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Nutrição Animal, junto com a torta, para as determinações físico-químicas dos componentes36
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utilizadas pela comunidade pantaneira, com a finalidade de suprir a carência de forrageiras71
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Artigo publicado nos anais do Congresso Brasileiro de Macaúba, em 2013

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Degradabilidade in situ e composição físico química, da torta e folha da palmeira macaúba (acrocomia aculeata (jacq.) lodd. ex mart) rosan posenti final

  1. 1. DEGRADABILIDADE IN SITU E COMPOSIÇÃO FÍSICO-QUÍMICA, DA TORTA E1 FOLHA DA PALMEIRA MACAÚBA (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart)2 3 ROSANA APARECIDA POSSENTI1 ; JOAQUIM ADELINO DE AZEVEDO FILHO2 ; VANDA4 PATRICIA BARROS FERREIRA3 ; AILTON MARQUES PIZA1 ; PATRICIA BRÁS1 5 6 INTRODUÇÃO7 A busca por fontes alternativas de energia é hoje uma necessidade em sistemas sustentáveis8 de produção. Alguns segmentos produtivos são capazes de oferecer opções com vantagens9 econômicas para auxiliar o aumento dessa capacidade de gerar energia no país e como contrapartida10 produzir alimentos alternativos para animais e não competitivos com a alimentação humana.11 O estudo de avaliação nutritiva dos coprodutos da indústria bioenergética para a produção12 animal tem como foco principal fornecer informações ao setor agro-industrial, dando ênfase ao13 aproveitamento destes resíduos ao produtor. Alimentos alternativos para animais necessitam ser14 avaliados de maneira que possibilite a utilização de recursos regionais disponíveis e assim tornar as15 rações para animais menos onerosas. Desta forma, métodos e procedimentos são estudados para que16 tais alimentos possam ser utilizados de forma adequada (POSSENTI; BRÁS, 2010).17 A palmeira macaúba tem grande potencial como alternativa na alimentação de animais18 ruminantes, pois é rica em nutrientes essenciais para formulação de ração, após a extração do óleo é19 produzida grande quantidade de biomassa residual que precisa ser utilizada de maneira racional20 como estímulo a preservação ambiental e possibilitar a produção animal sustentável.21 O objetivo deste estudo foi determinar o valor nutritivo da torta e das folhas de macaúba por22 sua composição físico-química, digestibilidade in vitro e degradabilidade in situ em bovinos.23 24 MATERIAL E MÉTODOS25 O experimento foi conduzido no Laboratório de Nutrição Animal do Centro de Ciências26 Básicas e Laboratoriais do Instituto de Zootecnia de Nova Odessa/SP, APTA-SAA.27 A torta e a folha de macaúba são provenientes do Polo Regional da APTA de Monte Alegre28 do Sul/SP. A torta foi obtida dos frutos recém caídos coletados e mantidos durante dois dias em29 galpão para retirar a casca (epicarpo). Os frutos sem casca foram colocados em despolpadeira para30 retirada da polpa (mesocarpo), em seguida colocada em estufa (35º C), por 48 horas para retirar o31 excesso de água. Após o período de secagem a polpa foi passada em mini-preensa mecânica, para32 extração do óleo e o produto resultante após a extração do óleo foi à torta.33 As folhas foram retiradas de três plantas representativas da população de palmeiras e estavam34 maduras. Os folíolos foram destacados, picados grosseiramente e enviados ao laboratório de35 1.Instituto de Zootecnia de Nova Odessa-SP. Email:possenti@iz.sp.gov.br 2.APTA Regional –Leste Paulista- SAA-Monte Alegre do Sul-SP. Email:joaquimadelino@apta.sp.gov.br 3.FUNDAP-Graduanda em Ciências Biológicas – PUC-Campinas-SP. Email:bromato@iz.sp.gov.br
  2. 2. Nutrição Animal, junto com a torta, para as determinações físico-químicas dos componentes36 nutritivos e para a realização dos ensaios de degradabilidade in situ e digestibilidade in vitro.37 As determinações analíticas foram feitas em triplicatas na torta e folhas da palmeira macaúba38 para os teores de: matéria seca (MS), matéria mineral (MM), proteína bruta (PB), extrato etéreo39 (EE), fibra em detergente neutro e acido (FDN e FDA). A MS, MM, PB, e EE, FDN, N-FDN, FDA,40 N-FDA, celulose (CEL), lignina (LIG), cálcio, fósforo (P) e digestibilidade in vitro da materia seca41 (DIVMS), adotando-se as metodologias descritas em Silva e Queiroz (2009).42 No