SlideShare uma empresa Scribd logo
Parte 4 – Integração entre microeconomia e macroeconomia e implicações sobre as políticas econômicas Construções mais complexas das funções consumo, investimento, demanda e oferta de moeda, fazendo uso do instrumental microeconômico convencional na definição delas, permitem uma integração entre a microeconomia e a macroeconomia.  Verifica-se como o modelo IS/LM se comporta com essas novas funções.
Capítulo 11 A Função Investimento
Aula Anterior CAPÍTULO  10 – A função consumo   10.1 A escolha do consumidor;  10.2 A formulação de ANDO-MODIGLIANI: a hipótese do ciclo de vida;  10.3 A formulação de FRIEDMAN: a teoria da renda permanente;  10.4 A formulação de DUESENBERRY: considerando a renda relativa;  10.5 Outras formulações para a função consumo; 10.6 Uma equação síntese para a função consumo e seus impactos no modelo IS/LM; 10.7 Estimativas da função consumo no Brasil
Nesta Aula CAPÍTULO  11 – A função investimento 11.1 O investimento privado em estoques; 11.2 O investimento privado em residências; 11.3  O investimento em capital fixo; 11.4  O investimento no modelo IS/LM; 11.5 Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados; 11.6  Estimativas da equação de investimento no Brasil.
Relembrando....  Introdução Cada projeto de investimento apresenta um custo de instalação (CI) e um fluxo esperado de rendas líquidas (R t , R t+1 , R t+2 , ..., R t+n ).        CI R t R t+1 R t+2 R t+3 R t + n  – 1 R t+n t + n  – 1 t + n  t + 1  t  t + 2  t + 3
Relembrando....  Introdução VA Projetos de investimento VA 0 i 0 r 1  > r 0 VA 1 i 1 i = i(r)
O investimento do setor privado compõe-se de: investimento em estoques; investimento residencial; e, investimento em capital fixo. Introdução
Investimento em estoques: investimento planejado  (o único considerado na equação da curva IS)   investimento não planejado.  O investimento privado em estoques
Investimento em estoques: investimento planejado  (o único considerado na equação da curva IS)  investimento não planejado.  Como a manutenção desses estoques implica a perda de oportunidade de aplicar os recursos correspondentes na compra de ativos financeiros, tem-se que quanto maior é a taxa de juros, menor é o valor do investimento em estoques.  O investimento privado em estoques
Investimento em estoques: investimento planejado  (o único considerado na equação da curva IS)  investimento não planejado.  De outro lado, quanto maior é o nível de demanda agregada (que em equilíbrio se iguala à produção agregada), maior deverá ser o valor do investimento planejado em estoque.  O investimento privado em estoques
i E  = i E (y, r)  Em que i E  é o investimento planejado em estoque; y = renda interna r = taxa de juros O investimento privado em estoques
Loja Vende 30 carros/mês Mantém estoque =  1 mês de venda Vendas caem para 25 carros/mês O investimento privado em estoques  Indústria   Vende 30 carros/mês Investimento não planejado
Loja Vendas caem para 25 carros/mês 1º mês: acumula 35 carros nos estoques 2º mês: acumula 40 carros nos estoques O investimento privado em estoques  Indústria   Vende 30 carros/mês Investimento não planejado! Investimento não planejado
Loja 2º mês: acumula 40 carros nos estoques Reduz compra para ajustar os estoques em 25 carros (venda mensal) O investimento privado em estoques  Indústria   Vende 15 carros no 3º mês Vende 20 carros no 3º mês Vende 25 carros/mês Queda na produção! Investimento não planejado
“ ... Antes da recessão há uma redução na demanda agregada, refletida em uma leve queda nas vendas. Porém, a produção não responde muito e os estoques” (no caso são estoques não planejados) “crescem naturalmente. Então, as empresas decidem se livrar de seus estoques; reduzindo a produção e planejando vender seus estoques; esta é uma redução intencional.  Em quase todas as recessões pós Segunda Guerra Mundial tem havido um estágio no qual a produção cai quase que brutalmente, quando as empresas intencionalmente decidem alinhar seus estoques” (isto é, colocá-los no nível do estoque planejado). “E este corte acentua a recessão.” O investimento privado em estoques  Investimento não planejado DORNBUSCH & FISCHER (1991, p. 353) Este fenômeno é considerado como  ciclo de estoques .
O investimento privado em residências O investimento em residências depende do preço obtido pela venda delas. i R  = f(P H )  Em que  i R  é o investimento em residências P H  é o preço de venda das residências P H  é determinado pelo cruzamento da curva de demanda de residências com a curva de estoque de residências.
O investimento privado em residências Determinação do preço das residências.  P 1 H P 0 H P H H 0 DD 0 DD 1 SS quantidade de residências
O investimento privado em residências A posição da curva de demanda de residências depende da taxa de retorno dos outros ativos (taxa de retorno esta representada pela taxa de juros, r), da riqueza da população (W) e do retorno líquido obtido pela propriedade do imóvel (r I ).  P 1 H P 0 H P H H 0 DD 0 DD 1 SS quantidade de residências
O investimento privado em residências O aumento de r desloca a curva de demanda da para a esquerda, diminuindo P H .  O aumento de W e de r I  deslocam a curva de demanda para a direita, aumentando P H . P 1 H P 0 H P H H 0 DD 0 DD 1 SS quantidade de residências
O investimento privado em residências
O investimento privado em residências Portanto, o investimento privado em residências aumenta quando diminui a taxa de juros, aumenta a riqueza e/ou eleva o retorno real líquido dos imóveis.
O investimento em capital fixo Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo.  A primeira delas baseia-se na hipótese do acelerador, a qual afirma que o investimento líquido depende da variação do produto esperado.  Ou seja, a empresa decide quanto irá investir com base em sua expectativa de produção.
O investimento em capital fixo Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo.  A primeira delas baseia-se na hipótese do acelerador, a qual afirma que o investimento líquido depende da variação do produto esperado.  De acordo com essa teoria, o i l  (investimento líquido) é uma fração do crescimento do PIB. i l  =   y.
O investimento em capital fixo Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo.  A segunda teoria é chamada de Teoria Neoclássica do Investimento e o associa com a hipótese do acelerador, com a produtividade marginal do capital e com o custo de uso do capital.  (será discutida em detalhes)
O investimento em capital fixo Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo.  Finalmente, há a teoria do q de Tobin, que associa o nível de investimento com o preço de mercado das ações e títulos das empresas.  Considera que as empresas irão realizar investimento líquido (e, portanto, aumentar o seu estoque de capital) se o preço de mercado de suas ações e títulos superar o preço efetivo do empreendimento.
O investimento em capital fixo Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo.  O q de Tobin é a razão entre o valor de mercado da empresa (ou seja, a soma dos valores de suas ações e títulos, como as debêntures) dividido pelo custo de reposição do estoque de capitais.  Haveria investimento líquido positivo quando q for maior do que 1.
Estoque de capital de equilíbrio Considere a função de produção: y = y(N, K) em que: y = produto por unidade de tempo; N = quantidade de horas-homem por  unidade de tempo; e, K = estoque de capital (inclui instalações  e equipamentos).
Estoque de capital de equilíbrio Considere a função de produção: y = y(N, K) Define-se: CU = custo nominal de uso do capital fixo (ou custo nominal de utilização do capital fixo), entendido como o valor implícito de aluguel atribuído ao uso do equipamento, que inclui a depreciação e o custo dos juros.
Estoque de capital de equilíbrio Considere a função de produção: y = y(N, K) Define-se: PMgK é o produto marginal físico do capital  (indica o aumento de produto advindo do acréscimo de uma unidade de capital).
Estoque de capital de equilíbrio Considere a função de produção: y = y(N, K) Para a firma maximizar a massa de lucros é necessário que:
Estoque de capital de equilíbrio Considere uma função de produção específica, tipo Cobb-Douglas, com dois fatores de produção, K = capital e N = trabalho: y =    K      N 1–  Esta função de produção, cuja soma dos expoentes referentes aos insumos é um, apresenta retornos constantes de escala, ou seja, dobrando a quantidade de insumos há a produção em dobro.     é o parâmetro indicador de progresso tecnológico.
Estoque de capital de equilíbrio Considere uma função de produção específica, tipo Cobb-Douglas, com dois fatores de produção, K = capital e N = trabalho: y =    K      N 1–  Tem-se:
Estoque de capital de equilíbrio K E  é o estoque de capital de equilíbrio
Estoque de capital de equilíbrio O estoque de capital de equilíbrio eleva-se: com um aumento na demanda pelo produto (e o conseqüente aumento de y). O estoque de capital de equilíbrio cai: com um aumento no custo real de uso de capital.
Estoque de capital de equilíbrio O estoque de capital de equilíbrio (K E  ) aumenta devido aos acréscimos na renda (y) e nos preços (P) e decresce quando o custo nominal de uso do capital (CU) se eleva.
A função demanda de investimento em capital fixo  Em que ik b  = investimento total em capital fixo, ou investimento bruto  ik l  = investimento líquido em capital fixo  ik r  = investimento de reposição em capital fixo
A função demanda de investimento em capital fixo  o investimento de reposição depende do  nível de estoque de capital. ik l   =   K E ik r   =       K E  em que    = taxa de depreciação o investimento líquido depende de  mudanças no nível  de equilíbrio do estoque de capital.
A função demanda de investimento em capital fixo  Considerando a função de produção Cobb-Douglas, tem-se:   Supondo que CU/P (custo real de uso do capital) é constante:
A função demanda de investimento em capital fixo  Em longo prazo e sem variações em CU/P, é o crescimento do produto (ocasionado pelo crescimento da demanda) que fornece o nível de investimento líquido em capital fixo.  Esta relação entre mudança na magnitude do produto e o nível de investimento líquido em capital fixo constitui o  princípio do acelerador . Esse princípio introduz uma relação dinâmica no modelo de comportamento da economia.
A função demanda de investimento em capital fixo  Para uma função de produção geral: ik b  =   K E  (y, CU, P) +       K E Se a função de produção for Cobb-Douglas e CU/P for constante, tem-se: Relação do acelerador  Mostra como o acréscimo do PIB (  y) determina o investimento privado bruto.
A função demanda de investimento em capital fixo  Relação do acelerador A relação do acelerador na função investimento bruto em capital ocasiona uma dificuldade interessante quanto a realização de políticas de estabilização a curto prazo.
A função demanda de investimento em capital fixo  Relação do acelerador t 1 ik r y K E tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento y é fixo para gerá-lo, K E  também é fixo  Logo, só existe investimento ik r
A função demanda de investimento em capital fixo  Relação do acelerador t 1 ik r y K E tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento Suponha que em t 1  o governo adote uma política fiscal de aumento de seus gastos e uma política monetária para impedir a alta da taxa de juros.
A função demanda de investimento em capital fixo  Relação do acelerador t 1 ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento y sobe, até estabilizar-se a partir de t 2 .  A partir de t 2 , tem-se um novo K E ,  com um novo ik r  constante.
