Peça me o que quiser ou deixe-me

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Peça me o que quiser ou deixe-me

  1. 1. 1
  2. 2. 2
  3. 3. 3
  4. 4. 4 AVISO A tradução em tela foi efetivada pelo grupo Books4All de forma a propiciar ao leitor acesso parcial à obra, incentivando-o à aquisição da obra literária física ou em formato ebook. O grupo Books4All tem como meta a seleção, tradução e disponibilização parcial apenas de livros sem previsão de publicação no Brasil, ausente de qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. No intuito de preservar os direitos autorais contratuais de autores e editoras, o grupo, sem aviso prévio e quando julgar necessário, poderá cancelar o acesso e retirar o link de download dos livros cuja publicação for veiculada por editoras brasileiras. O leitor e usuário fica ciente de que o download da presente obra destina-se tão somente ao uso pessoal e privado e que deverá abster-se da postagem ou hospedagem em qualquer rede social (Orkut, Facebook, grupos), blogs ou qualquer outro site de domínio público, bem como abster-se de tornar público ou noticiar o trabalho de tradução do grupo, sem a prévia e expressa autorização do mesmo. O leitor e usuário, ao disponibilizar a obra, também responderá pela correta e lícita utilização da mesma, eximindo o grupo Books4All de qualquer parceria, coautoria, ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar da presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do Código Penal Brasileiro e Lei nº 9610/1998. Outubro Proibido todo e qualquer uso comercial Se você pagou por esta obra, VOCÊ FOI ROUBADO.
  5. 5. 5 CAPÍTULO 1 Riviera Maya - Hotel Mezzanine Praia de areia branca... Águas cristalinas... Sol cativante... Coquetéis deliciosos... ... e Eric Zimmerman. Insaciável! Essa é a palavra que define perfeitamente o apetite que eu tenho por ele. Para mim ele é um marido incrível, bonito, tesudo e sexy. Entretanto eu ainda não consigo acreditar. Estou casada com o Eric! Com o Iceman! Estamos em Tulum, México, desfrutando de nossa lua de mel e não quero que acabe nunca. Estou acomodada em uma rede maravilhosa, tomando sol de topless. Eu amo sentir os raios de sol no meu corpo, enquanto meu Iceman fala a poucos metros de mim por telefone. Por sua testa franzida sei que está concentrado em questões da empresa e eu sorrio. Eric está queimado e lindo, com sua sunga azul. Enquanto eu olho para ele... Eu assisto... E quanto mais eu faço, mais eu gosto e mais me excita. Será o efeito Zimmerman? Com curiosidade, vejo que algumas mulheres que estão sentadas no agradável bar do hotel também olham para ele. Não é para menos. Eu reconheço que o meu garotão é um deleite para os olhos, e com diversão sorrio, mas estou prestes a gritar: Ehhh, suas lobas, é tudo meu! Mas eu sei que não preciso fazer isso. Eric é todo, absolutamente meu, não há necessidade que eu grite isso aos quatro ventos. Após o bonito casamento em Munique, três dias depois, meu marido me surpreendeu com uma maravilhosa e romântica viagem de lua de mel. E aqui estou
  6. 6. 6 eu, na praia exótica de Tulum no Caribe Mexicano, desfrutando de boa vista e ansiosa para retornar à privacidade do nosso quarto. Eu tenho sede. Me levanto da rede, pego meu iPod, coloco a parte de cima do meu biquíni amarelo e me dirijo ao bar da praia. Que tempo maravilhoso! De repente, eu sorrio ao ouvir a voz de Alejandro Sanz e cantarolo enquanto caminho. “Ya lo ves, que no hay dos sin tres, Que la vida va y viene y que no se detiene... y qué sé yo...” Já te falo que não há dois sem três. Dizem isso para mim. A brisa suave bate em meu cabelo e eu continuo cantarolando até chegar ao bar. “Para qué me curaste cuando estaba herido si hoy me dejas de nuevo el corazón partío. ¿Quién me va entregar sus emociones? ¿Quién me va a pedir que nunca la abandone? ¿Quién me tapará esta noche si hace frío? ¿Quién me va a curar el corazón partío?” Peço uma Coca-Cola gigante com gelo para o garçom e quando eu bebo o primeiro gole, umas mãos rodeiam a minha cintura e alguém diz no meu ouvido: – Já estou aqui, pequena. Sua voz... A sua proximidade... Sua maneira de me chamar de “pequena”.
  7. 7. 7 Mmmmm... Me deixa louca e com um grande sorriso. Eu vejo as mulheres do bar corarem com a proximidade de Eric. Não é por menos! E eu, mais feliz que um perdiz (ave), apoio a cabeça em seu peito e ele me beija na testa. – Gostaria de uma Coca-Cola? Ele diz sim com a cabeça, se instala no banco ao meu lado, pega a bebida que ofereço e, após um longo gole, sussurra: – Obrigado. Eu estava com sede. – E com um sorriso zombeteiro, depois de passar seus olhos azuis sobre meus seios, pergunta: – Por que você está vestindo a parte de cima do biquíni? Está me privando de uma maravilhosa vista. – É que me incomoda estar com os mamilos ao ar aqui no bar. Eric sorri. Transfere-me seu calor e de repente a música muda e parece uma romântica ranchera (música mexicana). Viva as rancheras! Quantas músicas antigas. Quanto sentimento! Eu nunca imaginei que gostava tanto. Eric, que na intimidade é a pessoa mais romântica que eu já conheci em toda a minha vida, ao ouvir a música me olha perigosamente, se aproxima de mim e agarra-me pela cintura possessivamente e pergunta: – Quer dancar, moreninha? Oh, não acredito... Eu adoro isso!
  8. 8. 8 Eu gosto quando se deixa levar pela naturalidade e só pensa nele e em mim. Começa a canção que Dexter nos dedicou em nosso casamento e cada vez que ouvimos dançamos apaixonados. Louca... Estou tão feliz... Eu saio do banco e lá no meio do bar da praia, sem nos importarmos com os turistas que nos observam, abraçados, dançamos diante da inveja de várias mulheres, enquanto a voz de Luis Miguel canta: “Si nos dejan, nos vamos a querer toda la vida. Si nos dejan, nos vamos a vivir a un mundo nuevo. Yo creo podemos ver el nuevo amanecer de un nuevo día. Yo pienso que tú y yo podemos ser felices todavia.” Oh, Deus... Oh, meu Deus, que momento! Isso é o que eu quero, que deixem eu e Eric sermos felizes, ou melhor, que nos deixem. Porque algo que temos claro é que, nós somos fogo e a água e, embora nos desejamos com loucura, somos duas bombas sempre carregadas e a ponto de explodir. Desde o casamento não voltamos a discutir. Paz e amor. Nós dois estamos numa nuvem que só nos beijamos, nós dizemos coisas bonitas e estamos dedicados um ao outro. Viva a lua de mel! A canção continua e nós, apaixonados, seguimos dançando. Eric me faz feliz. Nós apreciamos o tempo todo. Nós dançamos, esquecemos do mundo e nos olhamos com verdadeira adoração.
  9. 9. 9 Seus olhos azuis me penetram, me diz o quanto ele me deseja e quando a música termina, meu marido, meu amante, meu louco amor me beija, sentado no banquinho, sussurra algumas centímetros da minha boca: – Como diz a música, vou te querer a vida toda. Mãe... Mãe... Sim, é para devorá-lo aos poucos de tão lindo que é! Cinco minutos depois, quando finalmente deixamos de nos abraçar com carícias doces, aos olhos curiosos de algumas mulheres que estão assistindo, eu pergunto: – Você falou com Dexter no telefone? – Não, com o sócio do Dexter. Quer que nos reunamos amanhã em seus escritórios para tratar vários assuntos. – Onde fica o escritório? – Cerca de vinte minutos daqui. Na Playa del Carmen. Então, amanhã de manhã vamos... – Vamos? – O corto – Não... Não... Dirá que você vai. Eu prefiro esperar aqui. Eric ergue as sobrancelhas. Não o convencido do que digo. Eu sorrio e ele pergunta: – Sozinha? Sua expressão me faz rir e disposta a conseguir meu propósito, eu respondo: – Eric..., Eu não estou sozinha. O hotel está lotado e a praia também. Você não vê? Franze a testa. E o Iceman volta! Ele afirma:
  10. 10. 10 – Você vai ficar sozinha, Jud, e eu não gosto. Achando engraçado, solto uma risada e falo: – Vamos ver, querido... – Não, Jud, venha comigo. Eu tenho visto muitos predadores procurando uma mulher agradável e eu não vou permitir que seja a minha. – Insiste com sinceridade. Isso me faz rir em voz alta. Ele, é claro, não. Excita-me essa sua parte ciumenta, levantando-me do banquinho, me aproximo mais dele, abraço seu pescoço e sussurrou: – Nenhum predador me chama a atenção exceto você. Meu grande predador! Então fique tranqüilo que eu cuido de mim mesmo. Além disso, te conhecendo, madrugará muito, certo? – Meu menino grande assente com a cabeça, me abraça pela cintura e eu adiciono o plano princesa-mimada: – Eu não quero acordar cedo, eu quero dormir e quando me levantar, tomar sol até você voltar. Onde está problema? – Jud... Eu o beijo. Adoro beijá-lo e quando eu termino, com um sincero sorriso, acrescento: – Vamos para o quarto. – Estamos falando de... – É que quando te vejo tão sério – O corto – eu tremo só de pensar que eu quero você.
  11. 11. 11 Eric sorri. Muito Bemmmm! Ele agarra meu pescoço e me beija... Beija-me com uma adoração, deixando surpreendidas as mulheres do bar. Engulam, voyeurs! Depois, sem importar quem nos olha, me abraça e sem mais, está indo onde eu sugeri. Quando chegamos à porta do quarto, o meu predador em particular já está a cem. Rindo, eu abro o cartão e um uma vez lá dentro, ele fechou com o pé. Não me solta. Leva-me a cama, me deixa em cima e sussurra: – Eu vou encher a jacuzzi. Eu o observo. Caminha até a banheira redonda que está a poucos metros da cama e, depois de abrir as torneiras, me olha e sussurra excitado: – Fique nua ou esse biquíni vai acabar em pedaços. Guauuuuuu! Tento tirar rapidamente com um sensual sorriso. O biquíni é lindo, eu comprei ontem em uma loja cara de Tulum. Não quero que isso acabe como a maioria das minhas calcinhas. Eric ao ver minha pressa, sorri. Ele morde o lábio enquanto me observa e uma vez que estou nua, com o dedo indicador me indica que eu me aproximei dele. Eu faço isso. E quando os meus seios colidem com a sua barriga lisa, sussurra com a voz rouca: – Mostra-me o quanto me deseja. Ah, sim... Sim!
  12. 12. 12 Desejando e com calor, desfaço o laço da sua sunga azul. Coloco minhas mãos, sentindo o tecido emborrachado, e me ponho de joelho diante dele. Depois de remover a sunga pelos pés, o deixo completamente nu, olho para cima e vejo o seu membro rígido. Fascinante! Minha boca está enchendo d’água ao ver que ele já está pronto para mim. Da minha posição, eu vejo o rosto de Eric, que diz: – Eu sou todo seu, pequena. Sem mais, minha mão agarra seu pau duro e o esfrego no meu rosto e pescoço enquanto eu assisto sua expressão de desejo. Disposta a desfrutar desta iguaria, coloco a língua para fora e sem demora, a passo para cima e para baixo do seu pênis, tentando-o. Eric sorri e eu excitada, o mordisco com os lábios sem tirar os olhos até que ele solta um grunhido satisfatório e põe as mãos na minha cabeça. Minha respiração está agitada, eu o quero! E, ansiosa por mais, introduzo sua ereção na minha boca enquanto sinto as mãos emaranhadas no meu cabelo e posso ouvi-lo gemer. Oh, sim! Eu amo o pênis dele suave, quente e macio e nosso jogo continua alguns minutos até que sinto que não pode mais. Ele agarra meu cabelo, puxando-me para olhar para ele e exige com a voz carregada de tensão: – Deite-se na cama. Levanto-me do chão e faço o que pede. Meus joelhos tremem, mas eu consigo chegar ao meu objetivo. Uma vez lá, Eric, meu poderoso deus do amor, está chegando e, com a respiração entrecortada, ordena: – Abra suas pernas.
  13. 13. 13 Ofegante, minha respiração se agita. Eu sei o que vai fazer e me deixa louca. Eric sobe na cama e me beija. Como um leão em cima de mim em todos os lugares, lentamente ele leva sua boca na minha e eu sinto que ele me devora. Beijos... Mordidinhas... e carinho. Isso é o que o meu marido me dá e quando sabe que eu estou totalmente disposta a fazer qualquer coisa por ele, arrasta o seu corpo para estar entre as minhas pernas e me faz gritar. Sua boca, oh, sua boca já se movendo e exigindo o meu centro de desejo! Seus dedos abrem meus lábios e, sem pausa, entram em mim novamente e mais uma vez, enquanto eu suspiro: – Não pare... Oh, Deus... Não me ignora. Estou prestes a matá-lo. De repente, sua língua, sua úmida e maravilhosa língua, entra no meu interior e me faz amor. Oh, sim, como faz isso bem! Ofegante... Com minhas mãos agarro seus bonitos cabelos e me agito enquanto eu gemo uma e outra vez e aproveito o que o meu amor, meu marido, meu amante me faz. Quando eu acho que eu não posso mais, Eric levanta a cabeça entre as minhas pernas, olhando para mim, inclina-se sobre mim e me penetra. Sua investida é seca e forte e eu arqueio para recebê-lo, morta de prazer. Sem dar-me trégua, suas mãos seguram meus quadris enquanto me penetra de novo e de novo... Duas... Três... Vinte vezes... e eu encaixo para recebê-lo. Minhas pernas estão tremendo. Meu corpo vibra enlouquecido com suas arremetidas e quando o calor, a loucura e a paixão sobem a minha cabeça, ouço um gemido longo, viril e satisfeito. Instantes depois, outro gemido sai da minha boca e suando com o esforço, meu rapaz cai sobre mim.
