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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA
PIBID LETRAS
PROJETO:
CLIC
CULTURA, LITERATURA E CRIATIVIDADE: DO ERUDITO AO
POPULAR
PROFESSORES:
FLÁVIA KELLYANNE MEDEIROS DA SILVA
LÍGIA ALBUQUERQUE QUEIROZ
PRISCILA DA SILVA SANTANA RODRIGUES
VANESSA KISHIMA DO BÚ
MÓDULO 09: “ÊXODO URBANO”
ALUNO(A):__________________________________________________
www.projetoclicraul.blogspot.com
Fuga bucólica: da cidade para o campo
(Wilame prado)
Ao recordar de João Azarias e Luzia Garcia, meus avôs maternos, as histórias
envolvendo o campo surgem também em minha mente quase que automaticamente.
Aliás, no Brasil, um país com fortes heranças agrárias, é difícil encontrar alguém cujos
avôs ou até mesmo os pais não viveram por algum momento da vida na zona rural. Só
que essa realidade, a de morar no sítio, é algo revertido há aproximadamente quatro
décadas: dados estatísticos comprovam o fenômeno do êxodo rural no Brasil a partir da
década de 1970.
O êxodo rural já não se apresenta tão forte nos dias de hoje, é verdade. A
explicação é simples: a zona rural está abandonada, quase não tem gente mais para vir à
cidade. Com as tecnologias e com os rincões latifundiários, poucos homens, que moram
em boas casas na cidade, dão conta de muita terra. A presença humana, em especial a do
dono, já não é mais necessária. Avistamos mundos verdes, ora de soja, ora de cana-de-
açúcar, ora de milho, ora de trigo, que permanecem por ali, vivendo uma solidão natural.
A natureza não precisa de companhia para continuar se desenvolvendo. Os homens só
retornam ao campo, munidos de tratores e colheitadeiras, apenas na hora de semear,
plantar, aplicar defensivos e finalmente colher o ouro verde. Dormem, alimentam-se e se
divertem na cidade.
A falta de gente na roça é uma realidade, pelo menos na área rural de Maringá-PR.
E isso não vem de hoje. O historiador Reginaldo Dias, professor doutor do
Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá (UEM), apresenta-me
um dado comprovando a ausência humana pelos sítios maringaenses já na década de
1980, quando, para uma população de 168.239 pessoas, a taxa de urbanização de
Maringá era de 95%.
Se enchermos com mais água do que o cabível no copo, o líquido vai derramar.
Isso aconteceu nas áreas urbanas das grandes cidades e vem sendo visto, paulatinamente,
também nas cidades médias brasileiras: enche de gente, transborda e provoca o caos. Ao
contrário da natureza que reina na zona rural e que se desenvolve com ou sem ajuda do
homem, a zona urbana foi totalmente construída pelas mãos humanas e é dependente.
Diria até que as cidades sentem os efeitos da solidão, a exemplo dos feriados prolongados
onde todos tentam fugir das metrópoles e acaba deixando sem sentindo aquele abrir e
fechar dos semáforos pela imensidão vazia das largas e profundas avenidas urbanas.
E se as cidades são mais sensíveis aos efeitos migratórios dos homens do que os
sítios, podemos afirmar sem errar que, há alguns anos e isso de maneira crescente, é
doloroso o que tem acontecido nas cidades em virtude da superlotação demográfica e em
função dos ditames capitalistas que pregam uma sociedade consumista e individualista.
Traduzindo tudo isso, é certo elencar os malefícios ocorridos na área urbana: trânsito,
poluição de tudo quanto é gênero e grau, desrespeito, favelas, mendicância, violência e
estresse.
Já nem todos estão suportando a realidade cruel das cidades. E de repente, em um
pensamento ou outro, surge aquela vontadezinha de fazer como nossos pais e avós, surge
uma necessidade de plantar uma flor, um desejo de tomar banho de rio e andar a cavalo,
um sonho de ver brotar na terra o alimento e o sustento, por meio da troca, seu e de
todas as pessoas amadas que te rodeiam.
Claro que parte desta necessidade é suprida nos feriados prolongados, onde
efetivamente ocorre um êxodo urbano palpável por meio do turismo rural e com data de
validade, pois na segunda-feira é preciso voltar ao escritório. Mas, ainda que de maneira
pouco evidente, começam a surgir também casos isolados de êxodo urbano, de pessoas
que enfim tomam coragem e conseguem se desprenderem do possível conforto gerado
pelas facilidades encontradas na cidade, caso se tenha dinheiro para pagar por este
conforto, é claro.
Questionamento:Emsuaopinião,quaisosmotivosquelevaramohomemdocampoamigrarpara
cidadeeohomemdacidadea„fugir‟paraocampo?
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♪♪Música:CasaNoCampo♪♪
(Elis Regina)
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras
Pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos, meus livros e nada mais
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais.
ARCADISMO
Esta escola literária caracterizava-se pela valorização da vida no campo, crítica a vida
nos centros urbanos (fugere urbem = fuga da cidade), uso de apelidos, objetividade,
idealização da mulher amada, abordagem de temas épicos, linguagem simples,
pastoralismo e fingimento poético da vida bucólica e dos elementos da natureza.
