Tterritorio e desterritorializacao

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Tterritorio e desterritorializacao

  1. 1. TERRITÓRIO EDES-TERRITORIALIZAÇÃO   VISITE E CONHEÇA MEU BLOG WWW.GEOGRAFIADOBEM.BLOGSPOT.COM
  2. 2. Estrutura Geral• Problemática e proposição• A trajetória conceitual do território• A ruptura das dicotomias• Territórios-zona e territórios-rede• A problemática da desterritorialização• Múltiplos (tipos de) territórios e de des- territorialização• Multiterritorialidade• O exemplo das diásporas de migrantes• Desterritorialização como inclusão precária• (Não) Concluindo
  3. 3. ProblemáticaDes-territorialização (DT), mobilidade (territórios- rede) e multiterritorialidade (ex. diásporas)Muitos consideram a crescente mobilidade do nosso tempo sinônimo de desterritorialização. Estaríamos passando de um mundo dos territórios, mais estável, “enraizado”, para um mundo das redes, fluido, “desenraizado”. Os migrantes em diáspora, por ex., estariam “desterritorializados”. Trata- se de uma visão simplista e muitas vezes dicotômica da relação entre espaço e tempo, fixação e mobilidade, território e rede. Muito mais do que desterritorialização, temos um continuum desde as multiterritorialidades mais abertas às (uni)territorializações mais fechadas.
  4. 4. Proposição• O que muitos denominam desterritorialização, pelo domínio das redes sobre os territórios, em perspectivas muitas vezes dicotômicas (espaço-tempo, fixação-mobilidade), refere-se à criação de novos tipos de território, construídos no e pelo movimento (como aqueles construídos pelos globetrotters e pelos migrantes em diáspora), os quais podemos denominar territórios-rede e, de forma mais complexa, a intensificação do fenômeno da multiterritorialidade – a vivência concomitante de múltiplos territórios. Desterritorialização se aplicaria melhor a situações de exclusão sócio-espacial ou de « territorialização precária »
  5. 5. O conceito de Território e sua trajetóriaORIGEM ETIMOLÓGICA: territorium – terra e terreo-territor (assustar [ terrere ], aterrorizar, aquele que aterroriza) – domínio da terra e terror. Domínio jurídico-político da terra (de onde somos expulsos ou advertidos para não entrar).UM CONCEITO INTERDISCIPLINAR: Biologia (Etologia), Ciência Política (Estado), Antropologia (territorialidade), Sociologia, PsicologiaUM CONCEITO GEOGRÁFICO - clássicos: RATZEL, GOTTMAN, MALMBERG (o político-estatal, o político e simbólico, o “comportamental”)DIFERENTES DIMENSÕES: “Natural” ou Biológica; Política ou Jurídico-Política, Econômica, Cultural ou Simbólica, “Integradora” (Geografia ?)Ponto Comum: espaço e relações de PODER
  6. 6. Alguns conceitos de Território• BIOLÓGICO: uma área do espaço, seja de água, de terra ou de ar, que um animal ou grupo de animais defende como uma reserva exclusiva. A palavra é também utilizada para descrever a compulsão interior em seres animados de possuir e defender tal espaço. (ARDREY, 1969:10)• “ECONÔMICO”: Uma porção da natureza e, portanto, do espaço sobre o qual uma determinada sociedade reivindica e garante a todos ou a parte de seus membros direitos estáveis de acesso, de controle e de uso com respeito à totalidade ou parte dos recursos que aí se encontram e que ela deseja e é capaz de explorar. (GODELIER, 1984:112)• POLÍTICO: O conjunto de terras agrupadas em uma unidade que depende de uma autoridade comum e que goza de um determinado regime. (...) um compartimento do espaço politicamente distinto. (GOTTMAN, 1952:71)
