IV Congresso ABESE                         Dezembro 2011                        Navio Costa FortunaDra. Liliane Bauer Feld...
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Qualidade como princípio organizacional  Alguém conhece alguma organização de saúde   que consultou os pacientes, antes d...
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1. Sinalizaram a falta de pessoal, componentes ameaçadores:   o número reduzido de enfermeiros na equipe de enfermagem (13...
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3. O desgaste emocional pela piora da qualidade do cuidado de   enfermagem - Os riscos no trabalho dependem do tipo de ati...
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Dificuldades dos enfermeiros recursos humanos insuficientes                                                         não ...
Acreditação  Hospital Barra DOr (RJ) é exemplo de sucesso de acreditação, com    redução de 40% nos gastos do paciente  ...
 Hospital da Unimed João Pessoa(PB) recebe certificado de qualidade Referência em procedimentos de alta complexidade  O ...
O desenvolvimento de Programas de Qualidade é uma necessidade em termos de eficiência e uma obrigação do ponto de vista ét...
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Promotor chama de “briga de menino”                                             Na administração do Hospital Jofre Cohen e...
Exercício 4          Análise da situação sob aspectos da      qualidade, segurança, ética, gestão e outrosNeste caso: Ide...
Considerações FinaisConscientizar todos os enfermeiros pesquisadores do direito de pleitearrecursos para o desenvolvimento...
Não temos dúvida de que pesquisas podem colaborar no sentido de auxiliarna busca de soluções para alguns problemas desta c...
Cenário de Qualidade & Segurança hospitalar                   Raciocínio                   SistêmicoFerramentas         Ob...
Modelo de Qualidade do Cuidado e Segurança Hospitalar             Planejamento Estratégico Tático Operacional             ...
PROMOVEREVITAR                  AVANÇAR                              57           Feldman LB
Referencias:               58
Brindar periodicamente!                          59
Lili musica                                 Titãs ppoint Lili.ppt              Obrigadae sucesso na sua Gestão de Qualidad...
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  1. 1. IV Congresso ABESE Dezembro 2011 Navio Costa FortunaDra. Liliane Bauer FeldmanInstrutora da Fundação Vanzolini FCAV e do SINDHOSPMembro da REBRAENSPMembro do grupo de estudo e pesquisa GEPAV-SE da UNIFESP Feldman LB 1
  2. 2. Feldman LB 2
  3. 3. Dinâmica da palestra Qualidade vista sob o aspecto genérico Experts referenciais da qualidade Qualidade na saúde no Brasil e os pontos vulneráveis A assistência de enfermagem nas dimensões do cuidar, ensinar, pesquisar e gerenciar com qualidade Acreditação e Segurança. Debater alguns Participação e cenários vivência Feldman LB 3
  4. 4. “Navegar nas dimensões: Cuidar, Ensinar, Pesquisar e Gerenciar” Qualidade de vida das pessoas de um país ou região... Feldman LB 4
  5. 5. “Navegar nas dimensões: Cuidar, Ensinar, Pesquisar e Gerenciar”• Qualidade da água que se bebe ou do ar que se respira... Feldman LB 5
  6. 6.  Qualidade do serviço prestado por uma determinada empresa... 6 Feldman LB
  7. 7. Exercício 1 Qualidade de um produto tangível... Quem têm um Celular de uma das marcas? Quem está 100% satisfeito com o serviço? Porque? Quem está parcialmente satisfeito? Porque? Quem gostaria de trocar de celular? Porque? Feldman LB 7
  8. 8. Como o termo o seu significado tem diversas nem sempre é de definição clara e utilizações, objetiva.• Produtos e/ou Serviços vendidos no mercado, há variasdefinições para Qualidade...“Conformidade “Valor acrescentado com as que produtos “Relaçãoexigências do similares não custo- cliente” possuem benefício” “Fazer bem a “Adequação primeira vez” ao uso” Feldman LB 8
  9. 9. Qualidade ExcelênciaServiço e/ouproduto Feldman LB 9
  10. 10. Mestres da Qualidade Deming Crosby Juran FeigenbaumA qualidade A Adequação O total das deve ter conformidade a finalidade características de um como com as ou ao seu produto ou serviço objetivo as exigências uso referentes anecessidades marketing e do usuário, manutenção, pelas presentes e quais o produto ou futuras serviço, quando em uso, atenderá às expectativas do clienteDo ponto de vista dos clientes, a qualidade não é unidimensional... Osclientes não avaliam um produto tendo em conta apenas uma das suascaracterísticas, masvarias...dimensão, cor, durabilidade, design, funções que desempenha Feldman LB 10
