Parte 5 – Modelos para economia aberta Nas partes anteriores foi considerada uma economia fechada, ou seja, que não realiz...
Capítulo 15  Modelos macroeconômicos para uma economia aberta
Aula Anterior <ul><li>CAPÍTULO  14 – Modelo IS/LM ampliado </li></ul>14.1 As modificações causadas pelas novas definições ...
Nesta Aula <ul><li>CAPÍTULO  15 – Modelos macroeconômicos para uma economia aberta </li></ul>15.1 O equilíbrio no mercado ...
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<ul><li>Balanço de Pagamentos.  </li></ul>Introdução <ul><li>Balança comercial : a qual registra as exportações e importaç...
<ul><li>Balanço de Pagamentos.  </li></ul>Introdução <ul><li>Saldo do balanço de pagamentos em transações correntes  (= I ...
<ul><li>Balanço de Pagamentos.  </li></ul>Introdução <ul><li>Saldo do balanço de pagamentos em transações correntes  (= I ...
Introdução <ul><li>Para efeito da análise desenvolvida nesta ala, consideram-se como nulos os valores das transferências u...
Introdução <ul><li>PIB pela ótica do dispêndio  </li></ul><ul><li>PIB = Y = C + I + G + (X – M) </li></ul><ul><li>Mas a co...
Introdução <ul><li>Saldo Total do Balanço de Pagamentos (BP)  </li></ul><ul><ul><li>Considere que F seja a saída líquida d...
Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>Para um dado nível de preços internacionais e de renda agregada externa, as expor...
Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>As importações reais de bens e serviços (m) dependem:  </li></ul><ul><ul><li>do n...
Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>As compras de produtos brasileiros efetuadas pelo resto do mundo (que são as expo...
Equilíbrio no Mercado de Produto
Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>Estas expressões geram a Curva IS. </li></ul><ul><li>Para um nível de preço P 0 ,...
Equilíbrio no Mercado de Produto i(r, y 0 )+x(P 0 ,   0 )+g i + g + x = s + t + m 45º y 0 A A r 0 C y 1 i(r, y 1 )+x(P 0 ...
Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>Um aumento de preço de P 0  para P 1  causa os seguintes efeitos: </li></ul><ul><...
Equilíbrio no Mercado de Produto x(P 1 )+g Deslocamento da curva IS devido a um aumento dos preços Aumento no nível de pre...
Equilíbrio no Mercado de Produto Aumento exógeno das exportações de bens e serviços i + g + x A s + t + m y y 0 r 45º A r ...
Equilíbrio no Mercado de Produto Aumento exógeno das importações de bens e serviços i + g + x A s + t + m y y 0 r 45º A r ...
Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>A curva LM no Modelo Estático Básico Geral para uma economia aberta tem a especif...
<ul><li>O cruzamento da curva IS com a curva LM dá – para certos valores de P,   , A e CR – a combinação (y, r) que equil...
<ul><li>O  saldo do balanço de pagamentos, em valores nominais é: </li></ul><ul><li>BP = (X – M) – F </li></ul><ul><li>Em ...
<ul><li>Os valores nominais das exportações (X) e das importações (M) são: </li></ul><ul><li>X = P  · x(P,  ) </li></ul><...
<ul><li>F = saída líquida de capitais de um país  </li></ul><ul><li>  = saída de capital menos a entrada de capitais.  </l...
<ul><li>F = F(r)  </li></ul><ul><li>A saída líquida de capitais depende, além da taxa de juros doméstica (explícita na equ...
<ul><li>O saldo em transações correntes (também chamado de exportações líquidas ou NX) é dado pela diferença entre exporta...
<ul><li>CTC = NX = P    x(P,   ) –       P f     m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>Há um nível de renda y 0  que zera ...
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<ul><li>CTC = NX = P    x(P,   ) –       P f     m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>Se o valor do PIB for  superior  a ...
<ul><li>CTC = NX = P    x(P,   ) –       P f     m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>A posição da curva NX depende dos v...
<ul><li>A curva F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos F 2 F 1 r 2 r 1 r 0 0 r F <ul>...
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<ul><li>A curva F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos F 2 F 1 r 2 r 1 r 0 0 r F Exis...
<ul><li>BP = (X – M) – F  </li></ul><ul><li>X = P ·x(P,  ) </li></ul><ul><li>M =   · P f ·m(y,P,  ) </li></ul><ul><li>F...
A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Obtenção gráfica da curva BP   F F(r) X – M = F X – M y y 0 r...
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A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Situação de equilíbrio interno da economia com a presença de ...
A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Formatos especiais da curva BP <ul><li>Situação em que o capi...
Fatores que deslocam a curva BP   <ul><li>Dois fatores principais deslocam a curva BP:  </li></ul><ul><ul><li>o nível de p...
Fatores que deslocam a curva BP O efeito de variações do Preço no deslocamento da BP  F F(r) X – M = F X – M y y 0 r 45º B...
Fatores que deslocam a curva BP <ul><li>Os efeitos da variação da taxa de câmbio sobre a curva BP são similares às variaçõ...
O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada Si...
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Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Existem outras medidas para deslocar a curva BP no plano ca...
Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Para alterar as exportações líquidas (X – M), têm-se: </li>...
Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>A nova especificação da NX passa a ser: </li></ul><ul><ul><...
Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>A nova especificação da NX passa a ser: </li></ul><ul><ul><...
Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>A nova especificação da NX passa a ser: </li></ul><ul><ul><...
Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Sobre a saída líquida de capital pode-se estabelecer medida...
Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Se as medidas de incentivo à entrada de capital estrangeiro...
Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa  equilíbrio no merca...
Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Têm-se cinco...
Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Com as equaç...
Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa  equilíbrio no mercado de produ...
Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Têm-se seis equações e ...
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O ajustamento do balanço de pagamentos no caso da taxa de câmbio flexível <ul><li>Para certo nível de renda y 0 , nível in...
O ajustamento do balanço de pagamentos no caso da taxa de câmbio flexível <ul><li>Ocorrendo o valor   e  para a taxa de c...
Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa ...
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Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio ...
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Próxima Aula <ul><li>CAPÍTULO  16 – Teorias sobre a inflação </li></ul>16.1 Teoria da inflação de demanda;  16.2 A teoria ...
Referências Bibliográficas <ul><li>BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S.  Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira...
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Cap15 macro

  1. 1. Parte 5 – Modelos para economia aberta Nas partes anteriores foi considerada uma economia fechada, ou seja, que não realizava transações com outras economias. Não ocorria nem exportações nem exportações. O fluxo de capitais com o setor externo era nulo. Nesta parte 5 esta hipótese será relaxada e será considerada uma economia aberta ao resto do mundo.
  2. 2. Capítulo 15 Modelos macroeconômicos para uma economia aberta
  3. 3. Aula Anterior <ul><li>CAPÍTULO 14 – Modelo IS/LM ampliado </li></ul>14.1 As modificações causadas pelas novas definições das funções consumo, investimento e oferta de moeda sobre as curvas IS, LM e de demanda agregada; 14.2 O modelo básico ampliado da Síntese Neoclássica; 14.3 Modelo macroeconômico geral ampliado dos novos keynesianos; 14.3.1 Efeitos da política fiscal no modelo geral ampliado dos novos keynesianos.
  4. 4. Nesta Aula <ul><li>CAPÍTULO 15 – Modelos macroeconômicos para uma economia aberta </li></ul>15.1 O equilíbrio no mercado de produto; 15.2 A curva que representa o equilíbrio do Balanço de Pagamentos; 15.3 O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação da taxa de câmbio nominal fixa e inalterada; 15.4 Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos; 15.5 Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa; 15.6 Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa; 15.7 O ajustamento do balanço de pagamentos no caso da taxa de câmbio flexível; 15.8 Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa da câmbio flexível; 15.9 Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio flexível.
  5. 5. <ul><li>Este aula re-elabora o modelo IS-LM, visto nas aulas anteriores e ampliado na última aula, considerando uma economia aberta. </li></ul><ul><li>Em seguida, essa nova versão do modelo IS/LM/BP (também conhecida como modelo Mundell-Fleming) é combinada com as curvas de oferta agregada gerais da Síntese N eoclássica e dos novos keynesianos. </li></ul>Introdução
  6. 6. <ul><li>Balanço de Pagamentos. </li></ul>Introdução <ul><li>Balança comercial : a qual registra as exportações e importações de mercadorias, bens físicos. </li></ul><ul><li>Balanço de serviços : o qual registra as vendas e compras de serviços de não-fatores. </li></ul><ul><li>Balanço de rendas : que registra as receitas e despesas com serviços de fatores. </li></ul><ul><li>Transferências unilaterais correntes , ou donativos: que registra a entrada e saída de doações. </li></ul><ul><li>Saldo do balanço de pagamentos em transações correntes (= I + II + III + IV) </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Balanço de Pagamentos. </li></ul>Introdução <ul><li>Saldo do balanço de pagamentos em transações correntes (= I + II + III + IV) </li></ul><ul><li>Conta de capital e financeira : a qual registra a entrada e saída de capitais sob a forma de financiamentos, empréstimos e amortizações. Esta conta inclui os empréstimos de regularização do balanço de pagamentos, a quantidade de moeda nacional em poder de estrangeiros e os atrasados comerciais. </li></ul><ul><li>Erros e omissões . É a conta de fechamento contábil do balanço de pagamentos. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Balanço de Pagamentos. </li></ul>Introdução <ul><li>Saldo do balanço de pagamentos em transações correntes (= I + II + III + IV) </li></ul><ul><li>Conta de capital e financeira </li></ul><ul><li>Erros e omissões . </li></ul><ul><li>Saldo do balanço de pagamentos (= V + VI + VII) </li></ul><ul><li>Variação das reservas internacionais . É igual ao simétrico do saldo do balanço de pagamentos. Ou seja, conta IX =  conta VIII. A conta IX mostra a forma de financiamento ou de destino do saldo da conta VIII. </li></ul>
  9. 9. Introdução <ul><li>Para efeito da análise desenvolvida nesta ala, consideram-se como nulos os valores das transferências unilaterais correntes e de erros e omissões. </li></ul><ul><li>Adicionalmente, considera-se que X é o valor nominal das exportações de bens e serviços (de fatores e de não fatores) e M é o valor nominal das importações de bens e serviços (de fatores e de não fatores). </li></ul><ul><li>Logo, (X – M) é considerado como a soma das balanças comercial e de serviços e de rendas*. </li></ul>* Esta mesma suposição encontra-se na literatura em, por exemplo, Branson e Litvack (1978).
