Redes Sociais novos comportamentos

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Redes Sociais novos comportamentos

  1. 1. Redes Sociais @fabriciosantori
  2. 2. Entre, por favor
  3. 3. Para entender redes...
  4. 4. Apenas observe
  5. 5. Observe
  6. 6. Observe mais um pouco
  7. 7. Continue observando...
  8. 8. Uma árvore bem gorjeada!
  9. 9. “Uma árvore bem gorjeada em poucos segundos passa a fazer partedos pássaros que a gorjeiam” Manoel de Barros
  10. 10. Hummm...
  11. 11. Hummm...
  12. 12. Então?
  13. 13. Entendeu agora o que é rede?
  14. 14. E agora?
  15. 15. Heim?
  16. 16. Ahhh!...
  17. 17. Ups! Foi longe demais?
  18. 18. Vamos tentar outro caminho
  19. 19. Você sabe o que é uma rede neural?
  20. 20. Então você já entendeu tudo!
  21. 21. Mas o que são redes sociais?
  22. 22. Será que redes sociais são essascarinhas nos sites de relacionamento?
  23. 23. Será?
  24. 24. Ou será que...
  25. 25. As redes sociaissão as sociedades
  26. 26. sociedades-em-rede estão emergindo
  27. 27. Redes mais distribuídas do quecentralizadas surgem por toda parte
  28. 28. O mundo todo está em rede
  29. 29. Pois é...
  30. 30. Não apenas um mundo
  31. 31. Mundos em redeMundos em rede
  32. 32. Muitos mundos em rede (no plural)
  33. 33. Highly Connected Worlds
  34. 34. Mas muitas pessoas nãoentenderam tais evidências
  35. 35. Nossas instituiçõesnão são redes...
  36. 36. O que fazer?
  37. 37. Ninguém pode entender osmúltiplos mundos sociais em rede que estão se configurando se não entender o que é rede!
  38. 38. Para entender o que é rede:1 - Descentralização ≠ Distribuição2 - Participação ≠ Interação3 - Site da Rede ≠ Rede
  39. 39. 1Descentralização ≠ Distribuição
  40. 40. Para entender a diferença entre descentralização e distribuição“On distributed communications” (1964)
  41. 41. O diagrama original de Paul Baran
  42. 42. A conectividade acompanha a distribuição
  43. 43. A interatividade acompanha a conectividade
  44. 44. 2Participação ≠ Interação
  45. 45. Entendendo afenomenologia da interação
  46. 46. ClusteringSwarming CloningCrunching
  47. 47. A primeira grande descoberta: Tudo que interage clusteriza1Tudo clusteriza independentemente do conteúdo, em função dos graus de distribuição e conectividade (ou interatividade) da rede social.
  48. 48. A primeira grande descoberta: Tudo que interage clusteriza1Ao articular uma organização em rede distribuída não é necessário pré-determinar quais serão os departamentos, aquelas caixinhas desenhadas nos organogramas. Estando claro, para os interagentes, qual é o propósito da iniciativa, basta deixar as forças do aglomeramento atuarem.
  49. 49. A segunda grande descoberta: Tudo que interage pode enxamear2Swarming (ou swarm behavior) e suas variantes como herding e shoaling, não acontecem somente com insetos, formigas, abelhas, pássaros, quadrúpedes e peixes. Em termos genéricos esses movimentos coletivos (também chamados de flocking) ocorrem quando um grande número de entidades self- propelled interagem.
  50. 50. Shoaling
  51. 51. Flocking
  52. 52. A segunda grande descoberta: Tudo que interage pode enxamear2Algum tipo de inteligência coletiva (swarm intelligence) está sempre envolvida nestes movimentos. Isso também ocorre com humanos, quando multidões se aglomeram (clustering) e “evoluem” sincronizadamente sem qualquer condução exercida por algum líder; ou quando muitas pessoas enxameiam e provocam grandes mobilizações sem convocação ou coordenação centralizada.
  53. 53. Swarming
  54. 54. Madri 2004
  55. 55. Cairo (Praça Tahrir) 2011
  56. 56. Madri (novamente) 2011
  57. 57. A terceira grande descoberta: Imitação é uma forma de interação3Como pessoas – gholas sociais – todos somos clones, na medida em que somos culturalmente formados como réplicas variantes (embora únicas) de configurações das redes sociais onde estamos emaranhados.
  58. 58. Jaume Plensa, Barcelona
  59. 59. A terceira grande descoberta: Aimitação é uma clonagem3O termo clone deriva da palavra grega klónos, usada para designar "tronco” ou “ramo", referindo-se ao processo pelo qual uma nova planta pode ser criada a partir de um galho. Mas é isso mesmo. A nova planta imita a velha. A vida imita a vida. A convivência imita a convivência. A pessoa imita o social.
  60. 60. A terceira grande descoberta: Aimitação é uma clonagem3Sem imitação não poderia haver ordem emergente nas sociedades humanas ou em qualquer coletivo de seres capazes de interagir. Sem imitação os cupins não conseguiriam construir seus cupinzeiros. Sem imitação, os pássaros não voariam em bando, configurando formas geométricas tão surpreendentes e fazendo aquelas evoluções fantásticas.
  61. 61. Cupinzeiro africano
