Parte 4 – Integração entre microeconomia e macroeconomia e implicações sobre as políticas econômicas Construções mais comp...
Capítulo 11 A Função Investimento
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<ul><li>Relembrando....  </li></ul>Introdução VA Projetos de investimento VA 0 i 0 r 1  > r 0 VA 1 i 1 i = i(r)
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O investimento privado em residências <ul><li>O investimento em residências depende do preço obtido pela venda delas. </li...
O investimento privado em residências Determinação do preço das residências.  P 1 H P 0 H P H H 0 DD 0 DD 1 SS quantidade ...
O investimento privado em residências A posição da curva de demanda de residências depende da taxa de retorno dos outros a...
O investimento privado em residências <ul><li>O aumento de r desloca a curva de demanda da para a esquerda, diminuindo P H...
O investimento privado em residências
O investimento privado em residências Portanto, o investimento privado em residências aumenta quando diminui a taxa de jur...
O investimento em capital fixo <ul><li>Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo.  </li></u...
O investimento em capital fixo <ul><li>Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo.  </li></u...
O investimento em capital fixo <ul><li>Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo.  </li></u...
O investimento em capital fixo <ul><li>Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo.  </li></u...
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Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>Considere a função de produção: </li></ul><ul><li>y = y(N, K) </li></ul><ul><ul><...
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Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>Considere a função de produção: </li></ul><ul><li>y = y(N, K) </li></ul><ul><li>D...
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Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>Considere uma função de produção específica, tipo Cobb-Douglas, com dois fatores ...
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Estoque de capital de equilíbrio K E  é o estoque de capital de equilíbrio
Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>O estoque de capital de equilíbrio eleva-se: </li></ul><ul><ul><li>com um aumento...
Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>O estoque de capital de equilíbrio (K E  ) aumenta devido aos acréscimos na renda...
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A função demanda de investimento em capital fixo  Relação do acelerador t 1 ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo...
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A função demanda de investimento em capital fixo  <ul><li>Deve-se estar atento ao fato do princípio do acelerador poder nã...
A função demanda de investimento em capital fixo  <ul><li>Portanto, na medida em que existe um grande excesso de capacidad...
O custo de uso do capital  <ul><li>Suponha que uma máquina seja adquirida ao preço real PE.  </li></ul><ul><li>O custo de ...
O custo de uso do capital  <ul><li>A taxa de juros apresenta três componentes: </li></ul><ul><ul><li>R I   =  custo de opo...
O custo de uso do capital  <ul><li>A taxa de juros apresenta três componentes: </li></ul><ul><ul><li>Normalmente, R I  é m...
O custo de uso do capital  <ul><li>A taxa de juros apresenta três componentes: </li></ul><ul><ul><li>A redução do imposto ...
O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Os modelos desenvolvidos se classificam como sendo de estática comparativa.  </li><...
O investimento no modelo IS/LM <ul><li>O investimento líquido é considerado nos modelos de crescimento econômico e nossa a...
O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Para um modelo dinâmico, tem-se a expressão  </li></ul><ul><li>ik b  =   K E (y, C...
O investimento no modelo IS/LM ik = ik(r, y)  i E  = i E (y, r)  i R  = i R (r, W, r I )  i = i(y, r, W, r I )  Considere ...
O investimento no modelo IS/LM i = i (y, r)  fórmula geral para a função investimento  <ul><li>Uma versão específica para ...
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O investimento no modelo IS/LM i+g i(y 1 )+g g i+g = s+t s+t s+t y y 0 y 1 r 0 r 1 r 45º i(y 0 )+g r 2 i(y, r) i(r)
O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Pode ocorrer das curvas no quadrante noroeste se deslocarem muito para a esquerda e...
O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Equilíbrio no mercado de produto para uma economia fechada:  </li></ul><ul><li>y  =...
O investimento no modelo IS/LM <ul><li> y =   ( c + i + g) </li></ul><ul><li>Considerando os gastos do governo como send...
O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Se PMgG > 1, um dado aumento na renda, aumenta (c + i + g) mais do que o aumento de...
O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Mas se PMgG < 1, um dado aumento na renda aumenta  (c + i + g) de um valor menor do...
O investimento no modelo IS/LM <ul><li>No restante deste curso será suposto que PMgG < 1, ou seja, (PMgC* + PMgI) < 1.  </...
Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados  <ul><li>No modelo básico da Síntese Neoclássica e no modelo g...
