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INSTITUTO CENTRO DE ENSINO TECNOLÓGICO – CENTEC
FACULDADE DE TECNOLOGIA CENTEC – FATEC CARIRI
CURSO DE TECNOLOGIA EM SANEAMENTO AMBIENTAL




            ANTÔNIO SOARES BARROS




   A EXPANSÃO URBANA E AS ÁREAS VERDES DO
      MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE - CE




             JUAZEIRO DO NORTE-CE
                     2011
ANTÔNIO SOARES BARROS




A EXPANSÃO URBANA E AS ÁREAS VERDES DO
   MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE - CE




                    Pré-projeto apresentado à professora Wilma
                    Santana como requisito para obtenção de
                    nota na disciplina de TCC 1 no 5º semestre
                    do curso de Saneamento Ambiental da
                    Faculdade de Tecnologia FATEC - Cariri.




          JUAZEIRO DO NORTE
                 2011
AGRADECIMENTOS

      A Deus, que possibilitou a realização desse trabalho!


      Aos meus pais, em especial a minha mãe que, com sua sapiência, paciência
e com suas orações abençoa meus caminhos e transmite força sempre, por isso
minha gratidão ao amor dedicado!


      Ao Instituto CENTEC e a FACULDADE DE TECNOLOGIA por contribuir na
minha caminhada!


      Aos meus colegas de aula na faculdade, pelos momentos compartilhados!


      A todos meus irmãos, em especial minha irmã Nilda Soares pelo apoio que
me tem concedido!


      Aos meus colegas de faculdade, por compartilharmos momentos de
descontração!

       A João Bosco, bibliotecário da FATEC - Cariri, pela disponibilidade em
contribuir para desenvolvimento deste trabalho!
SUMÁRIO


1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 4
2 OBJETIVOS ............................................................................................................. 6
   2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................ 6
   2.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS .............................................................................. 6
3 REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................... 7
   3.1 Histórico ............................................................................................................. 7
   3.2 Áreas Verdes ..................................................................................................... 9
   3.3 Expansão urbana ............................................................................................. 11
4 METODOLOGIA DA PESQUISA ........................................................................... 13
   4.1 TIPOS DE PESQUISA ..................................................................................... 13
   4.2 LOCAL DA PESQUISA .................................................................................... 13
   4.3 UNIVERSO DA AMOSTRA ............................................................................. 13
   4.4 COLETA DE DADOS ....................................................................................... 13
   4.5 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO .................................................... 14
   4.6 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DA PESQUISA ............................................ 14
5 RESULTADOS ESPERADOS ................................................................................ 15
6 CRONOGRAMA ..................................................................................................... 16
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 17
ANEXOS ................................................................................................................... 18
Anexo A: Parque das Timbaubas .............................................................................. 19
Anexo B: Localização do Juazeiro no estado do Ceará ............................................ 20
4




1 INTRODUÇÃO


        O capitalismo é um modo de produção que faz com que as cidades
  cresçam de forma desordenada causando conurbações e acabem assim por
  sufocar as áreas verdes que inseriam o ambiente urbano. De acordo com
  carvalho (2003) o urbanismo no final do século XX, sob influência européia,
  busca algumas medidas no sentido de minimizar o problema com a implantação
  de passeios e jardins públicos, realizando ações mitigadoras a fim de colocar as
  áreas verdes como agentes responsáveis pelo resgate do bem-estar da
  população.
        As áreas verdes são muito importantes no sentido de valorizar seu papel
  funcional no metabolismo da cidade, atualmente o homem vem tentando
  reconstruir e reformar o meio ambiente natural fazendo com que essas
  intervenções sejam vistas como uma maneira de reencontrar o equilíbrio entre a
  natureza e ambiente urbano, que é garantido pela Constituição Federal que diz
  no caput do Artigo 225 que se inicia com uma declaração fundamental: Todos
  têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do
  povo e essencial a sadia qualidade de vida. Com essa frase a Constituição define
  de forma clara e bem resumida o caráter coletivo dos bens e serviços ambientais
  e destaca-os como direito da sociedade, a ser defendido pelo poder publico e
  pela coletividade.
        As áreas verdes representam um recurso de grande apreço para a
  melhoria da qualidade ambiental, com suas diversas categorias, essas na
  maioria das vezes encontram se degradadas, com suas condições naturais
  quase completamente alteradas. Áreas verdes não é somente um espaço não
  construído, esses são simplesmente espaços livres, sendo assim não é
  necessário ser verde, áreas verdes urbanas é espaço não construído e
  devidamente protegido, onde predominam a vegetação, especialmente as
  arvores que fornecem benefícios ambientais, sócio-culturais e até mesmo
  econômicos para a cidade. Áreas verdes urbanas reduzem a temperatura e
  protegem o solo da impermeabilização, permitindo a infiltração das águas de
  chuva. O ar arborizado retém partículas solida pela absorção de poluentes
  gasosos, como o gás carbônico controlando a poluição atmosférica.
5



      Alem da saúde física dos freqüentadores das áreas verdes se tornarem
melhor com a prática de atividades físicas ao ar livre, a saúde mental também
recebe benefícios, áreas livres arborizadas proporcionam fortalecimento dos
laços comunitários, é o que diz pesquisa realizada no EUA.
      A ONU recomenda 12m2 desses espaços por habitante, este índice
estabelecido pela Organização das Nações Unidas é o determinado para que
haja equilíbrio entre a quantidade gás carbônico e oxigênio, mas se formos incluir
todas as atividades antrópicas com combustão, este índice será elevado para
75m2 por habitante, para pesquisadores e pessoas em geral, um dos mais graves
problemas tem sido a falta de áreas verdes em algumas cidades brasileiras, que
acabem por gerar estresse diário, principalmente para pedestres e deficientes
físicos, a falta de áreas verdes também contribui para a geração das chamadas
ilhas de calor e provoca o aumento da temperatura.
      Portanto, a essência da concepção urbanística está exprimida em um
traçado urbano que se tem por finalidade tornar compatível um agrupamento
humano equilibrado, em propiciar vantagens comparadas as do campo para que
as pessoas possam usufruir desta também na cidade e evitar a deficiências de
ambos, sendo assim este estudo busca quantificar as áreas verdes da cidade de
Juazeiro do Norte, realizando o calculo de áreas verdes por habitantes, uma vez
que essas áreas exercem de alguma forma benefícios a população e ao meio
ambiente, por isso existe uma grande necessidade de se conhecer essas áreas
verdes, uma vez que, tendo o conhecimento das mesmas, torna possível a sua
preservação e impedem as ocupações irregulares e evita outros problemas
urbanos que prejudicam a qualidade ambiental e de vida da população que
residem ou visita a cidade.
6



2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL


Verificar a expansão urbana e quantificar as áreas verdes do município de juazeiro
do norte.


