Osteoartrite carpometacárpica do polegar: estudocomparativo entre artroplastia de interposiçãotendinosa, artrodese e ligam...
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A.G. PARDINI JR. & E.A. VILLELAcom ressecção do trapézio e um de artroplastia de interposi-ção com novelo tendinoso.Todas ...
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A.G.PARDINI JR. & E.A. VILLELA20. Lemaréchal, P.: Les trapézectomies partielles avec interposition – Re-21.22.23.24.25.26....
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Artrose carpometacárpica do polegar

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Artrose carpometacárpica do polegar

  1. 1. Osteoartrite carpometacárpica do polegar: estudocomparativo entre artroplastia de interposiçãotendinosa, artrodese e ligamentoplastia*ARLINDO G. PARDINI JR.1, ERIC A. VILLELA2RESUMOExistem várias opções de tratamento cirúrgico para arizartrose. Foi realizado estudo do resultado do tratamentocom três técnicas diferentes: artroplastia de interposiçãotendinosa, artrodese carpometacárpica e ligamentoplas-tia. Dos 16 casos analisados e operados, seis foram de ar-troplastia, seis de artrodese e quatro de ligamentoplastia.Usou-se como método de avaliação o estudo da dor, daforça de preensão, da força das pinças pulpar e lateral,das medidas de movimento, do quadro radiográfico e daopinião dos pacientes. A melhora da dor ocorreu na maio-ria dos casos de artroplastia e artrodese e em apenas me-tade dos casos submetidos a ligamentoplastia. Quanto àsforças de preensão e de pinças pulpar e lateral, houve re-dução moderada, quando comparadas com o lado não ope-rado, independente da técnica. Cerca da metade dos ca-sos de artroplastia e de artrodese teve ligeira diminuiçãoda amplitude da flexão total do polegar, mas os casos deartrodese carpometacárpica apresentaram tendência à hi-perextensão metacarpofalângica, além da dificuldade deaplanar a palma da mão. Nos casos de artrodese CM, ocor-reu esclerose subcondral escafotrapézio. Nenhum pacien-te se queixou de diminuição da abertura da primeira co-missura, de encurtamento do polegar ou de dor na arti-culação metacarpofalângica. Quanto à opinião dos pacien-tes, dos seis casos de artroplastia, três estavam plenamentesatisfeitos com a cirurgia e, dos seis casos de artrodese,quatro também relataram satisfação com o resultado. Dosquatro casos de ligamentoplastia, apenas um não ficousatisfeito.* Trab. realiz. no Hosp. Ortopédico de Belo Horizonte.1. Chefe do Serv. de Cirurg. da Mão dos Hosp. Ortopédico e Belo Hori-zonte.2. Resid. do Serv. de Cirurg. da Mão do Hosp. Ortopédico.Rev Bras Ortop – Vol. 30, N° 4 - Abril, 1995SUMMARYThumb carpo-metacarpal osteoarthritis: comparative studyamong tendon interposition arthroplasty, arthrodesis, andligamentplastyThere are several options for the surgical treatment of car-po-metacarpal osteoarthritis. The results of three differenttechniques were analysed: tendon interposition arthroplasty,carpo-metacarpal arthrodesis and ligamentplasty. Sixteencases were studied.” 6 tendon arthroplasties, 6 arthrodesesand 4 ligamentplasties. Evaluation was done according topain, grasp and pinch strength, range of movement, radio-graphic features and subjective patient’s opinion. Pain reliefwas observed in most of the cases of arthroplasty and arthro-desis but only in half of the cases of ligamentplasty. A mod-erate reduction of grasp and pinch strength occurred whencompared to the non operated hand, regardless of the methodemployed. Approximately half of the cases of arthroplastyand arthrodesis showed light reduction of total flexion of thethumb; however the cases of arthrodesis presented a ten-dency to hyperextend the metacarpophalangeal joint. Thosecases presented subchondral sclerosis at the scaphotrapezialjoint. Patients complained neither of decrease, first web spacenor of thumb shortening. In terms of patients’ satisfaction, 3out of 6 cases submitted to tendon arthroplasty were fullysatisfied, while 4 out of 6 arthrodesed patients showed to besatisfied too. Only one patient submitted to ligamentplastywas not satisfied.CONSIDERAÇÕES ANATÔMICASA articulação trapézio-primeiro metacárpico é uma arti-culação rasa, de topografia complexa e com vários planos demovimento, existindo descrições anatômicas conflitantes,principalmente no que se refere ao grau de importância dado219
