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GRUPO B: 
Transtornos Dramáticos, 
Imprevisíveis, ou 
Irregulares
• Conjunto de características muito 
próprias de uma pessoa, que se 
refletem na forma como ela pensa, 
vê o mundo e se comporta. 
Personalidade 
• Ocorrência de comportamento 
acentuadamente desviante das 
expectativas da cultura do 
indivíduo, de forma frequente, 
independente do local ou 
circunstâncias de vida. 
Transtorno de 
personalidade 
2
GRUPO A 
Excêntricos ou 
estranhos 
TP Paranóide 
TP Esquizóide 
TP Esquizotípica 
GRUPO B 
Dramáticos, 
imprevisíveis ou 
irregulares 
GRUPO C 
Ansiosos ou receosos 
TP Antissocial 
TP Borderline 
TP Histriônica 
TP Narcisista 
TP Esquiva 
TP Dependente 
TP Obsessivo-compulsivo 
3
• Os sintomas inflexíveis dos 
distúrbios afetam muito mais as 
pessoas em sua volta, do que o 
próprio individuo. 
• Geralmente são apelidadas como 
“problemáticas”. 
• Os indivíduos são tidos como manipuladores, 
rebeldes, maus, estressados, dramáticos, egoístas, 
impulsivos, intolerantes e com tendência a quebrar 
regras e rotinas. 
4
 Não consegue perceber que as respostas 
do ambiente são reativas ao seu 
comportamento 
 Tendência a culpar o mundo visto como 
mal e cheio de armadilhas 
 Entende seus problemas como fontes 
externas – que não lhe dizem respeito 
diretamente. 
 Apresentam a teatralidade, impulsividade e 
desajustamento social como características 
comuns 
5
6
• Chamados de sociopatas ou psicopatas, cometem 
crimes e delitos sem sentir culpa (ausência de ansiedade 
e depressão) 
• São insensíveis, egoístas, mentirosos, frios, agressivos, 
desprovidos de remorso 
• Incapaz de se adaptar às normas, regras ou leis sociais. 
• Enganam, seduzem e manipulam as pessoas a fim de 
obter vantagens pessoais ou prazer. 
• Etiologia combinação de fatores genéticos e 
psicossociais (ambiente favorecedor) 
• Eclode, muitas vezes, na adolescência sob a alcunha de 
transtorno de conduta 
7
Visão do self: 
Solitárias, autônomas e fortes. Quebrar regras é normal,e 
inclusive desejável. 
Visão dos outros: 
Veem as outras pessoas como exploradoras, portanto 
merecem ser explorados em retaliação. 
Crenças: 
‘’Eu preciso tomar cuidado’’, “Os outros são otários”, 
’’Tenho de ser o agressor para não ser vítima’’ 
Estratégias: 
Atacar, roubar, enganar, manipular 
8
• A intervenção apresenta desafios significativos 
• Estabelecimento de vínculo terapêutico sólido e bem 
construído (quando possível – ausência de empatia) 
• Enquadre bem definido 
• Ênfase na história do indivíduo X formulação cognitiva 
• Terapeuta deve ser incorruptível, estável e persistente 
• Confrontar comportamentos no aqui e agora 
• Monitorar a contratransferência 
• Evitar expectativas excessivas de melhora 
• Busca da melhora do comportamento moral e social. 
9
10
• Quando apaixonam-se por uma pessoa, tratam-na como um 
deus, entretanto, à menor contrariedade ou sinal de rejeição 
percebida, acreditam erroneamente estar sendo ignoradas e 
abandonadas. 
• Essas relações intimas são frequentemente intensas, mas 
caóticas, impulsivas e instáveis, terminando sempre em 
chantagens, manipulações e ameaças. 
• Apresentam profundos sentimentos de raiva e vazio crônico, 
são emocionalmente instáveis, extremistas, com surtos de 
carência afetiva, tendência suicida e automutilação. 
• São pessoas manipuladoras, uma vez que temem ser 
rejeitados em seus relacionamentos amorosos, fazendo 
esforços totalmente desproporcionais para evitar o abandono. 
