Articulando nas/com os Softwares Sociais                                                            Alice Maria Figueira R...
A propósito das relações implícitas a este agir comunicativo4, enquanto praticante5reflexiva do ciberespaço em Maffesoli (...
O ato de descobrir certas reminiscências importantes que estão guardadas em um detalhe, emuma ínfima e às vezes desprezada...
Figura 1: site dos Inovadores ESPM.Este “homem comum” se torna real na figura de homens e mulheres, crianças, jovens, adul...
Figura 3: Blog do Mauricio Stycer.Desta forma, a linguagem hipermídia (SANTAELLA, 2004) funciona como o meio queviabiliza,...
linguagem hipermidiática, onde a animação, o vídeo, a foto, texto, hipertexto, formasem multi-luz-cor, sombras, se manifes...
Tudo        isto      foi      tão                                                             orquestrado passando pela  ...
Figura 7: A interatividade presente na vida dos nativos digitais.Na tentativa de atar alguns nós e encontrar tantos outros...
produção, ampliação e multiplicação de culturas, apropriando-se das                            tecnologias.Pois bem, sobre...
torna condição sine qua non para o desenvolvimento do país. Como pensar além dodesign instrucional (conteudista), do desig...
REVISTA ÂMBITO JURÍDICO®. O poder local na inclusão social: Novaspossibilidades e perspectivas de inclusão digital. Dispon...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Articulando ideias nos/com os Softwares Sociais

726 visualizações

Publicada em

Este artigo teve como objetivo provocar a reflexão de educadores sobre as possibilidades educacionais existentes no cotidiano dos internautas. Neste sentido, a metodologia adotada foi a pesquisa ação (BARBIER, 2007) que viabiliza uma aprendizagem autônoma, própria da EAD e interativa, que nos permitem vivenciar as práticas dos cotidianos (CERTAU, 2008), simultaneamente das possibilidades
comunicacionais (SANTOS e RICCIO, 2011) dentro e fora do ciberespaço resultando
numa outra interface entre aqueles que por algum motivo estavam desconectados. As
transformações digitais ocorridas na contemporaneidade implicaram em reinvenções de comportamento, das linguagens e dos modos de aprender da/com a geração digital;
neste sentido, investiguei algumas de suas práticas no ciberespaço e suas consequências
para a educação.

Publicada em: Educação

Articulando ideias nos/com os Softwares Sociais

  1. 1. Articulando nas/com os Softwares Sociais Alice Maria Figueira Reis da Costa1Resumo: Este artigo teve como objetivo provocar a reflexão de educadores sobre aspossibilidades educacionais existentes no cotidiano dos internautas. Neste sentido, ametodologia adotada foi a pesquisa ação (BARBIER, 2007) que viabiliza umaaprendizagem autônoma, própria da EAD e interativa, que nos permitem vivenciar aspráticas dos cotidianos (CERTAU, 2008), simultaneamente das possibilidadescomunicacionais (SANTOS e RICCIO, 2011) dentro e fora do ciberespaço resultandonuma outra interface entre aqueles que por algum motivo estavam desconectados. Astransformações digitais ocorridas na contemporaneidade implicaram em reinvenções decomportamento, das linguagens e dos modos de aprender da/com a geração digital;neste sentido, investiguei algumas de suas práticas no ciberespaço e suas consequênciaspara a educação.Palavras-chave: ciberespaço; design; softwares sociais; educação; digital.IntroduçãoNum universo de 190.732.694 habitantes, de acordo com o último senso realizado noano 2010 no Brasil, divulgado pelo mais recente objeto de aprendizagem do IBGEchamado Paisesat2, tivemos em relação a cada 100 habitantes 21,42% da populaçãodispõe de linhas telefônicas (2009), 16,09% da população dispõe de computadorespessoais (2005), destes 89,79% da população eram assinantes de telefonia celular(2009) e 39,22% da população eram usuários com acesso a internet (2009) fomentandoa apropriação das tecnologias digitais na América do Sul. Importante