  10. 10. Introdução <ul><li>PIB pela ótica do dispêndio </li></ul><ul><li>PIB = Y = C + I + G + (X – M) </li></ul><ul><li>Mas a conta VI do Balanço de Pagamentos (indicando movimentos de capital e financeira) envolve transferências de recursos e não a produção corrente. </li></ul><ul><li>Portanto, o saldo da conta VI não apresenta relação direta com o PIB. </li></ul>
  11. 11. Introdução <ul><li>Saldo Total do Balanço de Pagamentos (BP) </li></ul><ul><ul><li>Considere que F seja a saída líquida de capitais (saída de capitais menos a entrada de capitais). </li></ul></ul><ul><ul><li>O valor F é o simétrico da conta VI (movimento de capital e financeira). </li></ul></ul><ul><ul><li>Assim, tem-se que o saldo total do balanço de pagamentos (BP) é dado pela fórmula : </li></ul></ul><ul><li>BP = (X – M) – F </li></ul>
  12. 12. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>Para um dado nível de preços internacionais e de renda agregada externa, as exportações reais (x) dependem: </li></ul><ul><ul><li>do nível de preços vigentes no Brasil (P); e, </li></ul></ul><ul><ul><li>da taxa de câmbio (  ). </li></ul></ul>
  13. 13. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>As importações reais de bens e serviços (m) dependem: </li></ul><ul><ul><li>do nível de renda do Brasil (y); </li></ul></ul><ul><ul><li>da taxa de câmbio (  ); e, </li></ul></ul><ul><ul><li>do preço interno (P). </li></ul></ul>
  14. 14. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>As compras de produtos brasileiros efetuadas pelo resto do mundo (que são as exportações brasileiras) constituem um acréscimo ao fluxo de renda de equilíbrio; </li></ul><ul><li>já as importações, que o Brasil realiza, correspondem a retiradas de renda de equilíbrio. </li></ul>
  15. 15. Equilíbrio no Mercado de Produto
  16. 16. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>Estas expressões geram a Curva IS. </li></ul><ul><li>Para um nível de preço P 0 , uma taxa de câmbio  0 , um certo valor nominal A 0 dos ativos líquidos possuídos pelo setor privado e de CR 0 de crédito para consumo, encontram-se as combinações (y, r) que dão o equilíbrio no mercado de produto. </li></ul>
  17. 17. Equilíbrio no Mercado de Produto i(r, y 0 )+x(P 0 ,  0 )+g i + g + x = s + t + m 45º y 0 A A r 0 C y 1 i(r, y 1 )+x(P 0 ,  0 )+g x(P 0 )+g B B r 1 D I S Dedução da curva IS para uma economia aberta i + g + x s + t + m y r s + t + m(P 0 ) A 0 P 0
  18. 18. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>Um aumento de preço de P 0 para P 1 causa os seguintes efeitos: </li></ul><ul><ul><li>diminui o valor real dos ativos líquidos, reduzindo o consumo do setor privado; e, </li></ul></ul><ul><ul><li>diminui as exportações (e aumenta as importações) reais de bens e serviços. </li></ul></ul><ul><li>Os efeitos acima mencionados diminuem a renda de equilíbrio no mercado de produto. </li></ul><ul><li>Logo, para a mesma taxa de juros, tem-se um nível de renda menor, ou seja, a curva IS se desloca para a esquerda. </li></ul>
  19. 19. Equilíbrio no Mercado de Produto x(P 1 )+g Deslocamento da curva IS devido a um aumento dos preços Aumento no nível de preços P 1 > P 0 i(r, y 0 )+x(P 1 ,  0 )+g B B r 1 D I 1 S 1 i + g + x A s + t + m y y 0 r 45º A r 0 x(P 0 )+g I 0 S 0 C s + t + m(P 0 ) A 0 P 0 i + g + x = s + t + m i(r, y 0 )+x(P 0 ,  0 )+g s + t + m(P 1 ) A 0 P 1
  20. 20. Equilíbrio no Mercado de Produto Aumento exógeno das exportações de bens e serviços i + g + x A s + t + m y y 0 r 45º A r 0 x 1 (P 0 )+g I 0 S 0 C i + g + x = s + t + m i(r, y 0 )+x 0 (P 0 ,  0 )+g x 0 (P 0 )+g i(r, y 0 )+x 1 (P 0 ,  0 )+g D I 1 S 1 B B y 1 s + t + m(P 0 ) A 0 P 0
  21. 21. Equilíbrio no Mercado de Produto Aumento exógeno das importações de bens e serviços i + g + x A s + t + m y y 0 r 45º A r 0 I 0 S 0 C i + g + x = s + t + m i(r, y 0 )+x 0 (P 0 ,  0 )+g x 0 (P 0 )+g D I 1 S 1 y 1 s + t + m(P 0 ) A 0 P 0 s + t + m 1 (P 0 ) A 0 P 0
  22. 22. Equilíbrio no Mercado de Produto <ul><li>A curva LM no Modelo Estático Básico Geral para uma economia aberta tem a especificação habitual. </li></ul><ul><li>Isto é, a expressão geral da curva LM é: </li></ul>
  23. 23. <ul><li>O cruzamento da curva IS com a curva LM dá – para certos valores de P,  , A e CR – a combinação (y, r) que equilibra, simultaneamente, os mercados de bens e de moeda. </li></ul><ul><li>Para saber se uma combinação específica (y 0 , r 0 ) corresponde a um déficit ou a um superávit do Balanço de Pagamentos é necessário obter no plano cartesiano y versus r uma curva em que seus pontos impliquem um saldo do Balanço de Pagamentos (BP) igual a zero. </li></ul>Equilíbrio no Mercado de Produto
