SlideShare uma empresa Scribd logo

Morfologia Urbana e Desenho da Cidade

ARQ210AN
ARQ210AN

Parte II - A morfologia urbana Pág 35 até 130

1 de 4
Baixar para ler offline
3


                  CAPÍTULO 2 – A MORFOLOGIA URBANA

A MORFOLOGIA URBANA
        O termo morfologia utiliza-se para designar o estudo da configuração e da estrutura
exterior de um objecto. É a ciência que estuda as formas, interligando-as com os fenómenos
que lhes deram origem. O conhecimento do meio urbano implica necessariamente a
existência de instrumentos de leitura que permitam organizar e estruturar os elementos
apreendidos, e uma relação objecto-observador.

       Portanto, podemos clarificar três pontos: - a morfologia urbana é o estudo da forma
do meio urbano nas suas partes físicas exteriores, ou elementos morfológicos, e na sua
produção e transformação no tempo; - um estudo da morfologia urbana ocupa-se da divisão
do meio urbano em partes e da articulação destes entre si com o conjunto que definem. O
que remete para a necessidade de identificação e clarificação dos elementos morfológicos,
quer em ordem à leitura ou análise do espaço quer em ordem à sua concepção ou produção;
- um estudo do morfológico deve ter em conta os níveis ou momentos de produção do
espaço urbano.

A FORMA URBANA
         Então a noção de “forma urbana” corresponderia ao meio urbano como arquitectura,
ou seja, um conjunto de objectos arquitectónicos ligados entre si por relações espaciais, a
arquitectura será assim a chave da interpretação correcta e global da cidade como estrutura
espacial.
         Pode-se definir a forma urbana como: aspecto de realidade ou modo como se
organizam os elementos morfológicos que constituem e definem o espaço urbano,
relativamente à materialidade dos aspectos de organização funcional quantitativa e dos
aspectos qualitativos e figurativos.
         - Aspectos quantitativos: todos os aspectos da realidade urbana que podem ser
quantificáveis e que se referem a uma organização quantitativa: densidades, superfícies,
fluxos etc.
         - Aspectos de organização funcional: relacionam-se com as actividades humanas:
habitar, instruir-se, tratar-se, comerciar, etc, e também com o uso de uma área, espaço ou
edifício, ouseja, o tipo de uso do solo.
         - Aspectos qualitativos: referem-se ao tratamento dos espaços, ao conforto e à
comodidade do utilizador. Nos edifícios poderão ser a insonorização, o isolamento térmico, a
correcta insolação, e no meio urbano pode ser o estado dos pavimentos, a adaptação ao
clima, a acessibilidade, etc.
         - Aspectos figurativos: os aspectos figurativos relacionam-se essencialmente com a
comunicação estética.
         Nos vários contextos históricos os elementos morfológicos são semelhantes: rua e
praça, edifícios, fachadas e planos marginais, monumentos isolados. As diferenças resultam
do modo como esses elementos se posicionam, se organizam e se articulam entre si para
constituir o espaço urbano.
         A forma terá de se relacionar com a função de modo a permitir o desenvolvimento
eficaz das actividades que nela se processam.
         Se os três princípios básicos da arquitectura – função, construção e arte – estão
sempre presentes na arquitectura e na cidade, já o peso que cada um deles assume no
processo criativo pode sofrer alterações entre duas posições extremas. Uma posição
“funcionalista”, segundo a qual uma forma física que corresponde logicamente aos problemas
funcionais do contexto é bela, uma vez que a beleza é uma qualidade inerente a todo o
sistema bem resolvido, “FORM FOLLOWS FUNCTION”. Ou então o “antifuncionalismo”, que
aceita que a concepção da forma seja ditada de modo independe por outros objectivos, para
criar a emoção ou o embelezamento da estrutura. Ou seja, a própria função também se




                                RESUMO DE MORFOLOGIA URBANA E DESENHO DA CIDADE, JOSÉ LAMAS
4


adapta à forma, ou a mesma função pode coexistir e processar-se em formas diferentes,
“FUNCTION FOLLOWS FORM”.
         Por exemplo, qualquer equipamento, como os cinemas ou os teatros, deve antes do
mais, funcionar, ou seja, centram-se no funcionamento do programa. A estética funcionalista
estende-se ao desenho de interiores, à decoração, ao desenho industrial, à moda e ao
vestiário, o bom funcionamento torna-se por si só um item de qualidade. A organização
funcionalista das cidades anulou as considerações morfológicas. O zonamento e a atribuição
de uma função exclusiva a cada parcela do território tornaram-se métodos universais do
urbanismo, produzindo cidades monótonas e pouco estimulantes, sem lugar para a surpresa,
a complexidade e a emoção. O funcionalismo foi, sem dúvida, uma teoria urbanística e
arquitectónica, mas foi, antes do mais, uma estratégia de representação desenhada e
construída, traduziu-se mais pela imagem estética, gráfica e espacial do que por uma
correlação exacta da forma com a função. Por outro lado uma mesma função pode existir
convenientemente em formas distintas, a reutilização de antigos edifícios tem permitido
obter excelentes resultados no grau de utilização, significado estético e quantidade
ambiental. A concepção da forma não se esgota na correspondência a uma ou mais funções,
tem também motivações mais complexas e profundas. A forma arquitectónica é a maneira
como as partes ou estratos se encontram dispostos no objecto e também o poder de
explicitar e evidenciar esta disposição. É unicamente através da figura que podemos
descobrir o sentido do fenómeno e reconstruir a totalidade, a pluralidade dos seus elementos
construtivos e das suas proposições. O que caracteriza a obra arquitectural é de natureza
eminentemente figurativa. Entende-se por aspectos figurativos, os aspectos da forma que
são comunicáveis através dos sentidos. E “figura”, ao poder de comunicação estética da
forma, ou seja, ao modo como se organizam as diferentes partes que constituem a forma,
com objectivos de comunicação. Os valores estéticos só são comunicáveis através dos
sentidos e que, apesar das características da forma não se resumirem aos aspectos
sensoriais, estes são determinados na sua compreensão.
         - Sistema de orientação: respeita o esquilíbrio vertical e também as cimas de
cima/baixo, esquerda/direita, etc., que permitem ao homem orientar-se na cidade. É como
um “sexto sentido”, que numa cidade dependerá fundamentalmente dos sistemas de
referência: marcas ou monumentos, zonas ou bairros, etc.
         - Sistema visual: É através da visão que se constrói a parte mais importante da
imagem da cidade, no entanto, o sistema de observação do espaço urbano, pressupõe o
movimento e a apreensão do espaço em sequência visual.
         - Sistema táctil: Aqui se incluem todas as percepções térmicas e de fricção com a
atmosfera: o vento, as correntes de ar, o calor, o frio, que também são importantes na
vivência, compreensão e caracterização da cidade.
         - Sistema olfactivo: Este sistema pertence essexncialmente à experiência da cidade,
embora seja um factor de menor controlo e incidência no desenho da forma urbana, tal como
tem sido analisada.

PRODUÇÃO E FORMA DA CIDADE E PRODUÇÃO FORMA DO TERRITÓRIO
        A expressão território designa a extensão da superfície terrestre na qual vive um
grupo humano, ou melhor, o espaço construido pelo homem, em oposição ao que
poderíamos designar por espaço natural, e que não terá sido humanizado. A forma humana
não pode ser desligada do seu suporte geográfico, ou seja, o território preexistente constitui
sempre um elemento determinante na criação arquitectónica.
        A paisagem humanizada e a paisagem natural adquiriram qualidades figurativas,
foram carregadas com atributos de beleza, capazes de provocar a emoção estética, permite
então considerar que as operações sobre a paisagem são também do domínio arquitectónico-
urbanístico.




