[ACIJ] Revista 21 - Fevereiro/2013

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[ACIJ] Revista 21 - Fevereiro/2013

  1. 1. Os bons ventosda inovaçãoArticulação estratégica de empresas,universidade e governo identifica novasvocações para a economia regional
  2. 2. XX
  3. 3. VISÃO ACIJ A PALAVRA DA ENTIDADE O caminho semRevista 21Publicação bimestral da AssociaçãoEmpresarial de Joinville (Acij) volta da inovação Há quase 18 milhões de referências no Google à palavra inova-Conselho editorial ção, perto de 5 milhões se conjugada à indústria. São inúmerosANDRÉ DAHER livros, artigos e pesquisas, entre outras tantas fontes, debatendoADVOGADO(PRESIDENTE DO CONSELHO DOS NÚCLEOS) a necessidade de “fazer diferente” para se sobressair, seja na vida pessoal, seja no meio corporativo. Está escrito ali, por exemplo,DINORÁ NASS ALLAGECAJADINA que inovação vem do latim (innovatio) e designa uma ideia, método(VICE-PRESIDENTE) ou objeto que pouco se parece com padrões anteriores. InovaçãoDIOGO HARON tecnológica, em outro verbete, seria “tudo que acontece na fron-ACIJ teira do conhecimento”. A boa notícia que a Revista 21 traz em(DIRETOR EXECUTIVO) sua reportagem de capa é que, nesse terreno, Joinville caminha aMARIA REGINA LOYOLA RODRIGUES ALVES passos largos: foi o primeiro município catarinense a aprovar a LeiLEPPER(VICE-PRESIDENTE DA ACIJ) da Inovação e investe na criação de parques tecnológicos que as- sumem o desafio de levar o conceito para o campo prático. São es-SANDRA TRAPPSOCIESC forços que vão tornando cada vez mais sólida a economia regional.(INTEGRANTE DO NÚCLEO DE ESCOLASDE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL)SIMONE GEHRKEEDM LOGOS(ASSOCIADA) TAMBÉM NESTA EDIÇÃOJornalista responsávelJÚLIO FRANCO (REG.PROF. 7352/RS) ABRE ASPAS 4 A perda de competitividade da indústriaProduçãoMERCADO DE COMUNICAÇÃO BRIEFINGEditorGUILHERME DIEFENTHAELER 14 Sobram vagas para pessoas com deficiência(REG. PROF. 6207/RS) Reportagem CONJUNTURAFERNANDA LANGE 22 Em busca da “economia criativa”LETÍCIA CAROLINEANA RIBAS DIEFENTHAELERLAÍS MEZZARI PERFORMANCEDiagramação, ilustrações e infográficos 30 Rede privada de saúde em franca expansãoFÁBIO ABREUFotografia CASEPENINHA MACHADO, ELTON COSTA, BANCO DE 32 Uso racional da água e o sucesso da DocolIMAGENS E ASSESSORIAS DE IMPRENSAImpressão ENTRE NÓSIMPRESSORA MAYER 38 O que é notícia na AcijTiragem4 MIL EXEMPLARES PONTO E CONTRAPONTOContato 48 O impacto da indústria automotivaREVISTA21@MERCADODECOMUNICACAO.COM.BRPublicidade HAPPY-HOURCÉSAR BUENO(47) 9967-2587 E 3801-4897 50 Nos palcos da vidaEndereço para correspondênciaAV. ALUISIO PIRES CONDEIXA, 2550 3 PERGUNTASSAGUAÇU, JOINVILLE/SC 54 César Souza fala sobre sonhos e pesadelosREVISTA 21 3
  4. 4. ABRE ASPASUMA BOA CONVERSA COM QUEM TEM O QUE DIZER“Medidas estruturais para retomar a competitividade”Presidente da Fiesc afirma que a indústriacatarinense sentiu o peso do CustoBrasil e o impacto da crise internacionalÉ duro o páreo da empresa nacional perante a concorrência ex- Como se comportou a economiaterna – e esse panorama tornou-se ainda mais ácido em 2012, estadual no ano passado e o quecom fatores como o retrocesso da economia internacional e o se pode esperar de 2013?consequente desembarque ostensivo de importados para dis- Não foi um bom ano. O Estado,putar as atenções do consumidor brasileiro. São algumas das como o país, sentiu a retração naexplicações apresentadas pelo presidente da Federação das economia internacional e a indústriaIndústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, para o local teve dificuldades de competirdesempenho acanhado do setor de manufatura no ano que com os importados, que absorve-passou, com a produção industrial do Estado encolhendo 2,6% ram parte relevante do consumosobre o exercício anterior (dados de novembro). Nesta entre- interno. O desempenho da indústriavista, ele reconhece que a perda de competitividade tem raras catarinense foi muito abaixo do po-exceções – fabricantes de madeira e móveis, por exemplo, re- tencial – o que naturalmente se re-gistraram crescimento – e atribui o problema a um punhado de fletiu na economia. Outro fator foi ofatores estruturais. As causas, segundo o dirigente, vão da baixa agravamento do Custo Brasil. Comqualificação média do trabalhador ao ambiente pouco propício padrões internacionais de custo,a investimentos, ao lado da falta de regras claras por parte do tivemos dificuldades para compe-setor público e do eterno peso dos impostos sobre a produção. tir com países emergentes, como os asiáticos, sobretudo, que não4
  5. 5. FERNANDO WILLADINO/FIESCpagam os mesmos custos e tribu- e móveis, que iniciaram um pro- Qual foi o resultado final do ano,tos. Daí que nos tornamos menos cesso de recuperação exemplar, na média da produção industrialcompetitivos. Em Santa Catarina, depois da crise de alguns anos, catarinense?houve problemas com os segmen- e de máquinas e equipamentos. Até novembro, último dado dis-tos de máquinas, aparelhos e ma- Ambos projetam para 2013 uma ponível, a produção industrial caiuteriais elétricos – que sofreu uma continuidade nesse desempenho. 2,6%, em linha com o que ocorreuqueda bastante grande na produ- Tivemos um crescimento impor- no Brasil. No ano anterior, a redu-ção –, plástico, vestuário, alimentos tante das vendas de compresso- ção havia sido de 4,5%. Mesmo(atingido também pela crise nos in- res, o que influenciou muito. A com um resultado negativo, valesumos), têxtil, de metalurgia básica, indústria moveleira vendeu quase frisar que a queda foi menor queentre outros que, em suma, ou pro- 5% a mais do que no ano anterior, a do ano anterior. A surpresa ficouduziram menos ou apresentaram devido ao aumento do consumo com as vendas, que crescerambaixo crescimento. das famílias em 2012. Resultado 8% no setor. Isso porque parte mais modesto, mas bastante po- do portifólio do setor industrial diz sitivo, baseado no mercado inter- respeito à participa­ ão dos impor- çAlguma surpresa positiva neste no. Já em madeiras, o incremento tados (de 22%). Também houvequadro? foi nas exportações, com avanço desova de produtos no primeiroOs casos dos setores de madeira de quase 10%. semestre, já que muitas empre-REVISTA 21 5
  6. 6. CÂMARA DOS DEPUTADOSsas haviam entrado o ano com do setor público, que possam dar Presidente da Fiesc espera atençãoestoques elevados, na expectati- segurança ao investidor em relação da classe política a fatores queva de um crescimento econômico à participação em projetos do setor emperram a economia e afirmaexpressivo. público. O governo se esforçou em que o avanço da reforma tributária medidas para desonerar a folha de é “questão de sobrevivência” pagamento, mas essas não muda-Qual foi o grande vilão da econo- ram a operação industrial. São me-mia brasileira em 2012? didas pontuais que não trazem a re-A falta de competitividade. Há um percussão necessária na economia condições das rodovias são ruins,fator estrutural relevante: a baixa como um todo. O que se espera o que ocasiona custos de frete ele-escolaridade do trabalhador brasilei- para 2013 é que se tomem essas vados – e isso nos distingue dos vi-ro e catarinense. Isso não era muito medidas estruturais. zinhos do Sul e da região Sudeste.visível quando a competição não se Somos o Estado que apresenta asmostrava tão acirrada quanto agora. piores condições de infraestruturaPrecisamos investir em tec­ o­ogias n l Quais as mais emergentes? nas duas regiões. Observa-se que oe estamos encontrando dificulda- A primeira é a redução da carga tri- governo do Estado tem anunciadodes em função desse problema, butária, que se encontra acima da projetos importantes nessa área,que representa um enorme desafio de países emergentes e dos mais que trarão resultados significativos.para a indústria. Outro aspecto: o desenvolvidos. Esperamos a simpli- Precisamos de investimentos embaixo nível de investimento. O país ficação dos custos dos setores eco- ferrovias que aliviarão a pressãotem investido pouco, sobretudo nômicos. O segundo ponto, em re- sobre as rodovias.em infraestrutura de transportes, lação a Santa Catarina, são obras decujo custo é elevado. Teríamos que infraestrutura. Temos um complexoreduzir o custo de logística para me- portuário muito bom, poucos Esta- O sr. acredita que, finalmente, aslhorar a competitividade. Cabe lem- dos dispõem dessa condição, mas ferrovias receberão investimentosbrar ainda a falta de regras claras o acesso aos portos é precário, as como um modal alternativo rele-6