  24. 24. <ul><li>O saldo do balanço de pagamentos, em valores nominais é: </li></ul><ul><li>BP = (X – M) – F </li></ul><ul><li>Em que </li></ul><ul><ul><li>(X – M) = saldo do balanço de pagamentos em transações correntes (saldo da conta V, supondo o saldo da conta IV ser nulo) </li></ul></ul><ul><ul><li>F = saída líquida de capitais (ou seja, o simétrico do saldo da conta VI). </li></ul></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos
  25. 25. <ul><li>Os valores nominais das exportações (X) e das importações (M) são: </li></ul><ul><li>X = P · x(P,  ) </li></ul><ul><li>M =  · P f · m(y,P,  ) </li></ul><ul><li>em que: </li></ul><ul><ul><li>P f = preço em dólar das mercadorias importadas </li></ul></ul><ul><ul><li> = quantidade de reais trocada por cada dólar. </li></ul></ul><ul><li>Logo, </li></ul><ul><li>  · P f = preço em reais de cada mercadoria importada. </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos
  26. 26. <ul><li>F = saída líquida de capitais de um país </li></ul><ul><li> = saída de capital menos a entrada de capitais. </li></ul><ul><li>Dado um nível de taxa de juros no exterior, quanto maior for a taxa de juros interna (r) menor será a saída de capital e maior será a entrada de capital. </li></ul><ul><li>Logo, quanto maior é a taxa de juros interna, menor é o valor de F. </li></ul><ul><li>Assim: </li></ul><ul><li>F = F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos
  27. 27. <ul><li>F = F(r) </li></ul><ul><li>A saída líquida de capitais depende, além da taxa de juros doméstica (explícita na equação acima), da taxa de juros externa e do grau de confiança dos investidores estrangeiros no país (medido pelo indicador “risco país”). </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos
  28. 28. <ul><li>O saldo em transações correntes (também chamado de exportações líquidas ou NX) é dado pela diferença entre exportações (X) e importações (M) de bens e serviços. Ou seja: </li></ul><ul><li>CTC = NX = X – M </li></ul><ul><li>CTC = NX = P  x(P,  ) –   P f  m(y,P,  ) </li></ul><ul><li>O aumento do PIB (y  ) aumenta as importações, o que reduz o saldo da conta de transações correntes. </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos
  29. 29. <ul><li>CTC = NX = P  x(P,  ) –   P f  m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>Há um nível de renda y 0 que zera o valor das exportações líquidas (ou seja, que faz CTC =0). </li></ul></ul><ul><li>A curva NX </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos NX 0 y 0 y NX 0 (P 0 ,  , P f 0 )
  30. 30. <ul><li>CTC = NX = P  x(P,  ) –   P f  m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>Se o valor do PIB for inferior a y 0 (por exemplo, y 1 ), há superávit no balanço de pagamentos em transações correntes. </li></ul></ul><ul><li>A curva NX </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos NX NX 1 0 y 1 y 0 y NX 0 (P 0 ,  , P f 0 )
  31. 31. <ul><li>CTC = NX = P  x(P,  ) –   P f  m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>Se o valor do PIB for superior a y 0 (por exemplo, y 2 ), há déficit no balanço de pagamentos em transações correntes. </li></ul></ul><ul><li>A curva NX </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos NX NX 1 0 y 1 y 2 y 0 y NX 2 NX 0 (P 0 ,  , P f 0 )
  32. 32. <ul><li>CTC = NX = P  x(P,  ) –   P f  m(y,P,  ) </li></ul><ul><ul><li>A posição da curva NX depende dos valores do nível de preços doméstico (P), da taxa de câmbio (  ) e dos preços internacionais (P f ). </li></ul></ul><ul><li>A curva NX </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos NX NX 1 0 y 1 y 2 y 0 y NX 2 NX 0 (P 0 ,  , P f 0 )
  33. 33. <ul><li>A curva F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos F 2 F 1 r 2 r 1 r 0 0 r F <ul><li>Se a taxa de juros doméstica for menor que r 0 (por exemplo, r 1 ), tem-se que as saídas de capitais ultrapassam as entradas de capitais e F > 0. </li></ul><ul><li>De outro lado, se a taxa de juros doméstica ultrapassar o valor r 0 (por exemplo, r 2 ), as entradas de capitais ultrapassam as saídas de capitais e F < 0. </li></ul>Há uma taxa de juros doméstica r 0 que zera a saída líquida de capitais, ou seja, havendo r 0 há idênticos valores da saída e da entrada de capitais.
