Cap15 macro

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Cap15 macro

  1. 1. Parte 5 – Modelos para economia aberta Nas partes anteriores foi considerada uma economia fechada, ou seja, que não realizava transações com outras economias. Não ocorria nem exportações nem exportações. O fluxo de capitais com o setor externo era nulo. Nesta parte 5 esta hipótese será relaxada e será considerada uma economia aberta ao resto do mundo.
  2. 2. Capítulo 15 Modelos macroeconômicos para uma economia aberta
  3. 3. Aula Anterior <ul><li>CAPÍTULO 14 – Modelo IS/LM ampliado </li></ul>14.1 As modificações causadas pelas novas definições das funções consumo, investimento e oferta de moeda sobre as curvas IS, LM e de demanda agregada; 14.2 O modelo básico ampliado da Síntese Neoclássica; 14.3 Modelo macroeconômico geral ampliado dos novos keynesianos; 14.3.1 Efeitos da política fiscal no modelo geral ampliado dos novos keynesianos.
  4. 4. Nesta Aula <ul><li>CAPÍTULO 15 – Modelos macroeconômicos para uma economia aberta </li></ul>15.1 O equilíbrio no mercado de produto; 15.2 A curva que representa o equilíbrio do Balanço de Pagamentos; 15.3 O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação da taxa de câmbio nominal fixa e inalterada; 15.4 Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos; 15.5 Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa; 15.6 Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa; 15.7 O ajustamento do balanço de pagamentos no caso da taxa de câmbio flexível; 15.8 Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa da câmbio flexível; 15.9 Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio flexível.
  5. 5. <ul><li>Este aula re-elabora o modelo IS-LM, visto nas aulas anteriores e ampliado na última aula, considerando uma economia aberta. </li></ul><ul><li>Em seguida, essa nova versão do modelo IS/LM/BP (também conhecida como modelo Mundell-Fleming) é combinada com as curvas de oferta agregada gerais da Síntese N eoclássica e dos novos keynesianos. </li></ul>Introdução
  6. 6. <ul><li>Balanço de Pagamentos. </li></ul>Introdução <ul><li>Balança comercial : a qual registra as exportações e importações de mercadorias, bens físicos. </li></ul><ul><li>Balanço de serviços : o qual registra as vendas e compras de serviços de não-fatores. </li></ul><ul><li>Balanço de rendas : que registra as receitas e despesas com serviços de fatores. </li></ul><ul><li>Transferências unilaterais correntes , ou donativos: que registra a entrada e saída de doações. </li></ul><ul><li>Saldo do balanço de pagamentos em transações correntes (= I + II + III + IV) </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Balanço de Pagamentos. </li></ul>Introdução <ul><li>Saldo do balanço de pagamentos em transações correntes (= I + II + III + IV) </li></ul><ul><li>Conta de capital e financeira : a qual registra a entrada e saída de capitais sob a forma de financiamentos, empréstimos e amortizações. Esta conta inclui os empréstimos de regularização do balanço de pagamentos, a quantidade de moeda nacional em poder de estrangeiros e os atrasados comerciais. </li></ul><ul><li>Erros e omissões . É a conta de fechamento contábil do balanço de pagamentos. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Balanço de Pagamentos. </li></ul>Introdução <ul><li>Saldo do balanço de pagamentos em transações correntes (= I + II + III + IV) </li></ul><ul><li>Conta de capital e financeira </li></ul><ul><li>Erros e omissões . </li></ul><ul><li>Saldo do balanço de pagamentos (= V + VI + VII) </li></ul><ul><li>Variação das reservas internacionais . É igual ao simétrico do saldo do balanço de pagamentos. Ou seja, conta IX =  conta VIII. A conta IX mostra a forma de financiamento ou de destino do saldo da conta VIII. </li></ul>
  9. 9. Introdução <ul><li>Para efeito da análise desenvolvida nesta ala, consideram-se como nulos os valores das transferências unilaterais correntes e de erros e omissões. </li></ul><ul><li>Adicionalmente, considera-se que X é o valor nominal das exportações de bens e serviços (de fatores e de não fatores) e M é o valor nominal das importações de bens e serviços (de fatores e de não fatores). </li></ul><ul><li>Logo, (X – M) é considerado como a soma das balanças comercial e de serviços e de rendas*. </li></ul>* Esta mesma suposição encontra-se na literatura em, por exemplo, Branson e Litvack (1978).