  7. 7. REVISTA 21 7
  8. 8. vante para os transportes? outros obstáculos a indústria pela vocação evidente. Em SantaTemos expectativa positiva em re- brasileira enfrenta hoje e que ca- Catarina, a participação é próximalação à consciência que o governo minhos devem ser trilhados para de um terço do PIB, o que é bas-federal tomou de que é necessário superá-los? tante relevante. Em casos comoinvestir em ferrovias. Estamos espe- Primeiro, a carga tributária. Depois, esse, quando a indústria não vairançosos, assim, de que se retome a infraestrutura. Simplificação da bem, a tendência é de que isso seo investimento em ferrovias. Preci- reflita negativamente na economiasamos ter olhar para o longo prazo do Estado. Por isso, nestes últimose investir em alternativas. Toda a es- anos, houve estagnação. A redu-trutura exigirá uma revisão. ção da participação do setor deve “Não há país que continuar ocorrendo, mas espera- tenha conseguido mos que não de forma abrupta. AO sr. afirmou, em artigo recente, indústria tende a se especializar, aque a reforma tributária virou se desenvolver sem se automatizar, a buscar melhoria dequestão de sobrevivência para as uma indústria forte. produtividade e competitividade. Oempresas e que, se esta não vier, cenário para Santa Catarina é boma indústria brasileira corre sérios Quando o setor não para os próximos anos. Se conse-riscos. Que riscos são esses? vai bem, a tendência guirmos melhorar o investimentoDa desindustrialização. O setor tem em infraestrutura de transportes,capacidade de investir muito mais é de que isso se Santa Catarina tenderá a ter umdo que está investindo, mas há in- reflita na economia” crescimento acima da média nacio-segurança em relação ao futuro pró- nal. Contribuem nesse contexto asximo do país e descompasso entre indústrias automotivas que estãonossos custos e os dos concorren- legislação trabalhista em seguida, chegando e que estimularão novostes. Não é só responsabilidade do com a questão da burocracia – es- investimentos no Estado.governo. O setor privado tem que tamos sentindo as dificuldades parainvestir mais, também, em qualifica- iniciar novos empreendimentos.ção do trabalhador, entre outros as- Finalmente, precisamos melhorar Como o sr. avalia a performancepectos. A modernização da legisla- os marcos regulatórios para que o da indústria catarinense, em seusção trabalhista conduziria a um am- setor privado se sinta seguro em principais polos de desenvolvi-biente melhor para investimentos. fazer investimentos. Especialmente mento? Quais são, hoje, os carros- no caso da infraestrutura – portos, -chefes, em termos de inovação aeroportos, o transporte nos seus tecnológica e excelência? E queO sr. vê perspectivas de que a diferentes modais. ramos poderão emergir?reforma ocorrerá em breve? Essa é uma questão vital. SantaMesmo que não seja do agrado do Catarina precisa fazer um esforçosetor público, teremos que discutir A indústria ainda preenche uma no sentido de buscar investimen-um novo modelo tributário para que fatia relevante da economia tos em setores com vantagenso país não se transforme em um catarinense, maior até do que a comparativas e uso de tecnologiamercado em que as importações proporção média em âmbito na- intensiva, como a indústria au-sejam mais importantes que a pro- cional. Isso é bom ou ruim? E que tomotiva. É o que está se vendo,dução local. Existe esse risco. Não tendências há de, nos próximos também, na formação de um polodefendemos fechar o país, adotar cinco anos, essa participação de- de saúde, já que a indústria de re-políticas de proteção. Temos que crescer – talvez com o incremento médios tem um componente tec-manter concorrência para que as do setor de serviços? nológico avançado. Por fim, esta-indústrias sejam competitivas, mas Isso é bom. Não há país que tenha mos em vias de consolidar o inícioprecisamos de condições isonômi- conseguido se desenvolver sem de um polo aeronáutico. Doscas com nossos competidores. uma indústria forte. Mas o setor setores tradicionais, a indústria vem perdendo representatividade têxtil tem se sobressaído, como no PIB. No caso dos três Estados também a agroindústria. Igual-Além do peso dos impostos, que do Sul, isso é menos ostensivo, mente, os segmentos de papel8
  9. 9. DIVULGAÇÃO FIESCe celulose e plástico se situamnesse contexto de investimentosque priorizam a qualidade do pro-duto em relação ao aumento dacapacidade de produção.Olhando para o mercado externo,a aparente estabilização do dólar,na faixa dos R$ 2, já permite aretomada efetiva de exportaçõespara as maiores indústrias doEstado?O dólar vai ajudar neste processode recuperação do setor exporta-dor. As exportações se tornarammuito mais difíceis por causa dacrise nos países da Europa e Es-tados Unidos e o acirramento dacompetição. Na hora em que osmercados desses países enco-lhem, a competição fica muitomais intensa. O Brasil tem condi-ções de recuperar o seu espaço e Mesmo com um crescimento de 8% nas vendas, balanço da indústriamanter uma boa posição no mer- foi tímido em 2012; setor de linha branca (foto) exibiu resultado positivocado internacional. Mas o governoprecisa estar atento às questõesque dificultam as exportações, es- a produção local. E a complexidade E como o sr. tem visto os esforçospecialmente a tributária. que sempre envolve o cumprimento pela maior eficiência dos gastos das obrigações impostas ao setor públicos, tanto no nível federal produtivo, com um custo acessório quanto no estadual? Que notaQual sua posição sobre a Resolu- bastante elevado. dá para o governo Dilma e para oção 13 e a chamada “Guerra dos governo Colombo?Portos”? Prefiro não dar notas. Vejo que háA decisão foi tomada, temos que Outra queixa sistemática do um grande esforço no sentido denos ajustar. Esse é um dos aspectos empresariado diz respeito à quali- tornar as contas mais transparen-do que chamamos de insegurança dade dos serviços oferecidos pelo tes. Mas, no final do ano, o gover-jurídica. Até o momento, as em- Estado, na contrapartida dos im- no fez uma certa engenharia parapresas não sabem como as coisas postos pagos. Nesse departamen- fechar suas contas e, nisso, que-vão ficar. Espera-se que tudo seja to, há melhorias à vista, concluída brou algumas regras. O problemaconvalidado, mas a verdade é que metade da gestão Dilma Rousseff? do setor público é controlar a má-ainda não foi. Há inúmeras dúvidas Avançamos quase nada em relação quina pública, incluindo as do Judi-com relação aos procedimentos es- a isso. O Brasil não está conseguin- ciário e do Legislativo. O gasto paratabelecidos pelo Conselho Nacional do se soltar das amarras da burocra- manter toda essa estrutura é des-de Política Fazendária (Confaz). Isso cia que tornam todas as questões proporcional à qualidade dos ser-está na ordem do dia e mostra que que envolvem o setor público muito viços prestados. Se os propósitosa burocracia é mais preponderante demoradas – e a indústria não pode são sempre positivos, percebe-sedo que a racionalidade. É preciso se sujeitar a isso, pois está com- a dificuldade de avançar para a me-que o empresário saiba como pro- petindo com países que não têm a lhoria efetiva do quadro. A questãoceder. Em certos casos, a situação mesma estrutura burocrática que política é um dos componentes,estimula mais a importação do que enfrentamos aqui. mas cabe aos gestores cumprir aREVISTA 21 9