  7. 7. • POLÍTICO (cont.) A territorialidade é a tentativa, por um indivíduo ou grupo, de atingir/afetar, influenciar ou controlar pessoas, fen ômenos ou relacionamentos, pela delimitação e afirmação do controle sobre uma área geográfica. Esta área será chamada território. (SACK, 1986:6) O território é um campo de forças, as relações de poder espacialmente delimitadas e operando, destarte, sobre um substrato referencial. (SOUZA, 1995:97)• CULTURAL: O território é primeiro um valor. (...) o território não diz respeito apenas à função ou ao ter, mas ao ser. Esquecer este princípio espiritual e não material é se sujeitar a não compreender a violência trágica de muitas lutas e conflitos que afetam o mundo de hoje: perder seu território é desaparecer. (BONNEMAISON e CAMBRÈZY, 1996)
  8. 8. • Território numa perspectiva integradora O território é uma espécie de “experiência total” do espaço que faz conjugar-se num mesmo lugar [continuidade] os diversos componentes da vida social [“totalidade”] : espaço bem circunscrito pelo limite entre interior e exterior, entre o Outro e o semelhante [distinção clara dentro-fora] (...). (CHIVALLON,1999:5) Se não é mais possível uma “experiência total” do espaço, num mesmo lugar, contínuo, podemos ter uma “experiência integrada” do espaço, ainda que descontínuo e articulado em rede (o “território-rede”)
  9. 9. Os múltiplos conceitos de território (quadro-síntese)1. Território em perspectivas mais materialistas • Território como espaço material ou “substratum”: – Materialidade – Distância Física – Recurso Natural ou Abrigo • Território como espaço relacional mais concreto: – “Localização” econômica – Espaço de dominação política (“zona de acesso controlado”)1. Território em perspectivas mais idealistas • Território como espaço de apropriação simbólica (espaço de referência identitária, “valor”)3. Território em perspectivas integradoras: • “totalizadoras”: “experiência total do espaço” (território-zona) • múltiplas: espaço “móbile” funcional-expressivo (território-rede)
  10. 10. Rompendo as DicotomiasFixação e Mobilidade: território tambémpode ser construído no e pelo movimento ESPAÇO TEMPO Estático, imóvel Dinâmico, móvel Estável, imutável Instável, mutável Simultâneo, sincrônico Sucessivo, diacrônico Presente Passado Material, concreto Imaterial, abstrato Objetos, fixos Ações, fluxos “Sistema de objetos e sistema de ações” Tempo como a quarta dimensão do tempo (teoria da relatividade) Multiplicidade do EspaçoTempo (Nigel Thrift)
  11. 11. Rompendo as dicotomiasContinuidade e Descontinuidade :Territórios podem ser construídos pela articulação em Rede TERRITÓRIO REDE intrínseco, centrípeto extrínseca, centrífuga (mais introvertido) (mais extrovertida) zonas, superfícies pontos (nós) e linhas (fluxos) delimitação ruptura de limites enraizamento desenraizamento maior estabilidade maior instabilidade Noções Correlatas: espaço areolar espaço reticular (Berque) espaço de lugares espaço de fluxos (Castells) métrica topográfica métrica topológica (J. Lévy) Territórios- Rede
  12. 12. Rompendo as Dicotomias Funcional e SimbólicoGOTTMAN - “sistemas de movimento” materiais e“sistemas de resistência ao movimento”(“iconografias”), simbólicosCHIVALLON – território como “experiência total [econtínua] do espaço” (território-zona)DELEUZE e GUATTARI – território funcional eexpressivo, repetição do movimento (território-rede)
  13. 13. Rompendo as dicotomias Funcional e Simbólico (cont.)O uso reaparece em acentuado conflito com a troca noespaço, pois ele implica “apropriação” e não“propriedade” [dominação]. Ora, a própria apropriaçãoimplica tempo e tempos, um ritmo ou ritmos, símbolose uma prática. Tanto mais o espaço é funcionalizado,tanto mais ele é dominado pelos “agentes” que omanipulam tornando-o unifuncional, menos ele sepresta à apropriação. Por quê? Porque ele se colocafora do tempo vivido, aquele dos usuários, tempodiverso e complexo. (LEFEBVRE, 1986:411-412, grifo do autor)