A função demanda de investimento em capital fixo  Relação do acelerador t 1 ik l ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento O ik l  será zero a partir de t 2 .  Entre t 1  e t 2   o ik l  terá de crescer e diminuir.
A função demanda de investimento em capital fixo  Relação do acelerador t 1 ik l ik b ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento Entre t 1  e t 2 , o ik b  tem o formato da curva do ik l , distanciando desse pelo montante do investimento de reposição.
A função demanda de investimento em capital fixo  Relação do acelerador t 1 ik l ik b ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento É esse comportamento que gera dificuldades no modelo a curto prazo.
A função demanda de investimento em capital fixo  Deve-se estar atento ao fato do princípio do acelerador poder não se aplicar se a economia estiver operando com um substancial excesso de capacidade de produção, isto é, a uma baixa taxa de utilização da capacidade instalada. Nesse caso, o estoque de capital efetivo é maior que o estoque de capital de equilíbrio, de tal forma que um aumento do produto pode igualar o estoque de capital de equilíbrio àquele efetivamente existente, causando pouco efeito sobre o investimento líquido.
A função demanda de investimento em capital fixo  Portanto, na medida em que existe um grande excesso de capacidade de produção, a política fiscal pode aumentar a demanda (e, conseqüentemente, o PIB) sem encontrar a dificuldade descrita sobre o comportamento do investimento líquido.
O custo de uso do capital  Suponha que uma máquina seja adquirida ao preço real PE.  O custo de uso do bem de capital é:
O custo de uso do capital  A taxa de juros apresenta três componentes: R I   =  custo de oportunidade do empréstimo possível de ser concedido com os lucros não distribuídos; R T  =  uma taxa padrão de retorno sobre títulos; R A  =  a razão média entre retornos e preços das ações.
O custo de uso do capital  A taxa de juros apresenta três componentes: Normalmente, R I  é menor que R T  e R A .  Assim, à medida que os lucros aumentam, a importância de R I  aumenta, diminuindo r.  A redução de r diminui CU/P, aumentando ik b .  De outro lado, a elevação de R T  eleva r, que eleva CU/P e diminui ik b .  Fica, portanto, evidenciado que o  investimento  depende positivamente dos  lucros  e negativamente da taxa de  juros dos empréstimos bancários .
O custo de uso do capital  A taxa de juros apresenta três componentes: A redução do imposto de renda sobre os lucros das empresas e a concessão de incentivos fiscais às empresas aumentam os recursos internos das empresas, reduzindo o valor de r. A redução de r diminui o valor de CU/P, o que causa o aumento do investimento bruto em capital fixo.
O investimento no modelo IS/LM Os modelos desenvolvidos se classificam como sendo de estática comparativa.  Não há a preocupação em explicar o que de fato ocorre na passagem do ponto de equilíbrio inicial ao final em termos da trajetória seguida pelas variáveis e do tempo necessário a esse ajuste (o que é tratado em modelos dinâmicos).  Assim, nossa atenção não se centrará no investimento líquido, mas sim no investimento de reposição (que faz parte do equilíbrio inicial e do equilíbrio final).
O investimento no modelo IS/LM O investimento líquido é considerado nos modelos de crescimento econômico e nossa atenção é focada nos modelos de determinação de renda.  Se y     K E     ik r     ik b     r 
O investimento no modelo IS/LM Para um modelo dinâmico, tem-se a expressão  ik b  =   K E (y, CU, P) +       K E   para o investimento. Para um modelo estático tem-se: ik = ik(r, y) A equação do investimento em estoques planejados é: i E  = i E (y, r)  A equação de investimento em residências é: i R  = i R (r, W, r I )
O investimento no modelo IS/LM ik = ik(r, y)  i E  = i E (y, r)  i R  = i R (r, W, r I )  i = i(y, r, W, r I )  Considere que a riqueza (W ) e a taxa de retorno líquida sobre os imóveis (r I ) sejam constantes. Logo: i = i (y, r) Sendo
O investimento no modelo IS/LM i = i (y, r)  fórmula geral para a função investimento  Uma versão específica para a função investimento pode ser:  i = b 0  + b 1  r + b 2  y,  em que: b 1  é a sensibilidade do investimento a variações da taxa de juros (b 1  < 0) b 2  é a sensibilidade do investimento a variações da renda (b 2  > 0) b 0  mede os efeitos das expectativas de lucros nas decisões de investimento
O investimento no modelo IS/LM i = i (y, r)  fórmula geral para a função investimento  Esta expressão torna a curva IS menos inclinada em relação à que se obteve quando i = i(r).
O investimento no modelo IS/LM i+g i(y 1 )+g g i+g = s+t s+t s+t y y 0 y 1 r 0 r 1 r 45º i(y 0 )+g r 2 i(y, r) i(r)
O investimento no modelo IS/LM Pode ocorrer das curvas no quadrante noroeste se deslocarem muito para a esquerda e a curva IS ser positivamente inclinada no espaço y  versus  r.  Isto ocorrerá quando a propensão marginal a gastar (PMgG) for maior que 1 i+g i(y 1 )+g g i+g = s+t s+t s+t y y 0 y 1 r 0 r 1 r 45º i(y 0 )+g r 2 i(y, r) i(r)
O investimento no modelo IS/LM Equilíbrio no mercado de produto para uma economia fechada:  y  = c + i + g Para o equilíbrio no mercado de produto ser mantido, necessita-se que:   y =   ( c + i + g)
O investimento no modelo IS/LM  y =   ( c + i + g) Considerando os gastos do governo como sendo constantes: PMgG = PMgC* + PMgI Sendo:  PMgC* = propensão marginal a consumir da renda total =  (PMgC*    PMgC).  PMgI = propensão marginal a investir =
O investimento no modelo IS/LM Se PMgG > 1, um dado aumento na renda, aumenta (c + i + g) mais do que o aumento de y. Ou seja, se PMgG > 1      ( c + i + g) >   y.  Se nada além do aumento de y for feito, tem-se desequilíbrio no mercado de produto. Assim, para manter o equilíbrio no mercado de produto, quando a renda aumenta, a taxa de juros deve subir para diminuir i.  Assim, com PMgG > 1 é necessário que r e y aumentem para manter o mercado de produto em equilíbrio.  Isto implica a curva IS ser positivamente inclinada no plano cartesiano y  versus   r.  y =   ( c + i + g)
O investimento no modelo IS/LM Mas se PMgG < 1, um dado aumento na renda aumenta  (c + i + g) de um valor menor do que o aumento de y.  Ou seja, se PMgG < 1      ( c + i + g) <   y.  Para manter o mercado de produto em equilíbrio quando a renda aumenta, a taxa de juros deve cair, de modo a aumentar i.  Assim, ocorrendo PMgG < 1 é necessário que  y   e  r  . Isto implica a curva IS ser negativamente inclinada no espaço y  versus   r.  y =   ( c + i + g)
O investimento no modelo IS/LM No restante deste curso será suposto que PMgG < 1, ou seja, (PMgC* + PMgI) < 1.   y =   ( c + i + g)
Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados  No modelo básico da Síntese Neoclássica e no modelo geral dos novos keynesianos – quando se trabalhou com a função investimento  i = i(r)  –  constatou-se que uma política fiscal de aumento de gastos do governo (g) aumentava a renda (y), mas diminuía o investimento i, pois a taxa de juros r subia.  Agora, pela expressão  i = i(r , y)  fica-se na dúvida sobre o comportamento de i quando r e y sobem (pois o aumento de r diminui i, mas o aumento de y aumenta i).
Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados  A iso-investimento é o lugar geométrico das combinações (y, r) que dão o mesmo valor do investimento privado.  Elas são positivamente inclinadas, pois um aumento de r necessita de um aumento de y para i ficar constante
Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados  As curvas de iso-investimento que se situam mais à direita (considerando como referência a origem dos eixos cartesianos) indicam maior nível de investimento, pois para um mesmo r implicam em maior y. y 1 y y 0 i 1 i 1 i 0 i 0 r 0 r
Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados  Considerando a expressão linear para a função investimento ( i = b 0  + b 1  r + b 2  y) , tem-se: é a tangente da inclinação da iso-investimento e tem valor positivo, pois b 1 <0 e b 2 >0.
Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados  Iso-investimetos  menos  inclinadas que a LM   No ponto (y 1 , r 1 ) o nível de investimento privado é  menor  do que no ponto (y 0 , r 0 ). Iso-investimetos  mais  inclinadas que a LM  No ponto (y 1 , r 1 ) o nível de investimento privado é  maior  do que no ponto (y 0 , r 0 ).  y 0 y y 1 r 0 r 1 r i 0 i 0 I 0 I 1 S 0 L M S 1 i 1 i 1 y 0 y y 1 r 0 r 1 r i 0 i 0 I 0 I 1 S 0 L M S 1 i 1 i 1 g 
Estimativas da função investimento no Brasil em que: ILPR = investimento privado líquido a preços de 1975; POP = população (em milhões de habitantes); YDR = renda disponível do setor privado (a preços de 1975); YDR1 = renda disponível do setor privado no ano anterior (a preços de 1975); POP1 = população no ano anterior (em milhões de habitantes); EAMP = empréstimos das autoridades monetárias para o setor privado (a      preços correntes); IGP = deflator implícito do produto (base 1975); MR = importação de bens e serviços (a preços de 1975); e, XR = exportações de bens e serviços (a preços de 1975). Estatística t  (3,40)  (8,31)  (2,53) R2 = 0,9756   DW = 2,34   n = 19  Elasticidade  (0,08)  (0,40)  (0,63)
Estimativas da função investimento no Brasil A equação acima mostra que o investimento privado líquido por habitante responde às variações do produto, à disponibilidade de empréstimos reais e à poupança real do setor externo. Como no Brasil não existia um mercado organizado de capitais de longo prazo na década de 1970, utilizou-se como  proxy  da disponibilidade de empréstimos aqueles concedidos por agências governamentais (e não as taxas de juros desses empréstimos). Estatística t  (3,40)  (8,31)  (2,53) R2 = 0,9756   DW = 2,34   n = 19  Elasticidade  (0,08)  (0,40)  (0,63)
Estimativas da função investimento no Brasil Uma parte da poupança externa serve para financiar os investimentos privados. Por isso, foi utilizada a variável  (MR – XR). Os valores das elasticidades mostram a maior importância da poupança externa e dos empréstimos governamentais influenciando o  , do que o impacto do crescimento do PIB per capita. Estatística t  (3,40)  (8,31)  (2,53) R2 = 0,9756   DW = 2,34   n = 19  Elasticidade  (0,08)  (0,40)  (0,63)
Estimativas da função investimento no Brasil Por fim, é importante ressaltar que a equação acima é uma estimativa do investimento privado líquido e não do bruto. Estatística t  (3,40)  (8,31)  (2,53) R2 = 0,9756   DW = 2,34   n = 19  Elasticidade  (0,08)  (0,40)  (0,63)
Próxima Aula CAPÍTULO  12 – A função demanda de moeda 12.1 O modelo clássico sobre a demanda de moeda; 12.2 O modelo de expectativas regressivas; 12.3 O modelo da composição ótima dos ativos; 12.4 O modelo da demanda de moeda para transações; 12.5 O modelo de Friedman para demanda de moeda; 12.6 Comparação e sintetização dos modelos de demanda de moeda e impactos na curva LM; 12.7 Estimativas de equação de demanda de moeda no Brasil.
Referências Bibliográficas ASSIS, M. A estrutura e o mecanismo de transmissão de um modelo macroeconométrico para o Brasil (MEB). In:   Revista Brasileira de Economia , 37(4): 483-512, out./dez. 1983. BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S.  Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 BLANCHARD, O.  Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001.  BRANSON , W.H. e LITVACK, J.M.   Macroeconomia , São Paulo: Habra, 1978. DORNBUSCH, R. & FISCHER, S.  Macroeconomia .  5 a  edição. São Paulo: Makron/Mcgraw-Hill, 1991. MANKIW, N.G.  Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Economia – exercícios de revisão
Economia – exercícios de revisãoEconomia – exercícios de revisão
Economia – exercícios de revisão
Felipe Leo
 