  11. 11. Mestres da Qualidade Donabedian Mezomo Mello BittarUm paciente que Papel do Aprender... O grau no qual osinterna para profissional - Pois em geral, os serviços sãotratamento de uma enfermeiro médicos prestadosdoença e sai curado que define as superestimam aumentam apode fazer uma necessidades seus próprios probabilidade depéssima avaliação do paciente e conhecimentos resultadosporque considerou a extensão do e comumente favoráveis que emas instalações ou o atendimento são refratários conseqüênciashorário de visita que ele ao trabalho em reduzem osinadequados necessita. equipe. desfavoráveisAvaliação do serviço Satisfação e Educação Prestação de serviços de saúde tem 3 efetividade contínua e tem 2 componentes: dimensões: coperatividade operacional/ estrutura, comportamental - processo e processo e a resultado. percepção (do Feldman LB cliente e do prestador) 11
  12. 12. Qualidade, um princípio!? ...Assim, fica difícil o cliente exprimir o que considera um produto de qualidade. Entretanto, do ponto de vista da empresa, se o objetivo é oferecer produtos e serviços (realmente) de qualidade, é necessário saber isto de forma clara e objetiva. Para isso...Apurar quais são as necessidades dos clientes e, em função destas, definir os requisitos de qualidade. Feldman LB 12
  13. 13. Qualidade como princípio organizacional  Alguém conhece alguma organização de saúde que consultou os pacientes, antes de estabelecerem seus critérios de qualidade, para conhecer o que os clientes/pacientes desejavam?  Como é ou foi construída / desenvolvida a qualidade em seu local de trabalho? Feldman LB 13
  14. 14. Princípios da Gestão da Qualidade É o processo de conceber, controlar e melhorar os processos da empresa, quer sejam processos de gestão, de produção, de marketing, de gestão de pessoal, de faturação, de cobrança ou outros. Para que o compromisso com a qualidade seja assumido na organização, deve ser pactuado, desde os passos iniciais, um processo conjunto e cooperativo. Nova filosofia que impregne na decisão dos Gestores em torná-los capazes de eliminar a ineficiência e os erros na forma como o serviço vem sendo prestado. 14 Feldman LB
  15. 15. Programa de QualidadeEspera-se que as Participempessoas daenvolvidas: capacitação in company Realizem cursos e Usem os treinamentos protocolos instituídos Padronizem seus métodos de trabalho Desejem a transformação Feldman LB 15
  16. 16. Programa de Qualidade Feldman LB 16
  17. 17. Vários autores diversos enfoques, mas há um consensoque a qualidade assistencial é complexa, ampla e cujos componentes podem estar agrupados Eficiência = custos7 pilares Eficácia= nos Donabedian atos úteis Efetividade = Atos úteis + Custos Efetividade Equidade Legitimidade Otimização Aceitabilidade Equidade = Todos têm direito Feldman LB 17
  18. 18. Legitimidade: qualidade do cuidado além das açõescom o bem-estar da comunidade. Ex: A imunização e ocontrole das doenças transmissíveis.Otimização= Aceitabilidade: Adaptação do cuidado aosCusto/Benefício desejos, expectativas eVale a pena adicionar pequenas valores dos indivíduos e dasmelhorias se estas agregam um famíliasmontante desproporcionalmente ...relaciona-se aalto de custos? acessibilidade, ou seja,.... Na questão de escassez de combinação de fatoresrecursos esta pergunta assume geográficos, organizacionais,um caráter fundamental no sócio-culturais eplanejamento das ações. econômicos. Feldman LB 18
  19. 19. Equação da Avaliação de Qualidade...nem sempre tão simples de aplicar: Nem sempre se encontram suficientemente estabelecidos os critérios pelos quais pode-se determinar a utilidade das ações; A avaliação comumente não é imparcial e nem sequer dotada de neutralidade técnica; Ações dependem da visão, das expectativas daqueles que participam da produção e do consumo em saúde, das tomadas de decisões gerenciais e da continuidade dos pontos pactuados; Bom senso, mais de 2 avaliadores, ética, responsabilidade individual e coletiva...bem maior aos interessados e outros. Feldman LB 19