  2. 2. A.G. PARDINI JR. & E.A. VILLELAda base do primeiro metacárpico(28,33). A estabilidade que es-polegar(31,33,41)e ao ligamento intermetacápico(19,38,41).quan-a cada estrutura com função estabilizadora sobre esta articu-lação (19). Em que pesem opiniões em contrário(14,43,44), a maio-ria dos autores(10,12,19,28,33,41,42)tem considerado o ligamentoanterior oblíquo ou palmar profundo como o mais importan-te na estabilização da articulação trapézio-primeiro metacár-pico durante o movimento de oposição. Importância tam-bém tem sido dada à expansão dorsal do abdutor longo doto ao sítio da articulação trapézio-primeiro metacárpico, ondese realizam os movimentos de oposição e reposição, algunsautores(1)aceitam os argumentos de Zancolli(43,44)de que taismovimentos seriam impossíveis numa selartrose e que osmesmos ocorrem na enartrose formada pela área ovóide pal-mar do trapézio e a chanfradura palmar do primeiro meta-cárpico durante a oposição e entre a mesma área ovóide pal-mar do trapézio com a chanfradura dorsal do primeiro meta-cárpico durante a reposição. Outros autores(12,24,41)continuamconsiderando os movimentos de oposição e reposição comosendo associações entre os movimentos simples de adução-abdução e antepulsão-retropulsão que ocorrem na selartrosetrapézio-primeiro metacárpico.Sobre essa articulação agem oito unidades musculotendi-nosas, quais sejam: os extensores longo e curto do polegar,os flexores longo e curto do polegar, os abdutores longo ecurto do polegar, o adutor e o oponente do polegar. Essasunidades musculotendinosas transferem para a articulaçãotrapézio-primeiro metacárpico forças compressivas e de ci-salhamento de até 144kg durante uma empunhadura de forçae uma pressão de pinça pulpar da ordem de 1kg pode resultarna transferência de uma força de 6,44 a 13,42kg para a arti-culação da base do polegar(8).ETIOLOGIA DA RIZARTROSEOberlin(28)descreveu a evolução da articulação carpome-tacárpica do polegar dos animais inferiores até o homem,ressaltando que na espécie humana há diferenças raciais noformato da articulação basal do polegar. Pellegrini(35)obser-vou que a rizartrose é rara entre os asiáticos e lembra queestudos anatômicos demonstraram a presença de uma selar-trose trapézio-primeiro metacárpico mais achatada entre osjaponeses, o que permitiria a estes mobilidade maior e sematritos desgastantes.A estabilidade da articulação trapézio-primeiro metacár-pico é basicamente passiva e à custa de estruturas capsuloli-gamentares, sendo que a estrutura capsuloligamentar maisimportante, como já foi citado, é o ligamento anterior oblí-220quo, cuja inserção converge para o tubérculo palmar e ulnalses ligamentos conferem à articulação da base do polegarpode ser comprometida por trauma, inflamação sinovial sis-têmica ou por artrose sistêmica ou localizada(12). Uma frou-xidão ligamentar trapézio-primeiro metacárpico de apenas 1a 2mm é capaz de permitir incongruência articular e concen-tração de pressão suficientes para deflagrar o processo dedesgaste articular(12). Esse desgaste articular, que se iniciaapós a frouxidão articular, ocorre com maior intensidade nafaceta articular palmar do trapézio(34), enquanto que a facetadorsal é relativamente poupada, pelo menos numa fase ini-cial, o que explicaria talvez a eficácia da osteotomia descritapor Wilson, que transfere a área de contato articular da basedo primeiro metacárpico para a faceta posterior preservadado trapézio(10).A artrose começa histologicamente com fibrilação da car-tilagem articular, que evolui para fissura com perda de pro-teoglicanos e erosão com exposição do osso subcondral(18,41).As lesões ósseas (osteófitos e cistos subcondrais) e sinoviaissão secundárias à liberação intra-articular de fragmentos decartilagem(28).O trapézio se articula ainda com o trapezóide, com o se-gundo metacárpico e com o escafóide e alterações degenera-tivas podem afetar qualquer uma dessas articulações. Artro-se nessas outras articulações tem sido relatada com elevadaincidência(3,30,40), com base em estudos radiográficos. North& Eaton(27)mostraram, em estudo comparativo, que há gran-de discrepância entre os achados anatômicos e radiográficosem função de má interpretação das radiografias. Nesse estu-do, aqueles autores constataram incidência muito baixa deartrose nas articulações trapézio-trapezóide e trapézio-segun-do metacárpico. Glickel & cOl.(16)constataram, numa sériede 18 casos de artrose trapézio-escafóide, concomitante comartrose trapézio-primeiro metacárpico, que, após oito anosde acompanhamento pós-operatório de cirurgia de ressecçãoparcial do trapézio com interposição tendinosa, não se ob-servou nenhum caso em que houvesse ocorrido progressãoradiográfica ou sintomática da artrose no escafóide, Sigfusson& Lundborg(39), por outro lado, sugerem que os maus resulta-dos de seus casos submetidos a tenoartroplastia possam sedever à artrose na articulação escafotrapézio que esses casosapresentavam pré-operatoriamente.A rizartrose afeta predominantemente as mulheres após amenopausa(1,12,15,36,41), o que faz supor uma influência hormo-nal no desenvolvimento dessa patologia(36).Rev Bras Ortop – Vol. 30, N° 4 - Abril, 1995
