Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais PROJETO EFEITO COLATERAL REDUÇÃO DE DANOS, SAÚDE E E CIDADANIA Juiz de Fora/M...
“ As drogas, mesmo o crack, são produtos químicos sem alma: não falam, não pensam e não simbolizam.  Isto é coisa de human...
Constituição da República Federativa do Brasil de  1988 , estabelece no artigo 196:  “A saúde é direito de todos e dever d...
PRINCÍPIOS DO SUS: saúde como direito e garantia de acesso Universalidade  – acolhimento e acesso para todos - exig ê ncia...
Produção de barreiras de acesso e baixa resposta de cuidado em saúde <ul><li>Ilicitude/licitude das drogas  - criminalizaç...
<ul><li>Legalidade X Ilegalidade    ‘FALAR SOBRE’ # BARREIRA DE ACESSO </li></ul><ul><li>Cidadania # Culpabilização </li>...
<ul><li>Uso de drogas como sintoma social </li></ul><ul><li>Fenômeno complexo e multifatorial  </li></ul><ul><li>PRAZER & ...
<ul><li>PROTAGONISMO  </li></ul><ul><li>AUTONOMIA; EMPODERAMENTO; INCLUS ÃO SOCIAL </li></ul><ul><li>ACESSO E VÍNCULO </li...
<ul><li>NÃO EXIGE ABSTINÊNCIA COMO CONDIÇÃO AO ACESSO E ATENÇÃO INTEGRAL NO ÂMBITO DO SUS  </li></ul><ul><li>Entende que n...
<ul><li>1 - Campo:  </li></ul><ul><li>Acesso aos UDI (PRD), articulação e apoio à  organização  do movimento social, ações...
<ul><li>(1) COMO  PARADIGMA E FORMA DE PENSAR  SOBRE DROGAS  </li></ul><ul><li>(2) COMO UM  CONCEITO POLISSÊMICO  </li></u...
PRODUTO SUJEITO CONTEXTO Uso de drogas como sintoma social Questionar causalidade
<ul><li>Invisibilidade do uso de álcool e outras drogas: boa parte dos usuários não revelam que usam e os profissionais nã...
<ul><li>Dificuldade das equipes sobre a capacidade do usuário manter seus projetos de vida </li></ul><ul><li>Dificuldade d...
<ul><li>Direito ao tratamento </li></ul><ul><li>Redução da lacuna assistencial </li></ul><ul><li>Respeito aos Direitos Hum...
Saúde Mental - Implantação de outros Dispositivos de Cuidado <ul><li>CAPSad 24hs </li></ul><ul><li>Consultórios de rua (35...
<ul><li>Considerando perfil de epidemia concentrada - ações de RD aos segmentos mais vulneráveis às infecções </li></ul><u...
Ações Intersetoriais <ul><li>LEGISLATIVO  </li></ul><ul><li>- Frente parlamentar para acompanhamento dos projetos de lei r...
DESAFIOS  <ul><li>Ampliar o acesso aos serviços e as ofertas de cuidado </li></ul><ul><li>Qualificar a rede de atenção  pa...
<ul><li>Superar as dificuldades de acesso para internação de casos graves </li></ul><ul><li>Qualificar as abordagens das s...
<ul><li>Superar conflito de concepção de trabalho (diferentes lógicas) e aplicar m odelo de atenção mais coerente com os p...
Perspectivas  <ul><li>Expansão e diversificação de ações de atenção à saúde (incluindo estratégias de RD) mais sistemática...
Inserção de ações de RD nos Planos de  Enfrentamento da Epidemia de Aids
Produção de material de RD
Publicações – Hepatites Virais
<ul><li>ideal@/  possível  @/real  </li></ul><ul><li>salvar@/  aposta  @/cuidar </li></ul><ul><li>a bstinência@/  moviment...
