Seminário mátir de cervera

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Seminário mátir de cervera

  1. 1.
  2. 2. SEMINÁRIO MÁRTIR DE CERVERA<br />Vida e História do Servo de Deus Pe. Jaime Girón, Ir. Fernando Saperas Aluja CMFF e seus Companheiros Mártires.  <br />
  3. 3.
  4. 4. O edifício da antiga Universidade de Cervera (Lérida - Espanha), que os Missionários Claretianos ocupavam desde de 1887, abrigava 154 pessoas, 30 padres, 35 irmãos, 51estudantes e 38 aspirantes que se preparavam para o noviciado .Onze destes missionários viviam na fazenda de Mas Claret que ficava a aproximadamente 8 km de Cervera.<br />A HISTÓRIA<br />
  5. 5.
  6. 6. O Pe. Jaime Girón, superior daquela numerosa comunidade diante da gravidade dos acontecimentos que iam tomando conta da Cataluña, organizou um plano de evacuação dos missionários, no entanto, se frustrou porque antes do previsto, os revolucionários exigiram que desocupassem o edifício da universidade em uma hora. Mediante a apresentação antecipada dos militantes na comunidade, o padre Girón pediu que todos se transferissem para Solsona, na fronteira com a frança.<br />
  7. 7.
  8. 8. No meio do caminho, no povoado de Torá, os militantes que levavam o comboio dos Missionários Claretianos determinaram que voltassem para o monastério de San Ramon, onde 112 Claretianos foram fraternalmente acolhidos pelos monges. No entanto, no dia seguinte, o Comitê do povoado de Torá, para não ser comprometida, distribuiu passes para que todos  pudessem fugir. Assim começou a dispersão da comunidade por grupos.<br />
  9. 9. A maioria tomou o caminho para a fazenda de Mas Claret, ainda que pudessem chegar até a metade do caminho. Na capela de Mas Claret se ofereceram em sacrifício a Deus Pai, e juraram ser fiéis até a morte. No dia 24 de julho o comitê revolucionário de Cervera dominou a fazenda e seus bens e só permitiu que ficassem que morava na casa ou que estavam ali para trabalho.<br />
  10. 10. Um grupo de 15 alunos, liderados pelo Padre Manuel Jové, partiu em direção a Vallbona de los Monges (Lérida), no entanto todos foram presos e torturados. Após quase sete horas de viagem, depois de se recusarem a negar a sua fé, foram fuzilados no cemitério de Lérida.<br />
  11. 11. Outro grupo permaneceu em um hospital que já estava constituído por 6 padres, 4 irmãos e 4 estudantes. Ainda que alguns destes estivessem gravemente feridos, enfermos e impossibilitados, foram retirados do hospital e foram levados diretamente para o cemitério de Cervera onde foram fuzilados.<br />
  12. 12. Os missionários que estavam na fazenda de Mas Claret, levaram puderam levar uma vida regular, ainda que cada dia recebiam a visita dos militantes. Na tarde de 19 de outubro com os militantes veio um fotógrafo e com a desculpa de fazer-lhes uma foto, os18 mártires desse grupo, foram conduzidos a eternidade sendo fuzilados.<br />
  13. 13.
  14. 14. O número dos Mártires de Cervera se completa com outros 10 Padres, 7 irmãos e 6 estudantes, a maioria dos quais morreram sozinhos, em lugares diversos e datas desconhecidas, embora de alguns sejam conhecidos alguns detalhes de sua prisão. O caso mais conhecido e mais impressionante é o do Irmão Fernando Saperas, cmf, Mártir da Castidade, Pela duras provas e humilhações a que fora submetido, até ser fuzilado no cemitério da cidade de Tarrega. <br />
  15. 15. “Nunca poderemos retribuir a Deus a graça e a possibilidade da vocação”<br />Ir. Fernando Saperas, cmfO mártir da castidade<br />
  16. 16. Fernando Saperas Aluja nasceu em Alió (Tarragona) no dia 08 de setembro de 1905. Quando tinha sete anos, seu pai Don José Saperas faleceu e a família ficou sem a renda dos serviços de pedreiro que a mantinha. Aos 15 anos, foi para Valls (Tarragona) e Barcelona para trabalhar como garçom numhotel e comércio dependente.<br />Ir. Fernando Saperas Aluja, cmf<br />
  17. 17. Ele prestou o serviço militar em Barcelona, ​​perto do Santuário do Coração de Maria, dirigido pelos Missionários Claretianos. Sempre que suas obrigações militares permitiam, Fernando assistia a santa missa no Santuário. Naquela época, começou a sentir o desejo de participar de uma comunidade religiosa, não para estudar, porque a sua idade não permitir, mas pelo menos, para servi-la como um criado. Ele foi aceito na congregação, não como um criado, mas como um irmão missionário. A sua admissão ocorreu no final de 1928.<br />