  14. 14. Continuum Funcional-Simbólico“Território funcional” “Território simbólico” Processos de Dominação       Apropriação (Lefebvre)“Territórios da desigualdade”   “Territórios da diferença” Território sem territorialidade Territorialidade sem território(empiricamente impossível) (ex.: “Terra Prometida” dos judeus)Princípio da exclusividade Princípio da multiplicidade(no extremo: unifuncionalidade) (no extremo: múltiplas identidades)Território como recurso, Território como símbolo,valor de troca valor de uso, simbólico(controle físico, produção, lucro)    (“abrigo”, “lar”, segurança afetiva)
  15. 15. Território e Poder (dicotomia material – simbólico do poder) PoderNão centralizado (na figura do Estado)Mais difuso (multi-escalar: macro e micro-poderes) : macro e micro-territóriosDimensão material (como coerção física, material): controle de fronteirasDimensão simbólica (como consenso ouhegemonia): controle “ideológico”, identitário (“comunidades imaginadas”, territorialidades)
  16. 16. TerritórioTERRITÓRIO como produto do movimento combinado de TERRITORIALIZAÇÃO-DESTERRITORIALIZAÇÃO do espaço, isto é, de relações de poder construídas no e com o espaço, tanto de poder no sentido mais concreto, de dominação (político-econômica), quanto mais simbólico, de apropriação (cultural).O território envolve sempre, ao mesmo tempo (...), uma dimensão simbólica, cultural, por meio de uma identidade territorial atribuída pelos grupos sociais, como forma de controle simbólico sobre o espaço onde vivem (sendo também, portanto, uma forma de apropriação), e uma dimensão mais concreta, de caráter político-disciplinar: a apropriação e ordenação do espaço como forma de domínio e disciplinarização dos indivíduos. (Haesbaert, 1997:42)
  17. 17. Território e TerritorialidadeTerritorialidade - a nível conceitual (epistemológico): “abstração”, condição genérica para a existência do território (dependendo do conceito de território adotado) - a nível ontológico: materialidade: controle físico do acesso (fronteira) imaterialidade: controle simbólico, identidade territorial (comunidade territorial imaginada)
  18. 18. Elementos do Território “Invariantes territoriais” para Raffestin: malhas, nós e redes (privilegiados diferentemente conforme a sociedade) Propomos:Zonas (áreas), linhas (fluxos) e pontos (pólos) – os dois últimos conjugados formando as redes Daí duas lógicas territoriais de controle: Lógica zonal (controle de áreas) e lógica reticular (controle de redes: fluxos e pólos de conexão)
  19. 19. Territórios-zona e Territórios-redeUm território, antes de ser uma fronteira, é primeiro um conjunto de lugares (...) conectados a uma rede de itinerários. (...) A territorialização (...) engloba ao mesmo tempo aquilo que é fixação [enraizamento] e aquilo que é mobilidade, em outras palavras, tanto os itinerários quanto os lugares. (BONNEMAISON, 1981:253-254)Territórios-zona (tradicionais e modernos) Controle do espaço através de zonas e limites ou fronteiras (domina o elemento zona ou área), prioridade à estabilidade (“identidade”) ou à fixação (“enraizamento”) • Podem ser mais funcionais ou mais simbólicos • Ex. “experiência total do espaço” em comunidades tradicionais; propriedade privada da terra; controle político-territorial dos Estados-nações.
  20. 20. Territórios-zona e Territórios- RedeTerritórios-RedeSempre houve territórios descontínuos, os dos comerciantes (...), os das peregrinações e de suas igrejas e romarias, “territórios-rede” (...) que hoje dominam, dando um outro significado aos recortes tradicionais, sobretudo políticos. (BOURDIN, 2001:167)Territórios-rede como territórios descontínuos, marcados pela mobilidade, em que predomina, portanto, o elemento rede, ou seja, o controle dos fluxos pelo controle das redes (pontos de conexão). Podem ser territórios-zona articulados em rede (questão de escala).