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Estimativas da função investimento no Brasil <ul><li>em que: </li></ul><ul><ul><li>ILPR = investimento privado líquido a p...
Estimativas da função investimento no Brasil <ul><li>A equação acima mostra que o investimento privado líquido por habitan...
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Próxima Aula <ul><li>CAPÍTULO  12 – A função demanda de moeda </li></ul>12.1 O modelo clássico sobre a demanda de moeda; 1...
Referências Bibliográficas <ul><li>ASSIS, M. A estrutura e o mecanismo de transmissão de um modelo macroeconométrico para ...
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Cap11 macro

  1. 1. Parte 4 – Integração entre microeconomia e macroeconomia e implicações sobre as políticas econômicas Construções mais complexas das funções consumo, investimento, demanda e oferta de moeda, fazendo uso do instrumental microeconômico convencional na definição delas, permitem uma integração entre a microeconomia e a macroeconomia. Verifica-se como o modelo IS/LM se comporta com essas novas funções.
  2. 2. Capítulo 11 A Função Investimento
  3. 3. Aula Anterior <ul><li>CAPÍTULO 10 – A função consumo </li></ul>10.1 A escolha do consumidor; 10.2 A formulação de ANDO-MODIGLIANI: a hipótese do ciclo de vida; 10.3 A formulação de FRIEDMAN: a teoria da renda permanente; 10.4 A formulação de DUESENBERRY: considerando a renda relativa; 10.5 Outras formulações para a função consumo; 10.6 Uma equação síntese para a função consumo e seus impactos no modelo IS/LM; 10.7 Estimativas da função consumo no Brasil
  4. 4. Nesta Aula <ul><li>CAPÍTULO 11 – A função investimento </li></ul>11.1 O investimento privado em estoques; 11.2 O investimento privado em residências; 11.3 O investimento em capital fixo; 11.4 O investimento no modelo IS/LM; 11.5 Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados; 11.6 Estimativas da equação de investimento no Brasil.
  5. 5. <ul><li>Relembrando.... </li></ul>Introdução <ul><li>Cada projeto de investimento apresenta um custo de instalação (CI) e um fluxo esperado de rendas líquidas (R t , R t+1 , R t+2 , ..., R t+n ). </li></ul>      CI R t R t+1 R t+2 R t+3 R t + n – 1 R t+n t + n – 1 t + n t + 1 t t + 2 t + 3
  6. 6. <ul><li>Relembrando.... </li></ul>Introdução VA Projetos de investimento VA 0 i 0 r 1 > r 0 VA 1 i 1 i = i(r)
  7. 7. <ul><li>O investimento do setor privado compõe-se de: </li></ul><ul><ul><li>investimento em estoques; </li></ul></ul><ul><ul><li>investimento residencial; e, </li></ul></ul><ul><ul><li>investimento em capital fixo. </li></ul></ul>Introdução
  8. 8. <ul><li>Investimento em estoques: </li></ul><ul><ul><li>investimento planejado </li></ul></ul><ul><ul><li>(o único considerado na equação da curva IS) </li></ul></ul><ul><ul><li>investimento não planejado. </li></ul></ul>O investimento privado em estoques
  9. 9. <ul><li>Investimento em estoques: </li></ul><ul><ul><li>investimento planejado </li></ul></ul><ul><ul><li>(o único considerado na equação da curva IS) </li></ul></ul><ul><ul><li>investimento não planejado. </li></ul></ul><ul><li>Como a manutenção desses estoques implica a perda de oportunidade de aplicar os recursos correspondentes na compra de ativos financeiros, tem-se que quanto maior é a taxa de juros, menor é o valor do investimento em estoques. </li></ul>O investimento privado em estoques
  10. 10. <ul><li>Investimento em estoques: </li></ul><ul><ul><li>investimento planejado </li></ul></ul><ul><ul><li>(o único considerado na equação da curva IS) </li></ul></ul><ul><ul><li>investimento não planejado. </li></ul></ul><ul><li>De outro lado, quanto maior é o nível de demanda agregada (que em equilíbrio se iguala à produção agregada), maior deverá ser o valor do investimento planejado em estoque. </li></ul>O investimento privado em estoques
