CARACTERIZAÇÃO DO PROCESSO DE ACIDIFICAÇÃO DA POLPA DA MACAÚBA1
(ACROCOMIA aculeata) APÓS DIFERENTES TRATAMENTOS PÓS-COLHE...
MATERIAL E MÉTODOS34
Para verificar o efeito de diferentes tratamentos pós-colheita, os frutos coletados na safra35
2011/2...
Tabela 1 – Variação do teor de umidade e acidez titulável da polpa da Macaúba (safra 2011/2012).68
Teor de umidade
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Artigo publicado nos anais do Congresso Brasileiro de Macaúba, em 2013.

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Caracterização do processo de acidificação da polpa da macaúba após diferentes tratamentos pós colheita lorena queiroz final

  1. 1. CARACTERIZAÇÃO DO PROCESSO DE ACIDIFICAÇÃO DA POLPA DA MACAÚBA1 (ACROCOMIA aculeata) APÓS DIFERENTES TRATAMENTOS PÓS-COLHEITA2 3 LORENA AIRES LOMBARDI QUEIROZ1 ; CAMILA SALES NASCIMENTO2 ; MARIA4 HELENA CAÑO DE ANDRADE3 5 6 INTRODUÇÃO7 8 O Brasil possui uma enorme diversidade de espécies vegetais oleaginosas das quais se9 podem extrair óleos, e destaca-se a Macaúba (Acrocomia aculeata), uma palmeira típica do Cerrado10 brasileiro que produz um fruto capaz de ser utilizado como fonte de óleo vegetal com valor11 agregado (SILVA, 2010; SILVA e CAÑO-ANDRADE, 2011).12 O produto economicamente mais representativo da palmeira é o fruto. Tanto da polpa como13 da amêndoa podem ser obtidos óleos.14 O aproveitamento industrial do fruto da Macaúba em grande escala tem se dirigido15 principalmente à utilização do óleo da polpa visando à produção de biodiesel. Segundo Nucci16 (2007), a capacidade de produção de óleo vegetal pode chegar a quatro mil litros por hectare por17 ano, relatando também,que através de plantios racionais e de programas de melhoramento este valor18 pode aumentar consideravelmente.19 A colheita da Macaúba é concentrada nos meses de novembro a janeiro (pico da safra)20 podendo se estender por mais dois meses, dependendo da região e do clima, o que torna necessário21 um sistema eficiente de estocagem, para permitir que a usina de beneficiamento opere em um22 regime mais adequado. Sendo que, o sistema de estocagem irá definir a qualidade do óleo23 produzido principalmente em relação à acidez (ARAÚJO,2011).24 O óleo da Macaúba apresenta ótima qualidade, se comparado a outras oleaginosas. Contudo,25 os fatores limitantes são a pós-colheita, e a extração do óleo, feita com base em tecnologias26 adaptadas de outras oleaginosas. Estudos sobre técnicas de colheitas e tratamentos pós-colheita27 visando armazenar os frutos com qualidade, e da extração do óleo são necessários para se obter28 avanços no processamento do fruto da Macaúba, permitindo assim o uso do óleo para seus diversos29 fins, inclusive finalidades nobres (MOTA et al, 2011).30 Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi identificar condições de tratamento pós-colheita31 capazes de promover a preservação do fruto durante o período de 30 dias, por meio da avaliação da32 umidade e elevação do índice de acidez na polpa do fruto da Macaúba.33 1 1 Departamento de Engenharia Química, Universidade Federal de Minas Gerais – lorenaqueiroz84@yahoo.com.br 2 Departamento de Engenharia Química, Universidade Federal de Minas Gerais – mila_salesnasc@hotmail.com 3 Departamento de Engenharia Química, Universidade Federal de Minas Gerais – cano@deq.ufmg.br