  10. 10. sua missão, isso não pode servir sultados modestos alcançados com comprometido com o Programa Na-de explicação para justificar a baixa as medidas do governo no ano pas- cional de Acesso ao Ensino Técnicoeficiência do setor. sado: boa parte dos segmentos que e Emprego (Pronatec). Pela primeira receberam essas isenções não fez vez, o governo adotou, de fato, uma novos investimentos. Simplesmen- política de valorização do ensinoO Custo Brasil vai subir em 2013? te houve movimentos para recupe- profissional. Em 2012, a Fiesc pro-Espera-se que não. Com a diminui- ração de margens que já estavam moveu o evento intitulado “A Indús-ção das tarifas de energia, a tendên- bastante reduzidas. tria pela Educação”, que passoucia é de haver até uma redução no por oito regiões do Estado. FomosCusto Brasil. Isso, somado à deso- surpreendidos pela boa adesão doneração da folha e à redução das Um desafio relevante para a in- setor empresarial. Em 2013, issotaxas de juros, deve resultar em um dústria está na qualificação profis- terá consequências práticas positi-quadro mais favorável. sional. Que respostas o industrial vas, com o início de uma verdadeira pode dar a essa questão? revolução no setor. A qualificação tem que estar incor-Qual a posição da Fiesc sobre as porada à estratégia da empresa.isenções de tributos a determi- A melhoria do nível de escolarida- Como o sr. avalia a ação social dasnados setores industriais, como de é a chave da solução de grande empresas catarinenses?ocorreu em 2012? parte dos nossos problemas. Não Santa Catarina se destaca por essaO que produz efeito são medidas exige nem tempo nem investimen- preocupação do empresário de su­horizontais, não verticais. Redução tos desproporcionais. Em dois ou prir parte do encargo que seria dode tributos não deveria privilegiar três anos, é possível qualificar o setor público. Faz parte de um pro-somente determinados segmentos. trabalhador com custos reduzidos. grama de retribuição à sociedadeEssa tese encontra respaldo nos re- O “Sistema S” está profundamente pelas oportunidades usufruídas.O TERMÔMETRO DA CONFIANÇA NA ECONOMIA BRASILEIRAO Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) é uma pesquisa mensal baseada na opinião sobre as condições econômicas atuais eexpectativas. O índice varia de 0 a 100. Acima de 50, indica confiança. Abaixo, falta de confiança. O último levantamento foi feito pela Fiesc epela Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre 7 e 17 de janeiro, com 148 indústrias de SC, da transformação e construção civil.Comparação com o industrial brasileiro Presente e futuroNa avaliação das condições gerais da economia, o industrial Duas opiniões são coletadas para a elaboração do ICEI:catarinense estava mais cético em meados de 2012. Agora, sobre o momento atual e sobre as perspectivas para osalém da elevação do índice, demonstra mais otimismo que o meses seguintes. O industrial de SC tem estado cético com oindustrial nacional, apesar da queda em janeiro. presente, mas acredita o futuro próximo será melhor.100 100 SC BRASIL PRESENTE FUTURO 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 40 30 30 20 20 10 10 0 0 JAN/12 JUL/12 JAN/13 JAN/12 JUL/12 JAN/1310
  11. 11. 6 2 ,0 6 1 ,060,0 6 0 ,0 5 9 ,0 5 8 ,0 5 7 ,0 Sé r ie 1 5 6 ,0 5 5 ,0 5 4 ,0 5 3 ,050,0 5 2 ,0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 1740,030,0 Série120,0 REVISTA 21 1110,0 0,0
  12. 12. PAINELESPAÇO PARA O BOM HUMOR E A INTERAÇÃO COM O LEITOR CURSOS & EVENTOS 25 E 26 DE FEVEREIRO Curso ”Importação e Benefício Fiscal” Acij, Joinville www.acij.com.br 4 DE MARÇO Reunião do Conselho Acij, com presença do prefeito Udo Döhler Auditório Acij 5 A 7 DE MARÇO Programa “Excelência no Atendimento ao Cliente” Acij, JoinvilleO JOINVILENSE Diogo Cesar É ILUSTRADOR RADICADO EM CURITIBA, JÁ TEVE SEU TRABALHOPUBLICADO EM REVISTAS COMO ÉPOCA E MAD. TAMBÉM É AUTOR DA WEBCOMIC “PEDRO”, PUBLICADA www.acij.com.brNO SITE WWW.POCOTOMICS.COM 19 DE MARÇO 8º Prêmio Fiesp de Conservação e ReúsoA Revista 21 demonstra alinhamento Parabéns à equipe de comunica- de Águacom as melhores práticas de comu- ção e aos gestores da Acij. Recebi www.fiesp.com.br/nicação. É uma honra saber que nos- a última edição da revista e fiquei premioaguasa associação produz um material impressionado com a qualidadecom este nível técnico e estético. Já do material. Viajo pelo país minis-se tornou uma referência para enten- trando aulas e palestras e posso 19 A 21 DE MARÇOder melhor a economia de Joinville e citar poucas entidades com uma Evento Brazil Road Expodo país. Parabéns. revista desta qualidade. Ganha Transamérica Expo Center, Joinville, mas, sobretudo, ganham São Paulo Wilmar Cidral os leitores com mais esse canal de www.transamericaexpo. GESTOR DA SUSTENTARE ESCOLA DE NEGÓCIOS comunicação empresarial. com.br Ricardo Della Santina TorresFicamos contentes com a nota PROFESSOR DA SUSTENTARE ESCOLA DE NEGÓCIOS 26 DE MARÇOpublicada sobre o setor de eventos Palestra “Sonhos e Pesadelose gastronomia em Joinville. Nossa dos Líderes Empresariais”,cidade é um polo industrial muito Erramos. Ao contrário do que registra César Souzaforte, e esse destaque aquece o título de nota publicada na edição Hotel Bourbonmercado de eventos, que neces- de novembro/dezembro da Revista www.acij.com.brsita cada vez mais de estrutura e 21, a empresa Brunswick, recém-profissionais capacitados, à altura -instalada no Perini Business Park, édas feiras e congressos que rece- de origem norte-americana. 5 A 14 DE ABRILbemos. 10ª Feira do Livro de Joinvile Críticas ou sugestões para a Revista Centreventos Cau Hansen Janara Ziliotto 21 são bem-vindas. Os meios de www.institutofeiradolivro. GERENTE DA BOKITOS contato estão na página 3. com.br12
  13. 13. REVISTA 21 13