                                RESUMO DE MORFOLOGIA URBANA E DESENHO DA CIDADE, JOSÉ LAMAS
5


DIMENSÕES ESPACIAIS NA MORFOLOGIA URBANA
         A compreensão e concepção das formas urbanas ou do território coloca-se a
diferentes níveis, diferenciados pelas unidades de leitura e de concepção.
         Dimensão sectorial: É a mais pequena unidade, ou porção de espaço urbano, com
forma própria. Uma infinidade de elementos que organizados entre si, definem a forma
urbana (edifícios, o traçado, estrutura verde, mobiliário urbano).
         Dimensão urbana: Pressupõe uma estrutura de ruas, praças ou formas de escalas
inferiores. Os elementos morfológicos têm de ser identificados com as formas a escalas
diferentes e a análise da forma necessita do movimento e dos vários percursos (traçados e
praças, quarteirões e monumentos, jardins e áreas verdes).
         Dimensão territorial: A forma estrutura-se através da articulação de diferentes
formas à dimensão urbana. A forma das cidades define-se pela distribuição dos seus
elementos primários ou estruturantes (bairros, grande infra-estruturas viárias e grandes
zonas verdes). Tricart define três escalas principais na paisagem urbana: escala da rua,
escala do bairro e a escala da cidade inteira. Estas categorias estabelecidas permitem
sistematizar o conhecimento do espaço urbano. O desenho urbano – por necessidades da
estrutura mental e operativa humana organiza a forma pela adição e composição dos
elementos morfológicos, ou formas de escalas inferiores. Esta classificação pretende clarificar
a leitura do território, articulando-a com os diferentes níveis de produção do espaço.

OS ELEMENTOS MORFOLÓGICOS DO ESPAÇO URBANO
         Solo: É a partir do território existente e da sua topografia que se desenha ou
constrói a cidade. O pavimento é um elemento de grande importância no espaço urbano,
contudo de uma grande fragilidade e sujeito a inúmeras mudanças.
         Os edifícios: É através dos edifícios que se constitui o espaço urbano e se
organizam os diferentes espaços identificáveis e com “forma própria”: a rua, a praça, o beco,
a avenida, etc. Os edifícios agrupam-se em diferentes tipos, decorrentes da sua função e
forma. Esta interdependência é um dos campos mais sólidos em que se colocam as relações
entre cidade e arquitectura.
         O lote: O edifício não pode ser desligado do lote ou da superfície do solo que ocupa,
este é a génese e fundamento do edificado. A forma do lote é condicionante da forma do
edifício e consequentemente, da forma da cidade.
         O quarteirão: O quarteirão é um contínuo d edifícios agrupados entre si em anel, ou
sistema fechado e separado dos demais, é o espaço delimitado pelo cruzamento de três ou
mais vias e subdivisível em lotes para construção de edifícios. O quarteirão agrega e
organiza os outros elementos da estrutura urbana: o lote e o edifício, o traçado e a rua, e as
relações que estabelecem com os espaços públicos, semipúblicos e privados.
         A fachada: A relação do edifício com o espaço urbano processa-se pela fachada. São
as fachadas que exprimem as características distributivas, o tipo de edificado, as
características e linguagem arquitectónica, um conjunto de elementos que irão moldar a
imagem da cidade.
         O logradouro: O logradouro constitui o espaço privado do lote não ocupado por
construção, as traseiras, o espaço privado separado do espaço público pelo contínuo
edificado. É através da utilização do desenho do logradouro que se faz parcialmente a
evolução das formas urbanas do quarteirão até ao bloco construído.
         O traçado da rua: Assenta num suporte geográfico preexistente, regula a
disposição dos edifícios e quarteirões, liga os vários espaços e partes da cidade, e confunde-
se com o gesto criador. O traçado estabelece a relação mais directa de assentamento entre a
cidade e o território. É o traçado que define o plano, intervindo na organização da forma
urbana a diferentes dimensões.
         A praça: A praça é um elemento morfológico das cidades ocidentais e distingue-se
de outros espaços, que são resultado acidental de alargamento ou confluência de traçados. A
praça pressupõe a vontade e o desenho de uma forma e de um programa. É um elemento
morfológico identificável na forma da cidade e utilizável no desenho urbano na concepção
arquitectónica.



                                 RESUMO DE MORFOLOGIA URBANA E DESENHO DA CIDADE, JOSÉ LAMAS
6


         O monumento: O monumento é um facto urbano singular, elemento morfológico
individualizado pela sua presença, configuração e posicionamento na cidade e pelo seu
significado. O monumento desempenha um papel essencial no desenho urbano, caracteriza a
área ou bairro e torna-se pólo estruturante da cidade.
         A árvore e a vegetação: Caracterizam a imagem da cidade, têm individualidade
própria, desempenham funções precisas: são elementos de composição e do desenho
urbano, servem para organizar, definir e conter espaços.
         O mobiliário urbano: Situa-se na dimensão sectorial, na escala da rua, não
podendo ser considerado de ordem secundária, dado as suas implicações na forma e
equipamento da cidade. É também de grande importância para o desenho da cidade e a sua
organização, para a qualidade do espaço e comodidade.

Evolução do Território
         A cidade como qualquer organismo vivo, encontra-se em contínua modificação. O
tempo é fundamental para compreender o território como objecto físico e também para
posicionar a intervenção do arquitecto. A evolução das formas urbanas põe duas ordens de
questões: a primeira relacionada com o desenvolvimento urbano, o estudo morfológico
pressupõe a consideração do crescimento urbano, que é indissociável ao estudo das cidades;
e a segunda relativamente à reutilização de partes da cidade, as políticas de recuperação,
reabilitação e restauro de áreas urbanas pressupõe diferentes usos e consequentes
modificações da imagem e da forma.
         A disciplina do urbanismo tem como objectivo dominar o território e os seus
mecanismos de transformação: construir, adaptar ou conservar o espaço. O espaço já não
pode ser construído sem planos e projectos da sua implementação.
         Poète estabelece o conceito de persistência, que afirma que a análise histórica da
cidade revela existirem elementos em contínua transformação e elementos que não se
modificam totalmente e persistem, como os monumentos, traçados, vias e a estrutura
fundiária. À escala da rua, as transformações são facilmente visíveis, desde a montra da loja
ao mobiliário urbano, já à dimensão urbana, o tipo de modificações é mais lento e de maior
profundidade, novas ruas, novos edifícios, etc.

NÍVEIS DE PRODUÇÃO DO ESPAÇO
        A prática do planeamento organiza-se em níveis de actuação determinados pela
própria natureza dos métodos, objectivos e conteúdos, e escala dos problemas e dimensão
geográfica das intervenções. Podemos distinguir três níveis de produção do espaço:
        - Nível de Planeamento – Programação – Planificação: O arranque de todo o
planeamento é uma fase de determinação de objectivos socioeconómicos, a programação
aparece como etapa preliminar das acções do urbanismo, na qual se fixa o programa a ser
executado no futuro.
        - Nível urbanístico – O plano: Trata-se de precisar os objectivos no espaço e no
tempo e de espacializar com maior pormenor a execução dos propósitos anteriores, implica a
definição das morfologias urbanas e a consideração das possibilidades físicas do território.
        -Nível de construção – O projecto: Executa-se a construção do território de
acordo com os objectivos e programa definidos, é a fase de construção, preparada pelo
projecto e concretizada na obra.