O Arcadismo, também conhecido como Neoclassicismo, surgiu no continente
europeu no século XVIII, durante uma época de ascensão da burguesia e de seus valores
sociais, políticos e religiosos. O nome
originou-se de uma região grega chamada
Arcádia (morada do deus Pan).
Os poetas desta escola literária
escreviam sobre as belezas do campo, a
tranquilidade proporcionada pela natureza e
a contemplação da vida simples. Portanto,
desprezam a vida nos grandes centros
urbanos e toda a vida agitada e problemas
que as pessoas levavam nestes locais. Os poetas árcades chegavam a usar pseudônimos
(apelidos) de pastores latinos ou gregos.
Soneto XIII
Nise ? Nise ? onde estás ? Aonde espera
Achar te uma alma, que por ti suspira,
Se quanto a vista se dilata, e gira,
Tanto mais de encontrar te desespera!
Ah se ao menos teu nome ouvir pudera
Entre esta aura suave, que respira!
Nise, cuido, que diz; mas é mentira.
Nise, cuidei que ouvia; e tal não era.
Grutas, troncos, penhascos da espessura,
Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde,
Mostrai, mostrai me a sua formosura.
Nem ao menos o eco me responde!
Ah como é certa a minha desventura!
Nise ? Nise ? onde estás ? aonde ? aonde ?
Cláudio Manuel
Quem foi Cláudio Manuel?
Cláudio Manuel da Costa ou Glauceste
Saturnino, pseudônimo do autor, foi
um jurista e poeta do Brasil Colônia. Filho de João
Gonçalves da Costa (português) e Teresa Ribeira de
Alvarenga (mineira), nasceu no dia 5 de junho de 1729
em Minas Gerais.
Aos vinte anos de idade, embarcou para
Portugal, matriculando-se na Universidade de
Coimbra, onde obteve o Bacharelato em Cânones.
Com 5 anos depois, retornou ao Brasil,
dedicando-se à advocacia em Vila Rica (atual Ouro Preto). Jurista culto e renomado à
época, ali exerceu o cargo de procurador da Coroa, desembargador, e, por duas vezes, o
de secretário do Governo.
Destacou-se pela sua obra poética e pelo seu envolvimento na Inconfidência
Mineira. Foi também advogado de prestígio, fazendeiro abastado, cidadão ilustre,
pensador de mente aberta e mecenas (patrocinador) do Aleijadinho.
Aos sessenta anos de idade foi envolvido na chamada Conjuração Mineira. Detido
e, para alguns, apavorado com as conseqüências da acusação de réu de inconfidência,
morreu em circunstâncias obscuras, em Vila Rica, no dia 4 de julho de 1789, quando
teria cometido suicídio por enforcamento na prisão.
GLAUCESTE SATURNINO???
O autor tinha um pseudônimo árcade: Glauceste Satúrnio, o qual era um pastor
que se inspirava em sua musa Nise.
DESVENDANDO O POETA E SUAS POESIAS
Temática da Atividade: Vida Urbana X Vida do Campo
Proposta 1: Diálogo
Definição: Conversação estabelecida entre duas ou mais
pessoas.
Atividade: Crie um diálogo entre um homem da cidade e um homem do campo baseado
no conteúdo do poema abaixo.
Soneto XIV
Quem deixa o trato pastoril amado
Pela ingrata, civil correspondência,
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro a paz não tem provado.
Que bem é ver nos campos transladado
No gênio do pastor, o da inocência!
E que mal é no trato, e na aparência
Ver sempre o cortesão dissimulado!
Ali respira amor sinceridade;
Aqui sempre a traição seu rosto encobre;
Um só trata a mentira, outro a verdade.
Ali não há fortuna, que soçobre;
Aqui quanto se observa, é variedade:
Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!
Cláudio Manuel
Proposta 2: Carta Pessoal
Definição: Gênero textual especialmente utilizado na
comunicação com amigos, parentes ou com cônjuges. Tais
cartas, por serem mais informais, não seguem modelos
prontos, caracterizando-se pela linguagem coloquial. Nesse caso
o remetente é a própria pessoa que assina a correspondência. Sua estrutura é composta
de local e data, vocativo, corpo e assinatura; às vezes, também de P.S.
Atividade: Redija uma carta pessoal, com base no poema abaixo, convidando o homem
da cidade para passar as férias e aliviar o estresse no campo.
Soneto V
Se sou pobre pastor, se não governo
Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;
Se em frio, calma, e chuvas inclementes
Passo o verão, outono, estio, inverno;
Nem por isso trocara o abrigo terno
Desta choça, em que vivo, coas enchentes
Dessa grande fortuna: assaz presentes
Tenho as paixões desse tormento eterno.
Adorar as traições, amar o engano,
Ouvir dos lastimosos o gemido,
Passar aflito o dia, o mês, e o ano;
Seja embora prazer; que a meu ouvido
Soa melhor a voz do desengano,
Que da torpe lisonja o infame ruído.