  10. 10. Introdução <ul><li>PIB pela ótica do dispêndio </li></ul><ul><li>PIB = Y = C + I + G + (X – M) </li></ul><ul><li>Mas a conta VI do Balanço de Pagamentos (indicando movimentos de capital e financeira) envolve transferências de recursos e não a produção corrente. </li></ul><ul><li>Portanto, o saldo da conta VI não apresenta relação direta com o PIB. </li></ul>
  11. 11. Introdução <ul><li>Saldo Total do Balanço de Pagamentos (BP) </li></ul><ul><ul><li>Considere que F seja a saída líquida de capitais (saída de capitais menos a entrada de capitais). </li></ul></ul><ul><ul><li>O valor F é o simétrico da conta VI (movimento de capital e financeira). </li></ul></ul><ul><ul><li>Assim, tem-se que o saldo total do balanço de pagamentos (BP) é dado pela fórmula : </li></ul></ul><ul><li>BP = (X – M) – F </li></ul>
  12. 12. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>Para um dado nível de preços internacionais e de renda agregada externa, as exportações reais (x) dependem: </li></ul><ul><ul><li>do nível de preços vigentes no Brasil (P); e, </li></ul></ul><ul><ul><li>da taxa de câmbio (  ). </li></ul></ul>
  13. 13. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>As importações reais de bens e serviços (m) dependem: </li></ul><ul><ul><li>do nível de renda do Brasil (y); </li></ul></ul><ul><ul><li>da taxa de câmbio (  ); e, </li></ul></ul><ul><ul><li>do preço interno (P). </li></ul></ul>
  14. 14. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>As compras de produtos brasileiros efetuadas pelo resto do mundo (que são as exportações brasileiras) constituem um acréscimo ao fluxo de renda de equilíbrio; </li></ul><ul><li>já as importações, que o Brasil realiza, correspondem a retiradas de renda de equilíbrio. </li></ul>
  15. 15. Equilíbrio no Mercado de Produto
  16. 16. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>Estas expressões geram a Curva IS. </li></ul><ul><li>Para um nível de preço P 0 , uma taxa de câmbio  0 , um certo valor nominal A 0 dos ativos líquidos possuídos pelo setor privado e de CR 0 de crédito para consumo, encontram-se as combinações (y, r) que dão o equilíbrio no mercado de produto. </li></ul>
  17. 17. Equilíbrio no Mercado de Produto i(r, y 0 )+x(P 0 ,  0 )+g i + g + x = s + t + m 45º y 0 A A r 0 C y 1 i(r, y 1 )+x(P 0 ,  0 )+g x(P 0 )+g B B r 1 D I S Dedução da curva IS para uma economia aberta i + g + x s + t + m y r s + t + m(P 0 ) A 0 P 0
  18. 18. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>Um aumento de preço de P 0 para P 1 causa os seguintes efeitos: </li></ul><ul><ul><li>diminui o valor real dos ativos líquidos, reduzindo o consumo do setor privado; e, </li></ul></ul><ul><ul><li>diminui as exportações (e aumenta as importações) reais de bens e serviços. </li></ul></ul><ul><li>Os efeitos acima mencionados diminuem a renda de equilíbrio no mercado de produto. </li></ul><ul><li>Logo, para a mesma taxa de juros, tem-se um nível de renda menor, ou seja, a curva IS se desloca para a esquerda. </li></ul>
  19. 19. Equilíbrio no Mercado de Produto x(P 1 )+g Deslocamento da curva IS devido a um aumento dos preços Aumento no nível de preços P 1 > P 0 i(r, y 0 )+x(P 1 ,  0 )+g B B r 1 D I 1 S 1 i + g + x A s + t + m y y 0 r 45º A r 0 x(P 0 )+g I 0 S 0 C s + t + m(P 0 ) A 0 P 0 i + g + x = s + t + m i(r, y 0 )+x(P 0 ,  0 )+g s + t + m(P 1 ) A 0 P 1
  20. 20. Equilíbrio no Mercado de Produto Aumento exógeno das exportações de bens e serviços i + g + x A s + t + m y y 0 r 45º A r 0 x 1 (P 0 )+g I 0 S 0 C i + g + x = s + t + m i(r, y 0 )+x 0 (P 0 ,  0 )+g x 0 (P 0 )+g i(r, y 0 )+x 1 (P 0 ,  0 )+g D I 1 S 1 B B y 1 s + t + m(P 0 ) A 0 P 0
  21. 21. Equilíbrio no Mercado de Produto Aumento exógeno das importações de bens e serviços i + g + x A s + t + m y y 0 r 45º A r 0 I 0 S 0 C i + g + x = s + t + m i(r, y 0 )+x 0 (P 0 ,  0 )+g x 0 (P 0 )+g D I 1 S 1 y 1 s + t + m(P 0 ) A 0 P 0 s + t + m 1 (P 0 ) A 0 P 0
  22. 22. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>A curva LM no Modelo Estático Básico Geral para uma economia aberta tem a especificação habitual. </li></ul><ul><li>Isto é, a expressão geral da curva LM é: </li></ul>
  23. 23. <ul><li>O cruzamento da curva IS com a curva LM dá – para certos valores de P,  , A e CR – a combinação (y, r) que equilibra, simultaneamente, os mercados de bens e de moeda. </li></ul><ul><li>Para saber se uma combinação específica (y 0 , r 0 ) corresponde a um déficit ou a um superávit do Balanço de Pagamentos é necessário obter no plano cartesiano y versus r uma curva em que seus pontos impliquem um saldo do Balanço de Pagamentos (BP) igual a zero. </li></ul>Equilíbrio no Mercado de Produto