URBANISMO E ARQUITECTURA
        O que diferencia o urbanismo da arquitectura não é a dimensão espacial nem o
escalão da intervenção, mas a acção político-administrativa a conduzir no tempo e no jogo
de forças económicas e sociais. O urbanismo implica a condução de um plano no tempo e no
jogo de agentes e actores políticos, económicos e sociais, também tem como objectivo a
mediação e resolução dos conflitos entre os interesses públicos e privados que disputam a
fruição do espaço urbano. O desenho urbano e o desenho de edifícios não são mais que dois
momentos de uma mesma disciplina: a arquitectura, intervindo em diferentes momentos e
com distintos processos, mas com um único instrumento fundamental: o desenho.



                                RESUMO DE MORFOLOGIA URBANA E DESENHO DA CIDADE, JOSÉ LAMAS

Recomendados

Análise da forma na arquitetura
Análise da forma na arquiteturaAnálise da forma na arquitetura
Análise da forma na arquiteturaViviane Marques
 
Breve histórico do paisagismo no mundo_parte 01
Breve histórico do paisagismo no mundo_parte 01Breve histórico do paisagismo no mundo_parte 01
Breve histórico do paisagismo no mundo_parte 01Lila Donato
 
Planejamento Urbano - Aspectos Teóricos
Planejamento Urbano - Aspectos TeóricosPlanejamento Urbano - Aspectos Teóricos
Planejamento Urbano - Aspectos TeóricosMarcos
 
10. planejamento urbano
10. planejamento urbano10. planejamento urbano
10. planejamento urbanoAna Cunha
 
Apresentaçao diagnostico
Apresentaçao diagnosticoApresentaçao diagnostico
Apresentaçao diagnosticoSteves Rocha
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Saber ver a arquitetura - Bruno Zevi
Saber ver a arquitetura - Bruno ZeviSaber ver a arquitetura - Bruno Zevi
Saber ver a arquitetura - Bruno ZeviAna Leticia Cunha
 
A imagem da cidade e a boa forma da cidade
A imagem da cidade e a boa forma da cidade  A imagem da cidade e a boa forma da cidade
A imagem da cidade e a boa forma da cidade Janaína Bandeira
 
Aula 05 as cidades renascentistas e as utopias [revisado em 20160921]
Aula 05 as cidades renascentistas e as utopias [revisado em 20160921]Aula 05 as cidades renascentistas e as utopias [revisado em 20160921]
Aula 05 as cidades renascentistas e as utopias [revisado em 20160921]glauci coelho
 
Projeto de Pesquisa: Intervenção e o Desenho Urbano no Planejamento das Cidades
Projeto de Pesquisa: Intervenção e o Desenho Urbano no Planejamento das CidadesProjeto de Pesquisa: Intervenção e o Desenho Urbano no Planejamento das Cidades
Projeto de Pesquisa: Intervenção e o Desenho Urbano no Planejamento das CidadesUNAERP
 
Análise do terreno e do entorno urbano
Análise do terreno e do entorno urbanoAnálise do terreno e do entorno urbano
Análise do terreno e do entorno urbanoAna Leticia Cunha
 
Tony garnier e a cidade industrial
Tony garnier e a cidade industrialTony garnier e a cidade industrial
Tony garnier e a cidade industrialMarcia Rodrigues
 
Estudo preliminar terreno e seus condicionantes
Estudo preliminar   terreno e seus condicionantesEstudo preliminar   terreno e seus condicionantes
Estudo preliminar terreno e seus condicionantesRômulo Marques
 
Pracas-brasileiras-fabio-robba
Pracas-brasileiras-fabio-robbaPracas-brasileiras-fabio-robba
Pracas-brasileiras-fabio-robbaUrban Acabamentos
 
Aula 3 introducao urbanismo no brasil
Aula 3 introducao urbanismo no brasilAula 3 introducao urbanismo no brasil
Aula 3 introducao urbanismo no brasilIsa Guerreiro
 
Cronologia do urbanismo e do planejamento urbano
Cronologia do urbanismo e do planejamento urbanoCronologia do urbanismo e do planejamento urbano
Cronologia do urbanismo e do planejamento urbanoCLARA LUIZA MIRANDA
 
Plantas Técnicas de Piso, Teto e Demolir-Construir
Plantas Técnicas de Piso, Teto e Demolir-ConstruirPlantas Técnicas de Piso, Teto e Demolir-Construir
Plantas Técnicas de Piso, Teto e Demolir-Construirdanilosaccomori
 
2016 Regiões Metropolitanas e o Estatuto da Metrópole
2016 Regiões Metropolitanas e o Estatuto da Metrópole2016 Regiões Metropolitanas e o Estatuto da Metrópole
2016 Regiões Metropolitanas e o Estatuto da MetrópoleClaudia Siebert
 
Aula 3 antropologia urbana e metodo etnografico
Aula 3 antropologia urbana e metodo etnograficoAula 3 antropologia urbana e metodo etnografico
Aula 3 antropologia urbana e metodo etnograficoglauci coelho
 
URB | Panorama São Paulo
URB | Panorama São PauloURB | Panorama São Paulo
URB | Panorama São PauloEdison Ribeiro
 

Mais procurados (20)

Saber ver a arquitetura - Bruno Zevi
Saber ver a arquitetura - Bruno ZeviSaber ver a arquitetura - Bruno Zevi
Saber ver a arquitetura - Bruno Zevi
 
Urbanismo Progressista
Urbanismo Progressista Urbanismo Progressista
Urbanismo Progressista
 
A imagem da cidade e a boa forma da cidade
A imagem da cidade e a boa forma da cidade  A imagem da cidade e a boa forma da cidade
A imagem da cidade e a boa forma da cidade
 
Aula 4 reform urbanas barcelona
Aula 4   reform urbanas barcelonaAula 4   reform urbanas barcelona
Aula 4 reform urbanas barcelona
 
Equipamentos urbanos
Equipamentos urbanosEquipamentos urbanos
Equipamentos urbanos
 
Aula 05 as cidades renascentistas e as utopias [revisado em 20160921]
Aula 05 as cidades renascentistas e as utopias [revisado em 20160921]Aula 05 as cidades renascentistas e as utopias [revisado em 20160921]
Aula 05 as cidades renascentistas e as utopias [revisado em 20160921]
 
Projeto de Pesquisa: Intervenção e o Desenho Urbano no Planejamento das Cidades
Projeto de Pesquisa: Intervenção e o Desenho Urbano no Planejamento das CidadesProjeto de Pesquisa: Intervenção e o Desenho Urbano no Planejamento das Cidades
Projeto de Pesquisa: Intervenção e o Desenho Urbano no Planejamento das Cidades
 
Análise do terreno e do entorno urbano
Análise do terreno e do entorno urbanoAnálise do terreno e do entorno urbano
Análise do terreno e do entorno urbano
 
A Forma Urbana
A Forma UrbanaA Forma Urbana
A Forma Urbana
 
Tony garnier e a cidade industrial
Tony garnier e a cidade industrialTony garnier e a cidade industrial
Tony garnier e a cidade industrial
 
Estudo preliminar
Estudo preliminarEstudo preliminar
Estudo preliminar
 
Estudo preliminar terreno e seus condicionantes
Estudo preliminar   terreno e seus condicionantesEstudo preliminar   terreno e seus condicionantes
Estudo preliminar terreno e seus condicionantes
 
Programa de necessidades
Programa de necessidadesPrograma de necessidades
Programa de necessidades
 
Pracas-brasileiras-fabio-robba
Pracas-brasileiras-fabio-robbaPracas-brasileiras-fabio-robba
Pracas-brasileiras-fabio-robba
 
Aula 3 introducao urbanismo no brasil
Aula 3 introducao urbanismo no brasilAula 3 introducao urbanismo no brasil
Aula 3 introducao urbanismo no brasil
 
Cronologia do urbanismo e do planejamento urbano
Cronologia do urbanismo e do planejamento urbanoCronologia do urbanismo e do planejamento urbano
Cronologia do urbanismo e do planejamento urbano
 
