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18|19|Segundo Moreira (1995), a técni-ca de medição deve respeitar osseguintes procedimentos:- Efectuar todas as medidas d...
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20|21|Fragoso e Vieira (2000), defendemque a prega tricipital é a mais útilpara avaliar a percentagem globalde gordura cor...
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A medição de pregas adiposas

  1. 1. A AAVALIAÇÃO DDA CCOMPOSIÇÃO CCORPORAL -- AA MMEEDDIIÇÇÃÃOO DDEE PPRREEGGAASSAADDIIPPOOSSAASS CCOOMMOO TTÉÉCCNNIICCAA PPAARRAA AA AAVVAALLIIAAÇÇÃÃOO DDAA CCOOMMPPOOSSIIÇÇÃÃOO CCOORRPPOORRAALLtécnicoRESUMOCom o nosso trabalho, pretendemoselaborar um documento de pesqui-sa e apoio, assim como de orien-tação para futuros “avaliadores”da Composição corporal, atravésda Antropometria e mais concreta-mente, através da medição de pre-gas adiposas.Isto surge porque a análise deta-lhada da composição corporal per-mite a quantificação de grande varie-dade de componentes corporais etorna-se de extrema importânciapois permite determinar a quanti-dade total e regional de gorduracorporal (Fragoso e Vieira, 2000).Existem várias técnicas para aavaliação da mesma ComposiçãoCorporal, desde técnica directas,técnicas indirectas e técnicas dupla-mente indirectas. Logicamente, astécnicas directas são mais precisas,mas infelizmente são as mais dis-pendiosas e morosas, pelo que setornam de difícil execução. Assim,torna-se bastante importante aexistência das outras técnicas quesão bem mais acessíveis, como é ocaso da Antropometria e a mediçãode pregas adiposas. No entanto,mesmo nesta técnica existem cui-dados e procedimentos, tais comoo tipo de instrumento utilizado, oslocais de medição, etc., que devemser tidos em conta, de forma aminimizar erros de medida.ABSTRACTWith our work, we intend to elabo-rate a document of research andsupport, as well as of orientation forfuture “appraisers” of the BodyComposition, through the Anthro-pometry and more concretely, themeasurement of Skinfolds.This arise because the detailed ana-lysis of the Body Composition allowsthe quantification of many bodycomponents and becomes of extre-me importance therefore allows todetermine the total and regionalamount of body fat (Fragoso andVieira, 2000).Exists several techniques for theevaluation of the same Body Com-position, since direct technique,indirect techniques and doubly indi-rect techniques. Logically, the directtechniques are more exactly, butunhappyly they are expensive andslow, for that, they become of diffi-cult execution.Thus, the existence of the othertechniques becomes very importantbecause are more accessible, as itis the case of the Anthropometryand the measurement of Skinfolds.However, even in this techniqueexists very cares and procedures,such as the type of used instru-ment, the places of measurement,etc., that must be had in account,to minimize measure errors.AUTORESFrancisco Gonçalves1Paulo Mourão21Licenciado e Doutorando em Educação Físicae Desporto pela Universidade de Trás-os--Montes e Alto Douro2Licenciado em Educação Física pelo ISMAIe Mestre em Ciências do Desporto pelaUniversidade de Trás-os-Montes e Alto DouroA AAVALIAÇÃO DDA CCOMPOSIÇÃOCORPORAL -- AA MMEEDDIIÇÇÃÃOO DDEE PPRREEGGAASSAADDIIPPOOSSAASS CCOOMMOO TTÉÉCCNNIICCAA PPAARRAA AAAAVVAALLIIAAÇÇÃÃOO DDAA CCOOMMPPOOSSIIÇÇÃÃOO CCOORRPPOORRAALL4(4): 113-21PPAALLAAVVRRAASS--CCHHAAVVEEcomposição corporal;antropometria; pregas adiposas.KKEEYYWWOORRDDSSbody composition;anthropomety; skinfold.data de submissãoAAbbrriill 22000077data de aceitaçãoJJuunnhhoo 22000077