  20. 20. Ética em qualidade e segurança nos serviços de saúde e de enfermagem ... Ética vem do grego e significa comportamento, costume, está relacionada com a opção, ao desejo, sob a ótica do bem, do mal, do certo, do errado, do justo e do aceitável... O poder gozar do mais elevado nível de saúde possível é um dos direitos...sem distinção de raça, religião, convicções políticas, convicções econômicas e sociais....a saúde de todos os povos é fundamental para se alcançar a paz e a segurança e depende da plena cooperação entre indivíduos e os Estados (OMS-CNE 1995) Solidariedade 20 Feldman LB
  21. 21. Exercício 2 Ética em qualidade e segurança de enfermagem ...1) O que não é ético e não é seguro?2) O que é ético e não seguro?3) O que é não ético e é seguro?4) O que é ético e seguro? Feldman LB 21
  22. 22. Feldman LB 22
  23. 23. Feldman LB 23
  24. 24. Diferenças entre produto/produção e produto/saúde PRODUTO SAÚDEO cliente não se envolve com as pessoas O cliente interage e está envolvido comque fabricam o produto as pessoas que lhe prestam os serviçosA fabricação do produto tem como A meta da prestação do serviço saúde émeta a uniformidade a exclusividade e a personalizaçãoO produto é feito longe do cliente O serviço é realizado junto e com o clienteA produção é dependente parcial do A produção é freqüentementeconsumo simultânea ao consumoElaborado/ criado para preencher as Realizado para preencher asnecessidades e atender as exigências necessidades , responder as expectativas e atender as diversidadesFaz avaliação pós consumo A avaliação é contínua durante e após a prestação do serviço Feldman LB 24
  25. 25. Interação, atividadesimultânea, envolvimento, fazer junto e com... Feldman LB 25
  26. 26. Personalização, exclusividade, ser único... Feldman LB 26
  27. 27. Avaliações contínuas, diversidades... Feldman LB 27
  28. 28. O cenário da Qualidade no Brasil Feldman LB 28
  29. 29. O cenário des ou qualificado da saúde no BrasilEm cinco anos, houve aumento de 30% de erros de enfermagem no Brasil –COFEn.A falta de formação adequada e de consciência sobre a função exercida são asprincipais causas dos erros de enfermagem - R7 noticias.Fatos recentes mostraram conseqüências chocantes diante de procedimentossimples (uma auxiliar de enfermagem cortou parte do dedo de uma criança de 4anos e, outra auxiliar aplicou vaselina na corrente sanguínea provocou a mortemenina12 anos.)Para o presidente do COFEn, Manuel Carlos Neri da Silva, situações como essasmostram o despreparo dos profissionais, o que poderia ser sanado se houvessemais capacitação. Nos últimos dez anos a oferta de cursos de enfermagemaumentou muito, mas nem todos têm a qualidade necessária. Isso se reflete nonúmero de profissionais disponíveis no mercado, capazes de fazer apenascuidados básicos de enfermagem. 29 Feldman LB
  30. 30. Mais do que a falha de atualização, o grande problema é a falta de cuidadosessenciais com o paciente, Coren-SP C.Porto.A “falta de consciência de que o trabalho de enfermagem está ligado à vida eque um ato, por mais banal que seja, pode ser a diferença entre a vida e amorte” explica boa parte dos erros cometidos.- As auxiliares de enfermagem sabiam que poderiam causar danos e tenhocerteza que não ignoraram isso. Mas o problema é que a nossa formação estámuito ligada ao conhecimento, à tecnologia, mas não se faz a formação moral.Os defensores das auxiliares, em ambos os casos, afirmam que elas foraminduzidas a erro pela falta de estrutura dos locais de trabalho. Os especialistasnão descartam a hipótese, mas são unânimes em dizer que os erros não sejustificam por esse viés.Porto reforça que a sobrecarga de trabalho pode, de fato, comprometer oatendimento.- A sobrecarga de trabalho naturalmente causa estresse, fadiga profissional, eisso se soma ao baixo nível de remuneração, compensado com três, quatroempregos. Mas isso não isenta a culpa. Feldman LB 30
  31. 31. O cenário da Qualidade na área da Saúde no Brasil Cuidar, Ensinar, Pesquisar e Gerenciar Aiken L., U.Pensilvânia, entrevistou 43.329 enfermeiros de 711 hospitais (Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra e Escócia) e a maioria está preocupado à qualidade da assistência prestada aos seus pacientes.• Sinalizaram a falta de pessoal, décadas de 80 e 90, muitas jovens decidiram recusar a baixa remuneração e as difíceis condições de trabalho e partiram para outras profissões da saúde, assim as enfermeiras mais velhas não foram substituídas mudando a caracterização da força de trabalho 2001: 42 anos - 45 anos: 2010;• Insatisfação pelo trabalho 40% dos enfermeiros e, um em cada cinco enfermeiros, pretendia deixar o trabalho no período de um ano;• O desgaste emocional pela piora da qualidade do cuidado de enfermagem as condições de trabalho do enfermeiro em vários países da América do Sul são consideradas piores àquelas vividas pelos enfermeiros americanos e europeus devido a sérias dificuldades políticas e econômicas. Marziale Maria Helena Palucci. Enfermeiros apontam as inadequadas condições de trabalho como responsáveis pela deterioração da qualidade da assistência de enfermagem. Rev. Latino-Am. Enfermagem [serial on the Internet]. 