  14. 14. BRIEFINGINFORMAÇÃO BREVE E SOBRE TUDO DIVULGAÇÃOCAPACITAÇÃOTem vaga sobrandopara pessoas comdeficiênciaJá tem mais de 20 anos a lei queexige a contratação de portadoresde deficiência em empresas commais de 100 funcionários, de acor-do com cotas mínimas. Mas não énada fácil cumprir a determinação,tamanha a falta de profissionaisqualificados com esse perfil. A saí­da tem sido multiplicar cursos. É oque faz o Programa de Desenvol-vimento Profissional para Pessoascom Deficiência do Senai. “Apenascumprir a cota, sem dar a produtivi-dade e qualidade de trabalho que se Senai dispõe de estrutura adaptada para cursosespera, leva esses colaboradores a especiais; na foto, aluno de tecnologia da informaçãoquerer sair da empresa”, explica Ra-phael da Silveira Geremias, diretoradjunto da escola do Senai Joinville. Inserção no mercado Criado em 2010, o programabusca atender às demandas da in- Todos os cursos do Senai preveem estágio obrigatório – o primeiro pas-dústria na formação técnica com so para inserção dos estudantes no mercado de trabalho. De acordocursos adaptados. A própria es- com Sergio Luiz Celestino da Silva, presidente do Conselho Municipal dotrutura do curso é adequada para Direitos da Pessoa com Deficiência (Comde), para aumentar a inclusãoo público, com equipe pedagógi- social deste público, ainda é necessária uma maior fiscalização do gover-ca capacitada em Libras (lingua- no e a “própria mudança de paradigmas da pessoa com deficiência, quegem de sinais) e técnicas de en- muitas vezes tem medo de perder o Benefício de Prestação Continuadasino, acessibilidade por meio de (BPC) caso o trabalho não dê certo”. Hoje, se isso ocorre, a pessoa au-rampas, elevadores e sanitários, tomaticamente volta a receber o benefício. “As empresas muitas vezesalém de recursos didáticos para procuram os PCDs qualificados para trabalhar em áreas que não exigemdiferentes tipos de deficiência. qualificação”, registra Sergio.“O programa cria oportunidades Há nove empresas parceiras do programa mantido pelo Senai, que co-para as pessoas com deficiência laboram por meio de patrocínio, contratação de estagiários e até no desen-(PCDs), como carreira profissio- volvimento dos cursos. Seu principal auxílio, porém, é com a elaboraçãonal, melhoria da qualidade de técnica do projeto, sugerindo competências necessárias para ocupaçãovida, independência social e finan- das funções de trabalho e contribuindo com a definição do perfil profissio-ceira”, sublinha Raphael. nal de saída dos cursos.NÚMEROS EM ASCENSÃOMais de 1.000 pessoas Cerca de 120 PCDs 17 e 18 anoscom deficiência participaram da em Joinville tiveram aulas de é a idade média dos alunosformação profissional em SC nos qualificação profissional e nos cursos com deficiência que buscamúltimos três anos técnicos promovidos pelo Senai o primeiro emprego14
  15. 15. EVANDE DA SILVA/SENAI CONSULTORIA Interpretação contratual: cuidado nunca é demais Tropeços na elaboração de con- lidar com grandes empresas, o tratos são mais comuns do que pequeno e médio empresário por se imagina nas relações empresa- vezes se sente inseguro na hora riais – e podem dar aquela dor de de assinar o contrato – e toma cabeça para as partes. Uma das essa atitude com medo de perder explicações recorrentes é a sim- o negócio. ples falta de atenção na análise do Se a relação acaba na justiça, a documento. A advogada Carolina interpretação contratual deve ser dos Santos afirma que os equívo- feita da forma mais segura para as cos mais frequentes se referem partes, mas o Código Civil Brasi- à aplicação e verificação dos di- leiro diz que, caso haja cláusulas reitos e deveres dos envolvidos. contraditórias ou com dupla inter- “Um caso comum é o da aplica- pretação nos contratos de adesão ção de juros e multa, muitas ve- – aqueles elaborados unilateral- zes acima da média legal. Quando mente pelo fornecedor de produ-Parceria isso não é observado pela parte tos ou serviços –, a análise deve aderente ao contrato, pode tra- ser favorável à parte que recebe ofundamental zer prejuízos”, complementa. Ao documento para assinatura.Para as empresas, o Senai podeapoiar na identificação de pes­ APRENDA A Há dois tipos desoas com deficiência e no pro- INTERPRETAR UM CONTRATO interpretação contratualcesso de seleção. “É um projetodesenvolvido com as empresas,e não para as empresas”, expli-ca Raphael Geremias. Como re- 1 2conhecimento da iniciativa, dois Interpretação objetiva Interpretação subjetivaprêmios já foram conquistados: Deve examinar o contrato O legislador tambémo Prêmio Nacional de Educação sob o ponto de vista da analisa a vontade dase Direitos Humanos de 2010, re- vontade das partes. O partes, mas questionaferente ao Laboratório de Aces- legislador ajuda a parte mais fraca primeiramente qual foi a intenção à medida que considera princípios comum das partes, e não asibilidade, e o Prêmio Elpídio como o da boa-fé. vontade de cada um.Barbosa de 2011, concedido peloConselho Estadual de Educação.Para os portadores de deficiên-cia, o curso é gratuito. Paralelo No Código Civil advogado que tenha conhecimento na A partir do artigo 104 no área, antes da sua assinatura, pois ele iráàs ações do Senai, o Comde tem interpretar as cláusulas de acordo com Livro III, intitulado “Dosrea­ lizado seminários de empre- fatos jurídicos”, estão as leis a lei.gabilidade, fóruns com agências referentes aos negócios jurídicos, ondede RH e fiscalização nas empre- se explicita, por exemplo, a interpretação De olho no contratosas, como também discussões baseada na boa-fé e nos costumes da Mas, se isso não for possível, localidade. é interessante que as partesnas conferências municipais com discutam as cláusulas doela­ boração de propostas que Consulte um profissional contrato antes da assinatura, de formacontemplem as pessoas com O que se indica sempre é a que fiquem claras e concisas evitandodeficiên­ ia no mercado. c análise do contrato por um uma futura discussão.REVISTA 21 15
  16. 16. OBRAS NO AEROPORTO COMO FUNCIONAM OS EQUIPAMENTOS O ILS é um sistema de aproximação baseado na transmissão de sinais de rádio, daMais gente no ar pista para a aeronave. Auxilia no posicionamento de aterrisagem. É composto de dois equipamentos, o localizer e o Shelter glide. O Papi também será instalado.Em se tratando de segurança, oAeroporto Lauro Carneiro de Loyo- 1 Localizer 2 Shelter Glide 3 Papi MUITO ALTOla, de Joinville, começa a assumir LIGEIRAMENTE ALTOares de gente grande. Dentro de POSIÇÃO CORRETA LIGEIRAMENTE BAIXOcerca de quatro meses, estará ins- MUITO BAIXOtalado, na cabeceira 33, o equipa-mento ILS, também chamado de Equipamento que mostra Equipamento que Sistema auxiliar, comSistema de Aproximação de Preci- através de ondas VHF a simula uma rampa de quatro caixas de luzessão, abastecido por informações orientação lateral ideal aproximação através vermelhas, que indica em relação à pista, de ondas UHF. Mostra a a posição vertical dede localizador em VHF e Glide Slo- possibilitando ao piloto a orientação vertical que a aproximação. Funcionape em UHF, que exibem a orienta- correção do avião aeronave deve tomar com visibilidade reduzidação lateral e o ângulo de descida,ajudando no alinhamento da aero- A posição dosnave com o eixo da pista e com equipamentos naa correta trajetória para pouso. Na pista do aeroporto ONDE FICAcabeceira 15, a pista recebe outro Bairro Cubatãoequipamento que ajudará na apro-ximação para as aeronaves chega- AEROPORTOrem ao solo. Chamado de Papi, o Rio Cubatãosistema é um indicador de rampa 1de aproximação desenvolvido pela CABECEIRAOrganização de Aeronáutica Civil 15Internacional (Oaci) – e é integrado 3por uma barra lateral com quatrocaixas de luzes, instalada, normal- Pimente, do lado esquerdo da pista. st a de O Papi vai informar, com preci- de co lasão, a posição ideal para a aerona- ge m /ave pousar. Associadas à ampliação te rri sa gedo aeroporto – que está em fase de mdesapropriação das áreas vizinhas, t on umpara chegar aos ideais 2 milhões D CABECEIRA os 2 33 ntde metros quadrados, ou 150% Sa damaior que o atual –, as mudanças i en Avacenam para um cenário novo 250 METROSe promissor. O superintendenteRones Haidemann aposta que osnúmeros de voos – e também de A movimentação do aeroportopassageiros – devem crescer bas-tante. Operando com pouco mais Passageiros Pousos e decolagensde metade de sua capacidade de 484.305 9.902 10.106 421.593 8.315movimentação de passageiros,o Aeroporto de Joinville deve ver 289.161 5.831cair para algo em torno de 0,5% 208.492o índice de voos sem autorizaçãopara pouso, beneficiando enorme-mente o usuário. 2009 2010 2011 2012 2009 2010 2011 201216