considerar quecada tecnologia digital pode circular nas mãos de mais de uma pessoa, o queimpulsionado pelo crescimento de softwares sociais3 como Facebook, Orkut, Blogs,Wikis, etc de forma livre amplifica a circulação de informações em diferentes redes derelações sociais (PRETTO, 2008 apud SANTOS e RICCIO, 2011); viabilizando aquelesque por opção ou não estejam off line (desconectado) partilhem e se relacionem com ainfinidade de informações produzidas a cada segundo no ciberespaço. Para Lévy(1999:26) "Muitas vezes, enquanto discutimos sobre os possíveis usos de uma dadatecnologia, algumas formas de usar já se impuseram."1 Professora do Ensino Fundamental da Escola Municipal Adalgisa Monteiro pela Secretaria Municipal deEducação do Rio de Janeiro. Voluntária participante do Grupo de Pesquisa Docência na Cibercultura -GPDOC.2 Dados Disponíveis no site: http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php.3 Para santos e Okada os softwares sociais que emergem da web 2.0, como conjunto de interfaces quemedeiam a comunicação síncrona e assíncrona entre sujeitos geograficamente dispersos para criar vinculopelas mais diferentes razões, sejam elas objetivas ou subjetivas. (SANTOS & OKADA, 2008, p. 3). 1
  2. 2. A propósito das relações implícitas a este agir comunicativo4, enquanto praticante5reflexiva do ciberespaço em Maffesoli (1998 apud ABREU JR, 2005, p. 162) poderiainferir que: Não se poderia melhor exprimir o interesse intelectual que convém conceder à descrição das coisas, à elaboração de uma teoria erótica que sabe dizer “sim” à existência, sob todas as suas formas, desde as mais luminosas às mais obscuras, das mais conformistas às mais anômicas. Pensamento afirmativo, relativista, que reconhece no mundo dos fenômenos o único que é possível, bem ou mal, ir vivendo, seja para o melhor seja para o pior.Com efeito, navegando na diversidade desses ambientes online de aprendizagempartilhamos de forma tempestiva informações com o outro, vivendo o que Vygotsky(1994) chamou de zona de desenvolvimento proximal (ZPD). Entre nós6 e nexos7(SANTAELLA, 2004), o aprendizado online ganha representatividade no cotidiano dosinternautas que selecionam como favoritos ou deletam informações e contatossignificativos em relação as circunstâncias e espaçostempos vividos.4 Quando apresenta sua idéia de Mundo da Vida, na obra “Mudança Estrutural da Esfera Pública” (1962)e a desenvolve em outros livros, em especial no trabalho, “Teoria do Agir Comunicativo” (1987),Habermas busca mostrar a racionalidade dos indivíduos mediado pela linguagem e comunicatividade.Esses elementos se constituem em instrumentos de construção racional dos sujeitos calcado naestruturação de três universos: o objetivo, subjetivo e o social. Esses três mundos, que compõesimultaneamente o mundo da vida, referem-se a totalizações diferentes que englobam desde o processo derelação formal entre sujeito e instituições formais constituídas até as experiências cognitivas adquiridaspelo sujeito no processo cotidiano de suas relações sociais. Já sobre a esfera pública, podemos classificartal conceito como a reunião de sistemas e sub-sistemas, mais a reunião de um público, formado porpessoas privadas, que constroem uma opinião pública. Essa esfera pública seria então a esfera derepresentação de uma teia para a comunicação de conteúdos e tomadas de posições, de opiniões. Esta teiacompõe uma série de filtros que contribuem para a formação da opinião pública institucionalizada, o queinfluencia diretamente o entendimento genérico que se tem da própria esfera pública, da participação doindivíduo nesta esfera e na formação da opinião pública, influenciando por fim a linguagem da práxiscotidiana. (Cf. PAVELOSKI, Alessandro. Comunicação e Internet: Visões e Interpretações. Bauru: 2003apud ALONGE, 2010). Disponível em: < http://www.compolitica.org/home/wp-content/uploads/2010/11/Alonge_2006.pdf>. Acesso em: 21 abr. 2011.5 Em Alves (2007, p. 6) podemos