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GESTÃO DE MARKETING DE CONTEÚDO:
As características dos fenômenos no marketing de conteúdo do varejo online no Brasil e sua
relação com os clientes brasileiros.
RESUMO:
Com o mercado global cada vez mais conectado onde a publicidade tradicional já não funciona
mais como deveria, o presente trabalho busca identificar quais as características que os fenômenos
no marketing de conteúdo apresentam dentro do varejo online no Brasil e sua relação com os
clientes brasileiros. O texto dedica-se, em um primeiro momento na contextualização e no
processo histórico do marketing de conteúdo. A seguir, discute os fenômenos demográficos,
econômicos, políticos, socioculturais, tecnológicos e naturais, além de verificar as características
do marketing de conteúdo no varejo online e sua relação com os clientes brasileiros.
PALAVRAS CHAVES: marketing de conteúdo, publicidade, varejo online
ABSTRACT
In an increasingly connected global marketplace where traditional advertising no longer functions
as it should, this paper seeks to identify the characteristics that the phenomena in content marketing
present within online retail in Brazil and its relationship with Brazilian customers. The text is
dedicated, in a first moment in the contextualization and in the historical process of the marketing
of content. Next, it discusses demographic, economic, political, socio-cultural, technological and
natural phenomena, as well as verifying the characteristics of content marketing in online retail
and its relationship with Brazilian clients.
KEY WORDS: content marketing, advertising, online retailing
¹ Artigo apresentado à POSEAD – Pós-Graduação a Distância – Unyleya Editora e Cursos S.A, como parte dos
requisitos para obtenção do título de Especialista – MBA Executivo em Gestão Estratégica De Publicidade E
Propaganda, sob a orientação da Profª Égle Pires Santos, Brasília/DF, novembro/2017.
² Bacharel em Comunicação Social Publicidade e Propaganda, formado pela Faculdade de Tecnologia e Ciências de
Salvador (FTC), desde a minha formação atuando na área de marketing digital, atualmente residindo na cidade de
Salvador, no estado da Bahia.
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INTRODUÇÃO
O presente projeto de pesquisa trata-se da Gestão De Marketing de Conteúdo: As características
nos fenômenos do marketing de conteúdo no varejo online do Brasil e sua relação com os clientes
brasileiros.
O problema de pesquisa deste projeto, é identificar quais as características que os
fenômenos do marketing de conteúdo apresentam dentro do varejo online no Brasil e suas
consequências na relação com clientes brasileiros.
A justificativa da escolha do tema proposto tem alta relevância pessoal. Acredito que os
dados coletados por esta pesquisa serão de alta relevância para comunidade acadêmica e
coorporativa. Tem relevância profissional pois identificar soluções inovadoras dentro da estratégia
de marketing de conteúdo influenciará positivamente em impactos: econômico, social,
tecnológico, cultural e natural.
Ao Fim desta pesquisa, seremos capazes de compreender as características no fenômeno
do marketing de conteúdo do varejo online no Brasil, além de identificar as consequências na
relação com clientes brasileiros.
O objetivo geral desta pesquisa é identificar as características nos fenômenos do marketing
de conteúdo do varejo online no Brasil.
Os objetivos específicos são analisar as características nos fenômenos do marketing de
conteúdo no varejo online do Brasil, suas consequências na relação com os clientes brasileiro e
avaliar impactos econômicos, sociais, culturais, tecnológicos e naturais.
DESENVOLVIMENTO
O marketing de conteúdo é a forma de atrair engajar e fidelizar clientes, em uma era onde
os recursos financeiros estão cada vez mais escassos, e a publicidade tradicional já não funciona
com eficiência.
Antes de nos aprofundarmos mais sobre o assunto, vamos entender melhor quando, onde,
e como surgiu o marketing de conteúdo.
Embora o termo marketing de conteúdo pareça ser novo, para muitos, essa estratégia surgiu
antes mesmo do conceito de marketing que conhecemos. A primeira estratégia de marketing de
conteúdo surgiu no século XIX mais precisamente em 1895, com a brilhante ideia da empresa
Deere & Company, que criou e distribuiu de forma gratuita a revista The Furrow, (ver Figura 1.1)
a Deere & Company não criou a revista para vender seus equipamentos agrícolas, mas sim para
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ensinar os fazendeiros locais como eles poderiam usar as novas tecnologias para desenvolverem
seus negócios e se tornarem grandes produtores.
Figura 1.1 The Furrow da John Deere & Company.
Fonte:John Deere
A Deere & Company usou pela primeira vez a estratégia de marketing de conteúdo para
atrair engajar e fidelizar seus clientes mesmo sem saber o que o termo marketing de conteúdo
vinha ser no futuro, diferente da concorrência naquela época a Deere não usou sua revista como
catálogo de vendas contendo promoções ou algo parecido, eles usaram a revista apenas para educar
e criar valor.
A John Deere deu um passo fundamental para o início do marketing de conteúdo e logo
outras empresas seguiram essa forma de se comunicar, em 1900 a Michelin desenvolveu o Guia
Michelin. O guia ajuda motorista a manter seus carros a encontrar alojamento decente. Em 1904
surge o livro de receitas da Jell- O compensa, muitas outras empresas usaram essa estratégia, onde
em 1930 a Procter & Gamble (P&G) viria incorporar o marketing de conteúdo as telenovelas.
Ao longo dos anos as empresas usaram e usam o marketing de conteúdo não para vender produtos
e serviços, mas sim para vender valores.
_______________
“[...] The Furrrow ainda continua forte. Ela é a maior revista de agricultura em circulação no mundo, entregue mensalmente para
mais de 1,5 milhões de fazendeiros, em 12 idiomas, para 40 países diferentes. (PULIZZI, 2016, p.15).
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Se no século XIX onde não existia a internet o marketing de conteúdo teve fundamental
importância, agora em plena era tecnológica onde as tecnologias da informação e da comunicação
dominam o mercado (TIC) será mais importante ainda.
Não dar para dizer que o marketing tradicional não teve importância nas últimas décadas,
ele teve sim grande importância e continua tendo porem esse modelo tradicional de marketing já
não funciona mais como antigamente.
O fenômeno da globalização trouxe profundas mudanças na sociedade, essas mudanças
impactaram diretamente na forma de como nos comunicamos, o mundo mudou, as pessoas
mudaram, as empresas mudaram e o marketing também teve que mudar. O processo de
globalização se caracteriza pela primeira vez a partir da expansão territorial, no entanto as
mudanças revolucionárias se dão a partir da revolução tecnológica.
O consenso de Washington surge com o objetivo de acelerar o processo de crescimento
dos países da América latina, e assim surge um manual de gestão, com austeridade fiscal, elevação
da taxa de juros para atrair investidores, além de privatizações e benefícios ao setor privado, o
consenso de Washington trouxe terrível mudança na economia de vários países.
O processo de globalização ditou regras ao longo de toda história, essas regras impactaram
de forma positiva e negativa no mundo, a desigualdade social cresceu em muitos países, as
revoluções populares se espalharam, o contexto organizacional das empresas mudou é um novo
mercado foi surgindo. O modelo corporativista sem responsabilidade social, econômica e
ambiental com a comunidade local passou a ser usado no novo modelo de gestão dentro das
organizações.
As grandes mudanças causadas pelo processo de globalização, teve papel fundamental na
mudança de hábitos de consumo da sociedade, muitas das vezes motivada por influência
econômica, onde o indivíduo tem dificuldade financeira para arcar com determinado custo de
produtos ou serviços, em alguns momentos tem como principal causa o desemprego e ao baixo
salário.
Existem também aspectos sociais onde a mudança cultural leva ao indivíduo ao grau maior
de inteligência, tornando se, mas consciente no processo de tomada de decisão no momento da
compra, para muitos, essa mudança no hábito de consumo foi causada principalmente pela entrada
das novas tecnologias no mercado e na sociedade.
A era da tecnologia realmente foi a engrenagem principal que mudou os rumos do mundo,
as novas tecnologias tiveram e tem seu papel principal em um filme real econômico, político e
social. Não dá para simplesmente dizer que tudo aconteceu de forma pacífica e consensual, a
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história mostra que não foi assim, as empresas que resistiram às mudanças simplesmente
faliram. Para aqueles que viram as novas tecnologias como uma oportunidade e não como uma
ameaça enxergaram um futuro promissor e foram verdadeiros visionários.
“Uma série de eventos geopolíticos que tiveram início ao redor de 1980 gerou entusiasmo
- alguns diriam empolgação exagerada - por um mundo teoricamente sem fronteiras e
pacífico, de infinitas oportunidades econômicas, facilitado pela tecnologia da informação
e liderado por empresas multinacionais americanas”. (KANTER, 2010, p.30.)
Desde sua criação até os dias de hoje, o marketing vem sofrendo enormes mudanças, isto
vem ocorrendo ao longo da história, motivada pelo processo de globalização e organização de
mercado. O marketing se dividiu em quatros fases, o marketing 1.0, 2.0, 3.0, e 4.0.
O marketing 1.0 surge durante a revolução industrial, neste período a única preocupação
da indústria era vender cada vez mais produtos sem se preocupar com as necessidades e desejos
dos clientes. O modelo fordista influenciou de forma massiva a indústria naquele período, com o
marketing 1.0, centrado apenas no produto.
Pós revolução industrial surge a sociedade da informação, o consumidor cada vez mais
bem informado e mais inteligente, a busca por produtos mais em conta abriu um vasto campo na
concorrência de mercado, és ai que surge o marketing 2.0, onde não basta apenas pensar nos
produtos, é preciso entender as necessidades e desejos dos consumidores, para isso a pesquisa de
mercado é uma das principais ferramentas do marketing 2.0, onde entender as dores dos clientes
e trazer soluções é fundamental para vida financeira da empresa. É nesse marketing que as
atenções estão centradas no consumidor e não no produto como no marketing 1.0 .
