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cartilagem é perdida e o ossosubcondral torna-se espessado.Nódulos de osso ou osteófitosfreqüentemente forma-se na regiãol...
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responsável por melhorar acirculação da membrana sinovial eosso subcondral (CALDEIRA et al.,2002).CONCLUSÃOO paciente oste...
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Artrose etiopatogenia, métodos de diagnóstico e tratamento

  1. 1. OSTEOARTROSE: ETIOPATOGENIA, MÉTODOSDE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTOADJUVANTE. REVISÃO DE LITERATURACecília Boller Bissoli 1, PatríciaPopak Giordano 21Medica Veterinária Autônoma2Profa. Dra. PontificiaUniversidade catolica – PUCCampus Poços de Caldas – MG,Centro Regional de EnsinoUniversitário de – CREUPI -Espírito Santo do Pinhal – SP.popak@uol.com.brABSTRACT:More than 20% of adult dogs arebelieved to present osteoarthrosis. Clinicalsigns become evident when the lesion is inadvanced stagium and, in most cases, theowners notice the disease when the animalbegins to limp or refuse physical activity.Diagnostic procedures are important toevaluate the severity of the lesion, sinceclinical examination until specific exams likeradiography, arthroscopy and magneticresonance. The use of chondroprotectivesincreased because of their security, with noside effects reported. The concomitant use ofphysical rehab enhances articular recovery.Prognosis will be given by the lesion severityand dedication to treatment, which maycontinue for the whole life.Key-words: osteoarthrosis, articulardegeneration, chondroprotectives, dogs,rehab.INTRODUÇÃODoença articular degenerativa,osteoartrose, osteoartrite, sãosinônimos usados para classificar aalteração não-infecciosa eprogressiva que acontece nacartilagem das articulações sinoviais,ou diartroses (CALDEIRA et al.,2002). Os objetivos da terapia paraosteoartrite são diminuir a dor emanter ou melhorar a funçãoarticular. Nesses últimos anosnumerosos estudos têm investigado opotencial da função doscondroprotetores no reparo dacartilagem articular e nadesaceleração do processodegenerativo (BRIEF et al., 2001).Doença articular degenerativaA lesão inicial da cartilagem pode seridiopática ou resultar de açõesmecânicas anormais sobre acartilagem, podendo variar desdedeformidades congênitas,conformação anormal, outraumatismos (NELSON & COUTO,1998).O colapso da estrutura desustentação da cartilagem inicia-secom a condromalácia, seguida defibrilação e fissuras verticais,localizadas, respectivamente, nascamadas superficial e profunda dacartilagem articular. Com aprogressão da fibrilação nasuperfície, as alterações tornam-semais profundas no tecido, a
  2. 2. cartilagem é perdida e o ossosubcondral torna-se espessado.Nódulos de osso ou osteófitosfreqüentemente forma-se na regiãolateral da interface cartilagem osso,refletindo uma reparação inadequadada cartilagem (CALDEIRA et al.,2002).DIAGNOSTICANDO AOSTEOARTROSERigidez após repouso e claudicaçãosão os sinais cardeais daosteoartrose que os proprietáriosfreqüentemente detectam a princípio.Infelizmente quando estes sinais sãodetectáveis, o processo dedegeneração articular já se encontraem estágio avançado. Logo, percebe-se como o diagnóstico precoce éimprescindível (LORENZ &CORNELIUS, 1996; BUDSBERG &FOX, 1999; PIERMATTEI & FLO,1999; ROUSH et al., 2002;McLAUGHLIN & ROUSH, 2002a;PEDERSEN et al., 2004).Avaliação Física:A claudicação ou diferença namarcha pode ocorrer em outrascondições, tais como membroencurtado, disfunção mecânica,rigidez articular, problemasneurológicos ou fraquezaneuromuscular. Após o exame domembro, podendo-se eliminarproblemas mecânicos ou deencurtamento, a claudicação, então égeralmente causada pela dor, queemana do periósteo, dos osteófitos,das microfraturas