  11. 11. <ul><li>i E = i E (y, r) </li></ul><ul><ul><ul><li>Em que </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>i E é o investimento planejado em estoque; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>y = renda interna </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>r = taxa de juros </li></ul></ul></ul>O investimento privado em estoques
  12. 12. <ul><li>Loja </li></ul><ul><li>Vende 30 carros/mês </li></ul><ul><li>Mantém estoque = </li></ul><ul><li>1 mês de venda </li></ul><ul><li>Vendas caem para 25 carros/mês </li></ul>O investimento privado em estoques Indústria Vende 30 carros/mês Investimento não planejado
  13. 13. <ul><li>Loja </li></ul><ul><li>Vendas caem para 25 carros/mês </li></ul><ul><li>1º mês: acumula 35 carros nos estoques </li></ul><ul><li>2º mês: acumula 40 carros nos estoques </li></ul>O investimento privado em estoques Indústria Vende 30 carros/mês Investimento não planejado! Investimento não planejado
  14. 14. <ul><li>Loja </li></ul><ul><li>2º mês: acumula 40 carros nos estoques </li></ul><ul><li>Reduz compra para ajustar os estoques em 25 carros (venda mensal) </li></ul>O investimento privado em estoques Indústria Vende 15 carros no 3º mês Vende 20 carros no 3º mês Vende 25 carros/mês Queda na produção! Investimento não planejado
  15. 15. <ul><li>“ ... Antes da recessão há uma redução na demanda agregada, refletida em uma leve queda nas vendas. Porém, a produção não responde muito e os estoques” (no caso são estoques não planejados) “crescem naturalmente. Então, as empresas decidem se livrar de seus estoques; reduzindo a produção e planejando vender seus estoques; esta é uma redução intencional. Em quase todas as recessões pós Segunda Guerra Mundial tem havido um estágio no qual a produção cai quase que brutalmente, quando as empresas intencionalmente decidem alinhar seus estoques” (isto é, colocá-los no nível do estoque planejado). “E este corte acentua a recessão.” </li></ul>O investimento privado em estoques Investimento não planejado DORNBUSCH & FISCHER (1991, p. 353) Este fenômeno é considerado como ciclo de estoques .
  16. 16. O investimento privado em residências <ul><li>O investimento em residências depende do preço obtido pela venda delas. </li></ul><ul><li>i R = f(P H ) </li></ul><ul><ul><ul><li>Em que </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>i R é o investimento em residências </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>P H é o preço de venda das residências </li></ul></ul></ul><ul><li>P H é determinado pelo cruzamento da curva de demanda de residências com a curva de estoque de residências. </li></ul>
  17. 17. O investimento privado em residências Determinação do preço das residências. P 1 H P 0 H P H H 0 DD 0 DD 1 SS quantidade de residências
  18. 18. O investimento privado em residências A posição da curva de demanda de residências depende da taxa de retorno dos outros ativos (taxa de retorno esta representada pela taxa de juros, r), da riqueza da população (W) e do retorno líquido obtido pela propriedade do imóvel (r I ). P 1 H P 0 H P H H 0 DD 0 DD 1 SS quantidade de residências
  19. 19. O investimento privado em residências <ul><li>O aumento de r desloca a curva de demanda da para a esquerda, diminuindo P H . </li></ul><ul><li>O aumento de W e de r I deslocam a curva de demanda para a direita, aumentando P H . </li></ul>P 1 H P 0 H P H H 0 DD 0 DD 1 SS quantidade de residências
  20. 20. O investimento privado em residências
  21. 21. O investimento privado em residências Portanto, o investimento privado em residências aumenta quando diminui a taxa de juros, aumenta a riqueza e/ou eleva o retorno real líquido dos imóveis.