  14. 14. 14 Trinta segundos depois, sufocada por ter meu gigante sobre meu corpo, murmuro: – Eric... Eu não posso respirar. Rapidamente ele rola para o meu lado direito na cama. Em sua viagem leva- me com ele, deixando-me em cima, e, com um sorriso maravilhoso, diz: – Eu te amo, pequena. – E, como sempre, pergunta: –Tudo certo? Oh, o que eu gosto! E encantada da vida e do amor, eu sorrio. – Tudo perfeito, Iceman. Entre risadas e jogos, passamos a tarde sozinhos em nosso particular ninho de amor. Eric demonstra o seu amor por mim e eu o meu por ele e a felicidade entre nós dois é mágica e maravilhosa, enquanto ocorrem nossos encontros quentes. À noite, no final de um maravilhoso jantar no restaurante do hotel, o celular do Eric toca. Depois de responder, deixa sobre a mesa e diz: – Era Roberto. Marquei com ele em seu escritório às oito da manhã. Sorrindo, eu o olho. – Bem, já sabes, é muito cedo! Ao entender o que eu disse, começa a falar quando eu o interrompo. – Ah, não... Eu disse que eu não vou. Eu quero aproveitar o sol.
  15. 15. 15 – Jud... – Pare de ser idiota e ciumento, amor. Eu quero dormir e me bronzear. – E aproximando-me do meu maridinho carrancudo, planejando um plano bajulador, murmuro: – E quando você chegar voltaremos ao o nosso quarto e vamos nos divertir, você e eu. O que você acha do plano? Eric sorri. Ele sabe que não vai me convencer e, finalmente, diz: – Ok, teimosa. Que tal voltarmos para aquela garrafa com adesivo rosa que íamos abrir?
  16. 16. 16 CAPÍTULO 2 Às seis e meia da manhã eu acordo e ouço Eric no banho. Eu quero dar-lhe um beijo antes de sair, mas estou com muito sono, então esperarei ele terminar. Mas quando eu acordo são dez e meia da manhã e só posso murmurar: – Merdaaaaa. Tombando de novo na maravilhosa e enorme cama que compartilho com o meu amor, pego meu celular e teclo: Você está bem? Eu me preocupo com o meu garoto tanto quanto ele se preocupa comigo. E um minuto depois recebo a resposta: Quando estiver com você, tudo vai ficar bem. Eu te amo. Eu sorrio como uma boba, rolo na cama e aprecio o seu cheiro nos lençóis. Espreguiço-me um pouco e, em seguida, abro o meu Facebook no meu laptop e posto uma foto minha e do Eric na praia. Dois segundos depois, meu mural está cheio de comentários das minhas amigas “As Guerreiras”. Achando graça, eu leio coisas como: "Coma seu marido!", “Se você não quiser, dê para mim!” E outro dizendo "Eu quero um Eric na minha vida." Eu rio. “As Guerreiras”, Essas amigas que um dia eu conheci através de uma rede social, estão felizes pelo meu casamento e não param de fazer piada sobre a minha lua de mel. Será que me invejam? Depois de uma ducha fresquinha, eu decido ligar para o meu pai. Eu quero falar com ele. Olho o relógio e calculo a diferença de horário. Na Espanha é de manhãzinha, mas eu sei que ele já está de pé. É como Eric, dorme pouco. Sento-me na cama, digito o número, escuto dois toques e quando tira do gancho, digo: – Oi, papaiii. Bom diaaaa!
  17. 17. 17 Ao reconhecer a minha voz, meu pai ri. – Olá, minha vida. Como está minha moreninha? – Bem, pai, Está tudo ótimo! – E depois de ouvi-lo sorrir, eu acrescento: – Este é um grande momento e eu estou me divertindo muito com Eric. – Fico feliz em saber, bonita. – É sério, pai, você tem que se animar e vir. Deveria dizer ao Bicho e Lucena que a próxima viagem tem que ser aqui. Vocês vão adorar. Meu pai ri. – Nossa, moreninha, Lucena não sai da Espanha por nada! Foi ao seu casamento na Alemanha apenas porque era você. E te digo mais! – Passou muito mal na viagem? – Não, filha, ela passou muito bem. Mas leva muito mal a questão da comida. Segundo ela, como em sua casa não se come em nenhum lugar! – Pois faça essa viagem com Bicho e sua esposa, com certeza se encantarão! – É isso mesmo... É seguro que eles gostarão Nós conversamos por um tempo. Conto-lhe mil coisas e ele me conta como vai tudo. É um pouco preocupado com a crise. Ele teve que demitir um dos seus mecânicos e isso atingiu o coração do meu pai. Quando eu consigo que sorria novamente, pergunto: – Flynn está se comportando? – Como um doce, é uma boa criança para a babá Lucía. Ele a come com beijos! - Eu sorrio ao imaginar e ele continua: – É sério, querida, ele está se divertindo com Luz e os meninos da rua. Formam uma quadrilha perigosa aqueles dois! Certamente, não vê o que aquele pequeno gosta. E ele tem bom gosto. Eu lhe
  18. 18. 18 dei presunto corrientito, e ele rapidamente olhou para mim e disse: "Manuel, este presunto está ruim?”. – Não me diga! –Te digo. E o salmorejo da Pachuca. Nossa! O deixa loquinho. -Eu sorrio. – Não tem vez que não entramos no bar que aquele garotinho não peça um salmorejo. E eu lhe digo, com Luz está ótimo. Ensinou a ele a andar de bicicleta e... – Por Deus, papai, se alguma coisa acontecer. - Eu digo preocupada. Por favorrrrrrrr, eu acabo de falar como Eric. – Calma, filha... O rapaz é difícil e embora tenha dado dois bons golpes contra o portão... – Papaaaaaaaaai... – Nada de mais, mulher. É um menino. Só esta com uns galos na cabeça e uns arranhõezinhos, mas nada de grave. É isso mesmo... Você tem que ver como anda de bicicleta. Eu sorrio ao imaginá-los. Luz e Flynn, quem teria pensado? Ainda me lembro da primeira vez que se encontraram e minha sobrinha me perguntou: "Por que ele não fala chinês?". Mas surpreendentemente, em seguida, se conheceram e se merecem. Tanto que Flynn exigiu ir para Jerez durante nossa lua de mel. – E Raquel? Eu pergunto, mudando de assunto. – Sua irmã me tira do sério, filha. Eu sorrio e tenho pena dele. Quando minha irmã voltou para Espanha depois do meu casamento, decidiu passar algum tempo em Jerez com meu pai. Eu ofereci a casa que Eric me deu, para que vivesse lá com as meninas, mas nem meu pai nem ela aceitaram. Eles querem ficar juntos. – Vamos ver pai, o que ocorre com Raquel?
  19. 19. 19 – Sua irmã está me deixando descabelado. Você pode acreditar que é a dona do controle remoto da TV? - Eu sorrio e ele acrescenta: – Estou farto de ver as fofocas, novelas e assuntos do coração. Como pode gostar tanto dessas besteiras? Sem saber o que responder e quando vou dizer algo, ele acrescenta: – E você sabe que ela me disse que, quando vocês voltarem da lua de mel para pegar Flynn, vai falar com Eric para ajudar a procurar um emprego. De acordo com ela, tem que começar a sua vida trabalhando de novo. E, claro, há também as ligações de José. – José? O que esse imbecil quer a essa hora? – Segundo sua irmã, só para ver como as meninas estão e falar com ela. – Você acha que ela quer voltar com ele? Eu ouço meu pai bufar e finalmente responde: ‘– Não, graças a Deus isso pra ela está muito claro. Saber dessas ligações não tem um pingo de graça. O idiota do meu ex- cunhado deixou a minha irmã enquanto ela estava grávida, para viver a sua vida louca. Só espero que Raquel seja esperta e não se deixe enganar por este lobo em pele de cordeiro. Tentando não falar sobre esse assunto, eu sei que o meu pai não gosta, acrescento: – E quanto ao fato dela querer trabalhar, papai eu sinto muito, mas tenho que lhe dar razão. – Mas reflita moreninha, com o que eu ganho posso manter ela e as meninas. Por que ela quer trabalhar? Convencida que entendo minha irmã e meu pai, digo: – Ouça pai, tenho certeza de que Raquel é muito feliz com você e te agradece por tudo o que pode fazer por ela. Mas sua intenção não é ficar em Jerez e você sabe disso. Quando nos falamos, ela te disse que seria algo temporário e...
  20. 20. 20 – Mas, o que ela irá fazer sozinha em Madrid com as meninas? Aqui ela estaria comigo, eu cuidaria delas e saberia que estão bem. Impotente, eu sorrio. Meu pai é tão super protetor quanto Eric. Tentando conciliar, acrescento: – Pai... Raquel tem que voltar a viver. E se elar ficar com você em Jerez, levará mais tempo para retomar a sua vida. Você não entende? Meu pai é o ser mais gentil e generoso do mundo e tento compreendê-lo. Mas eu também entendo a minha irmã. Ela quer seguir adiante e conhecendo-a, eu sei que conseguirá. Espero que não seja com José. Quarenta e cinco minutos mais tarde, depois de me despedir do meu pai, vou ao restaurante comer. Tudo está ótimo e penso no que vou fazer quando eu terminar. Coloco meu biquíni verde fluorescente que acaba me deixando mais bronzeada. Vou para praia. Uma vez lá, procuro por uma rede livre com guarda-sol e quando a vejo, me dirijo até lá e deito. Eu amo o sol! Eu retiro o meu iPod e coloco os fones de ouvido, aperto o play e meu amado Pablo Alborán canta: “Si un mar separa continentes, cien mares nos separan a los dos. Si yo pudiera ser valiente, sabría declararte mi amor... que en esta canción derrite mi voz. Así es como yo traduzco el corazón. Me llaman loco, por no ver lo poco que dicen que me das. Me llaman loco, por rogarle a la luna detrás del cristal. Me llaman loco, si me equivoco y te nombro sin querer. Me llaman loco, por dejar tu recuerdo quemarme la piel. Loco... loco... loco... loco... locoooooooooooooo.” Cantarolo, enquanto assisto as ondas que vêm e vão. Que canção maravilhosa para ouvir contemplando mar!
  21. 21. 21 Feliz pelo momento que desfruto, abro meu livro e sorrio. Às vezes eu sou capaz de ler e cantar. Algo raro, mas eu posso fazer. Mas 20 minutos depois, quando Paulo canta La vie en rose, minhas pálpebras pesam e a maravilhosa brisa me faz fechar o livro. Sem perceber, me jogo nos braços de Morfeu. Eu não sei quanto tempo eu dormi, quando de repente eu ouço: – Senhorita... Senhorita... Abro os olhos. O que esta acontecendo? Sem entender o que acontece, eu tiro meus fones de ouvido e um garçom que está diante de mim com um encantador sorriso me oferece um coquetel de Margarita e diz: – Da parte do senhor de camisa azul que está na no bar. Eu sorrio. Eric está de volta. Sedenta, bebo a bebida. É tão gostosa! Mas quando eu olho para o bar com um sorriso mais charmoso e sexy, eu me petrifico para ver quem me enviou o coquetel não é Eric. Deus, e agora?! O senhor de camisa azul em questão é um homem de cerca de quarenta anos, alto, cabelo escuro e uma sunga de listras. Ao ver que eu olho para ele, sorri e eu quero que a terra me engula. Agora, o que eu faço? Cuspo a bebida? Mas não estou disposta a fazer nada disso. Eu agradeço como bem posso. Deixo de olhá-lo e abro o livro. Mas com o canto do meu olho eu vejo que sorri e se senta em um banquinho que há no bar e continua bebendo. Por mais de meia hora me dedico a ler, mas na verdade não me intero de nada. O homem está me colocando histérica. Ele não se move, e não deixa de me olhar. No final, eu fecho o livro, tiro meus óculos de sol e decido dar um mergulho na praia. A água está agradável e eu adoro isso.