trabeculares, doosso subcondral exposto poreburnação, da distensão da cápsula edos ligamentos e da sinovite(PIERMATTEI & FLO, 1999; LUST,2002).Avaliação ortopédica: deve sempreexistir uma seqüência lógica noexame ortopédico, primeiramente oanimal é observado à distância.Posteriormente, o animal deve seravaliado em movimento, primeiro epassos lentos, depois em passosrápidos até chegar ao trote. Cadaarticulação é avaliada para evidenciarou descartar dores, tumefações,crepitações, fibroses, luxações ourupturas e diminuição da amplitudede movimentos (PIERMATTEI & FLO,1999; CALDEIRA et al., 2002;McLAUGHLIN & ROUSH, 2002a).Exames complementares paradiagnósticoExame radiográfico: a radiografiaconvencional é adequada na vastamaioria dos casos, e devem sertiradas duas projeções padronizadasem ângulos retos entre si (DUNN,2001). Tumefação suave do tecido égeralmente mínima. A proliferação doperiósteo periarticular ocorre noslocais onde a cápsula articular e osligamentos se inserem e nas margensda cartilagem articular. Estaproliferação é usualmente macia euniformemente mineralizada commargens bem definidas. O ossosubcondral pode tornar-se fino,espessado, denso ou irregular.Densidades ósseas intra ouperiarticular podem ser vistas devidoa fraturas por avulsão, calcificação dacápsula ou do tendão, ou calcificaçãode fragmentos articulares livres. Aprogressão das mudanças durante asradiografias comparativas, irá mostraras alterações progressivas ao longodos meses (BURK, 1996).Artrografia e ressonância magnética:a articulação que mais se usa estatécnica é a escápulo-umeral. Aarticulação fêmoro-tíbio-patelar podeser utilizada para detectar a presençade corpos livres no espaço articular.A ressonância magnética possibilitaobter imagens em múltiplos planos,com ótimo contraste entre tecidosmoles e cartilaginosos. A imagem daressonância pode revelar alteraçõesagudas e crônicas da cartilagem e do
  3. 3. osso subcondral, tais como fraturascondrais e cistos subcondrais. Emcomparação, a ressonância sai comomelhor método de diagnóstico paraavaliação da cartilagem(PIERMATTEI & FLO, 1999;CALDEIRA et al., 2002).Artroscopia: o método consiste emintroduzir a cânula de maneiraasséptica na cavidade articular,dando a capacidade de visualizardiferentes posições oferecendo umaavaliação minuciosa o interior dacavidade. Fibrilações e ulcerações dacartilagem, ruptura de ligamentos,fragmentação dos meniscos eformação de osteófitos, podem serrapidamente detectados pelo exameartroscópico. Além disso, as afecçõesda membrana sinovial sãodiagnosticadas pelo espessamento,hiperemia e formação de vilosidadesanormais (CALDEIRA et al., 2002).Artrocentese e avaliação do líquidosinovial: Pedersen et al.(1978),declaram que o maior valor desteexame consiste em determinar se acausa da lesão é inflamatória ou não.Nas condições inflamatórias, opadrão eletroforético do líquidosinovial está alterado, os açúcaresestão diminuídos, as populações decélulas estão aumentadas e asproporções entre os tipos celularesestão alteradas (PIERMATTEI & FLO,1999).Tratamento adjuvante paraosteoartroseDentro do programa detratamento incluímos redução depeso, exercícios físicos controlados,alteração de ambientes, agentesmodificadores de ação lenta emedicação antiinflamatória. Osveterinários devem deixar claro paraos proprietários que o manejo daosteoartrose é um compromisso paratoda vida e envolve trabalho intenso.Constitui um aspecto crítico avaliar ospacientes regularmente e darfeedback e encorajamento aosproprietários. O manejo do pacienteosteoartrósico deve ser abordado deforma lógica e com evolução gradual(MILLIS, 2001).Controle de peso: Práticasalimentares apropriadas (nãosuperalimentar filhotes) e dietascorretamente balanceadas podemajudar a reduzir a incidência edesenvolvimento da osteoartrose.Mas o mais