Reboco caído nº 5 versão PDF

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Reboco caído nº 5 versão PDF

  1. 1. Pag 1 Reboco Caído N° 5 EDITORIALAcordo numa puta ressaca de um dia qualquer desse final de maio de 2011. Depoisde prometer a mim mesmo aquelas mentiras de sempre (Nunca mais vou beber... Alexandree Alexandre coisa), fico diante do teclado e penso que já está na hora de fechar o zine tal ee esperar entrar alguma grana para mandar xerocar o maior número de cópiaspossível. Antes, resolvo tomar um analgésico. A dor de cabeça tava caótica.Começo então a dar uma conferida no que já tenho pronto e constato que já estátudo encaminhado. A capa com a grande logo produzida pelo irmão das antigas, oMurilouco (Murilo Pereira Dias), traz o nome da publicação escrita de acordocom os desenhos psicodélicos que se formaram no teto do quarto dele. Ficoumuito bacana. Textos, entrevistas e viagens mil seguem preenchendo página depoisde página. Tudo resolvido. É isso aí. Só me resta agradecer a galera que tem meajudado a tocar essa ideia. Tem muita gente aí que recebe a parada e multiplicatirando a grana do próprio bolso para poder passar a diante. Muito obrigado,rapaziada. Fiquei muito feliz em saber disso. Mesmo aqueles que de repente nãoestão podendo fazer isso, mas que fazem a propaganda, mostram aos amigos,passam a diante, colocam em locais com acesso para os demais e divulgam oblog, entre outras formas de divulgação: Valeu. Tamo junto. Sóisso já demonstra que o caminho é esse mesmo.VALEU!!! Pedidos e contatos:CX POSTAL: 100050, Niterói, RJ, Brasil, CEP 24020-971 www.rebococaido.blogspot.com fsb1975@yahoo.com.br
  2. 2. N° 5 Reboco Caído Pag 2 Democracia: novos tempos e antigas práticasPor: Cleber Araujo Liberdade de expressão: Muitos Um dos principais argumentos acreditam que esse direito é garantido autilizados para convencer que vivemos nu- todos os cidadãos brasileiros. Um grandema sociedade verdadeiramente democrática engano. Experimente organizar uma ma-é que, no Brasil (quase todo privatizado), nifestação reivindicando direitos ou pro-os homens são livres e tem direito a li- testar em algum ato político e verás a ca-berdade de expressão. Lindo isso, não acha? lorosa recepção que o aguarda – PoliciaisMas a realidade não é bem assim. Pelo me- equipados com armas, ditas, não letais; ba-nos, não para todos. las de borracha, cassetete, spray de pi- Cotidianamente nos deparamos com menta, bombas de gás lacrimogêneo e deo discurso de liberdade, do indivíduo livre efeito moral. É sempre assim. Não importa aque tem direito de fazer todas as suas esco- origem da manifestação e quem delalhas – políticas, amorosas, profissionais, etc. participa. Todos são rotulados como vaga-A palavra escravidão foi abolida da so- bundos e desordeiros. E querem que acre-ciedade neo capitalista democrática – ditemos que a censura é coisa do passado,apesar de chegarem ao conhecimento pú- assim como a ditadura.blico denúncias de pessoas trabalhando em Outro exemplo de censura aconteceucondições escravas. no dia 03/05, quando a Polícia Federal, junto A grande verdade é que o homem com Agência Nacional de Telecomuni-nunca foi tão escravo do trabalho como na cações (ANATEL), subiu o Morro Santaatualidade. O sistema apenas mudou a for- Marta exclusivamente para desarticular ama de escravizar. O chicote tornou-se desne- rádio comunitária local. Sem mandato,cessário frente ao novo método. A publi- apreenderam o transmissor da Rádio Santacidade, a alma do negócio, é o recurso uti- Marta e levaram os lideres desse movimentolizado para submeter o indivíduo a es- (Fiell e Peixe) para prestarem depoimentos.cravidão. Hoje somos – não me exclua fora A Rádio Santa Marta tem como prin-dessa – escravos do consumismo desen- cipal finalidade dar voz aos moradores, oufreado e do modismo ditado pela grande seja, garantir sua liberdade de expressão.mídia. Trabalhamos e não vemos a cor do Mas iniciativas desse gênero, que temdinheiro que, já está todo pré-destinado a como proposta a organização política daquitar parcelas do cartão de crédito. Na ver- comunidade, são encaradas pelas auto-dade, nem o direito a escolha temos, pois ridades governamentais como uma afronta.as sedutoras campanhas publicitárias criam Censurar e desarticular movimentos sociaisem nós novas necessidades e desejos de que vão contra o sistema é uma cultura po-consumo que, na maioria das vezes, são su- lítica do nosso país.pérfluos. No final das contas, nos pegamos Ao final do que foi refletido aqui,vivendo para trabalhar e não trabalhando podemos afirmar que os tempos mudaram,para viver. mas as práticas políticas, não.
  3. 3. Pag 3 Reboco Caído N° 5 Sem patrão a vida melhora muitoPor: Eduardo Marinho dições de trabalho exaustivas e nenhum A fábrica acumulava dívidas: benefício, além de não pagarem as taxas,impostos, previdência, fundo de garantia impostos e outros, devidos por lei).dos trabalhadores. Anos de dívidas parasustentar o luxo dos patrões: iates, man- Claro que a mídia omitiu o fato. Seria umsões, excessos. No limite da situação, o péssimo exemplo para a massa trabalhadora,procedimento padrão. Declara-se falência, um precedente perigoso aos patrões - quedespede-se os funcionários, fecha-se a fá- controlam a mídia -, uma prova de como osbrica, rola-se na justiça a perder de vista, patrões são, não só desnecessários, masmuda-se de lugar e abre-se outro negócio, obstáculos ao funcionamento das empresas,pra novo ciclo de mais do mesmo. Os no que diz respeito à qualidade de vida dosdemitidos que se danem. funcionários, para criar condições de luxo, excessos, ostentações e desperdícios para Na Flaskô, os funcionários impe- os donos, à custa da exploração da co-diram esse procedimento, quebrando os letividade. O sistema foi atirado para cimacadeados, entrando e pondo a fábrica pra desses “subversivos”, a polícia federalfuncionar. Sem os patrões, começaram a invadiu a área, prendeu os integrantes dapagar as dívidas da fábrica, melhoraram o comissão da fábrica, mas nada adiantou. Osambiente de trabalho, diminuíram a carga operários conseguiram passar por tudo e ahorária, aumentando a produção, e fizeram fábrica continua a pleno vapor. Um exemplobenfeitorias que jamais seriam feitas sob a ser divulgado.controle daqueles que se julgam seres hu-manos superiores (fazendo o enorme favor *Maiores informações sobre:de permitir aos operários serem explorados www.fabricasocupadas.org.braté o talo, com salários insuficientes, con- Na internet - www.rebococaido.blogspot.com - www.twitter.com/RebocoCaido -www.youtube.com/user/ fabiodasilvabarbosa - www.umanodeberro.blogspot.com -www.impressodascomunidades.blo gspot.com - www.comunidadeeditoria.blogspot.com/ - www.slideshare.net/ARITANA - www.slideshare.net/ComunidadEditoria