  22. 22. 22 Eu ando alguns metros e quando a água chega na cintura eu vejo que vem uma onda, como uma sereia me lanço para frente e mergulho para depois começar a nadar. Oh, sim... Que sensação maravilhosa. Cansada de nadar, finalmente flutuo de costas na água. Estou prestes a tirar a parte cima do biquíni, mas no final eu não faço. Algo me diz que o homem no bar continua me olhando, e ele pode tomar isso como um convite. – Oi. Surpresa ao ouvir uma voz ao meu lado, eu sobressalto e quase me afogo. Mãos desconhecidas me seguram rapidamente, quando consigo me levantar, me solta. Enxugando o rosto e a boca, pisco e quando vejo que se trata do homem que estava me observando, pergunto: – O que você quer? Ele, com um sorriso zombeteiro, responde: – Para começa, não quero que se afogue. Desculpe se te assustei. Eu só quero conversar moça bonita. Sem poder evitar eu sorrio. Eu sou tão boba e risonha. Seu sotaque mexicano é muito doce, mas me recompondo, me separo um pouco dele. – Ei, olha... Muito obrigada pela bebida, mas eu sou casada e não quero conversar nada com você, ou com qualquer um, certo? Ele assente e pergunta: – Recém casada? Estou a ponto de mandá-lo passear. E o que importa a ele? Respondo: – Eu disse que sou casada, então, você seria amável de sua parte me deixar em paz antes que eu fique brava e você se arrependa? Ah... E antes que insista, eu
  23. 23. 23 vou dizer que eu posso deixar se ser uma moça bonita e passo a ser uma Fera. Portanto, fique longe de mim e não me encha! O homem acena com a cabeça e quando está longe, eu ouço dizer: – Meu Deus, que mulher! Sem tirar o olho, vejo que sai da água e vai direto para o bar. Pega uma toalha vermelha, seca o rosto e vai embora. Feliz com a vida. Sorrio e nado de volta para a costa. Sento-me na areia e começo a fazer o que tanto gosto: cobrir as pernas com areia. Perdida em pensamentos, eu pego a areia molhada e a deixo cair em cima de mim, quando vejo que alguém senta ao meu lado. É uma menina. Encantada, dou um sorriso e a pequena me diz, entregando-me um balde de praia. – Quer brincar? Incapaz de recusar, concordo e enquanto o encho de areia, pergunto: – Como se chama? Ela com um precioso sorriso me olha e responde: – Angelly, e você? – Judith. A menina sorri. – Tenho seis anos, e você? Ihhh... Outra curiosa como a minha sobrinha querida Luz e com um sorriso bagunço o seu cabelo, pegando o balde. È a minha vez de perguntar: – Vamos fazer um castelo?
  24. 24. 24 Maravilhada. Eu começo a brincar, enquanto o sol me seca. Estou ficando muito... Muito morena, como meu pai diria: Igual a uma cigana! Uma hora depois, a menina vai embora com os pais e quando eu volto para a minha rede em dois segundos um rapaz mais jovem que eu senta na areia e diz em inglês: – Oi. Meu nome é Georg. Está sozinha? Sem conseguir evitar-lo dou um sorriso. Nossa!! Como se paquera aqui !!!!!! – Oi, meu nome é Judith e não, eu não estou sozinha. – Espanhola? – Sim. – Empino o nariz e acrescento: – Com certeza você gosta de paella e sangria, certo? – Oh, sim... Como sabe? Acho graça. Esse sotaque tão característico eu conheço. Olhando para ele, pergunto: – Alemão, certo? Boquiaberto me olha. – Como você sabe? Me dá vontade de dizer coisas como Frankfurt! Audi!, Mas achando graça, eu respondo: – Eu sei um pouco de alemão e reconheci o seu sotaque. Dito isto, eu pego o protetor solar e começo a passar em mim. Quando ele pergunta: – Quer que eu passe? Paro. O olho de cima a baixo e digo:
  25. 25. 25 – Não, obrigada. Eu sozinha faço muito bem. Georg assente. E vejo que ele quer falar. – Eu tenho observado você a manhã toda e ninguém sentou aqui com você, exceto eu, tem certeza que você não está sozinha? – Eu já respondi. – Eu vi que você brincou com uma menina e deu um fora em um tio. Incrível, esse moleque me observou o tempo todo? – Olha, George, eu não quero ser antipática, mas eu quero saber porque estava me assistindo? – Eu não tinha nada melhor para fazer. Estou de férias com meus pais e eu estou entediado. Você vai me deixar pagar uma bebida? – Não, obrigada. – Você tem certeza? – Absoluta, Georg. Sua insistência e juventude me fazem rir, justo quando meu celular toca. Uma mensagem. Paquerando, Sra. Zimmerman? Rapidamente me viro. Olho em volta e vejo. Eric está no bar me observando. Eu sorrio, mas ele não sorri de volta. Oops... Oops... Oops... Pelo seu olhar eu sei que está pensando no que fazes um desconhecido ao meu lado. E eu pronta para acabar com isso, eu olho para o jovem e digo: – Você vê aquele homem alto e loiro olhando para nós do bar?
  26. 26. 26 – Aquele que nos olha com uma cara irritada, diz o jovem, olhando na direção que meu dedo aponta. Sem poder evitar, solto uma gargalhada e aceno com a cabeça. – Exatamente. Bem, eu quero que você saiba quem é alemão como você. – E daí? – Só que é meu marido. E pelo o rosto dele creio não está gostando de ver você ao meu lado. Seu rosto contrai. Coitado! Eric é maior, robusto e mais alto do que ele. Olhando para mim com a cara séria, Georg levanta-se e resmunga enquanto se distancia. – Sinto muito. Desculpa. Eu estou indo. Estou certo que meus pais estão se perguntando onde eu estou. Dou um sorriso enquanto ele se vai. Então eu olho para o meu maridinho, mas ele não sorri. Eu rolo meus olhos e eu faço um sinal para que se aproxime. Isso não acontece. Eu faço uma careta e, finalmente, eu vejo que o canto direito de sua boca se curva para cima. Muito bemmm! Insisto com o dedo para que se aproxime, mas ele não vem, decido eu ir. Se a montanha não vem a Maomé, Maomé vai até a montanha. Levanto-me e então penso em algo. Com um sorriso maquiavélico, eu tiro a parte de cima biquíni e deixo-a na rede dando boas vistas para o meu marido. Caminho sinuosamente para ele. Que descarada eu sou!
  27. 27. 27 Eric me olha... me olha e me olha. Ele me come com os olhos e eu sinto calor terrível em meu atrevimento, e meus mamilos se contraem. Deus... Como pode me olha desse jeito? Ao chegar fico na ponta dos pés, beijou-o nos lábios e murmurou: – Eu senti sua falta. Ele está imóvel e observando-me. É minha intimidação particular. – Você estava muito entretida conversando com esse menino. Quem era? – Georg. – E quem é Georg? Divertindo-me ao ver seu cenho franzido, respondo: – Vamos ver, carinho, George é um menino que está de férias com seus pais. Ele estava entediado e se sentou para falar comigo. Não comece de novo com isso sobre os predadores. Eric não diz nada e eu me lembro do homem de camisa azul. Meu Deus... Meu Deus... Se ele chega a ver que ele se meteu na água comigo. Esse sim era um predador. Uma coisa é Georg, um rapaz muito jovem e outra coisa era o tipo que me enviou uma Margarita. Depois de alguns segundos meu Iceman me observa e eu estou prestes a quebrar o pescoço olhando para seu rosto, finalmente sorri e diz: – No nosso quarto, no gelo, tem algo que tem adesivo rosa. Deixo escapar uma risada e sem mais, eu corro para a minha rede. Recolho minhas coisas com pressa e quando eu volto com a língua no chão e mamilos ao vento, Eric me coloca em seus braços e depois de dar-me um beijo suave nos lábios, murmura: – Vamos aproveitar, Sra. Zimmerman.
  28. 28. 28 Naquela noite há uma festa no hotel. Depois do jantar, Eric e eu nos sentamos confortavelmente nos pufs dispostos a apreciar o show. As danças coloridas e gosto mexicano estão presentes o tempo todo e passamos um grande momento enquanto canto: “Altanera preciosa y orgullosa, no permite la quieran consolar. Dicen que alguien ya vino y se fue, dicen que pasa las noches llorando por él. La bikina, tiene pena y dolor La bikina, no conoce el amor.” Surpreso Eric olha para mim. Ele sorri e pergunta: – Também sabe esta canção? Assento e aproximando-me dele, digo: – Querido, eu já estive em vários shows do Luis Miguel na Espanha e sei todas elas! Beijamos-nos. Desfrutamos o momento enquanto os mariachis cantam La bikina e quando terminam e uma nova canção começa, um dos homens vestido de vaqueiro me convida para dançar, como outras turistas. Eu não sou preguiçosa e acabo aceitando. Diversão para mim! De mãos dadas chego à pista, onde o resto dos dançarinos e os turistas fazem o que podem com a música e eu encantada, os imito. Eu não tenho vergonha de dançar, ao contrário, aprecio como uma louca, enquanto Eric me observa e sorri. Ele parece tão relaxado, aproveita o que vê e eu estou prestes a explodir de felicidade. Mas de repente, em uma das minhas voltas, meus olhos se encontram com o homem que esta manhã me ofereceu um coquetel na praia e me seguiu até a água. O de camisa azul! Meu Deus... Meu Deus, se ele vier me abordar outra vez serei uma mentirosa. Eu fico nervosa, mas por quê?
  29. 29. 29 Rapidamente eu olho para Eric que pisca para mim, e quando vejo que o desconhecido vai diretamente para ele e cumprimenta, eu perco o meu equilíbrio e se não fosse pelo dançarino que me segura pela mão eu teria caído diante de todo o público do hotel. A partir desse momento eu não estou bem. Eu não sei nem dançar! Observo que Eric fala amigavelmente com o homem e o convidada a sentar no meu puff. Meu puff! Poucos minutos depois, a dança termina e o dançarino me acompanha até a minha mesa. Quando saio, eu olho para Eric, que me dá um beijo e diz: – Você dançou lindamente. Assento e com um sorriso artificial, eu vou dizer uma coisa, quando ele acrescenta: – Querida, esse é Juan Alberto, primo de Dexter. Juan Alberto, esta é a minha linda esposa, Judith. O outro homem, com um sorriso zombeteiro pega a minha mão e galantemente, beijando-me, dizendo: – Judith, é um prazer te conhecer... Finalmente. – Finalmente? - Eric pergunta surpreso. E antes que eu possa dizer qualquer coisa, Juan Alberto esclarece divertido. – Meu primo falou muito bem dela. Eu coro. Meu Deus... Meu Deussss. O que Dexter lhe disse?
  30. 30. 30 Vendo minha cara, Eric sorri. Sabe o que estou pensando, quando Juan Alberto continua: – Mas eu digo finalmente porque esta manhã eu tentei conhecê-la. Mas cara, que gênio tem tua mulher. Jogou-me para escanteio e me avisou que se continuasse a incomodá-la eu teria um problema muito sério. Eric sota uma gargalhada. Ele gostou de ouvir isso, mas intrigado porque eu não lhe disse nada, me olha e eu esclareço: – Eu disse que sozinha sei defender-me dos predadores. Juan Alberto ri e diz: – Oh, sim... Posso te assegurar, amigo. Deixou-me com medo. Eric se senta no puff, me senta em seu colo e me dá um abraço protetor, com sorriso zombeteiro, pergunta: – Este mexicano tentou dar em cima de você? Eu sorrio e Juan Alberto responde: – Não, cara, só estava tentando conhecer a mulher do meu amigo. Dexter me disse que estavam se hospedando neste hotel e quando eu a vi soube que essa jovem linda era Judith. Eric sorri. Juan Alberto também e, finalmente, eu também. Tudo está claro. Nós três nos divertimos bebendo deliciosas Margaritas e a música soa deliciosamente no bar. Juan Alberto é tão divertido e espirituoso como Dexter. Inclusive fisicamente se parecem. Ambos são morenos e atraentes, mas ao contrário de seu primo, não me olha com desejo. Nós conversamos... Conversamos e conversamos e descubro que Juan Alberto vai nos acompanhar para a Espanha e, em seguida, viajar ao redor da Europa. Ele trabalha projetando sistemas de segurança para as empresas. A conversa dura até duas horas da manhã, quando Juan Alberto nos diz com cumplicidade levantando-se:
  31. 31. 31 – Bem... Eu vou dormir para que vocês tenham um bom tempo e desfrutem. Eu dou um sorriso e Eric me fazendo levantar, pergunta, estendendo-lhe a mão: – Vai ao jantar organizado na casa do Dexter no México? – Eu não sei - Juan Alberto responde. – Ele comentou comigo e eu tentarei ir. Se eu não puder, nos vemos no aeroporto, de acordo? Eric concorda, Juan Alberto também e depois de me dar dois beijos no rosto, ele sai. Uma vez que estamos sozinhos, Eric coloca a boca para o meu pescoço e murmura: – Eu gostei de saber que sabe se defender sozinha dos predadores. Manhosa eu o olho. – Te disse, querido. – O que acha do Juan Alberto? Vendo seu olhar, levanto uma sobrancelha e pergunto: – Em que sentido? – Acha ele um homem sexy? Eu sorrio. Creio que entendi o que pergunta e respondo: – Só você me parece sexy. – Mmmmm... Me excita saber disso. – sussurra sobre a minha boca. Nossos olhos se encontram. Estamos a poucos centímetros um do outro e eu sei o que quero e o desejo. Sua respiração acelera e a minha também. Uhulll!
  32. 32. 32 Sorrimos e, de repente, eu sinto sua mão debaixo da minha saia longa e com calor pergunto: – O que você está fazendo? Eric... Meu Eric sorri perigosamente e com a voz baixa acrescento: – Aqui? Confirma e vejo que está brincalhão. E eu fico com mais calor. Quer me masturbar aqui? As pessoas ao nosso redor sorriem, se divertem e bebem Margaritas, enquanto ouvem o som das ondas e a música que toca. Estou olhando ao redor o tempo todo, sentada no puff em frente ao meu amor, sentindo que sua mão chega em minha coxa. Desenha círculos e em seguida chega à minha tanga. – Eric... – Shiii Histérica e nervosa, sorrio. Ai, meu Deus... Disfarçando, eu olho para ambos os lados. As pessoas estão na delas, quando Eric, chegando mais perto de mim, sussurra brincalhão: –Pequena, ninguém está olhando. – Eric... – Fica tranquila... Remove o tecido fino da minha calcinha e rapidamente um dos seus dedos brinca com meu clitóris. Eu fecho meus olhos e minha respiração fica mais profunda. Oh, Deus... Eu amo o que faz.