  3. 3. OSTEOARTRITE CARPOMETACÁRPICA DO POLEGAR: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ARTROPLASTIA DE INTERPOSIÇÃO TENDINOSA, ARTRODESE E LIGAMENTOPLASTIAHISTÓRIA NATURAL DA RIZARTROSENo início, quando há apenas sinovite, o paciente apresen-ta dor difusa que se exacerba na manobra de torção axialcom o polegar tracionado(12). Com o tempo, a dor aumentade intensidade e ocorre adução antálgica do polegar(3,24). Ini-cialmente, essa adução é corrigível passivamente, mas coma evolução da doença se estabelece contratura fixa da pri-meira comissura e subluxação da base do primeiro metacár-pico(12,36,41). A preensão de grandes objetos necessita da aber-tura completa da primeira comissura, como, por exemplo,para a mão se moldar em torno de uma garrafa. O déficit naabdução do polegar é compensado parcialmente com hiper-extensão progressiva da articulação metacarpofalângica, queinicialmente também é redutível, podendo tornar-se fixa como agravamento da doença(3,12,36,41).OPÇÕES DE TRATAMENTO CIRÚRGICOUma vez fracassado o tratamento conservador à base deantiinflamatório não esteróide, infiltração de corticóides, imo-bilização e fisioterapia, existe um grande leque de opçõescirúrgicas. O elevado número de técnicas se explica em par-te pelo fato de que a doença se apresenta em vários graus degravidade e uma técnica útil em uma fase pode não sê-lo emoutra. Além disso, alguns pacientes necessitam mais de mo-bilidade, outros necessitam mais de estabilidade, enquantooutros ainda não devem permanecer imobilizados por muitotempo. Outra razão importante para o grande número de téc-nicas existentes é que nenhuma até agora foi capaz de resti-tuir plenamente a função da articulação basal do polegar aonormal. As inúmeras técnicas cirúrgicas existentes podemser enquadradas em um ou mais itens da seguinte lista: 1)ressecção simples do trapézio(15,26); 2) artrodese trapézio-pri-meiro metacárpico(4,6,7,32); 3) osteotomia da base do primeirometacárpico(10,24); 4) ressecção total ou parcial do trapézio,com interposição muscular ou tendinosa(9,13,14,16,20,23,38,41); 5)ligamentoplastia sem ressecção(10-12); 6) ligamentoplastia comressecção, sem interposição ou com interposição(19,38,39,42); 7)prótese de silicone total ou parcial(5,18,20,22,37,40); 8) prótese tot a l( 1 , 2 , 2 1 , 2 5 , 2 9 ).A grande crítica à ressecção simples do trapézio e de quenão evitaria migração proximal do primeiro metacárpico econseqüente colabamento do espaço entre o primeiro meta-cárpico e o escafóide, com posterior recidiva da contraturaem adução(36). Para Schernberg(38), os artifícios tendinosos parase evitar o recuo do primeiro metacárpico seriam: a) interpo-sição com novelo de tendão, que com o tempo se achataria,Rev Bras Ortop – Vol. 30, N° 4 – Abril, 1995não evitando o recuo do polegar a longo prazo; b) ligamen-toplastia com ressecção, que não evitaria, segundo Schern-berg, o choque entre a base do primeiro metacárpico e o tra-pezóide a base do segundo metacárpico; c) ligamentoplas-tia associada com interposição de novelo tendinoso, que se-ria uma maneira de potencializar as vantagens das duas téc-nicas e adiar o colabamento da interposição e o estiramentoda ligamentoplastia.A maior complicação das interposições com próteses desilicone é a sinovite e os cistos de inclusão, que, de tão fre-qüentes após alguns anos, têm levado essa modalidade tera-pêutica a uso cada vez mais restrito(18,22).A artrodese carpometacárpica, por sua vez, leva muitasvezes à incapacidade de se aplanar completamente a mão, àdiminuição da destreza e não restitui a força de pinça aosvalores normais(4,7,14).A osteotomia ou a ligamentoplastia sem ressecção(11,12,24)parecem ter indicação nas fases iniciais da doença, quandoexiste instabilidade sem grande desgaste articular(10).As próteses totais não restituem a força de pinça aos valo-res normais e apresentam elevado índice de afrouxamentoasséptico da haste metacárpica e/ou de afundamento do com-ponene trapezial com o passar do tempo(2,21,25), além do altocusto.Como vimos, não há solução perfeita para o tratamentocirúrgico da rizartrose. E portanto com expectativa conser-vadora que devemos analisar os resultados de cirurgia paraas patologias que afetam a articulação trapézio-primeiro me-tacárpico. Concordamos com Ulson & c0l.(41)quando afir-mam que cada caso exige determinada indicação mais apro-priada e é por isso que na presente revisão incluímos casosoperados com quatro métodos diferentes.MATERIALO material analisado é composto de dezesseis mãos ope-radas em 14 pacientes. Estão incluídos neste estudo três pa-cientes com quadro clínico semelhante à artrose, porém por-tadoras de lúpus e artrite reumatóide. Assim, a distribuiçãode indicações para o tratamento cirúrgico foi a seguinte: ins-tabilidade carpometacárpica do polegar em uma paciente por-tadora de lúpus eritematoso sistêmico; instabilidade carpo-metacárpica do polegar em duas pacientes portadoras de ar-trite reumatóide; fratura cominutiva do trapézio em um pa-ciente e rizartrose nos dez pacientes restantes. Os procedi-mentos cirúrgicos realizados foram: artrodese de compres-são pelo método do tirante com dois fios de Kirschner e cer-221