O marketing 3.0, e a era do desenvolvimento socioambiental, a mudança cultural e
organizacional das empresas surge a partir da necessidade do marketing 3.0. Como já abordamos
no marketing 2.0 os consumidores estão cada vez mais bem informados, e a preocupação com
ações sustentáveis e de desenvolvimento social, passa ser obrigatório na missão, visão e valores
das empresas.
O marketing 3.0 está centrado no ser humano e nos problemas sociais e ambientais do
planeta, em um período de crises e incertezas as pessoas precisam buscar esperança em empresas
que estão comprometidas com os problemas mundiais. O marketing 3.0 vem sendo cada vez mais
praticado graças as novas tecnologias que potencializam uma nova era.
O marketing 4.0 e fase das oportunidades infinitas. Do tradicional para o digital, aqui a
sociedade da informação, a sociedade tecnológica, e a sociedade criativa se comunicam em uma
fração de segundos. O marketing 4.0 também é o marketing das inúmeras oportunidades.
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“ Os profissionais de marketing precisam embarcar na mudança para um cenário de negócio mais
horizontal, inclusivo e social. O mercado está se tornando mais inclusivo”. (KOTLER, 2017, p.29).
O marketing digital quebra barreiras geográficas, sociais, econômicas e políticas. Nesse
novo modelo de mercado os clientes fazem constantes buscas na internet digitando apenas algumas
palavras nos buscadores online. Nesse mercado o Google se torna uma importante ferramenta de
pesquisa. Em um mundo de vastas oportunidades, o consumidor logo se torna o fornecedor e vice-
versa. No novo marketing as mídias sociais invadem as casas, os locais de trabalho, os locais de
entretenimento, sem limites de espaço local e hora. O mobile está cada vez mais nas mãos dos
consumidores. Especialistas apontam que 80% dos acessos à internet é feito pelos celulares e esse
mercado não para de crescer. Com todo crescimento do marketing 4.0 não dar mais para ignorar
tamanha força.
Como vimos ao longo da história do marketing, não houve soberania eterna de nenhuma
fase do marketing. O processo de globalização influenciou de forma direta e indireta na sociedade
como todo, desde a era do marketing 1.0 a era 4.0.
Com o crescimento do marketing digital e a expansão das redes sociais o mundo online
acabou se tornando um ambiente de oportunidades mais também de alta competitividade. O
modelo do Outbound Marketing (marketing sem permissão), não funciona mais como
antigamente, tem cada vez mais pessoas anunciando e dizendo que seu produto é melhor que o da
concorrência, e cada vez mais difícil ter atenção dos clientes.
A empresa Yankelovich especializada em pesquisas afirma que na década de 70 as pessoas
eram impactadas por cerca de 500 anúncios publicitários por dia, hoje chegam a receber
diariamente em média 5.000 anúncios ou mais. A mesma pesquisa também aponta que os
consumidores não estão deixando de prestar atenção, acontece que eles estão mais seletivos.
De acordo com estudos o momento zero da verdade feitos pelo google, afirma que em 2010 o
consumidor médio se engajava com pelo menos cinco conteúdo antes de tomar uma decisão de
compra. Em 2011 esse número foi ainda maior passou de cinco para mais de dez. Hoje esses
números são ainda maiores e vão continuar crescendo.
As pessoas pouco se envolvem com anúncios irrelevantes, as empresas estão gastando mais
e os links patrocinados estão ficando cada vez mais caros além de se tornarem verdadeiros leilões
de publicidades. Os fornecedores querem cada vez mais atenção dos consumidores, já os
consumidores estão cada vez mais ocupados com conteúdos relevantes. Os hábitos de consumo
mudaram e o marketing também teve que mudar.
Não se pode mais invadir a privacidade dos clientes, é preciso conhecer suas dores,
angustia e entregar soluções inovadoras para resolver seus problemas. Estar cada vez mais difícil
vender através do Outbound Marketing e as empresas perceberam isso e já estão resgatando o
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marketing de conteúdo lá do início da história, para um mundo cada vez mais conectado e as
pessoas estão percebendo.
O marketing de conteúdo não é modismo
As novas tecnologias da informação e comunicação (TIC) são os principais propulsores
do marketing de conteúdo. As empresas estão investindo cada vez mais nas verbas do marketing
de conteúdo.
Segundo a Content Marketing Institute/marketing profs em 2010 o orçamento destinado
ao marketing de conteúdo era de 26%, em 2012 esse orçamento passou para 33% e continuou a
aumentar nos últimos anos.
Outro fenômeno ocorrido com o fortalecimento do marketing de conteúdo foi a migração
de profissionais de comunicação das mídias tradicionais para setores específicos de produção de
conteúdo em diversas empresas nacionais e internacionais. Algumas dessas empresas criaram
cargos como: editor chefe, ou diretor de marketing de conteúdo.
Os profissionais de marketing de conteúdo sabem que para atrair atenção dos consumidores
é preciso produzir conteúdo relevantes e interessantes para os consumidores. “Uma empresa tem
menos de nove segundos para atrair a atenção dos seus clientes. ” (SALLY, hogshead. Apud.
POLIZZE. p23.).
O conteúdo responsável é o tipo de conteúdo que tem valor ético e responsabilidade social
para as pessoas, o conteúdo deve solucionar os problemas do consumidor no individual ou no
coletivo, sem afetar ou comprometer valores éticos.
Atualmente há dois modelos de empresas que produzem conteúdo no Brasil, o primeiro
modelo é empresa de mídia que produz e lucra diretamente com a produção de conteúdo, esses
são pagos por patrocinadores. O segundo modelo trata se de empresas dos demais setores como
Congate, Casas Bahia, Intel, entre outros milhares espalhados por aí a fora. Essas empresas lucram
a partir da produção de conteúdo de forma indireta e precisam criar uma relação de confiança com
o consumidor antes de efetuar qualquer transação.
Mesmo que uma seja para vender diretamente o conteúdo e a outra para usar o conteúdo
apenas para dar apoio ao negócio e auxiliar as vendas, dentro desse cenário há uma competição de
espaço e disputa pela atenção dos consumidores.
Segundo pesquisa feita pela Content Mark Institute/ marketing profs as empresas B2B
geram conteúdos para alcançar diferentes objetivos. Essa pesquisa aponta que 79% delas usam o
marketing de conteúdo para consciência da marca, 74% querem conquistar novos clientes, 71%
estão em busca de geração de leads, 64% querem fidelizar e reter novos e antigos
clientes,63%buscam o maior engajamento dos consumidores, ou envolvimento do mesmo com a
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sua marca, 60% estão em busca de mais tráfego para seu site, 45% querem gerenciar e nutrir seus
leads com conteúdos relevantes e por fim 43% querem vender de forma direta.
Em um período de crise no Brasil onde as empresas de varejos online estão com muita
dificuldade de vender e com poucos recursos financeiros em mãos o marketing de conteúdo
torna-se a principal estratégia de negócio.
MATRIZ SWOT DO MARKETING DE CONTEÚDO
SWOT Positivos Negativos
MARKETING DE CONTEÚDO
NO VAREJO ONLINE DO
BRASIL
PONTOS FORTES PONTOS FRACOS
 Baixo custo de
investimento.
 Atrai a atenção dos
consumidores.
 Gera engajamento.
 Fideliza os clientes novos
e antigos.
 Cria valor para marca.
 Resultados em médio e
longo prazo
 Requer um tempo maior
para produção
OPORTUNIDADES AMEAÇAS
 Ambiente econômico
propício para estratégia de
médio e longo prazo
 Tecnologia da informação
e comunicação disponível
para todo
 Fácil acesso a canais de
distribuição pelas mídias
sociais.
 Potencial crescimento do
e-commerce no Brasil
 Ambiente econômico de
curto prazo ruim, faz com
que empresas foquem
apenas nas vendas a curto
prazo.
O macro ambiente no marketing de conteúdo no Brasil
O macro ambiente do marketing de conteúdo é composto por inúmeras variáveis em
aspectos demográficos, econômicos, socioculturais, políticos, tecnológicos, e naturais que
podem influenciar diretamente no resultado de uma estratégia de marketing de conteúdo no
varejo online brasileiro.
O Macro ambiente é o ambiente constituído por forças externas - demográfica,
econômica, natural, tecnológica, político-legal e sociocultural- que podem
influenciar no funcionamento da empresa, em que a mesma pode avaliar essas
forças, através de um monitoramento, como oportunidades ou ameaças. “As
empresas e seus fornecedores, intermediários de marketing, clientes, concorrentes
e público operam em um macro ambiente de forças e tendências que dão forma a
oportunidades e impõem ameaças” (KOTLER, 2005, p76).
Ambiente demográfico
Neste ambiente encontra-se o estudo da população, ou seja, das pessoas, que são os
principais agentes do mercado de marketing de conteúdo do Brasil. Através desse estudo os
produtores de marketing de conteúdo poderão fazer algumas conclusões acerca do mercado de
varejo online no Brasil, em razão disso esse ambiente tem uma influência considerada nas
decisões que devem ser tomadas antes da produção do conteúdo.
“Entre os aspectos de extremo interesse para os profissionais de marketing estão o
tamanho e a taxa de crescimento da população de diferentes cidades, regiões e
países; a distribuição das faixas etárias e sua composição étnica; os graus de
instrução; os padrões familiares, e as características das diferentes regiões.
(KOTLER, 2005, p78).
Segundo pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o
Brasil tem 207,7 milhões de habitantes, a taxa de crescimento populacional é de 0,77% (ver
gráfico figura 1.2). Fazendo uma correlação entre crescimento populacional e usuário da
internet, é possível compreender o fenômeno das oportunidades de mercados no varejo online
do Brasil ainda maiores, usar a estratégia de marketing de conteúdo para resultado em médio e
longo prazo transformando usuários da rede em clientes fiéis, pode muda o processo de compra
tradicional para uma experiência de compra sustentável.