  24. 24. <ul><li>O saldo do balanço de pagamentos, em valores nominais é: </li></ul><ul><li>BP = (X – M) – F </li></ul><ul><li>Em que </li></ul><ul><ul><li>(X – M) = saldo do balanço de pagamentos em transações correntes (saldo da conta V, supondo o saldo da conta IV ser nulo) </li></ul></ul><ul><ul><li>F = saída líquida de capitais (ou seja, o simétrico do saldo da conta VI). </li></ul></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos
  25. 25. <ul><li>Os valores nominais das exportações (X) e das importações (M) são: </li></ul><ul><li>X = P · x(P,  ) </li></ul><ul><li>M =  · P f · m(y,P,  ) </li></ul><ul><li>em que: </li></ul><ul><ul><li>P f = preço em dólar das mercadorias importadas </li></ul></ul><ul><ul><li> = quantidade de reais trocada por cada dólar. </li></ul></ul><ul><li>Logo, </li></ul><ul><li>  · P f = preço em reais de cada mercadoria importada. </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos
  26. 26. <ul><li>F = saída líquida de capitais de um país </li></ul><ul><li> = saída de capital menos a entrada de capitais. </li></ul><ul><li>Dado um nível de taxa de juros no exterior, quanto maior for a taxa de juros interna (r) menor será a saída de capital e maior será a entrada de capital. </li></ul><ul><li>Logo, quanto maior é a taxa de juros interna, menor é o valor de F. </li></ul><ul><li>Assim: </li></ul><ul><li>F = F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos
  27. 27. <ul><li>F = F(r) </li></ul><ul><li>A saída líquida de capitais depende, além da taxa de juros doméstica (explícita na equação acima), da taxa de juros externa e do grau de confiança dos investidores estrangeiros no país (medido pelo indicador “risco país”). </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos
  28. 28. <ul><li>O saldo em transações correntes (também chamado de exportações líquidas ou NX) é dado pela diferença entre exportações (X) e importações (M) de bens e serviços. Ou seja: </li></ul><ul><li>CTC = NX = X – M </li></ul><ul><li>CTC = NX = P  x(P,  ) –   P f  m(y,P,  ) </li></ul><ul><li>O aumento do PIB (y  ) aumenta as importações, o que reduz o saldo da conta de transações correntes. </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos
  29. 29. <ul><li>CTC = NX = P  x(P,  ) –   P f  m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>Há um nível de renda y 0 que zera o valor das exportações líquidas (ou seja, que faz CTC =0). </li></ul></ul><ul><li>A curva NX </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos NX 0 y 0 y NX 0 (P 0 ,  , P f 0 )
  30. 30. <ul><li>CTC = NX = P  x(P,  ) –   P f  m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>Se o valor do PIB for inferior a y 0 (por exemplo, y 1 ), há superávit no balanço de pagamentos em transações correntes. </li></ul></ul><ul><li>A curva NX </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos NX NX 1 0 y 1 y 0 y NX 0 (P 0 ,  , P f 0 )
  31. 31. <ul><li>CTC = NX = P  x(P,  ) –   P f  m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>Se o valor do PIB for superior a y 0 (por exemplo, y 2 ), há déficit no balanço de pagamentos em transações correntes. </li></ul></ul><ul><li>A curva NX </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos NX NX 1 0 y 1 y 2 y 0 y NX 2 NX 0 (P 0 ,  , P f 0 )
  32. 32. <ul><li>CTC = NX = P  x(P,  ) –   P f  m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>A posição da curva NX depende dos valores do nível de preços doméstico (P), da taxa de câmbio (  ) e dos preços internacionais (P f ). </li></ul></ul><ul><li>A curva NX </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos NX NX 1 0 y 1 y 2 y 0 y NX 2 NX 0 (P 0 ,  , P f 0 )
  33. 33. <ul><li>A curva F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos F 2 F 1 r 2 r 1 r 0 0 r F <ul><li>Se a taxa de juros doméstica for menor que r 0 (por exemplo, r 1 ), tem-se que as saídas de capitais ultrapassam as entradas de capitais e F > 0. </li></ul><ul><li>De outro lado, se a taxa de juros doméstica ultrapassar o valor r 0 (por exemplo, r 2 ), as entradas de capitais ultrapassam as saídas de capitais e F < 0. </li></ul>Há uma taxa de juros doméstica r 0 que zera a saída líquida de capitais, ou seja, havendo r 0 há idênticos valores da saída e da entrada de capitais.