  17. 17. GARUVA 4KM ITAPOÁ JacaO QUE FOI FEITO1 Trecho entre o Cubatão e a Vigorelli 52 Trecho entre o Cubatão 1 Gibraltar Gibraltar e o Estaleiro Vigorelli 2 Porto Enseada Estaleiro SC-3013 Trecho entre JOINVILLE 3 Laranjeiras e a BR-280 ZONA Laranjeiras URBANA SÃO4 Projeto executivo para FRANCISCO Salinas, em Barra do Sul DO SUL 6PARA 20135 Trecho entre o Estaleiro e ARAQUARI a Comunidade de Jaca Praia do Ervino6 Pavimentação do BR-280 acesso ao Ervino JARAGUÁ DO SUL GUARAMIRIM 4 BARRA DO SUL BR-101 ÁREA AMPLIADA Oceano Atlântico BARRA VELHALITORALA quantas anda da Costa do EncantoAinda não foi neste verão que os de Desenvolvimento Regional de em um total de R$ 24,5 milhões. O PENHAturistas puderam desfrutar da total Joinville (SDR), foram despendidos término da pavimentação do aces-integração viária dos municípios R$ 2,3 milhões na pavimentação so à Praia do Ervino, em São Fran-praianos do Litoral Norte, como de um trecho de dois quilômetros, cisco do Sul, também está previstoprevê o projeto Costa do Encanto, do bairro Cubatão à praia da Vigo- para este ano.do governo estadual. Mas as obras relli, em Joinville. Em 2012, foram Para completar, o projeto exe-vão avançando. O projeto, que en- entregues os 6,3 quilômetros que cutivo das obras entre a praia devolve oito regiões – entre elas, Ara- ligam os trechos Gilbratar/Estalei- Salinas, em Balneário Barra do Sul,quari, Balneário Barra do Sul, Barra ro e os 3,9 quilômetros que unem e a BR-101, em Araquari, já foi fi-Velha, Garuva, Itapoá, Joinville e Laranjeiras à BR-280, ambos em nalizado, com um recurso estima-São Francisco do Sul –, sustenta-se São Francisco do Sul, em um in- do em R$ 56,3 milhões. A primei-em um tripé formado por estrutura vestimento total de mais de R$ 10 ra fase da Costa do Encanto estáde transporte, incentivo e resgate milhões. Para 2013, a previsão é sendo executada pelo governo dodas culturas populares e preserva- iniciar obras no pedaço que vai do Estado, por meio de um financia-ção ambiental. Estaleiro, em São Francisco do Sul, mento com a Cooperação Andina Segundo dados da Secretaria à localidade de Jaca, em Itapoá, de Fomento (CAF).REVISTA 21 17
  18. 18. INFRAESTRUTURASantos Dumont perto da duplicaçãoO intenso trânsito para chegar aos 2012, pelo governador Raimundoprincipais centros universitários de Colombo, que revelou que os recur-Joinville e ao aeroporto passa pela sos seriam obtidos pelo BNDES.Avenida Santos Dumont. Para aliviar O valor, porém, não pode sero movimento, a proposta é dupli- destinado a desapropriações, fican-car o trecho a partir do final da Rua do o pagamento a cargo da prefeitu-João Colin, em uma extensão total ra, que afirma não ter dinheiro parade 8.100 metros. Recentemente esse fim. Para contornar a situação,o tema foi discutido entre a Acij, o o prefeito Udo e a Acij buscam aprefeito Udo Döhler e o secretário doa­ ão das faixas de terreno neces- çestadual da Infraestrutura, Valdir sárias à duplicação junto a proprietá-Cobalchini. A previsão da Secretaria rios de grandes áreas. O argumentode Infraestrutura é de que as obras é a importância do desenvolvimen-se iniciem em março, mas o projeto to da região, e, por consequência,ainda necessita a aprovação da Fun- da cidade, além da valorizaçãodação Municipal do Meio Ambiente imobiliá­ia. O primeiro a ceder a fai- r(Fundema) e da desapropriação de xa de terreno, com testada de 150um total de 96 imóveis, pertencen- metros e total de 880 metros qua-tes a 78 donos. A Infrasul venceu a drados, foi o Perini Business Park, Trecho da Santos Dumont próximolicitação, com proposta de R$ 47,9 por meio do diretor Marcelo Hack, ao centro universitário, em umamilhões, valor 22% menor do que o A Transtusa também cedeu 100 me- das regiões mais movimentadas deestipulado pelo edital, de R$ 61 mi- tros de testada, além das empresas Joinville: previsão é de que as obraslhões, e a autorização para o início Campeã e Duque. A Acij, que atua comecem em março, mas ainda faltados trabalhos deve ser concedida como facilitadora, está em contato resolver a desapropriação de áreasneste 18 de fevereiro pelo governo com a prefeitura para buscar incen-estadual. A duplicação foi anuncia- tivos fiscais às empresas que doa-da bem antes, no final de maio de rem seus terrenos.GESTÃO DE RISCOSSolução da OpenTech controla jornada de caminhoneirosEm nome da segurança do trânsito tervalo – e identificação de paradas A empresa, criada em 2001, ée dos motoristas, o Brasil tem, des- para refeição, descanso e espera. especializada em gerenciamentode meados do ano passado, uma Foi de uma empresa joinvilen- de riscos – e recentemente incor-legislação específica para os pro- se que surgiu uma das mais com- porou novos sócios: a Jequitibáfissionais do volante, com ênfase pletas soluções para o desafio Participações, liderada por Jorgeaos transportadores de carga que, de cumprir a legislação e ajudar Steffens e Paulo Caputo. Com no-diariamente, cruzam este país conti- a proteger os profissionais, seus vos diretores contratados e umnental. Hoje, motoristas e empresas veí­ ulos e cargas – além de todo c forte conselho de administração –têm de se submeter à regulamenta- o trânsito, nas movimentadas es- Alfredo Zattar, Sérgio Trauer, Jorgeção, que indica, por exemplo, perío- tradas verde-amarelas. Batizado de Steffens, Paulo Caputo Uhdre e Mi-dos ininterruptos máximos de qua- OpenJornada, o software exclusi- guel Abuhab –, a OpenTech preten-tro horas – é necessário parar por vo da OpenTech já ajuda a monito- de ser a “número um” do Brasil empelo menos 30 minutos a cada in- rar cerca de 12 mil veículos por dia. gestão de riscos ainda em 2013.18
  19. 19. PENINHA MACHADO SANTOS DUMONT TEM 8 KM E É O PRINCIPAL ACESSO AO AEROPORTO Jardim Paraíso AEROPORTO ÁREA AMPLIADA UNIVILLE Av. Santos Dumont TERMINAL NORTE Rua João Colin 1 km CentroREVISTA 21 19
  20. 20. INDICADORES ACIJImportações superam exportações pela primeira vez no séculoAs importações de Joinville bateram recorde em2012. E foi também a primeira vez, desde 2000, 1.047,2que superaram as exportações em um ano. Foram 999,4 943,2R$ 213,6 milhões a mais de compras. É umresultado anunciado. Desde 2008, início da criseinternacional, Joinville registrava a cada ano 745,7 723,4saldos menores em favor das exportações. 554,1 565,8Saldo da balançacomercial joinvilense 445,5 391,2 387,7VALORES EM US$ MILHÕES POSITIVO PARA AS EXPORTAÇÕES 231,2 213,6 POSITIVO PARA AS IMPORTAÇÕES 24,2 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012A mudança no fluxo De quem compramosAbaixo, as linhas de desenvolvimento do valor total da O gráfico abaixo mostra o desempenho percentualbalança comercial de Joinville, entre 2000 e 2012. Até dos 20 primeiros países na lista de importações2008, a balança pendeu para o lado das exportações. de 2012, em relação a 2011. Treze deles tiveramMas a queda de 2009, acompanhada da explosão nas desempenho positivo de uma ano para o outro.importações em 2010, inverteu a tendência. Desde China, líder na vendas para Joinville, teve crescimento2010, as importações crescem em ritmo constante e de 4,65%. Chile, Cingapura, Japão, México e Françaas exportações apresentam queda. se destacam. Argentina apresenta queda.Evolução da balança comercial joinvilense Os 20 países de quem mais compramos em 2012VALORES EM US$ MILHÕES VALORES EM US$ MILHÕES VARIAÇÃO EM%, DE 2011 P/ 2012 1º CHINA 656.444.891 4,652.000 2º CHILE 231.862.179 90,04 1.824,0 3º ALEMANHA 168.189.051 -0,61 1.712,4 4º EUA 114.750.168 6,14 5º ARGENTINA 74.250.233 -20,10 6º PERU 59.843.352 -3,521.500 1.610,4 7º CINGAPURA 59.091.168 168,50 8º COREIA DO SUL 51.326.248 -3,33 9º TAIWAN 42.873.574 0,98 EXPORTAÇÕES 10º JAPAO 41.922.185 64,321.000 11º ITALIA 35.654.655 -11,29 12º MEXICO 35.517.964 111,20 769,2 13º FRANCA 24.700.866 76,66 14º REINO UNIDO 23.990.175 2,80 600,3 15º ÍNDIA 21.688.389 -7,03500 16º SUÍÇA 13.179.767 -29,18 17º ESPANHA 12.433.635 15,52 IMPORTAÇÕES 18º AFRICA DO SUL 12.374.723 30,35 156,8 19º FINLÂNDIA 11.828.137 19,69 20º MALÁSIA 11.311.394 40,270 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 FONTE: MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR20