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregadaEconomia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
Felipe Leo
 
Economia – economia intertemporal parte 4
Economia – economia intertemporal parte 4Economia – economia intertemporal parte 4
Economia – economia intertemporal parte 4
Felipe Leo
 
Contabilidade social i unidade
Contabilidade social i unidadeContabilidade social i unidade
Contabilidade social i unidade
Ewerton Uchôa
 
Economia aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
Economia   aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadasEconomia   aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
Economia aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
Felipe Leo
 
Economia – inflação e emprego
Economia – inflação e empregoEconomia – inflação e emprego
Economia – inflação e emprego
Felipe Leo
 
Ex 1 (mercado de bens e monetario)
Ex 1 (mercado de bens e monetario)Ex 1 (mercado de bens e monetario)
Ex 1 (mercado de bens e monetario)
Alexsandro Evangelista
 
Exercício
 Exercício Exercício
Exercício
sergiofukuda
 
Cap1 macro
Cap1 macroCap1 macro
Cap1 macro
Roberto Arruda
 
Ch03 4e t
Ch03 4e tCh03 4e t
Ch03 4e t
cideni
 
Fluxo circular da renda
Fluxo circular da rendaFluxo circular da renda
Fluxo circular da renda
Bianca Xavier Vasconcellos
 
Resumo macroeconomia espm
Resumo macroeconomia espmResumo macroeconomia espm
Resumo macroeconomia espm
Victoria de Oliveira
 
Aula 12 quantificando a renda nacional
Aula 12   quantificando a renda nacionalAula 12   quantificando a renda nacional
Aula 12 quantificando a renda nacional
petecoslides
 
Cap2macro 110223114603-phpapp02
Cap2macro 110223114603-phpapp02Cap2macro 110223114603-phpapp02
Cap2macro 110223114603-phpapp02
Vanessa Alves
 
Demandagregada
DemandagregadaDemandagregada
Demandagregada
JARDILENE PINHEIRO
 
402 macroeconomia-i-caderno-de-exercicios-para-exame-resolvidos
402 macroeconomia-i-caderno-de-exercicios-para-exame-resolvidos402 macroeconomia-i-caderno-de-exercicios-para-exame-resolvidos
402 macroeconomia-i-caderno-de-exercicios-para-exame-resolvidos
Ronne Seles
 
Ch03 4e rev cmc
Ch03 4e rev cmcCh03 4e rev cmc
Ch03 4e rev cmc
cideni
 
09.02.2012 economia (4)
09.02.2012 economia (4)09.02.2012 economia (4)
09.02.2012 economia (4)
Mariangela Souza
 
Economia aula 4 - introdução à macroeconomia
Economia   aula 4 - introdução à macroeconomiaEconomia   aula 4 - introdução à macroeconomia
Economia aula 4 - introdução à macroeconomia
Felipe Leo
 
Cap3 macro
Cap3 macroCap3 macro
Cap3 macro
Roberto Arruda
 

Mais procurados (20)

Economia – exercícios de revisão
Economia – exercícios de revisãoEconomia – exercícios de revisão
Economia – exercícios de revisão
 
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregadaEconomia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
 
Economia – economia intertemporal parte 4
Economia – economia intertemporal parte 4Economia – economia intertemporal parte 4
Economia – economia intertemporal parte 4
 
Contabilidade social i unidade
Contabilidade social i unidadeContabilidade social i unidade
Contabilidade social i unidade
 
Economia aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
Economia   aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadasEconomia   aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
Economia aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
 
Economia – inflação e emprego
Economia – inflação e empregoEconomia – inflação e emprego
Economia – inflação e emprego
 
Ex 1 (mercado de bens e monetario)
Ex 1 (mercado de bens e monetario)Ex 1 (mercado de bens e monetario)
Ex 1 (mercado de bens e monetario)
 
Exercício
 Exercício Exercício
Exercício
 
Cap1 macro
Cap1 macroCap1 macro
Cap1 macro
 
Ch03 4e t
Ch03 4e tCh03 4e t
Ch03 4e t
 
Fluxo circular da renda
Fluxo circular da rendaFluxo circular da renda
Fluxo circular da renda
 