experimento de degradação in situ, foram utilizados três bovinos, mestiços, portadores de43 cânulas ruminais. Os tempos de incubação dos sacos foram: zero, 3, 6, 12, 24, 48, 72 e 96 horas. A44 degradação da MS e PB da biomassa foi estimada pela técnica in situ, conforme padronização45 descrita por Huntington e Givens (1995). Os dados das degradações foram ajustados no modelo46 matemático proposto por Ørskov e Mc Donald e descrito em Huntington e Givens (1995): p = a + b47 (1 - e -ct), onde "p" é a quantidade de nutriente degradada no tempo (t), "a" é a intersecção da curva48 do tempo zero e representa a fração rapidamente solúvel em água; "b" é a fração potencialmente49 degradável no interior do rúmen e "c" a taxa de degradação por hora da fração “b”. A letra “e“ é o50 log natural de –ct. A degradabilidade efetiva foi determinada conforme equação definida pelos51 mesmos pesquisadores, considerando a taxa de passagem ruminal de 0,05/hora. As equações de52 degradação in situ e parametros (a, b e c) foram estimados pelo SAS-NLIN (2002).53 54 RESULTADOS E DISCUSSÃO55 A torta de macaúba avaliada quimicamente, Tabela 1, apresentou baixo teor de proteína56 (4,5%) e alto teor de FDA (39,7%) e teores médios de FDN (52,5%). Os componentes FDA e FDN57 foram as frações majoritárias da torta, quando comparadas com o FDA e o FDN e minoritária para a58 PB (respectivamente) conforme dados da literatura reunidos por Augustinho et al. (2011) para os59 diversos coprodutos da agroindústria: torta de cacau (37,6; 45,5; 13,6%), torta de girassol (28,2;60 38,4; 22,1%), farelo de milho (11,3; 20,2 e 21,4%), torta de amaranto (5,4; 11,6 e 17,3%) e61 semelhante aos apresentados pela torta de cártamo para os teores de FDA 40,7% e FDN 52,6%62 entretanto, os teores de PB do cártamo (22,4%), apesar de seu alto conteúdo de fibras são superiores63 aos da torta de macaúba.64 As folhas apresentam bom teor de proteína (12,0%) e possuem teores de fibras comparáveis65 aos de uma gramínea tropical de bom valor nutricional, assim sua utilização pode ser feita sem66 restrições as dietas de ruminantes, nos períodos críticos da produção de gramíneas em conjunto com67 a torta. Santos et. al (1997) observaram teores de 17,0 % de PB para folhas de macaúba, 61,9 % de68 FDN, 39,5% de FDA e 8,6% de lignina, indicadores de qualidade nutritiva melhores dos observados69 no presente estudo. Segundo Lorenzi (2006) as folhas da palmeira macaúba são comumente70 [Digite texto]
  3. 3. utilizadas pela comunidade pantaneira, com a finalidade de suprir a carência de forrageiras71 tradicionais para bovinos nos períodos de estiagem ou como complemento alimentar para eqüinos.72 Os altos teores de lignina apresentados na torta (16,5%) justificam a baixa porcentagem da73 digestibilidade in vitro da MS (48%), enquanto que as folhas apresentaram valores de DIVMS 58%.74 A ingestão de alimentos é de importância fundamental na alimentação animal, pois esse fator75 interfere diretamente na quantidade de nutrientes que o animal recebe para suas diferentes funções76 (crescimento, produção, manutenção e etc.), a quantidade de nutrientes absorvido também, depende77 diretamente da digestibilidade, mas o consumo é responsável pela maior diferença entre os78 alimentos (SILVA, 2006). Assim, alimentos com baixa digestibilidade podem atuar negativamente79 no consumo dos alimentos. Entretanto, Santos et. al. (1997) observaram que equinos alimentados80 com gramíneas e outro tipo de folha de palmeira (acuri), quando mantidos em regime de livre81 escolha preferiam as folhas da palmeira macaúba.82 Os teores de N-FDA (como % do N-total) da torta (29,0%) estão acima dos descritos para83 coprodutos como as tortas de cártamo (6,5%), amaranto (4,8%) e girassol (3,0%), conforme dados84 apresentados por Augustinho et al. (2011). Aumentos nos teores de N-FDA podem ocorrer se85 houver excessiva produção de calor no processo de prensagem, comprometendo desta forma a86 integridade e disponibilidade da fração nitrogenada. Os teores de N-FDA e N-FDN (10,8 e 26,6 %,87 respectivamente) das folhas da macaúba estão dentro da faixa observada para gramíneas tropicais.88 Os valores de NDT calculados para as folhas (59,0%) são semelhantes aos observados para89 alimentos volumosos e o da torta pode ser considerado (NDT= 64,0%) semelhante