  21. 21. Múltiplos (Tipos de) TerritóriosDe uma “experiência total” e contínua do espaço (um território-zona) para “experiências integradas” do espaço, ainda que descontínuas e articuladas em rede (um “território-rede”)• Territórios dos mais funcionais (econômico-políticos) aos mais simbólicos (“territorialidades”)• Territórios dos mais fechados aos mais abertos ou flexíveis, dos mais estáveis aos mais fluidos• Territórios dos mais contínuos e/ou homogêneos aos mais fragmentados e/ou múltiplos ou “híbridos”• Dos territórios-zona aos territórios-rede
  22. 22. Múltiplas Des-territorializações1. Território em perspectivas mais materialistas • Território como espaço material ou “substratum”: – Materialidade: DT como ciberespaço ou mundo virtual – Distancia física: DT como “fim das distâncias” ou compressão tempo-espaço – Recurso natural ou abrigo: “DT da Terra” • Território como espaço relacional mais concreto: – “Localização” econômica: DT como “deslocalização” – Espaço de dominação política: DT = fim do Estado e das fronteiras1. Território em perspectivas mais idealistas • Território como espaço de apropriação simbólica: DT como hibridismo cultural, desenraizamento ou espaço multi-identitário3. Território em perspectivas integradoras ou “totalizadoras” • Território como “experiência total do espaço”: DT = redes • Território como espaço “móbile” funcional-expressivo (território-rede): DT conjugada à T (T-D-R) – multiterritorialidade
  23. 23. Multiterritorialidade• Mais do que sob a “desterritorialização”, o mundo vive hoje sob o domínio de novas formas de territorialização, como os territórios-rede, e da combinação de uma multiplicidade de territórios que permite falar na intensificação da vivência de uma MULTITERRITORIALIDADE, a possibilidade, que sempre existiu, mas nunca nos níveis atuais (especialmente com a “compressão espaço-tempo” e o hibridismo cultural), de experimentar simultânea ou sucessivamente diferentes territórios, reconstruindo constantemente o nosso.
  24. 24. Compressão Espaço-TempoEspaço “moderno” ou das sociedades disciplinares: macropoder do Estado e micropoderes “celulares” (territórios-zona) – capitalismo fordista (redes hierárquicas) – fronteiras – insiders e outsidersEspaço “pós-moderno” ou das sociedades de controle: macropoder das corporações financeiras,micropoderes “rizomáticos” (territórios-rede, aglomerados) – capitalismo flexível (redes complementares) – limiares – confusão entre dentro e fora (glocalização, hibridismo)
  25. 25. HibridismoHybris: desmedida, ultrapassagem de fronteiras, ultraje, miscigenação que viola leis naturaisHybrida: filho de pais de diferentes países ou de condições diversas; o que participa de dois ou mais conjuntos, gêneros ou estilosDo sentido lato na Filosofia (Bruno Latour) ao sentido restrito dos Estudos Culturais (Homi Bhabha – viés literário e psicanalítico, e Canclini – abordagem antropo-sociológica)Do sentido negativo original (“anômalo”) para o sentido positivo contemporâneoCorrelatos: miscigenação, creólisation, sincretismo, transculturaçãoExemplo paradigmático: Diásporas de imigrantes
  26. 26. Multiterritorialidade “tradicional” ou pelasobreposição/ encaixe de Territórios-zona. Ex.: propriedade privada e territórios político-estatais
  27. 27. Multiterritorialidade e Territórios-rede ex. organizações do narcotráfico
  28. 28. Multiterritorialidade e hibridismo cultural
  29. 29. O exemplo das “Diásporas” de MigrantesELEMENTOS DE DEFINIÇÃO (speiro=dispersão) - origem a partir de conflitos ou crises agudas; - longa duração dos vínculos na dispersão; - forte organização em rede dos grupos dispersos, com rica vida associativa (política, econômica e cultural); - forte consciência identitária, étnica ou nacional; - contatos « reais » ou imaginários com o território de origem.RELEVÂNCIA do fenômeno: Espécie de laboratório das experiências sócio-espaciais « pós- modernas » e de fenômenos correlatos como a fragilização de alguns Estados nacionais, a fluidez econômica e o hibridismo cultural