2001 May [cited 2011 Dec 03] ; 9(3): 1-5. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692001000300001&lng=en. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692001000300001. Feldman LB 31
  32. 32. 1. Sinalizaram a falta de pessoal, componentes ameaçadores: o número reduzido de enfermeiros na equipe de enfermagem (13,14% COFEn)(14), as dificuldades em delimitar os diferentes papéis entre enfermeiros, técnicos, auxiliares e a falta de um reconhecimento público em geral, de quem é o enfermeiro. a Situação política com o achatamento dos salários, estreitamento do mercado de trabalho e o desemprego, levam os profissionais a atuar em mais de um local de trabalho, exercendo uma carga horária mensal extremamente longa(10). Feldman LB 32
  33. 33. 2. Insatisfação pelo trabalho - Enfermagem foi classificada pela Health Education Authority(12), como a quarta profissão mais estressante, e são poucas as pesquisas que procuram investigar os problemas associados ao exercício da profissão do enfermeiro no Brasil. Fatores intrínsecos para o trabalho (condições inadequadas de trabalho, turno de trabalho, carga horária de trabalho, contribuições no pagamento, viagens, riscos, nova tecnologia e quantidade de trabalho), papéis estressores (papel ambíguo, papel conflituoso, grau de responsabilidade para com pessoas e coisas), relações no trabalho (relações difíceis com o chefe, colegas, subordinados, clientes sendo diretamente ou indiretamente associados), estressores na carreira (falta de desenvolvimento na carreira, insegurança no trabalho devido a reorganizações ou declínio da indústria), estrutura organizacional (estilos de gerenciamento, falta de participação, pobre comunicação), interface trabalho-casa (dificuldade no manejamento desta interface) Feldman LB 33
  34. 34. 3. O desgaste emocional pela piora da qualidade do cuidado de enfermagem - Os riscos no trabalho dependem do tipo de atividade profissional e das condições em que a mesma é desempenhada. Os serviços de saúde “hospitalar” proporcionam condições de trabalho reconhecidamente piores Longas jornadas em turnos desgastantes (vespertinos e noturno, domingos e feriados), nos rodízios, em multiplicidade de funções, repetitividade e monotonia, intensividade e ritmo excessivo de trabalho, ansiedade, esforços físicos, posições incômodas, diversidade do trabalho intelectual e manual, no controle das chefias, alta possibilidade de erros, acidentes e doenças . GASPAR, P.J.S. Enfermagem profissão de risco e de desgaste: perspectivas do enfermeiro do serviço de urgência. Nursing – Ed. Portuguesa, v. 10, n. 109, p. 24, mar. 1997 Feldman LB 34
  35. 35. Cuidar?!Feldman LB 35
  36. 36. O cenário da Qualidade na área da Saúde no Brasil Cuidar, Ensinar , Pesquisar e GerenciarA profissão de Enfermagem evoluiu, assim como seu ensino MAS...O caráter manual atribuído ao cuidado direto aos doentes contribui para sua desvalorização, visto que as atividades práticas são percebidas como de inferioridade em relação ao trabalho intelectual, próprio do médico, e como fator de desvalorização social;A formação em Enfermagem não tem contribuído para a mudança na postura e, conseqüentemente, na imagem da enfermeira. A educação em Enfermagem ainda carrega a concepção de que as enfermeiras devem ser disciplinadas e obedientes, sem valorizar em suas atividades de ensino, o desenvolvimento de uma postura crítica, dando prioridade a aspectos de conduta e moral;Sanna MC, Secaf V. A imagem da enfermeira e da profissão na imprensa escrita. Rev Enferm UERJ 1996 dez;4(2):170-82.Nauderer TM, Lima MADS. Imagem da enfermeira: revisão da literatura. Rev Bras Enferm 2005 jan-fev; 58(1):74-7. 36 Feldman LB