  4. 4. N° 5 Reboco Caído Pag 4 Anita Costa Prado - A Mãe da KatitaPor: Fabio da Silva Barbosa da Tribo, com uma tiragem abrangente, reunindo poetas nas páginas coloridas eA primeira personagem lésbica de quadri- ilustradas.nhos chegou e ficou. A Katita nem precisa Está rolando também uma participação nose apresentar, mas e sua mãe? Quem a ge- calendário Chabanais. Conte um poucorou, concebeu e criou? Essa é outra perso- sobre o que é e qual o principal objetivonagem de peso, mas do mundo real. Está desta iniciativa.por este mesmo mundo em que nós anda- O Calendário Chabanais escolhe anual-mos. Por acaso fizemos contato e logo que mente pessoas ligadas ao combate a homo-descobri com quem falava não pude deixar fobia, seja na arte, no cotidiano e na mili-de pedir uma entrevista. Fala, Professora tância. Recebi o convite para participarAnita. Diz aí: da edição deste ano, que foi lançada na Parada Gay do Rio de Janeiro e aceitei fi-De editora do Fanzine Gospel a criadora da gurar nos meses de março e abril.primeira personagem lésbica paraquadrinhos. Mudança radical ou duas faces Mesmo com toda a luta, o preconceito con-da mesma moeda? tinua forte. Qual a principal causa e o melhorDuas faces da mesma moeda. Mas podem caminho para combater o preconceito?surgir outras. Como seres humanos, temos A causa para o preconceito é obviamentemultiplicidade; inúmeras “faces”, de acor- a ignorância gerando intolerância e con-do com o momento vivido. ceitos equivocados. A luta contra o pre- conceito está crescendo e dando maior no-Falando na Katita, como vão as coisas para toriedade ao tema na mídia. O melhor ca-ela? minho é a união, as articulações políticas,Vão relativamente bem. Sem grandes eventos e protestos contra a homofobia.tiragens, mas com interesse crescente por Por outro lado, são necessárias ações noparte de novos leitores, além dos que a cotidiano de cada um, para uma convivên-Katita já conquistou. Ela é publicada men- cia harmoniosa entre as pessoas, indepen-salmente no jornal Graphic e ocasional- dente da orientação sexual.mente em publicações variadas. Na Artista e militante: Onde começa uma einternet, vários sites reproduzem suas tiras acaba a outra?e ilustrações, além do blog(Cafofo da Só artista. rs... Não sou militante, mas peloKatita). Sobre publicações impressas, por meu trabalho com a Katita e na literatura,enquanto, continuarei divulgando os três acabo sendo confundida como militante.lançamentos e não planejo outro. A militância faz um trabalho árduo, con- tínuo e admirável. Sou apenas uma es-E a poesia? critora e roteirista de quadrinhos.A poesia está presente no meu cotidiano eatualmente faço poemetos para divul- Quais os próximos passos?gação virtual. Em publicação, o maior es- Quero continuar o processo de divulgaçãotímulo é da Editora da Tribo, que publica e planejo um vídeo de animação com aanualmente uma agenda poética. É o Livro Katita.
  5. 5. Pag 5 Reboco Caído N° 5Uma semente para plantarmos na cabeça do leitor:Deixe germinar a aceitação, a harmonia e o conhecimento. le E___Por: Fabio da Silva Barbosa _ Espasmos trêmulos anunciam que ali ainda existe vida.Sentado no meio fio, Carros passam diante de seus olhos.continua invisível. Motos e ônibus variam a paisagem.Com a mão estendia, Pessoas passam de um lado para outro.tenta garantir o anestésico do dia. Moscas e mosquitos já lhe são os únicosNão sente mais tanta fome amigos.e nunca soube o que era lar. Baratas e ratos fazem vistas também.As pernas inchadas já possuem uma cor Restam poucos dentesavermelhada e o pus escorre dos cantos dos olhos.e a barba falhada cobre algumas partes doseu rosto. O papelão disfarça o frio que emana do chãoO corpo magro possui uma camuflagemde sujeira e não tem ninguém para chamar de irmão.de onde exala um odor marcante. Assim vive mais um homem.Os cabelos se juntam, Degradação, esquecimento e atropelo dos escombros sociais.formando cones grudados. Assim é sua vida.O eterno silêncio o transforma em umaestátua viva. Nada mais.
  6. 6. N° 5 Reboco Caído Pag 6 Rogério Amorim e a OFICINATIVAPor: Fabio da Silva Barbosa projeto para a população? Pensando que também sou a população (eFazendo contato com Rogério Amorim e sua aí desponta meu forte individualismoOFICINATIVA, pude oferecer mais esta coletivo), apenas estou praticando etroca de idéias para os leitores do Reboco. propondo aquilo que acredito fazer sen-O projeto é daqueles que demonstram a im- tido para um desenvolvimento sustentávelportância das iniciativas culturais. Acredito do ser humano - eu mesmo - tentando am-que a esperança da humanidade resida nes- pliar os horizontes além dos padrões a-te tipo de atitude. OFICINATIVE-SE! lienantes impostos pelo capital e seus de-www.oficinativa.blogspot.com tentores, a nossa sociedade contempo-Defina o Projeto OFICINATIVA em uma rânea. Ou, como também gosto de resumir:palavra: Apenas estou fazendo essas coisas paraINTER-AÇÃO passar meu tempo aqui, neste planeta.Agora, em muitas: Vale a pena lutar por um mundo ideal?INTERdependência, INTERculturalidade, SIM. No fundo, tod@s estamos lutando porINTERvenção, INTERferência, INTERjei- nossos mundos ideais. Logo, tantas guer-ção, IINTEResse, INTERrelacionamento + ras e tantos amores. Estamos tod@s cer-investigAÇÃO, inquietAÇÃO, autoges- t@s e errad@s ao mesmo tempo.t(AÇ)ÃO, experimentAÇÃO, criAÇÃO, mo- Falando nisso, como seria seu mundovimentAÇÃO, etc. Minhas mais orgânicas ideal?e permanentes INTERpretAÇÃO e IN- Seria não. Já é! Cada escolha que faço éTERrogAÇÃO do mundo e da vida. meu mundo ideal. Estar aqui respondendoE o Rogerio Amorim? suas perguntas de madrugada (1h48) ouUm AFROECOARTIVEDUCANDOR: um ter estado com a família no domingo mer-AFROdescendente brasileiro que busca cantilizado de páscoa, são / foram minhascompreender sua essência ECOlógica, felicidades por hoje.utilizando a ARTe e o ATIvismo social para Se conformar e