Kuhn-11º N (2009)

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Kuhn-11º N (2009)

  1. 1. Escola Secundária Artística António Arroio Ano Lectivo: 2008/2009 Filosofia Turma 11º N – Prof. Joaquim Melro O Estatuto do conhecimento científico: A perspectiva de Thomas Kuhn Trabalho de Projecto - Etapa 2 Conceitos da Epistemologia de Thomas Kuhn
  2. 2. André Ribeiro Nº5 António Silva Nº6 Beatriz Silva Nº7 Catarina Laranjeiro Nº9 Inês Avelar Nº12 Inês Simões Nº13 Joana Amorim Nº16 João Colaço Nº17 Miguel Laranjeiro Nº19 Pedro Palacio Nº21 Rita Caldeira Nº24
  3. 3. (Kuhn, 1962, s/p, cit. por Feitosa, s/d, p.10) Prólogo “ Rejeitar um paradigma, sem simultaneamente substituí-lo por outro, é rejeitar a própria ciência .”
  4. 4. Paradigma “ Considero paradigma as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência.” (Kuhn, 1962, s/p, cit. por Feitosa, s/d, p.117) “ (…) a determinação de paradigmas compartilhados não coincide com a determinação das regras comuns ao grupo.” (Kuhn, 2006, p. 68) “ O paradigma determina de tal forma a sua visão do mundo que, quando olham na mesma direcção, dois cientistas que aceitam paradigmas diferentes vêem “mundos” diferentes. Entre os paradigmas existe portanto um abismo intransponível: os paradigmas são, pensa Kuhn, incomensuráveis.” (Autor desconhecido b, s/d, s/p) “ [Um paradigma é] um conjunto de normas e tradições dentro do qual a ciência se move e se orienta.” (Neves, 2002, p. 146) “ (…) em períodos de revolução, quando a tradição científica normal muda, a percepção que o cientista tem de seu meio ambiente deve ser reeducada – deve aprender a ver uma nova forma (…) em algumas situações com as quais já está familiarizado. Depois de fazê-lo, o mundo de suas pesquisas parecerá, aqui e ali, incomensurável com o que habitava anteriormente.” (Kuhn, 2006, p. 148, grafia no original)
  5. 5. <ul><li>“ (…) a determinação de paradigmas compartilhados não coincide com a determinação das regras comuns ao grupo.” (Kuhn, 2006, p. 68) </li></ul>Ciência/saber científico “ A imagem do cientista como solitário explorador do mundo é, pelo menos, piedosa. Mas ainda mais piedosa e ilusória é a imagem do cientista em constante procura do novo, em permanente processo de invenção.” (Carrilho, s/d, s/p, cit. por Marnoto, Ferreira & Garrão, 1988, p.34) “ Admitindo-se que a destruição dos paradigmas é condição para a construção do conhecimento científico, conclui-se que o saber científico se constrói em consonância com os outros saberes.” (Taquary, 2007, p. 97) “ A ciência tem sido um empreendimento cheio de enganos e erros assim como de triunfos brilhantes; a ciência tem sido uma tarefa levada a cabo por seres humanos falíveis e várias vezes altamente emocionais; a ciência não é senão uma fase de actividades criativas do mundo Ocidental que nos deu arte, literatura e música.” (Kuhn, 1980, s/p, cit. por Andrade, 2000, p. 68)
  6. 6. Teoria Científica “ Para que uma nova teoria se imponha, o seu inventor deve ter uma posição relativamente elevada na hierarquia universitária e facilidade no acesso a financiamento para a investigação” (Kuhn, s/d, s/p, cit. por Rodrigues, 2008, p.249) “ Depois da assimilação da descoberta, os cientistas encontravam-se em condições de dar conta de um número maior de fenómenos (...) Tal avanço somente foi possível porque algumas crenças ou procedimentos anteriormente aceitos foram descartados e, simultaneamente, substituídos por outros. Procurei mostrar que alterações desse tipo estão associadas com todas as descobertas realizadas pela ciência-normal (…)” (Kuhn, 2006, p. 93 - 94, grafia no original) “ Kuhn seleciona cinco critérios ou cinco &quot;valores&quot;, como ele os chama, de uma boa teoria científica: exatidão, consistência, alcance, simplicidade e fecundidade.” ( Gewandsznajder, 2005, s/p )