Plantas Técnicas de Piso, Teto e Demolir-Construir
Plantas Técnicas de Piso, Teto e Demolir-ConstruirPlantas Técnicas de Piso, Teto e Demolir-Construir
Plantas Técnicas de Piso, Teto e Demolir-Construir
 
2016 Regiões Metropolitanas e o Estatuto da Metrópole
2016 Regiões Metropolitanas e o Estatuto da Metrópole2016 Regiões Metropolitanas e o Estatuto da Metrópole
2016 Regiões Metropolitanas e o Estatuto da Metrópole
 
Aula 3 antropologia urbana e metodo etnografico
Aula 3 antropologia urbana e metodo etnograficoAula 3 antropologia urbana e metodo etnografico
Aula 3 antropologia urbana e metodo etnografico
 
URB | Panorama São Paulo
URB | Panorama São PauloURB | Panorama São Paulo
URB | Panorama São Paulo
 

Semelhante a Morfologia Urbana e Desenho da Cidade

53302086 resumo-lamas-parte-2-1-120509103218-phpapp02
53302086 resumo-lamas-parte-2-1-120509103218-phpapp0253302086 resumo-lamas-parte-2-1-120509103218-phpapp02
53302086 resumo-lamas-parte-2-1-120509103218-phpapp02Brunna Pereira
 
COIMBRA AOS PEDAÇOS.pdf
COIMBRA AOS PEDAÇOS.pdfCOIMBRA AOS PEDAÇOS.pdf
COIMBRA AOS PEDAÇOS.pdfladraoalmas11
 
Araujo et al formas e usos de dois espaços públicos do centro de poços de cal...
Araujo et al formas e usos de dois espaços públicos do centro de poços de cal...Araujo et al formas e usos de dois espaços públicos do centro de poços de cal...
Araujo et al formas e usos de dois espaços públicos do centro de poços de cal...LeandroLetti1
 
O design urbano no contexto da interdisciplinaridade.
O design urbano no contexto da interdisciplinaridade.O design urbano no contexto da interdisciplinaridade.
O design urbano no contexto da interdisciplinaridade.Leticia Jorge
 
Espaço urban - roberto lobato
Espaço urban - roberto lobatoEspaço urban - roberto lobato
Espaço urban - roberto lobatoJuliana Costa
 
Kevin lynch e a imagem da cidade
Kevin lynch e a imagem da cidadeKevin lynch e a imagem da cidade
Kevin lynch e a imagem da cidadeSafra Brasileira
 
Conceito cidade
Conceito cidadeConceito cidade
Conceito cidadeManoelaR
 
Artigo os outros nomes do urbanismo
Artigo os outros nomes do urbanismoArtigo os outros nomes do urbanismo
Artigo os outros nomes do urbanismoRaquelNery
 
Geo Urb 1.pptx
Geo Urb 1.pptxGeo Urb 1.pptx
Geo Urb 1.pptxvpcsilva
 
Aula1 forma arq_gis
Aula1 forma arq_gisAula1 forma arq_gis
Aula1 forma arq_gisLucy Donegan
 
Geo Urb 8.pptx
Geo Urb 8.pptxGeo Urb 8.pptx
Geo Urb 8.pptxvpcsilva
 
Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edifica...
Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edifica...Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edifica...
Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edifica...Luis Neto
 
Clc 6 cultura_de_ urbanismo_e_mobilidade_reflexão_sílvia_fernandes
Clc 6 cultura_de_ urbanismo_e_mobilidade_reflexão_sílvia_fernandesClc 6 cultura_de_ urbanismo_e_mobilidade_reflexão_sílvia_fernandes
Clc 6 cultura_de_ urbanismo_e_mobilidade_reflexão_sílvia_fernandesSILVIA G. FERNANDES
 
Processo de concepção dos espaços livres de edificação
Processo de concepção dos espaços livres de edificaçãoProcesso de concepção dos espaços livres de edificação
Processo de concepção dos espaços livres de edificaçãohelio vaz
 
Design nos espacos publicos - Um presente para a cidade
Design nos espacos publicos - Um presente para a cidadeDesign nos espacos publicos - Um presente para a cidade
Design nos espacos publicos - Um presente para a cidadeLeticia Jorge
 
Introdução ao desenho urbano del rio, vicente. introdução ao desenho urbano n...
Introdução ao desenho urbano del rio, vicente. introdução ao desenho urbano n...Introdução ao desenho urbano del rio, vicente. introdução ao desenho urbano n...
Introdução ao desenho urbano del rio, vicente. introdução ao desenho urbano n...Safra Brasileira
 
desenvolvimento IMAGENS GEOFOTOGRÁFICAS ANTIGAS E ATUAIS COMO INSTRUMENTO DE ...
desenvolvimento IMAGENS GEOFOTOGRÁFICAS ANTIGAS E ATUAIS COMO INSTRUMENTO DE ...desenvolvimento IMAGENS GEOFOTOGRÁFICAS ANTIGAS E ATUAIS COMO INSTRUMENTO DE ...
desenvolvimento IMAGENS GEOFOTOGRÁFICAS ANTIGAS E ATUAIS COMO INSTRUMENTO DE ...Sâmia Érika Bandeira
 

Semelhante a Morfologia Urbana e Desenho da Cidade (20)

53302086 resumo-lamas-parte-2-1-120509103218-phpapp02
53302086 resumo-lamas-parte-2-1-120509103218-phpapp0253302086 resumo-lamas-parte-2-1-120509103218-phpapp02
53302086 resumo-lamas-parte-2-1-120509103218-phpapp02
 
COIMBRA AOS PEDAÇOS.pdf
COIMBRA AOS PEDAÇOS.pdfCOIMBRA AOS PEDAÇOS.pdf
COIMBRA AOS PEDAÇOS.pdf
 
Araujo et al formas e usos de dois espaços públicos do centro de poços de cal...
Araujo et al formas e usos de dois espaços públicos do centro de poços de cal...Araujo et al formas e usos de dois espaços públicos do centro de poços de cal...
Araujo et al formas e usos de dois espaços públicos do centro de poços de cal...
 
O design urbano no contexto da interdisciplinaridade.
O design urbano no contexto da interdisciplinaridade.O design urbano no contexto da interdisciplinaridade.
O design urbano no contexto da interdisciplinaridade.
 
Espaço urban - roberto lobato
Espaço urban - roberto lobatoEspaço urban - roberto lobato
Espaço urban - roberto lobato
 
Kevin lynch e a imagem da cidade
Kevin lynch e a imagem da cidadeKevin lynch e a imagem da cidade
Kevin lynch e a imagem da cidade
 
Urbanismo
UrbanismoUrbanismo
Urbanismo
 
Conceito cidade
Conceito cidadeConceito cidade
Conceito cidade
 
Morfologia Urbana
Morfologia UrbanaMorfologia Urbana
Morfologia Urbana
 
Artigo os outros nomes do urbanismo
Artigo os outros nomes do urbanismoArtigo os outros nomes do urbanismo
Artigo os outros nomes do urbanismo
 
Geo Urb 1.pptx
Geo Urb 1.pptxGeo Urb 1.pptx
Geo Urb 1.pptx
 
Aula1 forma arq_gis
Aula1 forma arq_gisAula1 forma arq_gis
Aula1 forma arq_gis
 
Geo Urb 8.pptx
Geo Urb 8.pptxGeo Urb 8.pptx
Geo Urb 8.pptx
 
Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edifica...
Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edifica...Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edifica...
Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edifica...
 