11
Visão do self: 
Vulnerável á rejeição e traição, a dominação; Destituído do 
apoio emocional 
Visão dos outros: 
Idealizada: poderosos, amorosos, perfeitos; 
Desvalorizada: Rejeitadores, controladores, traidores, 
malvados 
Crenças: 
“Não consigo enfrentar as coisas sozinho’’ 
“Não tolero sentimentos desagradáveis’’ 
Estratégias: 
Manipular, Seduzir, Protestar dramaticamente, ameaçar ou 
tornar-se punitivo em relação àqueles que sinalizam rejeição; 
Aliviar tensão por mutilação e atos suicidas. 12
 O terapeuta deve decidir que tratamento vai oferecer: 
 Breve, visando reduzir os problemas mais 
complicados e perigosos do TPB (impulsividade, 
comportamento automutilante, abuso de substâncias; 
obter certo controle sobre as emoções e certo 
entendimento dos problemas). 
Em um ano mais ou menos, para haver uma 
mudança mais profunda, durante a qual se desenvolve 
um relacionamento pessoal intensivo entre terapeuta e 
paciente para que o terapeuta sinta-se seguro para dar 
limites 
13
14
• Pessoas muito emotivas, exageradas, superficiais, 
emocionalmente instáveis, muito preocupadas com a 
aparência física (vaidosos e provocativos); 
• Geralmente vestem-se de maneira chamativa, sobretudo 
sexualmente provocante, para obterem atenção geral e 
irrestrita; 
• Dramáticos, hipersensíveis a críticas, altamente 
exigentes e carentes de afeto; 
• Pode ser confundido com Transtorno Afetivo Bipolar 
15
Visão do self: 
Glamouroso, impressionante 
Visão dos outros: 
seduzíveis, receptivos e admiradores 
Crenças: 
“As pessoas estão aqui para me servir ou admirar’’ 
“As pessoas não tem o direito de me negar o que mereço’’ 
Estratégias: 
Usar a dramaticidade e o charme, ter ataques de raiva, 
chorar, gestos suicidas. 
16
17 
• Convém utilizar técnicas especificas, 
incluindo identificar e contestar PA, montar 
experimentos comportamentais, organizar 
horários para atividades de treinamento 
de relaxamento, de resolução de problemas e 
asserção. 
• A crença de “é necessário ser amado por todo 
mundo” o tempo todo terá de ser contestada. 
• Manter postura empática, tranquila e alerta.
18
• Pessoas arrogantes, orgulhosas e que acham superiores e 
mais especiais que os outros. 
• Aparentam ser antipáticas, egocêntricas, egoístas e 
emocionalmente frias. 
• Diferentemente do histriônico, narcisistas podem se cuidar 
em excesso (vaidosos) para mostrar às outras pessoas o 
quanto são mais “bonitos” e anseiam por elogios não para 
receber atenção, mais apenas para mostrar que são 
supostamente superiores às outras pessoas. 
• Na quase totalidade dos casos, o narcisista não consegue 
perceber ou reluta muito para admitir que tem algum 
problema, podendo se sentir até mesmo muito ofendido 
com qualquer sugestão nesse sentido. 
19
Visão do self: 
Especial, único, merecedor de regras especiais, acima das 
regras. 
Visão dos outros: 
Inferiores, admiradores 
Principais crenças: 
“Já que sou especial, eu mereço regras especiais’’ 
“Estou acima das regras” 
“Eu sou melhor que os outros’’ 
Principais estratégias: 
Usar os outros, transcender as regras, manipular, competir. 
20
21 
• Reestruturação cognitiva focando a busca por um 
conceito mais realista de si mesmo 
(anticontemplação) 
• As características desse transtorno pode 
facilmente provocar no terapeuta aborrecimento, 
ansiedade ou erros de julgamento. 
• Técnicas como dramatização, análise de feedback 
social e testagem de hipóteses podem dar bons 
resultados.