  34. 34. <ul><li>A curva F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos F 2 F 1 r 2 r 1 r 0 0 r F <ul><li>O aumento de uma dessas variáveis faz com que o valor da saída líquida de capitais aumente para cada valor da taxa de juros doméstica, deslocando a curva F(r) para a direita, ou seja, para mais distante da origem dos eixos cartesianos. </li></ul><ul><li>A posição da curva F(r) depende da taxa de juros internacional e do “risco país”. </li></ul>
  35. 35. <ul><li>A curva F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos F 2 F 1 r 2 r 1 r 0 0 r F Existem autores que definem F como sendo a entrada líquida de capitais (isto é, a entrada de capitais menos a saída de capitais), o que implicaria a curva F ser positivamente inclinada no plano cartesiano F versus r.
  36. 36. <ul><li>BP = (X – M) – F </li></ul><ul><li>X = P ·x(P,  ) </li></ul><ul><li>M =  · P f ·m(y,P,  ) </li></ul><ul><li>F = F(r) </li></ul>A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos BP = [P ·x(P,  ) –  · P f ·m(y,P,  )] – F(r) <ul><li>Note que um aumento de y reduz as exportações líquidas (X – M) devido, principalmente, a um aumento das importações. </li></ul><ul><li>Para manter BP = 0 é necessário aumentar r para reduzir F. </li></ul><ul><li>Portanto, a inclinação da curva BP = 0 no espaço y versus r é positiva. </li></ul>
  37. 37. A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Obtenção gráfica da curva BP F F(r) X – M = F X – M y y 0 r 45º B 0 r 0 r 1 NX = P 0  x(P 0 ,  0 )–  0  P f  m(y,P 0 ,  0 ) F 1 P 0 F 0 (X–M) 1 (X–M) 0 y 1 A B Suponha o nível de preço interno P 0 e a taxa de câmbio  0 .
  38. 38. A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Obtenção gráfica da curva BP F F(r) X – M = F X – M y y 0 r 45º B 0 r 0 r 1 NX = P 0  x(P 0 ,  0 )–  0  P f  m(y,P 0 ,  0 ) F 1 P 0 F 0 (X–M) 1 (X–M) 0 déficit do BP (BP<0) y 1 A B C Suponha agora que o nível de renda seja y 0 , mas a taxa de juros tenha um valor menor que r 0 (ponto C). Logo, a saída líquida de capital será maior que (X – M) 0 e ocorrerá um déficit do balanço de pagamentos.
  39. 39. A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Obtenção gráfica da curva BP F F(r) X – M = F X – M y y 0 r 45º B 0 r 0 r 1 NX = P 0  x(P 0 ,  0 )–  0  P f  m(y,P 0 ,  0 ) superávit do BP (BP>0) F 1 P 0 F 0 (X–M) 1 (X–M) 0 déficit do BP (BP<0) y 1 A B C D Se o nível de renda for y 0 e a taxa de juros for maior que r 0 (ponto D ), ter-se-á que (X – M) 0 é maior que a saída líquida de capital. Isto implica um superávit do BP.
  40. 40. A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Situação de equilíbrio interno da economia com a presença de déficit do saldo do balanço de pagamentos <ul><li>Para um dado nível de preços internos P 0 e taxa de câmbio  0 , pontos (y, r) são determinados em que surge a curva BP = 0 e o ponto A que equilibra os mercados de produto e de moeda (no cruzamento da curva IS com a curva LM). </li></ul><ul><li>A economia encontra-se em equilíbrio interno no ponto A, de coordenadas (y 0 , r 0 ), mas com déficit do saldo do balanço de pagamentos (isto é, BP < 0), pois o ponto A está à direita da curva B 0 P 0 = 0. </li></ul>P 0 B 0 y 0 r 0 S I M L r y A
  41. 41. A curva que representa o equilíbrio do balanço de pagamentos Formatos especiais da curva BP <ul><li>Situação em que o capital seja perfeitamente móvel entre os países. </li></ul><ul><li>Situação em que há ausência de mobilidade de capital entre os países. </li></ul>r r 0 = r f y BP = 0 r r f y BP = 0 r 0
  42. 42. Fatores que deslocam a curva BP <ul><li>Dois fatores principais deslocam a curva BP: </li></ul><ul><ul><li>o nível de preços internos </li></ul></ul><ul><ul><li>a taxa de câmbio. </li></ul></ul><ul><li>As exportações líquidas (X – M) = CTC têm a posição de sua curva determinada para certo nível de preços e dada a taxa de câmbio. </li></ul>
  43. 43. Fatores que deslocam a curva BP O efeito de variações do Preço no deslocamento da BP F F(r) X – M = F X – M y y 0 r 45º B 1 r 1 r 0 P 1  x(P 1 ) –  0  P f  m(P 1 ) B P 1 A B A P 0  x(P 0 ) –  0  P f  m(P 0 ) B 0 P 0 P  P 1 > P 0
  44. 44. Fatores que deslocam a curva BP <ul><li>Os efeitos da variação da taxa de câmbio sobre a curva BP são similares às variações dos preços internos. </li></ul><ul><li>  X  e M   NX   deslocamento da curva BP para a esquerda e para cima. </li></ul><ul><li>  X  e M   NX   deslocamento da curva BP para a direita e para baixo. </li></ul>
  45. 45. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada Situação de equilíbrio interno da economia com a presença de superávit do saldo do balanço de pagamentos. Se a situação for a desejada pelo governo (que deseja acumular divisas para pagar dívidas nos próximos anos), os efeitos do superávit do balanço de pagamentos sobre a oferta nominal de moeda podem ser anulados com operações de open market . P B y 0 r 0 S I M L r y A