  4. 4. A.G. PARDINI JR. & E.A. VILLELAclagem com fio de aço(32)em seis mãos; artroplastia de inter-posição de novelo tendinoso pela técnica descrita por Froim-son(14)em seis mãos e ligamentoplastia com flap do flexorradial do carpo, para substituir a função do ligamento ante-rior oblíquo de acordo com técnica descrita por Eaton(11,12),em quatro mãos, sendo que em uma dessas se fez, além daligamentoplastia, a ressecção do trapézio.A idade média do grupo como um todo foi de 52,2 anos,variando de 32 a 70 anos. A média da idade entre os pacien -tes operados por rizartrose foi de 55,7 anos, tendo variado de47 a 70 anos. Dentre os dez pacientes operados por rizartro-se, apenas um era do sexo masculino. O tempo de seguimen-to pós-operatório médio foi de 2,4 anos, tendo variado dequatro meses a cinco anos. A mão dominante foi operada emnove dos 16 casos analisados.MÉTODOA avaliação dos resultados constou dos seguintes parâme-tros:A) Avaliação da dor de acordo com a seguinte escala: mí-nima – dor ocasional ou nenhuma; moderada – dor somentecom serviços pesados; grave – dor até mesmo com serviçosleves;B) Medida de força de preensão com a utilização de umdinamômetro de Jamar na posição intermediária;C) Medida de força das pinças pulpar e lateral obtidascom a utilização de um pinch-meter (a medida dessas forçasfoi comparada com a do lado não operado nos casos unilate-rais e expressa em percentagem);D) Medida do déficit de flexão avaliado pela distânciaque faltava para a ponta do polegar tocar a base do dedomínimo;E) Análise radiográfica pós-operatória realizada com osachados em três incidências. A primeira foi a ântero-poste-rior da articulação trapézio-primeiro metacárpico, para me-dida do espaço entre o escafóide e a base do primeiro meta-cárpico, nos casos em que foi realizada a trapeziectomia. Asegunda foi a póstero-anterior da mão, para avaliar o estadoda artrodese nos casos em que se utilizou essa técnica e paraa observação de sinais de artrose peritrapezial. A terceiraincidência utilizada foi a ântero-posterior da mão, com pin-ça pulpar em contração máxima(39). com o objetivo de se de-tectar instabilidade dinâmica com subluxação da base do pri-meiro metacárpico, quando submetido a força de compres-são axial (fig. 1);F) Medida goniométrica da abdução do polegar e da hi-perextensão metacarpofalângica do polegar;222Fig. 1Radiografiacom pinça emcontração máximademonstrandocolabamento doespaço trapeziale pequenasubluxação lateralda base doprimeirometacárpicosob a açãode uma forçade compressãoaxialG) Opinião do paciente quanto à função, estética, satisfa-ção com a cirurgia realizada e queixas.RESULTADOSA) DorOs resultados, conforme a dor. foram os seguintes:1) Conforme o tipo de cirúrgia – Das seis artroplastias deinterposição com novelo tendinoso, quatro apresentavam dorclassificada como mínima, uma, dor moderada e uma, dorgrave. Das seis artrodeses de compressão, cinco apresenta-ram dor mínima e uma, dor moderada. Dos três casos deligamentoplastia sem ressecção do trapézio, um apresentavador mínima e os outros dois, dor moderada. O paciente sub-metido à ligamentoplastia com ressecção do trapézio apre-sentava dor classificada como mínima na avaliação final (ta-bela 1).2) Conforme a patologia – Dos onze casos de rizartroseanalisados, sete tinham dor mínima, três, dor moderada e umapresentou dor classificada como grave. Os três casos de por-tadores de artrite reumatóide apresentavam dor mínima, aportadora de lúpus eritematoso sistêmico mostrava dor mo-derada e o pacicnte vítima de fratura do trapézio, dor míni-ma (tabela 1).Rev Bras Ortop – Vol. 31, Nº 4 – Abril, 1995
  5. 5. OSTEOARTRITE CARPOMETACÁRPICA DO POLEGAR: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ARTROPLASTIA DE INTERPOSIÇÃO TENDINOSA, ARTRODESE E LIGAMENTOPLASTIAB) Força de preensãoA força de preensão nos seis casos submetidos à artroplas-tia de interposição tendinosa foi, em média, de 19,9kg, al-cançando 72,36% do lado não operado, que foi, em média,de 27kg. Nos seis casos submetidos à artrodese, a força mé-dia de preensão foi de 17,8kg ou 76,4% do lado não operado,que apresentou força de preensão média de 23,3kg (tabela2). A força de preensão do caso submetido à ligamentoplas-tia com ressecção, que era de um paciente do sexo masculi-no, foi de 30kg no lado operado ou 75% do lado não opera-do, que era de 40kg. Dentre os três pacientes submetidos àligamentoplastia sem ressecção, está o caso da paciente por-TABELA 1Dor: resultados conforme a técnicaMínima Moderada GraveArtropl. de interposição 4 1 1Artrodese 5 1Ligamentoplastia 2 2Total 68,75% 25% 6,25%Dor: resultados conforme a patologiaMínima Moderada GraveRizartrose 7 3 1Artrite reumatóide 3 —Outras 1 1TABELA 2Comparação de resultados da forçade preensão e de pinça lateral––1) Kleinmann(19)- 1991Ligamentoplastia2) Bamberger(6)- 1992Artrodese3) Amadio(5)- 1982Artroplastia de interposição4) Dell(9)- 1987Artroplastia de interposição5) Menon(23)- 1981Artroplastia de interposição6) Pardini - 1994Valores médios dos casos deartroplastia de interposição7) Pardini - 1994Valores médios dos casos deartrodese carpometacárpicaPinça lateral - 5,1kgPreensão - 18,8kgPinça lateral - “valor igual aoIado não operado”Preensão - 25kgpinça lateral - 4,6kgPreensão - 18,8kgPinça lateral - 4,7kgPreensão - 22kgPinça lateral - 3,2kgPreensão - 14kgPinça lateral - 4,3kgPreensão - 19,9kg(72,3% do Iado não operado)Pinça lateral - 5,4kgPreensão - 17,8kg(76,4% do Iado não operado)Rev Bras Ortop – Vol. 30, N° 4 – Abril. 