Clc 6 cultura_de_ urbanismo_e_mobilidade_reflexão_sílvia_fernandes
Clc 6 cultura_de_ urbanismo_e_mobilidade_reflexão_sílvia_fernandesClc 6 cultura_de_ urbanismo_e_mobilidade_reflexão_sílvia_fernandes
Clc 6 cultura_de_ urbanismo_e_mobilidade_reflexão_sílvia_fernandes
 
Imaginários urbanos
Imaginários urbanosImaginários urbanos
Imaginários urbanos
 
Processo de concepção dos espaços livres de edificação
Processo de concepção dos espaços livres de edificaçãoProcesso de concepção dos espaços livres de edificação
Processo de concepção dos espaços livres de edificação
 
Design nos espacos publicos - Um presente para a cidade
Design nos espacos publicos - Um presente para a cidadeDesign nos espacos publicos - Um presente para a cidade
Design nos espacos publicos - Um presente para a cidade
 
Introdução ao desenho urbano del rio, vicente. introdução ao desenho urbano n...
Introdução ao desenho urbano del rio, vicente. introdução ao desenho urbano n...Introdução ao desenho urbano del rio, vicente. introdução ao desenho urbano n...
Introdução ao desenho urbano del rio, vicente. introdução ao desenho urbano n...
 
desenvolvimento IMAGENS GEOFOTOGRÁFICAS ANTIGAS E ATUAIS COMO INSTRUMENTO DE ...
desenvolvimento IMAGENS GEOFOTOGRÁFICAS ANTIGAS E ATUAIS COMO INSTRUMENTO DE ...desenvolvimento IMAGENS GEOFOTOGRÁFICAS ANTIGAS E ATUAIS COMO INSTRUMENTO DE ...
desenvolvimento IMAGENS GEOFOTOGRÁFICAS ANTIGAS E ATUAIS COMO INSTRUMENTO DE ...
 

Mais de ARQ210AN

Zuidas- Amsterdã
Zuidas- AmsterdãZuidas- Amsterdã
Zuidas- AmsterdãARQ210AN
 
La Sagrera _barcelona_Fausto+Muara+Vinicius
La Sagrera _barcelona_Fausto+Muara+ViniciusLa Sagrera _barcelona_Fausto+Muara+Vinicius
La Sagrera _barcelona_Fausto+Muara+ViniciusARQ210AN
 
Vale do anhangabaú
Vale do anhangabaúVale do anhangabaú
Vale do anhangabaúARQ210AN
 
Londres 2012
Londres 2012 Londres 2012
Londres 2012 ARQ210AN
 
PROJETO URBANO DE MEDELLÍN - Raissa e Muara
PROJETO URBANO DE MEDELLÍN - Raissa e MuaraPROJETO URBANO DE MEDELLÍN - Raissa e Muara
PROJETO URBANO DE MEDELLÍN - Raissa e MuaraARQ210AN
 
Caminho Niemeyer - RJ
Caminho Niemeyer - RJCaminho Niemeyer - RJ
Caminho Niemeyer - RJARQ210AN
 
03:. Conjunto Residencial Pedregulho
03:. Conjunto Residencial Pedregulho03:. Conjunto Residencial Pedregulho
03:. Conjunto Residencial PedregulhoARQ210AN
 
01:. Unidade de Habitação de Marselha
01:. Unidade de Habitação de Marselha01:. Unidade de Habitação de Marselha
01:. Unidade de Habitação de MarselhaARQ210AN
 
06:. WoZoCo Housing
06:. WoZoCo Housing06:. WoZoCo Housing
06:. WoZoCo HousingARQ210AN
 
06 :. Plano de Expansão Amsterdã
06 :. Plano de Expansão Amsterdã06 :. Plano de Expansão Amsterdã
06 :. Plano de Expansão AmsterdãARQ210AN
 
05:. Plano de Paris
05:. Plano de Paris05:. Plano de Paris
05:. Plano de ParisARQ210AN
 
05:. Paris
05:. Paris05:. Paris
05:. ParisARQ210AN
 
07:. Reconstrução de Berlim
07:. Reconstrução de Berlim07:. Reconstrução de Berlim
07:. Reconstrução de BerlimARQ210AN
 
12:. Fidalga 727
12:. Fidalga 72712:. Fidalga 727
12:. Fidalga 727ARQ210AN
 
08:. 3 manzanas
08:. 3 manzanas08:. 3 manzanas
08:. 3 manzanasARQ210AN
 
07:. Conjunto Residencial Cotia/SP
07:. Conjunto Residencial Cotia/SP07:. Conjunto Residencial Cotia/SP
07:. Conjunto Residencial Cotia/SPARQ210AN
 
03:. Barcelona
03:. Barcelona03:. Barcelona
03:. BarcelonaARQ210AN
 
09:. Double House
09:. Double House 09:. Double House
09:. Double House ARQ210AN
 
02:. Plano de Expansão Urbana de Barcelona
02:. Plano de Expansão Urbana de Barcelona02:. Plano de Expansão Urbana de Barcelona
02:. Plano de Expansão Urbana de BarcelonaARQ210AN
 

Mais de ARQ210AN (20)

Bobigny2
Bobigny2Bobigny2
Bobigny2
 
Zuidas- Amsterdã
Zuidas- AmsterdãZuidas- Amsterdã
Zuidas- Amsterdã
 
La Sagrera _barcelona_Fausto+Muara+Vinicius
La Sagrera _barcelona_Fausto+Muara+ViniciusLa Sagrera _barcelona_Fausto+Muara+Vinicius
La Sagrera _barcelona_Fausto+Muara+Vinicius
 
Vale do anhangabaú
Vale do anhangabaúVale do anhangabaú
Vale do anhangabaú
 
Londres 2012
Londres 2012 Londres 2012
Londres 2012
 
PROJETO URBANO DE MEDELLÍN - Raissa e Muara
PROJETO URBANO DE MEDELLÍN - Raissa e MuaraPROJETO URBANO DE MEDELLÍN - Raissa e Muara
PROJETO URBANO DE MEDELLÍN - Raissa e Muara
 
Caminho Niemeyer - RJ
Caminho Niemeyer - RJCaminho Niemeyer - RJ
Caminho Niemeyer - RJ
 
03:. Conjunto Residencial Pedregulho
03:. Conjunto Residencial Pedregulho03:. Conjunto Residencial Pedregulho
03:. Conjunto Residencial Pedregulho
 
01:. Unidade de Habitação de Marselha
01:. Unidade de Habitação de Marselha01:. Unidade de Habitação de Marselha
01:. Unidade de Habitação de Marselha
 
06:. WoZoCo Housing
06:. WoZoCo Housing06:. WoZoCo Housing
06:. WoZoCo Housing
 
06 :. Plano de Expansão Amsterdã
06 :. Plano de Expansão Amsterdã06 :. Plano de Expansão Amsterdã
06 :. Plano de Expansão Amsterdã
 
05:. Plano de Paris
05:. Plano de Paris05:. Plano de Paris
05:. Plano de Paris
 
05:. Paris
05:. Paris05:. Paris
05:. Paris
 
07:. Reconstrução de Berlim
07:. Reconstrução de Berlim07:. Reconstrução de Berlim
07:. Reconstrução de Berlim
 
12:. Fidalga 727
12:. Fidalga 72712:. Fidalga 727
12:. Fidalga 727
 
08:. 3 manzanas
08:. 3 manzanas08:. 3 manzanas
08:. 3 manzanas
 
07:. Conjunto Residencial Cotia/SP
07:. Conjunto Residencial Cotia/SP07:. Conjunto Residencial Cotia/SP
07:. Conjunto Residencial Cotia/SP
 