2.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS


      Destacar a importância das áreas verdes no município de juazeiro do norte;
      Realizar um mapeamento de todas as áreas verdes da cidade de juazeiro do
      norte;
      Calcular o índice de áreas verdes por habitante na cidade de juazeiro do
      norte;
      Demonstrar a expansão urbana na cidade de juazeiro do norte e
      Analisar possibilidades locacionais e financeiras para a criação de novas
      áreas verdes, visando alcançar o índice de áreas verdes.
7



3 REVISÃO DE LITERATURA

3.1 Histórico

        No século XIX as cidades européias apresentaram um vertiginoso processo
de crescimento e de aumento populacional. O fenômeno da urbanização foi
conseqüência do processo de industrialização. Até então nenhuma sociedade
poderia ser descrita como eminentemente urbana, pois a população se distribuía em
maior numero no campo. (MARTINS JUNIOR, 2011)
        O processo de urbanização manifestou-se primeiro na Europa e nos EUA,
com o surgimento das grandes cidades e das metrópoles em particular, baseado
principalmente na industrialização e secundariamente no êxodo rural. No conjunto
dos países dependentes a urbanização acentuou a partir da segunda metade do
século XX, caracterizado pelo êxodo e paradoxalmente, pela insuficiência de oferta
de empregos no setor industrial. Nestes países, o binômio desenvolvimento
econômico tardio – urbanização tardia evidência o quanto o urbanismo é um
fenômeno fortemente associado ao desenvolvimento econômico. O entendimento
deste fenômeno talvez contribua para o conhecimento das causas da crise urbana
atual e para o aperfeiçoamento das técnicas urbanísticas, objetivando a busca de
solução dos inúmeros problemas relacionados ao meio urbano. (MARTINS JUNIOR,
2001)
        Traçando um paralelo da evolução urbana nos países ricos com a dos países
dependentes, verificamos que as metrópoles dos países europeus no século XIX, no
primeiro período após o advento da Revolução Industrial – denominado a Grande
Expansão     –   enfrentaram   crises   no   desenvolvimento   urbano.   Embora   as
características dos problemas sejam histórica e socialmente diferentes, eles se
manifestam atualmente nos grandes centros urbanos dos países pertencentes ao
denominado terceiro mundo. (MARTINS JUNIOR, 2001)
        Na opinião de Mendonça (1995), a urbanização dos países dependentes
caracteriza-se por ser acelerada, desordenada e espontânea, sem planejamento.
Nas cidades destes países observam-se elevados níveis de degradação ambiental e
todos os tipos de problemas relacionados ao “inchaço” populacional (violência
urbana, desemprego e as mais variadas formas de manifestação da marginalidade e
da exclusão social).
8



      O urbanismo se praticava então, exclusivamente, em alguns pontos da
aglomeração e em espaços privilegiados da cidade. Segundo Mukai (1988)
urbanismo é definido como a ciência que se preocupa com a sistematização e
desenvolvimento da cidade buscando determinar a melhor posição das ruas, dos
edifícios e obras públicas, de habitação privada, de modo que a população possa
gozar de uma situação sã, cômoda e estimada.
      A concepção de urbanismo se restringia aos limites da cidade, posto que as
aglomerações humanas fossem insignificantes e a maioria da população distribuía-
se nos campos. Com a industrialização e o surgimento do fenômeno da
metropolização e da megapolização, este conceito foi superado.
      O marco divisor conceitual do urbanismo moderno para Mukai (1988) e Guzzo
(1991) pode ser encontrado na obra de Howard, que ao formular o conceito de
Cidade – Jardim, quebrou a dicotomia entre o urbano e o rural, elaborando um plano
urbanístico que se propôs a conciliar as vertentes sociais e econômicas da cidade
com a disponibilidade de recursos naturais do campo.
      A essência da concepção urbanística de Howard está expressa num traçado
urbano que se preocupa em configurar um agrupamento humano equilibrado, em
condições de propiciar o usufruto das vantagens do campo e da cidade e de evitar
as deficiências de ambos.
      Os diagramas elaborados pelo urbanista citado mostram um modelo em
asterisco ou circular - concêntrico de cidade dividida em seis setores, por seis
bulevares (avenidas largas e arborizadas), que se irradiam num parque central e se
estendem até o perímetro externo, constituído por um eixo viário que, após envolver
a cidade, faz a ligação com o meio rural, tendo as suas diretrizes de crescimento e
expansão urbanas baseados nos princípios da inter-relação harmônica campo-
cidade.
      Ao articular a funcionalidade com a estética, a obra do urbanista Howard
representou uma perspectiva de evolução conceitual do urbanismo que segundo
Mukai (1988) é uma disciplina que se preocupa apenas com o desenvolvimento de
técnicas e conhecimentos relacionados à construção, reforma e extensão das
cidades, para projetos de estruturação regionais e planos de ordenação do território
de um país.
      O urbanismo e a urbanização no Brasil tiveram um relativo salto evolutivo
principalmente no século XIX e século XX, onde está relacionada diretamente á
9



expressão industrialização x urbanização, que foi neste período que criaram as
nossas cidades atuais, compostas como as demais, mundo afora, de espaços
construídos e espaços não construídos, fruto do modelo de desenvolvimento
econômico vigente. (SANTIAGO; MEDEIROS, 2002, p. 45-48)
         A revolução de 1930 representou a inserção do Estado no esforço da
industrialização nacional. Conseqüentemente, data também desta época as medidas
mais significativas da política de urbanização no país.
No entanto, estes reflexos foram tímidos porque, mesmo sendo poucos os Planos
Diretores implantados, no Brasil as cidades maiores fundadas mediante um plano
urbano são apenas Belo Horizonte, Maringá, Marília, Londrina, Brasília, Palmas e
Goiânia. (RIBEIRO, 2004).
         Segundo Carvalho (2003) o urbanismo no final do século XIX, sob influência
européia, busca algumas medidas no sentido de abrandar o problema com a
implantação de passeios e jardins públicos.
         A composição física de uma cidade é um processo histórico e tende a
mudanças substanciais e que de acordo com Leite (1992) cada momento histórico
tem uma paisagem, reflexo da relação circunstancial entre o homem e a natureza e
que pode ser vista como a ordenação do ambiente, de acordo com uma imagem
ideal.