  2. 2. 14|15|1. INTRODUÇÃOA composição corporal é a propor-ção entre os diferentes compo-nentes corporais e a massa cor-poral total, sendo normalmenteexpressa pelas percentagens degordura e de massa magra. Pelaavaliação da composição corporal,podemos, além de determinar oscomponentes do corpo humanode forma quantitativa, utilizar osdados obtidos para detectar o graude desenvolvimento e crescimentode crianças e jovens e o estado doscomponentes corporais de adultos eidosos (Heyward e Stolarczyk, 2000).A sua análise detalhada permite aquantificação de grande variedadede componentes corporais e torna--se de extrema importância porquepermite determinar a quantidadetotal e regional de gordura cor-poral (Fragoso e Vieira, 2000).É neste sentido, que a avaliaçãoda Composição Corporal se revelacomo extraordinariamente impor-tante. Existem várias formas de ofazer, no entanto, as mais precisassão bastante dispendiosas e moro-sas. Porém, existem formas indi-rectas de calcular a ComposiçãoCorporal, que são mais acessíveisa todos os níveis. Uma dessasformas é a Antropometria. No nossotrabalho, centramo-nos e aprofun-damos uma técnica antropomé-trica para o cálculo da ComposiçãoCorporal, que é a Medição de Pre-gas Adiposas.Assim, no nosso trabalho, começa-mos por descrever o que é a Com-posição Corporal, referindo a im-portância da avaliação da mesma.Seguidamente, iremos referir algu-mas formas de medição e avaliaçãoda mesma, até chegarmos à Me-dição de Pregas Adiposas, ondeiremos abordar entre outros, asfontes de erro de medida, a técnicade medição e os locais de mediçãopadronizados.Desta forma, esperamos que onosso trabalho sirva de linha deorientação a futuros “avaliadores”da composição corporal, atravésda antropometria e mais concre-tamente, através da medição depregas adiposas.2. REVISÃODA LITERATURA2.1. COMPOSIÇÃO CORPORALSegundo em Heyward e Stolarczyk(2000), a Antropometria tem sidoutilizada para avaliar o tamanhoe as proporções dos segmentoscorporais, através da medição decircunferências e comprimento dossegmentos corporais. Por volta de1915, a espessura do tecido adipososubcutâneo foi medida utilizando--se o método das pregas adiposas.Nos anos 60 e 70, essas medidasforam utilizadas para desenvolvervárias equações antropométricaspara predizer a densidade corporaltotal e a gordura corporal.Um outro método de avaliação dacomposição corporal aplicável emambientes de campo e clínico é aanálise da Bioimpedância. Estatécnica foi iniciou-se no início dosanos 60, e é um método que avaliaessencialmente a quantidade deágua total no organismo, atravésda aplicação de uma corrente eléc-trica, baseando-se no princípio deque só as substâncias ionizadastêm, de conduzir corrente eléctrica.Caracteriza-se por ser um métodorápido e não invasivo, porém é maiscaro que o método das pregasadiposas e antropométrico. De acor-do com Fragoso e Vieira (2000)existe ainda a densitometria radio-lógica de dupla energia, sendo ummétodo não invasivo que se utilizapara medir o conteúdo mineralósseo, a quantidade de gorduracorporal e a quantidade de massaisenta de gordura feita atravésda quantificação da quantidade defeixe de raio-x que é retardado aoatravessar aquelas superfícies.Actualmente, e segundo Heyward eStolarczyk (2000), a composiçãocorporal é a proporção entre osdiferentes componentes corporaise a massa corporal total, sendonormalmente expressa pelas per-centagens de gordura e de massamagra. Pela avaliação da compo-sição corporal, podemos, além dedeterminar os componentes docorpo humano de forma quantita-tiva, utilizar os dados obtidos paradetectar o grau de desenvolvimentoe crescimento de crianças e jovense o estado dos componentes cor-porais de adultos e idosos.Segundo Fragoso e Vieira (2000),quando falamos em composiçãocorporal referimo-nos ao estudo dediferentes componentes químicosdo corpo humano. A sua análisedetalhada permite a quantificaçãode grande variedade de componen-tes corporais, tais como a água, asproteínas, a gordura, os hidratosde carbono, os minerais, etc., ape-sar das proporções corporais rela-tivas destes componentes seremidênticas em todos os indivíduos,sendo o maior constituinte corporala água, seguindo-se as proteínase as gorduras, os hidratos de car-bono, os minerais e os outros com-ponentes, a quantidade de cadaconstituinte corporal varia deindivíduo para indivíduo.2.1.1. IMPORTÂNCIA DA MEDIÇÃODA COMPOSIÇÃO CORPORALEm termos de condição física,torna-se primordial a medição dacomposição corporal, porque estainvestigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio
  3. 3. tavalia a quantidade total e regionalde gordura corporal. Segundo Hey-ward e Stolarczyk (2000), podemosutilizar a composição corporal para:- Identificar riscos de saúde asso-ciados a níveis excessivamentealtos ou baixos de gordura cor-poral total;- Identificar riscos de saúde asso-ciados ao acumulo excessivo degordura intra-abdominal;- Proporcionar a percepção sobreos riscos de saúde associados àfalta ou ao excesso de gorduracorporal;- Monitorizar mudanças na com-posição corporal associadas acertas doenças;- Avaliar a eficiência das interven-ções nutricionais e de exercíciosfísicos na alteração da composi-ção corporal;- Estimar o peso corporal ideal deatletas e não atletas;- Formular recomendações dietéti-cas e prescrições de exercíciosfísicos;- Monitorizar mudanças na com-posição corporal associadas aocrescimento, desenvolvimento,maturação e idade.Katch e McArdle (1983), demons-traram que a percentagem de gor-dura corporal (avaliada atravésdas pregas adiposas) de rapazese raparigas, em idades compreen-didas entre 5 a 18 anos, estavacorrelacionada com factores derisco de doença coronária (pressãosanguínea, colesterol total e pro-porção das lipoprotaínas) em crian-ças e adolescentes. Este, pode serum dos factores que levam a que aavaliação da composição corporal,deva ser incluída no currículo deEducação Física (Heyward eStolarczyk, 2000).2.1.2. MÉTODOS DE AVALIAÇÃODA COMPOSIÇÃO CORPORALExistem várias técnicas para adeterminação da composição cor-poral, chamando-se a estas méto-dos. Estes procedimentos podem--se classificar em (Pontes, 2003):2.1.2.1. MÉTODO DIRECTOÉ aquele em que há separação epesagem de cada um dos compo-nentes corporais isoladamente.De acordo com Costa (2001), adissecação de cadáveres é a únicametodologia considerada directa.Neste método procede-se à sepa-ração dos diversos componentesestruturais do corpo humano, como intuito de verificar a sua massaisoladamente e estabelecer relaçõesentre os diversos componentes e amassa corporal total. Desta forma,podemos perceber a razão pelaqual há tão poucos estudos tendocomo base este método, pois é umametodologia de difícil consecução.2.1.2.2. MÉTODOS INDIRECTOSSão aqueles em que não há mani-pulação dos componentes sepa-rados, mas utilizam-se princípiosquímicos e físicos que visam aextrapolação das quantidadesde gordura e de massa magra;Estes métodos são aqueles em quenão há manipulação dos compo-nentes separados, pois realizam asestimativas a partir de princípiosquímicos e físicos com base naextrapolação das quantidades degordura e de massa magra.Entre os métodos indirectos, aPesagem Hidrostática tem sidoconsiderada como referência para avalidação de métodos duplamenteindirectos. Esta baseia-se no Prin-cípio de Arquimedes segundo o qual“todo o corpo mergulhado numfluido (líquido ou gás) sofre, porparte do fluido, uma força verticalpara cima, cuja intensidade é igualao peso do fluido deslocado pelocorpo”. A Pesagem Hidrostáticadefine o volume corporal pelo cál-culo da diferença entre a massacorporal aferida normalmente e amedição do corpo submerso emágua. Na Pesagem Hidrostática,primeiro verifica-se a massa doindivíduo fora de água, e seguida-mente dentro de água. Na pesagemdentro de água, o indivíduo deverealizar uma expiração máxima,visando eliminar a maior quanti-dade de ar possível dos pulmões.Como este procedimento envolveadaptação ao meio líquido, sãorealizadas de 8 a 12 pesagens sub-mersas, apresentando, na fórmulaa média das três maiores medidas.Outro dos métodos indirectos quetem sido utilizado para validaçãodos métodos duplamente indirectosé a Densitometria Radiológicade Dupla Energia. Este método éconsiderado como uma técnicaavançada para avaliar a composi-ção corporal (Costa, 2001).Segundo Fragoso e Vieira (2000)este método é um método nãoinvasivo que se utiliza para medir oconteúdo mineral ósseo, a quanti-dade de gordura corporal e a quan-tidade de massa livre de gordura.O princípio básico em que se fun-damenta é o de que, o osso e ostecidos moles do corpo podem seratravessados, até uma profundi-dade de 30 cm, por feixes de raio-xcom energias diferentes, emitidosalternadamente, sendo a prediçãodo conteúdo mineral ósseo, da mas-sa gorda e da massa livre de gor-dura feita através da quantificaçãoda quantidade de feixe de raio-xque é retardado ao atravessaraquelas superfícies.RReevviissttaa ddee DDeessppoorrttoo ee SSaaúúddeeda Fundação Técnica e Científica do Desporto