  34. 34. <ul><li>A curva F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos F 2 F 1 r 2 r 1 r 0 0 r F <ul><li>O aumento de uma dessas variáveis faz com que o valor da saída líquida de capitais aumente para cada valor da taxa de juros doméstica, deslocando a curva F(r) para a direita, ou seja, para mais distante da origem dos eixos cartesianos. </li></ul><ul><li>A posição da curva F(r) depende da taxa de juros internacional e do “risco país”. </li></ul>
  35. 35. <ul><li>A curva F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos F 2 F 1 r 2 r 1 r 0 0 r F Existem autores que definem F como sendo a entrada líquida de capitais (isto é, a entrada de capitais menos a saída de capitais), o que implicaria a curva F ser positivamente inclinada no plano cartesiano F versus r.
  36. 36. <ul><li>BP = (X – M) – F </li></ul><ul><li>X = P ·x(P,  ) </li></ul><ul><li>M =  · P f ·m(y,P,  ) </li></ul><ul><li>F = F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos BP = [P ·x(P,  ) –  · P f ·m(y,P,  )] – F(r) <ul><li>Note que um aumento de y reduz as exportações líquidas (X – M) devido, principalmente, a um aumento das importações. </li></ul><ul><li>Para manter BP = 0 é necessário aumentar r para reduzir F. </li></ul><ul><li>Portanto, a inclinação da curva BP = 0 no espaço y versus r é positiva. </li></ul>
  37. 37. A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Obtenção gráfica da curva BP F F(r) X – M = F X – M y y 0 r 45º B 0 r 0 r 1 NX = P 0  x(P 0 ,  0 )–  0  P f  m(y,P 0 ,  0 ) F 1 P 0 F 0 (X–M) 1 (X–M) 0 y 1 A B Suponha o nível de preço interno P 0 e a taxa de câmbio  0 .
  38. 38. A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Obtenção gráfica da curva BP F F(r) X – M = F X – M y y 0 r 45º B 0 r 0 r 1 NX = P 0  x(P 0 ,  0 )–  0  P f  m(y,P 0 ,  0 ) F 1 P 0 F 0 (X–M) 1 (X–M) 0 déficit do BP (BP<0) y 1 A B C Suponha agora que o nível de renda seja y 0 , mas a taxa de juros tenha um valor menor que r 0 (ponto C). Logo, a saída líquida de capital será maior que (X – M) 0 e ocorrerá um déficit do balanço de pagamentos.
  39. 39. A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Obtenção gráfica da curva BP F F(r) X – M = F X – M y y 0 r 45º B 0 r 0 r 1 NX = P 0  x(P 0 ,  0 )–  0  P f  m(y,P 0 ,  0 ) superávit do BP (BP>0) F 1 P 0 F 0 (X–M) 1 (X–M) 0 déficit do BP (BP<0) y 1 A B C D Se o nível de renda for y 0 e a taxa de juros for maior que r 0 (ponto D ), ter-se-á que (X – M) 0 é maior que a saída líquida de capital. Isto implica um superávit do BP.