compreender as implicações para imersão no dia a dia dos praticantesdo ciberespaço: “foram aparecendo para nós os espaçostempos possíveis para apreender e compreender asredes de conhecimentos e significações nas quais os praticantes tecem suas relações, aprendemensinamou ensinamaprendem modos de serfazeramar: as narrativas e as imagens (e os sons, talvez os gostos e ostoques), que se transformam umas nas outras, como aprendemos com Manguel (2001)”. Disponível em:<http://www.grupalfa.com.br/arquivos/Congresso_trabalhosII/palestras/Nilda.pdf>. Acesso em: 15 fev.2011.6 Entendendo como nós “as unidades básicas de informação em um hipertexto” (SANTAELLA, 2004).7 Ou conexões, geralmente ativadas por meio de um mouse, que permitem ao leitor da hipermídia mover-se através do documento. Descobrindo e seguindo pistas que são deixadas em cada nó, basta o instantâneode um click para que, em um piscar de olhos, o leitor salte de um nó para outro (idem). 2
  3. 3. O ato de descobrir certas reminiscências importantes que estão guardadas em um detalhe, emuma ínfima e às vezes desprezada fração de um momento em nossa vida (ABREU JR, 2005)sugere para a educação a necessidade de se apropriar da diversidade das hipermídias (hipertextocom multimídias, multilinguagens), das práticas, valores, táticas, enfim, de um repertório detecnologias e atividades sociais que constituem a cibercultura8.Por uma materialidade dos softwares sociaisNeste contexto, se anuncia um olhar invertido, sob a óptica da disseminação da informação eoutras possibilidades de construção do conhecimento, ou seja, qualquer pessoa “a partir de suaprópria vivência e não a partir da vivência privilegiada de outrem” (MARTINS, 2002 apudABREU JR., 2005) tem a possibilidade de interagir no/com o ciberespaço (meio e mediador)produzindo outras formas de pensar e construir conhecimento.Sob essa “voz” (relato) do “homem ordinário” (CERTAU, 2008) ou “homem comum”(ALVES, 2011) reflito também com Santos e Riccio (2011, p. 1) a ressignificação do termoautonomia em espaçoatempos de cibercultura quando afirmam: Ao contrário, a autonomia aqui é entendida, com base nas concepções de Castoriadis (2000) e Freire (2006), como uma troca com o outro, numa busca coletiva de assunção de si mesmo como autor e como sujeito crítico capaz não só de compreender o mundo, mas também de transformá-lo, visando também a autoria do outro, num processo de retroalimetação constante e sem fim, de colaborações e autorias.Ao habitar este ciberespaço na perspectiva de um “homem comum” compartilho este “nãolugar” que “testemunha as condições de inventividade e originalidade” (CERTAU, 2008) dasmobilizações que ocorrem via microblog Twitter, Facebook, e-mails entre outros softwaressociais a exemplo dos casos apresentados no sitehttp://www.inovadoresespm.com.br/2011/03/a-era-da-transparencia-mobilizacoes-de-uma-geracao-conectada/ dos Inovadores ESPM (Figura 1). Nesta página a manchete selecionadatrouxe um artigo sobre as possibilidades de conexões que cada vez mais conseguimos reinventarcom o uso dos softwares digitais, provocando a disseminação das informações e a mobilizaçãode diferentes segmentos da sociedade, ou seja, àqueles conectados tem a oportunidade de refletire discutir coletivamente sobre vários assuntos tornados públicos; o estímulo a cidadania atravésda adoção da transparência, do respeito à democracia e o exercício da administração públicacolaborativa.8 Para Lévy (1999, p. 17) “o neologismo “cibercultura”, especifica o conjunto de técnicas (materiais eintelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvemjuntamente com o crescimento do ciberespaço”. 3