Resumo macroeconomia espm
Resumo macroeconomia espmResumo macroeconomia espm
Resumo macroeconomia espm
 
Aula 12 quantificando a renda nacional
Aula 12   quantificando a renda nacionalAula 12   quantificando a renda nacional
Aula 12 quantificando a renda nacional
 
Cap2macro 110223114603-phpapp02
Cap2macro 110223114603-phpapp02Cap2macro 110223114603-phpapp02
Cap2macro 110223114603-phpapp02
 
Demandagregada
DemandagregadaDemandagregada
Demandagregada
 
402 macroeconomia-i-caderno-de-exercicios-para-exame-resolvidos
402 macroeconomia-i-caderno-de-exercicios-para-exame-resolvidos402 macroeconomia-i-caderno-de-exercicios-para-exame-resolvidos
402 macroeconomia-i-caderno-de-exercicios-para-exame-resolvidos
 
Ch03 4e rev cmc
Ch03 4e rev cmcCh03 4e rev cmc
Ch03 4e rev cmc
 
09.02.2012 economia (4)
09.02.2012 economia (4)09.02.2012 economia (4)
09.02.2012 economia (4)
 
Economia aula 4 - introdução à macroeconomia
Economia   aula 4 - introdução à macroeconomiaEconomia   aula 4 - introdução à macroeconomia
Economia aula 4 - introdução à macroeconomia
 
Cap3 macro
Cap3 macroCap3 macro
Cap3 macro
 

Destaque

Cap12 macro
Cap12 macroCap12 macro
Cap12 macro
Roberto Arruda
 
Cap5 macro
Cap5 macroCap5 macro
Cap5 macro
Roberto Arruda
 
Cap7 macro
Cap7 macroCap7 macro
Cap7 macro
Roberto Arruda
 
Editorial nosso clinico 90 nov dez 2012
Editorial nosso clinico 90 nov dez 2012Editorial nosso clinico 90 nov dez 2012
Editorial nosso clinico 90 nov dez 2012
Roberto Arruda
 
apostila macroeconomia (hugo meza)
apostila macroeconomia (hugo meza)apostila macroeconomia (hugo meza)
apostila macroeconomia (hugo meza)
Nilma Almeida Do Nascimento
 
Cap4 macro
Cap4 macroCap4 macro
Cap4 macro
Roberto Arruda
 
Aula 4 - Microeconomia - Economia de Sociedades Cooperativas
Aula 4 - Microeconomia - Economia de Sociedades CooperativasAula 4 - Microeconomia - Economia de Sociedades Cooperativas
Aula 4 - Microeconomia - Economia de Sociedades Cooperativas
Erick Cotta
 
Cap13 macro
Cap13 macroCap13 macro
Cap13 macro
Roberto Arruda
 
Aula 1 objetivos da macroeconomia
Aula 1 objetivos da macroeconomiaAula 1 objetivos da macroeconomia
Aula 1 objetivos da macroeconomia
Babi Kramer
 
Curva de phillips
Curva de phillipsCurva de phillips
Curva de phillips
Jorge Carvalho
 
Macroeconomia ESPM RI
Macroeconomia ESPM RIMacroeconomia ESPM RI
Macroeconomia ESPM RI
José Vinci
 
Capitulo 1 a empresa moderna
Capitulo 1   a empresa modernaCapitulo 1   a empresa moderna
Capitulo 1 a empresa moderna
Daniel Moura
 
Puc microeconomia - 01-2013 - introdução
Puc   microeconomia - 01-2013 - introduçãoPuc   microeconomia - 01-2013 - introdução
Puc microeconomia - 01-2013 - introdução
Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC/GO
 
1001 Questões - Direito do Trabalho FCC 2012
1001 Questões - Direito do Trabalho FCC 20121001 Questões - Direito do Trabalho FCC 2012
1001 Questões - Direito do Trabalho FCC 2012
Scarlatt Polidoro
 
Eco 2
Eco 2Eco 2
Curva de Possibilidades de Produção
Curva de Possibilidades de ProduçãoCurva de Possibilidades de Produção
Curva de Possibilidades de Produção
Yuri Silver
 
Microeconomia
MicroeconomiaMicroeconomia
Microeconomia
José Cruz
 
O Que é a Macroeconomia?
O Que é a Macroeconomia?O Que é a Macroeconomia?
O Que é a Macroeconomia?
elliando dias
 
Apostila 200 questões coment trab e proc trabalho - bruno klippel
Apostila 200 questões coment   trab e proc trabalho - bruno klippelApostila 200 questões coment   trab e proc trabalho - bruno klippel
Apostila 200 questões coment trab e proc trabalho - bruno klippel
Rossana Triano
 
Produção e custos - Macroeconomia e Microeconomia
Produção e custos -   Macroeconomia e Microeconomia Produção e custos -   Macroeconomia e Microeconomia
Produção e custos - Macroeconomia e Microeconomia
Na Silva
 

Destaque (20)

Cap12 macro
Cap12 macroCap12 macro
Cap12 macro
 
Cap5 macro
Cap5 macroCap5 macro
Cap5 macro
 
Cap7 macro
Cap7 macroCap7 macro
Cap7 macro
 
Editorial nosso clinico 90 nov dez 2012
Editorial nosso clinico 90 nov dez 2012Editorial nosso clinico 90 nov dez 2012
Editorial nosso clinico 90 nov dez 2012
 
apostila macroeconomia (hugo meza)
apostila macroeconomia (hugo meza)apostila macroeconomia (hugo meza)
apostila macroeconomia (hugo meza)
 
Cap4 macro
Cap4 macroCap4 macro
Cap4 macro
 
Aula 4 - Microeconomia - Economia de Sociedades Cooperativas
Aula 4 - Microeconomia - Economia de Sociedades CooperativasAula 4 - Microeconomia - Economia de Sociedades Cooperativas
Aula 4 - Microeconomia - Economia de Sociedades Cooperativas
 
Cap13 macro
Cap13 macroCap13 macro
Cap13 macro
 
Aula 1 objetivos da macroeconomia
Aula 1 objetivos da macroeconomiaAula 1 objetivos da macroeconomia
Aula 1 objetivos da macroeconomia
 
Curva de phillips
Curva de phillipsCurva de phillips
Curva de phillips
 
Macroeconomia ESPM RI
Macroeconomia ESPM RIMacroeconomia ESPM RI
Macroeconomia ESPM RI
 
Capitulo 1 a empresa moderna
Capitulo 1   a empresa modernaCapitulo 1   a empresa moderna
Capitulo 1 a empresa moderna
 
Puc microeconomia - 01-2013 - introdução
Puc   microeconomia - 01-2013 - introduçãoPuc   microeconomia - 01-2013 - introdução
Puc microeconomia - 01-2013 - introdução
 
1001 Questões - Direito do Trabalho FCC 2012
1001 Questões - Direito do Trabalho FCC 20121001 Questões - Direito do Trabalho FCC 2012
1001 Questões - Direito do Trabalho FCC 2012
 
Eco 2
Eco 2Eco 2
Eco 2
 
Curva de Possibilidades de Produção
Curva de Possibilidades de ProduçãoCurva de Possibilidades de Produção
Curva de Possibilidades de Produção
 
Microeconomia
MicroeconomiaMicroeconomia
Microeconomia
 
O Que é a Macroeconomia?
O Que é a Macroeconomia?O Que é a Macroeconomia?
O Que é a Macroeconomia?
 
Apostila 200 questões coment trab e proc trabalho - bruno klippel
Apostila 200 questões coment   trab e proc trabalho - bruno klippelApostila 200 questões coment   trab e proc trabalho - bruno klippel
Apostila 200 questões coment trab e proc trabalho - bruno klippel
 
Produção e custos - Macroeconomia e Microeconomia
Produção e custos -   Macroeconomia e Microeconomia Produção e custos -   Macroeconomia e Microeconomia
Produção e custos - Macroeconomia e Microeconomia
 

Semelhante a Cap11 macro

Aula_Macro_3.ppt
Aula_Macro_3.pptAula_Macro_3.ppt
Aula_Macro_3.ppt
DaianaBritez2
 
Matemática financeira aula 4
Matemática financeira aula 4Matemática financeira aula 4
Matemática financeira aula 4
Augusto Junior
 
A Soma das Poupanças Determina o Investimento?
A Soma das Poupanças Determina o Investimento?A Soma das Poupanças Determina o Investimento?
A Soma das Poupanças Determina o Investimento?
Grupo de Economia Política IE-UFRJ
 
REC2104 - Aula 1- Conceitos Básicos2.pptx
REC2104 - Aula 1- Conceitos Básicos2.pptxREC2104 - Aula 1- Conceitos Básicos2.pptx
REC2104 - Aula 1- Conceitos Básicos2.pptx
Sher Hamid
 
Ch11 4e t2
Ch11 4e t2Ch11 4e t2
Ch11 4e t2
cideni
 
Modelo de solow
Modelo de solowModelo de solow
Modelo de solow
PrisciladaBarroso
 
Modelo de solow
Modelo de solowModelo de solow
Modelo de solow
Jefferson Fraga
 
Matéria avi macroeconomia
Matéria avi  macroeconomiaMatéria avi  macroeconomia
Matéria avi macroeconomia
Alexandra Peres
 