  21. 21. PENINHA MACHADOSINAL DE ALERTAUm monstrode duas cabeçasNão é apenas a chamada desindus-trialização que preocupa o empresa-riado brasileiro, com a participaçãocada vez menor do setor industrialno bolo da economia e o desestímu-lo recorrente a novos investimentos.Para Carlos Pastoriza, diretor da As-sociação Brasileira da Indústria deMáquinas (Abimaq), há outro fantas-ma à espreita: a desnacionalização. Em palestra na Acij, Pastorizacomparou esses fenômenos a um“monstro de duas cabeças” que sópoderia ser combatido com medi-das palpáveis, da parte do governofederal, para resgatar a competiti- Pastoriza, da Abimaq: “A desnacionalização é um processo que correvidade da indústria verde-amarela. solto, sem qualquer limite à compra de empresas por estrangeiras”Entre elas, citou aspectos comocâmbio e tributos, “que criam um ce-nário de insegurança ao empresaria- em maquiador ou produtor de itens limite à compra de empresas na-do brasileiro”, além da necessidade com baixo valor agregado”. cionais por grupos estrangeiros”.de criar “regras claras que atendam À Revista 21, o diretor da Abi- Quanto ao futuro, não é lá muitoaos interesses do Brasil”, a exemplo maq afirmou que o governo Dilma otimista: “Infelizmente, se é que ada restrição de investimentos es- tem dado mostras de que está preo­ história serve de base, não se farãotrangeiros em setores estratégicos cupado com a desindustrialização, mudanças importantes antes quee a obrigatoriedade de “conteúdo mas que não se pode dizer o mes- uma grande crise nos assole, comolocal” em produtos manufaturados, mo da desnacionalização: “Esse se pode ver com o exemplo da Eu-“para que o país não se transforme processo corre solto, sem qualquer ropa hoje”.REVISTA 21 21
  22. 22. CONJUNTURATENDÊNCIAS E NEGÓCIOS SOB O OLHAR JOINVILENSE22
  23. 23. A virada da inovaçãoCom parques tecnológicose incubadoras, Joinville ciclo, as universidades geram o Parque Tecnológico do Norte Cata- conhecimento e capacitam os pro- rinense – com a chancela da Acij, eacena para o advento fissionais, os governos contribuem que se encontra em fase de plane- com políticas públicas de fomento jamento – e o o Inovaparq, em ativi-da economia criativa e as empresas levam isso tudo para dade desde 2011. o campo prático, promovendo o Parques tecnológicos são uma desenvolvimento regional com res- das principais iniciativas que repre- ponsabilidade social. sentam a aplicabilidade da trípliceA união de forças entre universi- No caminho que, defendem hélice. Normalmente sem fins lucra-dades, iniciativa privada e governo os teóricos, vem fazendo a transi- tivos, criam um espaço onde em-é uma fórmula consolidada mun- ção da sociedade industrial para presas de inovação se hospedam edialmente como essencial para ala- a sociedade do conhecimento, realizam a intermediação entre taisvancar a inovação. Criado em 1990 Join­ille percebe a importância da v empreendimentos com as univer-por Henry Etzkowitz, diretor do Ins- assim chamada “economia criati- sidades e o governo. Nesse senti-tituto de Política Científica da Uni- va”. Foi o primeiro município catari- do, o Inovaparq se sobressai porversidade do Estado de Nova York, nense a aprovar a Lei da Inovação ser o único no Brasil que é geridoo modelo sugere um movimento (nº 7170/2011), tem um Conselho por quatro entidades de ensino ecíclico, espiral e cumulativo do pro- Municipal de Ciência, Tecnologia e ainda de esferas diferenciadas: Uni-cesso criativo e inovador – por isso Inovação (Comciti) e está desenvol- versidade da Região de Joinvillechamado de tríplice hélice. Nesse vendo dois parques tecnológicos: o (Univille), Universidade Estadual de FÁBIO ABREUREVISTA 21 23
  24. 24. Santa Catarina (Udesc), Universida- dade de desenvolver um plano dede Federal de Santa Catarina (UFSC) capacitação envolvendo alunos dee Pontifícia Universidade Católica diferentes cursos e a proximidade(PUC). “Na sociedade do conheci- do conhecimento técnico e teórico,mento, o almejado desenvolvimen- que colabora na melhoria dos pro-to econômico e social sustentável cessos internos. “Estávamos emsomente será possível a partir da um prédio no centro de Joinville,interação efetiva entre esses atores bem instalados, mas resolvemosque compõem a tríplice hélice da mudar para mostrar que essa parce-inovação”, sustenta Sandra Furlan, ria é algo definitivo, que não temosreitora da Univille. Para a universida- a distância física como desculpade, a idealização do projeto tomou para não realizar esse tipo de pro-como base a necessidade cada vez cedimento”, ressalta o gestor. Fun-maior de as empresas pautarem dada no Chile em 1974, a Sonda ITseu desenvolvimento tecnológico tem mais de 12 mil colaboradores,a partir da inovação em produtos e seis mil destes no Brasil, onde atuaprocessos, sem deixar de lado a ino- há 20 anos. É a quarta maior empre-vação organizacional. sa de tecnologia da informação da Localizado em terreno da Uni­ América Latina, segundo o Interna-ville, onde antigamente era sede tional Data Corporation (IDC). Emdo Sesi, o Inovaparq tem 63 mil Joinville, com 40 funcionários, atuametros quadrados disponíveis no segmento de aplicativos.para construção, mas hoje ocupa As empresas maiores que sesomente seis mil. A ideia é dispo- instalam em parques tecnológicosnibilizar às empresas instaladas o também podem fazer negóciosacesso ao ambiente de conheci- com empreendimentos iniciantes,mento das univer­dades, ofere- si­ mantidos em incubadoras dentrocendo outras possibilidades, como do próprio parque. Como o nomea realização de projetos de pesqui- indica, as Incubadoras de Basesa e desenvolvimento e a captação Tecnológica (IBT) têm o objetivo dede recursos para apoio à inovação, apoiar o desenvolvimento de novas Vanessa Collere, do Inovaparq:com o suporte de professores, empresas, especialmente por meio complexo dá suporte empesquisadores e estudantes de di- de treinamentos e consultoria em mercado e gestão; na foto deversas áreas. gestão. “Quando se trata do setor cima, Lineu, da EcoBabitonga; Hoje, o Inovaparq abriga uma in- de inovação, os empreendedores na de baixo, Walter, da Sonda ITcubadora tecnológica e outros três têm uma formação técnica muitoempreendimentos, com destaque boa, mas geralmente não possuempara a Sonda IT, empresa âncora conhecimento de mercado e de as-do complexo. O termo “empresa pectos de gestão”, explica Vanessaâncora” designa uma grande organi- Collere, da diretoria do Inovaparq,zação que se instala no parque em que mantém sete empresas abriga- fármacos e saúde, logística (mobili-sua fase inicial e que irá promover das na incubadora. dade), materiais e tecnologia da in-a atração de outras empresas por Sob a mesma ótica do Inova- formação e comunicação, que sãomeio da credibilidade que empresta parq, Joinville espera pela vinda consideradas estratégicas para ae por trazer consigo um conjunto de de mais um parque tecnológico, cidade e para a economia. Concebi-demandas que podem ser supridas conduzido pela Acij. A intenção é do como um complexo de clusterspor outras instituições. implantá-lo às margens da BR-101, mutissetoriais – uma concentração Walter Lohmann, gestor da ope- próximo ao campus da UFSC. O de empresas de diferentes setoresração da Sonda IT Joinville, conta Parque Tecnológico do Norte Cata- que colaboram entre si –, o parqueque o principal motivo para a insta- rinense vai se concentrar nas áreas visa estimular o desenvolvimentolação no Inovaparq foi a possibili- de economia verde, biotecnologia, regional a partir da interação entre24