  22. 22. O investimento em capital fixo <ul><li>Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo. </li></ul><ul><li>A primeira delas baseia-se na hipótese do acelerador, a qual afirma que o investimento líquido depende da variação do produto esperado. </li></ul><ul><li>Ou seja, a empresa decide quanto irá investir com base em sua expectativa de produção. </li></ul>
  23. 23. O investimento em capital fixo <ul><li>Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo. </li></ul><ul><li>A primeira delas baseia-se na hipótese do acelerador, a qual afirma que o investimento líquido depende da variação do produto esperado. </li></ul><ul><li>De acordo com essa teoria, o i l (investimento líquido) é uma fração do crescimento do PIB. </li></ul><ul><li>i l =  y. </li></ul>
  24. 24. O investimento em capital fixo <ul><li>Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo. </li></ul><ul><li>A segunda teoria é chamada de Teoria Neoclássica do Investimento e o associa com a hipótese do acelerador, com a produtividade marginal do capital e com o custo de uso do capital. </li></ul><ul><li>(será discutida em detalhes) </li></ul>
  25. 25. O investimento em capital fixo <ul><li>Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo. </li></ul><ul><li>Finalmente, há a teoria do q de Tobin, que associa o nível de investimento com o preço de mercado das ações e títulos das empresas. </li></ul><ul><li>Considera que as empresas irão realizar investimento líquido (e, portanto, aumentar o seu estoque de capital) se o preço de mercado de suas ações e títulos superar o preço efetivo do empreendimento. </li></ul>
  26. 26. O investimento em capital fixo <ul><li>Há três teorias bastante divulgadas sobre o investimento em capital fixo. </li></ul><ul><li>O q de Tobin é a razão entre o valor de mercado da empresa (ou seja, a soma dos valores de suas ações e títulos, como as debêntures) dividido pelo custo de reposição do estoque de capitais. </li></ul><ul><li>Haveria investimento líquido positivo quando q for maior do que 1. </li></ul>
  27. 27. Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>Considere a função de produção: </li></ul><ul><li>y = y(N, K) </li></ul><ul><ul><li>em que: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>y = produto por unidade de tempo; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>N = quantidade de horas-homem por unidade de tempo; e, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>K = estoque de capital (inclui instalações e equipamentos). </li></ul></ul></ul>
  28. 28. Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>Considere a função de produção: </li></ul><ul><li>y = y(N, K) </li></ul><ul><li>Define-se: </li></ul><ul><ul><li>CU = custo nominal de uso do capital fixo (ou custo nominal de utilização do capital fixo), entendido como o valor implícito de aluguel atribuído ao uso do equipamento, que inclui a depreciação e o custo dos juros. </li></ul></ul>
  29. 29. Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>Considere a função de produção: </li></ul><ul><li>y = y(N, K) </li></ul><ul><li>Define-se: </li></ul><ul><ul><li>PMgK é o produto marginal físico do capital </li></ul></ul><ul><ul><li>(indica o aumento de produto advindo do acréscimo de uma unidade de capital). </li></ul></ul>
  30. 30. Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>Considere a função de produção: </li></ul><ul><li>y = y(N, K) </li></ul><ul><li>Para a firma maximizar a massa de lucros é necessário que: </li></ul>
  31. 31. Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>Considere uma função de produção específica, tipo Cobb-Douglas, com dois fatores de produção, K = capital e N = trabalho: </li></ul><ul><li>y =  K   N 1–  </li></ul><ul><li>Esta função de produção, cuja soma dos expoentes referentes aos insumos é um, apresenta retornos constantes de escala, ou seja, dobrando a quantidade de insumos há a produção em dobro. </li></ul><ul><li> é o parâmetro indicador de progresso tecnológico. </li></ul>
  32. 32. Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>Considere uma função de produção específica, tipo Cobb-Douglas, com dois fatores de produção, K = capital e N = trabalho: </li></ul><ul><li>y =  K   N 1–  </li></ul><ul><li>Tem-se: </li></ul>
  33. 33. Estoque de capital de equilíbrio K E é o estoque de capital de equilíbrio