Adm financeira
Adm financeiraAdm financeira
Adm financeira
Patricia Souza
 
aula 3 - Kalecki 2015.ppt
aula 3 -  Kalecki 2015.pptaula 3 -  Kalecki 2015.ppt
aula 3 - Kalecki 2015.ppt
VijaCey
 
A montagem do fluxo de caixa
A montagem do fluxo de caixaA montagem do fluxo de caixa
A montagem do fluxo de caixa
Carlos Benjoino Bidu
 
Respostas Mankiw - Capítulo 26 (Superior)
Respostas Mankiw - Capítulo 26 (Superior)Respostas Mankiw - Capítulo 26 (Superior)
Respostas Mankiw - Capítulo 26 (Superior)
Luciano Pires
 
Avaliação de Empresas e Gestão de Investimentos
Avaliação de Empresas e Gestão de InvestimentosAvaliação de Empresas e Gestão de Investimentos
Avaliação de Empresas e Gestão de Investimentos
Milton Henrique do Couto Neto
 
Macroeconomia - Alex Mendes. Modelos de Crescimento Economico de longo prazo
Macroeconomia - Alex Mendes. Modelos de Crescimento Economico de longo prazoMacroeconomia - Alex Mendes. Modelos de Crescimento Economico de longo prazo
Macroeconomia - Alex Mendes. Modelos de Crescimento Economico de longo prazo
junior55cunha
 
Sraffa e Keynes: Duas críticas à tendência ao pleno emprego dos fatores na ab...
Sraffa e Keynes: Duas críticas à tendência ao pleno emprego dos fatores na ab...Sraffa e Keynes: Duas críticas à tendência ao pleno emprego dos fatores na ab...
Sraffa e Keynes: Duas críticas à tendência ao pleno emprego dos fatores na ab...
Grupo de Economia Política IE-UFRJ
 
Conta societaria
Conta societariaConta societaria
Conta societaria
MarcoAulo
 
aula de investimentos.ppt
aula de investimentos.pptaula de investimentos.ppt
aula de investimentos.ppt
PauloHenriquePArruda
 
6701-Actividade-Economica-pdf.pdf
6701-Actividade-Economica-pdf.pdf6701-Actividade-Economica-pdf.pdf
6701-Actividade-Economica-pdf.pdf
Teresa Cabrita
 
ATIVO NÃO CIRCULANTE.pptx
ATIVO NÃO CIRCULANTE.pptxATIVO NÃO CIRCULANTE.pptx
ATIVO NÃO CIRCULANTE.pptx
ssuser09e999
 
Aula01contabil
Aula01contabilAula01contabil
Aula01contabil
zeramento contabil
 

Semelhante a Cap11 macro (20)

Aula_Macro_3.ppt
Aula_Macro_3.pptAula_Macro_3.ppt
Aula_Macro_3.ppt
 
Matemática financeira aula 4
Matemática financeira aula 4Matemática financeira aula 4
Matemática financeira aula 4
 
A Soma das Poupanças Determina o Investimento?
A Soma das Poupanças Determina o Investimento?A Soma das Poupanças Determina o Investimento?
A Soma das Poupanças Determina o Investimento?
 
REC2104 - Aula 1- Conceitos Básicos2.pptx
REC2104 - Aula 1- Conceitos Básicos2.pptxREC2104 - Aula 1- Conceitos Básicos2.pptx
REC2104 - Aula 1- Conceitos Básicos2.pptx
 
Ch11 4e t2
Ch11 4e t2Ch11 4e t2
Ch11 4e t2
 
Modelo de solow
Modelo de solowModelo de solow
Modelo de solow
 
Modelo de solow
Modelo de solowModelo de solow
Modelo de solow
 
Matéria avi macroeconomia
Matéria avi  macroeconomiaMatéria avi  macroeconomia
Matéria avi macroeconomia
 
Adm financeira
Adm financeiraAdm financeira
Adm financeira
 
aula 3 - Kalecki 2015.ppt
aula 3 -  Kalecki 2015.pptaula 3 -  Kalecki 2015.ppt
aula 3 - Kalecki 2015.ppt
 
A montagem do fluxo de caixa
A montagem do fluxo de caixaA montagem do fluxo de caixa
A montagem do fluxo de caixa
 
Respostas Mankiw - Capítulo 26 (Superior)
Respostas Mankiw - Capítulo 26 (Superior)Respostas Mankiw - Capítulo 26 (Superior)
Respostas Mankiw - Capítulo 26 (Superior)
 
Avaliação de Empresas e Gestão de Investimentos
Avaliação de Empresas e Gestão de InvestimentosAvaliação de Empresas e Gestão de Investimentos
Avaliação de Empresas e Gestão de Investimentos
 
Macroeconomia - Alex Mendes. Modelos de Crescimento Economico de longo prazo
Macroeconomia - Alex Mendes. Modelos de Crescimento Economico de longo prazoMacroeconomia - Alex Mendes. Modelos de Crescimento Economico de longo prazo
Macroeconomia - Alex Mendes. Modelos de Crescimento Economico de longo prazo
 
Sraffa e Keynes: Duas críticas à tendência ao pleno emprego dos fatores na ab...
Sraffa e Keynes: Duas críticas à tendência ao pleno emprego dos fatores na ab...Sraffa e Keynes: Duas críticas à tendência ao pleno emprego dos fatores na ab...
Sraffa e Keynes: Duas críticas à tendência ao pleno emprego dos fatores na ab...
 
Conta societaria
Conta societariaConta societaria
Conta societaria
 
aula de investimentos.ppt
aula de investimentos.pptaula de investimentos.ppt
aula de investimentos.ppt
 
6701-Actividade-Economica-pdf.pdf
6701-Actividade-Economica-pdf.pdf6701-Actividade-Economica-pdf.pdf
6701-Actividade-Economica-pdf.pdf
 
ATIVO NÃO CIRCULANTE.pptx
ATIVO NÃO CIRCULANTE.pptxATIVO NÃO CIRCULANTE.pptx
ATIVO NÃO CIRCULANTE.pptx
 
Aula01contabil
Aula01contabilAula01contabil
Aula01contabil
 

Mais de Roberto Arruda

Editorial equina 35 mai jun 2011
Editorial equina 35 mai jun 2011Editorial equina 35 mai jun 2011
Editorial equina 35 mai jun 2011
Roberto Arruda
 
Editorial equina 34 mar abr 2011
Editorial equina 34 mar abr 2011Editorial equina 34 mar abr 2011
Editorial equina 34 mar abr 2011
Roberto Arruda
 
Editorial nosso clinico 82 jul ago 2011
Editorial nosso clinico 82 jul ago 2011Editorial nosso clinico 82 jul ago 2011
Editorial nosso clinico 82 jul ago 2011
Roberto Arruda
 
Editorial nosso clinico 83 set out 2011
Editorial nosso clinico 83 set out 2011Editorial nosso clinico 83 set out 2011
Editorial nosso clinico 83 set out 2011
Roberto Arruda
 
Editorial nosso clinico 84 nov dez 2011
Editorial nosso clinico 84 nov dez 2011Editorial nosso clinico 84 nov dez 2011
Editorial nosso clinico 84 nov dez 2011
Roberto Arruda
 
Editorial nosso clinico 85 jan fev 2012
Editorial nosso clinico 85 jan fev 2012Editorial nosso clinico 85 jan fev 2012
Editorial nosso clinico 85 jan fev 2012
Roberto Arruda
 
Editorial nosso clinico 81 mai jun 2011
Editorial nosso clinico 81 mai jun 2011Editorial nosso clinico 81 mai jun 2011
Editorial nosso clinico 81 mai jun 2011
Roberto Arruda
 
Editorial equina 36 jul ago 2011
Editorial equina 36 jul ago 2011Editorial equina 36 jul ago 2011
Editorial equina 36 jul ago 2011
Roberto Arruda
 
Editorial equina 43 set out 2012
Editorial equina 43 set out 2012Editorial equina 43 set out 2012
Editorial equina 43 set out 2012
Roberto Arruda
 
Editorial equina 42 jul ago 2012
Editorial equina 42 jul ago 2012Editorial equina 42 jul ago 2012
Editorial equina 42 jul ago 2012
Roberto Arruda
 
Editorial equina 39 jan fev 2012
Editorial equina 39 jan fev 2012Editorial equina 39 jan fev 2012
Editorial equina 39 jan fev 2012
Roberto Arruda
 
Editorial equina 38 nov dez 2011
Editorial equina 38 nov dez 2011Editorial equina 38 nov dez 2011
Editorial equina 38 nov dez 2011
Roberto Arruda
 
Editorial equina 37 set out 2011
Editorial equina 37 set out 2011Editorial equina 37 set out 2011
Editorial equina 37 set out 2011
Roberto Arruda
 
Editorial nosso clinico 89 set out 2012
Editorial nosso clinico 89 set out 2012Editorial nosso clinico 89 set out 2012
Editorial nosso clinico 89 set out 2012
Roberto Arruda
 