  25. 25. PENINHA MACHADO pesquisa, incubadoras, áreas de teste, entre outros elementos ne- cessários para o desenvolvimen- to de inovações, e o restante será destinado à conservação ambien- tal. Atentando ao caráter re­ional g embutido no título do projeto, o presidente da Acij ainda afirma que outras cidades devem ser contem- pladas pelo empreendimento, por meio da rede de Associações Em- presariais do Norte Catarinense. “Com o desenvolvimento da eco- nomia em áreas de inovação, incre- mentado pelo Inovaparq, e a cons- tituição desse novo parque, a popu- lação terá benefícios no surgimen- to de mais empresas, que geram empregos, renda e impostos para os municípios. A médio prazo, o benefício será na criação de con- teúdo e tecnologia, preciosos para o desenvolvimento da região com independência e na vanguarda tec- nológica”, prevê Aguiar. O aval institucional para esses esforços virá, também, do Conse- lho Municipal de Ciência e Tecnolo- gia e Inovação (Comciti), criado emempresas e ICTI. Acij espera a aprovação da Lei de março de 2012 e que conta com 25 A proposta surgiu em 2007. Ordenamento Territorial (LOT), que representantes do poder público,Com o apoio da Fundação Certi, tramita na Câmara de Vereadores. setor privado, associações e insti-a primeira etapa, que consiste “A LOT determina que o espaço tuições acadêmicas. Sua função éem rea­ lizar um planejamento e destinado ao parque passe de área propor e fiscalizar políticas públi-estudo detalhados, já foi finaliza- rural para área de transição, pos- cas de desenvolvimento técnico-da. De acordo com Mohana Faria sibilitando o investimento, com -científico, além de promover ade Sá, coordenadora de Projetos aproveitamento de até 20% do democratização do conhecimentodo Centro de Empreendedorismo terreno e preservação permanente das novas técnicas e incentivar suaInovador da Fundação Certi, os do restante”, explica Mario Cezar adaptação à realidade local. “Join­critérios utilizados para avaliação de Aguiar, presidente da Acij. As ville ocupará posição de relevânciado terreno foram proximidade do áreas de transição são considera- nacional, a partir da estruturaçãocampus da UFSC Joinville, acessibi- das zonas de amortecimento entre dos projetos idealizados pelo Com-lidade e análise ambiental, fundiária o urbano e o rural, com a ocupação citi e da Lei da Inovação, tendo ase da tipologia do terreno. “Para as controlada pela prefeitura. Para instituições de ensino papel fun-próximas etapas, é necessário que o parque, estão previstos 30 mi- damental”, observa o economistasejam feitos estudos técnicos de- lhões de metros quadrados dessa Marcos de Oliveira Vieira, diretortalhados e aprofundados, principal- área, mas a taxa de ocupação será executivo da Secretaria de Integra-mente quanto à sondagem do ter- de 600 mil metros quadrados, ção e Desenvolvimento Econômi-reno e à hidrologia”, complementa. considerando três pavimentos. O co, que passa a presidir o conselho Para o projeto deslanchar, a espaço receberá laboratórios de neste ano.REVISTA 21 25
  26. 26. Da academia para o empreendedorismoAo tomar conhecimento do edital za bioensaios automaticamente, Para Gilmar Erzinger, a instala-que abria vagas no Inovaparq, o pro- usando técnicas de análise de ção em uma incubadora tem sidofessor doutor Gilmar Erzinger e o imagem em tempo real, com o auxí­ “uma experiência excelente, aomestre Lineu Fernando Del Ciampo lio de uma alga unicelular. “Procura permitir a interação com outrasencontraram o lugar certo para de- alterações no comportamento do empresas de perfil semelhante,senvolver um produto voltado à área movimento do organismo, indu- empreendedores que acreditamde bioen­ aios. Engajados em pes- s zidas por substâncias tóxicas que em inovação”. Outro ponto positivoquisas sobre mudanças climáticas afetam seus parâmetros fisiológi- é a proximidade com a universida-globais e ecossistemas aquáticos, cos”, explica Lineu. de e a indicação de fornecedoresem parceria com a Friedrich-Alexan- A iniciativa já conquistou prê- confiáveis. Lineu chama atençãoder Universitat Erlanger-Nurnberb/ mios internacionais, como o “In- para o acesso facilitado a editais deFauen, da Alemanha, resolveram foDev Top 50 SMEs”, recebido fomento para uma série de ativida-se aventurar no empreendedoris- em 2011, no Fórum Global de Ino- des. Os professores já pensam nasmo e lançar um instrumento para vação e Tecnologia, na Finlândia. próximas ideias, que devem levarmedição de radiação ultravioleta e No mesmo ano, um artigo sobre em consideração a mesma tecno-um biossistema para análise de pa- o tema foi apresentado no 6º Con- logia de análise e imagens de vídeorâmetros de poluição ambiental em gresso Brasileiro de Biossegurança em tempo real com o apoio de umecossistemas aquáticos. A empresa e alcançou reconhecimento como aeromodelo com controle remoto,deles se chama EcoBabitonga. melhor trabalho na seção “Descarte além de pesquisas para tratamento O ImagingTox System M reali­ e descontaminação”. de efluentes.26
  27. 27. COMO FAZER PARTE DO INOVAPARQ1 As “incubadas” são escolhidas por edital, devem apresentar diferencial inovador e pertencer às seguintesplataformas tecnológicas: biotecnologia, 2 É necessário que as empresas interessadas montem um plano de negócios, no qual seja demonstrada a viabilidade do 3 As empresas se instalam na incubadora, em uma das salas de 15 m2, e podem usar o restante da estrutura do parque. A utilização dedesign, químico farmacêutico, materiais, empreendimento, o cenário do setor laboratórios ou equipamentos específicosmeio ambiente, metal mecânico ou de atuação e a solução desenvolvida mantidos pelas universidades também étecnologia da informação e comunicação para o mercado facilitada pelo parque“Estado máximo da inovação”Joinville segue o movimento esta- múlti­las áreas de conhecimento. p a vocação econômica regional, en-dual da inovação e do surgimento No período de 2002 a 2011, a enti- volvendo instituições de pesquisa,de parques tecnológicos. Além dade investiu R$ 6 milhões em 31 empresários e governo, para criardo Inovaparq, já existem três par- dessas incubadoras, apoiando pro- um modelo que atraia e retenhaques em Florianópolis (Parque jetos de implantação, estruturação empreen­ dimentos, atendendo àsTecnológico Alfa, Sapiens Parque ou fortalecimento das unidades. demandas dos municípios que farãoe Corporate Park) e um em Tuba- Mais de 200 empresas já foram parte desses distritos. A meta dorão (Uniparque). De acordo com a graduadas, cresceram e se conso- governo é investir R$ 40 milhões.Fundação de Amparo à Pesquisa e lidaram, tornando-se autônomas, O Inova@SC foi criado emInovação no Estado de Santa Ca- com endereço próprio, e expandin- 2011 como parte do plano detarina (Fapesc), outros 12 empre- do produtos e serviços até junto ao ação para a Secretaria do Desen-endimentos estão