Cláudio Manuel
Proposta 3: Propaganda
Definição: É um modo específico de
apresentar informação sobre um
produto, marca, empresa ou política que visa
influenciar a atitude de uma audiência para uma
causa, posição ou atuação. Ato de difundir algo.
Atividade: Produza uma propaganda de acordo com seus conhecimentos, sobre a atual
situação em que se encontram os bens naturais do nosso planeta, baseada no poema
abaixo exaltando o valor da Natureza.
Soneto VIII
Este é o rio, a montanha é esta,
Estes os troncos, estes os rochedos;
São estes inda os mesmos arvoredos;
Esta é a mesma rústica floresta.
Tudo cheio de horror se manifesta,
Rio, montanha, troncos, e penedos;
Que de amor nos suavíssimos enredos
Foi cena alegre, e urna é já funesta.
Oh quão lembrado estou de haver subido
Aquele monte, e as vezes, que baixando
Deixei do pranto o vale umedecido!
Tudo me está a memória retratando;
Que da mesma saudade o infame ruído
Vem as mortas espécies despertando.
Cláudio Manuel
Proposta 4 : Analisando a Tirinha
Atividade: Descubra a relação da tirinha com o poema abaixo.
Soneto VII
Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado;
E em contemplá-lo tímido esmoreço.
Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado:
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.
Eu me engano: a região esta não era:
Mas que venho a estranhar, se estão presentes
Meus males, com que tudo degenera!
Cláudio Manuel
ARCADISMO NO BRASIL
No Brasil, o arcadismo chega e desenvolve-se na segunda metade do século
XVIII, em pleno auge do ciclo do ouro na
região de Minas Gerais. É também neste
momento que ocorre a difusão do
pensamento iluminista, principalmente
entre os jovens intelectuais e artistas de
Minas Gerais. Desta região que, fervia
culturalmente e socialmente nesta época,
saíram os grandes poetas.
Principais Poetas do Arcadismo Brasileiro:
 Tomás Antônio Gonzaga: autor de Liras,
Cartas Chilenas e Marília de Dirceu.
 Basílio da Gama: autor de O Uraguai.
 Frei Santa Rita Durão: autor do poema épico
Caramuru.
 Silva Alvarenga: autor de Glaura.
REPORTAGEM:
ECOSSISTEMA:
Desmatamento
O desmatamento é um processo
de degradação da vegetação nativa de
uma região e pode provocar um
processo de desertificação. O mau uso
dos recursos naturais, a poluição e a
expansão urbana são alguns fatores que
devastam ambientes naturais e reduzem
o número de habitats para as espécies.
Um dos principais agentes do
desmatamento é o homem.
Nos últimos anos, a atividade
humana tem invadido o meio ambiente
em diferentes escalas e velocidades, o
que resulta na degradação de biomas.
Além de lançar na água, no ar e no solo
substâncias tóxicas e contaminadas, o
homem também agride o ambiente
capturando e matando animais silvestres
e aquáticos e destruindo matas.
Muitas florestas naturais já foram
derrubadas para dar lugar a estradas,
cidades, plantações, pastagens ou para
fornecer madeira. No processo de
desmatamento, primeiro são retiradas as
madeiras de árvores nobres, depois as de
menor porte e, em seguida, toda a
vegetação rasteira é destruída. As
queimadas também são causas de
destruição de matas. Elas acabam com o
capim e a cobertura florestal que ainda
sobrou da degradação.
Dos 64 milhões de km² de
florestas existentes no planeta, restam
menos de 15,5 milhões, ou cerca de
24%. Isso quer dizer que 76% das
florestas primárias já desapareceram.
Com exceção de parte das Américas,
todos os continentes desmataram
muito, conforme um estudo da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa) sobre a evolução das florestas
mundiais.
Dos 100% de suas florestas
originais, a África mantém hoje 7,8%, a
Ásia 5,6%, a América Central 9,7% e a
Europa Ocidental – o pior caso do
mundo – apenas 0,3%.
O continente que mais mantém suas
florestas originais é a América do Sul,
com 54,8%.
O Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe) e outras
organizações independentes como a
organização não-governamental Instituto
do Homem e do Meio Ambiente na
Amazônia (Imazon) fazem o
monitoramento do desmatamento no
Brasil. Segundo eles, são desmatados
cerca de 21 mil km² por ano no Brasil, o
que representa um Estado de Sergipe de
floresta no chão por ano.
A Mata Atlântica foi a principal
vítima do desmatamento florestal no País
e hoje tem apenas cerca de 7% do que
seria seu território original. Ela é
reconhecida como o bioma brasileiro
mais descaracterizado.
Já o cerrado brasileiro perdeu
48,2% da vegetação original. Hoje são
desmatados cerca de 20 mil km² por
ano, principalmente no oeste da Bahia –
na divisa com Goiás e Tocantins – e no
norte de Mato Grosso. As áreas
coincidem com as regiões produtoras de
grãos, de carvão e pecuária.