  33. 33. 33 A sensação do proibido me excita. Me excita muito e quando Eric mete um dos seus dedos no meu interior eu suspiro e ao abrir meus olhos me encontro com seu magnífico sorriso. – Gosta? Como uma marionete, confirmo enquanto o meu estômago se decompõe em mil pedaços. Eu não quero que pare! Ele sorri enquanto seu dedo brinca dentro de mim e as pessoas ficam alheias se divertindo ao redor do nosso jogo quente. Que sem vergonha! Mas eu gosto... Eu gosto e eu gosto e me movimento em busca de mais profundidade e prazer através da sua mão. Minha expressão excitada o faz bufar. Sim... Eu o deixo louco. Sim... E trazendo sua boca na minha sussurra tremendamente excitado: – Não se mova se não quer que percebam. Deus... Deus... Deussssssssssss, que tortura... Estou quase gozando! Mas como eu não vou me mover? Sua maneira de tocar-me leva-me a querer mais e mais e quando meu rosto revela o que eu penso, Eric puxa a mão da minha umidade e da minha saia, levanta-se, pega a minha mão e diz:
  34. 34. 34 – Vamos. Excitada... Nervosa... E disposta eu o sigo. Sigo-o até o fim do mundo! Estou surpresa quando vejo que ele não vai para o quarto. Ele vaia em direção à praia. Uma vez que as luzes do bar deixam de iluminar e a escuridão da noite e a brisa nos rodeiam, meu amor me beija desesperadamente. Desejando tocá-lo, ele desabotoa a camisa e me deleito com seu corpo. Macio, gostoso e ardente. Eu toco. Ele me toca. E o calor dos nossos corpos cresce a cada segundo. Entre beijos e toques chegamos à tenda na praia, onde são preparadas as maravilhosas Magaritas pelas manhãs. Agora está fechada e Eric quer jogar. Com pressa desata a camisa que eu amarrei na cintura e quando meus mamilos aparecem, murmura: – Isso é o que eu quero... Como um lobo faminto, se ajoelha e beija meus mamilos. Primeiro um e depois o outro. A camisa cai no chão e eu fico só de saia longa. Empolgada com o momento, eu olho para o bar onde as pessoas continuam se divertindo. Eles estão a cem metros de distância, mas não me importo se podem nos olhar. Agarro-o pelos cabelos e murmuro, colocando meu peito direito à sua boca: – Saboreia-me. Encantado, se derrete em atenções ao meu peito, enquanto suas mãos percorrem minhas pernas e sobem a saia lentamente. Quando o mamilo fica duro, sem necessidade de que eu peça, Eric presta atenção ao meu outro mamilo, enquanto sussurro: – Sim... Assim... Assim que eu gosto... Enlouquecido pelo momento, suas mãos apertam minha bunda e ouço quando minha calcinha é rasgada. Quando eu olho, ele diz se divertindo:
  35. 35. 35 – Está sobrando. Solto uma risada. Com uma puxada tira minha saia e fico totalmente nua na barraca, minha risada fica nervosa. Estou a poucos metros dos turistas do hotel, nua, com a calcinha rasgada e disposta a passar um bom tempo. Nesse momento, uma risada de mulher que não é a minha se ouve perto de nós. Eric e eu olhamos e achamos do outro lado da tenda uma mulher e um homem na mesma situação. Nós não falamos. Não há necessidade. Sem nos aproximarmos uns dos outros, cada par continua o seu tempo maravilhoso. Excita-nos sua presença. Eric me beija. Anseia minha boca como eu preciso dele. Suas mãos agarram meus pulsos e os eleva acima da cabeça. Seu corpo esmaga o meu contra a madeira da barraca, percebo sua ereção no meu estômago. Isso me excita ainda mais. Duro. Latente. Eu o quero dentro de mim, quando sussurra: – Me deixa louco. Eu sorrio. Fecho meus olhos e estou imensamente feliz. De repente, o gemido da mulher faz com que nós dois voltemos a olhar. Ela agora está no chão, de quatro, e seu companheiro penetra por trás uma e outra vez. Impossível tirar os olhos do show. Assisto a expressão da mulher. Sua boca, seu rosto, seus olhos extasiados me fazem ver o quanto desfruta me excitando ainda mais. Gosto de olhar. Olhar me excita. Olhando leva-me a querer jogar. – Gosta do que vê? Eric pergunta no meu ouvido.
  36. 36. 36 Essa pergunta me lembra da nossa primeira visita ao Moroccio, aquele restaurante tão especial que me levou em Madrid. Eu sorrio, lembrando da minha cara de horror e suspiro ao imaginar minha cara agora. Tudo é diferente. Graças a Eric que a minha percepção de sexo mudou e para o meu gosto, melhor. Agora eu sou uma mulher que desfruta do sexo. Que fala de sexo. Que joga com o sexo e já não o vê como um tabu. Assento. Sua voz cheia de erotismo, junto com o show que observamos são, na melhor das hipóteses, prazerosos, enquanto os gemidos da mulher são ouvidos cada vez mais e as investidas são cada vez mais duras e certeiras. Incapaz de desviar o olhar, noto como Eric se solta do cordão da calça de linho e as tira. Ele me vira de costas e diz no meu ouvido: – Agora a quero ouvir gemer. Sem mais, abre minhas pernas e passa sua dura ereção pela minha bunda até a entrada do meu sexo e depois de um segundo me provocando, me penetra. Ah, sim... Sim. Sua estocada é precisa e certeira como nós gostamos. Seu duro, macio e ereto pênis entra totalmente em mim e minha boceta o suga e aperta, com prazer de recebê-lo. O prazer é enorme... O calor me queima... Arqueio e meu amor, meu amante, meu alemão me agarra possessivo pela cintura, ansioso para se divertir, enquanto uma e outra vez me penetra, arrancando- nos gemidos e nos deixando loucos. Eu olho para a direita, e vejo como os que antes gemiam nos observam e sei que agora sou eu que mostro a outra mulher o meu prazer. Ah, sim... Eu quero mostrar. Eu quero que saiba o quanto eu gosto.
  37. 37. 37 A altura de Eric e a sua força me levantam do chão várias vezes e eu me agarro a madeira da tenda para que ele continue entrando e saindo de mim. Eu gosto da maneira que ele faz. Uma e outra vez ele faz. Eu gosto. Ele gosta. O outro casal gosta, até que minhas forças acabam, meu corpo torna-se uma gelatina e me deixo ir com um gemido de prazer. Eric chega momentos depois ao prazer com um suspiro rouco. Durante alguns segundo permanecemos quietos, sem nos movermos. Estamos exaustos, até que um movimento nos faz voltar à realidade e ver que o outro casal está se vestido e, depois de um aceno, eles se vão. Eric, ainda me abraçando, puxa o pênis dele de dentro de mim. Beija minhas costas e quando vê que eu me encolho, me vira e me levando em seus braços, murmura: – O que você acha de um mergulho na água? Ah, sim... Com ele me apetece tudo e sem hesitação, aceito. Eu adoro senti-lo natural. Eu amo senti-lo tão natural. Tão pouco duro. Tão pouco sério. Nus, felizes e de mãos dadas, corremos para a praia. Na chegada, ambos mergulhamos e quando nossas cabeças emergem da água, meu amor me abraça e depois de me beijar, sussurra: – Cada dia estou mais louco por você, Sra. Zimmerman. Eu sorrio. Como não sorrir... Babar... e gritar de alegria. Pedaço de marido que eu tenho! Enrosco minhas pernas em torno de seu corpo e percebo que sua ereção começa a crescer novamente, com olhar engraçado olho para meu insaciável, gostoso, quente marido e sussurro:
  38. 38. 38 – Peça-me o que quiser.
  39. 39. 39 CAPÍTULO 3 Depois de 20 dias em nosso paraíso particular, onde tudo é mágico e divertido, chegamos à Cidade do México, Surpreendida, olho da janela do carro para as ruas lotadas de gente. Eric fala ao telefone com sua expressão séria de costume, enquanto o motorista dirige a impressionante limusine. Quando chegamos a um dos mais modernos edifícios de arte, um homem de uniforme abre a porta. Saúda Eric e rapidamente chama o elevador. Quando estamos no décimo oitavo andar e as portas se abrem, vejo que Dexter vem a nosso encontro. Seu quente sorriso me faz ver o quão feliz ele esta com a nossa visita. – Olhem para voçês, que lindos e morenos estão os noivos. - Todos sorrimos e o mexicano, pegando a minha mão, acrescenta: – Deusa, que bom vê-la novamente. – E quanto a mim? – ouço Eric protestar. Dexter bate a mão contra ele, e com conhecimento de causa, sussurra: – Desculpe, cara, mas eu gosto mais da sua esposa do que de você. Achando graça, eu me aproximo dele, me agacho até sua cadeira de rodas, e lhe dou dois beijos na bochecha. Dexter, feliz por nossa chegada, depois de nos cumprimentar olha para uma mulher que está ao seu lado e nos apresenta: – Esta é Graciela, minha assistente pessoal. Eric já conhece. – Bem-vindo, Sr. Zimmerman, diz garota morena. Eric a cumprimenta e, com um sorriso inocente, responde: – Prazer em vê-la novamente, Graciela. Tudo bem com este homem duro? A jovem de cabelo escuro olha para Dexter com um tímido sorriso e murmura: - Agora mesmo está tudo perfeito, senhor.
  40. 40. 40 Dexter, se divertindo, depois de escutá-la, me olha e diz: - Judith é a mulher de Eric e estão passando para nos visitar depois de sua lua de mel. -Encantada Sra. Zimmerman e parabéns pelo casamento – me parabeniza a garota, me olhando. - Por favor – digo rapidamente, enquanto estico minha minissaia – me chame de Judith – pode ser? A jovem olha para Dexter, ele assente e eu acrescento: - Não olhe para ele nem para meu marido. Não preciso que deem sua autorização para que possa me chamar pelo meu nome, de acordo? Sorrio. A mulher sorri e Eric conclui: - Já sabe, Graciela... chame-a de Judith. - De acordo, Sr. Zimmerman – A garota sorri e me olhando, acrescenta: - Encantada, Judith. Nós duas sorrimos e isso me tranquiliza. Que me chamem continuamente de senhora ou de senhora Zimmerman, não é algo que me deixa louca. É mas como algo que cheira mal, como odor ranço. Resolvido isso, observo Graciela e deduzo que deve ter poucos anos a mais que eu. Seu aspecto é elegante e do meu ponto de vista é bonita. Cabelos escuros, olhos cativantes e uma doçura que relaxa. Agora sim, seu forte não é moda. Veste- se muito antiquada para uma jovem da minha idade.
  41. 41. 41 Uma vez que nos cumprimentamos, entramos em um salão arejado. Sem obstáculos para que Dexter possa se mover bem ali com sua cadeira de rodas. Durante uma hora nós quatro conversamos cordialmente e recordamos do casamento. Dexter me pergunta por minha irmã e quando fala seu nome pela quarta vez, olho para ele e esclareço: - Dexter..., fique longe da minha irmã. Eric e ele soltam uma gargalhada que eu de certo modo entendo. Não quero nem pensar o que aconteceria com Dexter se tivesse um compromisso com minha irmã e propusesse a ela alguma de suas coisas. O bofetão é garantido. Sorrio sozinha pensando nisso. Eric, que sabe o que penso, ao ver meu sorriso diz: - Fique tranquila, Jud. Dexter sabe muito bem com quem deve ou não sair. Concordo. Quero que isso fique claro quando o maldito do Dexter pergunta: - Deusa, tem ciúmes de sua linda irmã? Com diversão olho para ele. Eu, ciúmes da minha irmã? Por favorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr, sim adoro a Raquel! Disposta a deixar claro, respondo: - Não. Simplesmente cuido dela. Dexter sorri. - Tu és muito linda minha querida Judith.
  42. 42. 42 - Obrigada, lindo – eu provoco -. Mas para sua integridade física deixe a minha irmã de lado. Quem avisa amigo é! Lembrei-o! Nós três rimos, conscientes do que nós referimos e logo me dou conta de que Graciela não o faz. Não sorri. Seus olhos se enchem de lágrimas por um momento e ela olha para o chão. Depois de duas inspirações, volta a levantar a cabeça e seus olhos voltam ao normal. Nossa... que capacidade de recuperação e sobretudo, quão forte é o que acabo de intuir! Viva o sexto sentido das mulheres! Só precisei de alguns minutos com Graciela pra me dar conta que ela esta caidinha por Dexter. Pobrezinha. Fiquei com pena dela Instantes depois a jovem se despede e sai. Quando nós três permanecemos sozinhos no enorme salão, Dexter nos pergunta como fomos tratados no hotel durante a lua de mel. Meu menino me olha e eu sorrio como uma boba. Tem sido fantástico. A melhor viagem da minha vida. Eric me ama como nunca pensei que um homem pudesse me amar e eu estou completamente caidinha por ele. Entre risadas e cochichos, Dexter nos pergunta se temos jogado em nossa lua de mel, e eu respondo que temos jogado muito... muito... muito..., mas que tem sido jogos somente entre meu marido e eu. Oh Deus..., só de recordar meu coração dispara. O hotel...