03:. Barcelona
03:. Barcelona03:. Barcelona
03:. Barcelona
 
09:. Double House
09:. Double House 09:. Double House
09:. Double House
 
02:. Plano de Expansão Urbana de Barcelona
02:. Plano de Expansão Urbana de Barcelona02:. Plano de Expansão Urbana de Barcelona
02:. Plano de Expansão Urbana de Barcelona
 

Último

Planejamento Anual Matemática para o ENEM - 1º ano 1, 2 e 3 anos-.pdf
Planejamento Anual Matemática para o ENEM -  1º ano 1, 2 e 3  anos-.pdfPlanejamento Anual Matemática para o ENEM -  1º ano 1, 2 e 3  anos-.pdf
Planejamento Anual Matemática para o ENEM - 1º ano 1, 2 e 3 anos-.pdfCludiaFrancklim
 
A Organização Racional do Trabalho (ORT), proposta por Frederick Taylor no in...
A Organização Racional do Trabalho (ORT), proposta por Frederick Taylor no in...A Organização Racional do Trabalho (ORT), proposta por Frederick Taylor no in...
A Organização Racional do Trabalho (ORT), proposta por Frederick Taylor no in...apoioacademicoead
 
A) DESCREVA no mínimo três pontos-base do princípio da cromatografia gasosa.
A) DESCREVA no mínimo três pontos-base do princípio da cromatografia gasosa.A) DESCREVA no mínimo três pontos-base do princípio da cromatografia gasosa.
A) DESCREVA no mínimo três pontos-base do princípio da cromatografia gasosa.Prime Assessoria
 
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...apoioacademicoead
 
Letra da música Maria, Maria de Milton Nascimento
Letra da música Maria, Maria de Milton Nascimento Letra da música Maria, Maria de Milton Nascimento
Letra da música Maria, Maria de Milton Nascimento Mary Alvarenga
 
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;azulassessoriaacadem3
 
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...azulassessoriaacadem3
 
3 – As principais características de cada tendência pedagógica, na ordem: o p...
3 – As principais características de cada tendência pedagógica, na ordem: o p...3 – As principais características de cada tendência pedagógica, na ordem: o p...
3 – As principais características de cada tendência pedagógica, na ordem: o p...azulassessoriaacadem3
 
Explique o modelo de determinação social da saúde proposto por Dahlgren e Whi...
Explique o modelo de determinação social da saúde proposto por Dahlgren e Whi...Explique o modelo de determinação social da saúde proposto por Dahlgren e Whi...
Explique o modelo de determinação social da saúde proposto por Dahlgren e Whi...excellenceeducaciona
 
a) Tendo como base as competências de um conselho de saúde, a afirmação "... ...
a) Tendo como base as competências de um conselho de saúde, a afirmação "... ...a) Tendo como base as competências de um conselho de saúde, a afirmação "... ...
a) Tendo como base as competências de um conselho de saúde, a afirmação "... ...Prime Assessoria
 
Elabore uma apresentação em PowerPoint em que você possa definir como a teolo...
Elabore uma apresentação em PowerPoint em que você possa definir como a teolo...Elabore uma apresentação em PowerPoint em que você possa definir como a teolo...
Elabore uma apresentação em PowerPoint em que você possa definir como a teolo...azulassessoriaacadem3
 
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...azulassessoriaacadem3
 
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...azulassessoriaacadem3
 
Tendo em vista estes aspectos, a proposta dessa atividade é a elaboração de u...
Tendo em vista estes aspectos, a proposta dessa atividade é a elaboração de u...Tendo em vista estes aspectos, a proposta dessa atividade é a elaboração de u...
Tendo em vista estes aspectos, a proposta dessa atividade é a elaboração de u...azulassessoriaacadem3
 
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...apoioacademicoead
 
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...azulassessoriaacadem3
 
08 de março - Dia Internacional da Mulher
08 de março - Dia Internacional da Mulher08 de março - Dia Internacional da Mulher
08 de março - Dia Internacional da MulherMary Alvarenga
 

Último (20)

Planejamento Anual Matemática para o ENEM - 1º ano 1, 2 e 3 anos-.pdf
Planejamento Anual Matemática para o ENEM -  1º ano 1, 2 e 3  anos-.pdfPlanejamento Anual Matemática para o ENEM -  1º ano 1, 2 e 3  anos-.pdf
Planejamento Anual Matemática para o ENEM - 1º ano 1, 2 e 3 anos-.pdf
 
A Organização Racional do Trabalho (ORT), proposta por Frederick Taylor no in...
A Organização Racional do Trabalho (ORT), proposta por Frederick Taylor no in...A Organização Racional do Trabalho (ORT), proposta por Frederick Taylor no in...
A Organização Racional do Trabalho (ORT), proposta por Frederick Taylor no in...
 
A) DESCREVA no mínimo três pontos-base do princípio da cromatografia gasosa.
A) DESCREVA no mínimo três pontos-base do princípio da cromatografia gasosa.A) DESCREVA no mínimo três pontos-base do princípio da cromatografia gasosa.
A) DESCREVA no mínimo três pontos-base do princípio da cromatografia gasosa.
 
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...
A) Comportamento treino-instrução. B) Comportamento de apoio social. C) Compo...
 
Letra da música Maria, Maria de Milton Nascimento
Letra da música Maria, Maria de Milton Nascimento Letra da música Maria, Maria de Milton Nascimento
Letra da música Maria, Maria de Milton Nascimento
 
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
 
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
 
3 – As principais características de cada tendência pedagógica, na ordem: o p...
3 – As principais características de cada tendência pedagógica, na ordem: o p...3 – As principais características de cada tendência pedagógica, na ordem: o p...
3 – As principais características de cada tendência pedagógica, na ordem: o p...
 
Atividade sobre o anacronismo na HIstoria
Atividade sobre o anacronismo na HIstoriaAtividade sobre o anacronismo na HIstoria
Atividade sobre o anacronismo na HIstoria
 
Explique o modelo de determinação social da saúde proposto por Dahlgren e Whi...
Explique o modelo de determinação social da saúde proposto por Dahlgren e Whi...Explique o modelo de determinação social da saúde proposto por Dahlgren e Whi...
Explique o modelo de determinação social da saúde proposto por Dahlgren e Whi...
 
a) Tendo como base as competências de um conselho de saúde, a afirmação "... ...
a) Tendo como base as competências de um conselho de saúde, a afirmação "... ...a) Tendo como base as competências de um conselho de saúde, a afirmação "... ...
a) Tendo como base as competências de um conselho de saúde, a afirmação "... ...
 
Elabore uma apresentação em PowerPoint em que você possa definir como a teolo...
Elabore uma apresentação em PowerPoint em que você possa definir como a teolo...Elabore uma apresentação em PowerPoint em que você possa definir como a teolo...
Elabore uma apresentação em PowerPoint em que você possa definir como a teolo...
 
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
Com base no exposto, sua ação nessa atividade consiste em elaborar um texto d...
 
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
 
Namorar não és ser don .
Namorar não és ser don                  .Namorar não és ser don                  .
Namorar não és ser don .
 
Tendo em vista estes aspectos, a proposta dessa atividade é a elaboração de u...
Tendo em vista estes aspectos, a proposta dessa atividade é a elaboração de u...Tendo em vista estes aspectos, a proposta dessa atividade é a elaboração de u...
Tendo em vista estes aspectos, a proposta dessa atividade é a elaboração de u...
 
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...
4. Descreva como a empresa funciona e de que maneira a teoria da ORT é observ...
 
SANTO AMARO NO LAR VALE FORMOSO _
SANTO AMARO NO LAR VALE FORMOSO         _SANTO AMARO NO LAR VALE FORMOSO         _
SANTO AMARO NO LAR VALE FORMOSO _
 
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
Desenvolva um texto dissertativo sobre como a experiência de Deus pode ser re...
 