A floresta amazônica brasileira
permaneceu praticamente intacta até os
anos 1970, quando foi inaugurada a
rodovia Transamazônica. A partir daí,
passou a ser desmatada para criação de
gado, plantação de soja e exploração da
madeira.
Em busca de madeiras de lei
como o mogno, empresas madeireiras
instalaram-se na região amazônica para
fazer a exploração ilegal. Como a maior
floresta tropical existente, ela é uma das
grandes preocupações do mundo inteiro.
O desmatamento da Amazônia provoca
impacto na biodiversidade global, na
redução do volume de chuvas e
contribui para a piora do aquecimento
global.
Fonte: http://www.brasil.gov.br/sobre/meio-
ambiente/ecossistema/desmatamento. Acesso
em: 25/04/2013.
Desabafo
(autor desconhecido)
Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, pois as sacolinhas
de plástico não são amigáveis ao ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso
problema hoje, minha senhora. A
SUA geração não se preocupou o
suficiente com o nosso ambiente.
- Você está certo – responde
a senhora – nossa geração não se
preocupou adequadamente com o
ambiente. Naquela época, as
garrafas de leite, garrafas de
refrigerante e cerveja eram
devolvidos à loja. A loja mandava
de volta para a fábrica, onde eram
lavadas e esterilizadas antes do
reuso, e os fabricantes das bebidas
usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as
escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até
o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que
precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as
fraldas dos bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. A secagem das
roupas era feita ao ar livre, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia
solar e eólica é que realmente secava nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as
roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas e sempre
mais descartáveis.
É verdade, não havia preocupação com o ambiente naqueles dias. Naquela época
só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV
tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de uma mesa; que
depois será descartada como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas
elétricas que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o
correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de
plástico que levam séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um
motor a gasolina apenas para cortar a grama e sim um cortador de grama que exigia
músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar
esteiras que também funcionam a eletricidade.
Você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos
diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e
garrafas PET que agora inundam os oceanos. As canetas eram recarregadas com tinta
várias vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar
fora todos os aparelhos descartáveis só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos sim uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas
tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola,
ao invés de usar a mãe e o carro da família como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos
só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para
alimentar dúzias de aparelhos dispensáveis. E nós não precisávamos de um GPS para
receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço só para encontrar a pizzaria
mais próxima.
Então, não é visível que a atual geração fale tanto em meio ambiente e seja
justamente a que apresenta a maior resistência a abrir mão do estilo de vida degradante
que adotaram?
PARA LER E REFLETIR:
O SER HUMANO E A NATUREZA
(Luiz Carlos Amorim)
Neste feriadão de sete de setembro estive em Corupá – e foi um susto muito
grande acordar de madrugada com o barulho da força do vento, coisas batendo e
quebrando, muita chuva. No dia seguinte, ao andar pela cidade, vi o que o vento
fortíssimo havia feito: telhados destruídos, árvores arrancadas ou partidas, até construções
caídas no chão, além de postes e out-doors lançados por terra. Vendo os telejornais, vi
que não fora só ali o caos com tanto vento e tanta chuva. Em quase toda Santa Catarina,
tornados haviam passado e deixado rastros de destruição. Ventos de mais de cem
quilômetros horários distribuíram pânico e até morte pelo sul e sudeste do nosso Brasil e
na Argentina.
E vi a chuva caindo, aumentando o risco de novos deslizamentos, aumentando a
angústia daqueles que têm suas casas em locais de risco. Lembrei que aquela fora
justamente a madrugada seguinte a do dia 7 de setembro, quando deveríamos ter
comemorado a nossa independência, a liberdade de todo cidadão e pareceu ironia aquela
situação de tragédia. A natureza, mais uma vez, nos alertava para o fato de que não
estávamos cuidando direito do meio-ambiente. Que podemos ser livres, sim, mas nosso
direito vai até onde começa o direito do outro. E não estamos respeitando o nosso
planeta, o lugar onde vivemos.
E a natureza apela, mais uma vez, para que o ser humano repense as suas ações
neste nosso mundo, para que ele não sucumba de vez com tanta poluição, tanto descaso,
tanta irresponsabilidade.
E a natureza lamenta: “Sinto muito pela dor que este tempo tão diverso está
causando, mas ele está assim porque o homem, o ser humano, não tem se preocupado
com o meio-ambiente – com o ar, com a terra, com a água, que são a sua vida. A
poluição acumulada, não contida há tanto tempo, é que descontrolou o clima. A ganância
desmesurada fez com que se fechasse os olhos às agressões contínuas ao meio-ambiente.
E isso resulta nas tragédias que estão acontecendo ao redor do mundo. O homem
precisa respeitar mais e proteger a natureza para ser protegido.”
