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que é positivo quando se in...
Discussão
As terapias em grupo tem se demonstrado eficaz em diversas doenças, entretanto, pouco
é discutido na literatura ...
− O' SULLIVAN, S.B.; SCHIMITZ, T.J. Fisioterapia: Avaliação e tratamento. São
Paulo: Manole; 1998.
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Atendimento fisioterapêutico em grupo de indivíduos com hemiplegia após avei

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Atendimento fisioterapêutico em grupo de indivíduos com hemiplegia após avei

  1. 1. X Salão de Iniciação Científica PUCRS Atendimento fisioterapêutico em grupo de indivíduos com hemiplegia após AVC Maria Eduarda dos Santos Alves1 , Verena Guimarães1 , Vera Lúcia W. Striebel1 , Simone Nique Peralles 1CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA - IPA Resumo O projeto está sendo desenvolvido nas Clinicas Integrada do Centro Universitário Metodista do IPA no Hospital Parque Belém, com um grupo de indivíduos com hemiplegia após AVC. Atualmente a saúde física e mental necessita de muitos atributos: independência, interatividade, afetividade dentre outros componentes biopsicossociais que reintegram o homem ao convívio social, familiar, profissional e emocional. Entretanto, após uma lesão neurológica, há perturbações, ou redução desses atributos, por isso, há a necessidade de uma intervenção multi e interprofissional na reelaboração e/ou reaprendizagem das atividades da vida diária, funções orofaríngeas, comunicação, linguagem e psiquê, com todos os seus componentes, por isso torna-se necessária a implementação de atividades que proporcionem um retorno mais global a estes indivíduos, que pode advir da interação com pessoas com dificuldades semelhantes. Introdução Com o Projeto de Extensão: Reabilitação Neurofuncional, sendo o nº do processo CONSUNI 235/2009, devidamente autorizado e aprovado pela Pró-Reitoria de Extensão e Ação Comunitária do Centro Universitário Metodista IPA visamos, a partir da integração de 8 paciente pós AVC, uma transmissão de conhecimentos, uma vez que projetos de extensão funcionam como uma via de duas mãos, em que a Universidade leva conhecimentos e/ou assistência à comunidade, e recebe dela influxos positivos como retroalimentação, tais como suas reais necessidades, seus anseios e suas aspirações. (SAVIANI,1981). Este projeto tem como objetivo estimular e cada vez mais fomentar a participação de pacientes com seqüelas pós- AVC em atividades com realização de fisioterapia em grupo, X Salão de Iniciação Científica – PUCRS, 2009 620
  2. 2. pois sabemos que a parceria, o estímulo, a disputa e a solidariedade andam sempre juntos, fato que é positivo quando se insere atendimentos em grupos. A doença cerebral vascular, decorrida de isquemias ou hemorragias no encéfalo, apresenta, em sua fisiopatologia, um descontrole no tono muscular, causando hipertonia de forma espástica, a qual é eletiva, acometendo a musculatura agonista antigravitacional (O' SULLIVAN, 1998). O AVC pode se manifestar de diversas formas sendo a mais comum, a paralisia ou fraqueza de um hemicorpo, fato que no nosso grupo, todos os pacientes apresentam fraqueza de um hemicorpo, além de alterações na fala, na deglutição, na visão, na memória, na marcha, perda de equilíbrio e de coordenação motora. Metodologia Foram selecionados 8 pacientes ( 5 homens e 3 mulheres) com seqüela motoras pós- AVC (acidente vascular cerebral, isquêmico ou hemorrágico), com média de idade de 57,8 anos, que são atendidos nas clínicas de Fisioterapia do Centro Universitário Metodista- IPA, localizada no Hospital Parque Belém. Dois sujeitos sofreram o AVC em 2005 (um dos sujeitos sofreu novamente o AVC em 2007), um sofreu o AVC em 2006, três sofreram o AVC em 2007, um sofreu o AVC em 2009. Todos os pacientes que realizavam terapias