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  • 17/10/10
  • 17/10/10
  • Márcia colombo

    1. 1. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais PROJETO EFEITO COLATERAL REDUÇÃO DE DANOS, SAÚDE E E CIDADANIA Juiz de Fora/MG 16 e 17 de novembro de 2010 Márcia Colombo
    2. 2. “ As drogas, mesmo o crack, são produtos químicos sem alma: não falam, não pensam e não simbolizam. Isto é coisa de humanos. Drogas, isto não me interessa. Meu interesse é pelos humanos e suas vicissitudes” (Antônio Nery Filho)
    3. 3. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 , estabelece no artigo 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e outros agravos e ao acesso universal e igualitário à ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” Sistema Único de Saúde- SUS
    4. 4. PRINCÍPIOS DO SUS: saúde como direito e garantia de acesso Universalidade – acolhimento e acesso para todos - exig ê ncia da abstin ê ncia como produtora de barreira de acesso Integralidade - para cada pessoa como um todo; aten çã o integral; articula çã o da rede de aten çã o (ESF, SM, DST/Aids, HV e TB) Eqüidade – oferta diferente para garantir direitos iguais; ofertas diversificadas e individualizadas Descentralização – município; no “cotidiano”; horizontais e n ã o prescritivas Participação – PROTAGONISMO garantia da participação das pessoas que usam drogas no planejamento e desenvolvimento das ações
    5. 5. Produção de barreiras de acesso e baixa resposta de cuidado em saúde <ul><li>Ilicitude/licitude das drogas - criminalização do usuário </li></ul><ul><li>Práticas do trabalhador de saúde submetidas à moralidade e senso comum </li></ul><ul><li>Estigma, preconceito, marginalização e discriminação </li></ul><ul><li>Respostas imediatistas e impensadas (“a fissura do cuidador; panico social) </li></ul><ul><li>Rede de saúde que desconhece o perfil do UD </li></ul><ul><li>Exigência direta e imediata da abstinência de drogas </li></ul><ul><li>Aumento de riscos, danos e agravos à saúde  INVISIBILIDADE </li></ul>
    6. 6. <ul><li>Legalidade X Ilegalidade  ‘FALAR SOBRE’ # BARREIRA DE ACESSO </li></ul><ul><li>Cidadania # Culpabilização </li></ul><ul><li>Singularidade # mandatos sociais ou senso comum </li></ul><ul><li>Efetividade/relação custo-benefício das ações # abstinência a qualquer preço </li></ul><ul><li>Protagonismo # ato prescritivo </li></ul><ul><li>Ética # Moral </li></ul><ul><li>A SAÚDE faz saúde # A JUSTIÇA julga e condena </li></ul><ul><li>Prevenção, promoção de saúde e qualidade de vida # MORTE ANUNCIADA </li></ul>REDUÇÃO DE DANOS # POLÍTICA DE NEGAÇÃO
    7. 7. <ul><li>Uso de drogas como sintoma social </li></ul><ul><li>Fenômeno complexo e multifatorial </li></ul><ul><li>PRAZER & DESPRAZER VIVIDOS AO MESMO TEMPO </li></ul><ul><li>Existe sociedade livre das drogas? </li></ul><ul><li>ETICA NA ATENÇÃO - recusa “ser contra ou a favor” </li></ul><ul><li>Ações construídas de ‘baixo para cima’ e horizontalmente </li></ul><ul><li>Pragmatismo e factibilidade </li></ul>REDUÇÃO DE DANOS
    8. 8. <ul><li>PROTAGONISMO </li></ul><ul><li>AUTONOMIA; EMPODERAMENTO; INCLUS ÃO SOCIAL </li></ul><ul><li>ACESSO E VÍNCULO </li></ul><ul><li>AÇÕES EM REDE; ACOLHIMENTO; DESCENTRALIZAÇÃO </li></ul><ul><li>PRODUÇÃO E PROMOÇÃO DE VIDA E SAÚDE </li></ul><ul><li>PREVENIR O QUE, PARA QUEM, COM QUEM? </li></ul>REDUÇÃO DE DANOS
    9. 9. <ul><li>NÃO EXIGE ABSTINÊNCIA COMO CONDIÇÃO AO ACESSO E ATENÇÃO INTEGRAL NO ÂMBITO DO SUS </li></ul><ul><li>Entende que na sociedade existem diferentes tipos de drogas, com deferentes formas de consumo e diferentes riscos associados </li></ul><ul><li>Visa diminuir sofrimento, evitar agravos e prevenir danos </li></ul><ul><li>Criar novos instrumentos e tecnologias de intervenção a partir das vivencias </li></ul>REDUÇÃO DE DANOS