em fase de im- mercado internacional. volvimento Econômico Sustentá-plantação, com apoio do programa Para Randolfo Decker, coordena- vel (SDS), traçado pelo secretárioInova@SC, desenvolvido pelo go- dor de projetos técnico-científicos Paulo Bornhausen. “Ouvindo osverno estadual e que busca tornar da Fapesc, o futuro das cidades setores da indústria e do comér-Santa Catarina o “Estado máximo depende cada vez mais da oferta cio e a sociedade, ficou claro queda inovação”. de serviços e produtos relaciona- tínhamos que construir uma nova As incubadoras também alcan- dos à economia criativa. O coor- economia baseada na inovação”,çam destaque. Um levantamento denador avalia que Joinville, pela comenta. Num primeiro momen-realizado pela Fapesc no ano pas- localização estratégica e estrutura to, foram mapea­ as todas as ini- dsado apontou 38 incubadoras de político-econômica, é o lugar apro- ciativas existentes em Santa Ca-base tecnológica em atividade no priado para atrair empreendimentos tarina para estímulo da inovação eEstado. Ao todo, 300 micro e pe- inovadores. A cidade será um dos foi diagnosticada a importância daquenas empresas empregam em 12 polos regionais que integram o criação desses ambientes, para ostorno de 1.900 profissionais de Inova@SC. A ideia é levar em conta quais se deu o nome de distritosREVISTA 21 27
  28. 28. DIVULGAÇÃOde inovação. Em um ano, foramlançados os distritos de Itajaí,Chapecó e Joaçaba. Em Joinville, o centro de ino-vação será implantado junto aoInovaparq e terá as obras iniciadasainda neste ano. Paralelamente,o governo tem se colocado comoparceiro para a implantação doParque Tecnológico do Norte Ca-tarinense, liderado pela Acij. “Apósesses primeiros passos, o projetoInova@SC entra em uma fase deconsolidação e instituciona­ização. lNossa meta é criar esses ambien-tes de inovação e, a partir daí,entrar numa nova etapa de gera-ção de valor para a economia queé o fomento aos negócios”, com-plementa Bornhausen. A articula-ção do Inova@SC também já temgerado a captação de recursosjunto às esferas do governo, comoo Ministério da Ciência, Tecnologiae Inovação (MCTI), e acordos in-ternacionais para transferência deconhecimento e tecnologia, e deintercâmbio comercial. Paulo Bornhausen é o em funcionamento. Para Francilene Procópio Gar­ mentor do Inova@SC: A presidente da Anproteccia, presidente da Associação Na- meta é criar “ambientes aponta como os principais bene-cional de Entidades Promotoras de inovação” espalhados fícios dos parques tecnológicosde Empreendimentos Inovadores por todo o Estado a integração entre instituições de(Anprotec), os parques tecnoló- pesquisa, empresas nascentes egicos beneficiam as empresas organizações de grande porte, onele abrigadas, além da região e desenvolvimento de um ambienteda economia como um todo, por favorável à troca de experiênciasgerar um ambiente de cooperação e parcerias, geração de empregosentre organizações inovadoras de estudo para detalhar e atualizar e criação de demanda para tercei-todos os portes e instituições de o perfil dessas instituições, das rização de serviços. “Esses meca-ciência e tecnologia. “Os serviços empresas e entidades que estão nismos de apoio à inovação contri-oferecidos são de alto valor agre- baseadas nelas, além de identifi- buem de forma relevante para con-gado, facilitam o fluxo de conheci- car quantos parques existem em solidar a formação de uma indús-mento e tecnologia, possibilitam cada região. “Nossa base de dados tria forte e competitiva baseadaa geração de empregos qualifica- indica que as regiões Sul e Sudes- no conhecimento, bem como parados e o aumento da cultura e da te apresentam números bastante criar condições mais favoráveis àatividade empreendedora”, com- semelhantes em relação ao total agregação de tecnologia e inova-plementa. de parques tecnológicos em ope- ção ao setor industrial, agrícola e O Brasil conta com 90 projetos ração”, afirma Francilene Garcia. de serviços já estabelecidos emde parques tecnológicos, sendo São 24 projetos no Sul, dos quais nosso país”, atesta. Outro pontoque aproximadamente 30 estão 13 estão em operação, e 52 no Su- que a entidade percebe é o cres-em operação. A Anprotec iniciou deste, com 12 empreendimentos cente interesse de investidores28
  29. 29. estrangeiros no país e nas empre-sas inovadoras aqui sediadas, das vestimento no setor da inovação, com o tema ganhando destaque Joinville foi o primeiroquais muitas têm base em parques em pautas estratégicas do go- município a criar leitecnológicos. verno. O plano Brasil Maior, con- Para as incubadoras, a Anpro- cebido no governo da presidente A Lei 7170, de 19 de dezembrotec presta apoio e orientação ao Dilma Rousseff, por exemplo, tem de 2011, estabelece medidas dedesenvolvimento de novos proje- como foco “a inovação e o aden- incentivo à inovação, à pesquisatos. São oferecidos treinamentos, samento produtivo do parque científica e ao desenvolvimentoseminários, cursos e outros subsí- industrial brasileiro, objetivando tecnológico, atribuindo à Secretariadios para aprimorar a gestão dos ganhos sustentados da produti- de Integração e Desenvolvimentoempreendimentos. Uma das ferra­ vidade e do trabalho”. Os investi- Econômico (Side) a responsabilida-mentas utilizadas é o “Cerne”, mentos, porém, ainda são tímidos de pela Política Municipal de Ciên-modelo que visa promover a me- se comparados a outros países. cia, Tecnologia e Inovação (PMCTI).lhoria dos resultados em termos No mais recente levantamento do Entre os benefícios relacionados,quantitativos e qualitativos e que MCTI, de 2010, o Brasil investe destacam-se incentivos à isençãoestá se consolidando como im- no setor de Pesquisa e Desenvol- fiscal, instituição do prêmio “Inova-portante item para a profissionali- vimento cerca de 1,16% do seu ção Joinville”, encontros para dis-zação da gestão das incubadoras Produto Interno Bruto (PIB), o que cussão do tema com a sociedadebrasileiras. De acordo com estudo equivale a aproximadamente U$ e criação do Fundo Municipal derealizado pelo MCTI, em parceria 55 bilhões. Israel, Coreia e Esta- Inovação Tecnológica. A lei tambémcom a Anprotec, são 384 incuba- dos Unidos, por sua vez, investem prevê estímulos a inventores inde-doras no país, que abrigam 2.640 respectivamente 4,4%, 3,74% e pendentes e sinaliza a priorizaçãoempresas, gerando 16.934 postos 2,9% de seus PIBs na área. Uma de ações que visem dotar a pesqui-de trabalho. boa demonstração do quanto sa e o sistema produtivo local de O Brasil também se encontra Joinville ainda pode se destacar maiores recursos humanos e capa-em momento propício para o in- no segmento. citação tecnológica.POLOS REGIONAIS QUE FAZEM PARTE DO INOVA@SC Diversificação e desenvolvimento de novos parques Joinville Para estimular os interessados São Bento do Sul que ainda se encontram na fase Jaraguá do Sul mais embrionária, do plano de negócios, o Inovaparq, sediado Itajaí Joaçaba na Univille, está implantando o Blumenau processo de pré-incubação, com Chapecó Concórdia a intenção de apoiar o em­ reen­ p Florianopolis dimento efetivamente “antes do início”. Na mira, geralmente, re- Lages cém-graduados que fizeram um trabalho de conclusão de curso Tubarão com potencial para se transfor- mar em empresa. Dessa forma,R$ 40mi Criciúma assessorando também o proces- so de pré-incubação, o parque tecnológico atinge empresas deé a previsão de investimentos pelo inovação em todos os níveis degoverno na implantação desses pólos desenvolvimento.REVISTA 21 29

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