Isso não me saiu mais da cabeça, pois sei que a natureza está dando o seu recado, disso
não há a menor dúvida. Nós, homens, sábios homens, precisamos nos conscientizar, o
mais rápido possível – esperemos que não seja tarde demais – de que é preciso fazer
alguma coisa, tomar atitudes para que salvemos o nosso planeta Terra
ATIVIDADE
Proposta: Baseado em tudo que foi visto e produzido em sala de aula, acerca do estudo
deste Módulo, produza um Mural Expositivo para conscientização da preservação da
Natureza. Lembre-se que esse Mural será visto por toda a escola.
BLOCO DE ANOTAÇÕES:
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  • 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID LETRAS PROJETO: CLIC CULTURA, LITERATURA E CRIATIVIDADE: DO ERUDITO AO POPULAR PROFESSORES: FLÁVIA KELLYANNE MEDEIROS DA SILVA LÍGIA ALBUQUERQUE QUEIROZ PRISCILA DA SILVA SANTANA RODRIGUES VANESSA KISHIMA DO BÚ MÓDULO 09: “ÊXODO URBANO” ALUNO(A):__________________________________________________ www.projetoclicraul.blogspot.com
  • 2. Fuga bucólica: da cidade para o campo (Wilame prado) Ao recordar de João Azarias e Luzia Garcia, meus avôs maternos, as histórias envolvendo o campo surgem também em minha mente quase que automaticamente. Aliás, no Brasil, um país com fortes heranças agrárias, é difícil encontrar alguém cujos avôs ou até mesmo os pais não viveram por algum momento da vida na zona rural. Só que essa realidade, a de morar no sítio, é algo revertido há aproximadamente quatro décadas: dados estatísticos comprovam o fenômeno do êxodo rural no Brasil a partir da década de 1970. O êxodo rural já não se apresenta tão forte nos dias de hoje, é verdade. A explicação é simples: a zona rural está abandonada, quase não tem gente mais para vir à cidade. Com as tecnologias e com os rincões latifundiários, poucos homens, que moram em boas casas na cidade, dão conta de muita terra. A presença humana, em especial a do dono, já não é mais necessária. Avistamos mundos verdes, ora de soja, ora de cana-de- açúcar, ora de milho, ora de trigo, que permanecem por ali, vivendo uma solidão natural. A natureza não precisa de companhia para continuar se desenvolvendo. Os homens só retornam ao campo, munidos de tratores e colheitadeiras, apenas na hora de semear, plantar, aplicar defensivos e finalmente colher o ouro verde. Dormem, alimentam-se e se divertem na cidade. A falta de gente na roça é uma realidade, pelo menos na área rural de Maringá-PR. E isso não vem de hoje. O historiador Reginaldo Dias, professor doutor do Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá (UEM), apresenta-me um dado comprovando a ausência humana pelos sítios maringaenses já na década de 1980, quando, para uma população de 168.239 pessoas, a taxa de urbanização de Maringá era de 95%. Se enchermos com mais água do que o cabível no copo, o líquido vai derramar. Isso aconteceu nas áreas urbanas das grandes cidades e vem sendo visto, paulatinamente, também nas cidades médias brasileiras: enche de gente, transborda e provoca o caos. Ao contrário da natureza que reina na zona rural e que se desenvolve com ou sem ajuda do homem, a zona urbana foi totalmente construída pelas mãos humanas e é dependente. Diria até que as cidades sentem os efeitos da solidão, a exemplo dos feriados prolongados onde todos tentam fugir das metrópoles e acaba deixando sem sentindo aquele abrir e fechar dos semáforos pela imensidão vazia das largas e profundas avenidas urbanas.
  • 3. E se as cidades são mais sensíveis aos efeitos migratórios dos homens do que os sítios, podemos afirmar sem errar que, há alguns anos e isso de maneira crescente, é doloroso o que tem acontecido nas cidades em virtude da superlotação demográfica e em função dos ditames capitalistas que pregam uma sociedade consumista e individualista. Traduzindo tudo isso, é certo elencar os malefícios ocorridos na área urbana: trânsito, poluição de tudo quanto é gênero e grau, desrespeito, favelas, mendicância, violência e estresse. Já nem todos estão suportando a realidade cruel das cidades. E de repente, em um pensamento ou outro, surge aquela vontadezinha de fazer como nossos pais e avós, surge uma necessidade de plantar uma flor, um desejo de tomar banho de rio e andar a cavalo, um sonho de ver brotar na terra o alimento e o sustento, por meio da troca, seu e de todas as pessoas amadas que te rodeiam. Claro que parte desta necessidade é suprida nos feriados prolongados, onde efetivamente ocorre um êxodo urbano palpável por meio do turismo rural e com data de validade, pois na segunda-feira é preciso voltar ao escritório. Mas, ainda que de maneira pouco evidente, começam a surgir também casos isolados de êxodo urbano, de pessoas que enfim tomam coragem e conseguem se desprenderem do possível conforto gerado pelas facilidades encontradas na cidade, caso se tenha dinheiro para pagar por este conforto, é claro.