  37. 37. O cenário da Qualidade na área da Saúde no Brasil Cuidar, Ensinar, Pesquisar e GerenciarCriação dos periódicos específicos de enfermagem: Revista Brasileira de Enfermagem - REBEn (lançada em 1932, que conseguiu absorver a produção até 1966), a fim de atender ao volume de trabalhos e pesquisa que foi aumentando gradativamente. a REEUSP, a Enfermagem Novas Dimensões (1979) Revista Gaúcha de Enfermagem, Revista Paulista de Enfermagem (1967), Revista Bahiana de Enfermagem e a Acta Paulista de Enfermagem.Em 1971, foi reformulado o estatuto da ABEn)e criado o Centro de Pesquisa em Enfermagem (CEPEn), órgão destinado a incentivar a pesquisa na área de enfermagem.Em 1981, foi instalado o 1º Curso de Doutorado em Enfermagem no Brasil e na América Latina, através da união de propósitos das duas Escolas de Enfermagem da USP (SP-RP).Mostra que trajetória da pesquisa em Enfermagem é extremamente curta no Brasil, em intensidade muito lenta na primeira década, acentuando-se, gradativamente, até 2011.A maior parte das pesquisas é do tipo descritivo e exploratório.Seus resultados têm o mérito de subsidiar novos projetos que busquem transformar a qualidade dos serviços prestados e do ensino ministrado.LEITE, J.L.; MENDES, I.A.C. Pesquisa em enfermagem e seu espaço no CNPq. Esc. Anna Nery Rev. deEnferm., v.4, n.3, p.389-394, 2000. 37 Feldman LB
  38. 38. O cenário da Qualidade na área da Saúde no Brasil Cuidar, Ensinar, Pesquisar e Gerenciar TABELA 1-Distribuição da demanda espontânea por freqüência e porcentagem dosEnfermeiras de campo hospitalar têm mostrado dificuldades para participar de investigaçõescientíficassegundo região de próprias -da formação, bem como das condições de trabalho. projetos devido a questões origem 2000. REGIÕES F %No entanto, reconhecem que a prática de cuidar deve estar embasada na prática de Norte 02 0,75pesquisar, estimulando e auxiliando na aproximação de ambas em benefício da assistência. Nordeste 20 7,70 Centro Oeste 08 3.03 Sudeste 202 76,50 Sul 32 12,02 TOTAL 264 100,00 Fonte: Planilha de Avaliação de Projetos de Pesquisa em Enfermagem - CA/MS - CNPq A cultura que marca a prática e a pesquisa conduzida pelas enfermeiras e docentes de enfermagem em seu cotidiano, apontam: receio de exposição e de divisão, a falta de articulação e dificuldade do trabalho em equipe. Em outras palavras, ações nesta direção facilitariam a inserção ou liderança em projetos integrados, o que ampliaria de algum modo o espaço profissional e tornaria os projetos de pesquisa mais consistentes, a produtividade mais densa e de maior impacto. Importantes objetos de pesquisa ....incluir o cuidar como tema gerador de produtos beneficia a clientela e a prática de enfermagem. (Mendes; Leite) 38 Feldman LB
  39. 39. O cenário da Qualidade na área da Saúde no Brasil Cuidar, Ensinar, Pesquisar e Gerenciar Os maiores empecilhos: A necessidade de maior crença das enfermeiras sobre os benefícios da pesquisa na prática; o isolamento nas discussões sobre pesquisa com colegas; sentimentos de incapacidade para avaliar a qualidade e a aplicabilidade de pesquisas. Como limites organizacionais apontam: tempo insuficiente, no trabalho, para revisão e implementação de resultados e/ou novas idéias; autoridade insuficiente para proceder mudanças nos procedimentos assistenciais; falta de apoio ou cooperação de médicos e outros colegas; impedimentos por parte da administração para implementação de pesquisas e falta de tempo para leituras. Como recomendações para implementar a pesquisa de enfermagem sugere-se:- acolher e desenvolver temas de pesquisa advindos do próprio repertório das enfermeiras;- promover a formação de uma rede de trabalho entre enfermeiras, educadoras epesquisadoras, ampliando horizontes, não só sobre os problemas do cotidiano, mas tambémsobre as possibilidades metodológicas para resolvê-los;- a estruturação de projetos de pesquisa que tomem como norteador a replicação deestudos disponíveis na literatura;- o compromisso das enfermeiras com o desenvolvimento do projeto de pesquisa e suaformalização em instância superior da instituição. Ana Maria DyniewiczI; Maria Gaby Rivero de Gutiérrez. Metodologia da pesquisa para enfermeiras de um hospital universitário. Rev. Latino-Am. 39 Enfermagem vol.13 no.3 Ribeirão Preto May/June 2005 Feldman LB