3.2 Áreas Verdes


         Para se ter uma primeira análise, pode-se dividir os espaços que constituem a
cidade em dois grandes grupos: espaços construídos e espaços livres de
construção, que são aqueles elementos que definem a primária e essencial estrutura
configuracional das cidades.
         Os espaços construídos podem ser descrito como sendo as edificações
desenvolvidas pela sociedade, que de tal modo visa à moradia, trabalho, lazer e
religião. Por outro lado os espaços livres de construção são aqueles espaços livres
que não possuem construção para atividades humanas. (SANTIAGO; MEDEIROS,
2002, p. 45-48).
         De acordo com Macedo e Sakata (2003) esses espaços livres de construção
podem ser divididos em privados e públicos. Sendo os privados os clubes
associativos, parques, jardins, reservas verdes, áreas livres de edificações nos lotes,
10



quintais, terrenos baldios, e que constituem importante elemento morfológico para a
saúde ambiental urbana. E tendo os públicos às ruas, praças, bosques, jardins,
áreas de circulação em geral, parques, “áreas verdes”, hortos florestais, áreas de
preservação.
      Para Santiago e Medeiros (2002, p. 45-48) a função e os valores que as áreas
verdes desempenham no meio urbano, podem ser agrupados em três conjuntos,
sendo eles os valores visuais ou paisagísticos, valores recreativos e valores
ambientais.
      Já para Feiber (2004) o uso das áreas verdes além de propiciar, por meio do
acesso aos parques públicos, o lazer da população é responsável por amenizar os
efeitos causados pela intensa densificação dos ambientes urbanos. A massa
construída provoca impactos no microclima das regiões que poderão ser
amenizados pela presença da vegetação.
      Macedo (2003) diz que espaço verde ou área verde é toda área urbana ou
porção do território ocupado por qualquer tipo de vegetação e que tenha um valor
social, tendo como áreas: bosques, campos, matas, jardins, algumas praças e
parques e etc.
      De acordo com Milano (1992), os espaços livres, as áreas verdes e
arborização urbana são conceitos bastante correlacionados. Os espaços livres são
áreas não edificadas para se transformarem em áreas verdes. Toda a área verde é
um espaço livre, não sendo verdadeira a recíproca. Um determinado espaço livre
poderá transformar-se em área verde se nele, por exemplo, for implantada uma
praça, ou poderá permanecer como tal se, ao contrário for construído um
estacionamento com superfície impermeabilizada. A arborização urbana, por sua
vez é um conjunto de áreas públicas e privadas com vegetação em estado natural
ou predominantemente arbórea, não quantificando como área verde.
      Segundo Lapoix (1979) os espaços abertos ou externos são os espaços não
construídos, que não se destinam à implantação de obras de infra-estruturas no
interior e nas proximidades dos setores reservados à construção. Por este conceito
bastante amplo nesta categoria de espaço podem ser incluídos os parques,
bosques, jardins, florestas naturais e áreas verdes, as superfícies cobertas por água,
praças e áreas destinadas à prática esportiva, as ruas, estradas, alamedas,
passeios e caminhos, sendo esses espaços públicos ou particulares, localizados
tanto na zona urbana como na zona rural.
11



      Segundo Oliveira (1996), áreas verdes são conceituadas como áreas
permeáveis (sinônimo de áreas livres) públicas ou não, com cobertura vegetal
predominantemente arbórea ou arbustiva (excluindo-se as árvores no leito das vias
públicas) que apresentem funções potenciais capazes de proporcionar um
microclima distinto no ambiente urbano em relação à luminosidade, temperatura,
além de outros parâmetros associados ao bem-estar humano (funções de lazer);
com o significado ecológico em termos de estabilidade geomorfológica e
amenização da poluição que suporte uma fauna urbana, principalmente aves,
insetos e fauna do solo (funções ecológicas); representando também elementos
esteticamente marcantes na paisagem (função estética); independentemente da
acessibilidade a grupos humanos ou da existência de estruturas culturais como
edificações, trilhas, iluminação elétrica, arruamento ou equipamentos afins; as
funções ecológicas, sociais e estéticas poderam redundar entre si ou em benefícios
financeiros (funções econômicas).
      Segundo Guzzo (1991), a falta de uma definição amplamente aceita sobre o
termo "áreas verdes" e as diferentes metodologias utilizadas para obtenção dos
índices, dificultam a comparação dos dados obtidos para diferentes cidades
brasileiras e destas com cidades estrangeiras.
      Através destes estudos, os índices encontrados expressam apenas uma
informação quantitativa geral, não diz como essas áreas verdes encontram-se no
momento ou como elas estão sendo utilizadas e nem como são distribuídas dentro
da cidade.
      Segundo a Organização das Nações Unidas - ONU, uma cidade para oferecer
o mínimo de qualidade de vida para seus habitantes, é necessário possuir 12 m² por
habitantes, índice esse que muitos autores discordam, mas que não será discutido
neste trabalho.