08 de março - Dia Internacional da Mulher
08 de março - Dia Internacional da Mulher08 de março - Dia Internacional da Mulher
08 de março - Dia Internacional da Mulher
 

Morfologia Urbana e Desenho da Cidade

  • 1. 3 CAPÍTULO 2 – A MORFOLOGIA URBANA A MORFOLOGIA URBANA O termo morfologia utiliza-se para designar o estudo da configuração e da estrutura exterior de um objecto. É a ciência que estuda as formas, interligando-as com os fenómenos que lhes deram origem. O conhecimento do meio urbano implica necessariamente a existência de instrumentos de leitura que permitam organizar e estruturar os elementos apreendidos, e uma relação objecto-observador. Portanto, podemos clarificar três pontos: - a morfologia urbana é o estudo da forma do meio urbano nas suas partes físicas exteriores, ou elementos morfológicos, e na sua produção e transformação no tempo; - um estudo da morfologia urbana ocupa-se da divisão do meio urbano em partes e da articulação destes entre si com o conjunto que definem. O que remete para a necessidade de identificação e clarificação dos elementos morfológicos, quer em ordem à leitura ou análise do espaço quer em ordem à sua concepção ou produção; - um estudo do morfológico deve ter em conta os níveis ou momentos de produção do espaço urbano. A FORMA URBANA Então a noção de “forma urbana” corresponderia ao meio urbano como arquitectura, ou seja, um conjunto de objectos arquitectónicos ligados entre si por relações espaciais, a arquitectura será assim a chave da interpretação correcta e global da cidade como estrutura espacial. Pode-se definir a forma urbana como: aspecto de realidade ou modo como se organizam os elementos morfológicos que constituem e definem o espaço urbano, relativamente à materialidade dos aspectos de organização funcional quantitativa e dos aspectos qualitativos e figurativos. - Aspectos quantitativos: todos os aspectos da realidade urbana que podem ser quantificáveis e que se referem a uma organização quantitativa: densidades, superfícies, fluxos etc. - Aspectos de organização funcional: relacionam-se com as actividades humanas: habitar, instruir-se, tratar-se, comerciar, etc, e também com o uso de uma área, espaço ou edifício, ouseja, o tipo de uso do solo. - Aspectos qualitativos: referem-se ao tratamento dos espaços, ao conforto e à comodidade do utilizador. Nos edifícios poderão ser a insonorização, o isolamento térmico, a correcta insolação, e no meio urbano pode ser o estado dos pavimentos, a adaptação ao clima, a acessibilidade, etc. - Aspectos figurativos: os aspectos figurativos relacionam-se essencialmente com a comunicação estética. Nos vários contextos históricos os elementos morfológicos são semelhantes: rua e praça, edifícios, fachadas e planos marginais, monumentos isolados. As diferenças resultam do modo como esses elementos se posicionam, se organizam e se articulam entre si para constituir o espaço urbano. A forma terá de se relacionar com a função de modo a permitir o desenvolvimento eficaz das actividades que nela se processam. Se os três princípios básicos da arquitectura – função, construção e arte – estão sempre presentes na arquitectura e na cidade, já o peso que cada um deles assume no processo criativo pode sofrer alterações entre duas posições extremas. Uma posição “funcionalista”, segundo a qual uma forma física que corresponde logicamente aos problemas funcionais do contexto é bela, uma vez que a beleza é uma qualidade inerente a todo o sistema bem resolvido, “FORM FOLLOWS FUNCTION”. Ou então o “antifuncionalismo”, que aceita que a concepção da forma seja ditada de modo independe por outros objectivos, para criar a emoção ou o embelezamento da estrutura. Ou seja, a própria função também se RESUMO DE MORFOLOGIA URBANA E DESENHO DA CIDADE, JOSÉ LAMAS
  • 2. 4 adapta à forma, ou a mesma função pode coexistir e processar-se em formas diferentes, “FUNCTION FOLLOWS FORM”. Por exemplo, qualquer equipamento, como os cinemas ou os teatros, deve antes do mais, funcionar, ou seja, centram-se no funcionamento do programa. A estética funcionalista estende-se ao desenho de interiores, à decoração, ao desenho industrial, à moda e ao vestiário, o bom funcionamento torna-se por si só um item de qualidade. A organização funcionalista das cidades anulou as considerações morfológicas. O zonamento e a atribuição de uma função exclusiva a cada parcela do território tornaram-se métodos universais do urbanismo, produzindo cidades monótonas e pouco estimulantes, sem lugar para a surpresa, a complexidade e a emoção. O funcionalismo foi, sem dúvida, uma teoria urbanística e arquitectónica, mas foi, antes do mais, uma estratégia de representação desenhada e construída, traduziu-se mais pela imagem estética, gráfica e espacial do que por uma correlação exacta da forma com a função. Por outro lado uma mesma função pode existir convenientemente em formas distintas, a reutilização de antigos edifícios tem permitido obter excelentes resultados no grau de utilização, significado estético e quantidade ambiental. A concepção da forma não se esgota na correspondência a uma ou mais funções, tem também motivações mais complexas e profundas. A forma arquitectónica é a maneira como as partes ou estratos se encontram dispostos no objecto e também o poder de explicitar e evidenciar esta disposição. É unicamente através da figura que podemos descobrir o sentido do fenómeno e reconstruir a totalidade, a pluralidade dos seus elementos construtivos e das suas proposições. O que caracteriza a obra arquitectural é de natureza eminentemente figurativa. Entende-se por aspectos figurativos, os aspectos da forma que são comunicáveis através dos sentidos. E “figura”, ao poder de comunicação estética da forma, ou seja, ao modo como se organizam as diferentes partes que constituem a forma, com objectivos de comunicação. Os valores estéticos só são comunicáveis através dos sentidos e que, apesar das características da forma não se resumirem aos aspectos sensoriais, estes são determinados na sua compreensão. - Sistema de orientação: respeita o esquilíbrio vertical e também as cimas de cima/baixo, esquerda/direita, etc., que permitem ao homem orientar-se na cidade. É como um “sexto sentido”, que numa cidade dependerá fundamentalmente dos sistemas de referência: marcas ou monumentos, zonas ou bairros, etc. - Sistema visual: É através da visão que se constrói a parte mais importante da imagem da cidade, no entanto, o sistema de observação do espaço urbano, pressupõe o movimento e a apreensão do espaço em sequência visual. - Sistema táctil: Aqui se incluem todas as percepções térmicas e de fricção com a atmosfera: o vento, as correntes de ar, o calor, o frio, que também são importantes na vivência, compreensão e caracterização da cidade. - Sistema olfactivo: Este sistema pertence essexncialmente à experiência da cidade, embora seja um factor de menor controlo e incidência no desenho da forma urbana, tal como tem sido analisada. PRODUÇÃO E FORMA DA CIDADE E PRODUÇÃO FORMA DO TERRITÓRIO A expressão território designa a extensão da superfície terrestre na qual vive um grupo humano, ou melhor, o espaço construido pelo homem, em oposição ao que poderíamos designar por espaço natural, e que não terá sido humanizado. A forma humana não pode ser desligada do seu suporte geográfico, ou seja, o território preexistente constitui sempre um elemento determinante na criação arquitectónica. A paisagem humanizada e a paisagem natural adquiriram qualidades figurativas, foram carregadas com atributos de beleza, capazes de provocar a emoção estética, permite então considerar que as operações sobre a paisagem são também do domínio arquitectónico- urbanístico. RESUMO DE MORFOLOGIA URBANA E DESENHO DA CIDADE, JOSÉ LAMAS