se acomodar é doença ouatuar e refletir em relação à Cidadania, opção?num infinito processo de EDUCAR-se É uma epidemia disseminada, como váriasEDUCANDO... outras (consumir açúcar, fazer fanzines,Por que existem tantos projetos hoje em embelezar-se, ver televisão, trabalhar...).dia? Mas, também, é uma das mais singelas o-Simplesmente porque somos / sou múltiplo. pções, pois somos seres livres e podemosCosturo, lavo, me entristeço, cozinho, pin- SIM escolher nossos caminhos. Qualquerto, canto, sou medíocre, danço, sou herói, AÇÃO será positiva e negativa e terá próssigo roubando. Isso, hoje. Amanhã, estarei e contras. Qual é a minha? Qual é a sua?realizando várias outras tarefas e conhe- Qual é a nossa?cendo novas coisas, novos temas, que vão Considerações finais:me encantar ou podem me desagradar. Ro- Quem quiser se OFICINATIVAR é só dartina dinâmica, possibilidades instigantes. um toque e nos enlaçamos solidariamente.Qual a maior importância deste tipo de projetooficinativa@hotmail.com
  7. 7. Pag 7 Reboco Caído N° 5 desfigurante...Por: Murilo Pereira Dias sem ter duvidarnão quero pensar ver ressuscitar....palavras explicar apenas querer enterrarsubterfugios criar... sem sentir recomeçar........estou aqui...estarei... sem entender em pazmomento único... acende .........talvez.... ascender .......se for permitido aprender .....se não abrir as portas encarar ...e não ouvir o telefone desencantar ..colocando em ordem descartar .digitos expressando acreditarsignificadosincompreensíveis créditos......banais...proposital....... Jesus...Barrabás....quem sabe??? Ser Humanoquem soube?? Satanáso saber ...saberá... proferindo a verdade malditaa hora de dizer.... a ser dita....reconhecer perdida......enfima hora de parar esperando aqui ser o fimcontinuar... encontrar...não saber...ser.... esperançaquerendo estar sanar...reencarnar www.barracoadentro.com
  8. 8. N° 5 Reboco Caído Pag 8 Homens E CaranguejosPor: Josué de Castro cenário de fome do Nordeste, os mangues eram uma verdadeira terra da promissão, que atraía homens vindos de outras áreas de mais fome ainda - das áreas da seca e da monocultura da cana-de-açúcar, onde a indústria açucareira esmagava, com a mesma indiferença, a cana e o homem, reduzindo tudo a bagaço. Vê-los agir, falar, lutar, viver e morrer, era ver a própria fome modelando com suas despóticas mãos de ferro, os heróis do maior drama da humanidade - o drama da fome. E foi assim que fiquei sabendo que a fome não era um produto exclusivo dosNão foi na Sorbonne, nem em qualquer mangues. Que os mangues apenas atraíramoutra universidade sábia que travei co- os homens famintos do Nordeste: os da zonanhecimento com o fenômeno da fome. A da seca e os da zona da cana. Todos atraídosfome se revelou espontaneamente aos por esta terra de promissão, vindo se aninharmeus olhos nos mangues do Capiberibe, naquele ninho de lama, construído pelos doisnos bairros miseráveis do Recife - Afo- e onde brota o maravilhoso ciclo dogados, Pina, Santo Amaro, Ilha do Leite. caranguejo. A fome age não apenas sobre osEsta foi a minha Sorbonne. A lama dos corpos das vítimas da seca, consumindo suamangues de Recife, fervilhando de caran- carne, corroendo seus órgãos e abrindoguejos e povoada de seres humanos feitos feridas em sua pele, mas também age sobrede carne de caranguejo, pensando e sen- seu espírito, sobre sua estrutura mental,tindo como caranguejo. São seres anfibios sobre sua conduta moral. Nenhuma- habitantes da terra e da água, meio ho- calamidade pode desagregar a personalidademens e meio bichos. Alimentados na humana tão profundamente e num sentidoinfância com caldo de caranguejo - este tão nocivo quanto a fome, quando atinge osleite de lama -, se faziam irmãos de leite limites da verdadeira inanição. Excitados pelados caranguejos. Cedo me dei conta desse imperiosa necessidade de se alimentar, osestranho mimetismo: os homens se as- instintos primários são despertados e osemelhando em tudo aos caranguejos. Ar- homem, como qualquer outro animal faminto,rastando-se, acachapando-se como caran- demonstra uma conduta mental que podeguejos para poderem sobreviver. A impres- parecer das mais desconcertantes.são que eu tinha, era de que os habitantesdos mangues - homens e caranguejosnascidos à beira do rio - à medida que iamcrescendo, iam cada vez se atolando maisna lama. Foi assim que senti formigar den-tro de mim a terrível descoberta da fome.Pensei a princípio que era um triste pri-vilégio desta área onde eu vivo - a áreados mangues. Depois verifiquei que, no
  9. 9. Pag 9 Reboco Caído N° 5 Sem títuloPor: Murilo Pereira Dias VOU PERDER MINHA RAZÃO É Oera uma vez um dia................. CARALHO!!!!!! O CARALHO !!!!!!!...e então.... - então agora eu quero ver nessa porra..... vai todo mundo tomar no- então o que??? cu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!- quem é esse garoto ai.???..está -segura ele....causando alteração....!!!!!!!!!!! -será meu dia!!!!!!!!!!!!- pqp.... mas que merda!!!!!!!!!!!! ###############################- acabei de ganhar uma porrada!!!!!!!!!! ######################- seus filhos das putas.... ################- o que significa isso??? ###########- vai se foder sua vaca...quem é vc suafilha da puta!!!!!!!?????????!!!!!!!!!vou ########chamar a policia nessa merda.... ####-chama mesmo...vamos ver no que vai ###dar.... ##-anota placa do carro....- anota o tamanho da minha piroca #tbm...... quer ??? sua maldita fiha da PENSO, LOGO CAGOputa..... Por: Glauco Mattoso- está me ameaçando sua vaca do Eu não nasci, pois não me lembro de issoinferno...???? ter acontecido. Não morri, pois também não me lembro que isso tenha acontecido. E, se-vc está perdendo a sua razão gritando e não nasci nem morri, das duas uma: ou souxingando dessa forma....!!!!!!!! Deus ou não existo. Ora, como nem tudo que eu quero acontece e nem tudo que a-- VAI TOMAR NO CÚ SUA FILHA DA contece eu quero, não sou Deus. Portanto,PUTA.... não existo. Logo, não penso. Então este ra-ESTOU PERDENDO MINHA RAZÃO É ciocínio é falso, e nesse caso eu não passoO CARALHO.... de um mero amnésico. De qualquer maneira,SE VC NUNCA OUVIU PALAVRÃO nada tem importância: se perco a memória,FODA-SE...VAI SE FODER ... tanto faz que tudo seja ou não verdade.TOMAR NO CÚ SUA FILHA DA PUTA Basta dar a descarga e passar pro papel.DO INFERNO MALDITO....