3.3 Expansão urbana

      Todas as cidades têm tendência para crescer, porque as funções urbanas por
elas exercidas exigem um número de pessoas cada vez maior. Este crescimento
realiza-se de duas formas: por acumulação ou por projeção para o exterior,
dependendo das épocas, do desenvolvimento técnico, financeiro e das relações que
se estabelecem entre as cidades e as áreas limítrofes. Inicialmente, é espontâneo e
12



anárquico, mas nos estados modernos é cada vez mais legislado. O tipo mais
simples de expansão urbana é o de aglutinação. No interior da cidade todo o espaço
é ocupado progressivamente e constrói-se também o mais próximo possível das
portas da cidade. A cidade expande-se, podendo resultar numa aglomeração tipo
linear, em forma de estrela ou em orla, tudo dependendo das direções que são
privilegiadas pela rede de comunicações e de transportes que as diferentes classes
sociais têm ao seu dispor. Posteriormente, criam-se vias de comunicações
transversais, que se tornam áreas de urbanização e aonde os terrenos agrícolas vão
sendo invadidos por construções urbanas.
      Digamos que a periferia de quase todas as cidades se expande como uma
mancha de óleo. Para lá dos espaços de construção contínua, nas aldeias, vilas ou
pequenas cidades, situadas junto de importantes vias de comunicação, aparecem
justapostas à habitação tradicional loteamentos mais ou menos compactos com
imóveis em altura, que mostram a expansão urbana em implantação sobre o tecido
rural e que ocorre de múltiplas formas.
      É a revolução industrial e o emprego que a cidade promove que faz crescer
as cidades de forma significativa. Desde então se tornou um fenômeno irreversível
e, pela primeira vez na História, nos países industrializados, a população urbana
ultrapassa a população rural. A evolução dos transportes contribuiu de forma
significativa para este fenômeno, especialmente o desenvolvimento dos transportes
urbanos. Estes possibilitaram aumentar a distância no percurso casa-trabalho,
levando à expansão das cidades para a periferia.
13



4 METODOLOGIA DA PESQUISA

4.1 TIPOS DE PESQUISA

         Essa pesquisa é de caráter explicativo, pois pretende identificar fatores que
contribuem para a expansão urbana e o desaparecimento das áreas verdes,
segundo Gil, 2008 uma pesquisa explicativa pretende identificar os fatores que
determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. É o tipo que mais
aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das
coisas. Por isso, é o tipo mais complexo e delicado.
         Essa pesquisa também é margitoriamente quantitativa, já que serão
quantificadas todas as áreas verdes e será obtido o índice de habitante por área
verde. Para Dias, 1999 a pesquisa quantitativa normalmente se mostra aprofundada
quando existe a possibilidade de medidas quantificáveis de variáveis e inferências a
partir de amostras de uma população.


4.2 LOCAL DA PESQUISA


         A pesquisa será realizada no município de Juazeiro do Norte que se localiza
na Região Metropolitana do Cariri, no sul do estado do Ceará, a 514 km da capital,
Fortaleza. Sua área é de 248, 558 km2, a uma altitude media de 377,3 metros com
longitude -39º 18’ 55’’ e latitude -07º 12’ 47’’. A população do município é estimada
em 249, 936 habitantes, que o torna o terceiro mais populoso do Ceará.


4.3 UNIVERSO DA AMOSTRA


         A pesquisa será realizada em todo município de juazeiro do norte, onde serão
incluídas todas as áreas verdes de médio e grande porte e serão excluídas as áreas
verdes de pequeno porte sem grande importância para a cidade de juazeiro do
norte.
4.4 COLETA DE DADOS


    O levantamento de dados para realização dessa pesquisa será feito na
         Secretaria de Meio Ambiente;
    Será realizada uma quantificação das áreas verdes;
14



    Onde será feito um levantamento de quais bairros estão com maior ou menor
      índice de áreas verdes por habitante.

4.5 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO


    Os critérios de inclusão são as áreas verdes de médio e grande porte que
      desempenha papel mais importante para a cidade;
    Os critérios de exclusão são as áreas verdes de pequeno porte e áreas
      particulares da cidade.

4.6 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DA PESQUISA

      Esta pesquisa está dentro dos parâmetros estabelecidos pela a lei de 196/96
do conselho nacional de saúde, que estabelece as diretrizes e normas
regulamentadoras de pesquisa envolvendo os seres humanos.
15



5 RESULTADOS ESPERADOS

    Com a quantificação das áreas verdes será possível ter um controle dos
      gastos para manutenção das mesmas;
    Que os gestores se conscientizem da importância dessas áreas para a
      comunidade;
    Que os gestores tenham mais atenção com a expansão urbana da cidade,
      uma vez que essa expansão irregular acaba por sufocar as áreas verdes
      da cidade;
    Uma maior atenção no monitoramento da qualidade das áreas verdes,
      pois essas são de grande importância para a qualidade do ar;
    Que possam ser criadas novas áreas verdes, dependendo do índice obtido
      de habitante por m2,
    Diante desses fatos que possa também ser criado um mapeamento
      destacando os locais das áreas verdes.
16



6 CRONOGRAMA

Atividades Jan   Fer   Mar   Abr       Mai       Jun
Escolha do
tema do                  X
pré- projeto
Pesquisa
bibliográfica                      X         X

Conclusão
do pré-                                      X
projeto
Entrega do
pré- projeto                                           X
17



                                REFERÊNCIAS



BARCELLOS, V. Os parques como espaços livres públicos de lazer. São Paulo:
FAU/USP, 1999. p. 53-68.


CARVALHO, Pompeu Figueiredo. Repensando as áreas verdes urbanas. Rio
Claro: UNESP, Território e Cidadania, 2003.


CAVALHEIRO, F. Urbanização e alterações ambientais. In: TAUK. S. M. Análise
ambiental – uma visão multidisciplinar. São Paulo: Ed. UNESP, 1991, p. 88-89.


Expansão urbana. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011,
[Consult. 2011-05-27]. Disponível na WWW:<URL: http:// infopedia.pt//$expansão-
urbana>. Acesso em: 02 de abril de 2011.


FEIBER, Silmara Dias. Áreas verdes urbanas imagem e uso – o caso do passeio
público de Curitiba-PR. R. RA’E GA, Curitiba: Editora UFPR, 2004, n. 8, p. 93-105.