  43. 43. 43 A cama... Seus olhos... suas mãos... Aquelas conversas quentes e mórbidas... Ao me escutar e em especial ver meu rosto, Eric sorri. Diz que em minha expressão se vê claramente o que penso e sem dúvida alguma adivinhou meus pensamentos. Ao ver como nos olhamos, Dexter, astuto como sempre, pisca com um olho para mim, olhando minhas pernas bronzeadas. - Deusa... quando você quiser estou pronto para jogar. Isso me faz sentir ainda mais calor. Os jogos de Dexter são muito quentes e mórbidos, ao ver o gesto de Eric sorrio. Meu marido está sempre disposto. Mas nossa excitante conversa é cortada quando toca um telefone e segundos depois Graciela entra com ele na mão. Dexter responde e Eric aproximando-se de mim, comenta: - Te vejo acalorada, docinho, o que está acontecendo? Mas que sem vergonha é esse cara. Sem poder evitá-lo, sorrio e antes que eu possa responder passa a mão por minhas pernas e murmura em tom meloso: - Se você quiser, eu estou disposto... Uauuuuuu, que calor... que calor! Sei a que se refere e entro no sufoco da morte.
  44. 44. 44 Sexo! Como sempre que a ocasião se apresenta meu estômago contrai e minha vagina se lubrifica em décimos de segundos e estou me convertendo em uma besta sexual. Quão forte! Quem diria que eu gostaria desse jogo? Definitivamente, estou me tornando uma louca do sexo. Mas o certo é que eu gosto e me apetece. Meu desejo cresce em um instante e somente de observar como me olha o meu recém-estreado maridinho, já estou a cem e quero jogar. Meu garoto sorri. Eu também. E disposta á diversão, sussurro com sensualidade, sem que Graciela me ouça. - Rasga minha calcinha. Oh , Deus, o que eu disse? Logo o olhar azul do meu Iceman se torna intenso e mórbido. Uauuuuu! De cem eu passei pra duzentos e do jeito que me olha sei que ele está a quinhentos. Sou consciente que ele fica louco com o meu descaramento e minha entrega. Sorrio do jeito que sei que lhe esquenta o sangue e astuto murmura algo que os mexicanos dizem muito: - Saborosa! Quando Dexter termina a chamada e entrega o telefone para Graciela, ela sai e Eric diz:
  45. 45. 45 - Dexter..., que horas chegam os convidados para o jantar? Seus olhares se encontram e sei que eles se entenderam perfeitamente. Esses dois! - Faltam três horas – responde encantado. Eu sorrio. Dexter levanta as sobrancelhas, com cumplicidade, depois passa seus olhos com descaramento por meus peitos já duros e pergunta: - Que vocês acham de irmos a um lugar mais íntimo? Tumtummmmmmm.... Tumtummmmmmm.... Meu coração dispara. Sexo! Nervosa, me levanto e Eric pega minha mão com força. Eu gosto muito dessa sensação. Caminhamos depois de Dexter e me surpreendo quando entramos em seu escritório. Acreditei que iríamos para um quarto. Uma vez que Eric fecha as portas, fico de boca aberta quando o mexicano aperta um botão na biblioteca e esta se movimenta para a direita. Devo ter uma cara assustada porque Dexter diz: - Deusa..., bem vinda ao quarto do prazer. Sem soltar minha mão, Eric me guia. Entramos nesse escuro lugar e quando a biblioteca fecha atrás de nós, uma luz delicada e amarelada se acende. Morbidade em estado puro. Meus olhos se adaptam a penumbra e vejo um espaço de uns trinta metros com uma cama, uma jacuzzi, uma mesa redonda, uma cruz na parede, gavetas e várias coisas penduradas nas paredes. Ao chegar perto, vejo que são cordas e brinquedos sexuais. Sado! Eu não quero Sado. Minha cara deve ser um poema, pois Eric, aproximando de mim pergunta: - Assustada?
  46. 46. 46 Nego com a cabeça. Com ele nada me assusta. Sei que nunca permitiria que eu sofresse e menos ainda me obrigaria fazer nada que não quero. Dexter, sentado em sua cadeira, se aproxima de um aparelho de som e coloca um CD. Instantes depois o quarto se inunda com uma canção instrumental muito sensual. Quente. Em seguida se aproxima da mesa redonda e Eric me beija. Enfia sua língua dentro da minha boca e eu desfruto... desfruto e desfruto, enquanto planta suas mãos no meu traseiro e o aperta com prazer. O calor me movimenta e meu corpo reage diante do seu contato em décimos de segundos. Durante vários minutos no beijamos e nos tocamos. Sou consciente de que Dexter nos observa e desfruta. Quando estou total e completamente excitada por meu lindo marido, ele abandona minha boca e diz, enquanto senta na cama: - Fique nua, docinho. Os olhos de ambos os homens me comem, enquanto observo que Eric não tira a roupa e nem Dexter. Somente me olham e esperam que eu faça o que ele me pediu. Sem duvidar um instante, abro o botão e o zíper da minissaia e peça cai no chão. Os dois cravam os olhos em minha calcinha, mas eu não tiro. Dexter faz um movimento com a mão e ao entendê-lo, giro o corpo e lhes mostro minha bunda. - Mãezinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa – murmura o mexicano. Quando volto a olhá-los de frente, tiro lentamente minha blusa de alcinhas que uso e me coloco diante deles vestida somente com roupa íntima e sapatos de saltos altos. Os conheço e sei que gostam que eu use estes sapatos. - Coloque as mãos na cintura e separe um pouquinho as pernas – diz Dexter. Faço o que me pedem, enquanto minha respiração se acelera e Eric diz:
  47. 47. 47 - Toque seus seios. Com sensualidade, levo minhas mãos até eles, por cima do sutiã, os aperto e os massageio enquanto os dois me olham de cima a baixo e eu queimo de desejo. Estou sendo observada por dois homens que querem me penetrar. Estou sendo observada e quero que me observem porque me excita. Minha respiração se acelera. Desejo que me toquem. Dexter se aproxima e sem se mover, murmura: - Ainda me lembro como aquela mulher na Alemanha desfrutava do seu corpo e você suspirava. Foi incrível. Não vejo o momento de voltar a ver. Recordar isso me faz suspirar. Eu gosto muito de Diana, a mulher alemã que Dexter falava. Sua maneira de me possuir é tão exigente que pensar nela me lubrifica mais. Eric sabe disso. Saber disso o excita. Nós temos falado durante nossa lua de mel e está tão desejoso como eu para voltar a ficar com ela. Agora, ao ver meu gesto, diz: - Você verá amigo. Eu sei que Jud está desejando repeti-lo Dexter solta a respiração e assente. Depois se dirige a lateral do quarto onde tem um frigobar e vejo que pega uma garrafa de água e um potinho com algo vermelho. Minha curiosidade me pede e eu pergunto. - O que tem no pote? Dexter destampa e me mostrando, responde: - Cerejas vermelhas! Eu amo! Sem mais, coloca uma na boca, mastiga, saboreia e murmura: - Hum..., que doce!
  48. 48. 48 Eric, ao ver minha expressão, sorri e Dexter, depois de deixar a água e o pote de cerejas sobre a mesa, abre uma das gavetas da mesa lateral, pega uma caixa e uma máscara, entregando-os a Eric, e diz: - Faça isso. Eric pega a máscara, se aproxima de mim e depois de me dar aquela olhada que me deixa louca, me beija e a coloca. Meu mundo se torna escuro. Não vejo nada e ouço o que Dexter pede: - Senta ela na mesa. Meu garoto me guia e quando sento onde Dexter tinha dito suas mãos já estão nos meus joelhos. Os toca e o ouço dizer: - Deite-se docinho. Faço o que ele me pede. A mesa está dura e não vejo nada. Não sei onde Eric está e isso me deixa um pouco desconcentrada. Um dedo passeia nesse momento por minha calcinha e meu estômago se desfaz. Estou quente. Excitada e totalmente exposta a eles, enquanto ouço como a cadeira de rodas de Dexter dá a volta ao redor da mesa. - Deusa..., seu cheiro de sexo me deixa louco, mas quero que seja teu homem quem rasgue sua calcinha para mim e me convide a pegar de ti tudo que eu fantasio. Instantes depois eu sinto a boca de Eric no meu umbigo. Reconheço-a. Ele o beija. Deixa uma trilha de beijos de lá até o inicio de minha calcinha, toca minhas coxas com deleite e depois a tira. Acelerada e com a respiração ofegante, tenho a boca seca e murmuro: - Tenho sede. Um cubo de gelo corre sobre meus lábios. Abro a boca disposta que seu frescor me sacie e Eric diz perto, muito perto de mim: - Dexter, te convido a tomar tudo o que queres de minha mulher.
  49. 49. 49 - Obrigado, cara, o farei encantado. Minha boca, úmida pelo gelo, se seca em questão de segundos quando de repente sinto que derrama água fresca sobre meu sexo. Uma toalha suave me seca e a voz de Eric murmura: - Agora está pronta, meu amor. Meu coração vai sair pela boca. Estou tremendamente excitada e coberta pela máscara, pergunto: - Você gosta do que vê? Com delicadeza, Eric se deita sobre mim na mesa, abre o sutiã e tira deixando meus peitos no ar, antes de beijá-los contesta: - Me deixa louco, pequena. Quando deito totalmente nua na mesa, sinto que Eric se afasta e em seu lugar Dexter se coloca entre minhas pernas, sentado em sua cadeira. Ele as agarra e coloca sobre seus ombros, e diz: - Que maravilhoso manjar me ofereces, bela. Estremeço. Sei o que vai ocorrer e solto um gemido. Sem me dar trégua, Dexter passeia sua mão sobre minha tatuagem e quando presumo que tenha lido, sussurra: - Peço que se entregue a mim. Enlouquecida por sentir-me tão desejada, me movo sobre a mesa à espera que me devore, quando de imediato me diz: - Coloque os pés no chão. Vire-se e deite sobre a mesa. Faço o que me pede. Viro e quando meu rosto toca a madeira, minha bunda fica exposta e me dá vários açoites. - Avermelhado...assim... vermelhinho para mim.
  50. 50. 50 Meu traseiro arde depois das açoitadas. Sei que Eric olha e controla, logo sinto a mão de Dexter separando as bochechas da minha bunda e diz, enquanto aplica lubrificante em meu ânus: - Hoje vamos jogar outra coisa. Outra coisa? Que coisa? Estou a ponto de protestar, quando sinto as mãos de Eric em meus ombros e sussurra no meu ouvido lentamente: - Não se mexa. Sua voz me tranquiliza e noto como Dexter introduz algo em meu ânus e com uma voz carregada de morbidez, sussurra: - Essas bolas anais aumentarão o teu e o nosso prazer..., já verás. Deitada sobre a mesa permito que introduza bola por bola no meu interior, enquanto ele me excita por ele, deixo-o fazer. Deus como eu amo ser seu brinquedo! Dexter se diverte com meu ânus e as bolas. A cada uma que introduz, me dá um tapa, seguida de uma terna mordida e uma massagem em minhas nádegas. Oh, sim..., eu amo o que ele faz. Uma vez terminado, sinto meu ânus completo. É uma sensação rara, mas eu gosto. - Deusa, deite-se sobre a mesa como estava antes. Com o traseiro vermelho, cheio de bolinhas, a máscara tampando meus olhos, faço o que me pede. - Eric..., posso saborear sua mulher agora? Meu coração, tumtum...tumtum..., acelera mais a cada segundo.
  51. 51. 51 Eles são dois mórbidos e experientes jogadores e me deixam louca sem quase ter me tocado. Abro a boca para respirar e solto um suspiro quando ouço Eric dizer: - Saboreie tudo o que quiser. Não vejo seus olhos... Não vejo seu olhar... Não vejo sua expressão... Mas imagino e seu tom de voz me faz saber que desfruta muito deste momento. Eu gemo enlouquecida e minhas respirações fortes se ouvem no quarto. Oh, sim.., sim... Não quero que parem... Quero que joguem... Quero que me saboreiem... Quero que me fodam. Dexter abre minhas coxas e fico totalmente exposta diante dele; então sinto que algo redondo e pegajoso passa por meu clitóris e Dexter diz: - Cerejas vermelhas e Judith. Uma explosiva e maravilhosa mistura. E sem mais, sinto como seus dentes prendem a cereja e começa apertá-la contra mim. A dureza e a suavidade da fruta contra a pele golpeiam e estremece com deleite por meu clitóris e eu suspiro enquanto Dexter move a boca com destreza e a cereja me esquenta e estimula em décimos de segundos. Percebo que solta a cereja e ela escorrega pelo meu sexo, enquanto ele toca meu clitóris com a língua para depois voltar a pegar a fruta e repetir a ação. Oh Deus..., oh Deus! Meu corpo reage. Suspiro... e enlouqueço quando a boca de Eric toma a minha.