  2. 2. MATERIAL E MÉTODOS34 Para verificar o efeito de diferentes tratamentos pós-colheita, os frutos coletados na safra35 2011/2012, no campus da UFMG – Belo Horizonte, foram separados em seis diferentes lotes: lote 036 - frutos caídos ao chão, armazenados sem limpeza prévia; lote 1 - frutos caídos no coletor,37 armazenados sem limpeza prévia; lote 2- frutos caídos no coletor, lavados com água, secos à38 temperatura ambiente; lote 3- frutos caídos no coletor, higienizados com solução de hipoclorito de39 sódio 2%,secos à temperatura ambiente; lote 4- frutos caídos no coletor, secos na estufa a 60º C por40 24 h; lote 5- frutos caídos no coletor, higienizados com solução de hipoclorito de sódio 2% e secos41 na estufa a 60º C por 24 h.42 Todos os lotes foram armazenados à temperatura ambiente, dentro de cestos plásticos com43 furos. As análises foram feitas no dia da coleta, após o tratamento escolhido para cada lote (tempo44 0) e após 30 dias (tempo 30). Sendo assim, foram utilizados na faixa de 15 a 20 frutos (50%) em45 cada tempo avaliado.46 Na safra 2012/2013 os frutos foram coletados na área rural de Taquaraçu de Minas (MG) e47 apenas os tratamentos que obtiveram os melhores resultados foram repetidos, porém com algumas48 adaptações:lote 1 - frutos coletados no cacho, armazenados sem limpeza prévia; lote 2- frutos49 caídos ao chão, lavados com água, imersos rapidamente em solução de hipoclorito de sódio 2 % e50 secos à temperatura ambiente; lote 3- frutos caídos ao chão, lavados com água, imersos rapidamente51 em solução de hipoclorito de sódio 2 % e secos na estufa a 60º C por 24 h.52 A determinação de umidade foi realizada segundo as normas da American Oil Chemists’s53 Society (AOCS), método Ac 2-41, que estabelece a secagem em estufa na temperatura de 130°C54 por três horas. A acidez titulável foi determinada através de titulações com solução de hidróxido de55 sódio 0,1 M, de acordo com as normas do Instituto Adolf Lutz, método 310/IV.56 57 RESULTADOS E DISCUSSÃO58 59 A variação do teor de umidade e da acidez titulável da polpa dos frutos coletados na safra60 2011/2012, após os 30 dias de armazenamento, pode ser vista na Tabela 1. Para a análise61 comparativa entre os resultados foi empregado o teste estatístico de Tukey.62 No tempo “0” os teores de umidade e voláteis da polpa dos lotes que passaram pela secagem63 (lotes 4 e 5) diferem significativamente do restante. As umidades dos lotes onde houve a imersão64 em solução de hipoclorito de sódio para a higienização (lotes 3 e 5) numericamente foram sempre65 maiores que as umidades dos lotes que sofreram tratamentos semelhantes (lotes 2 e 4), o que pode66 indicar que o processo de higienização por imersão propicia uma absorção de umidade.67 2
  3. 3. Tabela 1 – Variação do teor de umidade e acidez titulável da polpa da Macaúba (safra 2011/2012).68 Teor de umidade (%) Acidez titulável (mL de NaOH/100g de amostra) Lote Tempo 0 Tempo 30 Tempo 0 Tempo 30 1ª coleta 0 40, 58abA ± 1,05 11,07B ± 4,59 4,77aA ± 0,33 21,81B ±1,26 1 38, 70bA ± 1,07 9,48B ± 1,16 3,95abA ± 0,24 18,48B ± 0,62 2ª coleta 0 42,23abA ± 2,22 7,49B ± 0,66 1,29cA ± 0,12 19,0B ± 0,19 2 39,31abA ± 1,99 8,97B ± 0,6 1,77cA ± 0,11 15,13B ±0,41 3 42, 74aA ± 2, 02 7,95B ± 0,75 1,50cA ± 0,11 23,93B ±0,47 3ª coleta 0 41,75abA ± 1,01 7,86B ± 0,47 1,46cA ± 0,11 35,27B ± 0,08 4 31, 86cA ± 0,75 6,61B ± 0,18 1,79cA ± 0,33 8,51B ± 0,22 5 32, 85cA ± 1,66 5,56B ± 0,16 3,66bA ± 0,75 6,47B ± 0,66 a,b, .....(coluna) médias seguidas pela mesma letra não diferem pelo teste de Tukey (p<0,10).69 A, B,....