  10. 10. N° 5 Reboco Caído Pag 10 Carlos Pankararu fala sobre o Acampamento Indígena RevolucionárioPor Fabio da Silva Barbosa 250 barracas de lona em frente do Congres- so Nacional e no Ministério da Justiça. Aí,Busquei fazer contato com o Acampamento eram mais ou menos 800 índios deixando oIndígena Revolucionário (AIR) para tra- governo, principalmente a Presidência dazer até os leitores deste veículo informa- FUNAI e o Ministério da Justiça, desorien-ções sobre a quantas andam essa importan- tados. Eles violaram as leis do país, botaramte movimentação pelos direitos indígenas a Força Nacional na FUNAI, perseguirame pela preservação do planeta. funcionários públicos indigenistas, perse-Como se iniciou a organização do Acam- guiram os próprios índios, assinaram Belopamento Indígena Revolucionário? Monte sem consultar os índios etc. IstoIniciou-se a partir do momento em que várias por se encontrarem desesperados, saben-tribos se movimentaram para lutar pela Re- do que os indígenas do Brasil, através dovogação do Decreto 7.056/09. O governo AIR, já estavam atentos aos incompetentesenganou várias pessoas e as convenceu a que se encontram na FUNAI decidindo asvoltarem, mas ficaram uns 15 índios para suas vidas.revogar o Decreto. Os 15 índios foramKrahô-Kanela, Terena, Fulni-Ô, Pankararu, E hoje?Korubo e Munduruku. Por estarmos em Nossos objetivos estão sendo alcançados:poucas pessoas, o governo não acreditava - Há negociações: O governo chama o AIRno movimento e achava que não ia dar em para negociar sobre o Decreto 7.056.nada. Foi aí que eles se enganaram. Nós, - Nossa luta junto com a população do Paráesses poucos guerreiros, fizemos a diferen- chegou ao seu objetivo: A OEA parou Beloça no movimento. Fizemos o que 700 índios, Monte.em janeiro de 2010, não fizeram: Enfrentar o - O presidente da FUNAI está sendogoverno. Abrir faixas na Câmara dos Depu- processado.tados, colocar bandeira, acampar na frente - Tiramos a Força Nacional de dentro dado Ministério da Justiça (provocando Au- FUNAI.diências Públicas), invadindo posses do - Está em tramitação no Senado a CNDIMinistro da Justiça, mostrando a indigna- (Conselho Nacional de Direitos Indígenas)ção e tudo mais. Abrimos faixas e gritamos - O Movimento Indígena Revolucionário,na Convenção do PT, em comício de Lula e hoje, é conhecido a nível nacional eDilma Roussef, fazendo com que nossas internacional como os guerreiros da paz.vozes fossem ouvidas. Participamos dasaudiências contra Belo Monte e através do Aconteceu a III Confederação Tamoia dosblog do AIR, do Mércio Gomes e da impren- Povos Originários e Sem Teto. Qual asa levamos ao conhecimento de outros ín- importância desse evento para a lutadios o que estava acontecendo em Brasília indígena e em que ponto se unem as lutase o que estávamos fazendo, chamando a a- dos povos originários e a dos sem teto?tenção de todos e convidando a todos para Os pobres e suas lutas, independente dese juntar a nós. Desta forma, cresceu o mo- serem índios, camponeses ou sem tetos,vimento indígena, chegando a ter cerca de sofrem as mesmas discriminações. Vivemos
  11. 11. Pag 11 Reboco Caído N° 5em um país onde a desigualdade é imensa. todas essas batalhas?Um deputado ou senador pode grilhar Sim. Quem causa o problema é o Grandegrandes quantidades de terra e se esconder Capital, a ambição. Desde 1500 os gover-atrás da Constituição. Pode também desviar nantes de Portugal têm invadido esse Brasilmilhões e achar meios de dizer que é legal. para roubar as riquezas que aqui existem,Porém, o índio não pode usufruir de nada como: madeira, ouro e outras riquezas. Hojeque esteja dentro da terra dele. Um índio não é diferente. As riquezas que se encon-não pode cortar um caminhão de madeira travam com facilidade, como no estado deou vender uma grama de ouro porque é cri- São Paulo, Minas Gerais, Pará (exemplo deme ambiental. O governo pode deixar co- Serra Pelada), hoje não se têm mais a mesmaberto de água milhões de metros cúbicos facilidade em se encontrar. Isso se encontrade madeiras no coração da Amazônia e dizer com facilidade nas terras indígenas porqueque tudo é legal. O progresso não para. É são intocáveis. Nós, indígenas, preserva-mais do que certeza que os índios que ainda mos a natureza. Não fazemos dela algo deexistem isolados, sem contato com a aproveito e depois jogamos fora, como secivilização, por questões de sobrevivência não tivesse valor. Tratamos da natureza co-serão obrigados a se intelectualizar no mo uma mãe. Tiramos dela o sustento comomundo dos brancos. Por isso, não devemos um filho que amamenta no peito de sua mãe,deixar de ajudar e apoiar os movimentos mas que depois abraça e tem amor pela mes-sociais ou qualquer outro movimento. Eles ma e chora a falta dela. Assim é o índio comsão tão injustiçados quanto nós. Hoje, o a natureza. Diferente do homem branco, quehomem branco invadiu o Brasil formando desmata, faz grandes plantações, destrói emuitas cidades e desmatando as florestas, depois fica chorando pelo mau feito e di-por isso já estamos vendo os animais inva- zendo que está preocupado com o aque-dindo as cidades. Quem nunca viu capivara cimento global.nos rios das cidades? Há poucos meses oIbama teve que tirar uma onça puma que A criminalização dos movimentos sociaisinvadiu um frigorífico em uma cidade de não para de expandir. Qual o posiciona-Brasília. Ano passado encontrei na Asa Sul mento do Acampamento diante dessa atitudeum homem, morador de rua, com uma jibóia do governo e de suas instituições?no pescoço, que havia pego nas margens Não existiria revolta se estivesse tudo bem.do Lago Sul, dentro do DF. E outros apare- O problema é que enquanto uns ganhamcimentos de animais invadindo as cidades mensalão, outros são flagrados com dinhei-têm acontecido pelo Brasil afora. Se os ani- ro nas cuecas, meias e outros nas corru-mais irracionais estão vindo para cidade, pções (como Jader Barbalho - do Pará, comoporque não os índios daqui há algum tem- Paulo Rocha - do PT/Pará, Zé Dirceu – PT/po? Da forma que o governo está tratando São Paulo, Genoíno – PT/São Paulo, Márcioeles – invadindo as suas terras... Por isso, Meira – presidente da FUNAI/Pará). Elesajudamos o sem teto, pois não sabemos o violam as leis do país, roubam e não sãoamanhã. punidos. Continuam no governo, ganhando seus altos salários graças aos nossos im-Os povos originários passam por diversos postos. Tem muita gente passando fomeproblemas em diversas regiões do país. dentro das aldeias. Tem muita gente moran-Existe uma fonte comum de todos esses do debaixo das pontes na cidade. Tem muitaproblemas e uma forma única de resolver gente morrendo nos hospitais por falta de