  46. 46. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada <ul><li>Equilíbrio interno da economia (ponto A) com a presença de superávit do balanço de pagamentos. </li></ul><ul><li>Porém, considere que o Banco Central compre dólares emitindo papel-moeda, mas o Banco Central não realiza uma operação de esterilização desse aumento da oferta nominal de moeda através de operações no mercado aberto. </li></ul>M 0 L 0 B 0 P 0 S 0 I 0 r 0 r y 0 y A S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 0 P 0 P y A Curvas IS, LM e BP y 0
  47. 47. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada <ul><li>B   M  </li></ul><ul><li>P  </li></ul><ul><li>P   a  e NX  </li></ul><ul><li>P   NX  </li></ul>M 0 M 2 M 1 L 0 L 2 L 1 B 1 B 0 P 1 P 0 S 1 S 0 I 1 I 0 r 1 r 0 r y 0 y 2 y 1 y A B C S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 1 D 0 D 1 P 0 P 1 P y 0 y 2 y 1 y A B C Curvas IS, LM e BP Excesso de demanda
  48. 48. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada <ul><li>Em uma situação de taxa de câmbio nominal fixa e sem operações de mercado aberto compensatórias, um superávit do balanço de pagamentos se auto-liquida ao provocar: </li></ul><ul><li>M S   P  </li></ul><ul><li>Na situação de equilíbrio final da economia é encontrado y  e r  </li></ul><ul><li>O ajustamento da economia ocorre até o saldo do balanço de pagamentos ser zerado. </li></ul>M 0 M 2 M 1 L 0 L 2 L 1 B 1 B 0 P 1 P 0 S 1 S 0 I 1 I 0 r 1 r 0 r y 0 y 2 y 1 y A B C S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 1 D 0 D 1 P 0 P 1 P y 0 y 2 y 1 y A B C Curvas IS, LM e BP
  49. 49. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada M 0 L 0 B 0 P 0 S 0 I 0 r 0 r y 0 y E S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 0 P 0 P y 0 y E Curvas IS, LM e BP <ul><li>Equilíbrio interno da economia (ponto E) com a presença de déficit do balanço de pagamentos. </li></ul><ul><li>Porém, considere que o Banco Central vende os dólares (que são necessários para pagar o déficit do balanço de pagamentos) retirando papel-moeda da economia. </li></ul><ul><li>Mas o Banco Central não realiza uma operação de esterilização dessa redução da oferta nominal de moeda através de operações de mercado aberto. </li></ul>
  50. 50. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada M 1 M 2 M 0 L 1 L 2 L 0 B 1 B 0 P 1 P 0 S 0 S 1 I 0 I 1 r 0 r 1 r y 1 y 2 y 0 y F E G S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 1 D 0 D 1 P 1 P 0 P y 1 y 2 y 0 y F E G Curvas IS, LM e BP <ul><li>B   M  </li></ul><ul><li>P  </li></ul><ul><li>P   a  e NX  </li></ul><ul><li>P   NX  </li></ul>r 2 Excesso de oferta
  51. 51. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada M 1 M 2 M 0 L 1 L 2 L 0 B 1 B 0 P 1 P 0 S 0 S 1 I 0 I 1 r 0 r 1 r y 1 y 2 y 0 y F E G S Curvas de oferta e de demanda agregada S D 0 D 1 D 0 D 1 P 1 P 0 P y 1 y 2 y 0 y F E G Curvas IS, LM e BP r 2 <ul><li>Em uma situação de taxa de câmbio nominal fixa e sem operações compensatórias de mercado aberto, um déficit do balanço de pagamentos se auto-liquida ao provocar: </li></ul><ul><li>M   y  </li></ul><ul><li>Na situação de equilíbrio final da economia, é encontrado um menor valor y  e r  </li></ul><ul><li>O ajustamento da economia ocorre até o saldo do balanço de pagamentos ser zerado. </li></ul>
  52. 52. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada <ul><li>A eficácia das políticas fiscal e monetária em alterar o equilíbrio interno da economia pode ser diferente caso ocorra uma curva BP horizontal e a taxa de câmbio nominal seja fixa. </li></ul><ul><li>Apenas uma política fiscal expansionista será eficaz em alterar o PIB nessa situação. </li></ul><ul><li>A política monetária expansionista é incapaz de alterar o produto. </li></ul>
  53. 53. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada P y y r P 0 r 0 =r f y 0 r 1 y 0 I 0 L 0 M 0 L 1 M 1 yp yp E E F OA DA BP=0 S 0 Eficácia da Política Monetária quando a BP é horizontal. M  BP < 0
  54. 54. O ajustamento do saldo do balanço de pagamentos em uma situação na qual vigora taxa de câmbio nominal fixa e inalterada Eficácia da Política Fiscal quando a BP é horizontal. P y y r P 0 r 0 =r f y 0 r 1 y 0 I 0 L 0 M 0 L 1 M 1 yp yp E E F OA DA BP=0 P y y r P 0 r 0 =r f y 0 r 2 y 0 I 0 L 0 M 0 L 2 M 2 yp yp E E G OA DA BP=0 I 1 S 1 S 0 S 0 DA´ H H Eficácia da Política Monetária quando a BP é horizontal. P  BP < 0 G  BP > 0
  55. 55. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Existem outras medidas para deslocar a curva BP no plano cartesiano y versus r. </li></ul><ul><li>Elas atuam sobre o saldo do balanço de pagamentos em transações correntes (X – M) ou sobre a saída líquida de capitais [F(r)]. </li></ul>
  56. 56. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Para alterar as exportações líquidas (X – M), têm-se: </li></ul><ul><ul><li>as medidas de manipulação de tarifas alfandegárias sobre as importações (t M ); </li></ul></ul><ul><ul><li>quotas de importação (Q); </li></ul></ul><ul><ul><li>redução dos impostos sobre as exportações (t E ); ou, </li></ul></ul><ul><ul><li>subsídios às exportações (S E ). </li></ul></ul><ul><li>Elas são conhecidas como políticas comerciais e podem deslocar a curva NX </li></ul>