1995tadora de lúpus eritematoso sistêmico,xação interfalângica e deformidade emque apresentava lu-botoeira no polegardo lado não operado, fazendo com que as forças de preensãoe pinça nessa mão estivessem muito comprometidas; por isso,apresentaremos apenas a média de força de preensão e pinçados outros dois casos. Nestes dois casos, a força média depreensão foi de 31,5kg no lado operado e de 27kg no ladonão operado, ou seja, 15,74% de força a mais no lado opera-do, que era o dominante nos dois casos.C) Pinça pulpar e pinça lateralAs forças de pinça pulpar e de pinça lateral médias nosseis casos submetidos à artroplastia de interposição tendinosaforam de, respectivamente, 4,3kg e 4kg no lado operado, ouseja, 63,7% e 76,9% da média do lado não operado, que foide 6,75kg e 5,2kg, respectivamente. Dentre os seis casos sub-metidos à artrodese, os resultados encontrados foram de 5,4kge 4,8kg para pinça lateral e pinça pulpar no lado operado e6,6kg e 6,4kg no lado não operado, ou seja, 81,8% e 75%,respectivamente (tabela 2). Os valores médios de pinça pul-par e de pinça lateral nos dois casos de ligamentoplastia semressecção operados por rizartrose foram de 7,48kg e 6,40kg,o que representou 155,18% e 109,40% do lado não operado(que eram 4,82kg e 5,85kg, respectivamente). Para o casosubmetido a ligamentoplastia com ressecção, os valores daspinças lateral e pulpar do lado operado ficaram em 6,6kg e5,5kg, respectivamente, 65,3% e 68,75% dos valores do ladonão operado, que foram de 10,1kg e 8kg.D) Déficit de flexãoSete mãos operadas, sendo três com artrodese e quatro comartroplastia de interposição com novelo tendinoso, apresen-taram déficit de flexão que variou de 0,5cm a 4cm.E) Análise radiográficaA altura média do espaço trapezial, medida na incidênciaântero-posterior da articulação carpometacárpica do polegarnos casos submetidos a artroplastia de interposição, era, pré-operatoriamente, de 9,4mm; no pós-operatório, ficou em2,16mm. O colabamento médio foi de 76,5%, tendo variadode 62,5 a 87,5% (tabela 3). No caso submetido à ligamento-plastia com ressecção do trapézio, o colabamento foi de 80%da altura do espaço trapezial, que passou de 10mm no préoperatório para 2mm no pós-operatório.No que se refere à estabilidade carpometacárpica do pole-gar após as cirurgias de partes moles, observou-se subluxa-ção lateral da base do primeiro metacárpico na radiografiaem incidência ântero-posterior da mão com pinça pulpar emcontração máxima em três casos, sendo um de ligamento-plastia sem ressecção do trapézio, um de ligamentoplastia223––
  6. 6. A.G. PARDINI JR. & E.A. VILLELAcom ressecção do trapézio e um de artroplastia de interposi-ção com novelo tendinoso.Todas as seis mãos submetidas a artrodese apresentavamesclerose subcondral na articulação escafotrapézio, porémsem nenhuma repercussão clínica até o momento da avalia-ção final.F) Medida angularA abdução pós-operatória média, medida com o goniôme-tro nos casos submetidos à trapeziectomia, foi de 57,8°, ten-do variado de 35 a 90°.A hiperextensão metacarpofalângica do polegar pós-ope-ratória nos três casos de rizartrose submetidos à artrodesecarpometacárpica foi, em média, de 40°, tendo variado de 35a 50°. Nos pacientes submetidos a procedimentos em partesmoles para o tratamento de rizartrose, a hiperextensão meta-carpofalângica foi, em média, de 12,5°, tendo variado de 0 a35°; portanto, a artrodese carpometacárpica predispõe à hiper-extensão metacarpofalângica do polegar.G) Avaliação subjetivaNenhum paciente se queixou de diminuição da primeiracomissura, de encurtamento do polegar ou de dor na articu-lação metacarpofalângica do polegar.Dos seis casos de artrodese carpometacárpica do polegar,três referiram queixas de incapacidade para aplanar a mãocontra uma superfície.Uma paciente submetida a artrodese teve, como compli-cação de migração dos fios de Kirschner, lesão dos flexoresTABELA 3Comparação de resultados da altura do espaço trapezialpós-artroplastia de interposição e Iigamentoplastiacom ressecção do trapézio1)2)3)Dell(9)- 1987 - 2,1mm Não especifica a incidência radiográ-Artroplastia de interposição fica em que a medida foi feita. Segui-tendinosa mento médio de 22,5 meses.Menon(23)- 1981 - Não especifica a incidência radiográ-“variou de 1-6mm” fica em que a medida foi feita. Segui-Artroplastia de interposição mento médio de 44 meses,tendinosaGoffin(17)- 1990 - 2,7mm Medida feita na incidência póstero-Ligamentoplastia anterior de Kapandji após seguimen-to mínimo de 24 meses.4) Saffar(36)- 1990 - 2,5mm Medida feita na incidência póstero-Ligamentoplastia anterior de Kapandji após seguimen-to médio de 64 meses.5) Pardini - 1994 - 2,16mm Medida na incidência ântero-poste-Artroplastia de interposição rior da articulação carpometacárpicatendinosa do polegar após seguimento médiode 28 meses.224superficial e profundo do indicador e profundo do dedo mé-dio.Quatro pacientes referiram parestesia na região dorsorra-dial da mão, sendo três após artroplastia de interposição comnovelo tendinoso e um após ligamentoplastia.Quanto à satisfação com o resultado em função da cirur-gia realizada, dos seis casos de pacientes submetidos à artro-plastia de interposição com novelo tendinoso, três estão sa-tisfeitos. Dos seis casos de artrodese de compressão, quatroestão satisfeitos e dois, insatisfeitos. Dentre os três casos deligamentoplastia sem ressecção do trapézio, dois ficaram sa-tisfeitos e um, insatisfeito. O paciente submetido à ligamen-toplastia com ressecção do trapézio está satisfeito com o re-sultado.DISCUSSÃOA maioria dos pacientes submetidos a artrodese da articu-lação carpometacárpica do polegar ficou satisfeita com o re-sultado final, o que está de acordo com os achados encontra-dos por Bamberger & col.