  12. 12. N° 5 Reboco Caído Pag 12recurso na saúde. Como é que pode não reestruturação, a construção do órgão emexistirem revoltas e movimentos sociais? que o próprio índio assuma a sua orga- nização: a FUNAI. Vários projetos de auto-A mídia convencional e as grandes empresas sustento, como roças comunitárias, irriga-contribuem muito para esse processo de das pelos rios (para as tribos que ficam ascriminalização. Qual o interesse deles em margens de rios e igarapés). Queremos umver lutas legítimas como algo perigoso para acordo com o governo para que tudo quea sociedade? se trate a respeito dos índios no Senado eMuitas imprensas são corrompidas pelo Ca- na Câmara seja consultado aos Povospital. Muitas também são de pessoas envol- Indígenas antes das decisões e que os ín-vidas na política ou dependem de projetos dios possam participar de todas as audiên-do governo como abate de Imposto de Ren- cias públicas que dizem respeito aos mes-da, como aprovações de direitos autorais, mos. através do CNDI, conselho criado pelodireito de imagem... Por vários motivos mui- MIR.tos se calam. Mas o mais importante é quetambém têm muitos grandes ou pequenos Quais os próximos passos da luta?publicando a verdade e fazendo a diferença. Alcançar nossos objetivos, defender nos- sas populações indígenas e ficar de olhoMuitos colaboradores tem apoiado a causa nas ciladas do governo, que por mais quedo Acampamento. Como se dá essa apro- fechem acordos, não podemos confiar.ximação? Muitas coisas virão, mas só o dia a dia diráSão pessoas inteligentes que reconhecem o que temos que fazer.que a luta é justa e sabem que nosso movi-mento não é apenas em nossa defesa, mas Lá vem elesna defesa de todo o planeta. Exemplo: Esta-mos defendendo nossas tribos, ao defender Por: Fabio da Silva Barbosanossas florestas. O pulmão do mundo é oAmazonas e a maior quantidade de tribos Lá vem eledo mundo também é no Amazonas. Se não Lá vem eleexistissem tribos na Amazônia, a selva já esta- Carregando sua cruzria transformada em pasto para gado e gran- Não é o abençoadodes territórios de soja, milho, arroz e outras Não é o senhor Jesusplantações. Prova disso são os arrozeiros Lá vem elade Roraima, na Raposa Serra do Sol. Ao de- Lá vem elafendermos nossas florestas, estamos defen- Resistindo em seu Calváriodendo o ar que nós, índios, respiramos e Não é a donzela da tvbrancos também. Não espera o galã otárioQual a perspectiva para esse novo governo?Existe esperança de melhora no diálogo Lá vem aquiloentre os detentores do capital e os atropela- Lá vem aquilodos pelo que os governantes chamam de Fustigado pela vidaprogresso? Não parece ser humanoTemos nossos planos governamentais, Não tem pele, só feridacomo os 15 pontos do AIR, a verdadeira
  13. 13. Pag 13 Reboco Caído N° 5 ALMA sem pazPor: Diego El Khouri sem um minuto de paz.luto contra a maré que me molha o rosto Agora é isso: a doença me lavando aas convicções que me movem a alma alma,os dias devoram, trincheiras gritam a barriga inchada, cigarro na faceo dinheiro que ganho mesmo pouco me que empunho vilenvergonha frouxo e sem graçanas noites turbulentas me perco na bronha clown embriagadofomes e miséria do meu lado na minha bocamolhada que dança nas esferas subliminaresrindo uma garganta seca da última batalha necessito de novos aresSOU SÓ venha Rio de Janeirogranito na areia movediça do acaso preciso fugir dessa louca cidade!acaso eu tô vivo ou sinto os sentidos me Conexões, tubos, válvulas, ferros,cortar a face? chapas, fábricas, concretos, bombas, gaxetas, parafusos, porcas, arruelas,a face me levar pra mata discos de corte, pistola de pintura,sozinho o infinito xinga albergues de aljôfra registros, equipamentos, máquinas,subteendidas MÁQUINAS, MÁQUINAS,em inúmeras máscaras que me mata MÁQUINAS, MÁQUINAS MÁQUINAS, MÁQUINAS ,na mácula do dessabor caminho MÁQUINAS, MÁQUINASVOCÊ ESTÁ COMIGO? me aniquilam a caraVOCÊ ESTÁ COMIGO? fatiam a almaquem me move nessa terra triste num beijo me roubam a paz.amigo? Que paz?sinto você nua como o abismovocê solidão sem roupa de linho, elegânica
  14. 14. N° 5 Reboco Caído Pag 14 Hulkabilly e os Kães-VadiusPor: Fabio da Silva Barbosa foda. Na verdade, o Kães-Vadius já era para ter acabado. Não acabou por que sou chatoTroquei uma idéia com Hulkabilly, o cara que e uma galera que curte não permite. Então,garante os vocais da primeira banda de é isso: pura curtição e respeito. É isso quePsychobilly do Brasil. O Kães-Vadius já está move a parada. Mas tem que ter respon-caminhando para três décadas de estrada e sabilidade e não deixar a “peteca” cair.não pretende parar por aí. Então, aumente o Isso é difícil as vezes. Mas, não impossível.volume, pois isso aí é Rock mesmo. E o segredo da Longevidade?Como foi a construção do movimento Ser honesto com você e com seu público,Psycho no Brasil? ter pau duro, aguentar as adversidades eCara... Pesquisamos muita coisa antiga na não se vender para ninguém. Per-época (Bill Halley, Chuck Berry, Trashmen, sonalidade e características próprias sãoetc.), um monte de coisas que estavam fundamentais.aparecendo (Cramps, Meteors, Guana Batz,Batmobile e por aí vai), juntamos tudo com Como divulgar um som sem nenhum tipoa nossa realidade, Terror- B, Cachaça, Ne- de apoio?urose e coisas que curtíamos (Alice Cooper, Ter muitos amigos, propaganda boca-a-Stoogies, MC-5, Kiss...). A soma de tudo foi boca, internet e cair na estrada pro queo que deu Kães-Vadius na cabeça. der e vier.E atualmente, a quantas anda? Como está o trabalho da banda hoje?Regravando algumas músicas que não Maduro, consistente, pesado e, para alguns,ficaram bem gravadas como queríamos e ainda soa como novidade quando ouvem.gravando músicas novas. No total, acho que Um amigo me disse uma vez que: “Vocêsvão rolar umas 17 novas gravações, fora um são como OVNIS... Todo mundo sabe queDVD de 25 anos dos Kães, com muita existe, mas pouca gente viu!”.imagem, som e comentários da galera que Huahuahuahuahua.viu a coisa nascer. E o futuro? O que está por vir?Muita gente monta uma banda com o Enquanto o sangue jorrar dentro da veia, opensamento em arrumar grana. Como é som não vai parar. Para mim, não tenhomontar uma banda pensando em divulgar muito o que esperar do futuro, a não ser ouma cultura? O que move esse processo? futuro que eu mesmo possa fazer! Então, éNão é fácil. Grana é sempre a última coisa pau na moleira e pimba na gorduchinha.que acaba sobrando pras bandas. Mas, é Som, cerveja e mulheres (se a patroamuuuuito gratificante saber que seu tra- permitir. Huahuahua) o resto vamos le-balho é ouvido e curtido por pessoas que, vando na boa.muitas vezes, você nunca viu, em lugaresonde você nem sequer esteve. Isso é muito Abraços a todos e muita curtição.