GUZZO, P. Propostas para planejamento dos espaços livres de uso público do
conjunto habitacional Procópio Ferraz em Ribeirão Preto/SP. ( Monografia de
Graduação ) – Instituto de Biociências - Unesp, "Campus" de Rio Claro/SP. 1991.
140 p.


IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Coordenadas geográficas de
Juazeiro do Norte. Disponível em: <http//www.ibge.com.br>. Acesso em: 02 de
abril de 2011 as 18h45min.
18




ANEXOS
19




Anexo A: Parque das Timbaubas
20




Anexo B: Localização do Juazeiro no estado do Ceará

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Expansão Urbana e Áreas Verdes em Juazeiro

  • 1. INSTITUTO CENTRO DE ENSINO TECNOLÓGICO – CENTEC FACULDADE DE TECNOLOGIA CENTEC – FATEC CARIRI CURSO DE TECNOLOGIA EM SANEAMENTO AMBIENTAL ANTÔNIO SOARES BARROS A EXPANSÃO URBANA E AS ÁREAS VERDES DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE - CE JUAZEIRO DO NORTE-CE 2011
  • 2. ANTÔNIO SOARES BARROS A EXPANSÃO URBANA E AS ÁREAS VERDES DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE - CE Pré-projeto apresentado à professora Wilma Santana como requisito para obtenção de nota na disciplina de TCC 1 no 5º semestre do curso de Saneamento Ambiental da Faculdade de Tecnologia FATEC - Cariri. JUAZEIRO DO NORTE 2011
  • 3. AGRADECIMENTOS A Deus, que possibilitou a realização desse trabalho! Aos meus pais, em especial a minha mãe que, com sua sapiência, paciência e com suas orações abençoa meus caminhos e transmite força sempre, por isso minha gratidão ao amor dedicado! Ao Instituto CENTEC e a FACULDADE DE TECNOLOGIA por contribuir na minha caminhada! Aos meus colegas de aula na faculdade, pelos momentos compartilhados! A todos meus irmãos, em especial minha irmã Nilda Soares pelo apoio que me tem concedido! Aos meus colegas de faculdade, por compartilharmos momentos de descontração! A João Bosco, bibliotecário da FATEC - Cariri, pela disponibilidade em contribuir para desenvolvimento deste trabalho!
  • 4. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 4 2 OBJETIVOS ............................................................................................................. 6 2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................ 6 2.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS .............................................................................. 6 3 REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................... 7 3.1 Histórico ............................................................................................................. 7 3.2 Áreas Verdes ..................................................................................................... 9 3.3 Expansão urbana ............................................................................................. 11 4 METODOLOGIA DA PESQUISA ........................................................................... 13 4.1 TIPOS DE PESQUISA ..................................................................................... 13 4.2 LOCAL DA PESQUISA .................................................................................... 13 4.3 UNIVERSO DA AMOSTRA ............................................................................. 13 4.4 COLETA DE DADOS ....................................................................................... 13 4.5 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO .................................................... 14 4.6 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DA PESQUISA ............................................ 14 5 RESULTADOS ESPERADOS ................................................................................ 15 6 CRONOGRAMA ..................................................................................................... 16 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 17 ANEXOS ................................................................................................................... 18 Anexo A: Parque das Timbaubas .............................................................................. 19 Anexo B: Localização do Juazeiro no estado do Ceará ............................................ 20
  • 5. 4 1 INTRODUÇÃO O capitalismo é um modo de produção que faz com que as cidades cresçam de forma desordenada causando conurbações e acabem assim por sufocar as áreas verdes que inseriam o ambiente urbano. De acordo com carvalho (2003) o urbanismo no final do século XX, sob influência européia, busca algumas medidas no sentido de minimizar o problema com a implantação de passeios e jardins públicos, realizando ações mitigadoras a fim de colocar as áreas verdes como agentes responsáveis pelo resgate do bem-estar da população. As áreas verdes são muito importantes no sentido de valorizar seu papel funcional no metabolismo da cidade, atualmente o homem vem tentando reconstruir e reformar o meio ambiente natural fazendo com que essas intervenções sejam vistas como uma maneira de reencontrar o equilíbrio entre a natureza e ambiente urbano, que é garantido pela Constituição Federal que diz no caput do Artigo 225 que se inicia com uma declaração fundamental: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida. Com essa frase a Constituição define de forma clara e bem resumida o caráter coletivo dos bens e serviços ambientais e destaca-os como direito da sociedade, a ser defendido pelo poder publico e pela coletividade. As áreas verdes representam um recurso de grande apreço para a melhoria da qualidade ambiental, com suas diversas categorias, essas na maioria das vezes encontram se degradadas, com suas condições naturais quase completamente alteradas. Áreas verdes não é somente um espaço não construído, esses são simplesmente espaços livres, sendo assim não é necessário ser verde, áreas verdes urbanas é espaço não construído e devidamente protegido, onde predominam a vegetação, especialmente as arvores que fornecem benefícios ambientais, sócio-culturais e até mesmo econômicos para a cidade. Áreas verdes urbanas reduzem a temperatura e protegem o solo da impermeabilização, permitindo a infiltração das águas de chuva. O ar arborizado retém partículas solida pela absorção de poluentes gasosos, como o gás carbônico controlando a poluição atmosférica.