importante é associar umprograma de exercícios paraassegurar um emagrecimentoconstante e a manutenção do pesoideal. Numa forma subjetiva, animaiscom doença articular degenerativa,melhoram o quadro clínico após aperda de peso (MARTINEZ, 2000;MILLIS, 2001; McLAUGHLIN &ROUSH, 2002b).Fisioterapia: atividade física melhoraa força e resistência muscular ecoordenação, também proporcionauma carga freqüente na cartilagemarticular, o que aumenta ometabolismo da cartilagem e síntesedos proteoglicanos (PIERMATTEI &FLO, 1999; McLAUGHLIN & ROUSH,2002b; MARTINEZ, 2002).O ultra-som terapêutico é ummétodo útil para a aplicação de calornos animais, e tem sido utilizado nostratamentos de luxações,osteoartrose, artrite reumática,bursite, tendinite entre outrascondições, sendo capaz de aqueceros tecidos entre 40 a 45ºC naprofundidade de 5cm, sem elevarconsideravelmente a temperatura dostecidos superficiais (PIERMATTEI &FLO, 1999; CALDEIRA et al., 2002).Natação e hidroterapiapermitem às articulações realizaremmovimentos de longo alcanceenquanto que o peso do animal éminimizado por estar flutuando naágua. O peso sobre o ponto de apoiopode ser ajustado de acordo com aprofundidade da água. O ideal écomeçar gradativamente aumentando
  4. 4. a duração das sessões conforme opaciente for ganhando resistência(McLAUGHLIN & ROUSH, 2002b).Condroprotetores (agentesmodificadores de ação lenta)Estes agentes supostamenteestimulam a saúde da cartilagemfornecendo os precursoresnecessários para manutenção ereparo cartilagíneo (McLAUGHLIN &ROUSH, 2002b). Glicosamina: aglicosamina1serve como substratopara a biossíntese do sulfato decondroitina, ácido hialurônico, eoutras macromoléculas localizadasna matriz da cartilagem articular(BRIEF, et al., 2001). Pelaconformação de sua estrutura, osglicosaminoglicanos comportammuita água, o que permite a eles aatuação no suporte dos componentescelulares e fibrosos do tecido(DAVIDSON, 2000).Sulfato de condroitina: o sulfato decondroitina2aparentemente temefeitos antiinflamatórios e reguladoresdos condrócitos, sinoviócitos eleucócitos. Em alguns estudos, osulfato de condroitina exógeno temdemonstrado abaixar a produção dainterleucina-1, bloquear a ativação dosistema complemento, e inibir asmetaloproteases, sendo assimretardando a degradação dacartilagem e outros tecidos dasarticulações (DAVIDSON, 2000).Diacereína3: a reína é o metabólitoativo da diacereína, O composto nãotem efeito sobre a biossíntese daprostaglandina, porém mostra suaspropriedades anti-osteoartrósicas eefeitos condroprotetores. Tambémexistem relatos que a reína muda afluidez das membranas dos linfócitos,o que sugere que a reina poderia terefeitos múltiplos sobre a doençainflamatória aguda e doençasinflamatórias crônicas com baseimunológica (MOORE et al., 1998).Ácido Hialurônico: encontrado emmuitos tecidos extracelulares,incluindo o fluido sinovial, humoraquoso, a matriz extracelular da pelee cartilagem. O hialuronato de sódio4exógeno estimula a síntese de novoácido hialurônico, inibe a liberação deácido araquidônico, e inibe a síntesede prostaglandina E2 induzida porinterleucina- 1a pelos sinoviócitoshumanos. O hialuronato de sódioinfluencia a aderência, proliferação,migração e fagocitose dos leucócitos(ALTMAN & MOSKOWITS, 1998).Glicosaminoglicanos polissulfatados5:estudos indicam que osglicosaminoglicanos polissulfatadosreduzem a produção demetaloproteases e aumentam aprodução de ácido hialurônico eglicosaminoglicanas. Além disso,melhoram o alcance do movimentodo joelho, o uso clínico do membro ea saúde da sinóvia em cães que serecuperam de transecçãoexperimental do ligamento cruzadocranial e cirurgia de estabilização daarticulação fêmoro-tíbio-patelar(MILLIS, 2001).Pentosana polissulfatada6: é umcomposto semi-sintético à base depolissacarídeo polissulfatado quelimita a evolução do processodegenerativo da matriz cartilaginosa eestimula a síntese de proteoglicanospelos condrócitos e de hialuronato desódio pelas células da membranasinovial. E ainda tem capacidadeanticoagulante e fibrinolítica, sendo