• ANGELOTTI, G.; FORTES, M. Terapia cognitivo-comportamental 
para os transtornos de 
personalidade. São Paulo: Rocca, 2011. 
• BECK, A. Terapia cognitiva dos transtornos 
de personalidade. Porto Alegre: Artmed, 2005. 
• DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e 
semiologia dos transtornos mentais. Porto 
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Trantorno de personalidade grupo b

  • 1. GRUPO B: Transtornos Dramáticos, Imprevisíveis, ou Irregulares
  • 2. • Conjunto de características muito próprias de uma pessoa, que se refletem na forma como ela pensa, vê o mundo e se comporta. Personalidade • Ocorrência de comportamento acentuadamente desviante das expectativas da cultura do indivíduo, de forma frequente, independente do local ou circunstâncias de vida. Transtorno de personalidade 2
  • 3. GRUPO A Excêntricos ou estranhos TP Paranóide TP Esquizóide TP Esquizotípica GRUPO B Dramáticos, imprevisíveis ou irregulares GRUPO C Ansiosos ou receosos TP Antissocial TP Borderline TP Histriônica TP Narcisista TP Esquiva TP Dependente TP Obsessivo-compulsivo 3
  • 4. • Os sintomas inflexíveis dos distúrbios afetam muito mais as pessoas em sua volta, do que o próprio individuo. • Geralmente são apelidadas como “problemáticas”. • Os indivíduos são tidos como manipuladores, rebeldes, maus, estressados, dramáticos, egoístas, impulsivos, intolerantes e com tendência a quebrar regras e rotinas. 4
  • 5.  Não consegue perceber que as respostas do ambiente são reativas ao seu comportamento  Tendência a culpar o mundo visto como mal e cheio de armadilhas  Entende seus problemas como fontes externas – que não lhe dizem respeito diretamente.  Apresentam a teatralidade, impulsividade e desajustamento social como características comuns 5
  • 6. 6
  • 7. • Chamados de sociopatas ou psicopatas, cometem crimes e delitos sem sentir culpa (ausência de ansiedade e depressão) • São insensíveis, egoístas, mentirosos, frios, agressivos, desprovidos de remorso • Incapaz de se adaptar às normas, regras ou leis sociais. • Enganam, seduzem e manipulam as pessoas a fim de obter vantagens pessoais ou prazer. • Etiologia combinação de fatores genéticos e psicossociais (ambiente favorecedor) • Eclode, muitas vezes, na adolescência sob a alcunha de transtorno de conduta 7
  • 8. Visão do self: Solitárias, autônomas e fortes. Quebrar regras é normal,e inclusive desejável. Visão dos outros: Veem as outras pessoas como exploradoras, portanto merecem ser explorados em retaliação. Crenças: ‘’Eu preciso tomar cuidado’’, “Os outros são otários”, ’’Tenho de ser o agressor para não ser vítima’’ Estratégias: Atacar, roubar, enganar, manipular 8
  • 9. • A intervenção apresenta desafios significativos • Estabelecimento de vínculo terapêutico sólido e bem construído (quando possível – ausência de empatia) • Enquadre bem definido • Ênfase na história do indivíduo X formulação cognitiva • Terapeuta deve ser incorruptível, estável e persistente • Confrontar comportamentos no aqui e agora • Monitorar a contratransferência • Evitar expectativas excessivas de melhora • Busca da melhora do comportamento moral e social. 9
  • 10. 10
  • 11. • Quando apaixonam-se por uma pessoa, tratam-na como um deus, entretanto, à menor contrariedade ou sinal de rejeição percebida, acreditam erroneamente estar sendo ignoradas e abandonadas. • Essas relações intimas são frequentemente intensas, mas caóticas, impulsivas e instáveis, terminando sempre em chantagens, manipulações e ameaças. • Apresentam profundos sentimentos de raiva e vazio crônico, são emocionalmente instáveis, extremistas, com surtos de carência afetiva, tendência suicida e automutilação. • São pessoas manipuladoras, uma vez que temem ser rejeitados em seus relacionamentos amorosos, fazendo esforços totalmente desproporcionais para evitar o abandono. 11