  40. 40. O cenário da Qualidade na área da Saúde no Brasil Cuidar, Ensinar, Pesquisar e Gerenciar Gerenciar é avaliar. O tema avaliação em saúde é um termo polissêmico (muitos significados). Na avaliação de “satisfação” do usuários, termo da moda inclusive na literatura internacional, é um conceito cujos contornos se mostram vagos, reunindo realidades múltiplas e diversas. Os conceitos atualmente oferecidos trazem uma abordagem limitada do tipo checklist para a obtenção da satisfação do paciente, no lugar de considerar diferentes valores, crenças e visões de mundo. Assim, os pesquisadores continuarão a selecionar os indicadores “mais óbvios” para a mensuração da satisfação (Turris). Newsome & Wright - a percepção da qualidade antecede a satisfação do paciente: “Eu sei que Dr. X faz um trabalho de alta qualidade, embora eu não tenha sido seu paciente”. No entanto, a satisfação em geral só ocorre depois da experiência com o serviço: “Eu não posso te dizer o quanto estou satisfeito com Dr. X, porque eu nunca fui tratado por ele”. A avaliação do serviço de enfermagem tem recebido uma abordagem segundo a tríade de Donabedian - estrutura, processo e resultado.Turris AS. Unpacking the concept of patient satisfaction: a feminist analysis. J Adv Nurs 2005; 50: 293-8.Newsome PRH, Wright GH. A review of patient satisfaction: 1. Concepts of satisfaction. Br Dent J 1999; 186:161-5. 40Esperidião MA; Bomfim LA. Avaliação de satisfação de usuários: considerações teórico-conceituais. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(6):1267-1276, jun, 2006 Feldman LB
  41. 41. Avedis Donabedian Estrutura Processo Resultado Avaliação “É um processo para determinar qualitativamente equantitativamente mediante métodos apropriados, o valor de uma coisa ou acontecimento, oferecendo subsídios para ajustes técnicos, administrativos e operacionais”
  42. 42. Instrumento para avaliação do serviço de enfermagem Tese instrumento Feldman LB.xlsAplicabilidade do Instrumento para avaliação do serviço de enfermagem segundo os Enfermeiros Aplicabilidade relativa Plenamente 5= 10% aplicavel 15= 31% Aplicabilidade relativa Aplicavel Plenamente aplicavel Aplicavel Não aplicável 29= 59% Feldman LB 42
  43. 43. O cenário da Qualidade na área da Saúde no Brasil Cuidar, Ensinar, Pesquisar e GerenciarGerencia de EnfermagemA organização do trabalho na área hospitalar - estilo de gerência, ao longo dotempo, tem produzido efeitos negativos que prejudicam o processo detrabalho. Ex: as dificuldades para responder prontamente às necessidades dosclientes e dos trabalhadores, o que interfere de forma significativa naqualidade dos serviços prestados, pelo pouco vínculo com os clientes e muitosproblemas do cotidiano. Spagnol (2000)Criticado por vários autores: Santos (1986); Trevizan et al. (1991);Carrasco (1993); Collet et al.(1994); Ferraz (1995);Fávero (1996); Bellato et al. (1997); Lima, M.A.D.S. (1998); Lima, R.C.D. (1998); Spagnol (2002), entre outros, que defendeme apostam numa outra configuração para a gestão de enfermagem hospitalar.As relações hierárquicas AINDA são rígidas e o poder decisório ainda estácentrado na figura do enfermeiro “chefe” que dá as ordens aos seus“subordinados”. Este por sua vez, parece que, na maioria das vezes, mantém noimaginário a figura do enfermeiro que se graduou SÓ para mandar e darordens. No exercício da gerência, o enfermeiro precisa deixar de supervalorizar somente o controle, a hierarquia, a ordem e a impessoalidade, para instituir práticas como a análise do processo de trabalho, o diálogo, a participação e o debate junto com sua equipe e com a equipe multiprofissional. 43 Feldman LB
  44. 44. Gerenciar A função gerencial do trabalho do enfermeiro é pouco expressiva e as atividades de pesquisa da enfermeira são desconhecidas, havendo, respectivamente, uma e nenhuma referência a estas dimensões. Entretanto, nem só de aspectos negativos sua imagem é constituída: a enfermeira foi apontada como sinônimo de prestação de cuidados, com conotação de carinho e eficiência.Sanna MC, Secaf V. A imagem da enfermeira e da profissão na imprensa escrita. Rev Enferm UERJ 1996 dez;4(2):170-82.Nauderer TM, Lima MADS. Imagem da enfermeira: revisão da literatura. Rev Bras Enferm 2005 jan-fev; 58(1):74-7. 44 Feldman LB