  40. 40. A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Situação de equilíbrio interno da economia com a presença de déficit do saldo do balanço de pagamentos <ul><li>Para um dado nível de preços internos P 0 e taxa de câmbio  0 , pontos (y, r) são determinados em que surge a curva BP = 0 e o ponto A que equilibra os mercados de produto e de moeda (no cruzamento da curva IS com a curva LM). </li></ul><ul><li>A economia encontra-se em equilíbrio interno no ponto A, de coordenadas (y 0 , r 0 ), mas com déficit do saldo do balanço de pagamentos (isto é, BP < 0), pois o ponto A está à direita da curva B 0 P 0 = 0. </li></ul>P 0 B 0 y 0 r 0 S I M L r y A
  41. 41. A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Formatos especiais da curva BP <ul><li>Situação em que o capital seja perfeitamente móvel entre os países. </li></ul><ul><li>Situação em que há ausência de mobilidade de capital entre os países. </li></ul>r r 0 = r f y BP = 0 r r f y BP = 0 r 0
  42. 42. Fatores que deslocam a curva BP <ul><li>Dois fatores principais deslocam a curva BP: </li></ul><ul><ul><li>o nível de preços internos </li></ul></ul><ul><ul><li>a taxa de câmbio. </li></ul></ul><ul><li>As exportações líquidas (X – M) = CTC têm a posição de sua curva determinada para certo nível de preços e dada a taxa de câmbio. </li></ul>
  43. 43. Fatores que deslocam a curva BP O efeito de variações do Preço no deslocamento da BP F F(r) X – M = F X – M y y 0 r 45º B 1 r 1 r 0 P 1  x(P 1 ) –  0  P f  m(P 1 ) B P 1 A B A P 0  x(P 0 ) –  0  P f  m(P 0 ) B 0 P 0 P  P 1 > P 0
  44. 44. Fatores que deslocam a curva BP <ul><li>Os efeitos da variação da taxa de câmbio sobre a curva BP são similares às variações dos preços internos. </li></ul><ul><li>  X  e M   NX   deslocamento da curva BP para a esquerda e para cima. </li></ul><ul><li>  X  e M   NX   deslocamento da curva BP para a direita e para baixo. </li></ul>
  45. 45. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada Situação de equilíbrio interno da economia com a presença de superávit do saldo do balanço de pagamentos. Se a situação for a desejada pelo governo (que deseja acumular divisas para pagar dívidas nos próximos anos), os efeitos do superávit do balanço de pagamentos sobre a oferta nominal de moeda podem ser anulados com operações de open market . P B y 0 r 0 S I M L r y A
  46. 46. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada <ul><li>Equilíbrio interno da economia (ponto A) com a presença de superávit do balanço de pagamentos. </li></ul><ul><li>Porém, considere que o Banco Central compre dólares emitindo papel-moeda, mas o Banco Central não realiza uma operação de esterilização desse aumento da oferta nominal de moeda através de operações no mercado aberto. </li></ul>M 0 L 0 B 0 P 0 S 0 I 0 r 0 r y 0 y A S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 0 P 0 P y A Curvas IS, LM e BP y 0
  47. 47. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada <ul><li>B   M  </li></ul><ul><li>P  </li></ul><ul><li>P   a  e NX  </li></ul><ul><li>P   NX  </li></ul>M 0 M 2 M 1 L 0 L 2 L 1 B 1 B 0 P 1 P 0 S 1 S 0 I 1 I 0 r 1 r 0 r y 0 y 2 y 1 y A B C S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 1 D 0 D 1 P 0 P 1 P y 0 y 2 y 1 y A B C Curvas IS, LM e BP Excesso de demanda
  48. 48. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada <ul><li>Em uma situação de taxa de câmbio nominal fixa e sem operações de mercado aberto compensatórias, um superávit do balanço de pagamentos se auto-liquida ao provocar: </li></ul><ul><li>M S   P  </li></ul><ul><li>Na situação de equilíbrio final da economia é encontrado y  e r  </li></ul><ul><li>O ajustamento da economia ocorre até o saldo do balanço de pagamentos ser zerado. </li></ul>M 0 M 2 M 1 L 0 L 2 L 1 B 1 B 0 P 1 P 0 S 1 S 0 I 1 I 0 r 1 r 0 r y 0 y 2 y 1 y A B C S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 1 D 0 D 1 P 0 P 1 P y 0 y 2 y 1 y A B C Curvas IS, LM e BP
  49. 49. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada M 0 L 0 B 0 P 0 S 0 I 0 r 0 r y 0 y E S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 0 P 0 P y 0 y E Curvas IS, LM e BP <ul><li>Equilíbrio interno da economia (ponto E) com a presença de déficit do balanço de pagamentos. </li></ul><ul><li>Porém, considere que o Banco Central vende os dólares (que são necessários para pagar o déficit do balanço de pagamentos) retirando papel-moeda da economia. </li></ul><ul><li>Mas o Banco Central não realiza uma operação de esterilização dessa redução da oferta nominal de moeda através de operações de mercado aberto. </li></ul>