  52. 52. 52 Me beija... Me desfruta... Me deixa louca... Enquanto Dexter suga meu inchado clitóris e eu levanto a pélvis da mesa, disposta a oferecer mais a ele. - Assim..., amor..., assim..., - murmura Eric ao notar a minha entrega. Durante vários minutos sou o manjar dos dois sem poder ver nada. Só sei que um desfruta entre minhas pernas e o outro desfruta com minha boca. Mas o melhor sou eu que desfruto dos dois. Que maravilha! Logo, Eric se retira da minha boca. Levanto o pescoço em sua busca, mas não o encontro e com a máscara, não o vejo. Quero seus beijos... Quero seu contato... Quando sinto jogam água de novo sobre meu sexo, sei que vão trocar o jogo Dexter se retira e ouço a cadeira circular a mesa até chegar à altura da minha cabeça. Segura minha mãos e depois de beijar os nós dos dedos, murmura: - Agora você vai receber o que eu não posso te proporcionar. As mãos de Eric me tocam. As reconheço. Sorrio e segurando firme minhas coxas as separam com força e com uma estocada certeira me penetra de uma vez. Seu gemido viril me deixa louca. Minha respiração acelera. Dexter solta minha mãos e Eric levantando-me da mesa, diz, tirando a máscara: - Encaixe-se em mim. Arrepio...
  53. 53. 53 Suspiro... Enlouqueço. Enquanto o homem que adoro me penetra uma e outra vez e olho em seus olhos sem necessidade que o peça. Oh Deus, seu olhar! Seus olhos me perfuram, falam, me dizem o que querem, enquanto Dexter bate na minha bunda deixando-a avermelhada como ele gosta. De novo, Eric me penetra e nesse instante, Dexter tira a cordinha das bolas anais. Tira uma e me dá um tapa. De boca aberta pelo que estou sentindo, dou um grito. Isso os enlouquece. Eric sorri e me agarra com força, voltando a me penetrar. Nova penetração. Nova retirada de bola e tapa. Novo grito meu. Uma a uma, as suaves bolinhas saem de mim, e eu me entrego enlouquecida, enquanto Eric me tem entre seus braços, me olha e murmura: - Assim...docinho...assim. Olhe pra mim e desfrute. Quando saem de mim todas as bolas anais que Dexter colocou, este vai para o lado e Eric toma a iniciativa do nosso momento. Caminha até a parede me apoia nela e devorando minha boca como só ele pode fazer me penetra uma e outra vez... e outra vez. Sua força me parte em duas, mas eu gosto. Suas mãos apertam minha bunda enquanto eu o recebo e abro mais e mais para ele. Nossa alegria é imensa. Não quero que acabe. Quero que suas penetrações durem eternamente. Seus gemidos secos me enlouquecem e quando acredito que vamos explodir soltamos um gemido ao mesmo tempo e depois de uma ultima investida, gozamos e nos deixamos levar pelo prazer.
  54. 54. 54 Com seu pênis alojado dentro de mim, esgotada apoio minha cabeça em seu pescoço. Adoro seu cheiro. Seu contato. Fecho os olhos e me abraço mais a ele, enquanto meu amor me abraça também, sei que ele sente tudo o que sinto. Após alguns instantes, nossas respirações se normalizam e como sempre pergunta no meu ouvido: - Tudo bem? Concordo e sorrio. Eric caminha até a mesa e me deixa sobre ela. Quando se afasta de mim, Dexter se aproxima e segurando minha mão beija os nós dos meus dedos e murmura: - Obrigado, deusa. Eu sorrio e sem um pingo de vergonha por minha nudez, pego a calcinha que está sobre a mesa e enquanto coloco, desejando uma ducha, respondo: - Obrigada, lindo. Duas horas mais tarde, depois de tomarmos um banho no quarto que nos foi atribuído e nos arrumamos para o jantar, eu e meu garotão voltamos para o salão que já está cheio de gente. Não conheço ninguém, mas todos me cumprimentam com um grande sorriso. São a família e os amigos de Dexter. Eric conhece todo mundo e me surpreende vê-lo tão relaxado e feliz. Claro, quando ele quer o fodido é um amor! A família de Dexter é encantadora e seus pais são maravilhosos. Como tratam Eric, pode-se ver que eles o consideram muito e quando me apresentam como sua mulher, eles me abraçam e com doces gestos mexicanos, me mimam e me dizem coisas maravilhosas. Sem demora, todos me cumprimentam, tios, primos e amigos de Dexter me fazendo sentir muito especial. Eles me lembram do povo de Jerez, acolhedor e
  55. 55. 55 carinhoso. Sorrio quando vejo Eric com o bebê da irmã de Dexter nos braços e me olha. Oh Deus! Como coça meu pescoço! Quando me vê coçando, meu Iceman solta um gargalhada e eu sorrio também. Logo vejo um rosto amigo, o primo de Dexter! Com um sorriso encantador Juan Alberto cumprimenta Eric e se aproxima de mim, o recém-chegado me olhando pergunta: - Posso te cumprimentar sem que minha vida corra perigo? Eu sorrio. Cada vez que lembro as coisas que disse aquele dia ao pobre coitado tenho que rir, mas gosto de ver que ele reagiu bem. Se fosse eu, com meu mau jeito, ainda estaria o crucificando. O encontro com essas pessoas é agradável e logo observo Graciela a assistente de Dexter. A jovem permanece em segundo plano. Neste momento, se aproxima de nós, Cristina, a mãe de Dexter e pegando o braço do sobrinho Juan Alberto, ao qual chama carinhosamente de Juanal, lhe pergunta: - É verdade que você vai com eles para a Espanha amanhã? - Sim, tia. - E você vai fazer o que? Se é que posso saber! Juan Alberto sorri e com carinho responde: - Quero visitar a Espanha e alguns países da Europa para ver se posso expandir meu negócio. - Mas em breve você voltará certo? - Claro que voltarei tia! Minha empresa é aqui e minha vida é no México.
  56. 56. 56 Vejo que a mulher balança a cabeça. Não sei o que pensa, mas não parece muito convencida do que ele diz, quando ouço o que Dexter diz se divertindo: - Eu também vou, mãezinha. Eu ri. Divirto-me com Dexter e suas caras de diabinho. - E o que você vai fazer lá, sem vergonha, você passa metade da sua vida fora. - Mamãe... mamãezinha linda, minha empresa é internacional e requer que eu viaje muito. Mas desta vez fique tranquila, Graciela me acompanhará. O rosto da mulher se transforma. Sorri e encantada diz: - Oh, eu gosto mais disso. Ela controlará mais os seus horários. Volto a rir. Para controlar Dexter nem Deus. Quando eu acho que a mulher vai desistir, me olha e diz: - Querida...arrume um boa mulher para meu sobrinho. Juanal necessita de uma bonita e carinhosa esposa, que cuide dele e o mime. - Escuta... aproveite e arrume uma para mim também – se diverte Dexter. Sua mãe olha para ele, diante de todos, abaixa a voz e cochicha: - Você se quisesse já tinha! Já te disse mil vezes. Dexter disfarçando o olhar olha para Graciela que está com o filho de sua irmã nos braços, e murmura: - Mãezinha, pare com isso. Juan Alberto ao ouvi-lo, olha para sua tia e apontando para um par de amigos de Dexter estão ali, diz: - Tia, o que menos necessito é uma esposa. Agora que voltei a ficar solteiro posso ter muitas...
  57. 57. 57 - Deixe de ser um idiota e arrume uma mulher nas condições certas. É isso que você precisa! – diz a mulher e olhando para mim acrescenta: - Eu não sei o que acontece com essa juventude. Ninguém quer ter algo tão bonito como você e Eric. - É que Judith é um amor, Cristina – esclarece Eric me agarrando pela cintura. – Mulheres como a minha pequena não tem muitas... pode acreditar. Por isso quando a conheci a amarrei ao meu lado até que consegui que fosse minha mulher. Plofttttttttt! E Ploftttttttttt! Se me cortar com uma faca, não sangro. Mas que coisa mais bonita e romântica que disse meu marido. Como o devoro... ah o devoro com meus beijos! Muito apaixonada, apoio a cabeça em seu braço e respondo ao ver a carinhosa expressão da mulher: - O bonito é encontrar alguém especial e eu tive a sorte de conhecer o Eric. Meu menino ao ouvir minha resposta me aperta mais a ele e Cristina pergunta: - Não tem uma irmã para apresentar ao Dexter? A gargalhada que Eric solta é tão monumental que Dexter diz: - Sim, mamãe, ela tem, mas segundo a Judith, sua irmã não me convém. - Ela é tão má? Agora que dá gargalhadas sou eu e respondo: - Não, Cristina. Especificamente é muito boa e inocente para seu filho. Antes que me perguntem mais coisas sobre minha irmã, Dexter pega a mão de sua mãe e leva todos para mesa onde jantaremos.
  58. 58. 58 Durante a noite, várias amigas de Dexter, por certo umas assanhadas, nos acompanham. Para o meu gosto são umas escandalosas e acredito que para o gosto de Cristina, a mãe do anfitrião, também são. A maneira que se aproximam de Dexter e Juan Alberto não é certa e quando pensam de fazer com Eric, dou um olhar de “arranco seus olhos” e no final passam por ele. Eric sorri! Depois do jantar, passamos ao enorme salão, onde bebemos e conversamos. E como sempre acontece nas festas de família, ao final, Dexter pega sua guitarra, chama seu pai e sua mãe, formando sua banda, e começam a cantar músicas típicas. Estou certa que se a festa fosse à Espanha, meu pai e o Bicho cantariam uma das nossas músicas típicas. Que talento! Alucinada, escuto a mãe do Dexter e sua voz relembra tristemente a desaparecida Rocío Dúrcal. Que força tem essa mulher para cantar o que propôs! Meu pai tem todos os seus discos e sorrio ao relembrar como cantarolavam meu pai e minha mãe. Que lindas recordações! Uma vez que terminam a canção os aplaudo, e sem pestanejar peço que cantem Se nos Dejan. Eric me olha e sorri. Oficialmente é a música de nossa lua de mel. Cristina não hesita por um segundo e Dexter se junta a ela. Oh Deus... Que lindo! Que vozes incríveis eles tem! Sentada sobre meu marido, que me agarra com força, escuta essa bonita, romântica e apaixonada música. Quando terminam, Eric me beija e fala no meu ouvido: - Te amo pequena. Depois de várias canções, me fazem cantar uma minha.
  59. 59. 59 Sou espanhola! Minha mãe... minha mãe...vou morrer! Eric me olha e sorri. Ele sabe que quando se trata de farra eu sou um terremoto! Eu canto Macarena e eles morrem de rir. Mas todos conhecem! Quando acabamos a música com seus correspondentes passos de dança, o pai de Dexter, que toca muito bem, pega a guitarra e toca uma rumba e eu mais alegre que umas castanholas, começo a dançar no estilo Rosarillo Flores jogo meu cabelo e uso todo o talento que tenho dentro de mim. Viva o poder espanhol! Quando termino, Eric aplaude orgulhoso e todos o parabenizam pelo talento que tem sua mulherzinha. Quando estamos mais tranquilos, fixo meu olhar em Graciela e vejo como ela observa Dexter se movimentar pelo salão. Dá pena. Sei que sofre por seu chefe, mas não pode fazer nada para alcançá-lo. Enquanto Eric conversa com os pais de Dexter, decido dar uma volta pela festa e acabo ficando ao lado de Graciela, que me olha e sorri, ainda em seu olhar vejo algo que não tinha visto pela manhã: ressentimento. Sim, quando ela olha para Dexter o faz com autêntica admiração. Ah, que bonito! Isso me faz sorrir e pergunto me concentrando nela: - Quanto tempo trabalha para Dexter? A jovem me olha diretamente e responde: - Uns quatro anos. Concordo. Quatro anos são muitos anos para desesperar e curiosa, pergunto: - E como é Dexter como chefe? Ela timidamente retira o cabelo do rosto e com resignação diz:
  60. 60. 60 - É um bom chefe. Ocupo-me que esteja bem em sua casa e que não te falte nada. Sorrio consciente que ainda que fosse um tirano nunca me confessaria. Uma dor na minha barriga me faz xingar. Foda-se! Tenho certeza que ficarei menstruada. Quando estou perdida em meus pensamentos, a jovem fala em voz baixa: - Em algumas ocasiões é desconcertante, mas agora mesmo com a visita de vocês e essa festa, está muito feliz. Ele gosta muito de vocês. Seu sorriso, sua atitude, seu olhar me fazem saber que é uma boa garota e tentando estreitar os laços que me fazem unir a ela, acrescento: - Sabia que o Eric era meu chefe também? Ele se comportava como o Dexter. Isso a surpreende e prestando atenção em mim pergunta: - O Sr. Zimmerman era seu chefe? - Sim, mas eu trabalhava em seu escritório não em sua casa. Sua atitude muda e imediatamente me vê de igual para igual. - Então me alegra duplamente, que seu amor pode ser real. Que lindo! - Obrigada Graciela! Eric e Dexter nos olham do grupo onde estão. Sei que cochicham e sorriem enquanto Graciela fica corada. Gostaria de perguntar a jovem muita coisa, mas me contenho. Não quero ser uma intrometida como minha irmã, nem eu mesma me perdoaria. Por isso para cortar minha veia de detetive digo algo para fugir: - Preciso ir ao banheiro, me diz onde fica? Graciela concorda. Caminhamos por um corredor muito amplo, quando para, abre uma porta e diz: - Te espero aqui para voltarmos juntas, tudo bem?