  45. 45. É preciso encontrar estratégias de intervenção que propiciem aos trabalhadores deixarem de ser subordinados e passivos, os quais somente acatam as ordens dos seus superiores e deixam de exercer o seu papel de sujeitos produtivos e criativos no desenvolvimento do trabalho. Além disso, a formação destes profissionais, gerentes, deve possibilitar a aquisição de umCampos (1997a) propõe, que a partir de novos referencial teórico, de análise e deconhecimentos e novas formas de agir, superar o eixo intervenção, que permita umacentral de todas as escolas de administração que reflexão constante da sua práticabuscam de diferentes maneiras reduzir sujeitos gerencial, do seu papel comohumanos à condição de instrumentos dóceis aos coordenador da equipe deobjetivos da empresa, transformando-os em insumos enfermagem e das relações sociaisou em objetos. inerentes ao ambiente de trabalho. Neste sentido, enfatiza que o desafio atual dos Sugestão buscar subsídios na dirigentes está pautado na diretriz de se “governar saúde coletiva. para produzir sujeitos !”Carla Aparecida Spagnol. (Re)pensando a gerência em enfermagem a partir de conceitos utilizados no campo da Saúde Coletiva. Ciência & SaúdeColetiva, 10(1):119-127, 2005.Campos GWS 1997a. Considerações sobre a arte e a ciência da mudança: revolução da coisas e reforma das pessoas – o caso da saúde, pp. 29-87. In LCO Cecílio 45(org.). Inventando a mudança na saúde.Hucitec, São Paulo. Feldman LB
  46. 46. Dificuldades dos enfermeiros recursos humanos insuficientes não ter condições adequadas de trabalho Enfermeiros em diferentes grupos quando as pessoas não tem a mesma sintonia de idéias ocupacionais apontam: o relacionamento com os colegas e o barulho dos pacientes tipo de paciente, paciente que exige muito eu lido com aluno que não conhece, não sabe lidar com um termômetro  temos que resolver todos os problemas dos alunos ser responsável pela qualidade do serviço preocupo com a qualidade da assistência e tenho que fazer muitas coisas ao mesmo tempo você não tem tempo, você tem sobrecarga o desgaste emocional de saber o que fazer e saber que não vai dar conta o salário não é compatível com o nível de instrução que a gente espera ganhar mal desestabiliza e gera estresse o que irrita é ver coisas que seriam facilmente resolvidas e não são não poder tomar determinadas decisões as pessoas te cobrarem as coisas em um prazo muitoStacciarini JMR; Tróccoli BT . O estresse na atividade pequenoocupacional do enfermeiro. Rev. Latino-Am.Enfermagem v.9 n.2 Ribeirão Preto mar./abr. 2001 cobrar e não ser reconhecido 46 Feldman LB
  47. 47. Acreditação  Hospital Barra DOr (RJ) é exemplo de sucesso de acreditação, com redução de 40% nos gastos do paciente  Um dos resultados concretos obtidos após a adesão aos protocolos estabelecidos pela acreditação foi a diminuição dos índices de infecção. Em série histórica de 2008/2009 e 2010 foi observada melhora de resultados clínicos com menor tempo de internação. Com isso o gasto do paciente em termos financeiro teve uma diminuição na ordem de 40%.“A acreditação hospitalar não está validando um produto final, mas as boas práticasmédicas, o controle interno, além de verificar se existe um modelo de gestãocomprometido com isso, de forma a aumentar a possibilidade de bons resultados finais ede garantir a segurança do paciente”. “O que se busca com a certificação é melhorar aqualidade e a segurança dos serviços prestados”.  Hospital Estadual Sumaré (HES), interior do Estado de São Paulo, e  Hospital Mãe de Deus (HMD), Porto Alegre (RS). Dois hospitais – público e privado, duas realidades diferentes e uma característica em comum: a acreditação hospitalar, um novo conceito de qualidade que combina segurança com ética profissional, responsabilidade e qualidade do atendimento.“Os dois fazem parte do grupo de 31 hospitais que já estão acreditados no Brasil e que jáentenderam a importância desse novo conceito de qualidade nos serviços de saúde”, 47 Feldman LB
  48. 48.  Hospital da Unimed João Pessoa(PB) recebe certificado de qualidade Referência em procedimentos de alta complexidade  O processo de Acreditação foi iniciado em 2008 e uma das primeiras providências foi instituir o Escritório da Qualidade....uma série de melhorias foram realizadas: a implantação da Classificação de Riscos naurgência e emergência do Hospital, método que prioriza a assistência de acordo com agravidade do caso; a identificação padronizada dos profissionais que trabalham nainstituição; e a adoção de protocolos. Feldman LB 48
  49. 49. O desenvolvimento de Programas de Qualidade é uma necessidade em termos de eficiência e uma obrigação do ponto de vista ético e moral. Toda instituição hospitalar, dada a sua missão essencial a favor do ser humano, deve preocupar-se com a melhoria permanente, de tal forma que consiga uma integração harmônica das áreas médica, tecnológica, administrativa, econômica, assistencial e, se for o caso, das áreas docentes e de pesquisa. Jordana Mendes Vicentini ,Nancy Julieta Inocente.A influência da cultura no processo de acreditação nas organizações desaúde. Mestrado em Gestão e Desenvolvimento Regional -Universidade de Taubaté (UNITAU). 49 Feldman LB