Figura 1.2 – Gráfico da população brasileira
As fontes incluem: Banco Mundial, Departamento do Censo dos Estados Unidos
Ambiente econômico
Consiste em itens que afetam o funcionamento e resultados das empresas. As tendências
do mercado podem influenciar de forma direta no poder de compra do consumidor e no seu
poder de decisão. Analisar o mercado para criação de conteúdo relevantes para o consumidor,
pode ser um diferencial para qualquer empresa de varejo online no Brasil.
A crise econômica e a crise política deixam o cenário econômico no Brasil cada vez
mais difícil para se investir, isto acaba atingindo diretamente no poder aquisitivo das pessoas,
onde as altas taxas de juros dos bancos e o elevado índice de desemprego vêm deixando o
consumidor ainda mais endividado, isso impacta diretamente no faturamento anual das
empresas onde muitas acabam reduzindo a verba de marketing para ano posterior. A solução
para uma estratégia de marketing barata e eficiente é o marketing de conteúdo.
“O número de empregados com carteira assinada (34,1 milhões de pessoas) no
setor privado apresentou queda de 0,9% frente ao trimestre de abril a junho de
2016 (menos 314 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano
anterior, a redução foi de 3,7% (menos 1,3 milhão de pessoas).” (AZERADO,
2016).
Ambiente sociocultural
Neste ambiente é possível entender identificar fatores como comportamentos das
pessoas, crenças, ideologia, costumes e valores. Esse ambiente fundamental para produção do
marketing de conteúdo no Brasil, pois conhecer as dores, necessidades e desejos dos clientes é
o passo inicial para construção de uma estratégia de marketing de conteúdo eficiente e eficaz.
“As pessoas absorvem, quase que inconscientemente, a visão de mundo que define
seu relacionamento consigo mesmas, com outras pessoas, com organizações, com a sociedade,
com a natureza e com o universo. ” (KOTLER,2005, p86).
Ambiente Político
Neste ambiente serão encontrados “[...] leis, agências governamentais e grupos de
pessoas que influenciam e limitam várias organizações e indivíduos em dada sociedade”.
(KOTLER,1999, p.55). Existem leis que tem por finalidade garantir a proteção e defesa do
consumidor”.
Garantir que os conteúdos produzidos dentro da estratégia de marketing digital sejam
éticos, correto e não afete a moral do indivíduo é fundamental, seguir os valores visão, e missão
das empresas, além de cumprir a legislação do Brasil. O CDC garante que as relações de
consumo entre cliente e fornecedor sejam feitas de formas respeitosas.
______________
No Brasil tem o Código de Defesa do Consumidor (CDC). “Art. 1° O presente código estabelece normas de proteção
e defesa do consumidor, de ordem pública e interesse social(...)”. (BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990).
Ambiente tecnológico
As empresas de varejo online do Brasil estão cada vez mais conectadas ao seu consumidor, essa
facilidade de conexão só foi possível graças aos avanços tecnológicos. O ambiente tecnológico
é propulsor do marketing de conteúdo pois é nesse ambiente que se consegue entregar conteúdo
para milhares de usuários em uma fração de segundos.
Kotler (1993, p. 90), “(...) Está na essência do capitalismo de mercado ser dinâmico e
tolerar a destruição criativa da tecnologia como preço do progresso”.
O ambiente tecnológico é uma das principais forças desse novo mercado, o mundo hoje
é movido pela tecnologia, onde a cada momento ela se reinventa e renova, a empresa precisa se
atualizar e adaptar-se à cada mudança.
Ambiente natural
Embora a estratégia de marketing de conteúdo nas empresas de varejo online,
aconteçadentro do marketing digital, poucas empresas de varejo online no brasil têm se
preocupado com a produção de conteúdo com temas contemporâneos de desenvolvimento
sustentável. Para algumas exceções existe A Casas Bahia, uma empresa de varejo online, que
criou um site só para ajudar as pessoas a utilizarem melhor alguns eletrodomésticos e produto,
colocando como principal foco a economia de recursos naturais, e redução do consumo de
energia elétrica.
As estratégias de marketing de conteúdo
A estratégia de marketing de conteúdo apresenta alguns fenômenos que influenciam em sua
eficácia, desta forma é possível analisar os dados e ver resultados, se caso haja necessidade,
corrigir.
Segundo REZ. (2016, p. 110), “Estratégia de conteúdo pode ser definida como o
planejamento, desenvolvimento e gestão de conteúdo. ”.
A primeira etapa para criação de uma estratégia de marketing de conteúdo é a criação
do conteúdo. Nessa etapa é identificado qual será o objetivo da estratégia de conteúdo, além de
levantar o público alvo ou especificar ainda mais esse público, que passa a ser chamado de
persona.
“ A estrutura do conteúdo e como ele será encontrado (canais de distribuição
edivulgação. ” (REZ. (2016, p. 111).
A segunda etapa da estratégia de marketing de conteúdo é também chamada de entrega
ou distribuição, quais os canais de distribuição.
A escolha do local correto para a persona encontrar o conteúdo que realmente interessa
para ele, é fundamental pois escolher o local de distribuição errado pode fazer com que o
conteúdo nunca seja encontrado pela persona.
A terceira e última etapa é a mensuração, nessa etapa é possível medir os resultados,
corrigir o que estiver errado e repetir o processo. Sem a correta mensuração não será possível
saber o que está dando certo e o que está dando errado. A content strategy Alliance, define
que a estratégia deconteúdo é “promover o conteúdo certo para o usuário certo no momento
certo”.
Características importantes dentro de uma estratégia de conteúdo são: Definir um tema,
onde a persona tem bastante interesse, Foco na persona, sempre segmentando o conteúdo da
forma correta e ser expert no assunto.
Algumas empresas de varejo online no Brasil, como Magazine Luiza, Casas Bahia,
Ponto Frio e Extra.com já estão fazendo do marketing de conteúdo uma das suas principais
estratégias, elas perceberam que produzir, distribuir e gerenciar esses conteúdos são tão
importantes quanto vender seus produtos.
Para detalhar melhor as principais características de uma estratégia de conteúdo
podemos separar em 8 etapas, são elas: Fixação de metas, mapeamento do público, concepção
e planejamento do conteúdo, criação do conteúdo, distribuição do conteúdo, ampliação do
conteúdo, avaliação do marketing de conteúdo e melhoria do marketing de conteúdo.
O consumidor está a todo tempo buscando informações antes mesmo efetuar uma
compra, o consumidor pesquisa, compara até decidir qual produto será o melhor para ele
naquele momento. Ninguém compra um carro ou uma casa da noite para o dia, até tomar uma
decisão de compra muitas dúvidas são sanadas.
Quando um consumidor vai comprar uma TV, ou um refrigerador, ou qualquer outro
produto na loja de varejo online, ela procura saber como aquele produto funciona, como aquele
produto vai resolver os problemas dela, e por que ela vai precisar daquele produto.
As lojas de varejo online têm a missão e identificar as dores dos clientes, conhecer sua
angústia e seus problemas. A primeira estratégia que as lojas de varejo online fazem quando
eles descobrem que o cliente tem um problema, é oferecer um produto ou serviço através do
Remarketing.
“O remarketing permite-lhe apresentar anúncios às pessoas que visitaram o
seu Website ou utilizaram a aplicação para dispositivos móveis. Quando as pessoas
saem do Website sem efetuarem compras, por exemplo, o remarketing permite-lhe
voltar a interagir com elas ao mostrar anúncios relevantes entre os respetivos
diferentes dispositivos”. (GOOGLEADWORD).
Na maioria das vezes as empresas acabam até perdendo a oportunidade de interagir
melhor com o cliente. Isto ocorre porque a loja de varejo online tenta forçar a venda de um
produto para um determinado cliente, tentando empurrar o produto a qualquer custo, isso não é
tentativa de venda, isto é coação. Os clientes em muitas das vezes têm um problema, uma dor,
ou uma necessidade real, se forçar a venda de um produto que não sabe a verdadeira necessidade
e dores dos clientes a loja de varejo online certamente só irá vender aquele único produto.
Se a loja de varejo online compreender as dores, angústias e aflições do cliente, poderá
ajudar, e levar o consumidor a uma jornada do conhecimento, com isso terá a confiança do
mesmo e um processo de venda sustentável com a fidelização do cliente.
“Existem respostas a serem dadas sobre o negócio para o cliente em potencial. Pode ser
uma dúvida, um interesse ou a descoberta de algo até então desconhecido. Esse é o ponto em
que o cliente só que resolver um problema. ”. (REZ, 2016, p.161.).
Persona
A principal preocupação das empresas de varejo online, na hora de produzir um
conteúdo é conhecer de forma detalhada seu público alvo, ou seja, a definição da persona! A
regra fundamental do conteúdo é definir bem a segmentação do material pois de nada adiantará
se for traçado um perfil completamente distinto do potencial cliente.
Para criar uma persona do público alvo do varejo online é preciso conhecer algumas
características como: Nome, ocupação profissional, idade, gênero, abrangência geográfica,
educação, filhos, salário e renda familiar, hobbies, entre outros.
Funil de vendas no varejo online do Brasil
O funil de vendas (figura 1,3) é uns dos principais pilares do marketing de conteúdo,
como já foi tratado no capítulo anterior toda estratégia de marketing de conteúdo tem um
objetivo, no varejo online do Brasil não poderia ser diferente e o principal objetivo por trás de
uma estratégia de conteúdo do varejo online é fazer a venda, mas não a venda da forma que já
estamos acostumados e que não funciona mais como antes. A venda que estamos tratando
dentro do funil de vendas é a venda que torna o processo de compra em uma verdadeira jornada
do cliente, que começa pela atração conversão, fechamento e engajamento.
Para REZ, 2010, p.157. “O funil de conversão é o caminho dentro do seu site por onde
os clientes potenciais passam. ”.
Funil de vendas- Figura 1.3
Fonte: Harpia Propaganda
O funil de vendas se caracteriza por uma jornada dos clientes em 4 etapas, Visitantes,
Leads, oportunidade, clientes. O topo do funil estão as dúvidas e angústias, no meio do funil
está à descoberta dos reais problemas, logo mais abaixo encontra as oportunidades de resolver
os problemas e no fundo do funil está a conversão ou fidelização dos clientes.