  4. 4. Figura 1: site dos Inovadores ESPM.Este “homem comum” se torna real na figura de homens e mulheres, crianças, jovens, adultos eidosos que buscam, produzem, discutem informações e conhecimentos. Como no exemplo,desta mensagem na interface do microblog Twitter da figura 2, onde um internauta buscainformações sobre o ocorrido numa escola pública no município do Rio de Janeiro. Importantenotar que viver esse fenômeno da cibercultura implica em estar aberto para o bem ou para mal,trazidos na citação de Maffesoli (1998) num parágrafo acima, pois o planejamento e aarticulação deste caso verídico ocorreram na fração do espaçotempo do ciberespaço, em sites,jogos, blogs e também no espaço físico do bairro, da escola, nas salas de aula.Figura 2: um post do Twitter.Observando um dos links da mensagem do internauta conseguimos compreender as “práticaslinguísticas cotidianas (e o espaço de suas táticas)” (CERTAU, 2008, p. 81) que são capazes derevelar uma circunscrição “informacional navegável (ciberespaço)” e “provocar a imersão tantomais profunda, quanto mais o espaço é capaz de envolver o usuário tridimensionalmente”(SANTAELLA, 2004, p. 45-46). 4
  5. 5. Figura 3: Blog do Mauricio Stycer.Desta forma, a linguagem hipermídia (SANTAELLA, 2004) funciona como o meio queviabiliza, ou “instrumentos mediadores, nas ideias de Vygotsky (2008), que estãoalinhadas com as de Lévy (2004) quando este afirma que as tecnologias intelectuaisapoiadas pelo ciberespaço ampliam, exteriorizam e alteram muitas funções cognitivashumanas como: a memória (bancos de dados e hipertextos), a imaginação (simulações),a percepção (ambientes interativos e imersivos) e os raciocínios (inteligência artificial)”(COSTA e MARINS, 2011).Neste “não lugar” que se move com a sutileza do ciberespaço em Certau (2008, p. 183)compreenderemos a mobilidade dessa memória que se altera de acordo com osenunciados (percursos) emergentes num discurso (verbalizado, sonhado ou andado) quesegue a organização de um conjunto circunstancial.Alguns usos do TwitterNa busca do Twitter digitei a palavra escola numa aventura de ver os comentáriosrelacionados. De fato, alunos revelavam o quanto se sentiam excluídos do que aconteciano mundo dentro dos muros da escola. Nesta primeira twitt (comentário publicado noTwitter) de Smile_Restart (figura 4), a autora nos trouxe em seu texto um hipertextoinusitado de um site http://tumblr.com/xue28ni5wm. Neste site, vimos o perfil de outrajovem que apresentava seus hobbys e sua falta de prazer na escola, vinculada para seusinterlocutores com a criação de hiper-sintaxes (SANTAELLA, 2005) pertencentes a 5
  6. 6. linguagem hipermidiática, onde a animação, o vídeo, a foto, texto, hipertexto, formasem multi-luz-cor, sombras, se manifestam permitindo ao leitor imersivo uma interaçãopropositada ou aventurosa com ela, cooperando na sua realização.Figura 4: Conversa de estudantes no Twitter.Nas arquiteturas líquidas da hipermídia (MARCOS NOVAK, 1993 apudSANTAELLA, 2005), tanto a autora do site (figuras 5 e 6) como a autora do twitt(figura 4), uma das co-autoras da primeira, através de um "roteiro multilinear, multi-sequencial, multi-sígnico(palavras, imagens, textos,documentos, sons, ruídos,músicas, vídeo) elabiríntico" construídointerativamente com outrosinternautas fizeram emergiras reflexões de alunos sejamem relação as práticasescolares ou pelos seusanseios em encontrar pares Figura 5: Site citado na conversa dos estudantes.às suas ideias. 6
  7. 7. Tudo isto foi tão orquestrado passando pela resignificação de dois conceitos, o da mobilização de grupos escolares, de fato saindo dos limites das avenidas, condições de transporte, sensibilização de seus pares através dasFigura 6: Site citado na conversa dos estudantes. telecomunicações (telefone,satélites, cabo), do texto escrito (livros, periódicos científicos, jornais, revistas), doaudiovisual (televisão, vídeo, cinema) e da informática (computadores e programasinformáticos) para que todas essas interlocuções acontecessem em maior potência pelashipermídias, reconhecida como uma nova linguagem em busca de si mesma como sereferiu Santaella (2005) em seus estudos sobre as matrizes da linguagem e pensamento.No que tange a sua essência interativa e dialógica em outros contextos