  50. 50. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada M 1 M 2 M 0 L 1 L 2 L 0 B 1 B 0 P 1 P 0 S 0 S 1 I 0 I 1 r 0 r 1 r y 1 y 2 y 0 y F E G S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 1 D 0 D 1 P 1 P 0 P y 1 y 2 y 0 y F E G Curvas IS, LM e BP <ul><li>B   M  </li></ul><ul><li>P  </li></ul><ul><li>P   a  e NX  </li></ul><ul><li>P   NX  </li></ul>r 2 Excesso de oferta
  51. 51. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada M 1 M 2 M 0 L 1 L 2 L 0 B 1 B 0 P 1 P 0 S 0 S 1 I 0 I 1 r 0 r 1 r y 1 y 2 y 0 y F E G S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 1 D 0 D 1 P 1 P 0 P y 1 y 2 y 0 y F E G Curvas IS, LM e BP r 2 <ul><li>Em uma situação de taxa de câmbio nominal fixa e sem operações compensatórias de mercado aberto, um déficit do balanço de pagamentos se auto-liquida ao provocar: </li></ul><ul><li>M   y  </li></ul><ul><li>Na situação de equilíbrio final da economia, é encontrado um menor valor y  e r  </li></ul><ul><li>O ajustamento da economia ocorre até o saldo do balanço de pagamentos ser zerado. </li></ul>
  52. 52. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada <ul><li>A eficácia das políticas fiscal e monetária em alterar o equilíbrio interno da economia pode ser diferente caso ocorra uma curva BP horizontal e a taxa de câmbio nominal seja fixa. </li></ul><ul><li>Apenas uma política fiscal expansionista será eficaz em alterar o PIB nessa situação. </li></ul><ul><li>A política monetária expansionista é incapaz de alterar o produto. </li></ul>
  53. 53. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada P y y r P 0 r 0 =r f y 0 r 1 y 0 I 0 L 0 M 0 L 1 M 1 yp yp E E F OA DA BP=0 S 0 Eficácia da Política Monetária quando a BP é horizontal. M  BP < 0
  54. 54. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada Eficácia da Política Fiscal quando a BP é horizontal. P y y r P 0 r 0 =r f y 0 r 1 y 0 I 0 L 0 M 0 L 1 M 1 yp yp E E F OA DA BP=0 P y y r P 0 r 0 =r f y 0 r 2 y 0 I 0 L 0 M 0 L 2 M 2 yp yp E E G OA DA BP=0 I 1 S 1 S 0 S 0 DA´ H H Eficácia da Política Monetária quando a BP é horizontal. P  BP < 0 G  BP > 0
  55. 55. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Existem outras medidas para deslocar a curva BP no plano cartesiano y versus r. </li></ul><ul><li>Elas atuam sobre o saldo do balanço de pagamentos em transações correntes (X – M) ou sobre a saída líquida de capitais [F(r)]. </li></ul>
  56. 56. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Para alterar as exportações líquidas (X – M), têm-se: </li></ul><ul><ul><li>as medidas de manipulação de tarifas alfandegárias sobre as importações (t M ); </li></ul></ul><ul><ul><li>quotas de importação (Q); </li></ul></ul><ul><ul><li>redução dos impostos sobre as exportações (t E ); ou, </li></ul></ul><ul><ul><li>subsídios às exportações (S E ). </li></ul></ul><ul><li>Elas são conhecidas como políticas comerciais e podem deslocar a curva NX </li></ul>
  57. 57. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>A nova especificação da NX passa a ser: </li></ul><ul><ul><li>Se a elasticidade-preço da demanda por bens importados for, em valor absoluto, maior que um, um aumento nas tarifas de importação reduzirá o valor em reais das importações, deslocando a curva BP para a direita. </li></ul></ul>
  58. 58. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>A nova especificação da NX passa a ser: </li></ul><ul><ul><li>Já as quotas de importação reduzem as importações no nível fixado por elas, também deslocando a curva BP para a direita. </li></ul></ul><ul><ul><li>A isenção de impostos sobre as exportações ou a concessão de subsídios às exportações também desloca a curva BP para a direita. </li></ul></ul>
  59. 59. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>A nova especificação da NX passa a ser: </li></ul><ul><ul><li>A manipulação de tarifas alfandegárias, a fixação de quotas de importação, a alteração de impostos sobre as exportações e de subsídios sobre as exportações reduzem os ganhos em eficiência e em bem-estar obtidos com o livre comércio e, por isso, são condenáveis e combatidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). </li></ul></ul><ul><ul><li>Além disso, aquelas medidas alteram as exportações líquidas (X – M), deslocando a curva IS </li></ul></ul>