  • 6. 5 Alem da saúde física dos freqüentadores das áreas verdes se tornarem melhor com a prática de atividades físicas ao ar livre, a saúde mental também recebe benefícios, áreas livres arborizadas proporcionam fortalecimento dos laços comunitários, é o que diz pesquisa realizada no EUA. A ONU recomenda 12m2 desses espaços por habitante, este índice estabelecido pela Organização das Nações Unidas é o determinado para que haja equilíbrio entre a quantidade gás carbônico e oxigênio, mas se formos incluir todas as atividades antrópicas com combustão, este índice será elevado para 75m2 por habitante, para pesquisadores e pessoas em geral, um dos mais graves problemas tem sido a falta de áreas verdes em algumas cidades brasileiras, que acabem por gerar estresse diário, principalmente para pedestres e deficientes físicos, a falta de áreas verdes também contribui para a geração das chamadas ilhas de calor e provoca o aumento da temperatura. Portanto, a essência da concepção urbanística está exprimida em um traçado urbano que se tem por finalidade tornar compatível um agrupamento humano equilibrado, em propiciar vantagens comparadas as do campo para que as pessoas possam usufruir desta também na cidade e evitar a deficiências de ambos, sendo assim este estudo busca quantificar as áreas verdes da cidade de Juazeiro do Norte, realizando o calculo de áreas verdes por habitantes, uma vez que essas áreas exercem de alguma forma benefícios a população e ao meio ambiente, por isso existe uma grande necessidade de se conhecer essas áreas verdes, uma vez que, tendo o conhecimento das mesmas, torna possível a sua preservação e impedem as ocupações irregulares e evita outros problemas urbanos que prejudicam a qualidade ambiental e de vida da população que residem ou visita a cidade.
  • 7. 6 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Verificar a expansão urbana e quantificar as áreas verdes do município de juazeiro do norte. 2.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS Destacar a importância das áreas verdes no município de juazeiro do norte; Realizar um mapeamento de todas as áreas verdes da cidade de juazeiro do norte; Calcular o índice de áreas verdes por habitante na cidade de juazeiro do norte; Demonstrar a expansão urbana na cidade de juazeiro do norte e Analisar possibilidades locacionais e financeiras para a criação de novas áreas verdes, visando alcançar o índice de áreas verdes.
  • 8. 7 3 REVISÃO DE LITERATURA 3.1 Histórico No século XIX as cidades européias apresentaram um vertiginoso processo de crescimento e de aumento populacional. O fenômeno da urbanização foi conseqüência do processo de industrialização. Até então nenhuma sociedade poderia ser descrita como eminentemente urbana, pois a população se distribuía em maior numero no campo. (MARTINS JUNIOR, 2011) O processo de urbanização manifestou-se primeiro na Europa e nos EUA, com o surgimento das grandes cidades e das metrópoles em particular, baseado principalmente na industrialização e secundariamente no êxodo rural. No conjunto dos países dependentes a urbanização acentuou a partir da segunda metade do século XX, caracterizado pelo êxodo e paradoxalmente, pela insuficiência de oferta de empregos no setor industrial. Nestes países, o binômio desenvolvimento econômico tardio – urbanização tardia evidência o quanto o urbanismo é um fenômeno fortemente associado ao desenvolvimento econômico. O entendimento deste fenômeno talvez contribua para o conhecimento das causas da crise urbana atual e para o aperfeiçoamento das técnicas urbanísticas, objetivando a busca de solução dos inúmeros problemas relacionados ao meio urbano. (MARTINS JUNIOR, 2001) Traçando um paralelo da evolução urbana nos países ricos com a dos países dependentes, verificamos que as metrópoles dos países europeus no século XIX, no primeiro período após o advento da Revolução Industrial – denominado a Grande Expansão – enfrentaram crises no desenvolvimento urbano. Embora as características dos problemas sejam histórica e socialmente diferentes, eles se manifestam atualmente nos grandes centros urbanos dos países pertencentes ao denominado terceiro mundo. (MARTINS JUNIOR, 2001) Na opinião de Mendonça (1995), a urbanização dos países dependentes caracteriza-se por ser acelerada, desordenada e espontânea, sem planejamento. Nas cidades destes países observam-se elevados níveis de degradação ambiental e todos os tipos de problemas relacionados ao “inchaço” populacional (violência urbana, desemprego e as mais variadas formas de manifestação da marginalidade e da exclusão social).
  • 9. 8 O urbanismo se praticava então, exclusivamente, em alguns pontos da aglomeração e em espaços privilegiados da cidade. Segundo Mukai (1988) urbanismo é definido como a ciência que se preocupa com a sistematização e desenvolvimento da cidade buscando determinar a melhor posição das ruas, dos edifícios e obras públicas, de habitação privada, de modo que a população possa gozar de uma situação sã, cômoda e estimada. A concepção de urbanismo se restringia aos limites da cidade, posto que as aglomerações humanas fossem insignificantes e a maioria da população distribuía- se nos campos. Com a industrialização e o surgimento do fenômeno da metropolização e da megapolização, este conceito foi superado. O marco divisor conceitual do urbanismo moderno para Mukai (1988) e Guzzo (1991) pode ser encontrado na obra de Howard, que ao formular o conceito de Cidade – Jardim, quebrou a dicotomia entre o urbano e o rural, elaborando um plano urbanístico que se propôs a conciliar as vertentes sociais e econômicas da cidade com a disponibilidade de recursos naturais do campo. A essência da concepção urbanística de Howard está expressa num traçado urbano que se preocupa em configurar um agrupamento humano equilibrado, em condições de propiciar o usufruto das vantagens do campo e da cidade e de evitar as deficiências de ambos. Os diagramas elaborados pelo urbanista citado mostram um modelo em asterisco ou circular - concêntrico de cidade dividida em seis setores, por seis bulevares (avenidas largas e arborizadas), que se irradiam num parque central e se estendem até o perímetro externo, constituído por um eixo viário que, após envolver a cidade, faz a ligação com o meio rural, tendo as suas diretrizes de crescimento e expansão urbanas baseados nos princípios da inter-relação harmônica campo- cidade. Ao articular a funcionalidade com a estética, a obra do urbanista Howard representou uma perspectiva de evolução conceitual do urbanismo que segundo Mukai (1988) é uma disciplina que se preocupa apenas com o desenvolvimento de técnicas e conhecimentos relacionados à construção, reforma e extensão das cidades, para projetos de estruturação regionais e planos de ordenação do território de um país. O urbanismo e a urbanização no Brasil tiveram um relativo salto evolutivo principalmente no século XIX e século XX, onde está relacionada diretamente á