Editorial nosso clinico 88 jul ago 2012
Editorial nosso clinico 88 jul ago 2012Editorial nosso clinico 88 jul ago 2012
Editorial nosso clinico 88 jul ago 2012
Roberto Arruda
 
Editorial equina 40 mar abr 2012
Editorial equina 40 mar abr 2012Editorial equina 40 mar abr 2012
Editorial equina 40 mar abr 2012
Roberto Arruda
 
Artigo equina 40 mar abr 2012
Artigo equina 40 mar abr 2012Artigo equina 40 mar abr 2012
Artigo equina 40 mar abr 2012
Roberto Arruda
 
Artigo equina jan fev 201239
Artigo equina jan fev 201239Artigo equina jan fev 201239
Artigo equina jan fev 201239
Roberto Arruda
 

Mais de Roberto Arruda (20)

Editorial equina 35 mai jun 2011
Editorial equina 35 mai jun 2011Editorial equina 35 mai jun 2011
Editorial equina 35 mai jun 2011
 
Editorial equina 34 mar abr 2011
Editorial equina 34 mar abr 2011Editorial equina 34 mar abr 2011
Editorial equina 34 mar abr 2011
 
Artigo equina 36
Artigo equina 36Artigo equina 36
Artigo equina 36
 
Editorial nosso clinico 82 jul ago 2011
Editorial nosso clinico 82 jul ago 2011Editorial nosso clinico 82 jul ago 2011
Editorial nosso clinico 82 jul ago 2011
 
Editorial nosso clinico 83 set out 2011
Editorial nosso clinico 83 set out 2011Editorial nosso clinico 83 set out 2011
Editorial nosso clinico 83 set out 2011
 
Editorial nosso clinico 84 nov dez 2011
Editorial nosso clinico 84 nov dez 2011Editorial nosso clinico 84 nov dez 2011
Editorial nosso clinico 84 nov dez 2011
 
Editorial nosso clinico 85 jan fev 2012
Editorial nosso clinico 85 jan fev 2012Editorial nosso clinico 85 jan fev 2012
Editorial nosso clinico 85 jan fev 2012
 
Editorial nosso clinico 81 mai jun 2011
Editorial nosso clinico 81 mai jun 2011Editorial nosso clinico 81 mai jun 2011
Editorial nosso clinico 81 mai jun 2011
 
Editorial equina 36 jul ago 2011
Editorial equina 36 jul ago 2011Editorial equina 36 jul ago 2011
Editorial equina 36 jul ago 2011
 
Editorial equina 43 set out 2012
Editorial equina 43 set out 2012Editorial equina 43 set out 2012
Editorial equina 43 set out 2012
 
Editorial equina 42 jul ago 2012
Editorial equina 42 jul ago 2012Editorial equina 42 jul ago 2012
Editorial equina 42 jul ago 2012
 
Editorial equina 39 jan fev 2012
Editorial equina 39 jan fev 2012Editorial equina 39 jan fev 2012
Editorial equina 39 jan fev 2012
 
Editorial equina 38 nov dez 2011
Editorial equina 38 nov dez 2011Editorial equina 38 nov dez 2011
Editorial equina 38 nov dez 2011
 
Editorial equina 37 set out 2011
Editorial equina 37 set out 2011Editorial equina 37 set out 2011
Editorial equina 37 set out 2011
 
Editorial nosso clinico 89 set out 2012
Editorial nosso clinico 89 set out 2012Editorial nosso clinico 89 set out 2012
Editorial nosso clinico 89 set out 2012
 
Editorial nosso clinico 88 jul ago 2012
Editorial nosso clinico 88 jul ago 2012Editorial nosso clinico 88 jul ago 2012
Editorial nosso clinico 88 jul ago 2012
 
Editorial equina 40 mar abr 2012
Editorial equina 40 mar abr 2012Editorial equina 40 mar abr 2012
Editorial equina 40 mar abr 2012
 
Artigo equina 42
Artigo equina 42Artigo equina 42
Artigo equina 42
 
Artigo equina 40 mar abr 2012
Artigo equina 40 mar abr 2012Artigo equina 40 mar abr 2012
Artigo equina 40 mar abr 2012
 
Artigo equina jan fev 201239
Artigo equina jan fev 201239Artigo equina jan fev 201239
Artigo equina jan fev 201239
 