(linha) médias seguidas por letras diferentes diferem pelo teste de Tukey (p<0,10).70 71 Os frutos da primeira coleta apresentaram uma maior acidez titulável, o que indica que os72 frutos podem apresentar características diferentes a cada coleta. Ainda nesta coleta, nota-se que a73 utilização do coletor não influenciou na acidez titulável da polpa, uma vez que de acordo com o74 teste de Tukey, os valores não apresentaram diferença significativa.75 Independentemente do tratamento pós-colheita recebido, verifica-se que houve uma redução76 da umidade e aumento da acidez titulável após os 30 dias de armazenamento.77 Os resultados obtidos na safra 2012/2013 podem ser vistos na Tabela 2.78 79 Tabela 2 – Variação do teor de umidade e acidez titulável da polpa da Macaúba (safra 2012/2013).80 Teor de umidade (%) Acidez titulável (mL de NaOH/100g de amostra) Lote Tempo 0 Tempo 30 Tempo 0 Tempo 30 1 48,36bA ± 0,85 6,08B ± 0,39 0,43aA ± 0,06 15,78B ± 0,25 2 51,01aA ± 0,54 5,76B ± 0,38 0,35aA ± 0,05 7,64B ± 0,34 3 38,36cA ± 0,17 6,29B ± 0,11 1,09bA ± 0,11 5,41B ± 0,48 a,b, .....(coluna) médias seguidas pela mesma letra não diferem pelo teste de Tukey (p<0,10).81 A, B,....(linha) médias seguidas por letras diferentes diferem pelo teste de Tukey (p<0,10).82 83 No tempo “0” o teor de umidade da polpa apresentou diferença significativa em todos os84 tratamentos, e o maior valor numérico obtido no lote 2 pode indicar que o processo de lavagem e85 3
  4. 4. imersão na solução de hipoclorito de sódio 2% acarreta em uma pequena absorção de água pelo86 fruto. Como esperado, houve redução da umidade após 30 dias de armazenamento.87 Em ambas as Tabelas, pode se verificar que o valor inicial da acidez titulável dos lotes que88 passaram por lavagem seguida pela secagem foram maiores do que os valores dos demais tipos de89 tratamento, o que pode ser um indicativo de que esses processos propiciam um aumento da acidez90 inicial da polpa.91 Em todos os casos, após os 30 dias de armazenamento a acidez titulável da polpa aumentou92 consideravelmente. Apesar da acidez inicial do lote que passou pela secagem ser sempre maior que93 a dos outros lotes, observa-se que este lote foi o que apresentou o menor aumento da acidez em94 todas as coletas. Os lotes que não passaram por nenhum tratamento pós-colheita tiveram os maiores95 aumentos de acidez, mesmo nos casos em que apresentaram uma acidez inicial mais baixa.96 97 CONCLUSÃO98 99 Os resultados obtidos nas análises das duas safras consecutivas indicam que se o objetivo for100 preservar os frutos da Macaúba,de forma com que a polpa se mantenha com menor acidez, o101 tratamento mais recomendável é a lavagem com água seguida por rápida imersão em solução102 clorada 2% e posterior secagem em estufa a 60º C por 24 h.103 104 REFERÊNCIAS105 106 ARAÚJO, M. M. Conhecendo a cadeia produtiva da macaúba: Projeto piloto do Alto Parnaíba-107 MG. Informe Agropecuário, Belo Horizonte: EPAMIG, v.32, n. 265, p. 31, nov./dez. 2011.108 109 MOTA, C. S.; CORRÊA, T. R.; GROSSI, J. A. S.; CASTRICINI, A.; RIBEIRO, A. da S.110 Exploração sustentável da macaúba para a produção de biodiesel: colheita, pós-colheita e qualidade111 dos frutos. Informe Agropecuário, Belo Horizonte: EPAMIG, v.32, n. 265, p. 41-51, nov./dez.112 2011.113 114 NUCCI, S. M. Desenvolvimento, caracterização e análise da utilidade de marcadores115 microssatélites em genética de população de macaúba. 90p. Campinas. Dissertação (Mestrado116 em Agricultura Tropical e Subtropical) - Instituto Agronômico, Campinas, 2007.117 118 SILVA, G. C. R. Processo industrial de extração dos óleos do fruto da macaúba: proposição de119 rota, simulação e análise de viabilidade econômica. 217p. Dissertação (mestrado em Engenharia120 Química) – Escola de Engenharia, Faculdade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.121 122 SILVA, G. C. R.; CAÑO ANDRADE, M. H. Development and simulation of a new oil extraction123 process from fruit of macauba palm tree. Journal of Food Process Engineering. v. x, p. 1-12,124 2011.125 4

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