  18. 18. Uma vez realizado os anos de formação, foi transferido para Cervera, uma comunidade localizada na Universidade.  A cada dia crescia no dom da piedade com que tinha sido agraciado desde pequeno. Além de assistir e participar de todos os atos de oração da comunidade, da Missa e da Comunhão, fazia freqüentes visitas ao Santíssimo, realizava os exercício da Cruz e rezava as três partes do rosário. Junto à piedade o Ir. Saperas, foi agraciado com o dom do amor pela vocação e pelo Instituto. "Nunca", ele dizia, poderemos dar graças a Deus devido pelo benefício de vocação. " No entanto, o mais característico da sua espiritualidade era a sua disposição para o trabalho e o zelo missionário com que viveu.  Cumpriu suas obrigações com diligência, limpeza, ordem e uma marca de evangelização.<br />
  19. 19. Ele estava encarregado da portaria quando no 21 de julho de 1936 ,117 Claretianos de Cervera tiveram que dispersar-se abruptamente. O irmão Fernando foi para a comunidade de Solsona o maior grupo. Porém eles tiveram que dispersar -se na mais tarde. Depois de passar por várias aldeias do distrito, e trabalhar na casa de senhor RieraMontpalau, teve que ir para a fazenda de outro amigo, o Senhor Bofarull.  Ele foi preso na manhã de 12 de agosto. Uma vez expressou sua condição religiosa, foi submetido a todo tipo de provocações e humilhações contra a castidade. Finalmente, depois de 15 horas de sofrimento, perdoando seus carrascos, foi baleado nos portões do cemitério Tarrega (Lleida). Já era 13 de agosto de 1936.<br />
  20. 20. O Pe. Jaime Girón, cmf, era superior dos 117 Missionários Claretianos da comunidade que se localizava na antiga universidade de Cervera. Era um homem prudente, sábio e trabalhador, que diante de toda a violência que tomava conta da Cataluña tratou de organizar um plano de evacuação que protege-se a vida de todos os Claretianos sob sua tutela.<br />“Porque o posto de superior é estar ao lados de seus subordinados sempre!”<br />Padre Jaime Girón, cmf<br />
  21. 21. Pe. Juan Prats, cmf: Apesar de sua juventude, era doutor e um brilhante professor de direito canônico. No ato de fuzilamento no dia 17 de agosto, seus algozes se emocionaram muito com as palavras do missionário (Quais palavras?)e não o queriam matar. Por meio de sorteio, foi morto a base de pedradas que destroçaram seu crânio.<br />Outros Martírios solitários<br />
  22. 22. Os jovens seminaristas JenaroPinyoleRemigioTamarit : Nos deixaram um exemplo excepcional de fortaleza e serenidade. Condenados, tamanha era a devoção que pediram que seus corpos fossem sepultados na terra santa. Antes de se efetuar a condenação pedem para rezar antes de morrer, e lhes é concedido orar antes do fuzilamento. Os mártires emocionados laçam ao ar a clássica jaculatória espanhola: “Jesus, Maria e José, eu lhe dou meu coração e minha alma”. Por generosidade dos militantes, fizeram um ultimo pedido, pois queriam morrer de frente, não de costas “os homens honrados não escondem o rosto” exclamaram eles. Assim, obedientes e humildes, foram fuzilados gritando: “Viva a Cristo Rei”.<br />
  23. 23. Pe. Emilio Bover, cmf: Morreu no cemitério de Cervera no dia 20 de agosto. Figura patriarcal famoso e por ter trazido aos nossos seminários muitas vocações. Antes de morrer quis beijar a mão de seu assassino.<br />Pe. Enrique Cortadellas, cmf: Era muito fervoroso, entusiasmado e de grande amor pela congregação.Foi pego de surpresa na casa de familiares. Caiu a base de disparos as três da manhã no cemitério de Cervera, gritando ao coração de Maria.<br />
  24. 24. Ir. Ramón Ríus, cmf: Foi arrancado dos braços de seus familiares quando se refugiava na casa de seus pais. No dia 2 de setembro, quando o pelotão dos milicianos levavam Ramón, sua valente mãe o recomendava: “Se querem te fazer renegar a sua religião e a Deus. Não o faça de maneira alguma. Prefira morrer mil vezes antes de ser apostata, antes de negar a fé!”. Com esta recomendação de sua mãe, o Ir. Ramón enfrentou e tombou frente aos fuzis.<br />

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