  • 4. Questionamento:Emsuaopinião,quaisosmotivosquelevaramohomemdocampoamigrarpara cidadeeohomemdacidadea„fugir‟paraocampo? ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________
  • 5. ♪♪Música:CasaNoCampo♪♪ (Elis Regina) Eu quero uma casa no campo Onde eu possa compor muitos rocks rurais E tenha somente a certeza Dos amigos do peito e nada mais Eu quero uma casa no campo Onde eu possa ficar no tamanho da paz E tenha somente a certeza Dos limites do corpo e nada mais Eu quero carneiros e cabras Pastando solenes no meu jardim Eu quero o silêncio das línguas cansadas Eu quero a esperança de óculos E meu filho de cuca legal Eu quero plantar e colher com a mão A pimenta e o sal Eu quero uma casa no campo Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé Onde eu possa plantar meus amigos Meus discos e livros e nada mais Onde eu possa plantar meus amigos Meus discos, meus livros e nada mais Onde eu possa plantar meus amigos Meus discos e livros e nada mais. ARCADISMO Esta escola literária caracterizava-se pela valorização da vida no campo, crítica a vida nos centros urbanos (fugere urbem = fuga da cidade), uso de apelidos, objetividade, idealização da mulher amada, abordagem de temas épicos, linguagem simples, pastoralismo e fingimento poético da vida bucólica e dos elementos da natureza. O Arcadismo, também conhecido como Neoclassicismo, surgiu no continente europeu no século XVIII, durante uma época de ascensão da burguesia e de seus valores
  • 6. sociais, políticos e religiosos. O nome originou-se de uma região grega chamada Arcádia (morada do deus Pan). Os poetas desta escola literária escreviam sobre as belezas do campo, a tranquilidade proporcionada pela natureza e a contemplação da vida simples. Portanto, desprezam a vida nos grandes centros urbanos e toda a vida agitada e problemas que as pessoas levavam nestes locais. Os poetas árcades chegavam a usar pseudônimos (apelidos) de pastores latinos ou gregos. Soneto XIII Nise ? Nise ? onde estás ? Aonde espera Achar te uma alma, que por ti suspira, Se quanto a vista se dilata, e gira, Tanto mais de encontrar te desespera! Ah se ao menos teu nome ouvir pudera Entre esta aura suave, que respira! Nise, cuido, que diz; mas é mentira. Nise, cuidei que ouvia; e tal não era. Grutas, troncos, penhascos da espessura, Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde, Mostrai, mostrai me a sua formosura. Nem ao menos o eco me responde! Ah como é certa a minha desventura! Nise ? Nise ? onde estás ? aonde ? aonde ? Cláudio Manuel
  • 7. Quem foi Cláudio Manuel? Cláudio Manuel da Costa ou Glauceste Saturnino, pseudônimo do autor, foi um jurista e poeta do Brasil Colônia. Filho de João Gonçalves da Costa (português) e Teresa Ribeira de Alvarenga (mineira), nasceu no dia 5 de junho de 1729 em Minas Gerais. Aos vinte anos de idade, embarcou para Portugal, matriculando-se na Universidade de Coimbra, onde obteve o Bacharelato em Cânones. Com 5 anos depois, retornou ao Brasil, dedicando-se à advocacia em Vila Rica (atual Ouro Preto). Jurista culto e renomado à época, ali exerceu o cargo de procurador da Coroa, desembargador, e, por duas vezes, o de secretário do Governo. Destacou-se pela sua obra poética e pelo seu envolvimento na Inconfidência Mineira. Foi também advogado de prestígio, fazendeiro abastado, cidadão ilustre, pensador de mente aberta e mecenas (patrocinador) do Aleijadinho. Aos sessenta anos de idade foi envolvido na chamada Conjuração Mineira. Detido e, para alguns, apavorado com as conseqüências da acusação de réu de inconfidência, morreu em circunstâncias obscuras, em Vila Rica, no dia 4 de julho de 1789, quando teria cometido suicídio por enforcamento na prisão. GLAUCESTE SATURNINO??? O autor tinha um pseudônimo árcade: Glauceste Satúrnio, o qual era um pastor que se inspirava em sua musa Nise.
  • 8. DESVENDANDO O POETA E SUAS POESIAS Temática da Atividade: Vida Urbana X Vida do Campo Proposta 1: Diálogo Definição: Conversação estabelecida entre duas ou mais pessoas. Atividade: Crie um diálogo entre um homem da cidade e um homem do campo baseado no conteúdo do poema abaixo. Soneto XIV Quem deixa o trato pastoril amado Pela ingrata, civil correspondência, Ou desconhece o rosto da violência, Ou do retiro a paz não tem provado. Que bem é ver nos campos transladado No gênio do pastor, o da inocência! E que mal é no trato, e na aparência Ver sempre o cortesão dissimulado! Ali respira amor sinceridade; Aqui sempre a traição seu rosto encobre; Um só trata a mentira, outro a verdade. Ali não há fortuna, que soçobre; Aqui quanto se observa, é variedade: Oh ventura do rico! Oh bem do pobre! Cláudio Manuel Proposta 2: Carta Pessoal Definição: Gênero textual especialmente utilizado na comunicação com amigos, parentes ou com cônjuges. Tais cartas, por serem mais informais, não seguem modelos prontos, caracterizando-se pela linguagem coloquial. Nesse caso
  • 9. o remetente é a própria pessoa que assina a correspondência. Sua estrutura é composta de local e data, vocativo, corpo e assinatura; às vezes, também de P.S. Atividade: Redija uma carta pessoal, com base no poema abaixo, convidando o homem da cidade para passar as férias e aliviar o estresse no campo. Soneto V Se sou pobre pastor, se não governo Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes; Se em frio, calma, e chuvas inclementes Passo o verão, outono, estio, inverno; Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça, em que vivo, coas enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento eterno. Adorar as traições, amar o engano, Ouvir dos lastimosos o gemido, Passar aflito o dia, o mês, e o ano; Seja embora prazer; que a meu ouvido Soa melhor a voz do desengano, Que da torpe lisonja o infame ruído. Cláudio Manuel Proposta 3: Propaganda Definição: É um modo específico de apresentar informação sobre um produto, marca, empresa ou política que visa influenciar a atitude de uma audiência para uma causa, posição ou atuação. Ato de difundir algo.