  7. 7. Ciência normal “ A ciência normal (...) é baseada no pressuposto de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do sucesso do empreendimento deriva da disposição da comunidade para defender esse pressuposto (...). Por exemplo, a ciência normal freqüentemente suprime novidades fundamentais, porque estas subvertem necessariamente seus compromissos básicos.” (Kuhn, 1975, s/p, cit. por Filho, grafia no original) “ (...) «ciência normal» significa a investigação firmemente baseada em uma ou mais realizações cientificas passadas. Estas realizações são reconhecidas durante algum tempo por alguma comunidade científica específica como proporcionando os fundamentos para a sua prática posterior.” (Kuhn, 1992, s/p) “ A ciência normal, atividade que consiste em solucionar quebra-cabeças, é um empreendimento altamente cumulativo, extremamente bem sucedido no que toca ao seu objectivo, a ampliação contínua do alcance e da precisão do conhecimento científico.” (Kuhn, 2006, p. 77, grafia no original) “ (…) Ciência Normal [é a que] que se desenvolve dentro de um certo paradigma, acumulando dados e instrumentos no seu interior” (Neves, 2002, p. 146)
  8. 8. Anomalia “ Casos problemáticos que o paradigma não resolve.” (Rodrigues, 2008, p.250) “ E quando um facto coloca um problema persistente, que resiste ao enquadramento na teoria consensualmente em vigor, é, geralmente, descartado como “anomalia”, para não ameaçar o consenso no interior da comunidade científica.” (Rodrigues, 2008, p. 250) “ A descoberta começa com a consciência da anomalia, isto é, com o reconhecimento de que, de alguma maneira, a natureza violou as expectativas paradigmáticas que governam a ciência normal.” (Kuhn 1996a, p. 78, cit. por Jacobina, s/d, s/p) “ Algumas vezes, um problema comum, que deveria ser resolvido por meio de regras e procedimentos conhecidos, resiste ao ataque violento e reiterado dos membros mais hábeis do grupo em cuja área de competência ele ocorre.” (Kuhn, 2006, p. 24, grafia no original)
  9. 9. Crise “ O significado das crises consiste exatamente no fato de que indicam que é chegada a ocasião para renovar os instrumentos.” (Kuhn, 2006, p. 105, grafia no original) “ O sentimento de funcionamento defeituoso, que pode levar à crise, é um pré-requisito para a revolução” (Kuhn, 1962, p.125 a 126, cit. por Vicente, 2004, p.225) “ A crise é ,nesta perspectiva, a condição fundamental de emergência de uma nova teoria. Mas esta não surge imediata nem facilmente.” (Carrilho, s/d, p. 43-47, cit. por Alves, Arêdes & Carvalho, 1992, p.112) “ A emergência de novas teorias é geralmente precedida por um período de insegurança profissional pronunciada, pois exige a destruição em larga escala de paradigmas e grandes alterações nos problemas e técnicas da ciência normal. Como seria de esperar, essa insegurança é gerada pelo fracasso constante dos quebra-cabeças da ciência normal em produzir os resultados esperados. O fracasso das regras existentes é o prelúdio para uma busca de novas regras.” (Kuhn, 1962, p. 95, cit. por Moschetti, 2004, p. 46, grafia no original)
