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Redes Sociais novos comportamentos

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  2. 2. Entre, por favor
  3. 3. Para entender redes...
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  5. 5. Observe
  6. 6. Observe mais um pouco
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  9. 9. “Uma árvore bem gorjeada em poucos segundos passa a fazer parte dos pássaros que a gorjeiam” Manoel de Barros
  10. 10. Hummm...
  11. 11. Hummm...
  12. 12. Então?
  13. 13. Entendeu agora o que é rede?
  14. 14. E agora?
  15. 15. Heim?
  16. 16. Ahhh!...
  17. 17. Ups! Foi longe demais?
  18. 18. Vamos tentar outro caminho
  19. 19. Você sabe o que é uma rede neural?
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  21. 21. Mas o que são redes sociais?
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  23. 23. Será?
  24. 24. Ou será que...
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  29. 29. Pois é...
  30. 30. Não apenas um mundo
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  33. 33. Highly Connected Worlds
  34. 34. Mas muitas pessoas não entenderam tais evidências
  35. 35. Nossas instituições não são redes...
  36. 36. O que fazer?
  37. 37. Ninguém pode entender os múltiplos mundos sociais em rede que estão se configurando se não entender o que é rede!
  38. 38. Para entender o que é rede: 1 - Descentralização ≠ Distribuição 2 - Participação ≠ Interação 3 - Site da Rede ≠ Rede
  39. 39. 1 Descentralização ≠ Distribuição
  40. 40. Para entender a diferença entre descentralização e distribuição “On distributed communications” (1964)
  41. 41. O diagrama original de Paul Baran
  42. 42. A conectividade acompanha a distribuição
  43. 43. A interatividade acompanha a conectividade
  44. 44. 2 Participação ≠ Interação
  45. 45. Entendendo a fenomenologia da interação
  46. 46. Clustering Swarming Cloning Crunching
  47. 47. A primeira grande descoberta: Tudo que interage clusteriza 1 Tudo clusteriza independentemente do conteúdo, em função dos graus de distribuição e conectividade (ou interatividade) da rede social.
  48. 48. A primeira grande descoberta: Tudo que interage clusteriza 1 Ao articular uma organização em rede distribuída não é necessário pré-determinar quais serão os departamentos, aquelas caixinhas desenhadas nos organogramas. Estando claro, para os interagentes, qual é o propósito da iniciativa, basta deixar as forças do aglomeramento atuarem.
  49. 49. A segunda grande descoberta: Tudo que interage pode enxamear 2 Swarming (ou swarm behavior) e suas variantes como herding e shoaling, não acontecem somente com insetos, formigas, abelhas, pássaros, quadrúpedes e peixes. Em termos genéricos esses movimentos coletivos (também chamados de flocking) ocorrem quando um grande número de entidades self- propelled interagem.
  50. 50. Shoaling
  51. 51. Flocking
  52. 52. A segunda grande descoberta: Tudo que interage pode enxamear 2 Algum tipo de inteligência coletiva (swarm intelligence) está sempre envolvida nestes movimentos. Isso também ocorre com humanos, quando multidões se aglomeram (clustering) e “evoluem” sincronizadamente sem qualquer condução exercida por algum líder; ou quando muitas pessoas enxameiam e provocam grandes mobilizações sem convocação ou coordenação centralizada.
  53. 53. Swarming
  54. 54. Madri 2004
  55. 55. Cairo (Praça Tahrir) 2011
  56. 56. Madri (novamente) 2011
  57. 57. A terceira grande descoberta: Imitação é uma forma de interação 3 Como pessoas – gholas sociais – todos somos clones, na medida em que somos culturalmente formados como réplicas variantes (embora únicas) de configurações das redes sociais onde estamos emaranhados.
  58. 58. Jaume Plensa, Barcelona
  59. 59. A terceira grande descoberta: Aimitação é uma clonagem 3 O termo clone deriva da palavra grega klónos, usada para designar "tronco” ou “ramo", referindo-se ao processo pelo qual uma nova planta pode ser criada a partir de um galho. Mas é isso mesmo. A nova planta imita a velha. A vida imita a vida. A convivência imita a convivência. A pessoa imita o social.
  60. 60. A terceira grande descoberta: Aimitação é uma clonagem 3 Sem imitação não poderia haver ordem emergente nas sociedades humanas ou em qualquer coletivo de seres capazes de interagir. Sem imitação os cupins não conseguiriam construir seus cupinzeiros. Sem imitação, os pássaros não voariam em bando, configurando formas geométricas tão surpreendentes e fazendo aquelas evoluções fantásticas.
