PROTEÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO

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A garantia e a extensão da durabilidade das estruturas de concreto são cada vez mais requeridas, em especial para aquelas a serem expostas a uma elevada agressividade ambiental e de grande responsabilidade e impacto socioambiental. Entretanto, obter uma estrutura durável não é uma tarefa fácil, pois esta envolve a realização de diversas ações e cuidados nas etapas de projeto, de execução e de manutenção. No Brasil, o estudo da durabilidade tem recebido bastante atenção, sendo dada ênfase na especificação de um concreto de qualidade e em uma adequada espessura de cobrimento da armadura. No exterior, existe a mesma preocupação, sendo também bastante estudada a aplicação de medidas adicionais, como técnicas de proteção catódica e superficial do concreto e da armadura. Neste trabalho, algumas dessas técnicas são apresentadas, dando enfoque na sua aplicação em estruturas exposta ao ambiente marinho tropical.

The security and/or extension of the durability of concrete structures are increasingly required, especially in works that require a high investment in building and maintenance, and also of great social and environmental impact. However, obtaining a durable structure is not an easy task because it involves various actions at the stage of design, specification, implementation, maintenance and use. In Brazil, the study of durability of concrete structures has received attention of many professionals and researchers, been prioritized the studies related to the area of concrete technology, focusing on the strength of the concrete, the use of admixtures and additives, in other parameters resulting in improved material properties. Abroad, this concern also exists, but studies are very comprehensive, and offered different products and techniques of cathodic and surface protection. In this work, these techniques are presented and discussed, with emphasis given to those appropriate for structures exposed to aggressive environments, such as in the extensive Brazilian coastline.

ARAUJO, A.; PANOSSIAN, Z. Proteção de estruturas de concreto. In: CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO, 52, 2010, Fortaleza. Anais... São Paulo: IBRACON 2010.

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PROTEÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO

  1. 1. PROTEÇÃO DE ESTRUTURAS DEPROTEÇÃO DE ESTRUTURAS DECONCRETOCONCRETOAdriana de Araujo; Zehbour Panossian52º Congresso Brasileiro do ConcretoFortaleza/CE, 13 a 17 de outubro de 2010
  2. 2. Proteção de estruturas de concretoMÉTODOS DE COMBATE OU PREVENÇÃO DAMÉTODOS DE COMBATE OU PREVENÇÃO DACORROSÃOCORROSÃONa visão clássica, há 4 formas de combate à corrosão:• seleção de materiais: uso de aço inoxidável;• mudança do meio: substituição do concreto deteriorado/contaminado, uso de inibidores de corrosão, realcalinização eextração de cloretos;• revestimento de proteçãorevestimento de proteção: concreto ou armadura;: concreto ou armadura;• proteção catódica:proteção catódica: corrente impressa ou anodos decorrente impressa ou anodos desacrifício.sacrifício.
  3. 3. Proteção de estruturas de concretoREVESTIMENTO SUPERFICIAL DO CONCRETOREVESTIMENTO SUPERFICIAL DO CONCRETOuma das maneiras mais práticas e econômicas de garantir e/ouaumentar a durabilidade das estruturas de concreto.Estruturas íntegras (preventiva): minimizar o ingresso de agentesagressivos e da água. Princípio 1 (PI) da EN 1504-9.....além disto, devem ser duráveis e compatíveis com ascondições de serviço (NACE SP0187)Estruturas deterioradas (conservação): controlar o ingresso daágua, aumento da resistividade. Princípios 2 (MC) e 8 (IR) da EN1504-9
  4. 4. Dentre os produtos, destacam-se (1504-2):Dentre os produtos, destacam-se (1504-2):Impregnação hidrofóbicaImpregnaçãoRevestimentosRestringe a penetração daágua (< porosidade) eaumenta dureza superficial.Forma filme não uniforme.Restringe a penetração daágua líquida, permitindo aliberação de seus vapores.Não forma filme.Restringe a penetração deágua, cloretos e gases.Forma filme uniforme.O atendimento a essas exigências deve ser verificado por meio daavaliação de certas propriedades:
  5. 5. Propriedades Aplicação e Valores limitesImpregnantes hidrofóbicos (H) e não-hidrofóbicos (I) eRevestimento por pintura (P)Permeabilidade à águalíquida, absorção capilar (W)H, I e P: W ≤ 0,1 kg.m-2. h-0,5(EN 1062-3)Permeabilidade ao vapor deágua (SD,)I e P: Classe I: SD < 5 mm, Classe II: ≤ 5 mm SD ≤ 50mm e Classe III: SD > 50 mm (EN ISO 7783- 1 e 2)Permeabilidade ao dióxido decarbono (SD,)P: SD > 50 m (EN 1062-6)Envelhecimento artificial (emcâmara de intemperismoP: ausência de bolhas, fissuração e delaminaçãoapós 2000 horas de exposição (EN 1062-11)Aderência ao substratoúmido (resistência a tração,pull off)P: ausência de bolhas, fissuração e delaminaçãoapós carga e resistência ao arrancamento: ≥ 0,8N/mm2(elastico) e ≥ 1,0 N/mm2(rígidos) (EN 13578)Conforme 1504-2:Conforme 1504-2:
  6. 6. A proteção é feita por pintura epoxídica da armadura ou por zincagem.A epoxídicaA epoxídica é uma pintura eletrostática que atua comoé uma pintura eletrostática que atua comobarreira de proteção ao ingresso da Hbarreira de proteção ao ingresso da H22O, ClO, Cl--, O, O 22 (NACE(NACESP0187).SP0187).• Defeito < 1% da área a cada 0,3 m• Permite reparo com tinta epoxídica• Espessuras:175 µm a 300 µm (Ø ≤10 mm) e,175 µm e 400 µm (até Ø ≤ 58 mm).ASTM A775:REVESTIMENTO SUPERFICIAL DA ARMADURAREVESTIMENTO SUPERFICIAL DA ARMADURA
  7. 7. A zincagem é resultado da imersão a quente do aço em um banhode zinco (galvanização a fogo) e posterior cromatização.Uma vez iniciada a corrosão, o zinco atua como proteçãoUma vez iniciada a corrosão, o zinco atua como proteçãogalvânica. A sua taxa de consumo é em função da estruturagalvânica. A sua taxa de consumo é em função da estruturada camada, como também, do teor de íons cloreto.da camada, como também, do teor de íons cloreto.Classe IØ =10 mm 915 g/m2130 µmØ ≥13 mm 1070 g/m2150 µmClasse II Ø ≥10 mm 610 g/m285 µmASTM A A767:• Defeito < 1% da área a cada 0,3 m• Permite reparo dos defeitos com tintasricas em zinco.
  8. 8. Campo de aplicação de armadura revestida e suaspropriedadesAvaliação qualitativaZincagem Pintura epoxídicaÁrea marinha offshore (variação da maré earrebentações)+++ ++++Orla marinha (névoa salina, raios UV eumidade)++++ ++++Área urbana litorânea (carbonatação, névoasalina, raios ultravioleta e umidade)++++ +++Alterações no projeto estrutural convencional − −−−Alterações no manuseio e transporte − −−−Aderência ao aço-carbono e ao concreto +++++ ++++Resistência aos íons cloreto +++ ++++Resistência aos raios UV e a umidade +++++ +++Resistência à abrasão e ao impacto +++++ +++
  9. 9. PROTEÇÃO CATÓDICAPROTEÇÃO CATÓDICAÉ reconhecida como a técnica que melhor pode proteger, a longo prazo,as estruturas de concreto contra a corrosão.Princípio:Princípio: estabelecer um fluxo de corrente que torna o aço-carbonocatodicamente protegido.Corrente impresa: o fluxo de corrente de proteção é fornecido poruma fonte externa permanente de energia elétrica (retificador).Neste sistema adota-se anodo inertes (na superfície do concreto),como tinta ou revestimento cimentício com carbono, revestimentometálico, malhas e fitas de titânio revestido (metal nobre).Corrente impresa: o fluxo de corrente de proteção é fornecido poruma fonte externa permanente de energia elétrica (retificador).Neste sistema adota-se anodo inertes (na superfície do concreto),como tinta ou revestimento cimentício com carbono, revestimentometálico, malhas e fitas de titânio revestido (metal nobre).Anodo de sacrifício: o fluxo de corrente de proteção é fornecido poranodos consumíveis (na massa ou na superfície do concreto), emcontato elétrico com o aço-carbono, como revestimento, chapa,malha e pastilhas de zinco embutidas em argamassas condutivas.Anodo de sacrifício: o fluxo de corrente de proteção é fornecido poranodos consumíveis (na massa ou na superfície do concreto), emcontato elétrico com o aço-carbono, como revestimento, chapa,malha e pastilhas de zinco embutidas em argamassas condutivas.
  10. 10. 2H++ 2e-H2
  11. 11. ZINCO TERMO-SPRAYCHAPAS RETICULADAS DE ZINCOFIBRA DE VIDRO e ZINCOZINCO HIDROGELCORRENTE IMPRESSA
  12. 12. Proteção de estruturas de concretoProteção catódica de estruturas de concreto atmosféricas emambiente marinho: Techne Nov. 2010Galvanização da armadura de estruturas de concreto comoproteção adicional contra a sua corrosão: COTEQ 2011Contribuição para o estabelecimento de metodologia de seleçãode vernizes na proteção ao concreto armado contra a penetraçãode agentes agressivosLeia mais:Leia mais:

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