educacionaisvimos que a estrutura linguística ultrapassa as fronteiras da geografia física e do idiomasendo constituindo uma possível rede de relacionamento social que logo se inseriu ouacolheu a tantas outras pelo mundo afora para expressar uma realidade local.O segundo conceito foi o de espaçotempo sob a perspectiva dos alunos que mobilizaramseus pares sobre o que acontece de interessante fora dos muros da escola. Nestemomento, proponho uma reflexão sobre o conteúdo apresentado nos materiais didáticosimpressos, que transitavam entre os conhecimentos locais e o globais sendo projetadospara o mundo globalizado em fração de segundos (SANTOS, B. 1997) comacontecimentos de dentro e fora do ciberespaço alterando (CERTAU, 2008),atualizando (LÉVY, 1996) a memória e os sentidos humanos, através da linguagemhipermidiática que o "desloca de seus contextos, fragmentando e desestruturando asreferências semânticas e históricas em que seus sentidos se conectavam"(SANTAELLA, 2005, p. 391).Desta forma, os usos que essa geração digital, que não precisou ficar presa ao desktop,enquanto sua mente estava em movimento, nos traz a partir da mobilidade dosnotebooks, netbooks, tablets, celulares entre outras hipermídias outros processoscognitivos, devido a variada ordem de estímulos neurológicos ao qual estão suscetíveiso tempo todo. Nos twitts da figura 7 esta interatividade foi discutida pelas internautas. 7
  8. 8. Figura 7: A interatividade presente na vida dos nativos digitais.Na tentativa de atar alguns nós e encontrar tantos outros...Em 2008, Nelson Pretto refletia sobre o futuro da educação brasileira, o acesso astecnologias digitais e as redes de relações sociais numa ação emancipatória construídaprincipalmente dentro da escola que precisa soltar as “amarras que impossibilitam ovôo” (BONILLA, 2001), neste sentido (PRETTO, 2008, p. 81): O acesso às tecnologias é fundamental, mas também ele precisa ser qualificado. A presença de tecnologias mais simples, como os livros impressos, ou de outras mais avançadas, como os computadores em rede, produzindo novas realidades, exige o estabelecimento de novas conexões que as situem diante dos complexos problemas enfrentados pela educação, sob o risco de que os investimentos não se traduzam em alterações significativas de questões estruturais da educação. Conexões essas que favoreçam a cada cidadão poder efetivamente participar do mundo contemporâneo não na perspectiva de ser treinado para usar o computador. O computador, o rádio, a tevê, a internet e as mídias digitais precisam estar presentes na escola, concorrendo para que essa deixe de ser mera consumidora de informações produzidas alhures e passe a se transformar – cada escola, cada professor e cada criança – em produtores de culturas e conhecimentos. Cada escola, assim, começa a ser um espaço de 8
  9. 9. produção, ampliação e multiplicação de culturas, apropriando-se das tecnologias.Pois bem, sobre as dicotomias desse ciberespaço a educação precisa desenvolver umapedagogia que dê conta de desenvolver metodologias, didáticas, currículo que seapropriem das ações relativas a situações conflituais, desenvolvendo uma formalidade eanálise das táticas similares ao que Certau (2008, p. 84-85) nos trouxe em relação aosdiscursos estratégicos reconhecidos nos jogos e nos „relatos‟ dos contos e lendaspopulares.Figura 8: site Twitter.Certau (2008) acrescenta que “eles (os relatos das partidas) se desdobram, como o jogo,num espaço executado e isolado das competições cotidianas, o do maravilhoso, dopassado, das origens” narrando “torneios que caracterizam uma arte de dizer popular”cocriando formas de se aprenderensinar9 na/com a cibercultura. „Falas‟ como estadestacada no site do Twitter (figura 8) demonstram também gaps (falhas) acadêmicosna formação de seus alunos. Considerando o crescimento da EAD online no Brasil e anecessidade de formarmos cidadãos autônomos rever nossos processos educacionais se9 Para Alves (2007, p. 2), “juntar termos, pluralizá-los, algumas vezes invertê-los, outra duplicá-los foi àforma que conseguimos, até o presente momento para mostrar como as dicotomias necessárias nainvenção da ciência moderna têm se mostrado limitante ao que precisamos criar para pesquisarnos/dos/com os cotidianos”. Disponível em:<http://www.grupalfa.com.br/arquivos/Congresso_trabalhosII/palestras/Nilda.pdf>. Acesso em: 15 fev.2011. 9