  10. 10. Ciência Extraordinária: “ Por ciencia extraordinária (Kuhn) entende um período de crise que habitualmente antecede uma revolução” (Rodrigues, 2008, p.250) “ Dá-se uma profunda reorganização de todo o domínio cientifico respectivo.” (Kuhn, s/d, cit. por Alves, Arêdes & Carvalho, 1992, p.112) “ Quando (…) uma anomalia parece ser algo mais do que um novo quebra-cabeça da ciência normal, é sinal de que se iniciou a transição para a crise e para a ciência extraordinária.” (Kuhn, 2006, p. 113, grafia no original) “ (…) surge nos momentos de crise do paradigma. (…) questiona e revoluciona os fundamentos e pressupostos da ciência anterior e propõe um novo paradigma.” (Neves, 2002, p. 146)
  11. 11. “ Uma revolução científica corresponde à aceitação, pela comunidade científica, de um novo paradigma, absolutamente diferente e incompatível com o anterior. A diferença entre paradigmas é de tal forma radical, pensa Kuhn, que uma mudança de paradigma representa uma mudança de mundo para os cientistas.” (Antunes, Estanqueiro & Vidigal, 1994, p. 174) Revolução científica “ Os paradigmas são com frequência postos de lado e substituídos por outros bastante incompatíveis com eles.” (Kuhn, s/d, s/p, cit. por Marnoto, Ferreira & Garrão, 1988, p.34) “ Consideramos revoluções científicas aqueles episódios de desenvolvimento não cumulativo nos quais uma paradigma mais antigo e total ou parcialmente substituído por um novo incomparável ao anterior.” (Kuhn, 1992, pp. 125-126) “ (…) as revoluções científicas iniciaram-se com um sentimento crescente, também seguidamente restrito a uma pequena subdivisão da comunidade científica, de que o paradigma existente deixou de funcionar adequadamente na exploração de um aspecto da natureza, cuja exploração fora anteriormente dirigida pelo paradigma.” (Kuhn, 2006, p. 126, grafia no original)
  12. 12. Modo como se dá o progresso científico “ A transição de um paradigma em crise para um novo, no qual pode surgir uma nova tradição de ciência normal [ou seja, uma revolução], está longe de ser um processo cumulativo obtido através de uma articulação do velho paradigma.” (Kuhn, 1991, s/p, cit. por Andrade, 2000, p.70) “ Embora o preconceito e a resistência às inovações possam muito facilmente pôr um freio ao progresso científico, a sua omnipresença é, no entanto sintomática como característica requerida para que a investigação tenha continuidade e validade” (Kuhn, 1962, s/p, cit. por Feitosa, s/d, p.190) “ No processo normal de descoberta, até mesmo a mudança tem uma utilidade (…). Ao assegurar que o paradigma não será facilmente abandonado, a resistência garante que os cientistas não serão perturbados sem razão. Garante ainda que as anomalias que conduzem a uma mudança de paradigma afectarão profundamente os conhecimentos existentes.” (Kuhn, 2006, p. 92, grafia no original)
  13. 13. Valor do conhecimento “ Embora haja critérios objectivos para escolher entre teorias e paradigmas opostos, as escolhas dependem de factores subjectivos, como o modo de entender os referidos critérios, a importância relativa que lhes é atribuída por cada cientista, a ideologia de cada um, o prestígio, etc. A ciência não é objectiva porque não há escolhas inteiramente objectivas.” (Rodrigues, 2008, p. 251) “ (…) uma teoria científica, após ter atingido o status de paradigma, somente é considerada inválida quando existe uma alternativa disponível para substítui-la.” (Kuhn, 2006, p. 107-108, grafia no original) “ A incomensurabilidade dos paradigmas é a impossibilidade de os comparar objectivamente de maneira a concluir que um é melhor do que o outro. (Autor desconhecido b, s/d, s/p)
  14. 14. (Kuhn, 1962, s/p, cit. por Feitosa, s/d, p.227) Epílogo “ O conhecimento científico, como a linguagem, é intrinsecamente a propriedade comum de um grupo ou então não é nada. Para entendê-lo precisamos conhecer as características essenciais dos grupos que o criam e o utilizam.”