  62. 62. A terceira grande descoberta: Aimitação é uma clonagem3Quando tentamos orientar as pessoas sobre o quê – e como, e quando, e onde – elas devem aprender, nós é que estamos, na verdade, tentando replicar, reproduzir borgs: queremos seres que repetem. Quando deixamos as pessoas imitarem umas as outras, não replicamos; pelo contrário, ensejamos a formação de gholas sociais. Como seres humanos somos seres imitadores.
  63. 63. E os cupinzeiros humanos?
  64. 64. A terceira grande descoberta: Aimitação é uma clonagem3Nada a ver com conteúdo. Nos mundos altamente conectados o cloning tende a auto- organizar boa parte das coisas que nos esforçamos por organizar inventando complicados processos e métodos de gestão. Mesmo porque tudo isso vira lixo na medida em que os mundos começam a se contrair sob efeito de crunching.
  65. 65. Empowerfulness
  66. 66. A quarta grande descoberta: Small is powerful4Essa talvez seja a mais surpreendente descoberta-fluzz de todos os tempos. Em outras palavras, isso quer dizer que o social reinventa o poder. No lugar do poder de mandar nos outros, surge o poder de encorajá- los (e encorajar-se): empowerment!Sim, fluzz é empowerfulness.
  67. 67. A quarta grande descoberta: Small is powerful4Quando aumenta a interatividade é porque os graus de conectividade e distribuição da rede social aumentaram; ou, dizendo de outro modo, é porque os graus de separação diminuíram: o mundo social se contraiu (crunch). Os graus de separação não estão apenas diminuindo: eles estão despencando. Estamos sob o efeito desse amassamento (Small-World Phenomenon).
  68. 68. A quarta grande descoberta: Tudo que interage se aproxima4Nada a ver com conteúdo. Tudo que interage tende a se emaranhar mais e a se aproximar, diminuindo o tamanho social do mundo. Quanto menores os graus de separação do emaranhado em você vive como pessoa, mais empoderado por ele (por esse emaranhado) você será. Mais alternativas de futuro terá à sua disposição.
  69. 69. 3Site da rede ≠ Rede
  70. 70. Midias sociais ≠ Redes sociais
  71. 71. Existe rede socialdesdeque existe sociedade humana
  72. 72. O que está aumentandoagoraé a interatividade
  73. 73. Por que Montezuma ≠ Gerônimo?
  74. 74. Como seria umaplataforma adequada para redes sociais?
  75. 75. Não seria nada parecido com mídias sociais “egonetizadas”,proprietárias e p-based tipo Facebook eassemelhados (como o Google+)
  76. 76. Plataformas egonetizadasdeseducam seus “usuários” para as redes sociais distribuídas
  77. 77. Plataformas egonetizadas Em vez de fluxo, “meu quadrado”A pessoas tende a achar que a sua página é o seu espaço proprietário, a partir do qual ela vai interagir. Em vez de se jogar no fluxo, ela se aboleta no seu bunker (chamado de “Minha Página”). E é induzida a achar que ali pode colocar todas as “suas” coisas. E fica até ofendida quando alguém lhe lembra que o concurso de Miss Universo não tem muito a ver com astrofísica...
  78. 78. Plataformas proprietárias Em vez de distribuição, centralizaçãoSão urdidas pelos trancadores de códigos. Ao construírem caixas-pretas para esconder seus algoritmos ou para montar seus alçapões de dados (Google ou Facebook), erigem pirâmides para proteger suas operações centralizadoras da rede social. Não é por acaso que essas plataformas desenhadas a partir de uma instância proprietária tentam disciplinar a interação.
  79. 79. Plataformas p-based Em vez de interação, participaçãoPlataformas p-based (baseadas em participação) envolvem sempre algum tipo de escolha de preferências geradora de escassez. E suas funcionalidades estão voltadas ao arquivamento de passado (para aumentar o repositório ao qual somente seus proprietários têm pleno acesso, na medida em que só eles podem programá-las sem restrições).
  80. 80. Buraco negro
  81. 81. Será?
  82. 82. Qual é, no fundo, nofundo, o problema dessasplataformas egonetizadas, proprietárias e p-based?
  83. 83. Nada de controlar indivíduos
  84. 84. Um problema de concepçãoMidias sociais inadequadas ao netweavingO que está por trás de tudo isso é a idéia de que o indivíduo é o átomo social, quando, na verdade, para ser social é preciso ser molécula. Redes sociais são redes de pessoas e pessoas são produtos de interação e não unidades anteriores à interação.
  85. 85. Pessoas interagindo livremente
  86. 86. Rede sociais não são ferramentas Midias sociais são ferramentasUma rede não é uma ferramenta – uma plataforma – e sim pessoas, conectadas horizontalmente, interagindo por iniciativa própria. Na ausência de uma verdadeira rede social, qualquer plataforma interativa tende a ficar inativa.
  87. 87. http://escoladeredes.ning.com

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