  4. 4. 16|17|2.1.2.3. MÉTODOSDUPLAMENTE INDIRECTOSSão aqueles que surgem a partirdos métodos indirectos e que seencontram devidamente validados.Os procedimentos duplamente indi-rectos podem ser validados por ummétodo indirecto, mais frequente-mente a Pesagem Hidrostática e aDensitometria Radiológica de DuplaEnergia, sendo que os mais utili-zados em estudos de campo são,nos dias de hoje, a Bioimpedânciae a Antropometria.A análise de impedância bioeléc-trica (Bioimpedância) é um métodorápido, não-invasivo e relativamentebarato para avaliar a composiçãocorporal em situações de campo eclínicas. Uma corrente eléctrica debaixo nível é passada através docorpo do indivíduo e a impedância,ou oposição ao fluxo da corrente,é medida com um analisador deBioimpedância. A resistência aofluxo da corrente será maior emindivíduos com grande quantidadede gordura corporal, dado que otecido adiposo é mau condutor decorrente eléctrica pela sua relativabaixa quantidade de água. Existeuma forte relação entre as medi-das de impedância total do corpoe água corporal total, por estemotivo sugere-se que o método deBioimpedância seja uma ferramen-ta valiosa para a análise da compo-sição corporal e avaliação da águacorporal total no ambiente clínico(Heyward e Stolarczyk, 2000).No entanto, para a avaliação clíni-ca ou para o estudo de grandesgrupos populacionais surgem diver-sas dificuldades com a utilizaçãode técnicas indirectas. Como tal,surgem alternativas para minimizaressas mesmas dificuldades. Umadas alternativas mais comuns é ouso de algumas técnicas baseadasna utilização de medidas antropo-métricas. Estas técnicas incluemproporções massa – estatura, pe-rímetros corporais e medidas depregas adiposas.2.2. ANTROPOMETRIADe acordo com Costa (2001), devi-do ao baixo custo operacional e àrelativa simplicidade de utilização,os métodos antropométricos sãoaplicáveis a grandes amostras epodem proporcionar estimativasnacionais e dados para análise demudanças.A predição da composição corporalatravés da Antropometria utilizamedidas relativamente simples co-mo massa, estatura, perímetros,diâmetros ósseos e espessura daspregas adiposas. Quando o objectivoé estimar somente a percentagem degordura corporal, as medidas maisutilizadas são as pregas adiposas.A Antropometria pode ser usadapara identificar indivíduos em riscode doença, sendo indicada parapesquisas epidemiológicas de largaescala e propósitos clínicos (Nobre,1995). As medidas de perímetros ediâmetros ósseos são indicadoresde massa corporal magra, enquan-to que, alguns perímetros sãoaltamente associados à componen-te de gordura. Isso confirma que asmedidas de circunferência reflectemtanto a gordura, quanto a massalivre de gordura da composiçãocorporal.Com base em Heyward e Stolarczyk(2000), a exactidão e a fidelidade dasmedidas antropométricas podemser afectadas por:- Equipamento;- Habilidade do Avaliador;- Factores Individuais;- Equação de predição utilizada.Um outro método de avaliação dacomposição corporal é o Índice deMassa Corporal. Este método édefinido pela proporção do peso docorpo para altura ao quadrado(Heyward e Stolarczyk, 2000). OÍndice de Massa Corporal é ummétodo de grande importância prá-tica e mostra uma boa correlaçãocom a mortalidade e morbilidadegerais e com a mortalidade e mor-bilidade relacionadas com diversaspatologias.Uma outra medida antropométricacom potencial para prognosticar adistribuição de gordura e risco dedoença. O Índice de Conicidade ébaseado na ideia de que o corpohumano muda de formato de umcilindro para o de um cone duplo,com o acumulo de gordura aoredor da cintura.2.2.1. PREGAS ADIPOSASA medição das pregas adiposas,também denominadas pregas degordura subcutânea ou skinfold,constitui um dos métodos de ava-liação da gordura corporal maisutilizados, pela facilidade de utiliza-ção, baixo custo e pela sua grandecorrelação com a gordura corporaltotal (Fragoso e Vieira, 1994).Esta metodologia baseia-se nofacto de cerca de 50% da gorduracorporal total estar localizada sub-cutaneamente, constituindo aquiloque se designa por massa adiposasubcutânea ou panículo adiposo.Em virtude da espessura da pele re-presentar apenas cerca de 1,8 mm,a maioria da espessura da prega érepresentativa de gordura subcu-tânea (Moreira, 1995).Pesquisas demonstram que a gor-dura subcutânea, avaliada pelométodo das pregas adiposas emdoze locais, é similar ao valorobtido nas imagens de ressonânciamagnética (Heyward Stolarczyk,2000).investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaio
  5. 5. tA medição das pregas adiposaspossui uma elevada correlação comos outros meios mais sofisticadosde avaliação da composição corpo-ral. Para além disto, constitui umaalternativa simples, menos dispen-diosa e precisa (Moreira, 1995).Para Ferreira (1998), a espessuradas pregas subcutâneas quer nobraço (tricipital) quer no tronco(subescapular), permitem umaavaliação mais específica paraa obesidade ou sobrecarga pon-deral, do que a utilização isoladado Índice de Massa Corporal.2.2.1.1. FONTES DE ERRO DE MEDIDAPara Heyward e Stolarczyk (2000),a exactidão teórica das equaçõesde pregas adiposas para predizera Densidade Corporal é 0,0075g/cm3ou 3,3 Gordura Corporaldevido à variabilidade biológicaem estimar a gordura subcutâneaatravés da espessura das pregasadiposas e diferenças inter-indi-viduais na relação entre a gordurasubcutânea e a gordura corporaltotal. Portanto, erros de predição≤3,5% Gordura Corporal ou≤0,0080 g/cm3para equações depregas adiposas são aceitáveis,porque uma parte desse erro éatribuída ao método de referência.Na estimativa da Gordura Corporal,a validade e fiabilidade das medidase do método das pregas adiposassão afectadas pelos seguintes fac-tores: (Heyward Stolarczyk, 2000):- Habilidade do avaliador;- Aproximadamente 3 a 9% da va-riabilidade em medidas de pregasadiposas podem ser atribuída aerro de medida devido a dife-renças entre avaliadores. Paraque a diferença seja a menorpossível, é necessário que hajauma padronização dos procedi-mentos do teste (marcação dolocal da prega e bom conhecimen-to das localizações anatómicas).- Tipo do adipómetro:- As pregas de adiposidade subcu-tânea são medidas através deum instrumento designado deadipómetro, cujas normas deconstrução estão padronizadas.De entre os mais utilizados,destacam-se os adipómetros deLange e de Harpenden. Contudo,face ao seu custo elevado custo,têm aparecido no mercado adipó-metros fabricados em materialplástico, mais baratos, mais levese cuja a precisão de medida temmerecido uma atenção crescen-te por parte dos seus fabri-cantes à semelhança do queacon-tece com o adipómetrode Slimguide. Seja qual for o tipode adipómetro utilizado, é impor-tante ter em atenção que osmesmos são susceptíveis deconduzirem a diferentes resulta-dos, contudo, todos eles devemexercer um a pressão constantede 10 g/mm2sobre a pele e per-mitirem leituras até às décimasde milímetro. De salientar queo adipómetro utilizado ao longodo estudo deve ser sempre omesmo. (Heyward e Stolarczyk,2000; Claessens, Beunen e Ma-lina, s/d).- Factores individuais:- A variabilidade em medidas daspregas adiposas entre indivíduospode ser atribuída não apenasà diferença na quantidade degordura subcutânea no local,mas à diferença na espessurada pele, compressibilidade dotecido adiposo, manuseio e nívelde hidratação. Para tal é neces-sário ter alguns cuidados. Assim,as pregas adiposas não devemser medidas:- Imediatamente após o exer-cício, devido à mudança dosfluidos corporais para a peletender a aumentar o tamanhoprega;- Nas mulheres, durante períodomenstrual, devido à retençãode água que aumenta a espes-sura da prega;- Dos dois lados (direito/esquer-do). Ainda não existe um padrãosobre qual o lado do corpo, emque as medidas antropomé-tricas devem ser medidas. Se-gundo Harrisson et al. (1988),estas devem ser medidas dolado direito do corpo.- Equação de predição utilizada:- As equações de predição devemser seleccionadas baseadas naidade, sexo, etnia e nível deactividade física.2.2.1.2. TÉCNICA DE MEDIÇÃOPara se desenvolver a habilidadecomo avaliador de pregas adipo-sas, é necessário muito tempo eprática. Seguir procedimentos pa-dronizados aumenta a exactidão efidelidade das medidas (Harrissonet al., 1988; Heyward e Stolarczyk,2000; Claessens, Beunen e Malina,s/d).RReevviissttaa ddee DDeessppoorrttoo ee SSaaúúddeeda Fundação Técnica e Científica do DesportoFFIIGGUURRAA1Adipómetros de alta precisão e deplástico (Heyward e Stolarczyk, 2000).