  34. 34. Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>O estoque de capital de equilíbrio eleva-se: </li></ul><ul><ul><li>com um aumento na demanda pelo produto (e o conseqüente aumento de y). </li></ul></ul><ul><li>O estoque de capital de equilíbrio cai: </li></ul><ul><ul><li>com um aumento no custo real de uso de capital. </li></ul></ul>
  35. 35. Estoque de capital de equilíbrio <ul><li>O estoque de capital de equilíbrio (K E ) aumenta devido aos acréscimos na renda (y) e nos preços (P) e decresce quando o custo nominal de uso do capital (CU) se eleva. </li></ul>
  36. 36. A função demanda de investimento em capital fixo <ul><li>Em que </li></ul><ul><ul><li>ik b = investimento total em capital fixo, ou investimento bruto </li></ul></ul><ul><ul><li>ik l = investimento líquido em capital fixo </li></ul></ul><ul><ul><li>ik r = investimento de reposição em capital fixo </li></ul></ul>
  37. 37. A função demanda de investimento em capital fixo <ul><li>o investimento de reposição depende do nível de estoque de capital. </li></ul>ik l =  K E ik r =   K E em que  = taxa de depreciação <ul><li>o investimento líquido depende de mudanças no nível de equilíbrio do estoque de capital. </li></ul>
  38. 38. A função demanda de investimento em capital fixo <ul><li>Considerando a função de produção Cobb-Douglas, tem-se: </li></ul><ul><li>Supondo que CU/P (custo real de uso do capital) é constante: </li></ul>
  39. 39. A função demanda de investimento em capital fixo <ul><li>Em longo prazo e sem variações em CU/P, é o crescimento do produto (ocasionado pelo crescimento da demanda) que fornece o nível de investimento líquido em capital fixo. </li></ul><ul><li>Esta relação entre mudança na magnitude do produto e o nível de investimento líquido em capital fixo constitui o princípio do acelerador . </li></ul><ul><li>Esse princípio introduz uma relação dinâmica no modelo de comportamento da economia. </li></ul>
  40. 40. A função demanda de investimento em capital fixo <ul><li>Para uma função de produção geral: </li></ul><ul><li>ik b =  K E (y, CU, P) +   K E </li></ul><ul><li>Se a função de produção for Cobb-Douglas e </li></ul><ul><li>CU/P for constante, tem-se: </li></ul><ul><li>Relação do acelerador </li></ul><ul><li>Mostra como o acréscimo do PIB (  y) determina o investimento privado bruto. </li></ul>
  41. 41. A função demanda de investimento em capital fixo <ul><li>Relação do acelerador </li></ul><ul><li>A relação do acelerador na função investimento bruto em capital ocasiona uma dificuldade interessante quanto a realização de políticas de estabilização a curto prazo. </li></ul>
  42. 42. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik r y K E tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento <ul><li>y é fixo </li></ul><ul><li>para gerá-lo, K E também é fixo </li></ul><ul><li>Logo, só existe investimento ik r </li></ul>
  43. 43. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik r y K E tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento <ul><li>Suponha que em t 1 o governo adote uma política fiscal de aumento de seus gastos e uma política monetária para impedir a alta da taxa de juros. </li></ul>
  44. 44. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento <ul><li>y sobe, até estabilizar-se a partir de t 2 . </li></ul><ul><li>A partir de t 2 , tem-se um novo K E , </li></ul><ul><li>com um novo ik r constante. </li></ul>
  45. 45. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik l ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento <ul><li>O ik l será zero a partir de t 2 . </li></ul><ul><li>Entre t 1 e t 2 o ik l terá de crescer e diminuir. </li></ul>
  46. 46. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik l ik b ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento <ul><li>Entre t 1 e t 2 , o ik b tem o formato da curva do ik l , distanciando desse pelo montante do investimento de reposição. </li></ul>
  47. 47. A função demanda de investimento em capital fixo Relação do acelerador t 1 ik l ik b ik r y K E t 2 tempo 0 Estoque de capital fixo Produto Investimento <ul><li>É esse comportamento que gera dificuldades no modelo a curto prazo. </li></ul>