  • 3. 5 DIMENSÕES ESPACIAIS NA MORFOLOGIA URBANA A compreensão e concepção das formas urbanas ou do território coloca-se a diferentes níveis, diferenciados pelas unidades de leitura e de concepção. Dimensão sectorial: É a mais pequena unidade, ou porção de espaço urbano, com forma própria. Uma infinidade de elementos que organizados entre si, definem a forma urbana (edifícios, o traçado, estrutura verde, mobiliário urbano). Dimensão urbana: Pressupõe uma estrutura de ruas, praças ou formas de escalas inferiores. Os elementos morfológicos têm de ser identificados com as formas a escalas diferentes e a análise da forma necessita do movimento e dos vários percursos (traçados e praças, quarteirões e monumentos, jardins e áreas verdes). Dimensão territorial: A forma estrutura-se através da articulação de diferentes formas à dimensão urbana. A forma das cidades define-se pela distribuição dos seus elementos primários ou estruturantes (bairros, grande infra-estruturas viárias e grandes zonas verdes). Tricart define três escalas principais na paisagem urbana: escala da rua, escala do bairro e a escala da cidade inteira. Estas categorias estabelecidas permitem sistematizar o conhecimento do espaço urbano. O desenho urbano – por necessidades da estrutura mental e operativa humana organiza a forma pela adição e composição dos elementos morfológicos, ou formas de escalas inferiores. Esta classificação pretende clarificar a leitura do território, articulando-a com os diferentes níveis de produção do espaço. OS ELEMENTOS MORFOLÓGICOS DO ESPAÇO URBANO Solo: É a partir do território existente e da sua topografia que se desenha ou constrói a cidade. O pavimento é um elemento de grande importância no espaço urbano, contudo de uma grande fragilidade e sujeito a inúmeras mudanças. Os edifícios: É através dos edifícios que se constitui o espaço urbano e se organizam os diferentes espaços identificáveis e com “forma própria”: a rua, a praça, o beco, a avenida, etc. Os edifícios agrupam-se em diferentes tipos, decorrentes da sua função e forma. Esta interdependência é um dos campos mais sólidos em que se colocam as relações entre cidade e arquitectura. O lote: O edifício não pode ser desligado do lote ou da superfície do solo que ocupa, este é a génese e fundamento do edificado. A forma do lote é condicionante da forma do edifício e consequentemente, da forma da cidade. O quarteirão: O quarteirão é um contínuo d edifícios agrupados entre si em anel, ou sistema fechado e separado dos demais, é o espaço delimitado pelo cruzamento de três ou mais vias e subdivisível em lotes para construção de edifícios. O quarteirão agrega e organiza os outros elementos da estrutura urbana: o lote e o edifício, o traçado e a rua, e as relações que estabelecem com os espaços públicos, semipúblicos e privados. A fachada: A relação do edifício com o espaço urbano processa-se pela fachada. São as fachadas que exprimem as características distributivas, o tipo de edificado, as características e linguagem arquitectónica, um conjunto de elementos que irão moldar a imagem da cidade. O logradouro: O logradouro constitui o espaço privado do lote não ocupado por construção, as traseiras, o espaço privado separado do espaço público pelo contínuo edificado. É através da utilização do desenho do logradouro que se faz parcialmente a evolução das formas urbanas do quarteirão até ao bloco construído. O traçado da rua: Assenta num suporte geográfico preexistente, regula a disposição dos edifícios e quarteirões, liga os vários espaços e partes da cidade, e confunde- se com o gesto criador. O traçado estabelece a relação mais directa de assentamento entre a cidade e o território. É o traçado que define o plano, intervindo na organização da forma urbana a diferentes dimensões. A praça: A praça é um elemento morfológico das cidades ocidentais e distingue-se de outros espaços, que são resultado acidental de alargamento ou confluência de traçados. A praça pressupõe a vontade e o desenho de uma forma e de um programa. É um elemento morfológico identificável na forma da cidade e utilizável no desenho urbano na concepção arquitectónica. RESUMO DE MORFOLOGIA URBANA E DESENHO DA CIDADE, JOSÉ LAMAS
  • 4. 6 O monumento: O monumento é um facto urbano singular, elemento morfológico individualizado pela sua presença, configuração e posicionamento na cidade e pelo seu significado. O monumento desempenha um papel essencial no desenho urbano, caracteriza a área ou bairro e torna-se pólo estruturante da cidade. A árvore e a vegetação: Caracterizam a imagem da cidade, têm individualidade própria, desempenham funções precisas: são elementos de composição e do desenho urbano, servem para organizar, definir e conter espaços. O mobiliário urbano: Situa-se na dimensão sectorial, na escala da rua, não podendo ser considerado de ordem secundária, dado as suas implicações na forma e equipamento da cidade. É também de grande importância para o desenho da cidade e a sua organização, para a qualidade do espaço e comodidade. Evolução do Território A cidade como qualquer organismo vivo, encontra-se em contínua modificação. O tempo é fundamental para compreender o território como objecto físico e também para posicionar a intervenção do arquitecto. A evolução das formas urbanas põe duas ordens de questões: a primeira relacionada com o desenvolvimento urbano, o estudo morfológico pressupõe a consideração do crescimento urbano, que é indissociável ao estudo das cidades; e a segunda relativamente à reutilização de partes da cidade, as políticas de recuperação, reabilitação e restauro de áreas urbanas pressupõe diferentes usos e consequentes modificações da imagem e da forma. A disciplina do urbanismo tem como objectivo dominar o território e os seus mecanismos de transformação: construir, adaptar ou conservar o espaço. O espaço já não pode ser construído sem planos e projectos da sua implementação. Poète estabelece o conceito de persistência, que afirma que a análise histórica da cidade revela existirem elementos em contínua transformação e elementos que não se modificam totalmente e persistem, como os monumentos, traçados, vias e a estrutura fundiária. À escala da rua, as transformações são facilmente visíveis, desde a montra da loja ao mobiliário urbano, já à dimensão urbana, o tipo de modificações é mais lento e de maior profundidade, novas ruas, novos edifícios, etc. NÍVEIS DE PRODUÇÃO DO ESPAÇO A prática do planeamento organiza-se em níveis de actuação determinados pela própria natureza dos métodos, objectivos e conteúdos, e escala dos problemas e dimensão geográfica das intervenções. Podemos distinguir três níveis de produção do espaço: - Nível de Planeamento – Programação – Planificação: O arranque de todo o planeamento é uma fase de determinação de objectivos socioeconómicos, a programação aparece como etapa preliminar das acções do urbanismo, na qual se fixa o programa a ser executado no futuro. - Nível urbanístico – O plano: Trata-se de precisar os objectivos no espaço e no tempo e de espacializar com maior pormenor a execução dos propósitos anteriores, implica a definição das morfologias urbanas e a consideração das possibilidades físicas do território. -Nível de construção – O projecto: Executa-se a construção do território de acordo com os objectivos e programa definidos, é a fase de construção, preparada pelo projecto e concretizada na obra. URBANISMO E ARQUITECTURA O que diferencia o urbanismo da arquitectura não é a dimensão espacial nem o escalão da intervenção, mas a acção político-administrativa a conduzir no tempo e no jogo de forças económicas e sociais. O urbanismo implica a condução de um plano no tempo e no jogo de agentes e actores políticos, económicos e sociais, também tem como objectivo a mediação e resolução dos conflitos entre os interesses públicos e privados que disputam a fruição do espaço urbano. O desenho urbano e o desenho de edifícios não são mais que dois momentos de uma mesma disciplina: a arquitectura, intervindo em diferentes momentos e com distintos processos, mas com um único instrumento fundamental: o desenho. RESUMO DE MORFOLOGIA URBANA E DESENHO DA CIDADE, JOSÉ LAMAS