O marketing de conteúdo no varejo online brasileiro
Abaixo veremos o cenário atual das lojas de varejo online que praticam o marketing
tradicional e o marketing de conteúdo, o quadro traz as principais lojas de varejo online do
Brasil.
Estratégias das principais lojas de varejo online no Brasil
Loja online
Marketing
Tradicional
Marketing de
conteúdo Estratégia de conteúdo
RICARDO ELETRO SIM NÃO
CASAS BAHIA SIM SIM
CASAS BAHIA
DECORA
LOJAS
AMERICANAS SIM NÃO
PONTO FRIO SIM SIM E-GLU DO PINGUIM
EXTRA SIM SIM #TUDOEXTRA
SHOPTIME SIM NÃO
MAGAZINE LUIZA SIM SIM BLOG DA LU
WALMART SIM NAO
No quadro acima vemos que no universo das empresas selecionadas, 50% já tem o
marketing de conteúdo como uma das suas principais estratégias de marketing. e 50% ainda
resistem às mudanças no hábito de consumo dos consumidores brasileiros.
A Casas Bahia criou a página Dicas de Decoração Casas Bahia e o Guia de Compras
Casas Bahia. A página de Decoração Casas Bahia dar várias dicas aos consumidores, como:
Otimização de espaço, decoração de quarto de menina para os cuidados com a beleza, como
manter o quarto das crianças sempre organizados, entre outras dezenas de dicas que a página
dar. Veja na figura 1.4 a página Casas Bahia Decora.
Figura 1.4 Página Casas Bahia Decora
Fonte: Dicas de decoração Casas Bahia
Já o guia de compras Casas Bahia (figura 1.5) tem dicas e notícias de diversos
segmentos, além de trazer novidades e tendências, o guia tem atualizações periódicas e
conteúdo de alta relevância para persona.
Figura 1.5 pagina do Guia de compras Casas Bahia.
Fonte: Guia de compras Casas Bahia
A Casas Bahia está fazendo tanto com a Casas Bahia Decora, quanto com o Guia de
compras Casas Bahia, conteúdo relevante e interessante para persona, gerando confiança
interação, conversão e fidelização dos clientes.
Outra loja de varejo online que fez do marketing de conteúdo uma das principais
estratégias de marketing foi o PONTO FRIO. Eles criaram o E-Glu do Pinguim, (figura 1.6)
essa plataforma online traz conteúdos interessantes de diversos assuntos. Uma das páginas mais
visitadas dessa plataforma é o guia dos solteiros, que dicas interessantes para a persona solteira.
Figura 1.6 Pagina do e-Glu do Pinguim Ponto Frio
Fonte: E-Glu do Pinguim blog do Ponto Frio
O Extra criou a plataforma tudo #tudoextra, o tudo extra é um blog completo (figura
1.7) repleto de conteúdos relevantes, traz dicas de brinquedos ideais para desenvolvimento da
criança, receitas fáceis em infográficos, conteúdo fitness, entre outras dezenas de dicas, que
ajuda a educar o consumidor.
Figura 1.7 Pagina do #tudoextra
Fonte: #tudoextra -Blog do Extra
A última loja de varejo online analisada aqui, é a Magazine Luiza. Está loja de varejo
online conquistou os consumidores com uma das mais eficientes estratégias de marketing de
conteúdo. A Magazine Luiza traz o blog da lu (figura 1.8), com a missão digital de educar e
entreter seus consumidores. O blog da Lu é uma das plataformas de marketing de conteúdo,
mas completas entre o universo analisado aqui.
A Ricardo Eletro, A lojas Americanas, o Shoptime, e o Walmart, embora ainda tenha
uma boa parcela do mercado no varejo do Brasil, ainda insistem só com a estratégia do
marketing tradicional, algo que não funciona mais como antigamente.
A forma agressiva de marketing com os clientes online só empurra o consumidor para
seus concorrentes.
METODOLOGIA
A metodologia aplicada neste documento foi através de pesquisas bibliográficas,
levantamento qualitativos e quantitativo de cases do varejo online.
Autores como Joe Pulizzi, que tem como uma de suas grandes obras literária “O
Marketing De Conteúdo Épico”, e diversas outras obras, como “Marketing 3.0 e Marketing 4.0”
Philp Kotler, “A cauda Longa” de Chris Anderson, “Marketing de Conteúdo a moeda do século
XXI” de Rafael Rez, entre outros. Após a coleta de dados irei analisar os resultados da pesquisa
para comprovação cientifica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tendo em vista os aspectos apresentados neste documento, foram identificadas,
características no fenômeno do marketing de conteúdo no varejo online brasileiros e suas
consequências na relação com clientes brasileiros. O advento da globalização, gerou uma série
de fenômenos que influenciaram diretamente o hábito de consumo da sociedade, um dos
principais fenômenos foi o avanço da tecnologia da informação e comunicação (TIC), isto
impactou diretamente na relação entre lojas de varejo e consumidores.
Esta pesquisa foi dividida em três (3) momentos, no primeiro momento, foram
apresentados dados históricos do marketing de conteúdo, respondendo perguntas como,
quando, onde, e por que surgiu, além de mostrar as primeiras empresas que utilizarão o
marketing de conteúdo como estratégia para atrair, engajar e fidelizar clientes. Neste capítulo
também foi abordado fenômenos da globalização, as fases do marketing desde do 1.0 até o 4.0,
além de identificar a mudança no hábito de consumo da sociedade.
No segundo momento aprofundamos no tema principal, com dados quantitativos e
qualitativos da estratégia de marketing de conteúdo, este capítulo traz também a matriz de
SWOT do marketing de conteúdo do varejo online brasileiro, apresentando pontos fracos e
pontos fortes. Abordamos também nesse capítulo o macro ambiente do marketing de conteúdo
no Brasil, identificando fenômenos demográficos, econômicos, socioculturais, políticos,
tecnológicos e naturais.
No terceiro momento foi possível identificar as principais características do marketing
de conteúdo no varejo online brasileiro, onde em um universo de oito (8) lojas de varejo online
pesquisada, apenas 50% das lojas de varejo usam a estratégia de marketing de conteúdo para
atrair, engajar, e fidelizar clientes.
As empresas que usam a estratégia de marketing de conteúdo, embora apresentem um
mix de conteúdo bastante criativo, inovador e educativo, apenas a Casas Bahia não apresentou
problema de encontrabilidade.
Durante alguns testes de encontrabilidade no principal mecanismo de busca da internet
(Google), realizei pesquisas usando palavras-chave de acordo com o segmento da loja de varejo
online e não foram apresentados na primeira página do Google nenhuma das lojas apresentada
aqui.
No primeiro teste usei as palavras-chave long tail “Dicas de decoração da
sala”, nenhuma das empresas de varejo online pesquisadas aqui apareceram nas primeiras
páginas do google.
Para o segundo teste usei palavra-chave had tail do tipo genérica, mais curta e de alta
concorrência “Dicas de móveis” também não apareceu nenhuma das empresas pesquisadas aqui
nas primeiras páginas de busca do Google.
No terceiro teste usei as palavras-chave do tipo long tail e had tail palavras com termos
mais específicos e com termo genérico “otimização do espaço com puf e outros detalhes” obtive
logo no primeiro resultado de busca orgânica, o bolg dá Dicas Casas Bahia que trata da
estratégia de marketing de conteúdo das Casas Bahia.
Ao fim desta pesquisa foi possível identificar e analisar as características no fenômeno
do marketing de conteúdo no varejo online do Brasil, suas consequências na relação com os
clientes brasileiro, além de ter avaliado os impactos econômicos, sociais, culturais, tecnológicos
e naturais
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AZERADO, CIMAR. Pnad contínua: taxa de desocupação é de 11,8% no
trimestreencerrado em setembro de 2016. Disponível
em:<http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias.html?view=noticia&id=1&idnoticia=3
289&busca= 1&t=pnad-continua-taxa-desocupacao-11-8-trimestre-encerrado-setembro-
2016> acesso em: 11/11/2017.
BRASIL. LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990. Dispõe sobre a proteção do
consumidore dá outras providências. Disponível
em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm> acesso em: 11/11/2017.
CASAS BAHIA, Dicas Decora Casas Bahia. Disponível em:
<http://casasbahiadecoracao.com.br/>. Acesso em 10 de novembro de 2017.
CASAS BAHIA, Guia De Compras Casas Bahia. Disponível em:
<http://guiadecompras.casasbahia.com.br/>. Acesso em 15 de novembro de 2017.
extra.com, #tudoextra. Disponível em: <http://tudo.extra.com.br/>. Acesso em 15 de novembro
de 2017.
GOOGLE ADWORD, Acerca Da Configuração Do Remarketing. Disponível
em:<https://support.google.com/adwords/answer/2454000?hl=pt&topic=2677326&ctx=topic
>. Acesso em 10 de novembro de 2017.
HARPIA PROPAGANDA, Tudo que você precisa saber sobre funil de vendas. Disponível
em: <http://www.harpiapropaganda.com.br/tudo-sobre-marketing-digital/tudo-que-voce-
precisa-saber-sobre-funil-de-vendas/>. Acesso em 10 de novembro de 2017.
IBGE. Projeção da população do brasil e das unidades da federação. Disponível
em:<http://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/>. Acesso em: 11/11/2017.
LECINSKI, Jim. Ganhando o momento zero da verdade. Google inc.2011.disponivel
em:( https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/tendencias-de-consumo/zmot-conquistando-
omomento-zero-da-verdade/). Acesso em 2017.
MAGAZINELUIZA. Blog da lu missão digital. Disponível em:
<https://missaodigital.magazineluiza.com.br/categoria/blog/>. Acesso em 10 de novembro de
2017.
PONTO, FRIO.E Glu Pinguim. Disponível em: <http://eglu.pontofrio.com.br//>. Acesso em
15 de novembro de 2017.