  10. 10. torna condição sine qua non para o desenvolvimento do país. Como pensar além dodesign instrucional (conteudista), do design didático, outras táticas e lógicas, talvez dosdesigners de games, que consigam elaborar um desenho mais interativo para quemaprendeensina nos diversificados ambientes online de aprendizagem ou mesmo emmundos virtuais, a exemplo, do Second Life (MATTAR, 2011).Referências Bibliográficas:ABREU JR., Laerthe de Moraes. Apontamentos para uma metodologia em culturamaterial escolar. Pro-Posições. Revista Quadrimestral da Faculdade deEducação/Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Educação. Campinas,SP. V. I, n. I, mar. (1990-). V. 16. n. I (46). Jan./abr. 2005.ALVES, Nilda. Aula ministrada dia 07 abr. 2011, durante a disciplina RedesEducativas e culturais, cotidianos e currículos. no Programa de Pós-graduação emEducação (ProPEd).BONILLA, Maria Helena. Educativo! – amarra que impossibilita o vôo. Revista deEducação CEAP, n. 33, p. 47-51, Bahia: 2001. Disponível em:<http://www.faced.ufba.br/~bonilla/texto3.htm>. Acesso em: 24 abr. 2011.CERTAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1 Artes de fazer. 14 ed. Tradução deEphraim Ferreira Alves. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.COSTA, Rosa; MARINS, Vânia. Aula 1 – Design Didático. EAD/UFF/UAB. 2011.LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.Levy, Pierre. O que é o Virtual?. São Paulo, editora 34, 1996.MATTAR, João. CONTEUDISTA + DESIGNER INSTRUCIONAL + WEBDESIGNER+ TUTOR = UMA EQUAÇÃO QUE NÃO FECHA. E-book: BARROS, D.M.V. et al.(2011) Educação e tecnologías: reflexão, inovação e práticas. Lisboa: [s.n.] ISBN:978-989-20-2329-8 1. Disponível em:<http://www.scribd.com/full/49394657?access_key=key-ah2rll3aldrl5hg4ifk>. Acessoem: 21 abr. 2011.OKADA, Alexandra & SANTOS, Edméa. COLEARN: Ciberconferência ecibermapeamentos para Aprendizagem Colaborativa Aberta em Comunidades. Abciber,2008. Disponível em: <http://people.kmi.open.ac.uk/ale/papers/a14abciber2008.pdf>.Acesso em: 21 abr. 2011.PRETTO, Nelson. Além das redes de colaboração: internet, diversidade cultural etecnologias do poder. Salvador: 2008. Disponível em:<http://rn.softwarelivre.org/alemdasredes/wp-content/uploads/2008/08/livroalemdasredes.pdf> . Acesso em: 23 abr. 2011. 10
  11. 11. REVISTA ÂMBITO JURÍDICO®. O poder local na inclusão social: Novaspossibilidades e perspectivas de inclusão digital. Disponível em: <http://www.ambito-juridico.com.br/pdfsGerados/artigos/6343.pdf>. Acesso em: 16 dez. 2010.SANTAELLA, Lúcia. Navegar no ciberespaço. O perfil cognitivo do leitorimersivo. São Paulo, 2004.Santos, Edméa Oliveira dos. Riccio, Nicia Cristina Rocha. Desenho Didático Aberto:Uma Experiência de Educação Online na Formação do Docente Superior na UFBA. E-book: BARROS, D.M.V. et al. (2011) Educação e tecnologías: reflexão, inovação epráticas. Lisboa: [s.n.] ISBN: 978-989-20-2329-8 1. Disponível em:<http://www.scribd.com/full/49394657?access_key=key-ah2rll3aldrl5hg4ifk>. Acessoem: 21 abr. 2011.VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1998.Sites citados:BLOG DO MAURICIO STYCER.<http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2011/04/20/em-busca-da-noticia-e-de-cenas-dramaticas-em-realengo/>. Acesso em: 21 abr. 2011.INOVADORES ESPM. Disponível em:<http://www.inovadoresespm.com.br/2011/03/a-era-da-transparencia-mobilizacoes-de-uma-geracao-conectada/>. Acesso em: 21 abr. 2011.TWITTER PAULO PACHECO. Disponível em: <http://twitter.com/#!/ppacheco1>.Acesso em: 21 abr. 2011. 11

×