  61. 61. Cupinzeiro africano
  62. 62. A terceira grande descoberta: Aimitação é uma clonagem 3 Quando tentamos orientar as pessoas sobre o quê – e como, e quando, e onde – elas devem aprender, nós é que estamos, na verdade, tentando replicar, reproduzir borgs: queremos seres que repetem. Quando deixamos as pessoas imitarem umas as outras, não replicamos; pelo contrário, ensejamos a formação de gholas sociais. Como seres humanos somos seres imitadores.
  63. 63. E os cupinzeiros humanos?
  64. 64. A terceira grande descoberta: Aimitação é uma clonagem 3 Nada a ver com conteúdo. Nos mundos altamente conectados o cloning tende a auto- organizar boa parte das coisas que nos esforçamos por organizar inventando complicados processos e métodos de gestão. Mesmo porque tudo isso vira lixo na medida em que os mundos começam a se contrair sob efeito de crunching.
  65. 65. Empowerfulness
  66. 66. A quarta grande descoberta: Small is powerful 4 Essa talvez seja a mais surpreendente descoberta-fluzz de todos os tempos. Em outras palavras, isso quer dizer que o social reinventa o poder. No lugar do poder de mandar nos outros, surge o poder de encorajá- los (e encorajar-se): empowerment! Sim, fluzz é empowerfulness.
  67. 67. A quarta grande descoberta: Small is powerful 4 Quando aumenta a interatividade é porque os graus de conectividade e distribuição da rede social aumentaram; ou, dizendo de outro modo, é porque os graus de separação diminuíram: o mundo social se contraiu (crunch). Os graus de separação não estão apenas diminuindo: eles estão despencando. Estamos sob o efeito desse amassamento (Small-World Phenomenon).
  68. 68. A quarta grande descoberta: Tudo que interage se aproxima 4 Nada a ver com conteúdo. Tudo que interage tende a se emaranhar mais e a se aproximar, diminuindo o tamanho social do mundo. Quanto menores os graus de separação do emaranhado em você vive como pessoa, mais empoderado por ele (por esse emaranhado) você será. Mais alternativas de futuro terá à sua disposição.
  69. 69. 3 Site da rede ≠ Rede
  70. 70. Midias sociais ≠ Redes sociais
  71. 71. Existe rede socialdesde que existe sociedade humana
  72. 72. O que está aumentando agoraé a interatividade
  73. 73. Por que Montezuma ≠ Gerônimo?
  74. 74. Como seria uma plataforma adequada para redes sociais?
  75. 75. Não seria nada parecido com mídias sociais “egonetizadas”, proprietárias e p-based tipo Facebook e assemelhados (como o Google+)
  76. 76. Plataformas egonetizadas deseducam seus “usuários” para as redes sociais distribuídas
  77. 77. Plataformas egonetizadas Em vez de fluxo, “meu quadrado” A pessoas tende a achar que a sua página é o seu espaço proprietário, a partir do qual ela vai interagir. Em vez de se jogar no fluxo, ela se aboleta no seu bunker (chamado de “Minha Página”). E é induzida a achar que ali pode colocar todas as “suas” coisas. E fica até ofendida quando alguém lhe lembra que o concurso de Miss Universo não tem muito a ver com astrofísica...
  78. 78. Plataformas proprietárias Em vez de distribuição, centralização São urdidas pelos trancadores de códigos. Ao construírem caixas-pretas para esconder seus algoritmos ou para montar seus alçapões de dados (Google ou Facebook), erigem pirâmides para proteger suas operações centralizadoras da rede social. Não é por acaso que essas plataformas desenhadas a partir de uma instância proprietária tentam disciplinar a interação.
  79. 79. Plataformas p-based Em vez de interação, participação Plataformas p-based (baseadas em participação) envolvem sempre algum tipo de escolha de preferências geradora de escassez. E suas funcionalidades estão voltadas ao arquivamento de passado (para aumentar o repositório ao qual somente seus proprietários têm pleno acesso, na medida em que só eles podem programá-las sem restrições).
  80. 80. Buraco negro
  81. 81. Será?
  82. 82. Qual é, no fundo, no fundo, o problema dessas plataformas egonetizadas, proprietárias e p-based?
  83. 83. Nada de controlar indivíduos
  84. 84. Um problema de concepção Midias sociais inadequadas ao netweaving O que está por trás de tudo isso é a idéia de que o indivíduo é o átomo social, quando, na verdade, para ser social é preciso ser molécula. Redes sociais são redes de pessoas e pessoas são produtos de interação e não unidades anteriores à interação.
  85. 85. Pessoas interagindo livremente
  86. 86. Rede sociais não são ferramentas Midias sociais são ferramentas Uma rede não é uma ferramenta – uma plataforma – e sim pessoas, conectadas horizontalmente, interagindo por iniciativa própria. Na ausência de uma verdadeira rede social, qualquer plataforma interativa tende a ficar inativa.
  87. 87. http://escoladeredes.ning.com

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