PULIZZI, Joe. Marketing de conteúdo épico. São Paulo, SP: DVS, 2016.
REZ, Rafael. Marketing de conteúdo: A moeda do século XXI. São PAULO: DVS, 2016.
KANTER, Rosabet: Gestão da mudança para criar valor, inovação e crescimento. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2010.
KOTLER, Philip, KARTAJAYA, Hermawan, SETIAWAN, Iwan. Marketing 3.0. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2010.
KOTLER, Philip, KARTAJAYA, Hermawan, SETIAWAN, Iwan. Marketing 4.0.Rio de
Janeiro: Sextante, 2017.

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Marketing de conteúdo no varejo online

  • 1. 1 GESTÃO DE MARKETING DE CONTEÚDO: As características dos fenômenos no marketing de conteúdo do varejo online no Brasil e sua relação com os clientes brasileiros. RESUMO: Com o mercado global cada vez mais conectado onde a publicidade tradicional já não funciona mais como deveria, o presente trabalho busca identificar quais as características que os fenômenos no marketing de conteúdo apresentam dentro do varejo online no Brasil e sua relação com os clientes brasileiros. O texto dedica-se, em um primeiro momento na contextualização e no processo histórico do marketing de conteúdo. A seguir, discute os fenômenos demográficos, econômicos, políticos, socioculturais, tecnológicos e naturais, além de verificar as características do marketing de conteúdo no varejo online e sua relação com os clientes brasileiros. PALAVRAS CHAVES: marketing de conteúdo, publicidade, varejo online ABSTRACT In an increasingly connected global marketplace where traditional advertising no longer functions as it should, this paper seeks to identify the characteristics that the phenomena in content marketing present within online retail in Brazil and its relationship with Brazilian customers. The text is dedicated, in a first moment in the contextualization and in the historical process of the marketing of content. Next, it discusses demographic, economic, political, socio-cultural, technological and natural phenomena, as well as verifying the characteristics of content marketing in online retail and its relationship with Brazilian clients. KEY WORDS: content marketing, advertising, online retailing ¹ Artigo apresentado à POSEAD – Pós-Graduação a Distância – Unyleya Editora e Cursos S.A, como parte dos requisitos para obtenção do título de Especialista – MBA Executivo em Gestão Estratégica De Publicidade E Propaganda, sob a orientação da Profª Égle Pires Santos, Brasília/DF, novembro/2017. ² Bacharel em Comunicação Social Publicidade e Propaganda, formado pela Faculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador (FTC), desde a minha formação atuando na área de marketing digital, atualmente residindo na cidade de Salvador, no estado da Bahia.
  • 2. 2 INTRODUÇÃO O presente projeto de pesquisa trata-se da Gestão De Marketing de Conteúdo: As características nos fenômenos do marketing de conteúdo no varejo online do Brasil e sua relação com os clientes brasileiros. O problema de pesquisa deste projeto, é identificar quais as características que os fenômenos do marketing de conteúdo apresentam dentro do varejo online no Brasil e suas consequências na relação com clientes brasileiros. A justificativa da escolha do tema proposto tem alta relevância pessoal. Acredito que os dados coletados por esta pesquisa serão de alta relevância para comunidade acadêmica e coorporativa. Tem relevância profissional pois identificar soluções inovadoras dentro da estratégia de marketing de conteúdo influenciará positivamente em impactos: econômico, social, tecnológico, cultural e natural. Ao Fim desta pesquisa, seremos capazes de compreender as características no fenômeno do marketing de conteúdo do varejo online no Brasil, além de identificar as consequências na relação com clientes brasileiros. O objetivo geral desta pesquisa é identificar as características nos fenômenos do marketing de conteúdo do varejo online no Brasil. Os objetivos específicos são analisar as características nos fenômenos do marketing de conteúdo no varejo online do Brasil, suas consequências na relação com os clientes brasileiro e avaliar impactos econômicos, sociais, culturais, tecnológicos e naturais. DESENVOLVIMENTO O marketing de conteúdo é a forma de atrair engajar e fidelizar clientes, em uma era onde os recursos financeiros estão cada vez mais escassos, e a publicidade tradicional já não funciona com eficiência. Antes de nos aprofundarmos mais sobre o assunto, vamos entender melhor quando, onde, e como surgiu o marketing de conteúdo. Embora o termo marketing de conteúdo pareça ser novo, para muitos, essa estratégia surgiu antes mesmo do conceito de marketing que conhecemos. A primeira estratégia de marketing de conteúdo surgiu no século XIX mais precisamente em 1895, com a brilhante ideia da empresa Deere & Company, que criou e distribuiu de forma gratuita a revista The Furrow, (ver Figura 1.1) a Deere & Company não criou a revista para vender seus equipamentos agrícolas, mas sim para
  • 3. 3 ensinar os fazendeiros locais como eles poderiam usar as novas tecnologias para desenvolverem seus negócios e se tornarem grandes produtores. Figura 1.1 The Furrow da John Deere & Company. Fonte:John Deere A Deere & Company usou pela primeira vez a estratégia de marketing de conteúdo para atrair engajar e fidelizar seus clientes mesmo sem saber o que o termo marketing de conteúdo vinha ser no futuro, diferente da concorrência naquela época a Deere não usou sua revista como catálogo de vendas contendo promoções ou algo parecido, eles usaram a revista apenas para educar e criar valor. A John Deere deu um passo fundamental para o início do marketing de conteúdo e logo outras empresas seguiram essa forma de se comunicar, em 1900 a Michelin desenvolveu o Guia Michelin. O guia ajuda motorista a manter seus carros a encontrar alojamento decente. Em 1904 surge o livro de receitas da Jell- O compensa, muitas outras empresas usaram essa estratégia, onde em 1930 a Procter & Gamble (P&G) viria incorporar o marketing de conteúdo as telenovelas. Ao longo dos anos as empresas usaram e usam o marketing de conteúdo não para vender produtos e serviços, mas sim para vender valores. _______________ “[...] The Furrrow ainda continua forte. Ela é a maior revista de agricultura em circulação no mundo, entregue mensalmente para mais de 1,5 milhões de fazendeiros, em 12 idiomas, para 40 países diferentes. (PULIZZI, 2016, p.15).
  • 4. 4 Se no século XIX onde não existia a internet o marketing de conteúdo teve fundamental importância, agora em plena era tecnológica onde as tecnologias da informação e da comunicação dominam o mercado (TIC) será mais importante ainda. Não dar para dizer que o marketing tradicional não teve importância nas últimas décadas, ele teve sim grande importância e continua tendo porem esse modelo tradicional de marketing já não funciona mais como antigamente. O fenômeno da globalização trouxe profundas mudanças na sociedade, essas mudanças impactaram diretamente na forma de como nos comunicamos, o mundo mudou, as pessoas mudaram, as empresas mudaram e o marketing também teve que mudar. O processo de globalização se caracteriza pela primeira vez a partir da expansão territorial, no entanto as mudanças revolucionárias se dão a partir da revolução tecnológica. O consenso de Washington surge com o objetivo de acelerar o processo de crescimento dos países da América latina, e assim surge um manual de gestão, com austeridade fiscal, elevação da taxa de juros para atrair investidores, além de privatizações e benefícios ao setor privado, o consenso de Washington trouxe terrível mudança na economia de vários países. O processo de globalização ditou regras ao longo de toda história, essas regras impactaram de forma positiva e negativa no mundo, a desigualdade social cresceu em muitos países, as revoluções populares se espalharam, o contexto organizacional das empresas mudou é um novo mercado foi surgindo. O modelo corporativista sem responsabilidade social, econômica e ambiental com a comunidade local passou a ser usado no novo modelo de gestão dentro das organizações. As grandes mudanças causadas pelo processo de globalização, teve papel fundamental na mudança de hábitos de consumo da sociedade, muitas das vezes motivada por influência econômica, onde o indivíduo tem dificuldade financeira para arcar com determinado custo de produtos ou serviços, em alguns momentos tem como principal causa o desemprego e ao baixo salário. Existem também aspectos sociais onde a mudança cultural leva ao indivíduo ao grau maior de inteligência, tornando se, mas consciente no processo de tomada de decisão no momento da compra, para muitos, essa mudança no hábito de consumo foi causada principalmente pela entrada das novas tecnologias no mercado e na sociedade. A era da tecnologia realmente foi a engrenagem principal que mudou os rumos do mundo, as novas tecnologias tiveram e tem seu papel principal em um filme real econômico, político e social. Não dá para simplesmente dizer que tudo aconteceu de forma pacífica e consensual, a
  • 5. 5 história mostra que não foi assim, as empresas que resistiram às mudanças simplesmente faliram. Para aqueles que viram as novas tecnologias como uma oportunidade e não como uma ameaça enxergaram um futuro promissor e foram verdadeiros visionários. “Uma série de eventos geopolíticos que tiveram início ao redor de 1980 gerou entusiasmo - alguns diriam empolgação exagerada - por um mundo teoricamente sem fronteiras e pacífico, de infinitas oportunidades econômicas, facilitado pela tecnologia da informação e liderado por empresas multinacionais americanas”. (KANTER, 2010, p.30.) Desde sua criação até os dias de hoje, o marketing vem sofrendo enormes mudanças, isto vem ocorrendo ao longo da história, motivada pelo processo de globalização e organização de mercado. O marketing se dividiu em quatros fases, o marketing 1.0, 2.0, 3.0, e 4.0. O marketing 1.0 surge durante a revolução industrial, neste período a única preocupação da indústria era vender cada vez mais produtos sem se preocupar com as necessidades e desejos dos clientes. O modelo fordista influenciou de forma massiva a indústria naquele período, com o marketing 1.0, centrado apenas no produto. Pós revolução industrial surge a sociedade da informação, o consumidor cada vez mais bem informado e mais inteligente, a busca por produtos mais em conta abriu um vasto campo na concorrência de mercado, és ai que surge o marketing 2.0, onde não basta apenas pensar nos produtos, é preciso entender as necessidades e desejos dos consumidores, para isso a pesquisa de mercado é uma das principais ferramentas do marketing 2.0, onde entender as dores dos clientes e trazer soluções é fundamental para vida financeira da empresa. É nesse marketing que as atenções estão centradas no consumidor e não no produto como no marketing 1.0 . O marketing 3.0, e a era do desenvolvimento socioambiental, a mudança cultural e organizacional das empresas surge a partir da necessidade do marketing 3.0. Como já abordamos no marketing 2.0 os consumidores estão cada vez mais bem informados, e a preocupação com ações sustentáveis e de desenvolvimento social, passa ser obrigatório na missão, visão e valores das empresas. O marketing 3.0 está centrado no ser humano e nos problemas sociais e ambientais do planeta, em um período de crises e incertezas as pessoas precisam buscar esperança em empresas que estão comprometidas com os problemas mundiais. O marketing 3.0 vem sendo cada vez mais praticado graças as novas tecnologias que potencializam uma nova era. O marketing 4.0 e fase das oportunidades infinitas. Do tradicional para o digital, aqui a sociedade da informação, a sociedade tecnológica, e a sociedade criativa se comunicam em uma fração de segundos. O marketing 4.0 também é o marketing das inúmeras oportunidades.