  61. 61. 61 Concordo e entro no banheiro. Mãe de Deus! Eu fiquei menstruada! Consciente de que isso sempre é inconveniente abro a porta e digo: - Graciela pode me arrumar um absorvente? - Agora mesmo! Já vou trazer. A jovem desaparece. Eu fico no banheiro pensando nos familiares e na famosa menstruação quando Graciela volta e me entrega o que pedi, sorrio. Neste momento não sinto dor, mas sei que em algumas horas estarei retorcendo de dor. Quando termino abro a porta e saio. A jovem me olha. Conheço esse olhar. Sei que deseja algo e lhe pergunto diretamente: - Quer saber alguma coisa? Ela concorda e disposta a sanar suas dúvidas a incentivo: - Vamos.... pergunte. Olhando para todos os lados, Graciela abaixa a voz e vermelha como um tomate, diz: - Dexter viaja muito para a Alemanha, ele tem alguém especial ali? Ah pobre menina! Agora entendo toda sua angustia e desejando abraçá-la, contesto: - Se você refere a uma mulher, não. Não tem nenhuma especial. Seu gesto muda. Minha resposta a faz sorrir e agarrando-a pelos braços decido deixar de meias palavras e a empurro para o banheiro, depois que tranco a porta digo a ela: - Só estou aqui há algumas horas e já percebi que você gosta muito do Dexter. - Deu para perceber?
  62. 62. 62 - Intuição feminina Graciela. Raramente falha. Já sabe que nós mulheres temos um pouquinho de bruxa. Nós sorrimos conscientes de nosso sexto sentido. - E quanto a sua pergunta, te digo que na Alemanha não tem nada especial. Te digo isso por que sei que é assim de fato. Ficando vermelha até não poder mais, concorda. Sei que tem um grande peso em suas costas, mas sem poder evitar, pergunto: - Ele sabe? Envergonhada encolhe os ombros e responde: - Não sei. Às vezes penso que sim pelo jeito que me trata, mas outras vezes creio que nem sabe que existo. Gostei dele desde o primeiro momento que o vi prostrado na cama. O notei porque me recordou o um cantor mexicano chamado Alejandro Fernández. Você conhece? - Uiii, sim...um pedaço de homem! Nós concordamos e divertidas por nosso gesto, prosseguiu: - Eu trabalhava nos hospital quando sua família me ofereceu esse trabalho, não hesitei Era uma maneira de permanecer perto dele. Foi amor a primeira vista.- Eu sorri.- Mas acredito que ele nunca me notou. Me trata bem, é justo e correto com tudo que preciso, mas nada mais. - Você nunca insinuou para ele? - Não. - Nem sequer um pouquinho? - Nada. - Mas nada de nada? - Nada de nada. Mas não é porque não tenha tentando.
  63. 63. 63 Solto uma gargalhada. Não posso imaginar Dexter negando uma proposta sexual. - Não sou de pedra Judith. Tenho minhas necessidades. Mas está claro, como mulher, eu não o atraio. Eu não existo. Seu doce tom de voz chega no meu coração e pergunto: - Você não é mexicana, certo? Ela sorri e murmura: - Nasci no Chile especificamente de um maravilhoso lugar chamado Concepción. Embora tenho muitos anos de trabalho no México. Meu pai era daqui. Sou uma mistura chilena e mexicana. Engraçado, olho para essa jovem que me fez confidências depois de saber que Eric era meu chefe. É uma menina agradável de ver, mas totalmente assexuada. O vestido que usa e o coque muito apertado não favorece em nada. - Olha Graciela eu não sei se você sabe que Dexter não pode... Ela arregala os olhos. - Eu sei. Lembra que o conheci no hospital. Eu sei tudo sobre ele. - Sabe que não pode...isso...e ainda assim quer algo com ele? Mais corada que segundos antes, concorda: - Na vida nem tudo é sexo convencional. Vai...vai...vai... olha a assexuada! De boca aberta ao ver que é menos inocente do que pensava pergunto: - Ah não? Ela nega com a cabeça e se aproximando mais sussurra:
  64. 64. 64 - Em algumas ocasiões tenho visto seus amigos em seu escritório e no quarto que há dentro do escritório. – Eu olho pra ela e acrescentando diz: - O quarto onde estavam vocês três, eu sei o que passa ali. - Você sabe? Graciela concorda. Agora que deve estar vermelha como um tomate dever ser eu e entendo o seu olhar de censura. Mas sem importar com o que eu penso, olha para o teto e diz: - Oh Deus! Dexter é tão quente... tão fogoso!!! – E ao ver que solto uma gargalhada de “não estou acreditando nisso”, a coitada diz rapidamente: - Por favor... Por favor... o que estou dizendo? Por que estou contando isso? Perdão... Perdão. Ao ver que aterrorizada tampa o rosto com as mãos, me dá pena aproximo dela e digo: - Fique tranquila Graciela. Não aconteceu nada. – Disposta a saber o quanto sabe, pergunto: - O que você acha dos jogos do Dexter com seus amigos? - Mórbidos e excitantes. Toma vaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.... com a doce puritana. Quem poderia dizer? - E você já jogou alguma vez o que ele joga? Nervosa, suspiro, mas disposta a dar-lhe toda a confiança do mundo reconheço: - Sim, eu tenho jogado, mas fora destas paredes negarei que disse. E você? Surpreendida pelo que acabo de dizer, titubeia e finalmente responde: - Depois de ver o que ele fazia, pesquisei e conheci algumas pessoas com quem jogo e fantasio que é ele. Mas com Dexter nunca me atrevi. - Mas você faria?
  65. 65. 65 Concorda sem um pingo de dúvida e eu sorrio. Está claro que o mórbido e o sexo agradam a todos nós. Como diz Eric, existem os que desfrutam e existem os que passam metade da vida pensando o que gostariam de desfrutar. No final ao ver o rosto de interrogação de Graciela, finalmente digo: - Fique tranquila Graciela, você me confiou um segredo e eu não serei a pessoa a revelá-lo. Espero que guarde o meu também. - Não duvide Judith. - Agora é o seguinte, se você gosta do Dexter – insisto- acredito que deve fazer alguma coisa para chamar sua atenção. - Eu fiz de tudo, mas ele não me vê. Sem querer ofendê-la, acrescento: - Talvez se você se vestisse de outra maneira, isso mudaria, não acredita? Tocando o coque apertado diz: - Se eu tiver que me vestir do jeito de suas amigas idiotas pare que ele olhe para mim, não farei. - Não me refiro a isso Graciela. – a corto e pergunto: - É verdade que vai acompanhar Dexter a esta viagem à Espanha e depois a Alemanha? Emocionada, concorda. Disposta a ajudá-la, digo: - Incrível! Pois amanhã eu e você teremos um dia de garotas. Nós iremos às compras enquanto eles tratam de negócios, o que você acha? - Faria isso por mim? - Claro que sim! Nós mulheres temos que nos ajudarmos ainda que às vezes pareça o contrário - respondo convencida que estou me metendo onde não fui chamada. Neste momento umas batidas soam na porta. Ao abrir vejo que é Eric que com cara de preocupação, pergunta:
  66. 66. 66 - Por que demorou tanto? Aconteceu alguma coisa? Quando saímos do banheiro, olho meu menino e dando um beijo carinhoso em sua boca, respondo: - Docinho, fiquei menstruada. O coitado enruga a testa. Sabe que vivo na borda quando estou assim. – Com isso, amanhã irei às compras com a Graciela, algum problema? Surpreendido por essa repentina amizade, me olha. Sabe que estou armando alguma coisa. Vejo em seus olhos e responde: - Por minha parte nenhum e acredito que da parte do Dexter também não haverá. Ao ouvi-lo sorrio. Como é inteligente o fodido! Inteligência alemã. Não escapa uma.
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  68. 68. 68 CAPÍTULO 4 Na manhã seguinte, depois de uma noite de sofrimento desumano por causa da maldita menstruação, quando abro os olhos percebo que a dor desapareceu. Bom! Sei que é só uma trégua e que a dor voltará, mas já estou acostumada. Levanto-me e, após tomar o café-da-manhã com Dexter e Eric eu deixo-os a par dos meus planos com Graciela, Dexter insiste que alguém nos acompanhe. Recusa-se a nos deixar ir sozinhas a qualquer lugar da cidade. Fez uma ligação e, uma hora depois, um motorista muito agradável nos levou até as lojas mais exclusivas. De loja em loja, aproveito para comprar tudo o que me dá vontade, para toda a minha família e para Eric. Adoro comprar coisas para o meu garoto. Ainda que o conheça e saiba que nunca usará a camiseta vermelha que diz “Viva a Morena”, mesmo assim compro só para vê-lo sorrir. Horas despois, quando eu compro tudo e Graciela nada, chegamos a uma enorme loja, tomo coragem e digo: - Vamos Graciela, o que vamos comprar para você? Ela me olha com cara de pouco caso e responde: - Não sei. Algo bonito para usar durante a viagem e quanto ao preço não há problema. Tenho poupado por tanto tempo e acredito que hoje é um bom dia para gastar em roupa. Sorrio. A sua delicadeza me encanta e, olhando ao redor, proponho: - O que você acha se começarmos procurando um bom jeans que fique de arrasar? - Não uso jeans desde a minha adolescência. - Sério? – E ao ver que assentia, digo - Garota, eu não poderia viver sem um bom jeans. É o que mais uso e te garanto que ficam bem com tudo. Graciela sorri e ao ver a sua animação, acrescento:
  69. 69. 69 Poderíamos comprar várias coisas para combinar que sejam modernas e descoladas, jeans, um ou outro vestido e algo mais elegante caso tenhamos de ir a alguma festa como a da noite passada. Seus olhos se iluminam e ela sussurra: - Genial! Disposta a ajudá-la a conquistar Dexter, sorrio e procuro à minha volta. Ao fundo toca a Money, da Jessie J, e eu canto. It´s not about the money, money, money. We don´t need your money, money, money. (Não é sobre o dinheiro, dinheiro, dinheiro. Não precisamos do teu dinheiro, dinheiro, dinheiro) Escolho uns jeans de cintura baixa, uma camiseta roxa e botas de cano alto pretas. Uauuuuuu, conhecendo Dexter, ele irá adorar essas botas. E mais… vou comprar umas que eu vi, vermelha e que farão o meu garoto ficar maluco. - Experimenta isto. Com certeza ficarão fantásticos. Graciela olha o que lhe entrego como quem olha para uma nave espacial. Não é o seu estilo, mas eu quero surpreender Dexter, e esta é a melhor maneira. Por fim, quando vejo que ela não se move, empurro-a para o provador, me divertindo. Quando ela entra, apanho as outras botas e experimento. São bombásticas! Salto alto… suaves, na altura do joelho e vermelhas. O meu Iceman vai adorá-las. Com os jeans que estou comprando ficarão um luxo e decido levá-las. São maravilhosas. Nesse instante o meu celular vibra. Uma mensagem. Sinto a tua falta, pequena.
  70. 70. 70 Espero que você compre tudo o que quiser. Eu te amo. Ai, meu garotão, quero enchê-lo de beijos. Precisa de mim a todo o momento e, com um sorriso bobo, teclo: O cartão visa é quenteeeeeeee. Eu te amo maluquinho. Clico em enviar. Imagino o seu sorriso ao ler a mensagem e isso me satisfaz. Eric é tão maravilhoso que o simples fato de pensar nele me faz sorrir. Logo, o provador se abre e, como era de se esperar, Graciela está fantástica. Que corpaço tem a chilena! Olho-a boquiaberta. - Se Dexter não olhar para você, com esse corpaço que você tem, é porque está mais morto do que eu pensava. Graciela sorri, mas pergunta: - Não está exagerado? Nego com a cabeça e, convencida que a menina tem um grande potencial, digo: - Te garanto que, quando te olhar, Dexter irá se levantar e andar. Ambas sorrimos, querendo que ela prove mais coisas, provoco: - Anda, vamos enlouquecer esse mexicano. Depois do primeiro conjunto, faço ela provar uma saia longa preta com uma fenda na lateral, acompanhada de uma blusa sexy cor pistache que amarra na cintura e uns bons saltos da mesma cor. O resultado é espectacular. Até Graciela se surpreende ao olhar no espelho. - Você pode usar isto em qualquer festa e estará impressionante.
  71. 71. 71 - Adorei. – Bate palmas ao olhar-se no espelho. Quando tira esta roupa, lhe entrego um vestido preto simples, sem mangas com decote V. Acrescento-lhe uns belíssimos sapatos pretos de salto e que bonita ela está. A vendedora está feliz. Estamos fazendo uma boa compra e quando lhe pergunto por lingerie ela nos indica o lugar, Graciela sussurra ao ver que lhe dou um dos conjuntos mais sexy, cor de beringela. - Oh, Deus… não sei se compro isto… - Por quê? Com um sorriso safado, suspira. - Porque é muito íntimo. Solto uma gargalhada. Mas que bobas somos nós mulheres, às vezes, quando estamos com vergonha… Se é um homem que você gosta, vai querer que ele te veja sexy, mas sexy… muuuuuuuuito sexy. A mais sexy do mundo! Apanho um conjunto azul vivo, com corpete e tanga, mostro-o e acrescento: - Eu vou provar este. Digamos que estou comprando um presente de aniversário para Eric. Ambas soltamos uma gargalhada e entramos nos provadores. Vinte minutos mais tarde, acabamos e pergunto: - Ficaram bons? Graciela sorri e, com cara de safada, murmura: - Caso chegue a hora, poderá ser um bom presente para Dexter.