  60. 60. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Sobre a saída líquida de capital pode-se estabelecer medidas de incentivo à tomada de empréstimos estrangeiros, com o aval do governo e empréstimos externos tomados pelo setor privado e a possibilidade do setor privado repassar esses empréstimos ao governo antes de seu prazo final de pagamento. </li></ul><ul><li>Essas medidas deslocam a curva F(r) em direção à origem dos eixos cartesianos, deslocando a curva BP para a direita. </li></ul>
  61. 61. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Se as medidas de incentivo à entrada de capital estrangeiro em um país afetarem o nível interno de investimento privado (i), as exportações reais de bens e de serviços (x) e/ou as importações reais de bens e serviços (m), ocorrerá a alteração da curva IS. </li></ul>
  62. 62. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa equilíbrio no mercado de produto: equilíbrio no mercado monetário: função de produção: equilíbrio no mercado de trabalho: equação do saldo do balanço de pagamentos:
  63. 63. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Têm-se cinco equações e cinco variáveis endógenas (y, P, r, N e BP). </li></ul><ul><li>São variáveis de política econômica: a base monetária (B), a taxa de redesconto de liquidez (rd) e a taxa do depósito compulsório (R 3 ), que definem a parcela exógena da oferta nominal de moeda; os gastos do governo (g) e as alíquotas de impostos (t’), definidos pela política fiscal; e a taxa de câmbio nominal (  ), determinada pela política cambial. </li></ul>
  64. 64. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Com as equações, é possível encontrar o equilíbrio interno com BP = 0 (se o Banco Central não esterilizar os efeitos do saldo do balanço de pagamentos sobre a oferta nominal de moeda) ou o equilíbrio interno com desequilíbrio no balanço de pagamentos (quando o Banco Central esteriliza os efeitos do BP  0 sobre a oferta nominal de moeda). </li></ul>
  65. 65. Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa equilíbrio no mercado de produto: equilíbrio no mercado monetário: função de produção: equação de determinação de salários: curva de oferta agregada: equação do saldo do Balanço de Pagamentos:
  66. 66. Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Têm-se seis equações e seis variáveis endógenas (y, P, r, N, W e BP). </li></ul><ul><li>As variáveis exógenas são as que definem a política monetária (B, rd e R 3 ), a política fiscal (g e t’) e a política cambial (  ). </li></ul>
  67. 67. Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Com as equações acima é possível encontrar equilíbrio interno com BP = 0 (se o Banco Central não esterilizar os efeitos do saldo do balanço de pagamentos sobre a oferta nominal de moeda) ou o equilíbrio interno com desequilíbrio do balanço de pagamentos (quando o Banco Central esterilizar os efeitos do BP  0 sobre a oferta nominal de moeda). </li></ul>
  68. 68. O ajustamento do balanço de pagamentos no caso da taxa de câmbio flexível <ul><li>Considere a taxa de câmbio flexível. Ela é fixada pela oferta e pela demanda de divisas no mercado. </li></ul><ul><li>A oferta de divisas é fornecida pelas exportações: </li></ul><ul><li>A demanda de divisas corresponde às importações mais a saída líquida de capital: </li></ul>
  69. 69. O ajustamento do balanço de pagamentos no caso da taxa de câmbio flexível <ul><li>Para certo nível de renda y 0 , nível interno de preço P 0 , preço internacional dos produtos importados P f e taxa de juros interna r 0 , existe  e tal que: </li></ul><ul><li>ou seja, um  e tal que BP = 0. </li></ul>
  70. 70. O ajustamento do balanço de pagamentos no caso da taxa de câmbio flexível <ul><li>Ocorrendo o valor  e para a taxa de câmbio, o saldo do balanço de pagamentos é nulo. </li></ul><ul><li>Além disso, observe que o valor  e depende dos formatos das funções x( · ), m( · ) e F( · ), bem como do nível de preços externos (P f ). </li></ul>P 0  x(P 0 ,  )  P f  m(y 0 , P 0 ,  ) + F(r 0 ) divisas  e 