  • 6. 6 “ Os profissionais de marketing precisam embarcar na mudança para um cenário de negócio mais horizontal, inclusivo e social. O mercado está se tornando mais inclusivo”. (KOTLER, 2017, p.29). O marketing digital quebra barreiras geográficas, sociais, econômicas e políticas. Nesse novo modelo de mercado os clientes fazem constantes buscas na internet digitando apenas algumas palavras nos buscadores online. Nesse mercado o Google se torna uma importante ferramenta de pesquisa. Em um mundo de vastas oportunidades, o consumidor logo se torna o fornecedor e vice- versa. No novo marketing as mídias sociais invadem as casas, os locais de trabalho, os locais de entretenimento, sem limites de espaço local e hora. O mobile está cada vez mais nas mãos dos consumidores. Especialistas apontam que 80% dos acessos à internet é feito pelos celulares e esse mercado não para de crescer. Com todo crescimento do marketing 4.0 não dar mais para ignorar tamanha força. Como vimos ao longo da história do marketing, não houve soberania eterna de nenhuma fase do marketing. O processo de globalização influenciou de forma direta e indireta na sociedade como todo, desde a era do marketing 1.0 a era 4.0. Com o crescimento do marketing digital e a expansão das redes sociais o mundo online acabou se tornando um ambiente de oportunidades mais também de alta competitividade. O modelo do Outbound Marketing (marketing sem permissão), não funciona mais como antigamente, tem cada vez mais pessoas anunciando e dizendo que seu produto é melhor que o da concorrência, e cada vez mais difícil ter atenção dos clientes. A empresa Yankelovich especializada em pesquisas afirma que na década de 70 as pessoas eram impactadas por cerca de 500 anúncios publicitários por dia, hoje chegam a receber diariamente em média 5.000 anúncios ou mais. A mesma pesquisa também aponta que os consumidores não estão deixando de prestar atenção, acontece que eles estão mais seletivos. De acordo com estudos o momento zero da verdade feitos pelo google, afirma que em 2010 o consumidor médio se engajava com pelo menos cinco conteúdo antes de tomar uma decisão de compra. Em 2011 esse número foi ainda maior passou de cinco para mais de dez. Hoje esses números são ainda maiores e vão continuar crescendo. As pessoas pouco se envolvem com anúncios irrelevantes, as empresas estão gastando mais e os links patrocinados estão ficando cada vez mais caros além de se tornarem verdadeiros leilões de publicidades. Os fornecedores querem cada vez mais atenção dos consumidores, já os consumidores estão cada vez mais ocupados com conteúdos relevantes. Os hábitos de consumo mudaram e o marketing também teve que mudar. Não se pode mais invadir a privacidade dos clientes, é preciso conhecer suas dores, angustia e entregar soluções inovadoras para resolver seus problemas. Estar cada vez mais difícil vender através do Outbound Marketing e as empresas perceberam isso e já estão resgatando o
  • 7. 7 marketing de conteúdo lá do início da história, para um mundo cada vez mais conectado e as pessoas estão percebendo. O marketing de conteúdo não é modismo As novas tecnologias da informação e comunicação (TIC) são os principais propulsores do marketing de conteúdo. As empresas estão investindo cada vez mais nas verbas do marketing de conteúdo. Segundo a Content Marketing Institute/marketing profs em 2010 o orçamento destinado ao marketing de conteúdo era de 26%, em 2012 esse orçamento passou para 33% e continuou a aumentar nos últimos anos. Outro fenômeno ocorrido com o fortalecimento do marketing de conteúdo foi a migração de profissionais de comunicação das mídias tradicionais para setores específicos de produção de conteúdo em diversas empresas nacionais e internacionais. Algumas dessas empresas criaram cargos como: editor chefe, ou diretor de marketing de conteúdo. Os profissionais de marketing de conteúdo sabem que para atrair atenção dos consumidores é preciso produzir conteúdo relevantes e interessantes para os consumidores. “Uma empresa tem menos de nove segundos para atrair a atenção dos seus clientes. ” (SALLY, hogshead. Apud. POLIZZE. p23.). O conteúdo responsável é o tipo de conteúdo que tem valor ético e responsabilidade social para as pessoas, o conteúdo deve solucionar os problemas do consumidor no individual ou no coletivo, sem afetar ou comprometer valores éticos. Atualmente há dois modelos de empresas que produzem conteúdo no Brasil, o primeiro modelo é empresa de mídia que produz e lucra diretamente com a produção de conteúdo, esses são pagos por patrocinadores. O segundo modelo trata se de empresas dos demais setores como Congate, Casas Bahia, Intel, entre outros milhares espalhados por aí a fora. Essas empresas lucram a partir da produção de conteúdo de forma indireta e precisam criar uma relação de confiança com o consumidor antes de efetuar qualquer transação. Mesmo que uma seja para vender diretamente o conteúdo e a outra para usar o conteúdo apenas para dar apoio ao negócio e auxiliar as vendas, dentro desse cenário há uma competição de espaço e disputa pela atenção dos consumidores. Segundo pesquisa feita pela Content Mark Institute/ marketing profs as empresas B2B geram conteúdos para alcançar diferentes objetivos. Essa pesquisa aponta que 79% delas usam o marketing de conteúdo para consciência da marca, 74% querem conquistar novos clientes, 71% estão em busca de geração de leads, 64% querem fidelizar e reter novos e antigos clientes,63%buscam o maior engajamento dos consumidores, ou envolvimento do mesmo com a
  • 8. 8 sua marca, 60% estão em busca de mais tráfego para seu site, 45% querem gerenciar e nutrir seus leads com conteúdos relevantes e por fim 43% querem vender de forma direta. Em um período de crise no Brasil onde as empresas de varejos online estão com muita dificuldade de vender e com poucos recursos financeiros em mãos o marketing de conteúdo torna-se a principal estratégia de negócio. MATRIZ SWOT DO MARKETING DE CONTEÚDO SWOT Positivos Negativos MARKETING DE CONTEÚDO NO VAREJO ONLINE DO BRASIL PONTOS FORTES PONTOS FRACOS  Baixo custo de investimento.  Atrai a atenção dos consumidores.  Gera engajamento.  Fideliza os clientes novos e antigos.  Cria valor para marca.  Resultados em médio e longo prazo  Requer um tempo maior para produção OPORTUNIDADES AMEAÇAS  Ambiente econômico propício para estratégia de médio e longo prazo  Tecnologia da informação e comunicação disponível para todo  Fácil acesso a canais de distribuição pelas mídias sociais.  Potencial crescimento do e-commerce no Brasil  Ambiente econômico de curto prazo ruim, faz com que empresas foquem apenas nas vendas a curto prazo.
  • 9. O macro ambiente no marketing de conteúdo no Brasil O macro ambiente do marketing de conteúdo é composto por inúmeras variáveis em aspectos demográficos, econômicos, socioculturais, políticos, tecnológicos, e naturais que podem influenciar diretamente no resultado de uma estratégia de marketing de conteúdo no varejo online brasileiro. O Macro ambiente é o ambiente constituído por forças externas - demográfica, econômica, natural, tecnológica, político-legal e sociocultural- que podem influenciar no funcionamento da empresa, em que a mesma pode avaliar essas forças, através de um monitoramento, como oportunidades ou ameaças. “As empresas e seus fornecedores, intermediários de marketing, clientes, concorrentes e público operam em um macro ambiente de forças e tendências que dão forma a oportunidades e impõem ameaças” (KOTLER, 2005, p76). Ambiente demográfico Neste ambiente encontra-se o estudo da população, ou seja, das pessoas, que são os principais agentes do mercado de marketing de conteúdo do Brasil. Através desse estudo os produtores de marketing de conteúdo poderão fazer algumas conclusões acerca do mercado de varejo online no Brasil, em razão disso esse ambiente tem uma influência considerada nas decisões que devem ser tomadas antes da produção do conteúdo. “Entre os aspectos de extremo interesse para os profissionais de marketing estão o tamanho e a taxa de crescimento da população de diferentes cidades, regiões e países; a distribuição das faixas etárias e sua composição étnica; os graus de instrução; os padrões familiares, e as características das diferentes regiões. (KOTLER, 2005, p78). Segundo pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Brasil tem 207,7 milhões de habitantes, a taxa de crescimento populacional é de 0,77% (ver gráfico figura 1.2). Fazendo uma correlação entre crescimento populacional e usuário da internet, é possível compreender o fenômeno das oportunidades de mercados no varejo online do Brasil ainda maiores, usar a estratégia de marketing de conteúdo para resultado em médio e longo prazo transformando usuários da rede em clientes fiéis, pode muda o processo de compra tradicional para uma experiência de compra sustentável.