  15. 15. Pag 15 Reboco Caído N° 5 inspiração do vazio.... nisso, manda muito bem vinculaPor: Murilo Pereira Dias bom dia e obrigadoobscuro o caminho de incertezas coe- desvincularentes... e amémé preciso viver o sozinho.... Carrinho de brinquedoesquecer as palavras trocadas em busca pequeninode carinho tentando virar tremsombras de corpos opacos vinculatranslucidos onde não há luz... bom dia e obrigadoonde há certeza de não estar acom- desvinculapanhado da própria assombra... e amémque faz sombrio o sentimento de buscar Canudinho de coca colano vazio o que não conseguem captar... bem fininhonecessárias são precisas as palavras querendo ser tubo de cempreciosas vinculadescrevendo dor e solidão....falta compreensão bom dia e obrigadoser feliz é distante desvinculauniverso inconstante e amémperante... Cidadão desconhecidoparalelo uma sombracicatrizante.... querendo se tornar alguémtem-se como pressão vinculadepressão bom dia e obrigadoqueda...abismo... desvinculanada de lindo e amémnada de que???o que é preciso??? Apagando o seu passadopara um sorriso??? põe negritoum cigarro enquanto quanto contos de o que ainda vemamigos...???... vinculao exilio é a saída bom dia e obrigadoa chegada ao fim da escada... desvinculaenquanto os enfins querem se e amémresumir...por não mais saber contar...querendo dormir porque precisa acordar... Lutando sempre contrasem pressa do fim que não diz o pestino*se vem ou quando virá......... procura ir pra mais além vincula PESTINO bom dia e obrigado desvinculaEle odeia o que faz Por: Alexandre e até amanhãentretanto Mendes
  16. 16. N° 5 Reboco Caído Pag 16 Olga Ribeiro DefavariPor: Fabio da Silva BarbosaOlga Ribeiro é pesquisadora de mídias alternativas e autora do livro “A Imprensa Alternativano ABC”. Batemos um papo sobre seu trabalho e sobre a tal imprensa alternativa. Confiram:Como surgiu o relacionamento com a O que você acrescentaria e o que vocêimprensa alternativa do ABC? retiraria em uma nova edição.A partir de uma pesquisa que iniciei na Ah, tem muita coisa para acrescentar. Desdefaculdade, em 2005, dentro no núcleo Me- a publicação e a posterior criação do blogmórias do ABC, da Universidade Municipal (http://imprensaalternativanoabc.blogspot.de São Caetano do Sul. O “Memórias” é um com) recebi muito material. Na maioriaprojeto que visa levantar aspectos interes- fanzines. Eu pouco conhecia dos fanzines.santes, mas pouco estudados da história Até o início da pesquisa, o foco do livroda região. Como na época cursava jornalis- eram os jornais e revistas de caráter indepen-mo e por me interessar pelas práticas cultu- dente, por isso dediquei apenas um capítulorais, achei na imprensa alternativa um meio aos zines. Eles mereciam um espaço maior.que une ambas as coisas. Mas foi preci- São planos para uma próxima edição....samente durante um bate papo com aescritora e agitadora cultural Dalila Telles Qual a principal diferença entre os veículosVeras, proprietária de um espaço cultural alternativos e os convencionais?em Santo André, que descobri que a impren- Como o próprio nome diz, os veículos alter-sa alternativa, também colecionada por ela, nativos são uma alternativa à imprensa con-ainda não possuía um merecido estudo, no vencional. Essa imprensa independente dácaso especifico, as publicações do ABC espaço para assuntos que não tem grandePaulista. Foi então que decidi o tema da mi- importância ou não são divulgados na mídianha iniciação científica. Logo no inicio da oficial. São muitas diferenças. A IA, normal-pesquisa, descobri que os museus e cen- mente, não obedece a regras de periodici-tros responsáveis pelos arquivos da região, dade, distribuição, venda, assuntos e nú-não catalogavam ou mesmo sabiam o que mero de páginas. Tudo é feito de forma in-era essa tal imprensa alternativa. dependente. Alguns mais profissionais, outros menos... Mas sem o compromissoE como chegou ao ponto de pensar: “Vou de alcançar um retorno financeiro. Acreditolançar um livro sobre esse assunto”? que a idéia principal de quem decide editarAchei que minha pesquisa podia sair do uma dessas publicações é poder escreverâmbito acadêmico e que merecia uma visibi- sobre o que quiser, da forma como quiser elidade maior, pois percebi que havia muita quando quiser. É este o espírito da coisa!gente interessada no assunto. Um dos inte-ressados, o poeta Zhô Bertolini, veterano Qual a maior importância deste tipo deda imprensa alternativa no ABC, sugeriu veículo?que eu inscrevesse o projeto do livro no Na história do Brasil, a IA teve grande impor-Fundo de Cultura de Santo André. Inscrevi tância, principalmente na época do regimee fui contemplada em 2008. Para escrever o militar. Esses jornais denunciavam abusoslivro, ampliei a pesquisa, busquei outras de poder e ajudavam a manter bem infor-publicações e tentei dar ao texto um aspecto mada parte da população interessada, já quemais literal e menos acadêmico. a mídia oficial omitia muita coisa.
  17. 17. Pag 17 Reboco Caído N° 5 A POLÍTICA DIVINAPor: Evandro Santos Pinheiroe Fabio da Silva Barbosa - E que Deus acompanhe vocês. Pastor João termina o culto com suafrase habitual. Tinha de se apressar para areunião do partido. Pastor, político e donode uma clínica de reabilitação. O tempo esta-va curto. Entrou no carro e partiu rumo aofuturo político. Em uma rua próxima, Areovaldocatava comida azeda do lixo de um restau-rante. Papelão, latinhas e outros recicláveiseram recolhidos para o sustento da família.Analfabeto, pai de seis filhos, seu endereçoera embaixo de um viaduto. Sentia certa de- financeiros viriam de várias fontes, mas umacepção por não poder proporcionar uma vi- em especial era o dinheiro sagrado, depo-da melhor aos filhos. Tinha quase certeza sitado pelos fieis para a obra de Cristo. Di-que sua prole estava fadada ao fracasso. nheiro conquistado pelo pastor, após horasPrédios, edifícios, condomínios de luxo, áre- de milagres, orações e profecias. Nada maisas cercadas por seguranças em meio ao tu- justo. Aliás, a justiça divina nunca falha.multo normal da grande metrópole. Sua Muito menos a política divina realizada poresposa o ajudava na complementação da homens de conduta ética ilibada. A questãorenda, vendendo balas e doces no sinal. de levantar mais grana era simples: Realizar Ao atravessar a rua, avistando uma campanhas de cura e libertação. Como sa-promissora pilha de lixo, Areovaldo se bemos, Pastor João tinha contato forte comdescuidou e foi atingido em cheio por um o criador. Nada mais que um diálogo seriacarro 0 km que vinha em alta velocidade. O necessário para que as coisas se resolves-corpo subiu, caindo no pára-brisa, que se sem. Todos se dariam bem.espatifou. Pastor João socou o volante, sol- - Obrigado por mais essa, irmão.tando um sonoro “Puta que o pariu”. Abriu - E a reunião que você teria agora?a porta e se pôs de frente para o corpo que Já obteve resposta do suplente?jazia em sua última aquisição material. Olhou - Quando liguei para ele, pedindo quepara os lados, percebendo a rua deserta. me substituísse, pedi que ligasse apenasPensou alguns segundos e atirou a vítima se tivesse algum problema. Amanhã meuno asfalto. Entrou no carro e partiu em reti- mecânico vai vir concertar o carro em suarada. Foi blasfemando até a casa de um ir- garagem. Pode deixar que vou cuidar bemmão de fé e companheiro de partido que do seu carro.morava nas redondezas. - Não tem problema. Tenho mais três Após algumas horas de conversa sé- na garagem da frente. Vá em paz, Pastor.ria, articulações e conchavos, os acordos - Que Deus o acompanhe, irmão.políticos estavam firmados. Os recursos Amém.
