Sexualidade

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Sexualidade

  1. 1. Nota sobre a Educação da Sexualidade
  2. 2. A Sexualidade é um dos núcleos estruturantes e essenciais da personalidade humana, que não se reduz a alguns momentos e comportamentos, mas é um complexo que se integra no pleno e global desenvolvimento da pessoa.
  3. 3. <ul><li>A Sexualidade tem uma dimensão psicológica , que se exprime : </li></ul><ul><li>Em emoções e sentimentos, </li></ul><ul><li>Na evolução com a maturidade e a experiência, </li></ul><ul><li>Na influência sobre o auto-estima, </li></ul><ul><li>Na variedade das suas expressões afectivas, </li></ul><ul><li>No sentido em que proporciona segurança e comunicabilidade interpessoal. </li></ul>
  4. 4. A Sexualidade tem uma dimensão social , uma vez que os encontros e desencontros de uma relação contribuem para amadurecer, em cada homem ou mulher, dinamismos de doação, de entrega, de abertura aos outros e ao mundo.
  5. 5. O homem é criado à imagem e semelhança de Deus, e o próprio Deus é amor . A vocação ao amor é aquilo que faz do homem a autêntica imagem de Deus.
  6. 6. O homem torna-se semelhante a Deus na medida em que se torna alguém que ama
  7. 7. Entender-se como pessoa humana criada por amor e com a missão de amar é a premissa essencial para alguém atingir a plenitude da realização humana .
  8. 8. A Sexualidade humana tem uma ligação profunda com o amor e só nele encontra o seu verdadeiro sentido.
  9. 9. O ser humano é homem e mulher... Sexualmente diferenciados e complementam-se numa relação de amor .
  10. 10. Na referência a Deus , o homem e a mulher encontram o modelo da comunhão perene, ideal sempre a atingir a partir da vivência quotidiana da sua relação.
  11. 11. A educação da Sexualidade não se resume a informação sobre os mecanismos corporais e reprodutores .
  12. 12. A Sexualidade não se reduz à dimensão física com vista à prevenção contra: <ul><li>o contágio de doenças sexualmente transmissíveis </li></ul><ul><li>o surgimento de gravidezes indesejadas . </li></ul>
  13. 13. Separar a dimensão do amor, do compromisso e dos valores é deturpar o sentido da Sexualidade . Abre-se caminho à vivência da liberdade sem responsabilidade, pela ausência de critérios éticos, e à aceitação, por igual, de múltiplas manifestações da Sexualidade.
  14. 14. A Sexualidade deve ser orientada, elevada e integrada pelo amor , o único que a torna verdadeiramente humana. A educação da Sexualidade deve inserir-se no processo global e contínuo da formação da pessoa.  
  15. 15. A família é a primeira comunidade responsável pela educação dos filhos. Os pais têm o direito e o dever de educar os filhos.
  16. 16. Os pais são o primeiro modelo dos filhos, educando-os através do seu comportamento e atitudes e do clima familiar que existe em suas casas.
  17. 17. Os pais devem saber: <ul><li>Preparar-se adequadamente; </li></ul><ul><li>Dialogar com simplicidade e abertura; </li></ul><ul><li>Esclarecer e Orientar ; </li></ul><ul><li>Testemunhar valores; </li></ul><ul><li>Viver com equilíbrio e sentido; </li></ul><ul><li>Lutar por manter a fidelidade; </li></ul><ul><li>Comprometer-se matrimonialmente; </li></ul><ul><li>Assumir a educação dos filhos. </li></ul>
  18. 18. A escola é subsidiária da família e compete à família decidir as orientações educativas básicas que deseja para os seus filhos , decorrentes dos seus valores, crenças e quadro cultural. Do dever de escolher a educação adequada para os seus filhos, decorre, para a família, o direito de cooperar no planeamento da educação da Sexualidade na escola...
  19. 19. Tarefa do Estado : <ul><li>« defender os direitos e deveres educativos dos pais e apoiar as instituições que os completem na responsabilidade da educação»; </li></ul><ul><li>« completar a tarefa e missão educativa dos pais, sem , todavia, contrariar os seus legítimos e justificados desejos». </li></ul>
  20. 20. Aos educadores requer-se: Competências científicas Competências pedagógicas Maturidade afectiva Maturidade humana Fidelidade aos Valores Só assim, poderão merecer a indispensável confiança por parte das famílias .
  21. 21. <ul><li>A integração da educação da Sexualidade na organização curricular deve garantir: </li></ul><ul><li>A qualidade formativa dos docentes, </li></ul><ul><li>A colaboração de organizações exteriores, </li></ul><ul><li>A divulgação antecipada dos projectos, </li></ul><ul><li>A clarificação das perspectivas, </li></ul><ul><li>O direito de opção das famílias, </li></ul><ul><li>A dignidade de tratamento. </li></ul>
  22. 22. Contribuir para a educação da Sexualidade das crianças, dos adolescentes e dos jovens é uma Responsabilidade de todos os cidadãos. Apelamos à participação de todos os cristãos: famílias, educadores e jovens.
  23. 23. « Continuai , pois, sem vos deixardes desencorajar pelas dificuldades que encontrais (…) Hoje, um obstáculo particularmente insidioso na obra educativa é constituído pela presença massiva na nossa sociedade e cultura, daquele relativismo que, ao não reconhecer nada como definitivo , tem como última medida apenas o próprio eu com os seus apetites , e, sob a aparência de liberdade , torna-se para cada um uma verdadeira prisão .» Papa Bento XVI
  24. 24. «Não é possível, assim, uma verdadeira educação: sem a luz da verdade, mais cedo ou mais tarde, cada pessoa é condenada a duvidar da bondade da sua própria vida e das relações que a constituem, da validade do seu empenho em construir com os outros qualquer coisa em comum » Papa Bento XVI

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