  5. 5. responsável por melhorar acirculação da membrana sinovial eosso subcondral (CALDEIRA et al.,2002).CONCLUSÃOO paciente osteoartrósicodeve ser avaliado criteriosamente,desde suas condições físicas, até agravidade da lesão encontrada, e emfunção do caráter progressivo dadoença e de tratamentos clínicosineficazes, deve-se cogitar apossibilidade da associação demedicamentos condroprotetores eexercícios físicos que irão otimizar aqualidade de vida do animal. Oimportante é estabilizar o quadro dopaciente e aos poucos recuperá-lo.Deve-se cogitar a possibilidade danão recuperação total, já que se tratade uma doença crônica, ressaltandoque a finalidade do tratamento é amelhora da qualidade de vida doscães.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. ALTMAN, R.D.; MOSKOWITS,R., Hialuronato de sódio intra-articular no tratamento daosteoartrose do joelho: umexperimento clínico randomizado, The Journal of Rheumatology,v.25, n.11, 1998.2. BRIEF, A.A.; MAURER, S.G.; DICESARE, P.E., Use ofglucosamine and chondroitinsulfate in the management ofosteoarthritis, Journal of theAmerican Academy of OrthopedicSurgeons, v.9, n.2, March/April,p.71-79-8, 2001.3. BUDSBERG, S.C. & FOX, S.M.,The science of artcular cartilageand its deterioration duringosteoarthritis, ADVANCES:Pratical Information about the art,science ad research of veterinarymedicine, n. 2, (s.l.), 13p, (1999),4. BURK, R.L., The appendicularskeleton, Small animal radiologyand ultrasonography: a diagnosticatlas and text, 2ªed, EditoraSaunders Company, p.492-494,1996.5. CALDEIRA, F.M.C; MUZZI,L.A.L.; MUZZI, R.A.L., Artrose emcães, Caderno Técnico deVeterinária e Zootecnia, n. 37, p.53-83, março 2002.6. DAVIDSON, G. Glucosamineand Chondroitin Sulfate,Compendium, North CarolinaState University, p. 454-458, May2000.7. DUNN, J.K., Dores articular,óssea e muscular, Tratado deMedicina Interna de PequenosAnimais, 1ªed., São Paulo:Rocca, p.208-210, 2001.8. LUST, G., Restrição alimentar eosteoartrite em animais,Informativo Técnico , In: ThePurina Pet Institute Symposium,Missouri, p.14-18, 2002.9. MARTINEZ, S.A., Tratamentomédico de la artrosis emmascotas, Actualización emNutrición de Gatos e Perros deEdad Avanzada, IAMS Company,OHIO, p.13-17, 2000.10. McLAUGHLIN, R.M.; ROUSH,J.K., Diagnosing osteoarthritis,Veterinary Medicine, v. 97, n. 2,p. 120-133, February 2002 a.11. McLAUGHLIN, R.M & ROUSH,J.K., Medical therapy for patientswith osteoarthritis, VeterinaryMedicine, v. 97, n.2, p.135-144,February 2002 b.12. MILLIS, D.L., Manejo “completo”do paciente artrítico, Nutrição eSaúde em Cães de RaçasGrandes, Simpósio sobre saúdedas raças grandes, Veneza, p.32-36, 2001.
  6. 6. 13. MOORE, A.R. et al., Efeitos daDiacereína (Artrodar®) sobre adeterioração da cartilageminduzida por granuloma nocamundongo, Osteoarthritis andCartilage, nº6, 1998, p 19-23.14. NELSON, R.W. & COUTO, C.G.,Distúrbios articulares, Medicinainterna de pequenos animais, 2ªed., Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan, p.845-846, 1998.15. PEDERSEN, N.C.; MORGAN,J.P.; VASSEUR, P.B., DoençasArticulares de Cães e Gatos,Tratado de Medicina Veterinária:Doenças do Cão e do Gato, 5ªed., vol.2, Rio de Janeiro, EditoraGuanabara Koogan, 2004, p.1962-1988.16. PIERMATTEI, D.L.; FLO, G.L.,Manual de Ortopedia eTratamento das Fraturas dosPequenos Animais, 3ª ed, EditoraManole: São Paulo, 694p, 1999.17. ROUSH, J.K.; McLAUGHLIN,R.M; RADLINSKY, M.G.,Understanding thepathophysiology of osteoarthritis,Veterinary Medicine, v.97, n. 2, p.108-112, February 2002.

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