Reboco Caído nº23 versão pdf

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Reboco Caído nº23 versão pdf

  1. 1. EDITORIAL O que é o Especial Dureza Total? É o número que tá sain- do quando minha situação de sem grana (duro) está crôni- ca. Geralmente corro atrás de amigos colaboradores e con- sigo arrecadar fundos, mas dessa vez resolvi fazer em cima da hora e nem deu tempo para essa correria. Daí, como estava mesmo querendo testar novos formatos, pensei nesse tipo boletim informativo. Já dá para economizar na xerox, pois se trata de uma folha frente e verso, e dá para encaixar alguma coisa. O correio também fica mais bara- to (a carta fica mais leve com apenas uma folha). E o próximo número? Não sei. Uma solução de cada vez. LUTO (flor e não praga) Fonte: www.porlinhasretas.blogspot.com.br Eu sei de uma flor Que é bem colorida, com brilhinhos Não causa nenhuma dor Visto que não tem nenhum espinho Eu sei de uma flor Que chamam de desgraçada Só porque sua forma de amor Outras pessoas desagrada Eu sei de uma flor Que é sempre pisada Não é praga, não, senhor Mas é sempre pisada E tem gente que tem ódio de flor Só porque é diferente É o monstro conservador Que mata a flor da gente Hoje tem mais uma flor Caída pela calçada Só acreditava no amor E hoje está despedaçada Essa flor se chama João Ele nunca foi mal com ninguém Ele foi largado morto no chão Só porque ele era gay Basta de matarem nossas flores! De condenarem nossos amores O morte do João naquele dia Foi por culpa da homofobia Essa praga, sim, mata milhares por ano E as mãos sujas do sangue de tanta gente São de Malafaias, Felicianos Que espalham o ódio pelo que é diferente --------------------------------------------------------- n 23 - ESPECIAL DUREZA TOTAL Contatos como RebocoCaído: -fsb1975@ yahoo.com.br -www.twitter .com/RebocoCaido -www.rebococaidozine .blogspot.com.br -www.rebococaido .tumblr.com -Caixapostal:21819 PortoAlegre,RS cep.:90050-970 ---------------------------------------------------------
  2. 2. Para pedir o seu: www.lamparinaluminosa.com editoralivrepopularartesanal @gmail.com Escritos Malditos de uma Realidade Insana Fabio da Silva Barbosa Formato E-Book 106 páginas 2013 Reboco Caído: Reflexos e Reflexões Fabio Da Silva Barbosa 60 páginas - 2014 - R$ 12,00 Para pedir o seu: www.facebook.com/CoisaEdicoes coisaedicoes@gmail.com Instalada em frente ao Colégio Estadual Júlio de Castilhos, na Av. João Pessoa, Porto Alegre-RS, a Feira conta com 11 barracas coletivas de comercialização reu- nindo grupos de expositores e expositores individuais, be- neficiando um contingente de cerca de 40 famílias. Dentre os produtos em destaques estão peças em teares, venda de ervas medicinais, lençóis e cortinas. Já o Bazar de Garagem, por meio de troca, compra ou venda de livros, discos, CDs, peças decorativas, roupas, utilida- des domésticas dentre outros artigos, incentiva a prática de reutilização, colaborando nas ações de sustentabilidade ambiental. No coreto da Praça são desenvolvidas atividades culturais e recreativas, com destaque para shows, capoei- ra, troca de livros, oficinas, e serviços assistenciais. A Feira integra o programa de Economia Solidária onde grupos e indivíduos compartilham de uma prática econômica e social que tem como principais objetivos a autogestão e a cooperação no processo de produção e comercialização de bens. Também visa a inclusão de pes- soas sem moradia que vivem ao longo dos últimos anos na Praça Piratini, pessoas idosas e comunidades que vivem em área de extrema vulnerabilidade social. A Feira é uma atração permanente no calendário da cidade e acontece todos os domingos, das 10h às 17h. A realização é da Associação dos Moradores eAmigos da Rua Laurindo e Entorno –AMARLE e do Fórum Munici- pal de Economia Solidária de Porto Alegre – FMESPA, com apoio do Colégio Estadual Júlio de Castilhos e Se- cretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Peque- na Empresa – SESAMPE/DIFESOL. Contato: amarlecontatos@hotmail.com www.amarleinformes.blogspot.com.br www.feiradapiratini.blogspot.com.br Feira de Economia Solidária – Arte Artesanato e Bazar de Garagem da Praça Piratini. LIVROS: Mortes, injustiças e inferno na Terra Por Fabio da Silva Barbosa É camelô sendo morto, famílias sendo escorraçadas de suas moradias, o sistema sempre favorecendo a quem tem mais do que precisa para viver… E o cara que se aborrece é perseguido, preso, torturado física, moral- mente e mentalmente, lançado em calabouços tristes e infectos. Mas eles dizem: Você pode votar. Estamos em uma democracia. Está tudo melhorando. … Eu pergunto então: Melhorando para quem? Que democracia é essa? Votar em que ou quem? Para onde estamos caminhan- do? Até onde isso tudo vai? Acreditar em que ou quem? … E o trabalho de cegueira coletiva continua. O trabalho de manutenção das coisas como estão persiste cada vez mais elaborado. Mas já não é possível tapar o Sol com a peneira. Não se pode mais viver acomodado, olhado para o próprio umbigo e fingindo não ter nada com isso. Os respingos da merda estão por toda parte e não há mais como ficar limpo. Todos somos partes, responsá- veis (querendo ou não) e ocupamos nosso espaço no vácuo. Embora alguns ainda se esforcem para manter posturas insensíveis e indiferentes, já não é mais possível. A meritocracia é uma farsa, escolher quem vai tomar as decisões que deveriam ser nossas não é o suficiente, ficar submisso a quem tem a pretensão de saber o que é melhor para a gente não é, no mínimo, digno. “Já fazia muito tempo que assim não dá mais pra ficar”* *Rubem Zachis

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