(6). A dificuldade em aplanar a mãocompletamente, presente em três casos, e problemas rela-cionados com a migração de fios de Kirschner em dois (fig.2) demonstram que a artrodese é procedimento que exige ummáximo de precisão no posicionamento do trapézio e do pri-meiro metacárpico. Em função da necessidade de se usar ma-terial de síntese, a artrodese de compressão encerra em si umpotencial de morbidade maior do que os procedimentos empartes moles. Isso talvez explique a baixa popularidade daartrodese encontrada em estudo multicêntrico de revisão decirurgias para rizartrose feito por Oberlin(29), que só encon-trou três casos de artrodese entre 336 casos operados.A hiperextensão metacarpofalângica do polegar, maior nogrupo submetido a artrodese, se explica pelo esperado au-mento compensatório da mobilidade nas articulações vizi-nhas à articulação artrodesada(4,6). E também uma forma decompensar a pouca mobilidade na articulação trapézio-esca-fóide.Murley(26), em 1960, já citava a lesão do nervo sensitivoradial como complicação do acesso cirúrgico à articulaçãotrapézio-metacárpica do polegar. Essa complicação ocorreuem quatro casos da presente série e não pode ser imputadacomo complicação dos métodos.A ligamentoplastia e a interposição de novelo tendinosoapós a trapeziectomia teriam por objetivo evitar a telescopa-gem do primeiro raio(37), mas os casos da presente série, as-sim como os de Saffar & col.(36), Menon & col.(23), Goffin &Saffar(17)e Dell & Muniz(9), apresentaram colapso acentuadoRev Bras Ortop – Vol. 30, N° 4 - Abril, 1995
  7. 7. OSTEOARTRITE CARPOMETACÁRPICA DO POLEGAR: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ARTROPLASTIA DE INTERPOSIÇÃO TENDINOSA, ARTRODESE E LIGAMENTOPLASTIAB) Força de preensãoA força de preensão nos seis casos submetidos à artroplas-tia de interposição tendinosa foi, em média, de 19,9kg, al-cançando 72,36% do lado não operado, que foi, em média,de 27kg. Nos seis casos submetidos à artrodese, a força mé-dia de preensão foi de 17,8kg ou 76,4% do lado não operado,que apresentou força de preensão média de 23,3kg (tabela2). A força de preensão do caso submetido à ligamentoplas-tia com ressecção, que era de um paciente do sexo masculi-no, foi de 30kg no lado operado ou 75% do lado não opera-do, que era de 40kg. Dentre os três pacientes submetidos àligamentoplastia sem ressecção, está o caso da paciente por-TABELA 1Dor: resultados conforme a técnicaMínima Moderada GraveArtropl. de interposição 4 1 1Artrodese 5 1Ligamentoplastia 2 2Total 68,75% 25% 6,25%Dor: resultados conforme a patologiaMínima Moderada GraveRizartrose 7 3 1Artrite reumatóide 3 —Outras 1 1TABELA 2Comparação de resultados da forçade preensão e de pinça lateral––1) Kleinmann(19)- 1991Ligamentoplastia2) Bamberger(6)- 1992Artrodese3) Amadio(5)- 1982Artroplastia de interposição4) Dell(9)- 1987Artroplastia de interposição5) Menon(23)- 1981Artroplastia de interposição6) Pardini - 1994Valores médios dos casos deartroplastia de interposição7) Pardini - 1994Valores médios dos casos deartrodese carpometacárpicaPinça lateral - 5,1kgPreensão - 18,8kgPinça lateral - “valor igual aoIado não operado”Preensão - 25kgpinça lateral - 4,6kgPreensão - 18,8kgPinça lateral - 4,7kgPreensão - 22kgPinça lateral - 3,2kgPreensão - 14kgPinça lateral - 4,3kgPreensão - 19,9kg(72,3% do Iado não operado)Pinça lateral - 5,4kgPreensão - 17,8kg(76,4% do Iado não operado)Rev Bras Ortop – Vol. 30, N° 4 – Abril. 1995tadora de lúpus eritematoso sistêmico,xação interfalângica e deformidade emque apresentava lu-botoeira no polegardo lado não operado, fazendo com que as forças de preensãoe pinça nessa mão estivessem muito comprometidas; por isso,apresentaremos apenas a média de força de preensão e pinçados outros dois casos. Nestes dois casos, a força média depreensão foi de 31,5kg no lado operado e de 27kg no ladonão operado, ou seja, 15,74% de força a mais no lado opera-do, que era o dominante nos dois casos.C) Pinça pulpar e pinça lateralAs forças de pinça pulpar e de pinça lateral médias nosseis casos submetidos à artroplastia de interposição tendinosaforam de, respectivamente, 4,3kg e 4kg no lado operado, ouseja, 63,7% e 76,9% da média do lado não operado, que foide 6,75kg e 5,2kg, respectivamente. Dentre os seis casos sub-metidos à artrodese, os resultados encontrados foram de 5,4kge 4,8kg para pinça lateral e pinça pulpar no lado operado e6,6kg e 6,4kg no lado não operado, ou seja, 81,8% e 75%,respectivamente (tabela 2). Os valores médios de pinça pul-par e de pinça lateral nos dois casos de ligamentoplastia