ao de alimentos90 energéticos, devido ao teor de gordura (6,4%), entretanto, não podemos deixar de considerar seu91 alto teor de lignina (16,5%) como fator limitante do seu consumo.92 A torta de macaúba apresentou alta taxa de degradabilidade ruminal (Tabela 2) da MS e PB93 (fração a= 51,3 e 59,9, respectivamente), o que favorece sua utilização associada com a folha de94 macaúba que apresentou baixa solubilidade da MS e da PB (fração a=18,3 e 28,5, respectivamente).95 Assim, os maiores teores de proteína das folhas de macaúba associado a sua menor96 degradabilidade ruminal e a menor degradação efetiva da fração PB é uma característica benéfica,97 pois associada a menor degradabilidade ruminal pode significar maior absorção no duodeno de98 aminoácidos e peptídeos que não foram incorporados pelos microrganismos do rúmen. A99 digestibilidade está relacionada com a cinética e a taxa de passagem da digesta pelo trato digestório.100 Além da variação da composição bromatológica, outro fator que justifica a maior degradação101 tanto da MS quanto da PB para a torta é o processo de extração do óleo por prensagem. Esse102 processo causa compactação e após a moagem pode produzir partículas menores, que aumentam a103 solubilização ou que permitem maior ação microbiana por aumentar a superfície de contato, fato104 que pode ter ocorrido com a torta de macaúba no presente estudo.105 [Digite texto]
  4. 4. 106 Tabela 1- Composição físico-química da folha e torta da palmeira macaúba e Digestibilidade in vitro107 PB EE MM FDA FDN N-FDA N-FDN LIG NDT DIVMS Ca P %MS Folha 12,0 3,6 7,5 43,0 63,4 10,8 26,6 10,4 59,0 55,0 0,80 0,16 Torta 4,5 6,4 4,3 39,6 52,5 29,0 21,0 16,0 64,0 48,0 0,13 0,14 108 Tabela 2- Parâmetros da degradabilidade ruminal in situ: a, b , c, Degradabilidade potencial (Dp) e109 Degradabilidade efetiva (De 2%)110 Parâmetros a b c Dp De 5% MS PB MS PB MS PB MS PB MS PB folha 18.3 (0.15)* 28.5 (0.95) 39.8 (0.16) 49.7 (0.26) 0.06 (0.0001) 0.06 (0.001) 58.1 (0.20) 78.1 (0.21) 47.8 (0.07) 65.4 (0.25) torta 51.3 (0.34) 59.9 (0.41) 15.3 (0.19) 19.0 (0.35) 0.05 (0.005) 0.08 (0.006) 66.5 (0.20) 79.0 (0.24) 62.1 (0.15) 75.2 (0.26) *Desvio padrão 111 CONCLUSÃO112 Os resultados obtidos sugerem que a torta de macaúba possui características nutritivas113 potencialmente utilizáveis na alimentação de ruminantes, sua associação com as folhas de macaúba114 pode suprir as necessidades nutricionais dos animais. Entretanto, estudos adicionais utilizando115 animais deverão ser realizados para melhor entendermos esses resultados.116 117 REFERENCIAS118 AUGUSTINHO, E. T.; POSSENTI, R.A.; FERRARI, R. A. Composição físico-química e119 digestibilidade in vitro da torta de amaranto. In: II Encontro Científico de Produção Animal.120 Nova Odessa,SP. 06 a 07 de outubro de 2011. Disponível em:http://www.iz.sp.gov.br/pdfs/. Acesso121 em 16/09/2013.122 HUNTINGTON, J. A; GIVES,D. I. The in situ technique for studying the rumen degradation of123 feeds:a review of the procedure. Nutrition Abstracts and Review,(serie B),v.65,p.64-93,1995.124 POSSENTI, R. A. BRÁS, P. Caracterização química e digestibilidade in vitro das tortas de cártamo,125 nabo forrageiro, crambe e girassol. In: I Encontro Científico de Produção Animal Sustentável,126 Nova Odessa, SP. 1 de setembro de 2010. Disponível em . http://www.iz.sp.gov.br/pdfs. Acesso em127 10/09/2013.128 SILVA. J. F. C. Mecanismos reguladores do consumo. In: BERCHIELLE, T.T; et al. Nutrição de129 Ruminantes. FUNEP. Jaboticabal/SP. 2006. p. 57-77.130 SILVA, D. J; QUEIROZ, A. C. Análises de Alimentos (Métodos Químicos e131 Biológicos).3.ed.Viçosa, MG Universidade Federal de Viçosa,2009.235p.132 SANTOS, S. A.; RODRIGUES, C. A. C; AFONSO, E.; SERENO, J.R.; SOARES, A. C. C.133 Utilização das folhas de bocaiúva como suplemento alimentar a pasto para eqüinos no134 Pantanal. Campo Grande: EMBRAPA-PAP, Nº 19, p:1-7, 1997. Disponível em:135 http://www.cpap.embrapa.br/publicacoes/online/COT19.pdf. Acesso em 02/09/2013.136 LORENZI, G. M. A. C. Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart. Acaceae: Bases para o137 extrativismo sustentável. Tese (Doutorado em Agronomia, área de concentração Produção138 Vegetal),Universidade Federal do Paraná. CURITIBA 2006.139 [Digite texto]

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