    10. 10. <ul><li>1 - Campo: </li></ul><ul><li>Acesso aos UDI (PRD), articulação e apoio à organização do movimento social, ações de advocacy, formação de RH em RD, produção de materiais e pesquisas </li></ul><ul><li>2 – Rede de serviços: </li></ul><ul><li>Capacitação de profissionais de serviços de dst/aids , saúde mental, atenção básica; integração de agendas , ampliação da estratégia de RD para outras drogas e formas de uso (crack) </li></ul><ul><li>3 - Planos de enfrentamento da epidemia (vulnerabilidades; transversalidade); PEAD e Plano integrado para enfrentamento do Crack - novos dispositivos de cuidado em construção que incluem a RD; intersetorialidade </li></ul>Histórico da RD – 3 momentos
    11. 11. <ul><li>(1) COMO PARADIGMA E FORMA DE PENSAR SOBRE DROGAS </li></ul><ul><li>(2) COMO UM CONCEITO POLISSÊMICO </li></ul><ul><li>(3) COMO PRÁTICA DE INTERVENÇÃO VINCULAR – METODOLOGIA ( methodos , caminho) – INTERVENÇÃO – TRATAMENTO – TECNOLOGIA LEVE DE CUIDADO </li></ul><ul><li>(4) COMO ESTRATÉGIA NO ESTABELECIMENTO DE POLÍTICAS </li></ul><ul><li>(5) VIA DE ACESSO A DIREITOS E DEFESA DA CIDADANIA </li></ul><ul><li>(6) COMO DIRETRIZ DE TRABALHO – AMPLIAÇÃO DO CARDAPIO DA ATENÇÃO E CUIDADO; CAPILARIZAÇÃO DAS AÇOES DE RD </li></ul>Transição Conceitual - possibilidades
    12. 12. PRODUTO SUJEITO CONTEXTO Uso de drogas como sintoma social Questionar causalidade
    13. 13. <ul><li>Invisibilidade do uso de álcool e outras drogas: boa parte dos usuários não revelam que usam e os profissionais não se sentem seguros para abordar </li></ul><ul><li>Acesso restrito das equipes locais à informações e capacitação sobre drogas e RD </li></ul><ul><li>Dificuldade de realizar as ações de RD na rotina dos serviços para as diversas formas e contextos de uso ou de atuar no campo </li></ul><ul><li>Baixa eficácia na abordagem terapêutica relacionada ao crack, institucionalização, violência e alta mortalidade </li></ul>Rede de Serviços
    14. 14. <ul><li>Dificuldade das equipes sobre a capacidade do usuário manter seus projetos de vida </li></ul><ul><li>Dificuldade de adesão ao tratamento ARV, principalmente entre usuários de crack </li></ul><ul><li>Dificuldade das equipes em apostar nos usuários e na comunidade como produtores de conhecimento e transformação </li></ul><ul><li>Baixo protagonismo de usuários e pouca articulação entre movimento social no âmbito dos serviços </li></ul>Rede de Serviços
    15. 15. <ul><li>Direito ao tratamento </li></ul><ul><li>Redução da lacuna assistencial </li></ul><ul><li>Respeito aos Direitos Humanos e promoção da inclusão social </li></ul><ul><li>Tratamento de eficácia comprovada </li></ul><ul><li>Priorização de crianças e adolescentes </li></ul><ul><li>Combate ao estigma </li></ul><ul><li>Intervir nos determinantes sociais de vulnerabilidade </li></ul><ul><li>Ampliar as estratégias de Redução de danos </li></ul><ul><li>Rede e território </li></ul><ul><li>Intersetorialidade </li></ul><ul><li>Educação em saúde e informação </li></ul>Diretrizes
    16. 16. Saúde Mental - Implantação de outros Dispositivos de Cuidado <ul><li>CAPSad 24hs </li></ul><ul><li>Consultórios de rua (35) </li></ul><ul><li>Escola de Redutores de Danos (13) </li></ul><ul><li>Casas de Acolhimento Transitório </li></ul><ul><li>Pontos de Acolhimento </li></ul><ul><li>PET – Programa de Educação para o Trabalho </li></ul>