  • 10. 9 expressão industrialização x urbanização, que foi neste período que criaram as nossas cidades atuais, compostas como as demais, mundo afora, de espaços construídos e espaços não construídos, fruto do modelo de desenvolvimento econômico vigente. (SANTIAGO; MEDEIROS, 2002, p. 45-48) A revolução de 1930 representou a inserção do Estado no esforço da industrialização nacional. Conseqüentemente, data também desta época as medidas mais significativas da política de urbanização no país. No entanto, estes reflexos foram tímidos porque, mesmo sendo poucos os Planos Diretores implantados, no Brasil as cidades maiores fundadas mediante um plano urbano são apenas Belo Horizonte, Maringá, Marília, Londrina, Brasília, Palmas e Goiânia. (RIBEIRO, 2004). Segundo Carvalho (2003) o urbanismo no final do século XIX, sob influência européia, busca algumas medidas no sentido de abrandar o problema com a implantação de passeios e jardins públicos. A composição física de uma cidade é um processo histórico e tende a mudanças substanciais e que de acordo com Leite (1992) cada momento histórico tem uma paisagem, reflexo da relação circunstancial entre o homem e a natureza e que pode ser vista como a ordenação do ambiente, de acordo com uma imagem ideal. 3.2 Áreas Verdes Para se ter uma primeira análise, pode-se dividir os espaços que constituem a cidade em dois grandes grupos: espaços construídos e espaços livres de construção, que são aqueles elementos que definem a primária e essencial estrutura configuracional das cidades. Os espaços construídos podem ser descrito como sendo as edificações desenvolvidas pela sociedade, que de tal modo visa à moradia, trabalho, lazer e religião. Por outro lado os espaços livres de construção são aqueles espaços livres que não possuem construção para atividades humanas. (SANTIAGO; MEDEIROS, 2002, p. 45-48). De acordo com Macedo e Sakata (2003) esses espaços livres de construção podem ser divididos em privados e públicos. Sendo os privados os clubes associativos, parques, jardins, reservas verdes, áreas livres de edificações nos lotes,
  • 11. 10 quintais, terrenos baldios, e que constituem importante elemento morfológico para a saúde ambiental urbana. E tendo os públicos às ruas, praças, bosques, jardins, áreas de circulação em geral, parques, “áreas verdes”, hortos florestais, áreas de preservação. Para Santiago e Medeiros (2002, p. 45-48) a função e os valores que as áreas verdes desempenham no meio urbano, podem ser agrupados em três conjuntos, sendo eles os valores visuais ou paisagísticos, valores recreativos e valores ambientais. Já para Feiber (2004) o uso das áreas verdes além de propiciar, por meio do acesso aos parques públicos, o lazer da população é responsável por amenizar os efeitos causados pela intensa densificação dos ambientes urbanos. A massa construída provoca impactos no microclima das regiões que poderão ser amenizados pela presença da vegetação. Macedo (2003) diz que espaço verde ou área verde é toda área urbana ou porção do território ocupado por qualquer tipo de vegetação e que tenha um valor social, tendo como áreas: bosques, campos, matas, jardins, algumas praças e parques e etc. De acordo com Milano (1992), os espaços livres, as áreas verdes e arborização urbana são conceitos bastante correlacionados. Os espaços livres são áreas não edificadas para se transformarem em áreas verdes. Toda a área verde é um espaço livre, não sendo verdadeira a recíproca. Um determinado espaço livre poderá transformar-se em área verde se nele, por exemplo, for implantada uma praça, ou poderá permanecer como tal se, ao contrário for construído um estacionamento com superfície impermeabilizada. A arborização urbana, por sua vez é um conjunto de áreas públicas e privadas com vegetação em estado natural ou predominantemente arbórea, não quantificando como área verde. Segundo Lapoix (1979) os espaços abertos ou externos são os espaços não construídos, que não se destinam à implantação de obras de infra-estruturas no interior e nas proximidades dos setores reservados à construção. Por este conceito bastante amplo nesta categoria de espaço podem ser incluídos os parques, bosques, jardins, florestas naturais e áreas verdes, as superfícies cobertas por água, praças e áreas destinadas à prática esportiva, as ruas, estradas, alamedas, passeios e caminhos, sendo esses espaços públicos ou particulares, localizados tanto na zona urbana como na zona rural.
  • 12. 11 Segundo Oliveira (1996), áreas verdes são conceituadas como áreas permeáveis (sinônimo de áreas livres) públicas ou não, com cobertura vegetal predominantemente arbórea ou arbustiva (excluindo-se as árvores no leito das vias públicas) que apresentem funções potenciais capazes de proporcionar um microclima distinto no ambiente urbano em relação à luminosidade, temperatura, além de outros parâmetros associados ao bem-estar humano (funções de lazer); com o significado ecológico em termos de estabilidade geomorfológica e amenização da poluição que suporte uma fauna urbana, principalmente aves, insetos e fauna do solo (funções ecológicas); representando também elementos esteticamente marcantes na paisagem (função estética); independentemente da acessibilidade a grupos humanos ou da existência de estruturas culturais como edificações, trilhas, iluminação elétrica, arruamento ou equipamentos afins; as funções ecológicas, sociais e estéticas poderam redundar entre si ou em benefícios financeiros (funções econômicas). Segundo Guzzo (1991), a falta de uma definição amplamente aceita sobre o termo "áreas verdes" e as diferentes metodologias utilizadas para obtenção dos índices, dificultam a comparação dos dados obtidos para diferentes cidades brasileiras e destas com cidades estrangeiras. Através destes estudos, os índices encontrados expressam apenas uma informação quantitativa geral, não diz como essas áreas verdes encontram-se no momento ou como elas estão sendo utilizadas e nem como são distribuídas dentro da cidade. Segundo a Organização das Nações Unidas - ONU, uma cidade para oferecer o mínimo de qualidade de vida para seus habitantes, é necessário possuir 12 m² por habitantes, índice esse que muitos autores discordam, mas que não será discutido neste trabalho. 3.3 Expansão urbana Todas as cidades têm tendência para crescer, porque as funções urbanas por elas exercidas exigem um número de pessoas cada vez maior. Este crescimento realiza-se de duas formas: por acumulação ou por projeção para o exterior, dependendo das épocas, do desenvolvimento técnico, financeiro e das relações que se estabelecem entre as cidades e as áreas limítrofes. Inicialmente, é espontâneo e