adicionais continuaram realizando-as normalmente. Os pacientes entrarão em um programa de atividades físicas em grupo, onde será realizado terapias com música e exercícios funcionais como forma de tratamento. As escalas aplicadas serão: Escala de equilíbrio de Berg, Fulg-Meyer, Mini-Mental e MIF, para avaliação e acompanhamento dos pacientes antes, durante e ao término do projeto, referente ao equilíbrio, estado geral do paciente pós AVC, estado mental e medida de independência do paciente. Os pacientes receberão acompanhamento uma vez por semana, durante 45minutos. As atividades serão realizadas da seguinte forma: aquecimento por 5 minutos, alongamento por cinco minutos, a atividade proposta para o dia por 20 minutos, volta a calma por 5 minutos e relaxamento por 5 minutos. O programa de tratamento será intervalado entre atividades de musicoterapia e atividades funcionais. Pretendemos promover a integração dos cursos de Fonoaudiologia, Nutrição, Terapia Ocupacional e Psicologia, com a promoção de oficinas de aprimoramento das funções que foram perdidas com o AVC. Assim sendo, faremos com que o foco do Projeto siga para uma linha interdisciplinar, que sempre visa uma reintegração do paciente como um todo. X Salão de Iniciação Científica – PUCRS, 2009 621
  3. 3. Discussão As terapias em grupo tem se demonstrado eficaz em diversas doenças, entretanto, pouco é discutido na literatura sobre a fisioterapia em grupo de pacientes com seqüelas pós-AVC. Dentre os poucos trabalhos existentes, destaca-se o de Fontes,1996, que mostrou que a fisioterapia em grupo é um método que mantém e também faz progredir a capacidade motora do hemiplégico, além de produzir melhora significativa em aspectos psicossociais, tanto para os pacientes como para seus familiares. A terapia em grupo oferece ao paciente a oportunidade de sentir que não está isolado e que não é o único a ter problemas, de revelar com segurança seus sentimentos através de modelos e apoio dos outros e de ser capaz de descobrir problemas individuais ouvindo e compreendendo os demais participantes. Assim, o paciente aprende a aceitar, de forma mais apropriada,os estímulos sociais, utilizando-os construtivamente . As metas foram desenvolvidas para que o paciente se tornasse o mais independentes o possível, diminuindo suas limitações e aumentando suas capacidades a partir dos ganhos psico-sociais e funcionais. Conclusão Pretende-se verificar melhorias significativas para a realização das atividades da vida diária, na auto-estima, na diminuição da sua dependência do outro para execução de tarefas, na retomada de dignidade (social e individual), e nas limitações decorrentes da patologia. O compartilhamento com o grupo das suas dificuldades e suas metas de realização serão essenciais para tais ganhos. Este projeto possibilitará aos acadêmicos extensionistas um contato maior com a realidade de seus pacientes, ampliando seu conhecimento para além da salas de aula. Convivendo como o processo saúde-doença de forma prática. Verificando que o paciente é mais que uma patologia, um quadro clínico, resgatando a condição humana do ser, muitas vezes reduzido quando o notamos apenas como uma patologia. Referências - Fontes SV. Tratamento fisioterápico em grupo para pacientes hemiplégicos ou hemiparéticos por AVC isquêmico no território da artéria cerebral média [dissertação]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 1996. X Salão de Iniciação Científica – PUCRS, 2009 622
  4. 4. − O' SULLIVAN, S.B.; SCHIMITZ, T.J. Fisioterapia: Avaliação e tratamento. São Paulo: Manole; 1998. - SAVIANI, D. Extensão universitária: uma abordagem não extensionista. Educação & Sociedade – Revista Quadrimestral de Ciências da Educação. São Paulo: Cortez, n. 8, jan, 1981. X Salão de Iniciação Científica – PUCRS, 2009 623

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