  6. 6. 18|19|Segundo Moreira (1995), a técni-ca de medição deve respeitar osseguintes procedimentos:- Efectuar todas as medidas daspregas adiposas do lado direitodo corpo;- A temperatura ambiente devesituar-se entre os 18 e os 22ºCe a humidade deve ser inferior a60%;- Cuidadosamente identificar, me-dir e marcar o local das pregasadiposas, especialmente tratan-do-se de um avaliador inexperiente;- Para a medição, é preciso definir--se o eixo maior da prega e estadeve ser segura, firmemente,entre o polegar e o indicador damão esquerda. A prega é desta-cada 1 cm acima do local a sermedido;- Destacar a prega, colocando opolegar e o indicador a uma dis-tância de 8 cm, numa linha per-pendicular ao eixo longo da prega.É nas extremidades destes 8 cm(4+4) que a elevação da prega vaiser realizada. O eixo longo é para-lelo em relação às linhas naturaisda pele. Entretanto, para indiví-duos com pregas adiposas extre-mamente grandes, o polegar e oindicador necessitam de separarmais de 8 cm para que se consigadestacá-la;- Manter a prega pressionada en-quanto a medida é realizada;- Colocar as hastes do adipómetroperpendiculares à prega, aproxi-madamente 1 cm abaixo do pole-gar e do indicador, e soltar a pres-são das hastes lentamente;- Efectuar as medições das pregasadiposas 4 segundos após apressão ter sido aplicada parahaver estabilização do ponteirodo adipómetro;- Afastar as hastes do adipómetropara removê-lo do local. Fechar ashastes lentamente para prevenirdanos ou perda da calibragem.medir a distância e no momento demarcar o local com uma caneta;- Ler o mostrador do adipómetroao 0,1 mm mais próximo (Harpen-den ou Holtain), 0,5 mm (Lange)ou 1 mm (adipómetros plásticos);- Efectuar no mínimo de duasmedidas para cada local. Se osvalores diferem em mais de +/-10%, efectuar medidas adicionais;- Efectuar medidas de pregas adi-posas numa ordem rotativa, emvez de leituras consecutivas emcada local;- Efectuar medidas das pregas adi-posas, quando a pele do indivíduoestiver seca e sem cremes;- Praticar as medidas de pregasadiposas em 50 a 100 indivíduos;- Evitar usar adipómetros plásti-cos no caso de se tratar de umavaliador inexperiente;- Treinar com avaliadores experien-tes e comparar seus resultados;- Usar um vídeo sobre medidas depregas adiposas que demonstrea técnica correcta;- Procurar treino adicional.Após a marcação dos pontos dereferência, Bubb (1986), refere queo procedimento mais adequado érealizar sucessivamente a mediçãodos vários skinfolds (pregas adi-posas) por 2 ou 3 vezes, confron-tando-se então os resultados obti-dos. Para Jackson (1984), devemser efectuadas no mínimo 2 me-dições em cada local e, no casodestas variarem em mais de 1 mm,efectuar então uma terceira me-dição. Se os valores obtidos seforem tornando mais pequenosnas sucessivas medições, entãoisso é indicativo de que a gordurajá está a ser comprimida, o quealiás é muito frequente em pessoascom muito tecido muscular.investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaioFFIIGGUURRAA2Anatomia de uma prega adiposa(adaptado de Heyward e Stolarczyk, 1996).MúsculoOssoGorduraPeleFFIIGGUURRAA3Representação esquemática da marcaçãodo local de medição.PontoAntropo-métrico1cm 1cm4cmEixo maiorda pregaPara aumentar a habilidade doavaliador de pregas adiposas háaspectos que devem ser levadosem conta, como por exemplo:- Ser meticuloso ao localizar ospontos anatómicos usados paraidentificar o local da prega, ao