  30. 30. DT, Território e Diáspora• GILROY (1994) considera os migrantes em diáspora “desterritorializados” por subverterem os princípios da moderna cidadania estatal. • Território-zona político-estatal• COHEN (1997) afirma que as diásporas são “desterritorializadas, multilíngues e capazes de preencher a lacuna entre as tendências globais e locais” (p. 176). • Território-zona cultural-identitário• MA MUNG (1999) fala da “extraterritorialidade” da diáspora, “entidade social de alguma modo a-territorial”, traduzindo “a idéia de uma vida fora do território”. – Dicotomia Território-rede, Fixação-Mobilidade, Tempo-Espaço
  31. 31. Diáspora e Novas TerritorialidadesCoesão (“Comunidade” [“de destino”]) na DispersãoArticulação territorial de espaços descontínuos em rede: Territórios-Rede (no movimento, movimento sob controle)Elevada carga simbólico-territorial (“geografias imaginárias”)Relações econômicas: “recurso” ou “trunfo espacial” na dispersãoRelações políticas: nova concepção de cidadania transnacional (ex.: indianos não-residentes)Relações culturais: mescla entre intenso hibridismo e fortalecimento da identidade étnica do grupo (identidades múltiplas)
  32. 32. Multiterritorialidade das DiásporasMultiterritorialidade a partir da: - multi-escalaridade / multiplicidade de poderes (local- nacional-global) e elevada conectividade (conexões espaciais efetivas e potenciais entre os diferentes espaços do grupo migrante) - multipolaridade (“espaços equivalentes”) - multi-identidade (múltiplos espaço-tempos de referência identitária)
  33. 33. Tipos de Multiterritorialidade• Por sobreposição de territórios-zona / multi- escalaridade: “espacialidade diferencial” de Lacoste• Por articulação de territórios-zona em territórios-rede: – Simultânea (via intensificação da compressão espaço- tempo pelo ciberespaço): ex. controle de empresas à distância (distinguir poder “multiterritorial” por tele-visão e tele-ação). – Sucessiva (via intensificação da mobilidade física): ex. “Topoligamia” de Ulrich Beck, multiterritorialidade dos “turistas” de Zigmunt Bauman. • Usufruto de territórios comuns ou funcional e simbolicamente semelhantes (ex. “burguesia” global) • Usufruto de múltiplos territórios, funcional e/ou simbolicamente distintos (ex. megaterrorismo, alguns membros de diásporas)
  34. 34. Multiterritorialidade para quem?Exemplos: indígenas e brasiguaios (sem-terra) “desterritorializados” na luta pelos seus “territórios mínimos”
  35. 35. Desterritorialização como exclusão sócio-espacial ou inclusão precária(...) rigorosamente falando, não existe exclusão: existe contradição, existem vítimas de processos sociais, políticos e econômicos excludentes; existe o conflito pelo qual a vítima dos processos excludentes proclama seu inconformismo (...) e sua reivindicação corrosiva. (José de Souza Martins)Rigorosamente falando, não existe desterritorialização, porque simplesmente não há homem sem território, mas diversas formas extremamente precárias de territorialização
  36. 36. Da DT às “Multiterritorializações” Alternativas“Territórios alternativos” na globalização: efetiva apropriação dos espaços numa multiterritorialidade mundialmente articulada
  37. 37. (Não) Concluindo
  38. 38. Territorialização e Desterritorialização, como território e rede, espaço e tempo, não podem ser dissociados. A grande questão, hoje, não é adesterritorialização, mas o reforço, lado a lado, da efetiva multiterritorialidade para uns poucos (a elite globalizada), a segregação territorial (em“territórios totais” como os campos de controle de refugiados) paraoutros e a territorialização precáriae luta pelo “território mínimo” para tantos (sem-teto, sem-terra...).

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