica, prancha proprioceptiva. RESULTADOS E DISCUSSÃO
  6. 6. Embora não se tenha um protocolo definido, buscou-se estabelecer o tratamento a partir das principais queixas do paciente e dos achados mais importantes encontrados durante a avaliação. Para tanto, traçou-se objetivos para o tratamento e procuramos alcançar estes principalmente os imediatos. Dentre os achados mais importantes foram notados a diminuição da amplitude de movimento para flexo e extensão do joelho, alteração da marcha com diminuição da fase de apoio quando sobre a perna afetada e dor principalmente nos finais de amplitude de movimento passivo e quando faz descarga de peso excessiva sobre o membro lesado. Com o tratamento proposto, o paciente apresentou ganho de amplitude de movimento de cerca de 20º para flexão (goniometria) ativa, melhora da marcha, porém ainda com alterações. Paciente referiu melhora quanto a estes aspectos mas com persistência da dor nos achados já citados. Cabe ressaltar que as alterações radiológicas citadas demonstram a alteração morfológica deste joelho, o que deve dificultar o tratamento, pois fica difícil com métodos fisioterápicos alterar estes problemas. Foram passados também orientações para o domicílio como: realizar os exercícios de alongamentos e ganho de ADM, posturas e orientações para as atividades do dia-a-dia, não sabendo se o paciente as cumpria ou não. CONSIDERAÇÕES FINAIS O trabalho realizado permitiu o desenvolvimento de uma conscientização dos procedimentos realizados ao âmbito de uma clinica, levando a uma melhor compreensão das técnicas utilizadas pelo fisioterapeuta. Apesar de protocolos para tratamento de patologias específicas existirem ficou claro que cada paciente responde de diferentes formas, e que se as escolhas dos métodos utilizados deram alguns resultados não se pode parar de pesquisar e procurar as melhores alternativas para o tratamento e recuperação mais rápida do paciente. REFERÊNCIAS
  7. 7. NORM, A. HANSON B. Exercícios Aquáticos Terapêuticos. SP: Manole,1998. CIPRIANO, J.J, Manual Fotográfico de Testes Ortopédicos e Neurológicos. SP: Manole, 1999. FELLET, J.A. SCOTTON, A.S. Artrite Gonocócica. Rev. Temas de Reumatologia clínica v.4. n.1 março. 2003. Disponível em: < http://www.cerir.org.br/revistas/marco2003/agonococica.htm.> Acesso em 22 de marco de 2007. MERK, Artrite Infecciosa, disponível em: <http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/ %3Fid%3D79%26cn%3D788> Acesso em 22 de março de 2007.

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