  72. 72. 72 Quando saímos da loja é tarde. Demoramos toda a manhã ali e decidimos entrar num restaurante e comer. Estamos esfomeadas e eu preciso tomar um analgésico. A dor volta, mas eu ataco antes que se torne insuportável. Enquanto olhamos o cardápio, reparo que vários homens nos olham e isso me faz sorrir. Eles repetem várias vezes, nos cantando: Gostosa. Graciela e eu sorrimos. Se Eric estivesse aqui, daria o seu olhar matador e todos afastariam os olhares. Mas ele não está, e gosto de me sentir admirada. Sou mulher, e que mal tem isso? Ao terminar a comida, vejo um Salão de Beleza e proponho a Graciela para entrarmos. Ela fica animada. Rapidamente, eu peço que escovem meu cabelo. Sei que Eric gosta quando faço isso, e quanto a ela, depois de se aconselhar com o cabeleireiro, permite que lhe façam um corte de cabelo mais moderno e juvenil. O resultado é espetacular. A cada coisa que Graciela faz, fico perplexa. Esta jovem é terrivelmente linda e deve tirar partido disso. Duas horas mais tarde, quando saímos do cabeleireiro, um dos homens que passam ao nosso lado pergunta com graça: - Que fazem duas estrelas voando tão baixo? Está nos cantando! Ambas rimos e, encantada, Graciela diz: - É a primeira vez em muitos anos que um homem me diz algo assim. De novo, outro homem passa ao nosso lado e exclama: - Mamãe… Que gostosas! Ambas sorrimos e Graciela comenta: - Estes mexicanos são muito galanteadores.
  73. 73. 73 Sem me surpreender com o que ele diz, aponto para a vitrine de uma loja. - Olha lá, Graciela, você já se olhou no espelho, rainha? Incrédula, contempla o seu prórpio reflexo. - Obrigada Judith. Muito obrigada por me acompanhar neste lindo dia de garotas. Emocionada, lhe dou um beijo na bochecha e, segurando-a pelo braço, respondo: - De nada, querida. Com o seu novo look, muitos homens lhe desejarão. Se prepare, porque quando chegarmos, Dexter vai ficar sem palavras. - Acha mesmo? - Claro. – Sorrio divertida – Te garanto que ele irá se derreter. Isso sim, agora você deve jogar todas suas cartas para que ele fique caidinho por você. Mantenha seu trato com ele, mas deixe que outros te elogiem. Você é jovem, bonita, solteira e esta viagem que vai fazer conosco pode esclarecer muitas coisas. Acho que Dexter é muito parecido com Eric em muitas coisas e, se estiver interessado, você logo saberá, ou, como dizem aqui, ele vai te pegar de jeito! De novo rimos e insisto: - Tem certeza que você quer que ele te pegue de jeito? - Totalmente, Judith. - Muito bem. – Concordo e enquanto caminhamos pergunto: - Você janta todas as noites com Dexter? - Sim. Sempre que ele não sai, jantamos juntos. - Pois esta noite você não vai jantar com ele, vem comigo. - Não? – diz com uma cara de horror. Eu faço sinal negativo com a cabeça.
  74. 74. 74 - Telefona para alguma amiga sua e saia com ela para jantar ou ir ao cinema, pode fazer isso? - Não tenho muitas amigas, na verdade. Estou a quatro anos centrada em Dexter e perdi as minhas amizades nesse tempo. De novo não me surpreendo pelo que ela diz, e insisto: - Nem sequer uma com quem possa ficar e tomar um café? - Bem… posso telefonar para um casal, que fico de vez em quando. A sua cara de malandra indica-me que tipo de parceiros são e, consciente disso, respondo: - Olha, rainha, se surgir uma oportunidade de sexo vá em frente, como o faria Dexter. Além disso, hoje você está maravilhosa e isso te faria duplamente bem. Corada como um tomate, assente enquanto eu faço planos. - Direi ao Dexter que encontramos algum amigo seu no centro comercial e você sairá para jantar com ele. Veremos se ele se incomoda. O que você acha dessa ideia? Graciela está assustada, mas desfrutando como uma adolescente do que tramamos. - Amanhã prometo te contar todos os detalhes se ele sentir sua falta no jantar. Sorrio! Como sou má! Por fim, ela também sorri. Ela telefona ao casal em questão e combina com eles. Depois vamos até ao estacionamento onde o carro nos espera. - Prepare-se, Graciela, que hoje vamos acertar contas com Dexter. Dito e feito. Às sete da noite, depois de um dia inteiro de compras, entramos na casa de Dexter, nós duas subimos com nossas botas novas. Os homens, que estão conversando na sala, viram-se para nos olhar. Os meus olhos encontram-se com os do meu Iceman e sorrio.
  75. 75. 75 Confiantes, Graciela e eu nos aproximamos de Eric, Juan Alberto e Dexter, e quase tive um ataque de riso quando este último diz: - Mas que belas damas chegaram aqui. – E olhando para ela, acrescenta – Me diz para onde foi a Graciela e quem é você? Com uma expressão indiferente, como eu lhe disse que fizesse, olha para ele e, sorrindo, responde: - Sou a mesma de sempre, mas com novas roupas. Surpreendido pela mudança tão incrível, Dexter vai dizer alguma coisa, quando Juan Alberto pergunta: - Graciela, você tem planos para o jantar? Uauuuuuuu! Isto está ficando interessante! Eu disse que a garota tem potencial. Olho para ela que está vermelha como um tomate. Vamosssssssssssss, Graciela, responde, responde... Mas não… Não é ela que o faz, mas Dexter que diz: - Claro que tem planos. Jantará aqui conosco, não é? Graciela me olha. Pobrezinha, está num mau momento. Ainda não esqueci o quanto Eric era mandão e, com um piscar de olhos, faço- a saber que chegou o momento de jogar as suas cartas e ela diz: - Lamento Dexter, mas hoje não vou jantar aqui. Tenho planos com um amigo. Bom. Boooooom! Tenho de me segurar para não aplaudir ao ver a cara de perplexidade dele e ouço-a acrescentar:
  76. 76. 76 - Como você está acompanhado para o jantar, não pensei que se importaria com a minha ausência. Ponto para você, Graciela! Estou a ponto de gritar e, disposta a melhorar a informação, explico: - No centro comercial encontramos um amigo de Graciela – E olhando para o relógio, digo - E mais, acho que deveria ir ou não chegará ao teu encontro. Ela, ansiosa, olha para o seu relógio. Está tão nervosa como Dexter, para ajudá-la, solto-me de Eric e, dando-lhe dois beijos que a fazem voltar à realidade, animo-a: - Vamos… Aproveita e não chegue muito tarde. Amanhã vamos para Espanha. - Espere Graciela – pede Juan Alberto - Eu também vou. Dexter, ao vê-lo, aproxima a sua cadeira dela e diz: - Direi ao motorista para levá-la. - Não, obrigada. Não há necessidade de motorista. E com isso, se vira e, em cima das suas impressionantes botas, desaparece junto com Juan Alberto pelo mesmo lugar por onde entramos há uns minutos. Uma vez que os dois saem, Dexter continua perplexo e Eric me olha. Divertida, pisco um olho para meu Iceman e, ao me abraçar, sussurra, tocando o meu cabelo: - Você está linda com o cabelo assim e adorei suas botas. - Obrigadaaaa. Não deixo de sorrir, quando Dexter desaparece pela porta, o meu querido e único amor me olha e cochicha: - Sinto que você está planejando alguma coisa, moreninha. Sorrio. Eric também.
  77. 77. 77 Essa noite jantamos os três. Enquanto o fazemos, o espirituoso Dexter está mais calado que o habitual. Inclusive vejo-o olhar para o relógio várias vezes. Olha… olha… o que estou descobrindo.
  78. 78. 78 CAPÍTULO 5 No dia seguinte, no café da manhã, não vejo Graciela. Onde se meteu? Estou com cólica. O inferno da menstruação enche meu saco quando vem e quando vai. Ela é assim graciosa! Ao ouvir o meu gemido, Eric franze a testa. Sabe que estou mal e respeita o meu silêncio. Pela sua integridade física, aprendeu a fazê-lo. Somos os primeiros a chegar ao jato particular e, ao subir no avião, esparramo-me em uma das poltronas e tomo um analgésico. Preciso que passe esta maldita dor. Não falo. Se o fizer, me dói mais. Eric senta-se ao meu lado, toca-me a cabeça e diz: - Odeio saber que sente dor e não posso fazer nada. - Eu odeio ainda mais – respondo mais perto. Pobrezinho. Dá-me pena o seu rosto e aconchegando-me contra ele, sussurro: - Fique tranquilo, carinho. Em breve passará e não doerá até ao mês que vem. Sem mais, o meu loiro me abraça e, dolorida, caio nos braços de Morfeu. Quando acordo, estamos voando e estou sozinha na poltrona. Eric está sentado com Dexter e Juan Alberto, mas quando me movo, já está ao meu lado. - Olá pequena. Como estás? Pisco e percebo que a minha dor desapareceu. - Neste instante, perfeita. Não sinto dor. Ambos sorrimos e acrescenta: - Olha que soninho você teve.
  79. 79. 79 - Dormi muito? Divertido, passa-me a mão pelo cabelo e, beijando-me a testa, responde: - Três horas. - Três horas?! - Sim, querida. – ri o meu garoto. Surpreendida pela sesta, vou dizer algo quando pergunta: - Quer comer? Concordo. Dormi como um urso polar e tenho fome. Nesse momento, abre a porta do banheiro e Graciela sai. Ao ver-me, seus olhos se iluminam e rapidamente senta-se ao meu lado. Eric diz: - Direi à comissária que traga algo para vocês comerem. Assentimos e, quando ficamos sozinhas, ela murmura com dissimulação: - Dexter perguntou-me onde estive à noite. - E o que disse? - Que jantei com um amigo. Ao recordar do seu encontro excitante, pergunto: - Foi bom o teu encontro com o casal ? Graciela sorri, assente e responde com voz baixa: - Assustaram-se ao ver o meu novo visual e passamos muito bem. Sem poder evitar, soltamos uma gargalhada que faz com que os homens nos olhem. Eric sorri, mas Dexter está sério e, quando deixam de olhar-nos, murmuro: - Uaaaaau… Acho que alguém está chateado.
  80. 80. 80 Ela concorda e, encolhendo-se mais na poltrona, cochicha: - Dexter queria saber o nome do meu amigo e quando não lhe disse, ficou danado da vida. Isso me faz sorrir e, olhando-a, digo: - À noite, no jantar, quase não falou e esteve o tempo todo olhando para o relógio. Quando Eric e eu fomos dormir, ele ficou sozinho na sala. - Quando voltei, às três da manhã, estava ali mesmo, acordado. Boquiaberta, exclamo: - Mas, o que me diz? - Sim – ela sorri -. Estava lendo na sala. Quando entrei, não me dirigiu a palavra e fui diretamente dormir. Minutos depois ouvi que entrava no seu quarto. Alucinada, olho para Dexter e me dou conta que nos observa. Estou surpreendida. Não é possível que tudo vá tão rápido entre eles e, olhando-a nos olhos, insisto: - Vamos lá, Graciela, quando você se insinuou ao Dexter, ele nunca te respondeu? - Nunca. - Mas não disse ao menos alguma coisa? Nesse momento chega a comissária de bordo e, depois de deixar umas bandejas diante de nós com alguma comida, Graciela diz: - A última vez que tentei, foi há um ano e disse-me que não voltasse a tentar, porque ele não poderia me dar nada do que eu desejava e não queria me decepcionar. - Oh… - Lembro-me que não aceitei bem esse fora e que durante um mês fiquei sem falar com ele. Até procurei outro trabalho através dos classificados do jornal e ele,
  81. 81. 81 ao dar-se conta, irritou-se. Não queria que trabalhasse para outra pessoa. O incrível foi que no mês seguinte dobrou meu salário. Quando lhe disse que eu não lhe tinha pedido nenhum aumento, ele respondeu que já que não podia dar o que eu pretendia, ao menos queria me ter satisfeita no plano financeiro, para que não fosse trabalhar para outro. Pois bem… Aqui há um tema para explorar! E, segura do que digo, exclamo em voz baixa: - Meu Deus, Graciela, o que acaba de me contar confirma que ele gosta muito de você. - Não, não gosta. Ele nunca faz a menor menção. - E porque aumentou seu salário sem que você pedisse? - Não sei. Dexter é muito desprendido do dinheiro. - Não será que é desprendido contigo porque gosta de você? - Não acredito. - Pois eu penso que sim. Gosta de você. Nenhum chefe sobe o salário assim, desse jeito. - Acredita nisso? Concordo. Ainda lembro quando Eric me propôs acompanhá-lo naquela viagem pelas delegações da Alemanha e me disse que eu fixasse o salário. - Graciela, esse homem, eu te digo, baba por você. - Meu Deuuuuuuuuuuuuus – murmura, vermelha como um tomate. De novo, Dexter nos observa. Eu lhe dou uma piscada. Coitado, se soubesse do que falávamos! Ele sorri e afasta o olhar. - Ai, Graciela, e logo dizem que estranhas são as mulheres, mas os homens são exatamente iguais. – Ambas sorrimos -. Eu digo que Dexter gosta muito de você, como você gosta dele. A sua reação é muito exagerada para o pouco que fez.

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