  • 10. Atividade: Produza uma propaganda de acordo com seus conhecimentos, sobre a atual situação em que se encontram os bens naturais do nosso planeta, baseada no poema abaixo exaltando o valor da Natureza. Soneto VIII Este é o rio, a montanha é esta, Estes os troncos, estes os rochedos; São estes inda os mesmos arvoredos; Esta é a mesma rústica floresta. Tudo cheio de horror se manifesta, Rio, montanha, troncos, e penedos; Que de amor nos suavíssimos enredos Foi cena alegre, e urna é já funesta. Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte, e as vezes, que baixando Deixei do pranto o vale umedecido! Tudo me está a memória retratando; Que da mesma saudade o infame ruído Vem as mortas espécies despertando. Cláudio Manuel Proposta 4 : Analisando a Tirinha
  • 11. Atividade: Descubra a relação da tirinha com o poema abaixo. Soneto VII Onde estou? Este sítio desconheço: Quem fez tão diferente aquele prado? Tudo outra natureza tem tomado; E em contemplá-lo tímido esmoreço. Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço De estar a ela um dia reclinado: Ali em vale um monte está mudado: Quanto pode dos anos o progresso! Árvores aqui vi tão florescentes, Que faziam perpétua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes. Eu me engano: a região esta não era: Mas que venho a estranhar, se estão presentes Meus males, com que tudo degenera! Cláudio Manuel ARCADISMO NO BRASIL No Brasil, o arcadismo chega e desenvolve-se na segunda metade do século XVIII, em pleno auge do ciclo do ouro na região de Minas Gerais. É também neste momento que ocorre a difusão do pensamento iluminista, principalmente entre os jovens intelectuais e artistas de Minas Gerais. Desta região que, fervia culturalmente e socialmente nesta época, saíram os grandes poetas.
  • 12. Principais Poetas do Arcadismo Brasileiro:  Tomás Antônio Gonzaga: autor de Liras, Cartas Chilenas e Marília de Dirceu.  Basílio da Gama: autor de O Uraguai.  Frei Santa Rita Durão: autor do poema épico Caramuru.  Silva Alvarenga: autor de Glaura. REPORTAGEM: ECOSSISTEMA: Desmatamento O desmatamento é um processo de degradação da vegetação nativa de uma região e pode provocar um processo de desertificação. O mau uso dos recursos naturais, a poluição e a expansão urbana são alguns fatores que devastam ambientes naturais e reduzem o número de habitats para as espécies. Um dos principais agentes do desmatamento é o homem. Nos últimos anos, a atividade humana tem invadido o meio ambiente em diferentes escalas e velocidades, o que resulta na degradação de biomas. Além de lançar na água, no ar e no solo substâncias tóxicas e contaminadas, o homem também agride o ambiente capturando e matando animais silvestres e aquáticos e destruindo matas.