semressecção operados por rizartrose foram de 7,48kg e 6,40kg,o que representou 155,18% e 109,40% do lado não operado(que eram 4,82kg e 5,85kg, respectivamente). Para o casosubmetido a ligamentoplastia com ressecção, os valores daspinças lateral e pulpar do lado operado ficaram em 6,6kg e5,5kg, respectivamente, 65,3% e 68,75% dos valores do ladonão operado, que foram de 10,1kg e 8kg.D) Déficit de flexãoSete mãos operadas, sendo três com artrodese e quatro comartroplastia de interposição com novelo tendinoso, apresen-taram déficit de flexão que variou de 0,5cm a 4cm.E) Análise radiográficaA altura média do espaço trapezial, medida na incidênciaântero-posterior da articulação carpometacárpica do polegarnos casos submetidos a artroplastia de interposição, era, pré-operatoriamente, de 9,4mm; no pós-operatório, ficou em2,16mm. O colabamento médio foi de 76,5%, tendo variadode 62,5 a 87,5% (tabela 3). No caso submetido à ligamento-plastia com ressecção do trapézio, o colabamento foi de 80%da altura do espaço trapezial, que passou de 10mm no préoperatório para 2mm no pós-operatório.No que se refere à estabilidade carpometacárpica do pole-gar após as cirurgias de partes moles, observou-se subluxa-ção lateral da base do primeiro metacárpico na radiografiaem incidência ântero-posterior da mão com pinça pulpar emcontração máxima em três casos, sendo um de ligamento-plastia sem ressecção do trapézio, um de ligamentoplastia223––
  8. 8. A.G. PARDINI JR. & E.A. VILLELAcom ressecção do trapézio e um de artroplastia de interposi-ção com novelo tendinoso.Todas as seis mãos submetidas a artrodese apresentavamesclerose subcondral na articulação escafotrapézio, porémsem nenhuma repercussão clínica até o momento da avalia-ção final.F) Medida angularA abdução pós-operatória média, medida com o goniôme-tro nos casos submetidos à trapeziectomia, foi de 57,8°, ten-do variado de 35 a 90°.A hiperextensão metacarpofalângica do polegar pós-ope-ratória nos três casos de rizartrose submetidos à artrodesecarpometacárpica foi, em média, de 40°, tendo variado de 35a 50°. Nos pacientes submetidos a procedimentos em partesmoles para o tratamento de rizartrose, a hiperextensão meta-carpofalângica foi, em média, de 12,5°, tendo variado de 0 a35°; portanto, a artrodese carpometacárpica predispõe à hiper-extensão metacarpofalângica do polegar.G) Avaliação subjetivaNenhum paciente se queixou de diminuição da primeiracomissura, de encurtamento do polegar ou de dor na articu-lação metacarpofalângica do polegar.Dos seis casos de artrodese carpometacárpica do polegar,três referiram queixas de incapacidade para aplanar a mãocontra uma superfície.Uma paciente submetida a artrodese teve, como compli-cação de migração dos fios de Kirschner, lesão dos flexoresTABELA 3Comparação de resultados da altura do espaço trapezialpós-artroplastia de interposição e Iigamentoplastiacom ressecção do trapézio1)2)3)Dell(9)- 1987 - 2,1mm Não especifica a incidência radiográ-Artroplastia de interposição fica em que a medida foi feita. Segui-tendinosa mento médio de 22,5 meses.Menon(23)- 1981 - Não especifica a incidência radiográ-“variou de 1-6mm” fica em que a medida foi feita. Segui-Artroplastia de interposição mento médio de 44 meses,tendinosaGoffin(17)- 1990 - 2,7mm Medida feita na incidência póstero-Ligamentoplastia anterior de Kapandji após seguimen-to mínimo de 24 meses.4) Saffar(36)- 1990 - 2,5mm Medida feita na incidência póstero-Ligamentoplastia anterior de Kapandji após seguimen-to médio de 64 meses.5) Pardini - 1994 - 2,16mm Medida na incidência ântero-poste-Artroplastia de interposição rior da articulação carpometacárpicatendinosa do polegar após seguimento médiode 28 meses.224superficial e profundo do indicador e profundo do dedo mé-dio.Quatro pacientes referiram parestesia na região dorsorra-dial da mão, sendo três após artroplastia de interposição comnovelo tendinoso e um após ligamentoplastia.Quanto à satisfação com o resultado em função da cirur-gia realizada, dos seis casos de pacientes submetidos à artro-plastia de interposição com novelo tendinoso, três estão sa-tisfeitos. Dos seis casos de artrodese de compressão, quatroestão satisfeitos e dois, insatisfeitos. Dentre os três casos deligamentoplastia sem ressecção do trapézio, dois ficaram sa-tisfeitos e um, insatisfeito. O paciente submetido à ligamen-toplastia com ressecção do trapézio está satisfeito com o re-sultado.DISCUSSÃOA maioria dos pacientes submetidos a artrodese da articu-lação carpometacárpica do polegar ficou satisfeita com o re-sultado final, o que está de acordo com os achados encontra-dos por Bamberger & col.