  50. 50. Feldman LB 50
  51. 51. Promotor chama de “briga de menino” Na administração do Hospital Jofre Cohen está problemas que afetam Hospital o médico Osvaldo ferreira, contratado pelo J. Cohen 26-05-2011 governo do Estado, e no gerenciamento dosO promotor André Seffair conceituou de recursos, está o Secretário de Saúde Josimar“briga de menino” os problemas que Marinho, pela prefeitura.afetam o Hospital Regional Jofre Cohen. Mas algumas acusações trocadas por ambosSegundo ele, os problemas decorrem geraram um mal estar para quem precisa doprincipalmente da falta de comunicação atendimento médico.entre os administradores da saúde daquele Os dois já foram convocados na Câmara parahospital. esclarecimentos.Nos últimos meses, inúmeras foram as Segundo o promotor André Seffair areclamações e denúncias de mau responsabilidade da gestão do hospital éatendimento, falta de medicamentos ou conjunta, logo, se está havendo má qualidadeprecariedade nas instalações do hospital e no serviço prestado, quem deve responder sãode todo o sistema de saúde de Parintins. os dois, Estado e Município.Faltam médicos, remédios, e exames e Para ele, é preciso no mínimo haver comunicação entre aqueles que administram oconsultas geralmente marcados com vários hospital para haver qualidade no serviço.dias de atraso. “Enquanto tiver essa briga velada não haverá qualidade no atendimento à população. Não há como melhorar, se essa briga de menino continuar, a política e o ego têm que ser deixados de lado”, comentou o promotor. 51
  52. 52. Exercício 4 Análise da situação sob aspectos da qualidade, segurança, ética, gestão e outrosNeste caso: Identifique os pontos críticos; Aponte e discuta os “acertos”; Discuta e aponte os “erros”; Como você faria? Feldman LB 52
  53. 53. Considerações FinaisConscientizar todos os enfermeiros pesquisadores do direito de pleitearrecursos para o desenvolvimento de suas pesquisas em todas asmodalidades de auxílios e bolsas, não só para impulsionar a investigaçãoem enfermagem no país, como também para melhor podermosdimensionar o espaço da enfermagem nas agências de incentivo ápesquisa. Isabel Amélia Costa Mendes; Joséte Luzia LeiteSendo o cuidado de enfermagem o objeto de nosso trabalho não podemosaceitar tal situação; para tanto devemos nos mobilizar para melhorarnossas condições de trabalho e continuar executando uma assistência deenfermagem de qualidade cumprindo assim nosso real papel profissional. Maria Helena Palucci Marziale Feldman LB 53
  54. 54. Não temos dúvida de que pesquisas podem colaborar no sentido de auxiliarna busca de soluções para alguns problemas desta categoria profissional. Enfa Dra Jeanne M R Stacciarini; Psicologo Bartholomeu Tróccoli A acreditação hospitalar é uma ferramenta que está sendo utilizada mundialmente, em todos os cinco continentes, em alguns países com adesão voluntária e em outros obrigatória pelo governo, tem evoluído seus processos continuamente para dar conta de alcançar com excelência seus objetivos. Apesar de não evitar a ocorrência de erros profissionais, tem sido uma oportunidade das instituições de saúde melhorarem a qualidade do atendimento, atenção e cuidado ao paciente. Identifica-se a necessidade de uma mudança cultural nas instituições de saúde, qualificação dos profissionais, liderança, comprometimento, dentre outros fatores, para adesão e sucesso do processo. Mônica Motta Duarte, Zenith Rosa Silvino 54 Feldman LB
  55. 55. Cenário de Qualidade & Segurança hospitalar Raciocínio SistêmicoFerramentas Objetivo Domínio de Comum Pessoal Gestão Competências Aprendizagem em grupo 55
  56. 56. Modelo de Qualidade do Cuidado e Segurança Hospitalar Planejamento Estratégico Tático Operacional Boas Práticas Efetividade Segurança assistencial Parametrização Processos de Assistência Qualificada Gestão do Padrão de Cuidado QualidadeModelo Assistencial Indicadores Resultados com Melhoria Contínua e Minimização de Riscos Prevenção de Danos Gestão Eficaz com Otimização dos Resultados Financeiros Marketing 56
  57. 57. PROMOVEREVITAR AVANÇAR 57 Feldman LB
  58. 58. Referencias: 58
  59. 59. Brindar periodicamente! 59
  60. 60. Lili musica Titãs ppoint Lili.ppt Obrigadae sucesso na sua Gestão de Qualidade! Liliane Bauer Feldman 9914.9514 lilibf@terra.com.br 60

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