  • 10. Figura 1.2 – Gráfico da população brasileira As fontes incluem: Banco Mundial, Departamento do Censo dos Estados Unidos Ambiente econômico Consiste em itens que afetam o funcionamento e resultados das empresas. As tendências do mercado podem influenciar de forma direta no poder de compra do consumidor e no seu poder de decisão. Analisar o mercado para criação de conteúdo relevantes para o consumidor, pode ser um diferencial para qualquer empresa de varejo online no Brasil. A crise econômica e a crise política deixam o cenário econômico no Brasil cada vez mais difícil para se investir, isto acaba atingindo diretamente no poder aquisitivo das pessoas, onde as altas taxas de juros dos bancos e o elevado índice de desemprego vêm deixando o consumidor ainda mais endividado, isso impacta diretamente no faturamento anual das empresas onde muitas acabam reduzindo a verba de marketing para ano posterior. A solução para uma estratégia de marketing barata e eficiente é o marketing de conteúdo. “O número de empregados com carteira assinada (34,1 milhões de pessoas) no setor privado apresentou queda de 0,9% frente ao trimestre de abril a junho de 2016 (menos 314 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 3,7% (menos 1,3 milhão de pessoas).” (AZERADO, 2016). Ambiente sociocultural
  • 11. Neste ambiente é possível entender identificar fatores como comportamentos das pessoas, crenças, ideologia, costumes e valores. Esse ambiente fundamental para produção do marketing de conteúdo no Brasil, pois conhecer as dores, necessidades e desejos dos clientes é o passo inicial para construção de uma estratégia de marketing de conteúdo eficiente e eficaz. “As pessoas absorvem, quase que inconscientemente, a visão de mundo que define seu relacionamento consigo mesmas, com outras pessoas, com organizações, com a sociedade, com a natureza e com o universo. ” (KOTLER,2005, p86). Ambiente Político Neste ambiente serão encontrados “[...] leis, agências governamentais e grupos de pessoas que influenciam e limitam várias organizações e indivíduos em dada sociedade”. (KOTLER,1999, p.55). Existem leis que tem por finalidade garantir a proteção e defesa do consumidor”. Garantir que os conteúdos produzidos dentro da estratégia de marketing digital sejam éticos, correto e não afete a moral do indivíduo é fundamental, seguir os valores visão, e missão das empresas, além de cumprir a legislação do Brasil. O CDC garante que as relações de consumo entre cliente e fornecedor sejam feitas de formas respeitosas. ______________ No Brasil tem o Código de Defesa do Consumidor (CDC). “Art. 1° O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e interesse social(...)”. (BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990). Ambiente tecnológico
  • 12. As empresas de varejo online do Brasil estão cada vez mais conectadas ao seu consumidor, essa facilidade de conexão só foi possível graças aos avanços tecnológicos. O ambiente tecnológico é propulsor do marketing de conteúdo pois é nesse ambiente que se consegue entregar conteúdo para milhares de usuários em uma fração de segundos. Kotler (1993, p. 90), “(...) Está na essência do capitalismo de mercado ser dinâmico e tolerar a destruição criativa da tecnologia como preço do progresso”. O ambiente tecnológico é uma das principais forças desse novo mercado, o mundo hoje é movido pela tecnologia, onde a cada momento ela se reinventa e renova, a empresa precisa se atualizar e adaptar-se à cada mudança. Ambiente natural Embora a estratégia de marketing de conteúdo nas empresas de varejo online, aconteçadentro do marketing digital, poucas empresas de varejo online no brasil têm se preocupado com a produção de conteúdo com temas contemporâneos de desenvolvimento sustentável. Para algumas exceções existe A Casas Bahia, uma empresa de varejo online, que criou um site só para ajudar as pessoas a utilizarem melhor alguns eletrodomésticos e produto, colocando como principal foco a economia de recursos naturais, e redução do consumo de energia elétrica. As estratégias de marketing de conteúdo A estratégia de marketing de conteúdo apresenta alguns fenômenos que influenciam em sua eficácia, desta forma é possível analisar os dados e ver resultados, se caso haja necessidade, corrigir. Segundo REZ. (2016, p. 110), “Estratégia de conteúdo pode ser definida como o planejamento, desenvolvimento e gestão de conteúdo. ”. A primeira etapa para criação de uma estratégia de marketing de conteúdo é a criação do conteúdo. Nessa etapa é identificado qual será o objetivo da estratégia de conteúdo, além de levantar o público alvo ou especificar ainda mais esse público, que passa a ser chamado de persona. “ A estrutura do conteúdo e como ele será encontrado (canais de distribuição edivulgação. ” (REZ. (2016, p. 111).
  • 13. A segunda etapa da estratégia de marketing de conteúdo é também chamada de entrega ou distribuição, quais os canais de distribuição. A escolha do local correto para a persona encontrar o conteúdo que realmente interessa para ele, é fundamental pois escolher o local de distribuição errado pode fazer com que o conteúdo nunca seja encontrado pela persona. A terceira e última etapa é a mensuração, nessa etapa é possível medir os resultados, corrigir o que estiver errado e repetir o processo. Sem a correta mensuração não será possível saber o que está dando certo e o que está dando errado. A content strategy Alliance, define que a estratégia deconteúdo é “promover o conteúdo certo para o usuário certo no momento certo”. Características importantes dentro de uma estratégia de conteúdo são: Definir um tema, onde a persona tem bastante interesse, Foco na persona, sempre segmentando o conteúdo da forma correta e ser expert no assunto. Algumas empresas de varejo online no Brasil, como Magazine Luiza, Casas Bahia, Ponto Frio e Extra.com já estão fazendo do marketing de conteúdo uma das suas principais estratégias, elas perceberam que produzir, distribuir e gerenciar esses conteúdos são tão importantes quanto vender seus produtos. Para detalhar melhor as principais características de uma estratégia de conteúdo podemos separar em 8 etapas, são elas: Fixação de metas, mapeamento do público, concepção e planejamento do conteúdo, criação do conteúdo, distribuição do conteúdo, ampliação do conteúdo, avaliação do marketing de conteúdo e melhoria do marketing de conteúdo. O consumidor está a todo tempo buscando informações antes mesmo efetuar uma compra, o consumidor pesquisa, compara até decidir qual produto será o melhor para ele naquele momento. Ninguém compra um carro ou uma casa da noite para o dia, até tomar uma decisão de compra muitas dúvidas são sanadas. Quando um consumidor vai comprar uma TV, ou um refrigerador, ou qualquer outro produto na loja de varejo online, ela procura saber como aquele produto funciona, como aquele produto vai resolver os problemas dela, e por que ela vai precisar daquele produto. As lojas de varejo online têm a missão e identificar as dores dos clientes, conhecer sua angústia e seus problemas. A primeira estratégia que as lojas de varejo online fazem quando eles descobrem que o cliente tem um problema, é oferecer um produto ou serviço através do Remarketing.
  • 14. “O remarketing permite-lhe apresentar anúncios às pessoas que visitaram o seu Website ou utilizaram a aplicação para dispositivos móveis. Quando as pessoas saem do Website sem efetuarem compras, por exemplo, o remarketing permite-lhe voltar a interagir com elas ao mostrar anúncios relevantes entre os respetivos diferentes dispositivos”. (GOOGLEADWORD). Na maioria das vezes as empresas acabam até perdendo a oportunidade de interagir melhor com o cliente. Isto ocorre porque a loja de varejo online tenta forçar a venda de um produto para um determinado cliente, tentando empurrar o produto a qualquer custo, isso não é tentativa de venda, isto é coação. Os clientes em muitas das vezes têm um problema, uma dor, ou uma necessidade real, se forçar a venda de um produto que não sabe a verdadeira necessidade e dores dos clientes a loja de varejo online certamente só irá vender aquele único produto. Se a loja de varejo online compreender as dores, angústias e aflições do cliente, poderá ajudar, e levar o consumidor a uma jornada do conhecimento, com isso terá a confiança do mesmo e um processo de venda sustentável com a fidelização do cliente. “Existem respostas a serem dadas sobre o negócio para o cliente em potencial. Pode ser uma dúvida, um interesse ou a descoberta de algo até então desconhecido. Esse é o ponto em que o cliente só que resolver um problema. ”. (REZ, 2016, p.161.). Persona A principal preocupação das empresas de varejo online, na hora de produzir um conteúdo é conhecer de forma detalhada seu público alvo, ou seja, a definição da persona! A regra fundamental do conteúdo é definir bem a segmentação do material pois de nada adiantará se for traçado um perfil completamente distinto do potencial cliente. Para criar uma persona do público alvo do varejo online é preciso conhecer algumas características como: Nome, ocupação profissional, idade, gênero, abrangência geográfica, educação, filhos, salário e renda familiar, hobbies, entre outros.
  • 15. Funil de vendas no varejo online do Brasil O funil de vendas (figura 1,3) é uns dos principais pilares do marketing de conteúdo, como já foi tratado no capítulo anterior toda estratégia de marketing de conteúdo tem um objetivo, no varejo online do Brasil não poderia ser diferente e o principal objetivo por trás de uma estratégia de conteúdo do varejo online é fazer a venda, mas não a venda da forma que já estamos acostumados e que não funciona mais como antes. A venda que estamos tratando dentro do funil de vendas é a venda que torna o processo de compra em uma verdadeira jornada do cliente, que começa pela atração conversão, fechamento e engajamento. Para REZ, 2010, p.157. “O funil de conversão é o caminho dentro do seu site por onde os clientes potenciais passam. ”. Funil de vendas- Figura 1.3 Fonte: Harpia Propaganda O funil de vendas se caracteriza por uma jornada dos clientes em 4 etapas, Visitantes, Leads, oportunidade, clientes. O topo do funil estão as dúvidas e angústias, no meio do funil está à descoberta dos reais problemas, logo mais abaixo encontra as oportunidades de resolver os problemas e no fundo do funil está a conversão ou fidelização dos clientes.