  • 13. 12 anárquico, mas nos estados modernos é cada vez mais legislado. O tipo mais simples de expansão urbana é o de aglutinação. No interior da cidade todo o espaço é ocupado progressivamente e constrói-se também o mais próximo possível das portas da cidade. A cidade expande-se, podendo resultar numa aglomeração tipo linear, em forma de estrela ou em orla, tudo dependendo das direções que são privilegiadas pela rede de comunicações e de transportes que as diferentes classes sociais têm ao seu dispor. Posteriormente, criam-se vias de comunicações transversais, que se tornam áreas de urbanização e aonde os terrenos agrícolas vão sendo invadidos por construções urbanas. Digamos que a periferia de quase todas as cidades se expande como uma mancha de óleo. Para lá dos espaços de construção contínua, nas aldeias, vilas ou pequenas cidades, situadas junto de importantes vias de comunicação, aparecem justapostas à habitação tradicional loteamentos mais ou menos compactos com imóveis em altura, que mostram a expansão urbana em implantação sobre o tecido rural e que ocorre de múltiplas formas. É a revolução industrial e o emprego que a cidade promove que faz crescer as cidades de forma significativa. Desde então se tornou um fenômeno irreversível e, pela primeira vez na História, nos países industrializados, a população urbana ultrapassa a população rural. A evolução dos transportes contribuiu de forma significativa para este fenômeno, especialmente o desenvolvimento dos transportes urbanos. Estes possibilitaram aumentar a distância no percurso casa-trabalho, levando à expansão das cidades para a periferia.
  • 14. 13 4 METODOLOGIA DA PESQUISA 4.1 TIPOS DE PESQUISA Essa pesquisa é de caráter explicativo, pois pretende identificar fatores que contribuem para a expansão urbana e o desaparecimento das áreas verdes, segundo Gil, 2008 uma pesquisa explicativa pretende identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. É o tipo que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas. Por isso, é o tipo mais complexo e delicado. Essa pesquisa também é margitoriamente quantitativa, já que serão quantificadas todas as áreas verdes e será obtido o índice de habitante por área verde. Para Dias, 1999 a pesquisa quantitativa normalmente se mostra aprofundada quando existe a possibilidade de medidas quantificáveis de variáveis e inferências a partir de amostras de uma população. 4.2 LOCAL DA PESQUISA A pesquisa será realizada no município de Juazeiro do Norte que se localiza na Região Metropolitana do Cariri, no sul do estado do Ceará, a 514 km da capital, Fortaleza. Sua área é de 248, 558 km2, a uma altitude media de 377,3 metros com longitude -39º 18’ 55’’ e latitude -07º 12’ 47’’. A população do município é estimada em 249, 936 habitantes, que o torna o terceiro mais populoso do Ceará. 4.3 UNIVERSO DA AMOSTRA A pesquisa será realizada em todo município de juazeiro do norte, onde serão incluídas todas as áreas verdes de médio e grande porte e serão excluídas as áreas verdes de pequeno porte sem grande importância para a cidade de juazeiro do norte. 4.4 COLETA DE DADOS  O levantamento de dados para realização dessa pesquisa será feito na Secretaria de Meio Ambiente;  Será realizada uma quantificação das áreas verdes;
  • 15. 14  Onde será feito um levantamento de quais bairros estão com maior ou menor índice de áreas verdes por habitante. 4.5 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO  Os critérios de inclusão são as áreas verdes de médio e grande porte que desempenha papel mais importante para a cidade;  Os critérios de exclusão são as áreas verdes de pequeno porte e áreas particulares da cidade. 4.6 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DA PESQUISA Esta pesquisa está dentro dos parâmetros estabelecidos pela a lei de 196/96 do conselho nacional de saúde, que estabelece as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo os seres humanos.
  • 16. 15 5 RESULTADOS ESPERADOS  Com a quantificação das áreas verdes será possível ter um controle dos gastos para manutenção das mesmas;  Que os gestores se conscientizem da importância dessas áreas para a comunidade;  Que os gestores tenham mais atenção com a expansão urbana da cidade, uma vez que essa expansão irregular acaba por sufocar as áreas verdes da cidade;  Uma maior atenção no monitoramento da qualidade das áreas verdes, pois essas são de grande importância para a qualidade do ar;  Que possam ser criadas novas áreas verdes, dependendo do índice obtido de habitante por m2,  Diante desses fatos que possa também ser criado um mapeamento destacando os locais das áreas verdes.
  • 17. 16 6 CRONOGRAMA Atividades Jan Fer Mar Abr Mai Jun Escolha do tema do X pré- projeto Pesquisa bibliográfica X X Conclusão do pré- X projeto Entrega do pré- projeto X
  • 18. 17 REFERÊNCIAS BARCELLOS, V. Os parques como espaços livres públicos de lazer. São Paulo: FAU/USP, 1999. p. 53-68. CARVALHO, Pompeu Figueiredo. Repensando as áreas verdes urbanas. Rio Claro: UNESP, Território e Cidadania, 2003. CAVALHEIRO, F. Urbanização e alterações ambientais. In: TAUK. S. M. Análise ambiental – uma visão multidisciplinar. São Paulo: Ed. UNESP, 1991, p. 88-89. Expansão urbana. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011, [Consult. 2011-05-27]. Disponível na WWW:<URL: http:// infopedia.pt//$expansão- urbana>. Acesso em: 02 de abril de 2011. FEIBER, Silmara Dias. Áreas verdes urbanas imagem e uso – o caso do passeio público de Curitiba-PR. R. RA’E GA, Curitiba: Editora UFPR, 2004, n. 8, p. 93-105. GUZZO, P. Propostas para planejamento dos espaços livres de uso público do conjunto habitacional Procópio Ferraz em Ribeirão Preto/SP. ( Monografia de Graduação ) – Instituto de Biociências - Unesp, "Campus" de Rio Claro/SP. 1991. 140 p. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Coordenadas geográficas de Juazeiro do Norte. Disponível em: <http//www.ibge.com.br>. Acesso em: 02 de abril de 2011 as 18h45min.
  • 20. 19 Anexo A: Parque das Timbaubas
  • 21. 20 Anexo B: Localização do Juazeiro no estado do Ceará