  7. 7. tO indivíduo que é alvo da mediçãodeve estar em posição antropo-métrica, caracterizada do seguintemodo (Moreira, 1995):- Posição vertical com braços pen-dentes ao lado do tronco e pal-mas das mãos em contacto coma face lateral das coxas (Fragosoe Vieira, 2000), as palmas dasmãos do indivíduo devem estarvoltadas para a frente, com ospolegares voltados para fora e osrestantes dedos para baixo;- A cabeça deve estar no planode Frankfurt, que pode ser de-terminado adoptando os seguin-tes procedimentos:- Localizar o ponto Orbitale, loca-lizado na margem inferior dacavidade orbitaria;- Localizar o ponto Tragion, situa-do ao nível do pavilhão auricular,por cima do osso;- Considerar uma linha imagináriaunindo os dois pontos definidosanteriormente. Essa linha ima-ginária corresponde, de formaquase exacta, ao eixo do olharquando o indivíduo tem os seusolhos dirigidos para a frente.- O indivíduo deve estar descalço,com os calcanhares unidos, for-mando um ângulo de 60oentre sie os dedos dos pés devem apontarpara a frente.2.2.1.3. LOCAIS DE MEDIÇÃODAS PREGAS ADIPOSASOs locais de medição estão devi-damente normalizados e mesmopequenas modificações na suadeterminação são susceptíveis dealterar os resultados obtidos deuma forma significativa (Harrissonet al. 1988).RReevviissttaa ddee DDeessppoorrttoo ee SSaaúúddeeda Fundação Técnica e Científica do DesportoSUBESCAPULAROblíqua(de cima para baixoe de fora para den-tro, cerca de 450)Linha de cliva-gem natural dapele junto aoângulo inferiorda omoplataDDiirreeccççããooddaa pprreeggaaPPoonnttooss ddeerreeffeerrêênncciiaaMMeeddiiççããoo ddaaPPrreeggaa AAddiippoossaaCCoollooccaaççããoo ddooaaddiippóómmeettrrooNNoommeeddaa pprreeggaaQQUUAADDRROO1 (CONT.)Medição das várias Pregas Adiposas (Adaptado de Moreira, 1995).PosiçãoantropométricaCostas voltadaspara o avaliador(prega na parteposterior do tronco)1 cm por baixodos dedosindicador e po-legar esquerdosdo avaliadorSSuubbeessccaappuullaarrPEITORALOblíqua(de cima parabaixo e de forapara dentro)Prega axilaranteriormamiloMMaassccuulliinnoo - meiadistância entre aprega axilar ante-rior e o mamilo;FFeemmiinniinnoo - 2/3da distânciado mamilo1 cm por baixodos dedosindicador e po-legar esquerdosdo avaliadorPPeeiittoorraallMIDAXILARHorizontal Linha midaxilarApófise xifoidedo externoSobre a linhamidaxilar najunção do alinha-mento destacoma apófisexifoide do externo1 cm à frentedos dedosindicador e po-legar esquerdosdo avaliadorAAxxiillaarr mmééddiiaaSUPRAILIACAOblíqua(de cima parabaixo e de forapara dentro)Linha midaxilarBordo superiorda crista ilíaca2 cm de distânciada linha midaxilarsobre a crista ilía-ca, seguindo a cli-vagem natural dapele e formandoum ângulo de 450com a horizontal1 cm à frentedos dedosindicador e po-legar esquerdosdo avaliadorSSuupprraa--iillííaaccaa
  8. 8. 20|21|Fragoso e Vieira (2000), defendemque a prega tricipital é a mais útilpara avaliar a percentagem globalde gordura corporal e obesidadeperiférica, enquanto a prega sub-escapular avalia perfeitamente agordura no tronco. Neste contextoo quociente entre ambas é um bomindicador do predomínio da obesi-dade em uma ou outra localização.Um quociente elevado indica a exis-tência de uma obesidade central,que se correlaciona mais estreita-mente com as alterações dos lí-pidos plasmáticos, arteriosclerose,patologias cardiovasculares e hiper-tensão.3. CONCLUSÕESAo longo deste trabalho, procura-mos focar a importância da ava-liação morfológica bem como asdiversas formas de o fazer. Cen-tramos o nossa investigação nu-ma das diversas formas de medire avaliar a Composição corporal,que foi a avaliação antropométri-ca, mais concretamente através damedição de pregas adiposas.Focamo-nos nesta área específicapela extrema facilidade e utilidade,relativamente às outras técnicas.Esta forma de medição, sendo maisacessível e de mais fácil aplicação,torna-se num instrumento muitoutilizado.Desta forma, esperamos que onosso trabalho sirva de linha deorientação a futuros “avaliadores”da composição corporal, atravésda antropometria e mais concre-tamente, através da medição depregas adiposas.investigação técnico original opinião revisão estudo de caso ensaioABDOMINALVertical ouhorizontalUmbigoDDiirreeccççããooddaa pprreeggaaPPoonnttooss ddeerreeffeerrêênncciiaaMMeeddiiççããoo ddaaPPrreeggaa AAddiippoossaaCCoollooccaaççããoo ddooaaddiippóómmeettrrooNNoommeeddaa pprreeggaaQQUUAADDRROO1 (CONT.)Medição das várias Pregas Adiposas (Adaptado de Moreira, 1995).5 cm