  • 16. O marketing de conteúdo no varejo online brasileiro Abaixo veremos o cenário atual das lojas de varejo online que praticam o marketing tradicional e o marketing de conteúdo, o quadro traz as principais lojas de varejo online do Brasil. Estratégias das principais lojas de varejo online no Brasil Loja online Marketing Tradicional Marketing de conteúdo Estratégia de conteúdo RICARDO ELETRO SIM NÃO CASAS BAHIA SIM SIM CASAS BAHIA DECORA LOJAS AMERICANAS SIM NÃO PONTO FRIO SIM SIM E-GLU DO PINGUIM EXTRA SIM SIM #TUDOEXTRA SHOPTIME SIM NÃO MAGAZINE LUIZA SIM SIM BLOG DA LU WALMART SIM NAO No quadro acima vemos que no universo das empresas selecionadas, 50% já tem o marketing de conteúdo como uma das suas principais estratégias de marketing. e 50% ainda resistem às mudanças no hábito de consumo dos consumidores brasileiros. A Casas Bahia criou a página Dicas de Decoração Casas Bahia e o Guia de Compras Casas Bahia. A página de Decoração Casas Bahia dar várias dicas aos consumidores, como: Otimização de espaço, decoração de quarto de menina para os cuidados com a beleza, como manter o quarto das crianças sempre organizados, entre outras dezenas de dicas que a página dar. Veja na figura 1.4 a página Casas Bahia Decora.
  • 17. Figura 1.4 Página Casas Bahia Decora Fonte: Dicas de decoração Casas Bahia Já o guia de compras Casas Bahia (figura 1.5) tem dicas e notícias de diversos segmentos, além de trazer novidades e tendências, o guia tem atualizações periódicas e conteúdo de alta relevância para persona. Figura 1.5 pagina do Guia de compras Casas Bahia. Fonte: Guia de compras Casas Bahia A Casas Bahia está fazendo tanto com a Casas Bahia Decora, quanto com o Guia de compras Casas Bahia, conteúdo relevante e interessante para persona, gerando confiança interação, conversão e fidelização dos clientes.
  • 18. Outra loja de varejo online que fez do marketing de conteúdo uma das principais estratégias de marketing foi o PONTO FRIO. Eles criaram o E-Glu do Pinguim, (figura 1.6) essa plataforma online traz conteúdos interessantes de diversos assuntos. Uma das páginas mais visitadas dessa plataforma é o guia dos solteiros, que dicas interessantes para a persona solteira. Figura 1.6 Pagina do e-Glu do Pinguim Ponto Frio Fonte: E-Glu do Pinguim blog do Ponto Frio O Extra criou a plataforma tudo #tudoextra, o tudo extra é um blog completo (figura 1.7) repleto de conteúdos relevantes, traz dicas de brinquedos ideais para desenvolvimento da criança, receitas fáceis em infográficos, conteúdo fitness, entre outras dezenas de dicas, que ajuda a educar o consumidor. Figura 1.7 Pagina do #tudoextra Fonte: #tudoextra -Blog do Extra
  • 19. A última loja de varejo online analisada aqui, é a Magazine Luiza. Está loja de varejo online conquistou os consumidores com uma das mais eficientes estratégias de marketing de conteúdo. A Magazine Luiza traz o blog da lu (figura 1.8), com a missão digital de educar e entreter seus consumidores. O blog da Lu é uma das plataformas de marketing de conteúdo, mas completas entre o universo analisado aqui. A Ricardo Eletro, A lojas Americanas, o Shoptime, e o Walmart, embora ainda tenha uma boa parcela do mercado no varejo do Brasil, ainda insistem só com a estratégia do marketing tradicional, algo que não funciona mais como antigamente. A forma agressiva de marketing com os clientes online só empurra o consumidor para seus concorrentes. METODOLOGIA A metodologia aplicada neste documento foi através de pesquisas bibliográficas, levantamento qualitativos e quantitativo de cases do varejo online. Autores como Joe Pulizzi, que tem como uma de suas grandes obras literária “O Marketing De Conteúdo Épico”, e diversas outras obras, como “Marketing 3.0 e Marketing 4.0” Philp Kotler, “A cauda Longa” de Chris Anderson, “Marketing de Conteúdo a moeda do século XXI” de Rafael Rez, entre outros. Após a coleta de dados irei analisar os resultados da pesquisa para comprovação cientifica. CONSIDERAÇÕES FINAIS Tendo em vista os aspectos apresentados neste documento, foram identificadas, características no fenômeno do marketing de conteúdo no varejo online brasileiros e suas consequências na relação com clientes brasileiros. O advento da globalização, gerou uma série de fenômenos que influenciaram diretamente o hábito de consumo da sociedade, um dos principais fenômenos foi o avanço da tecnologia da informação e comunicação (TIC), isto impactou diretamente na relação entre lojas de varejo e consumidores. Esta pesquisa foi dividida em três (3) momentos, no primeiro momento, foram apresentados dados históricos do marketing de conteúdo, respondendo perguntas como, quando, onde, e por que surgiu, além de mostrar as primeiras empresas que utilizarão o marketing de conteúdo como estratégia para atrair, engajar e fidelizar clientes. Neste capítulo também foi abordado fenômenos da globalização, as fases do marketing desde do 1.0 até o 4.0, além de identificar a mudança no hábito de consumo da sociedade.
  • 20. No segundo momento aprofundamos no tema principal, com dados quantitativos e qualitativos da estratégia de marketing de conteúdo, este capítulo traz também a matriz de SWOT do marketing de conteúdo do varejo online brasileiro, apresentando pontos fracos e pontos fortes. Abordamos também nesse capítulo o macro ambiente do marketing de conteúdo no Brasil, identificando fenômenos demográficos, econômicos, socioculturais, políticos, tecnológicos e naturais. No terceiro momento foi possível identificar as principais características do marketing de conteúdo no varejo online brasileiro, onde em um universo de oito (8) lojas de varejo online pesquisada, apenas 50% das lojas de varejo usam a estratégia de marketing de conteúdo para atrair, engajar, e fidelizar clientes. As empresas que usam a estratégia de marketing de conteúdo, embora apresentem um mix de conteúdo bastante criativo, inovador e educativo, apenas a Casas Bahia não apresentou problema de encontrabilidade. Durante alguns testes de encontrabilidade no principal mecanismo de busca da internet (Google), realizei pesquisas usando palavras-chave de acordo com o segmento da loja de varejo online e não foram apresentados na primeira página do Google nenhuma das lojas apresentada aqui. No primeiro teste usei as palavras-chave long tail “Dicas de decoração da sala”, nenhuma das empresas de varejo online pesquisadas aqui apareceram nas primeiras páginas do google. Para o segundo teste usei palavra-chave had tail do tipo genérica, mais curta e de alta concorrência “Dicas de móveis” também não apareceu nenhuma das empresas pesquisadas aqui nas primeiras páginas de busca do Google. No terceiro teste usei as palavras-chave do tipo long tail e had tail palavras com termos mais específicos e com termo genérico “otimização do espaço com puf e outros detalhes” obtive logo no primeiro resultado de busca orgânica, o bolg dá Dicas Casas Bahia que trata da estratégia de marketing de conteúdo das Casas Bahia. Ao fim desta pesquisa foi possível identificar e analisar as características no fenômeno do marketing de conteúdo no varejo online do Brasil, suas consequências na relação com os clientes brasileiro, além de ter avaliado os impactos econômicos, sociais, culturais, tecnológicos e naturais REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • 21. AZERADO, CIMAR. Pnad contínua: taxa de desocupação é de 11,8% no trimestreencerrado em setembro de 2016. Disponível em:<http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias.html?view=noticia&id=1&idnoticia=3 289&busca= 1&t=pnad-continua-taxa-desocupacao-11-8-trimestre-encerrado-setembro- 2016> acesso em: 11/11/2017. BRASIL. LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidore dá outras providências. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm> acesso em: 11/11/2017. CASAS BAHIA, Dicas Decora Casas Bahia. Disponível em: <http://casasbahiadecoracao.com.br/>. Acesso em 10 de novembro de 2017. CASAS BAHIA, Guia De Compras Casas Bahia. Disponível em: <http://guiadecompras.casasbahia.com.br/>. Acesso em 15 de novembro de 2017. extra.com, #tudoextra. Disponível em: <http://tudo.extra.com.br/>. Acesso em 15 de novembro de 2017. GOOGLE ADWORD, Acerca Da Configuração Do Remarketing. Disponível em:<https://support.google.com/adwords/answer/2454000?hl=pt&topic=2677326&ctx=topic >. Acesso em 10 de novembro de 2017. HARPIA PROPAGANDA, Tudo que você precisa saber sobre funil de vendas. Disponível em: <http://www.harpiapropaganda.com.br/tudo-sobre-marketing-digital/tudo-que-voce- precisa-saber-sobre-funil-de-vendas/>. Acesso em 10 de novembro de 2017. IBGE. Projeção da população do brasil e das unidades da federação. Disponível em:<http://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/>. Acesso em: 11/11/2017. LECINSKI, Jim. Ganhando o momento zero da verdade. Google inc.2011.disponivel em:( https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/tendencias-de-consumo/zmot-conquistando- omomento-zero-da-verdade/). Acesso em 2017.
  • 22. MAGAZINELUIZA. Blog da lu missão digital. Disponível em: <https://missaodigital.magazineluiza.com.br/categoria/blog/>. Acesso em 10 de novembro de 2017. PONTO, FRIO.E Glu Pinguim. Disponível em: <http://eglu.pontofrio.com.br//>. Acesso em 15 de novembro de 2017. PULIZZI, Joe. Marketing de conteúdo épico. São Paulo, SP: DVS, 2016. REZ, Rafael. Marketing de conteúdo: A moeda do século XXI. São PAULO: DVS, 2016. KANTER, Rosabet: Gestão da mudança para criar valor, inovação e crescimento. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. KOTLER, Philip, KARTAJAYA, Hermawan, SETIAWAN, Iwan. Marketing 3.0. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. KOTLER, Philip, KARTAJAYA, Hermawan, SETIAWAN, Iwan. Marketing 4.0.Rio de Janeiro: Sextante, 2017.