(6). A dificuldade em aplanar a mãocompletamente, presente em três casos, e problemas rela-cionados com a migração de fios de Kirschner em dois (fig.2) demonstram que a artrodese é procedimento que exige ummáximo de precisão no posicionamento do trapézio e do pri-meiro metacárpico. Em função da necessidade de se usar ma-terial de síntese, a artrodese de compressão encerra em si umpotencial de morbidade maior do que os procedimentos empartes moles. Isso talvez explique a baixa popularidade daartrodese encontrada em estudo multicêntrico de revisão decirurgias para rizartrose feito por Oberlin(29), que só encon-trou três casos de artrodese entre 336 casos operados.A hiperextensão metacarpofalângica do polegar, maior nogrupo submetido a artrodese, se explica pelo esperado au-mento compensatório da mobilidade nas articulações vizi-nhas à articulação artrodesada(4,6). E também uma forma decompensar a pouca mobilidade na articulação trapézio-esca-fóide.Murley(26), em 1960, já citava a lesão do nervo sensitivoradial como complicação do acesso cirúrgico à articulaçãotrapézio-metacárpica do polegar. Essa complicação ocorreuem quatro casos da presente série e não pode ser imputadacomo complicação dos métodos.A ligamentoplastia e a interposição de novelo tendinosoapós a trapeziectomia teriam por objetivo evitar a telescopa-gem do primeiro raio(37), mas os casos da presente série, as-sim como os de Saffar & col.(36), Menon & col.(23), Goffin &Saffar(17)e Dell & Muniz(9), apresentaram colapso acentuadoRev Bras Ortop – Vol. 30, N° 4 - Abril, 1995
  9. 9. OSTEOARTRITE CARPOMETACÁRPICA DO POLEGAR: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ARTROPLASTIA DE INTERPOSIÇÃO TENDINOSA, ARTRODESE E LIGAMENTOPLASTIAFig. 2Radiografia depós-operatóriotardio de artrodesecarpometacárpicado polegar; em quese pode observara hiperextensãometacarpofalângicae a migraçãoproximal dos fiosde Kirschnerdo espaço trapezial (tabela 3). Embora dependendo da inci-dência radiológica utilizada para se medir o colapso do es-paço trapezial o resultado possa variar muito (fig. 3). aindaassim, com qualquer critério que se use, o colapso do espaçotrapezial foi considerável. A insatisfação com essa magnitu-de de colabamento tem levado alguns autores(19,39,42)a desen-volverem novos tipos de ligamentoplastias.Em termos de força de pinça e de preensão, nossos resul-tados foram semelhantes aos obtidos por outros autores(5,6,9,19,23), que usaram técnicas operatórias semelhantes (tabela 2).REFERÊNCIAS1. Albertoni, W.M., Leite, V.M. & Faloppa, F.: “Osteoartrite na mão”, inPardini Jr., A.G.: Cirurgia da mão – Lesões não traumáticas, Rio deJaneiro, MEDSI, 1990. Cap. 9, p. 226-235.2. Albertoni, W. M., Leite, V.M., Faloppa, F. & Galbiatti, J. A.: Prótese totalde De la Caffinière no tratamento da rizartrose do polegar. Rev BrasOrtop 27: 581 -586, 1992.3. Alnot, J.Y.: Arthrose trapézo-métacarpienne – Conclusion. Ann ChirMain 9: 219-220, 1990.4. Amadio, P.C. & De Silva, S.P.: Comparison of the results of trapeziometacarpal arthrodesis and arthroplasty in men with osteoarthritis ofthe trapeziometacarpal joint. Ann Chir Main 9: 358-363, 1990.Rev Bras Ortop – Vol. 30, Nº 4 – Abril, 1995Fig. 3- Espaço trapezial após tenoartroplastia de interposição. A) Perfildo polegar B) Póstero-anterior do polegar. C) Ântero-posterior do polegar.5.6.7.8.9.Amadio, P.C., Millender, L.H. & Smith, R.J.: Silicone spacer or tendonspacer for trapezium resection arthroplasty – Comparison of results. JHand Surg [Am] 7: 237-244, 1982.Bamberger, H.B., Stern, P.J., Kiefhaber, T.R., McDonogh, J.J. & Cantor,R.M. Trapeziometacarpal Joint arthrodesis a functional evaluation. JHand Surg [Am] 17: 605-611, 1982.Coene, N .:L’ arthrodese trapézo-métacarpienne dans la rhizarthrose. Re-vue de la littérature ( 142 cases) Ann Chir Main 9: 205-206, 1990.Cooney, W.P. & Chao, E.Y.S.: Biomechanical analysis of static forces inthe thumb during hand function. J Bone Joint Surg [Am] 59: 27-36,1977Dell, P.C. & Muniz, R.B.: Interposition arthroplasty of the trapeziome-tacarpal joint for osteoarthritis. Clin Orthop 220: 27-34, 1987.10. Eaton, R.G.: Editorial – Surgical management of basal joint disease ofthe thumb. J Hand Surg [Br] 16: 368-369, 1991.11. Eaton, R.G. & Glickel, S.Z.: Trapeziometacarpal osteoarthritis-staging12.13.14.15.16.17.18.19.as a rationale for treatment Hand Clin 3: 455-469, 1987.Eaton, R.G. & Littler, W.: Ligament reconstruction for the painful thumbcarpometacarpal joint. J Bone Joint Surg [Am] 55: 1655-1666, 1973.Ebelin, M., Hoet, F., Shernberg, F., Foucher, G. & Leviet, D.: Le trapé-zectomies – Résultats de l’étude multicentrique Ann Chir Main 9: 176-179, 1990.Froimson, A.I.: Tendon arthroplasty of the trapeziometacarpal Joint. ClinOrthop 70: 191-199, 1970.Gervis, W.H.: Excision of the trapezium for osteoarthritis of the trape-ziometacarpal Joint. J Bone Joint Surg [Br] 31: 537-539, 1949.Glickel, S.Z., Kornstein, A.N. & Eaton, R.G.: Long-term follow-up oftrapeziometacarpal arthroplasty with coexisting scaphotrapezial disease.J Hand Surg [Am] 17: 612-620, 1992.Goffin, D. & Saffar, Ph.: A radiological technique for measurement ofthe height of the trapezial cavity. Ann Chir Main 9: 364-368, 1990.Iselin, F. & Medina, J.: Traitement de la rhizarthrose par implant silastictrapézien de Swanson – Aspect technique. Ann Chir Main 9: 195-197,1990Kleinmann, W.B. & Eckenrade, J.F.: Tendon suspension sling arthro-plasty for thumb trapeziometacarpal arthritis. J Hand Surg [Am] 16:983-991, 1991.225
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