  48. 48. A função demanda de investimento em capital fixo <ul><li>Deve-se estar atento ao fato do princípio do acelerador poder não se aplicar se a economia estiver operando com um substancial excesso de capacidade de produção, isto é, a uma baixa taxa de utilização da capacidade instalada. </li></ul><ul><li>Nesse caso, o estoque de capital efetivo é maior que o estoque de capital de equilíbrio, de tal forma que um aumento do produto pode igualar o estoque de capital de equilíbrio àquele efetivamente existente, causando pouco efeito sobre o investimento líquido. </li></ul>
  49. 49. A função demanda de investimento em capital fixo <ul><li>Portanto, na medida em que existe um grande excesso de capacidade de produção, a política fiscal pode aumentar a demanda (e, conseqüentemente, o PIB) sem encontrar a dificuldade descrita sobre o comportamento do investimento líquido. </li></ul>
  50. 50. O custo de uso do capital <ul><li>Suponha que uma máquina seja adquirida ao preço real PE. </li></ul><ul><li>O custo de uso do bem de capital é: </li></ul>
  51. 51. O custo de uso do capital <ul><li>A taxa de juros apresenta três componentes: </li></ul><ul><ul><li>R I = custo de oportunidade do empréstimo possível de ser concedido com os lucros não distribuídos; </li></ul></ul><ul><ul><li>R T = uma taxa padrão de retorno sobre títulos; </li></ul></ul><ul><ul><li>R A = a razão média entre retornos e preços das ações. </li></ul></ul>
  52. 52. O custo de uso do capital <ul><li>A taxa de juros apresenta três componentes: </li></ul><ul><ul><li>Normalmente, R I é menor que R T e R A . </li></ul></ul><ul><ul><li>Assim, à medida que os lucros aumentam, a importância de R I aumenta, diminuindo r. </li></ul></ul><ul><ul><li>A redução de r diminui CU/P, aumentando ik b . </li></ul></ul><ul><ul><li>De outro lado, a elevação de R T eleva r, que eleva CU/P e diminui ik b . </li></ul></ul><ul><ul><li>Fica, portanto, evidenciado que o investimento depende positivamente dos lucros e negativamente da taxa de juros dos empréstimos bancários . </li></ul></ul>
  53. 53. O custo de uso do capital <ul><li>A taxa de juros apresenta três componentes: </li></ul><ul><ul><li>A redução do imposto de renda sobre os lucros das empresas e a concessão de incentivos fiscais às empresas aumentam os recursos internos das empresas, reduzindo o valor de r. </li></ul></ul><ul><ul><li>A redução de r diminui o valor de CU/P, o que causa o aumento do investimento bruto em capital fixo. </li></ul></ul>
  54. 54. O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Os modelos desenvolvidos se classificam como sendo de estática comparativa. </li></ul><ul><li>Não há a preocupação em explicar o que de fato ocorre na passagem do ponto de equilíbrio inicial ao final em termos da trajetória seguida pelas variáveis e do tempo necessário a esse ajuste (o que é tratado em modelos dinâmicos). </li></ul><ul><li>Assim, nossa atenção não se centrará no investimento líquido, mas sim no investimento de reposição (que faz parte do equilíbrio inicial e do equilíbrio final). </li></ul>
  55. 55. O investimento no modelo IS/LM <ul><li>O investimento líquido é considerado nos modelos de crescimento econômico e nossa atenção é focada nos modelos de determinação de renda. </li></ul><ul><li>Se y   </li></ul>K E   ik r   ik b   r 
  56. 56. O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Para um modelo dinâmico, tem-se a expressão </li></ul><ul><li>ik b =  K E (y, CU, P) +   K E para o investimento. </li></ul><ul><li>Para um modelo estático tem-se: </li></ul><ul><li>ik = ik(r, y) </li></ul><ul><li>A equação do investimento em estoques planejados é: </li></ul><ul><li>i E = i E (y, r) </li></ul><ul><li>A equação de investimento em residências é: </li></ul><ul><li>i R = i R (r, W, r I ) </li></ul>
  57. 57. O investimento no modelo IS/LM ik = ik(r, y) i E = i E (y, r) i R = i R (r, W, r I ) i = i(y, r, W, r I ) Considere que a riqueza (W ) e a taxa de retorno líquida sobre os imóveis (r I ) sejam constantes. Logo: i = i (y, r) Sendo
  58. 58. O investimento no modelo IS/LM i = i (y, r) fórmula geral para a função investimento <ul><li>Uma versão específica para a função investimento pode ser: </li></ul><ul><li>i = b 0 + b 1  r + b 2  y, </li></ul><ul><li>em que: </li></ul><ul><ul><li>b 1 é a sensibilidade do investimento a variações da taxa de juros (b 1 < 0) </li></ul></ul><ul><ul><li>b 2 é a sensibilidade do investimento a variações da renda (b 2 > 0) </li></ul></ul><ul><ul><li>b 0 mede os efeitos das expectativas de lucros nas decisões de investimento </li></ul></ul>