  71. 71. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa da câmbio flexível equilíbrio no mercado de produto: equilíbrio no mercado monetário: função de produção: equilíbrio no mercado de trabalho: equilíbrio no mercado de divisas:
  72. 72. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa da câmbio flexível <ul><li>Têm-se cinco equações para determinar cinco incógnitas (y, P, N, r e  ). </li></ul><ul><li>Observe que agora a taxa de câmbio (  ) é uma incógnita e BP = 0. </li></ul><ul><li>O sistema de equações é um sistema interativo. </li></ul><ul><ul><li>Observe que se  variar, a curva BP se desloca. </li></ul></ul><ul><ul><li>A modificação de  também provoca o deslocamento da curva IS. </li></ul></ul><ul><ul><li>Este deslocamento da curva IS provoca, por sua vez, o deslocamento da curva de demanda agregada. </li></ul></ul><ul><ul><li>O deslocamento da curva de demanda agregada provoca modificação no nível de preço. </li></ul></ul><ul><ul><li>A variação no nível de preço provoca o deslocamento das curvas IS, LM, oferta e demanda de trabalho e da curva BP. </li></ul></ul>
  73. 73. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa da câmbio flexível <ul><li>Deve ser ressaltado que esse modelo pode ser ampliado colocando na função importações reais de bens e serviços as tarifas alfandegárias e outros tipos de restrições às importações. </li></ul><ul><li>Pode-se colocar na função exportação real de bens e serviços os subsídios às exportações </li></ul><ul><li>e na função saída de capital pode-se colocar a taxa de juros externa e o “risco país”. </li></ul>
  74. 74. Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio flexível equilíbrio no mercado de produto: equilíbrio no mercado monetário: equilíbrio no mercado de divisas: função de produção: equação de determinação de salários: curva de oferta agregada:
  75. 75. Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio flexível <ul><li>Têm-se seis equações, para determinar seis incógnitas (y, P, N, r,  , W). </li></ul><ul><li>Neste modelo também a taxa de câmbio (  ) é uma incógnita, que faz BP = 0. </li></ul><ul><li>O sistema de equações é um sistema interativo: </li></ul>
  76. 76. Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio flexível <ul><li>O sistema de equações é um sistema interativo: </li></ul><ul><ul><li>Uma modificação de  provoca o deslocamento da curva IS. </li></ul></ul><ul><ul><li>Este deslocamento da curva IS provoca, por sua vez, o deslocamento da curva de demanda agregada. </li></ul></ul><ul><ul><li>O deslocamento da curva de demanda agregada provoca a modificação do nível de preço, gerando novo deslocamento da curva IS e o deslocamento da curva LM. </li></ul></ul><ul><ul><li>As modificações na quantidade demandada provocam modificações na quantidade produzida, alterando o nível de preço. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Isto ocorre porque as modificações na quantidade produzida provocam modificações na quantidade de trabalho e no salário nominal. </li></ul></ul></ul>
  77. 77. Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio flexível <ul><li>A introdução da taxa de câmbio flexível no modelo também faz a curva de oferta agregada se alterar. </li></ul><ul><li>O preço da matéria-prima (Pmp) pode se alterar caso parcela das matérias-primas seja importada e ocorra alteração da taxa de câmbio. </li></ul>
  78. 78. Próxima Aula <ul><li>CAPÍTULO 16 – Teorias sobre a inflação </li></ul>16.1 Teoria da inflação de demanda; 16.2 A teoria da inflação de custos; 16.3 A natureza auto-eliminadora da inflação do modelo estático; 16.4 A Curva de Phillips; 16.5 Teoria monetarista da inflação; 16.6 Teoria keynesiana da inflação; 16.7 Modelo de determinação da taxa de inflação e do nível de produto de equilíbrio; 16.8 O regime de metas inflacionárias.
  79. 79. Referências Bibliográficas <ul><li>BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S. Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 </li></ul><ul><li>BLANCHARD, O. Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001. </li></ul><ul><li>BRANSON , W.H. e LITVACK, J.M. Macroeconomia , São Paulo: Habra, 1978. </li></ul><ul><li>DORNBUSCH, R. & FISCHER, S. Macroeconomia . 5 a edição. São Paulo: Makron/Mcgraw-Hill, 1991. </li></ul><ul><li>MANKIW, N.G. Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004. </li></ul>

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