  18. 18. N° 5 Reboco Caído Pag 18 Mentiras do Mundo CãoPor: Fabio da Silva BarbosaEm um mundo dominado por falsos conceitos, é natural que a mentira seja colocada noaltar e todos se ajoelhem perante ela. Vamos separar alguns exemplos que fariam o próprioPinóquio sentir vergonha de sair repetindo por aí.Ler jornais diariamente nos deixa bem informados – Se os jornais a que se refere este ditofaz parte da mídia convencional, essa mentira tem de estar no primeiro lugar. Dizer “beminformado” é determinar que aquela informação recebida é de boa qualidade. Já olhou aprimeira página dos jornais hoje? Eu também não, mas pode correr até a banca maispróxima para conferir: Bunda, fofoca (Artistas separando, casando, namorando, cagando...Opa... Desculpe... Artistas não cagam!) e assassinato (Pobre matando pobre e pobrematando rico... Só quando o rico mata o pobre não se comenta. Vê se a matança deindígenas e o constante estado de opressão em que vivem pequenos agricultores sãoprimeira página. Latifundiário só entra nesse rolo quando o pobre se revolta. Aí sai comopobre mata rico, pobre invade, pobre rouba... Mas a notícia fica incompleta, já que não senoticiou antes que rico mata, rico invade, rico rouba...)A imprensa é imparcial – Continuando o assunto “mídia convencional”, temos mais umexemplo de Mentiras do Mundo Cão. Se existe uma coisa chamada linha editorial, aimparcialidade já fica de lado. Simples assim.O usuário é quem sustenta o tráfico – Os usuários das chamadas drogas sempre estiverampor aí, mas a proibição criou e sustenta o tráfico até os dias de hoje. Isso, sem falar nogrande esquema para a chegada de mercadorias nos varejistas. Como no morro não templantação de maconha, nem fábrica de armas, é fácil chegar a conclusão que existe muitomais gente envolvida nisso do que o cara que está com uma bolsa recheada dos taisprodutos ilícitos e uma pistola na cintura e o usuário. Mas fica fácil manter tudo na contadeles, já que não têm espaço para se exporem livremente, sem o julgamento de umasociedade frustrada e hipócrita.Trabalhar dignifica – Esse aí pegou pesado. Hahahahaha... Como sabemos bem que essejargão se refere ao tipo de trabalho assalariado e submisso ao patrão, só gostaria deentender como se associa exploração a dignidade. Nem o explorador, nem o explorado sãoportadores da tal dignidade. Para o trabalho ser digno, ele tem de ser livre de qualquerpressão ou coação. Isso, só para início de conversa.
  19. 19. Pag 19 Reboco Caído N° 5 Law Tissot e a Fanzinoteca MutaçãoPor: Fabio da Silva Barbosa xerox”, que possibilitou por completo a via- bilização da Fanzinoteca Mutação numaLaw Tissot montou uma fanzinoteca no Rio sala do ArtEstação, com a infraestrutura eGrande do Sul, onde acontecem oficinas e os recursos necessários para a manutençãocursos, além de abrir espaço para os de um acervo, além de oficinas livres e espa-amantes dos fanzines conhecerem muito ço de exposição e discussão para ações quematerial legal. A Fanzinoteca Mutação é o tenham relações com os zines e a arte urbanatipo de iniciativa que vale a pena divulgar. contemporânea.Como se deu a iniciativa de criar uma A Fanzinoteca é aberta ao público?fanzinoteca? Sim, a Fanzinoteca Mutação é aberta aoCreio que desde os anos 80 eu já público. Abrimos aos sábados à tarde, dasmanifestava o desejo de criar um espaço 14H as 20H, onde realizamos oficinas livrespúblico para preservação e promoção dos e gratuitas de fanzines e outras ações defanzines. Sabia que um projeto deste tipo arte urbana como graffiti e lambe-lambe, emnecessitaria de uma infraestrutura ade- parceria com o grafiteiro Diego “N3” Franz.quada e não tinha os recursos para tal. O Como disse, estamos localizados numa salatempo passava e acumulava uma coleção do ArtEstação, na Avenida Rio Grande,de muitos zines na mesma medida em que balneário Cassino, em Rio Grande, RS. Oseditava os meus próprios títulos ou ainda contatos podem ser feitos através do meucolaborava em outros tantos espalhados e-mail tissot_law@yahoo.com.br, pelo fonepelo Brasil e no exterior. Somente em 2009, 53 9953-9646 ou ainda pelo blogcom o apoio do Ponto de Cultura www.fanzinotecamutacao.blogspot.com.ArtEstação (Rio Grande, RS) é que pude Hoje, contamos com um acervo de mais decomeçar a criação da tão desejada 3000 títulos de todos os gêneros, estilos, é-fanzinoteca. pocas e origens (tanto nacionais quanto deObservei que você conseguiu apoio até do outros países).Governo Federal para seu projeto. Qual ocaminho a seguir para se obter este tipo de Você continua atuando na produção deapoio? fanzines?Como disse, o início foi o Ponto de Cultura Desde 1984, quando criei o fanzine MutaçãoArtEstação, com sua equipe coordenada ao lado de Marco Muller e Rodnério Rosa,por Miguel Isoldi, Célia Pereira e Celso tenho mantido intima relação com a produ-Santos, que sempre incentivaram minha ção de zines e com a cena. Seja como editorprodução artística e promoveram algumas ou colaborador em zines de companheirosações a partir da minha relação com os espalhados pelo underground mundial.fanzines, como exposições, lançamentos, Atualmente, lancei o zine Charlotte # 03,palestras... Depois, a partir do edital da em parceria com o amigo Fabiano Costa,Funarte “Interações Estéticas 2009 que pode ser baixado aqui: fanzinote-Residências Artísticas em Pontos de camutacao.blogspot.com/2011/01/fanzine-Cultura”, escrevi o projeto “Resgate das charlotte.html . Também participei domúltiplas linguagens dos fanzines e suas Circuito Interações Estéticas 2010, darelações com as poéticas visuais da arte- Funarte, onde pude realizar zines durante o
  20. 20. N° 5 Reboco Caído Pag 20evento, nas cidades de São Paulo, Belo Poderia citar, para não deixar a perguntaHorizonte, Recife e Rio de Janeiro. incompleta, o La Permura, do companheiro Rodrigo Okuyama, como um zine que foiCom essa retomada e fortalecimento da realizado com muita criatividade ecultura do fanzine, você acredita que este competência.tipo de veículo será mais valorizado eaumentará o número de leitores? O que é indispensável?Não tenho muita certeza disso. Acredito, Ter um milhão de amigos zineiros trocandoque em certa medida, os zines ainda seus zines repletos de artes, idéias, ações ecirculam nas trocas entre os editores. paixões.Talvez, em certos eventos, como exposi-ções, shows, bares ou ações urbanas, eles O que é dispensável?possam atingir um outro público. Mas os A nicotina. Malditos cigarros!fanzines têm mesmo essa característica de ------------------xx------------------serem efêmeros, com pouca tiragem e Por: Eduardo Galeanodestinados a ser como garrafas jogadas ao As pulgas sonham com comprar um cão, emar. Sabe-se lá em que mãos poderão che- os ninguéns com deixar a pobreza, que emgar. Essa magia do leitor do acaso é muito algum dia mágico a sorte chova de repente,fascinante. que chova a boa sorte a cântaros; mas aUm fanzine inesquecível: boa sorte não chove ontem, nem hoje, nemPergunta difícil. Cada fanzine representa um amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha caimomento, uma fase de criação e de relação do céu da boa sorte, por mais que os nin-com amigos e idéias. Mas, se for para citar guéns chamem e mesmo que a mão esquerdaapenas um, que seja o Mutação. Este zine coce, ou se levantem com o pé direito, oufoi criado ao lado dos amigos que já citei comecem o ano mudando de vassoura.anteriormente, no distante ano de 1984, de Os ninguéns: os filhos de ninguém, osuma forma um tanto inocente, mas repleto donos de nada.de sonhos que desde sempre trouxeram Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos,grandes resultados, sejam em termos morrendo a vida, fodidos e mal pagos:artísticos ou nas amizades que ainda Que não são, embora sejam.mantenho desde aquela época. Que não falam idiomas, falam dialetos. Que não praticam religiões, praticamO destaque atual: supertições.Tenho recebido muitos zines de novos Que não fazem arte, fazem artesanato.companheiros que contribuem com a Que não são seres humanos, são recursosampliação do nosso acervo. Não gostaria humanos.de ser injusto com nenhum editor, pois Que não têm cultura, têm folclore.tenho uma relação passional e de respeito Que não têm cara, têm braços.por toda e qualquer iniciativa zineira. A mim Que não têm nome, têm número.não importa a qualidade da impressão ou a Que não aparecem na história universal,proposta editorial, mas sim que existam aparecem nas páginas policiais da imprensasujeitos entusiasmados com a manutenção local.do espírito zineiro, seja pela sua poética ou Os ninguéns, que custam menos do que apela sua importância para a mídia livre. bala que os mata.