  59. 59. O investimento no modelo IS/LM i = i (y, r) fórmula geral para a função investimento <ul><li>Esta expressão torna a curva IS menos inclinada em relação à que se obteve quando i = i(r). </li></ul>
  60. 60. O investimento no modelo IS/LM i+g i(y 1 )+g g i+g = s+t s+t s+t y y 0 y 1 r 0 r 1 r 45º i(y 0 )+g r 2 i(y, r) i(r)
  61. 61. O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Pode ocorrer das curvas no quadrante noroeste se deslocarem muito para a esquerda e a curva IS ser positivamente inclinada no espaço y versus r. </li></ul><ul><li>Isto ocorrerá quando a propensão marginal a gastar (PMgG) for maior que 1 </li></ul>i+g i(y 1 )+g g i+g = s+t s+t s+t y y 0 y 1 r 0 r 1 r 45º i(y 0 )+g r 2 i(y, r) i(r)
  62. 62. O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Equilíbrio no mercado de produto para uma economia fechada: </li></ul><ul><li>y = c + i + g </li></ul><ul><li>Para o equilíbrio no mercado de produto ser mantido, necessita-se que: </li></ul><ul><li> y =  ( c + i + g) </li></ul>
  63. 63. O investimento no modelo IS/LM <ul><li> y =  ( c + i + g) </li></ul><ul><li>Considerando os gastos do governo como sendo constantes: </li></ul><ul><li>PMgG = PMgC* + PMgI </li></ul><ul><li>Sendo: </li></ul><ul><ul><li>PMgC* = propensão marginal a consumir da renda total = (PMgC*  PMgC). </li></ul></ul><ul><ul><li>PMgI = propensão marginal a investir = </li></ul></ul>
  64. 64. O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Se PMgG > 1, um dado aumento na renda, aumenta (c + i + g) mais do que o aumento de y. </li></ul><ul><li>Ou seja, se PMgG > 1   ( c + i + g) >  y. </li></ul><ul><li>Se nada além do aumento de y for feito, tem-se desequilíbrio no mercado de produto. Assim, para manter o equilíbrio no mercado de produto, quando a renda aumenta, a taxa de juros deve subir para diminuir i. </li></ul><ul><li>Assim, com PMgG > 1 é necessário que r e y aumentem para manter o mercado de produto em equilíbrio. </li></ul><ul><li>Isto implica a curva IS ser positivamente inclinada no plano cartesiano y versus r. </li></ul> y =  ( c + i + g)
  65. 65. O investimento no modelo IS/LM <ul><li>Mas se PMgG < 1, um dado aumento na renda aumenta (c + i + g) de um valor menor do que o aumento de y. </li></ul><ul><li>Ou seja, se PMgG < 1   ( c + i + g) <  y. </li></ul><ul><li>Para manter o mercado de produto em equilíbrio quando a renda aumenta, a taxa de juros deve cair, de modo a aumentar i. </li></ul><ul><li>Assim, ocorrendo PMgG < 1 é necessário que y  e r  . </li></ul><ul><li>Isto implica a curva IS ser negativamente inclinada no espaço y versus r. </li></ul> y =  ( c + i + g)
  66. 66. O investimento no modelo IS/LM <ul><li>No restante deste curso será suposto que PMgG < 1, ou seja, (PMgC* + PMgI) < 1. </li></ul> y =  ( c + i + g)
  67. 67. Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados <ul><li>No modelo básico da Síntese Neoclássica e no modelo geral dos novos keynesianos – quando se trabalhou com a função investimento i = i(r) – constatou-se que uma política fiscal de aumento de gastos do governo (g) aumentava a renda (y), mas diminuía o investimento i, pois a taxa de juros r subia. </li></ul><ul><li>Agora, pela expressão i = i(r , y) fica-se na dúvida sobre o comportamento de i quando r e y sobem (pois o aumento de r diminui i, mas o aumento de y aumenta i). </li></ul>
  68. 68. Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados <ul><li>A iso-investimento é o lugar geométrico das combinações (y, r) que dão o mesmo valor do investimento privado. </li></ul><ul><li>Elas são positivamente inclinadas, pois um aumento de r necessita de um aumento de y para i ficar constante </li></ul>
  69. 69. Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados <ul><li>As curvas de iso-investimento que se situam mais à direita (considerando como referência a origem dos eixos cartesianos) indicam maior nível de investimento, pois para um mesmo r implicam em maior y. </li></ul>y 1 y y 0 i 1 i 1 i 0 i 0 r 0 r
  70. 70. Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados <ul><li>Considerando a expressão linear para a função investimento ( i = b 0 + b 1  r + b 2  y) , tem-se: </li></ul>é a tangente da inclinação da iso-investimento e tem valor positivo, pois b 1 <0 e b 2 >0.