    17. 17. <ul><li>Considerando perfil de epidemia concentrada - ações de RD aos segmentos mais vulneráveis às infecções </li></ul><ul><li>Inserção nos Planos de Enfrentamento da Epidemia </li></ul><ul><li>Edital Integrado de RD (Aids, HV e Saúde Mental) </li></ul><ul><li>Elaboração de materiais instrucionais específicos </li></ul><ul><li>Ampliação de diagnóstico rápido para HIV </li></ul><ul><li>Ampliação de vacinação para Hepatite B </li></ul><ul><li>Qualificação dos serviços de referência para as PVHA considerando o uso de álcool e outras drogas – RD em SAE </li></ul><ul><li>PSE/SPE </li></ul>DST/Aids/HV - Ações importantes
    18. 18. Ações Intersetoriais <ul><li>LEGISLATIVO </li></ul><ul><li>- Frente parlamentar para acompanhamento dos projetos de lei relacionados às Drogas , Aids e Direitos Humans </li></ul><ul><li>- Eventos sobre Drogas, RD, Legislação e Intersetorialidade para visibilidade, ampliar percepções e apoio político </li></ul><ul><li>MINISTÉRIO da EDUCAÇÃO – inserção no programa interministerial SPE- Saúde e Prevenção nas Escolas </li></ul><ul><li>MINISTÉRIO DA JUSTIÇA </li></ul><ul><li>- Consultas Regional e Nacional no Sistema Penitenciário </li></ul><ul><li>- Prevenção e Assistência às DST/Aids/HV no sistema prisional </li></ul><ul><li>SENAD – Secretaria Nacional sobre Drogas - articulação política </li></ul><ul><li>Sociedade civil organizada </li></ul>
    19. 19. DESAFIOS <ul><li>Ampliar o acesso aos serviços e as ofertas de cuidado </li></ul><ul><li>Qualificar a rede de atenção para ações de redução de danos </li></ul><ul><li>Construir respostas compartilhadas e integradas, intersetorialmente </li></ul><ul><li>Conjugar esforços para promoção dos direitos humanos e inclusão social </li></ul><ul><li>Sistematizar conhecimento sobre uso de álcool e outras drogas e definir intervenção em contextos de uso específicos </li></ul>
    20. 20. <ul><li>Superar as dificuldades de acesso para internação de casos graves </li></ul><ul><li>Qualificar as abordagens das situações de rua </li></ul><ul><li>Formalização da atuação do redutor de danos na rede de intervenção; socializar experiências e saberes </li></ul>DESAFIOS
    21. 21. <ul><li>Superar conflito de concepção de trabalho (diferentes lógicas) e aplicar m odelo de atenção mais coerente com os princípios e diretrizes do SUS </li></ul><ul><li>Construir com a mídia e com a sociedade em geral o entendimento de que devemos defender a dignidade da pessoa, que usar drogas não é necessariamente estar doente e acreditar nas capacidades de assumir responsabilidades de autocuidado </li></ul>DESAFIOS
    22. 22. Perspectivas <ul><li>Expansão e diversificação de ações de atenção à saúde (incluindo estratégias de RD) mais sistemáticas ampliando sustentabilidade </li></ul><ul><li>Novos profissionais buscam contribuir neste campo </li></ul><ul><li>Expansão de propostas de educação permanente </li></ul><ul><li>Compartilhamento de experiências exitosas locais (PRD, consultório de rua, escola de redutores de danos, CTA itinerante, projeto integrado de RD... ) </li></ul>
    23. 23. Inserção de ações de RD nos Planos de Enfrentamento da Epidemia de Aids
    24. 24. Produção de material de RD
    25. 25. Publicações – Hepatites Virais
    26. 26. <ul><li>ideal@/ possível @/real </li></ul><ul><li>salvar@/ aposta @/cuidar </li></ul><ul><li>a bstinência@/ movimento @/redução de danos </li></ul><ul><li>culpa@/ combinações @/responsabilidade </li></ul><ul><li>necessidade@/ desejo @/demanda </li></ul><ul><li>objeto@/ relação @/sujeito </li></ul><ul><li>igualdade@/ singularidade @/diversidade </li></ul><ul><li>erradicar@/ processo @/minimizar </li></ul><ul><li>reprimir@/ negociar @/permissividade </li></ul><ul><li>intolerância@/ flexibilidade @/tolerância </li></ul><ul><li>saúde@/ qualidade de vida @/doença </li></ul>QUE TAL?
    27. 27. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Contatos: [email_address] [email_address] [email_address]

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