de distânciado centrodo umbigo e dolado do mesmo1 cm distal dosdedos polegar eindicador esquer-dos do avaliadorAAbbddoommiinnaallTRICIPITALVertical Processo acro-mial da omoplataProcesso olecrâ-niano do rádioNa parte poste-rior do braço a1/2 distânciaentre o processoacromial e o pro-cesso olecrâniano1 cm distal dosdedos polegar eindicador esquer-dos do avaliadorTTrriicceeppssBICIPITALVertical MúsculobicípideZona de maior vo-lume do músculobicipede a meiadistância entreprocesso acro-mial e o processoolecrâniano1 cm distal dosdedos polegar eindicador esquer-dos do avaliadorCRURALVertical Dobra inguinalBordo próximalda rótulaAnterior da coxa,a meia distânciaentre a pregainguinal e o bordopróximal da rótula1 cm distal dosdedos polegar eindicador esquer-dos do avaliadorBBiicceeppssANTEBRAÇOVertical Parte posteriordo antebraçoMáxima circun-ferência do ante-braço, com omembro superiorem total extensão1 cm distal dosdedos polegar eindicador esquer-dos do avaliadorCCooxxaa
  9. 9. t4. CORRESPONDÊNCIAFrancisco GonçalvesTravessa Comendador Seabra daSilva, n.º 2263720-297 Oliveira de AzeméisE-mail: franciscojmg@gmail.comxicoze7@hotmail.comTlms: 917 668 858966 833 562Tlf: 256 285 3355. REFERÊNCIAS1. Bubb WJ (1986). Relative Lean-ness. In Howley ET, Franks BD(Eds). Health/Fitness Instructor’sHandbook. (pp. 51-79). Champaign,Illinois: Human Kinetics Publishers.2. Claessens AL, Beunen G &Malina RM (s/d). Anthropometry,Physique, Body Composition andMaturity. Paediatric Exercise Scien-ce and Medicine, 11-22.3. Costa R (2001). Composição cor-poral - Teoria e Prática da Avalia-ção. Editora Manole.4. Ferreira I (1998). Sensibilidadee Especificidade de Variáveis deAptidão Física e Composição Cor-poral Como indicadores de Saúdeem Jovens dos 10 aos 15 Anos deIdade. Tese não publicada, Uni-versidade Técnica de Lisboa - Fa-culdade de Motricidade Humana,Lisboa, Portugal.RReevviissttaa ddee DDeessppoorrttoo ee SSaaúúddeeda Fundação Técnica e Científica do DesportoGEMINALVertical Face internada pernaDDiirreeccççããooddaa pprreeggaaPPoonnttooss ddeerreeffeerrêênncciiaaMMeeddiiççããoo ddaaPPrreeggaa AAddiippoossaaCCoollooccaaççããoo ddooaaddiippóómmeettrrooNNoommeeddaa pprreeggaaQQUUAADDRROO1 (CONCLUSÃO)Medição das várias Pregas Adiposas (Adaptado de Moreira, 1995).Máximo volumegeminal da faceinterna da perna1 cm distal dosdedos polegar eindicador esquer-dos do avaliadorPPaannttuurrrriillhhaa5. Fragoso I & Vieira F (2000).Morfologia e Crescimento - CursoPrático. Edições FMH.6. Harrisson GG, Buskirk ER, CarterJL, Johnston FE, Pollock ML, RocheAF & Wilmore J (1988). Skinfoldthicknesses and measurementtechnique. In Lohman T, Roche AF& Martorell R (Eds). Anthropo-metric Standardization ReferenceManual, (pp. 55-70). Champaign,Illinois: Human Kinetics Books.7. Heyward V & Stolarczyk L (1996)Applied Body Composition Assess-ment. Champaign, Illinois: HumanKinetics Books.8. Heyward V & Stolarczyk L (2000)Avaliação da Composição CorporalAplicada. Editora Manole.9. Jackson AS (1984). PraticalMethods of Measuring Body Com-position. In Storlie J, Jordan HA(Eds). Evaluation and Treatment ofObesity. (pp. 93-111). Champaign.Illinois: Life and Enhancement Pu-blications.10. Katch F & McArdle W (1983).Nutrição, Controlo de Peso e Exer-cício. Editora Medsi.11. Moreira MH (1995). Avaliaçãodas Pregas Adiposas. Prova deAptidão. Universidade de Trás-os--Montes e Alto Douro: Vila Real.12. Nobre V (1995). Instrumentos,Técnicas de Promoção, Avaliação ePrescrição de Actividade Física deJovens e Adultos AparentementeSaudáveis. Tese não publicada,Universidade Técnica de Lisboa -Faculdade de Motricidade Humana,Lisboa, Portugal.13. Pontes S (2003). Caracterizaro Estado de Aptidão Física e Com-posição Corporal, em Dois Momen-tos Diferenciados, em Raparigasdos 10 aos 18 anos. Tese não pu-blicada, Universidade Técnica deLisboa - Faculdade de MotricidadeHumana, Lisboa, Portugal.

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