Cap11 macro

  • 1. Parte 4 – Integração entre microeconomia e macroeconomia e implicações sobre as políticas econômicas Construções mais complexas das funções consumo, investimento, demanda e oferta de moeda, fazendo uso do instrumental microeconômico convencional na definição delas, permitem uma integração entre a microeconomia e a macroeconomia. Verifica-se como o modelo IS/LM se comporta com essas novas funções.
  • 2. Capítulo 11 A Função Investimento
  • 3. Aula Anterior CAPÍTULO 10 – A função consumo 10.1 A escolha do consumidor; 10.2 A formulação de ANDO-MODIGLIANI: a hipótese do ciclo de vida; 10.3 A formulação de FRIEDMAN: a teoria da renda permanente; 10.4 A formulação de DUESENBERRY: considerando a renda relativa; 10.5 Outras formulações para a função consumo; 10.6 Uma equação síntese para a função consumo e seus impactos no modelo IS/LM; 10.7 Estimativas da função consumo no Brasil
  • 4. Nesta Aula CAPÍTULO 11 – A função investimento 11.1 O investimento privado em estoques; 11.2 O investimento privado em residências; 11.3 O investimento em capital fixo; 11.4 O investimento no modelo IS/LM; 11.5 Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados; 11.6 Estimativas da equação de investimento no Brasil.
  • 5. Relembrando.... Introdução Cada projeto de investimento apresenta um custo de instalação (CI) e um fluxo esperado de rendas líquidas (R t , R t+1 , R t+2 , ..., R t+n ).       CI R t R t+1 R t+2 R t+3 R t + n – 1 R t+n t + n – 1 t + n t + 1 t t + 2 t + 3
  • 6. Relembrando.... Introdução VA Projetos de investimento VA 0 i 0 r 1 > r 0 VA 1 i 1 i = i(r)
  • 7. O investimento do setor privado compõe-se de: investimento em estoques; investimento residencial; e, investimento em capital fixo. Introdução
  • 8. Investimento em estoques: investimento planejado (o único considerado na equação da curva IS) investimento não planejado. O investimento privado em estoques
  • 9. Investimento em estoques: investimento planejado (o único considerado na equação da curva IS) investimento não planejado. Como a manutenção desses estoques implica a perda de oportunidade de aplicar os recursos correspondentes na compra de ativos financeiros, tem-se que quanto maior é a taxa de juros, menor é o valor do investimento em estoques. O investimento privado em estoques
  • 10. Investimento em estoques: investimento planejado (o único considerado na equação da curva IS) investimento não planejado. De outro lado, quanto maior é o nível de demanda agregada (que em equilíbrio se iguala à produção agregada), maior deverá ser o valor do investimento planejado em estoque. O investimento privado em estoques
  • 11. i E = i E (y, r) Em que i E é o investimento planejado em estoque; y = renda interna r = taxa de juros O investimento privado em estoques
  • 12. Loja Vende 30 carros/mês Mantém estoque = 1 mês de venda Vendas caem para 25 carros/mês O investimento privado em estoques Indústria Vende 30 carros/mês Investimento não planejado
  • 13. Loja Vendas caem para 25 carros/mês 1º mês: acumula 35 carros nos estoques 2º mês: acumula 40 carros nos estoques O investimento privado em estoques Indústria Vende 30 carros/mês Investimento não planejado! Investimento não planejado
  • 14. Loja 2º mês: acumula 40 carros nos estoques Reduz compra para ajustar os estoques em 25 carros (venda mensal) O investimento privado em estoques Indústria Vende 15 carros no 3º mês Vende 20 carros no 3º mês Vende 25 carros/mês Queda na produção! Investimento não planejado
  • 15. “ ... Antes da recessão há uma redução na demanda agregada, refletida em uma leve queda nas vendas. Porém, a produção não responde muito e os estoques” (no caso são estoques não planejados) “crescem naturalmente. Então, as empresas decidem se livrar de seus estoques; reduzindo a produção e planejando vender seus estoques; esta é uma redução intencional. Em quase todas as recessões pós Segunda Guerra Mundial tem havido um estágio no qual a produção cai quase que brutalmente, quando as empresas intencionalmente decidem alinhar seus estoques” (isto é, colocá-los no nível do estoque planejado). “E este corte acentua a recessão.” O investimento privado em estoques Investimento não planejado DORNBUSCH & FISCHER (1991, p. 353) Este fenômeno é considerado como ciclo de estoques .
  • 16. O investimento privado em residências O investimento em residências depende do preço obtido pela venda delas. i R = f(P H ) Em que i R é o investimento em residências P H é o preço de venda das residências P H é determinado pelo cruzamento da curva de demanda de residências com a curva de estoque de residências.
  • 17. O investimento privado em residências Determinação do preço das residências. P 1 H P 0 H P H H 0 DD 0 DD 1 SS quantidade de residências
  • 18. O investimento privado em residências A posição da curva de demanda de residências depende da taxa de retorno dos outros ativos (taxa de retorno esta representada pela taxa de juros, r), da riqueza da população (W) e do retorno líquido obtido pela propriedade do imóvel (r I ). P 1 H P 0 H P H H 0 DD 0 DD 1 SS quantidade de residências
  • 19. O investimento privado em residências O aumento de r desloca a curva de demanda da para a esquerda, diminuindo P H . O aumento de W e de r I deslocam a curva de demanda para a direita, aumentando P H . P 1 H P 0 H P H H 0 DD 0 DD 1 SS quantidade de residências
  • 20. O investimento privado em residências
  • 21. O investimento privado em residências Portanto, o investimento privado em residências aumenta quando diminui a taxa de juros, aumenta a riqueza e/ou eleva o retorno real líquido dos imóveis.
  • 22. O investimento em capital fixo Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo. A primeira delas baseia-se na hipótese do acelerador, a qual afirma que o investimento líquido depende da variação do produto esperado. Ou seja, a empresa decide quanto irá investir com base em sua expectativa de produção.
  • 23. O investimento em capital fixo Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo. A primeira delas baseia-se na hipótese do acelerador, a qual afirma que o investimento líquido depende da variação do produto esperado. De acordo com essa teoria, o i l (investimento líquido) é uma fração do crescimento do PIB. i l =  y.
  • 24. O investimento em capital fixo Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo. A segunda teoria é chamada de Teoria Neoclássica do Investimento e o associa com a hipótese do acelerador, com a produtividade marginal do capital e com o custo de uso do capital. (será discutida em detalhes)
  • 25. O investimento em capital fixo Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo. Finalmente, há a teoria do q de Tobin, que associa o nível de investimento com o preço de mercado das ações e títulos das empresas. Considera que as empresas irão realizar investimento líquido (e, portanto, aumentar o seu estoque de capital) se o preço de mercado de suas ações e títulos superar o preço efetivo do empreendimento.
  • 26. O investimento em capital fixo Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo. O q de Tobin é a razão entre o valor de mercado da empresa (ou seja, a soma dos valores de suas ações e títulos, como as debêntures) dividido pelo custo de reposição do estoque de capitais. Haveria investimento líquido positivo quando q for maior do que 1.
  • 27. Estoque de capital de equilíbrio Considere a função de produção: y = y(N, K) em que: y = produto por unidade de tempo; N = quantidade de horas-homem por unidade de tempo; e, K = estoque de capital (inclui instalações e equipamentos).
  • 28. Estoque de capital de equilíbrio Considere a função de produção: y = y(N, K) Define-se: CU = custo nominal de uso do capital fixo (ou custo nominal de utilização do capital fixo), entendido como o valor implícito de aluguel atribuído ao uso do equipamento, que inclui a depreciação e o custo dos juros.
  • 29. Estoque de capital de equilíbrio Considere a função de produção: y = y(N, K) Define-se: PMgK é o produto marginal físico do capital (indica o aumento de produto advindo do acréscimo de uma unidade de capital).
  • 30. Estoque de capital de equilíbrio Considere a função de produção: y = y(N, K) Para a firma maximizar a massa de lucros é necessário que:
  • 31. Estoque de capital de equilíbrio Considere uma função de produção específica, tipo Cobb-Douglas, com dois fatores de produção, K = capital e N = trabalho: y =  K   N 1–  Esta função de produção, cuja soma dos expoentes referentes aos insumos é um, apresenta retornos constantes de escala, ou seja, dobrando a quantidade de insumos há a produção em dobro.  é o parâmetro indicador de progresso tecnológico.
  • 32. Estoque de capital de equilíbrio Considere uma função de produção específica, tipo Cobb-Douglas, com dois fatores de produção, K = capital e N = trabalho: y =  K   N 1–  Tem-se:
  • 33. Estoque de capital de equilíbrio K E é o estoque de capital de equilíbrio
  • 34. Estoque de capital de equilíbrio O estoque de capital de equilíbrio eleva-se: com um aumento na demanda pelo produto (e o conseqüente aumento de y). O estoque de capital de equilíbrio cai: com um aumento no custo real de uso de capital.
  • 35. Estoque de capital de equilíbrio O estoque de capital de equilíbrio (K E ) aumenta devido aos acréscimos na renda (y) e nos preços (P) e decresce quando o custo nominal de uso do capital (CU) se eleva.
  • 36. A função demanda de investimento em capital fixo Em que ik b = investimento total em capital fixo, ou investimento bruto ik l = investimento líquido em capital fixo ik r = investimento de reposição em capital fixo
  • 37. A função demanda de investimento em capital fixo o investimento de reposição depende do nível de estoque de capital. ik l =  K E ik r =   K E em que  = taxa de depreciação o investimento líquido depende de mudanças no nível de equilíbrio do estoque de capital.
  • 38. A função demanda de investimento em capital fixo Considerando a função de produção Cobb-Douglas, tem-se: Supondo que CU/P (custo real de uso do capital) é constante:
  • 39. A função demanda de investimento em capital fixo Em longo prazo e sem variações em CU/P, é o crescimento do produto (ocasionado pelo crescimento da demanda) que fornece o nível de investimento líquido em capital fixo. Esta relação entre mudança na magnitude do produto e o nível de investimento líquido em capital fixo constitui o princípio do acelerador . Esse princípio introduz uma relação dinâmica no modelo de comportamento da economia.
  • 40. A função demanda de investimento em capital fixo Para uma função de produção geral: ik b =  K E (y, CU, P) +   K E Se a função de produção for Cobb-Douglas e CU/P for constante, tem-se: Relação do acelerador Mostra como o acréscimo do PIB (  y) determina o investimento privado bruto.
  • 41. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador A relação do acelerador na função investimento bruto em capital ocasiona uma dificuldade interessante quanto a realização de políticas de estabilização a curto prazo.
  • 42. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik r y K E tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento y é fixo para gerá-lo, K E também é fixo Logo, só existe investimento ik r
  • 43. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik r y K E tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento Suponha que em t 1 o governo adote uma política fiscal de aumento de seus gastos e uma política monetária para impedir a alta da taxa de juros.
  • 44. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento y sobe, até estabilizar-se a partir de t 2 . A partir de t 2 , tem-se um novo K E , com um novo ik r constante.
