Droga no bairro do pau

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Droga no bairro do pau

  1. 1. Droga no Bairro do Pau "E se eu fosse um dramaturgo?" Inspirado no provérbio - "Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo" Trabalho realizado por: Alice Veludo, Catarina Santos e Lia Cleto Introdução (Didascália Inicial) Esta história passa-se no Bairro do Pau, um bairro problemático onde muita coisa acontece, onde são praticados diversos crimes, alguns deles desconhecidos da restante da sociedade. Tal como em muitos bairros, neste existem várias famílias e uma líder, aquela que todos temem, a Big Momma, uma solteirona de meia- idade, que detesta adolescentes por um motivo desconhecido. 1º Ato Cena 1 Detetive Robalinho sentado na cantina da Esquadra da Polícia a comer um donut e a esfregar a barriga, o relógio marca 6:15h da manhã. Voz do Agente Piteira (OFF) - Robalinho! (entra na cantina com ar alarmado a correr, estende o seu braço ao Detetive Robalinho com uma carta na mão) Detetive Robalinho - (arranca a carta da mão do Agente Piteira, lê-a rapidamente, levanta o sobrolho e olha para o mesmo com ar suspeito) Outra vez o Bairro do Pau... Agente Piteira - (olhando para Detetive Robalinho) Vou mandar iniciar as investigações, iremos com a equipa ao local, Robalinho. (convoca a equipa) Cena 2
  2. 2. Entram os polícias com ar ensonado, esfregam os olhos e bocejam. Sr.ª Nunes - Chamou-nos, Piteira?! Agente Piteira - Sim, Nunes. Muito bem, meus senhores, recebemos uma denúncia anónima. Parece que Big Momma anda a traficar droga adulterada no Bairro do Pau, logo, teremos de investigar o caso. Os polícias olham uns para os outros aborrecidos. Agente Piteira e a equipa saem de cena apressados. Cena 3 Detetive Robalinho aguarda que todos saiam, pigarreia, põe a mão na testa e tira o seu IPhone do bolso, marca um número e encosta-o à orelha. Espera impaciente. Voz da Big Momma (OFF) - (sotaque à Porto exagerado) 'Toue?! 2º Ato Cena 1 Ambiente descontraído no Bairro do Pau. Rodolfo está a um canto a fumar com dois rapazes e com Érica e Débora. Tatiana e uma rapariga cochicham, ouve-se música muito alta (música: Francisco Moreira - O som que tu não gostas). Alfa está a passear com Jéssica, Cristiana e duas outras raparigas, e manda beijos ora para uma, ora para outra. Jéssica - Tu és tipo tótil fixe! (fazendo um ar indiferente não muito convincente) Alfa - (aparte) Yá, pois sou! (encolhe os ombros) Cristiana - Oh Alfa, que fuofo! (com ar apaixonado) Rodolfo - (levanta-se e vai para o meio do palco) Yô mános, 'bora dançar niggas! Débora e Tatiana - (ajeitam o cap e sorriem)
  3. 3. Os restantes levantam-se e rodeiam Rodolfo. Começam a dançar animadamente, de repente, param. Cena 2 Todos os jovens que dançavam escondem-se. Big Momma está encostada a um canto. Quando vê os polícias, tenta fugir, sem sucesso. Ao ver-se encurralada entre uma parede e 3 polícias, dispara a sua arma de proteção. Ouve-se um tiro no ar. Os restantes polícias saem dos seus carros com as pistolas apontadas. Detetive Robalinho apresenta um ar assustado e enraivecido, respira ofegante. Agente Piteira - (aponta a arma para Big Momma e ordena) Dona Joana Lustosa, ponha as mãos no ar. Big Momma - (coloca as mãos no ar) Só m'embargonham! Eu não fiz nada! Detetive Robalinho - (vocifera) Está detida por tráfico de droga. (murmura) Fuja... Big Momma - Ora benhe, isso nunca foi problema...já trafico há muitos anos... e vós sabeis isso, néh? ....Qu’é que bos deu agora? (pergunta com um ar irónico) Agente Piteira - Recebemos uma denúncia que a sua droga é adulterada! Exigimos saber para quem trabalha! Big Momma - (sorri maliciosamente, dá uma gargalhada sarcástica e diz num tom acusador) Já qu'insiste... Não quero ir presa sozinha! Foi o Detetive Robalinho, e tenho provas! Detetive Robalinho – (começa a correr e sai de cena, voz OFF a gritar) NUNCA ME APANHARÃO! Os polícias algemam Big Momma. Agente Piteira empurra-a para dentro do carro e vão-se embora. Cena 3 Os jovens reaparecem e fazem uma roda em volta de Débora, Rodolfo, Alfa e
  4. 4. Tatiana. Começam a falar todos ao mesmo tempo. Os quatro irmãos afastam os amigos. Jéssica - Wow, calma. A droga era adulterada?! Débora - Segundo o que percebi, sim! Jéssica - Que cena bói!... Nunca pensei que a Big Momma vendesse o pó adulterado! Tatiana – Nós sabíamos que ela traficava, mas não sabiamos para quem, ela sempre me disse que o Robalinho não era boa gente, desde pequena! Alfa - Isso agora não interessa...Mas olhem uma cena, se a Big Momma for presa, quem vai liderar o grupo e quem vai receber as entregas?! Eu?! Sozinho?!... Rodolfo – (interrompe) Sim! (faz uma pausa) Bem, temos de dar cabo do canalha que denúnciou a Big Momma! Débora- (olhando para Cristiana e Érica com um ar arrogante) Ou das canalhas, não é meninas? Érica - Ok! Cris, acho que deviamos contar... Cristiana - Ok então. Nós íamos simplesmente dizer que não sabíamos de nada mas... A Big Momma estava a falar ao telemóvel com o detetive, mas como ela está com aquele problema nos ouvidos, teve de pôr em alta voz, e eu e a Érica ouvimos tudo... (diz olhando para baixo arrependida de ter ouvido a conversa) Érica - E então nós iamos falar com o Rodolfo e com o Alfa mas, depois, achamos que eles não iam acreditar em nós porque estão sempre a dizer que nós somos umas miúdas com demasiada criatividade, por isso nós criamos um plano para prender a Big Momma e o Robalinho. Débora - (com um ar desiludido) Ó cridas, se calhar se bocês tibessem falado comigo eu tinha falado com o meu irmão, eu acredito em bocês e o meu irmão ia de certeza acreditar em minhe... Alfa – Pois, ela tem razão, agora eu vou ter de fazer tudo sozinho, felizmente posso contar com os meus irmãos e com os meus amigos, néh?! Todos - (animados) Yaaaah! Alfa - Vamos esquecer isto! Érica e Cristiana - (envergonhadas) Ok, Alfa!
  5. 5. Tatiana volta a pôr a música e começam todos a dançar de novo. As cortinas são fechadas e o teatro acaba.
  6. 6. Tatiana volta a pôr a música e começam todos a dançar de novo. As cortinas são fechadas e o teatro acaba.

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