  15. 15. Referências Bibliográficas <ul><li>Alves, F., Arêdes, J. & Carvalho, J. (1992). Filosofia 11º Ano. Lisboa: Texto Editora, Lda. </li></ul><ul><li>Andrade, N. L., (2000). Concepções de progresso científico em Conant e Kuhn . Retirado em Março 24, 2009 de http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/article/view/6786/6251 </li></ul><ul><li>Antunes, A., Estanqueiro, A., Vidigal, M., (1994). Filosofia – 11º Ano . Lisboa: Editorial Presença. </li></ul><ul><li>Autor desconhecido, (s/d)a. Noção de Paradigma. Thomas Kuhn. Retirado em Fevereiro 21, 2009 de http://filosofia.projectos.esffl.pt/T_Khun/Paradigmas_Khun.pdf </li></ul><ul><li>Autor desconhecido, (s/d)b. Ficha de trabalho de Filosofia – 11º ano – turmas B e C. A evolução da ciência segundo Kuhn. Retirado em Março 25, 2009 de http://www.esec-bocage.rcts.pt/Filosofia_Projecto/Ficha-Kuhn.doc </li></ul><ul><li>Feitosa, A. M. (s/d). Contribuições de Thomas Kuhn para uma Epistemologia da Motricidade Humana. Lisboa: Instituto Piaget </li></ul><ul><li>Filho, J. (2000). Sobre os paradigmas de Kuhn, o problema da incomensurabilidade e o confronto com Popper. Retirado em Maio 1, 2009 de http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciTechnol/article/view/3064/2215 </li></ul><ul><li>Gewandsznajder, F. (2005). Como avaliar uma teoria científica. Retirado em Maio 22, 2009 de http://www.aticaeducacional.com.br/htdocs/secoes/atual_cie.aspx?cod=756 </li></ul><ul><li>Jacobina, R. (s/d). O paradigma da epistemologia histórica: a contribuição de Thomas Kuhn . Retirado em Fevereiro 24, 2009 de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702000000400006&lng=pt&nrm=iso </li></ul><ul><li>Kuhn. T. (1992). A Estrutura das Revoluções Científicas. São Paulo: Edições Perspectiva </li></ul><ul><li>Kuhn, T. (2006). A estrutura das revoluções científicas. Retirado em Maio 1, 2009 de http://www.scribd.com/doc/6982520/Thomas-Kuhn-A-Estrutura-Das-Revolucoes-Cientificas-Capitulos </li></ul><ul><li>Marnoto, I., Ferreira, L. & Garrão, M. (1988). Filosofia 11º. Lisboa: Texto, Lda. </li></ul><ul><li>Moschetti, M. (2004). Crises e Revoluções: A Revolução Copernicana segundo Thomas Kuhn. Retirado em Fevereiro 21, 2009 de http://www.unicentro.br/editora/revistas/analecta/v5n1/crises%20e%20revolu%E7%F5es.pdf </li></ul><ul><li>Neves, F. R. (2002). Karl Popper e Thomas Kuhn: reflexões acerca da epistemologia contemporânea I . Retirado em Fevereiro 21, 2009 de http://www.revistafarn.inf.br/revistafarn/index.php/revistafarn/article/view/67/77 </li></ul><ul><li>Rodrigues, L. (2008). Filosofia 11º Ano. Lisboa: Plátano Editora </li></ul><ul><li>Taquary, E. (2007). Diálogo entre os Saberes: As Relações entre Senso Comum, Saber Popular, Conhecimento Científico e Escolar. Retirado em Fevereiro 22, 2009 de http://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/index.php/relacoesinternacionais/article/view/329/511 </li></ul><ul><li>Vicente, J.N.(2004). Razão e Diálogo. Porto: Porto Editora. </li></ul>

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