  • 45. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik l ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento O ik l será zero a partir de t 2 . Entre t 1 e t 2 o ik l terá de crescer e diminuir.
  • 46. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik l ik b ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento Entre t 1 e t 2 , o ik b tem o formato da curva do ik l , distanciando desse pelo montante do investimento de reposição.
  • 47. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik l ik b ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento É esse comportamento que gera dificuldades no modelo a curto prazo.
  • 48. A função demanda de investimento em capital fixo Deve-se estar atento ao fato do princípio do acelerador poder não se aplicar se a economia estiver operando com um substancial excesso de capacidade de produção, isto é, a uma baixa taxa de utilização da capacidade instalada. Nesse caso, o estoque de capital efetivo é maior que o estoque de capital de equilíbrio, de tal forma que um aumento do produto pode igualar o estoque de capital de equilíbrio àquele efetivamente existente, causando pouco efeito sobre o investimento líquido.
  • 49. A função demanda de investimento em capital fixo Portanto, na medida em que existe um grande excesso de capacidade de produção, a política fiscal pode aumentar a demanda (e, conseqüentemente, o PIB) sem encontrar a dificuldade descrita sobre o comportamento do investimento líquido.
  • 50. O custo de uso do capital Suponha que uma máquina seja adquirida ao preço real PE. O custo de uso do bem de capital é:
  • 51. O custo de uso do capital A taxa de juros apresenta três componentes: R I = custo de oportunidade do empréstimo possível de ser concedido com os lucros não distribuídos; R T = uma taxa padrão de retorno sobre títulos; R A = a razão média entre retornos e preços das ações.
  • 52. O custo de uso do capital A taxa de juros apresenta três componentes: Normalmente, R I é menor que R T e R A . Assim, à medida que os lucros aumentam, a importância de R I aumenta, diminuindo r. A redução de r diminui CU/P, aumentando ik b . De outro lado, a elevação de R T eleva r, que eleva CU/P e diminui ik b . Fica, portanto, evidenciado que o investimento depende positivamente dos lucros e negativamente da taxa de juros dos empréstimos bancários .
  • 53. O custo de uso do capital A taxa de juros apresenta três componentes: A redução do imposto de renda sobre os lucros das empresas e a concessão de incentivos fiscais às empresas aumentam os recursos internos das empresas, reduzindo o valor de r. A redução de r diminui o valor de CU/P, o que causa o aumento do investimento bruto em capital fixo.
  • 54. O investimento no modelo IS/LM Os modelos desenvolvidos se classificam como sendo de estática comparativa. Não há a preocupação em explicar o que de fato ocorre na passagem do ponto de equilíbrio inicial ao final em termos da trajetória seguida pelas variáveis e do tempo necessário a esse ajuste (o que é tratado em modelos dinâmicos). Assim, nossa atenção não se centrará no investimento líquido, mas sim no investimento de reposição (que faz parte do equilíbrio inicial e do equilíbrio final).
  • 55. O investimento no modelo IS/LM O investimento líquido é considerado nos modelos de crescimento econômico e nossa atenção é focada nos modelos de determinação de renda. Se y   K E   ik r   ik b   r 
  • 56. O investimento no modelo IS/LM Para um modelo dinâmico, tem-se a expressão ik b =  K E (y, CU, P) +   K E para o investimento. Para um modelo estático tem-se: ik = ik(r, y) A equação do investimento em estoques planejados é: i E = i E (y, r) A equação de investimento em residências é: i R = i R (r, W, r I )
  • 57. O investimento no modelo IS/LM ik = ik(r, y) i E = i E (y, r) i R = i R (r, W, r I ) i = i(y, r, W, r I ) Considere que a riqueza (W ) e a taxa de retorno líquida sobre os imóveis (r I ) sejam constantes. Logo: i = i (y, r) Sendo
  • 58. O investimento no modelo IS/LM i = i (y, r) fórmula geral para a função investimento Uma versão específica para a função investimento pode ser: i = b 0 + b 1  r + b 2  y, em que: b 1 é a sensibilidade do investimento a variações da taxa de juros (b 1 < 0) b 2 é a sensibilidade do investimento a variações da renda (b 2 > 0) b 0 mede os efeitos das expectativas de lucros nas decisões de investimento
  • 59. O investimento no modelo IS/LM i = i (y, r) fórmula geral para a função investimento Esta expressão torna a curva IS menos inclinada em relação à que se obteve quando i = i(r).
  • 60. O investimento no modelo IS/LM i+g i(y 1 )+g g i+g = s+t s+t s+t y y 0 y 1 r 0 r 1 r 45º i(y 0 )+g r 2 i(y, r) i(r)
  • 61. O investimento no modelo IS/LM Pode ocorrer das curvas no quadrante noroeste se deslocarem muito para a esquerda e a curva IS ser positivamente inclinada no espaço y versus r. Isto ocorrerá quando a propensão marginal a gastar (PMgG) for maior que 1 i+g i(y 1 )+g g i+g = s+t s+t s+t y y 0 y 1 r 0 r 1 r 45º i(y 0 )+g r 2 i(y, r) i(r)
  • 62. O investimento no modelo IS/LM Equilíbrio no mercado de produto para uma economia fechada: y = c + i + g Para o equilíbrio no mercado de produto ser mantido, necessita-se que:  y =  ( c + i + g)
  • 63. O investimento no modelo IS/LM  y =  ( c + i + g) Considerando os gastos do governo como sendo constantes: PMgG = PMgC* + PMgI Sendo: PMgC* = propensão marginal a consumir da renda total = (PMgC*  PMgC). PMgI = propensão marginal a investir =
  • 64. O investimento no modelo IS/LM Se PMgG > 1, um dado aumento na renda, aumenta (c + i + g) mais do que o aumento de y. Ou seja, se PMgG > 1   ( c + i + g) >  y. Se nada além do aumento de y for feito, tem-se desequilíbrio no mercado de produto. Assim, para manter o equilíbrio no mercado de produto, quando a renda aumenta, a taxa de juros deve subir para diminuir i. Assim, com PMgG > 1 é necessário que r e y aumentem para manter o mercado de produto em equilíbrio. Isto implica a curva IS ser positivamente inclinada no plano cartesiano y versus r.  y =  ( c + i + g)
  • 65. O investimento no modelo IS/LM Mas se PMgG < 1, um dado aumento na renda aumenta (c + i + g) de um valor menor do que o aumento de y. Ou seja, se PMgG < 1   ( c + i + g) <  y. Para manter o mercado de produto em equilíbrio quando a renda aumenta, a taxa de juros deve cair, de modo a aumentar i. Assim, ocorrendo PMgG < 1 é necessário que y  e r  . Isto implica a curva IS ser negativamente inclinada no espaço y versus r.  y =  ( c + i + g)
  • 66. O investimento no modelo IS/LM No restante deste curso será suposto que PMgG < 1, ou seja, (PMgC* + PMgI) < 1.  y =  ( c + i + g)
  • 67. Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados No modelo básico da Síntese Neoclássica e no modelo geral dos novos keynesianos – quando se trabalhou com a função investimento i = i(r) – constatou-se que uma política fiscal de aumento de gastos do governo (g) aumentava a renda (y), mas diminuía o investimento i, pois a taxa de juros r subia. Agora, pela expressão i = i(r , y) fica-se na dúvida sobre o comportamento de i quando r e y sobem (pois o aumento de r diminui i, mas o aumento de y aumenta i).
  • 68. Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados A iso-investimento é o lugar geométrico das combinações (y, r) que dão o mesmo valor do investimento privado. Elas são positivamente inclinadas, pois um aumento de r necessita de um aumento de y para i ficar constante
  • 69. Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados As curvas de iso-investimento que se situam mais à direita (considerando como referência a origem dos eixos cartesianos) indicam maior nível de investimento, pois para um mesmo r implicam em maior y. y 1 y y 0 i 1 i 1 i 0 i 0 r 0 r
  • 70. Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados Considerando a expressão linear para a função investimento ( i = b 0 + b 1  r + b 2  y) , tem-se: é a tangente da inclinação da iso-investimento e tem valor positivo, pois b 1 <0 e b 2 >0.
  • 71. Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados Iso-investimetos menos inclinadas que a LM No ponto (y 1 , r 1 ) o nível de investimento privado é menor do que no ponto (y 0 , r 0 ). Iso-investimetos mais inclinadas que a LM No ponto (y 1 , r 1 ) o nível de investimento privado é maior do que no ponto (y 0 , r 0 ). y 0 y y 1 r 0 r 1 r i 0 i 0 I 0 I 1 S 0 L M S 1 i 1 i 1 y 0 y y 1 r 0 r 1 r i 0 i 0 I 0 I 1 S 0 L M S 1 i 1 i 1 g 
  • 72. Estimativas da função investimento no Brasil em que: ILPR = investimento privado líquido a preços de 1975; POP = população (em milhões de habitantes); YDR = renda disponível do setor privado (a preços de 1975); YDR1 = renda disponível do setor privado no ano anterior (a preços de 1975); POP1 = população no ano anterior (em milhões de habitantes); EAMP = empréstimos das autoridades monetárias para o setor privado (a preços correntes); IGP = deflator implícito do produto (base 1975); MR = importação de bens e serviços (a preços de 1975); e, XR = exportações de bens e serviços (a preços de 1975). Estatística t (3,40) (8,31) (2,53) R2 = 0,9756 DW = 2,34 n = 19 Elasticidade (0,08) (0,40) (0,63)
  • 73. Estimativas da função investimento no Brasil A equação acima mostra que o investimento privado líquido por habitante responde às variações do produto, à disponibilidade de empréstimos reais e à poupança real do setor externo. Como no Brasil não existia um mercado organizado de capitais de longo prazo na década de 1970, utilizou-se como proxy da disponibilidade de empréstimos aqueles concedidos por agências governamentais (e não as taxas de juros desses empréstimos). Estatística t (3,40) (8,31) (2,53) R2 = 0,9756 DW = 2,34 n = 19 Elasticidade (0,08) (0,40) (0,63)
  • 74. Estimativas da função investimento no Brasil Uma parte da poupança externa serve para financiar os investimentos privados. Por isso, foi utilizada a variável (MR – XR). Os valores das elasticidades mostram a maior importância da poupança externa e dos empréstimos governamentais influenciando o , do que o impacto do crescimento do PIB per capita. Estatística t (3,40) (8,31) (2,53) R2 = 0,9756 DW = 2,34 n = 19 Elasticidade (0,08) (0,40) (0,63)
  • 75. Estimativas da função investimento no Brasil Por fim, é importante ressaltar que a equação acima é uma estimativa do investimento privado líquido e não do bruto. Estatística t (3,40) (8,31) (2,53) R2 = 0,9756 DW = 2,34 n = 19 Elasticidade (0,08) (0,40) (0,63)
  • 76. Próxima Aula CAPÍTULO 12 – A função demanda de moeda 12.1 O modelo clássico sobre a demanda de moeda; 12.2 O modelo de expectativas regressivas; 12.3 O modelo da composição ótima dos ativos; 12.4 O modelo da demanda de moeda para transações; 12.5 O modelo de Friedman para demanda de moeda; 12.6 Comparação e sintetização dos modelos de demanda de moeda e impactos na curva LM; 12.7 Estimativas de equação de demanda de moeda no Brasil.
  • 77. Referências Bibliográficas ASSIS, M. A estrutura e o mecanismo de transmissão de um modelo macroeconométrico para o Brasil (MEB). In: Revista Brasileira de Economia , 37(4): 483-512, out./dez. 1983. BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S. Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 BLANCHARD, O. Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001. BRANSON , W.H. e LITVACK, J.M. Macroeconomia , São Paulo: Habra, 1978. DORNBUSCH, R. & FISCHER, S. Macroeconomia . 5 a edição. São Paulo: Makron/Mcgraw-Hill, 1991. MANKIW, N.G. Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004.