  57. 57. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>A nova especificação da NX passa a ser: </li></ul><ul><ul><li>Se a elasticidade-preço da demanda por bens importados for, em valor absoluto, maior que um, um aumento nas tarifas de importação reduzirá o valor em reais das importações, deslocando a curva BP para a direita. </li></ul></ul>
  58. 58. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>A nova especificação da NX passa a ser: </li></ul><ul><ul><li>Já as quotas de importação reduzem as importações no nível fixado por elas, também deslocando a curva BP para a direita. </li></ul></ul><ul><ul><li>A isenção de impostos sobre as exportações ou a concessão de subsídios às exportações também desloca a curva BP para a direita. </li></ul></ul>
  59. 59. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>A nova especificação da NX passa a ser: </li></ul><ul><ul><li>A manipulação de tarifas alfandegárias, a fixação de quotas de importação, a alteração de impostos sobre as exportações e de subsídios sobre as exportações reduzem os ganhos em eficiência e em bem-estar obtidos com o livre comércio e, por isso, são condenáveis e combatidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). </li></ul></ul><ul><ul><li>Além disso, aquelas medidas alteram as exportações líquidas (X – M), deslocando a curva IS </li></ul></ul>
  60. 60. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Sobre a saída líquida de capital pode-se estabelecer medidas de incentivo à tomada de empréstimos estrangeiros, com o aval do governo e empréstimos externos tomados pelo setor privado e a possibilidade do setor privado repassar esses empréstimos ao governo antes de seu prazo final de pagamento. </li></ul><ul><li>Essas medidas deslocam a curva F(r) em direção à origem dos eixos cartesianos, deslocando a curva BP para a direita. </li></ul>
  61. 61. Outras medidas para equilibrar o balanço de pagamentos <ul><li>Se as medidas de incentivo à entrada de capital estrangeiro em um país afetarem o nível interno de investimento privado (i), as exportações reais de bens e de serviços (x) e/ou as importações reais de bens e serviços (m), ocorrerá a alteração da curva IS. </li></ul>
  62. 62. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa equilíbrio no mercado de produto: equilíbrio no mercado monetário: função de produção: equilíbrio no mercado de trabalho: equação do saldo do balanço de pagamentos:
  63. 63. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Têm-se cinco equações e cinco variáveis endógenas (y, P, r, N e BP). </li></ul><ul><li>São variáveis de política econômica: a base monetária (B), a taxa de redesconto de liquidez (rd) e a taxa do depósito compulsório (R 3 ), que definem a parcela exógena da oferta nominal de moeda; os gastos do governo (g) e as alíquotas de impostos (t’), definidos pela política fiscal; e a taxa de câmbio nominal (  ), determinada pela política cambial. </li></ul>
  64. 64. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Com as equações, é possível encontrar o equilíbrio interno com BP = 0 (se o Banco Central não esterilizar os efeitos do saldo do balanço de pagamentos sobre a oferta nominal de moeda) ou o equilíbrio interno com desequilíbrio no balanço de pagamentos (quando o Banco Central esteriliza os efeitos do BP  0 sobre a oferta nominal de moeda). </li></ul>
  65. 65. Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa equilíbrio no mercado de produto: equilíbrio no mercado monetário: função de produção: equação de determinação de salários: curva de oferta agregada: equação do saldo do Balanço de Pagamentos:
  66. 66. Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Têm-se seis equações e seis variáveis endógenas (y, P, r, N, W e BP). </li></ul><ul><li>As variáveis exógenas são as que definem a política monetária (B, rd e R 3 ), a política fiscal (g e t’) e a política cambial (  ). </li></ul>
  67. 67. Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de câmbio nominal fixa <ul><li>Com as equações acima é possível encontrar equilíbrio interno com BP = 0 (se o Banco Central não esterilizar os efeitos do saldo do balanço de pagamentos sobre a oferta nominal de moeda) ou o equilíbrio interno com desequilíbrio do balanço de pagamentos (quando o Banco Central esterilizar os efeitos do BP  0 sobre a oferta nominal de moeda). </li></ul>
  68. 68. O ajustamento do balanço de pagamentos no caso da taxa de câmbio flexível <ul><li>Considere a taxa de câmbio flexível. Ela é fixada pela oferta e pela demanda de divisas no mercado. </li></ul><ul><li>A oferta de divisas é fornecida pelas exportações: </li></ul><ul><li>A demanda de divisas corresponde às importações mais a saída líquida de capital: </li></ul>
  69. 69. O ajustamento do balanço de pagamentos no caso da taxa de câmbio flexível <ul><li>Para certo nível de renda y 0 , nível interno de preço P 0 , preço internacional dos produtos importados P f e taxa de juros interna r 0 , existe  e tal que: </li></ul><ul><li>ou seja, um  e tal que BP = 0. </li></ul>