  • 12. Visão do self: Vulnerável á rejeição e traição, a dominação; Destituído do apoio emocional Visão dos outros: Idealizada: poderosos, amorosos, perfeitos; Desvalorizada: Rejeitadores, controladores, traidores, malvados Crenças: “Não consigo enfrentar as coisas sozinho’’ “Não tolero sentimentos desagradáveis’’ Estratégias: Manipular, Seduzir, Protestar dramaticamente, ameaçar ou tornar-se punitivo em relação àqueles que sinalizam rejeição; Aliviar tensão por mutilação e atos suicidas. 12
  • 13.  O terapeuta deve decidir que tratamento vai oferecer:  Breve, visando reduzir os problemas mais complicados e perigosos do TPB (impulsividade, comportamento automutilante, abuso de substâncias; obter certo controle sobre as emoções e certo entendimento dos problemas). Em um ano mais ou menos, para haver uma mudança mais profunda, durante a qual se desenvolve um relacionamento pessoal intensivo entre terapeuta e paciente para que o terapeuta sinta-se seguro para dar limites 13
  • 14. 14
  • 15. • Pessoas muito emotivas, exageradas, superficiais, emocionalmente instáveis, muito preocupadas com a aparência física (vaidosos e provocativos); • Geralmente vestem-se de maneira chamativa, sobretudo sexualmente provocante, para obterem atenção geral e irrestrita; • Dramáticos, hipersensíveis a críticas, altamente exigentes e carentes de afeto; • Pode ser confundido com Transtorno Afetivo Bipolar 15
  • 16. Visão do self: Glamouroso, impressionante Visão dos outros: seduzíveis, receptivos e admiradores Crenças: “As pessoas estão aqui para me servir ou admirar’’ “As pessoas não tem o direito de me negar o que mereço’’ Estratégias: Usar a dramaticidade e o charme, ter ataques de raiva, chorar, gestos suicidas. 16
  • 17. 17 • Convém utilizar técnicas especificas, incluindo identificar e contestar PA, montar experimentos comportamentais, organizar horários para atividades de treinamento de relaxamento, de resolução de problemas e asserção. • A crença de “é necessário ser amado por todo mundo” o tempo todo terá de ser contestada. • Manter postura empática, tranquila e alerta.
  • 18. 18
  • 19. • Pessoas arrogantes, orgulhosas e que acham superiores e mais especiais que os outros. • Aparentam ser antipáticas, egocêntricas, egoístas e emocionalmente frias. • Diferentemente do histriônico, narcisistas podem se cuidar em excesso (vaidosos) para mostrar às outras pessoas o quanto são mais “bonitos” e anseiam por elogios não para receber atenção, mais apenas para mostrar que são supostamente superiores às outras pessoas. • Na quase totalidade dos casos, o narcisista não consegue perceber ou reluta muito para admitir que tem algum problema, podendo se sentir até mesmo muito ofendido com qualquer sugestão nesse sentido. 19
  • 20. Visão do self: Especial, único, merecedor de regras especiais, acima das regras. Visão dos outros: Inferiores, admiradores Principais crenças: “Já que sou especial, eu mereço regras especiais’’ “Estou acima das regras” “Eu sou melhor que os outros’’ Principais estratégias: Usar os outros, transcender as regras, manipular, competir. 20
  • 21. 21 • Reestruturação cognitiva focando a busca por um conceito mais realista de si mesmo (anticontemplação) • As características desse transtorno pode facilmente provocar no terapeuta aborrecimento, ansiedade ou erros de julgamento. • Técnicas como dramatização, análise de feedback social e testagem de hipóteses podem dar bons resultados.
  • 22. • ANGELOTTI, G.; FORTES, M. Terapia cognitivo-comportamental para os transtornos de personalidade. São Paulo: Rocca, 2011. • BECK, A. Terapia cognitiva dos transtornos de personalidade. Porto Alegre: Artmed, 2005. • DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2000. 22