  71. 71. Impactos da política fiscal sobre os investimentos privados Iso-investimetos menos inclinadas que a LM No ponto (y 1 , r 1 ) o nível de investimento privado é menor do que no ponto (y 0 , r 0 ). Iso-investimetos mais inclinadas que a LM No ponto (y 1 , r 1 ) o nível de investimento privado é maior do que no ponto (y 0 , r 0 ). y 0 y y 1 r 0 r 1 r i 0 i 0 I 0 I 1 S 0 L M S 1 i 1 i 1 y 0 y y 1 r 0 r 1 r i 0 i 0 I 0 I 1 S 0 L M S 1 i 1 i 1 g 
  72. 72. Estimativas da função investimento no Brasil <ul><li>em que: </li></ul><ul><ul><li>ILPR = investimento privado líquido a preços de 1975; </li></ul></ul><ul><ul><li>POP = população (em milhões de habitantes); </li></ul></ul><ul><ul><li>YDR = renda disponível do setor privado (a preços de 1975); </li></ul></ul><ul><ul><li>YDR1 = renda disponível do setor privado no ano anterior (a preços de 1975); </li></ul></ul><ul><ul><li>POP1 = população no ano anterior (em milhões de habitantes); </li></ul></ul><ul><ul><li>EAMP = empréstimos das autoridades monetárias para o setor privado (a preços correntes); </li></ul></ul><ul><ul><li>IGP = deflator implícito do produto (base 1975); </li></ul></ul><ul><ul><li>MR = importação de bens e serviços (a preços de 1975); e, </li></ul></ul><ul><ul><li>XR = exportações de bens e serviços (a preços de 1975). </li></ul></ul>Estatística t (3,40) (8,31) (2,53) R2 = 0,9756 DW = 2,34 n = 19 Elasticidade (0,08) (0,40) (0,63)
  73. 73. Estimativas da função investimento no Brasil <ul><li>A equação acima mostra que o investimento privado líquido por habitante responde às variações do produto, à disponibilidade de empréstimos reais e à poupança real do setor externo. </li></ul><ul><li>Como no Brasil não existia um mercado organizado de capitais de longo prazo na década de 1970, utilizou-se como proxy da disponibilidade de empréstimos aqueles concedidos por agências governamentais (e não as taxas de juros desses empréstimos). </li></ul>Estatística t (3,40) (8,31) (2,53) R2 = 0,9756 DW = 2,34 n = 19 Elasticidade (0,08) (0,40) (0,63)
  74. 74. Estimativas da função investimento no Brasil <ul><li>Uma parte da poupança externa serve para financiar os investimentos privados. Por isso, foi utilizada a variável (MR – XR). </li></ul><ul><li>Os valores das elasticidades mostram a maior importância da poupança externa e dos empréstimos governamentais </li></ul><ul><li>influenciando o , do que o impacto do crescimento do </li></ul><ul><li>PIB per capita. </li></ul>Estatística t (3,40) (8,31) (2,53) R2 = 0,9756 DW = 2,34 n = 19 Elasticidade (0,08) (0,40) (0,63)
  75. 75. Estimativas da função investimento no Brasil <ul><li>Por fim, é importante ressaltar que a equação acima é uma estimativa do investimento privado líquido e não do bruto. </li></ul>Estatística t (3,40) (8,31) (2,53) R2 = 0,9756 DW = 2,34 n = 19 Elasticidade (0,08) (0,40) (0,63)
  76. 76. Próxima Aula <ul><li>CAPÍTULO 12 – A função demanda de moeda </li></ul>12.1 O modelo clássico sobre a demanda de moeda; 12.2 O modelo de expectativas regressivas; 12.3 O modelo da composição ótima dos ativos; 12.4 O modelo da demanda de moeda para transações; 12.5 O modelo de Friedman para demanda de moeda; 12.6 Comparação e sintetização dos modelos de demanda de moeda e impactos na curva LM; 12.7 Estimativas de equação de demanda de moeda no Brasil.
  77. 77. Referências Bibliográficas <ul><li>ASSIS, M. A estrutura e o mecanismo de transmissão de um modelo macroeconométrico para o Brasil (MEB). In: Revista Brasileira de Economia , 37(4): 483-512, out./dez. 1983. </li></ul><ul><li>BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S. Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 </li></ul><ul><li>BLANCHARD, O. Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001. </li></ul><ul><li>BRANSON , W.H. e LITVACK, J.M. Macroeconomia , São Paulo: Habra, 1978. </li></ul><ul><li>DORNBUSCH, R. & FISCHER, S. Macroeconomia . 5 a edição. São Paulo: Makron/Mcgraw-Hill, 1991. </li></ul><ul><li>MANKIW, N.G. Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004. </li></ul>

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