  • 13. Muitas florestas naturais já foram derrubadas para dar lugar a estradas, cidades, plantações, pastagens ou para fornecer madeira. No processo de desmatamento, primeiro são retiradas as madeiras de árvores nobres, depois as de menor porte e, em seguida, toda a vegetação rasteira é destruída. As queimadas também são causas de destruição de matas. Elas acabam com o capim e a cobertura florestal que ainda sobrou da degradação. Dos 64 milhões de km² de florestas existentes no planeta, restam menos de 15,5 milhões, ou cerca de 24%. Isso quer dizer que 76% das florestas primárias já desapareceram. Com exceção de parte das Américas, todos os continentes desmataram muito, conforme um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre a evolução das florestas mundiais. Dos 100% de suas florestas originais, a África mantém hoje 7,8%, a Ásia 5,6%, a América Central 9,7% e a Europa Ocidental – o pior caso do mundo – apenas 0,3%. O continente que mais mantém suas florestas originais é a América do Sul, com 54,8%. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e outras organizações independentes como a organização não-governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) fazem o monitoramento do desmatamento no Brasil. Segundo eles, são desmatados cerca de 21 mil km² por ano no Brasil, o que representa um Estado de Sergipe de floresta no chão por ano. A Mata Atlântica foi a principal vítima do desmatamento florestal no País e hoje tem apenas cerca de 7% do que seria seu território original. Ela é reconhecida como o bioma brasileiro mais descaracterizado. Já o cerrado brasileiro perdeu 48,2% da vegetação original. Hoje são desmatados cerca de 20 mil km² por ano, principalmente no oeste da Bahia – na divisa com Goiás e Tocantins – e no norte de Mato Grosso. As áreas coincidem com as regiões produtoras de grãos, de carvão e pecuária. A floresta amazônica brasileira permaneceu praticamente intacta até os anos 1970, quando foi inaugurada a rodovia Transamazônica. A partir daí, passou a ser desmatada para criação de gado, plantação de soja e exploração da madeira. Em busca de madeiras de lei como o mogno, empresas madeireiras instalaram-se na região amazônica para fazer a exploração ilegal. Como a maior floresta tropical existente, ela é uma das grandes preocupações do mundo inteiro. O desmatamento da Amazônia provoca impacto na biodiversidade global, na redução do volume de chuvas e contribui para a piora do aquecimento global. Fonte: http://www.brasil.gov.br/sobre/meio- ambiente/ecossistema/desmatamento. Acesso em: 25/04/2013.
  • 14. Desabafo (autor desconhecido) Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa: - A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, pois as sacolinhas de plástico não são amigáveis ao ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo. O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. A SUA geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente. - Você está certo – responde a senhora – nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes do reuso, e os fabricantes das bebidas usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas dos bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. A secagem das roupas era feita ao ar livre, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secava nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas e sempre mais descartáveis.
  • 15. É verdade, não havia preocupação com o ambiente naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de uma mesa; que depois será descartada como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que levam séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama e sim um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas PET que agora inundam os oceanos. As canetas eram recarregadas com tinta várias vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos descartáveis só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos sim uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe e o carro da família como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar dúzias de aparelhos dispensáveis. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é visível que a atual geração fale tanto em meio ambiente e seja justamente a que apresenta a maior resistência a abrir mão do estilo de vida degradante que adotaram?
  • 16. PARA LER E REFLETIR: O SER HUMANO E A NATUREZA (Luiz Carlos Amorim) Neste feriadão de sete de setembro estive em Corupá – e foi um susto muito grande acordar de madrugada com o barulho da força do vento, coisas batendo e quebrando, muita chuva. No dia seguinte, ao andar pela cidade, vi o que o vento fortíssimo havia feito: telhados destruídos, árvores arrancadas ou partidas, até construções caídas no chão, além de postes e out-doors lançados por terra. Vendo os telejornais, vi que não fora só ali o caos com tanto vento e tanta chuva. Em quase toda Santa Catarina, tornados haviam passado e deixado rastros de destruição. Ventos de mais de cem quilômetros horários distribuíram pânico e até morte pelo sul e sudeste do nosso Brasil e na Argentina. E vi a chuva caindo, aumentando o risco de novos deslizamentos, aumentando a angústia daqueles que têm suas casas em locais de risco. Lembrei que aquela fora justamente a madrugada seguinte a do dia 7 de setembro, quando deveríamos ter comemorado a nossa independência, a liberdade de todo cidadão e pareceu ironia aquela situação de tragédia. A natureza, mais uma vez, nos alertava para o fato de que não estávamos cuidando direito do meio-ambiente. Que podemos ser livres, sim, mas nosso direito vai até onde começa o direito do outro. E não estamos respeitando o nosso planeta, o lugar onde vivemos.
  • 17. E a natureza apela, mais uma vez, para que o ser humano repense as suas ações neste nosso mundo, para que ele não sucumba de vez com tanta poluição, tanto descaso, tanta irresponsabilidade. E a natureza lamenta: “Sinto muito pela dor que este tempo tão diverso está causando, mas ele está assim porque o homem, o ser humano, não tem se preocupado com o meio-ambiente – com o ar, com a terra, com a água, que são a sua vida. A poluição acumulada, não contida há tanto tempo, é que descontrolou o clima. A ganância desmesurada fez com que se fechasse os olhos às agressões contínuas ao meio-ambiente. E isso resulta nas tragédias que estão acontecendo ao redor do mundo. O homem precisa respeitar mais e proteger a natureza para ser protegido.” Isso não me saiu mais da cabeça, pois sei que a natureza está dando o seu recado, disso não há a menor dúvida. Nós, homens, sábios homens, precisamos nos conscientizar, o mais rápido possível – esperemos que não seja tarde demais – de que é preciso fazer alguma coisa, tomar atitudes para que salvemos o nosso planeta Terra ATIVIDADE Proposta: Baseado em tudo que foi visto e produzido em sala de aula, acerca do estudo deste Módulo, produza um Mural Expositivo para conscientização da preservação da Natureza. Lembre-se que esse Mural será visto por toda a escola.
  • 18. BLOCO DE ANOTAÇÕES: _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________