  21. 21. Pag 21 Reboco Caído N° 5 SOS botequinsFabio da Silva BarbosaNão sei se isso está ocorrendo em todo Brasil, mas aqui em Niterói eu posso lamentar, semmedo de estar enganado: Os botequins estão acabando. Esses locais onde a nata dacultura e da contracultura de nosso País sempre se reuniu para animadas conversas em umambiente descontraído, sem o moralismo dos “bons costumes”, estão sendo substituídospor locais repletos da frieza que a arrogância do requinte consegue oferecer melhor queninguém.A primeira grande mudança observada é a televisão prendendo a atenção das pessoas quecostumavam estar ali em uma extravagante troca de idéias. Depois, podemos observar ospetiscos que antes ficavam expostos na vitrine e que agora vem em cardápios trazidos porgarçons. Chouriço, moela, batatinha a calabresa, cu de galinha frito... Tudo isso ésubstituído por uma pálida porção de batatas fritas (daquelas congeladas, que vem numsaquinho) ou vá lá saber o que.Os que ainda ostentam esse nome, não lembram em nada aquele balcão super confortável,onde nos debruçávamos e muitas vezes conversávamos com pessoas que estávamosacabando de conhecer. Um enriquecedor papo de balcão, ou conversa de botequim, comomuitos gostam de chamar.Desde moleque, sempre freqüentei os botecos de Niterói. Outro dia, fui caminhar com meuparceiro de elucubrações, Alexandre Mendes, e fizemos uma verdadeira peregrinação porSanta Rosa em busca de um botequim onde pudéssemos encostar e colaborar com oburburinho de vozes que fazem a sinfonia desses lugares. De vez enquanto uma gargalhadacorta o ar. AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA... Estávamos precisando dealgo assim para reorganizar as idéias. Mas, para nossa surpresa, todos os botequins deverdade foram reformados. Agora eles têm toalhas sobre as mesas e substituíram o copoamericano por tulipas finas.Coitadas das pessoas. Vão perder um reduto onde a interação com a diversidadecaracterística do ser humano está dando lugar à uniformidade das ilhas mesas. E a conversaque começava com um e terminava com outro? Essa está sendo travada apenas com atelevisão. Este texto faz parte do Livro Um Ano de Berro: Para pedir o seu: www.editoraindependente.com.br
  22. 22. N° 5 Reboco Caído Pag 22 Uma obra inteligente e Quem cala consente... instigante Grite!Por: Winter Bastos Por: Winter Bastos Hoje em dia as pessoas em geral encontram- se muito apáticas. Poucas se interessam em lutar por uma transformação social. O pro- blema não é tanto a falta de boas idéias, mais sim não se ter ideia ou ação nenhuma. Ou seja: o pior não são atitudes inadequa- das, mas a absoluta inação dos indivíduos. Os meios de cominucação de massa (TV principalmente) não estimulam a reflexão.. Eles manipulam a opinião pública, fomentamO provocativo diretor americano Michael o consumismo e promovem a alienação. EmMoore continua em ótima forma - cine- vez de simplesmente aceitar o que a televi-matograficamente, claro. Sua vitalidade co- são mostra, devemos pensar, refletir. Deve-mo cineasta pode ser, mais uma vez, mos ler mais e assistir menos à TV. E princi-constatada no excelente documentário “Ca- palmente nunca acreditar em algo antes sempitalismo: uma história de amor” (Capitalism: antes questionar e repensar.a love story) lançado em 2009. Criar seu próprio meio de comunicação livreSão 127 minutos de análise da sociedade é um bom modo de propagar ideias e que-americana contemporânea a partir da his- brar o atual monopólio da mídia alienante.tória de seu desenvolvimento econômico. Para fazer um fanzine (revista alternativa)O sistema capitalista é prescrito pela Cons- basta um computador com uma impressoratituição estadunidense? Lucro condiz com (pode ser uma antiga matricial), ou mesmoCristianismo? Capitalismo se coaduna mes- uma máquina de escrever. Depois de se im-mo com democracia? Essas são algumas das primir o origial é só tirar cópias e grampearperguntas feitas pelo filme. O documen- cada uma delas (caso o fanzine tenha maistarista deixa a cargo dos espectadores de uma folha). Em seguida vendem-se asrespondê-las com base nas informações, cópias e se utiliza o dinheiro para xeroxardepoimentos e relatos, deixando entrever, mais.contudo, sua visão de mundo também. E então? Vai ficar aí sem fazer nada? VaiVale a pena alugar o DVD, que já está permitir que o autoritário Sílvio Santos, adisponível em locadoras brasileiras. Além família Marinho, defensora da ditadura, ede bastante crítico e instrutivo, o filme é outros burguesões continuem monopo-muito engraçado, cheio de ironias e piadas lizando os meios de comunicação no Brasil?acerca dos contrassensos dum regime finan- Que tal dizer não à apatia e começar agoraceiro que, dogmaticamente, quer se afirmar mesmo seu próprio jornal alternativo, rádiogrande arauto das liberdades individuais livre ou fanzine?
  23. 23. Argumento: Fabio da Silva Barbosa / Ilustração: Eduardo Marinho

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