  70. 70. O ajustamento do balanço de pagamentos no caso da taxa de câmbio flexível <ul><li>Ocorrendo o valor  e para a taxa de câmbio, o saldo do balanço de pagamentos é nulo. </li></ul><ul><li>Além disso, observe que o valor  e depende dos formatos das funções x( · ), m( · ) e F( · ), bem como do nível de preços externos (P f ). </li></ul>P 0  x(P 0 ,  )  P f  m(y 0 , P 0 ,  ) + F(r 0 ) divisas  e 
  71. 71. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa da câmbio flexível equilíbrio no mercado de produto: equilíbrio no mercado monetário: função de produção: equilíbrio no mercado de trabalho: equilíbrio no mercado de divisas:
  72. 72. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa da câmbio flexível <ul><li>Têm-se cinco equações para determinar cinco incógnitas (y, P, N, r e  ). </li></ul><ul><li>Observe que agora a taxa de câmbio (  ) é uma incógnita e BP = 0. </li></ul><ul><li>O sistema de equações é um sistema interativo. </li></ul><ul><ul><li>Observe que se  variar, a curva BP se desloca. </li></ul></ul><ul><ul><li>A modificação de  também provoca o deslocamento da curva IS. </li></ul></ul><ul><ul><li>Este deslocamento da curva IS provoca, por sua vez, o deslocamento da curva de demanda agregada. </li></ul></ul><ul><ul><li>O deslocamento da curva de demanda agregada provoca modificação no nível de preço. </li></ul></ul><ul><ul><li>A variação no nível de preço provoca o deslocamento das curvas IS, LM, oferta e demanda de trabalho e da curva BP. </li></ul></ul>
  73. 73. Modelo estático geral da Síntese Neoclássica para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa da câmbio flexível <ul><li>Deve ser ressaltado que esse modelo pode ser ampliado colocando na função importações reais de bens e serviços as tarifas alfandegárias e outros tipos de restrições às importações. </li></ul><ul><li>Pode-se colocar na função exportação real de bens e serviços os subsídios às exportações </li></ul><ul><li>e na função saída de capital pode-se colocar a taxa de juros externa e o “risco país”. </li></ul>
  74. 74. Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio flexível equilíbrio no mercado de produto: equilíbrio no mercado monetário: equilíbrio no mercado de divisas: função de produção: equação de determinação de salários: curva de oferta agregada:
  75. 75. Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio flexível <ul><li>Têm-se seis equações, para determinar seis incógnitas (y, P, N, r,  , W). </li></ul><ul><li>Neste modelo também a taxa de câmbio (  ) é uma incógnita, que faz BP = 0. </li></ul><ul><li>O sistema de equações é um sistema interativo: </li></ul>
  76. 76. Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio flexível <ul><li>O sistema de equações é um sistema interativo: </li></ul><ul><ul><li>Uma modificação de  provoca o deslocamento da curva IS. </li></ul></ul><ul><ul><li>Este deslocamento da curva IS provoca, por sua vez, o deslocamento da curva de demanda agregada. </li></ul></ul><ul><ul><li>O deslocamento da curva de demanda agregada provoca a modificação do nível de preço, gerando novo deslocamento da curva IS e o deslocamento da curva LM. </li></ul></ul><ul><ul><li>As modificações na quantidade demandada provocam modificações na quantidade produzida, alterando o nível de preço. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Isto ocorre porque as modificações na quantidade produzida provocam modificações na quantidade de trabalho e no salário nominal. </li></ul></ul></ul>
  77. 77. Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilíbrio do balanço de pagamentos e taxa de câmbio flexível <ul><li>A introdução da taxa de câmbio flexível no modelo também faz a curva de oferta agregada se alterar. </li></ul><ul><li>O preço da matéria-prima (Pmp) pode se alterar caso parcela das matérias-primas seja importada e ocorra alteração da taxa de câmbio. </li></ul>
  78. 78. Próxima Aula <ul><li>CAPÍTULO 16 – Teorias sobre a inflação </li></ul>16.1 Teoria da inflação de demanda; 16.2 A teoria da inflação de custos; 16.3 A natureza auto-eliminadora da inflação do modelo estático; 16.4 A Curva de Phillips; 16.5 Teoria monetarista da inflação; 16.6 Teoria keynesiana da inflação; 16.7 Modelo de determinação da taxa de inflação e do nível de produto de equilíbrio; 16.8 O regime de metas inflacionárias.
  79. 79. Referências Bibliográficas <ul><li>BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S. Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 </li></ul><ul><li>BLANCHARD, O. Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001. </li></ul><ul><li>BRANSON , W.H. e LITVACK, J.M. Macroeconomia , São Paulo: Habra, 1978. </li></ul><ul><li>DORNBUSCH, R. & FISCHER, S. Macroeconomia . 5 a edição. São Paulo: Makron/Mcgraw-Hill, 1991. </li></ul><ul><li>MANKIW, N.G. Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004. </li></ul>

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