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Segundo Ferreira (2007), com base no exposto acima, que o processo de sociabilidade
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Janeiro: Biblioteca do Exército, 1988.
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jornalística. São Paulo: Summus, 19...
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OS DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO E A PRESERVAÇÃO DO SABER LOCAL EM PORTO DA MANGA - LUIS AUGUSTO DA CRUZ AKASAKI, THAIANY REGINA DA SILVA

  1. 1. 1 OS DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO E A PRESERVAÇÃO DO SABER LOCAL EM PORTO DA MANGA Luis Augusto da Cruz Akasaki (Universidade Católica Dom Bosco) gu.akasaki04@gmail.com Thaiany Regina da Silva (Universidade Católica Dom Bosco) thaianyregina@gmail.com A comunicação é o principal pilar da sociedade contemporânea, ou seja, é a base de todo e qualquer indivíduo que vive coletivamente. Além disso, é uma das principais ferramentas organizacionais e administrativas do modelo social aplicado atualmente, tornando-se essencial para o desenvolvimento intelectual, econômico e social em diversas perspectivas. No entanto, se não é conduzida de forma sustentável – proporcionando aos habitantes o conhecimento e também a capacidade de utilização das ferramentas comunicacionais – pode extinguir características locais que vem sendo mantidas há anos em comunidades tradicionais, por exemplo, nas regiões pantaneiras, acostumadas a viver isoladamente. É o caso de Porto da Manga, localizada a 60 km do município de Corumbá, Mato Grosso do Sul (MS), situada à margem direita do rio Paraguai, que segundo Alho (2005), possui uma extensão de 2.621km de extensão (sendo 1.683km em território brasileiro) e suas nascentes localiza-se na Serra do Tapirapuã, na Chapada dos Parecis, no Estado de Mato Grosso (MT). Porto da Manga surgiu com a migração dos moradores de duas cidades próximas: Corumbá e Ladário, segundo Rodrigues (2008, p. 22), “que enfrentavam o problema da falta de oportunidade de trabalho nessas cidades”. Hoje a comunidade continua com a antiga travessia de balsa a rebocador que conduz veículos e passageiros ao cruzar o Rio Paraguai. Além de ser um importante ponto turístico, devido à pesca e à exuberância das belezas naturais da região, onde o principal acesso até a localidade é feito através da Estrada Parque Pantanal (EPP), possui grande relevância devido à história, a sua beleza e as características naturais, destacando-se por sua vegetação, mas principalmente pela quantidade e variedade de animais que vivem em plena harmonia ao longo de seu trecho. Contudo, apesar do conhecimento tradicional e das riquezas da fauna e flora, a comunidade sofre com os impactos e a desvalorização de seu território e de todo o
  2. 2. 2 conhecimento de seus antepassados, características que costumavam gerar grandes expectativas a cada viajante – conhecidos como desbravadores – que passavam por ali e compartilhavam de suas histórias e experiências com os povos da região, agregando cada vez mais ao conhecimento local. Marechal Cândido Rondon é o mais conhecido aventureiro e desbravador da região, ele percorreu as terras de Corumbá e o caminho natural constituído pelo rio Paraguai no início de 1900. Segundo Banducci Jr. (2003), Marechal Rondon e sua comissão empenharam-se em expandir a rede telegráfica nacional com o objetivo de permitir o avanço da República aos sertões inóspitos, habitados por “populações arredias” e servir como elemento alavancador do progresso no interior do país. Tornando evidente que comissões como essa, além de levarem o desenvolvimento cultural, a ferrovia e o telégrafo eram também criadoras de terras, pois produziam valor para o espaço, tornando as áreas mais rentáveis e comercializáveis, sendo anteriormente apenas espaços vazios e improdutivos. Esses fatores que representam os esforços destes homens para promoverem o desbravamento e a ocupação dos limites extremos, juntamente com a disseminação do conhecimento e do desenvolvimento para o interior do país, através da linha telegráfica. Ainda hoje é possível ver na comunidade do Porto da Manga o antigo posto telegráfico instalado pela Comissão Rondon, que atualmente encontra-se desativado, mas que mantém sua arquitetura típica – feita sobre uma estrutura de estacas de madeira, popularmente conhecida como palafita – para evitar que durante os períodos de cheias a água não atinja o interior da casa. Partindo do princípio que a informação é a mais poderosa ferramenta de transformação, com uma capacidade ilimitada de atuar no universo cultural da sociedade, consideram-se excluídos os grupos sociais que não vivem na realidade tecnológica da sociedade pós-moderna e esta condição de exclusão acarreta uma série de ajustes socioculturais. Porto da Manga está situada em uma faixa transitória e com importantes aspectos ambientais, tradicionais e de grande relevância histórica. De acordo com o Estudo de Desenvolvimento Integrado da Bacia do Alto Paraguai, em 1974, o Governo Federal, com base nos estudos referidos, instituiu o Programa Especial de Desenvolvimento do Pantanal (PRODEPAN), destinando recursos para investimentos em projetos de transporte, saneamento, energia, desenvolvimento da pecuária e industrialização e pouco depois – na década de 80 – houve uma ascensão no turismo de pesca no Pantanal.
  3. 3. 3 Segundo Banducci Jr. (2006), essa ação desencadeou uma demanda maior de iscas vivas para a pesca, o que contribuiu para o surgimento de uma nova frente de trabalho, até então pouco explorada comercialmente na região, e com isso muitos moradores optaram por permanecerem na comunidade concretizando um novo espaço diante da economia local e tornando-se tradicional centenária. Todavia, o fortalecimento econômico só passa a ganhar destaque a partir da década de 80, mas que acabou sofreu um retrocesso em seu desenvolvimento social, organizacional, assistencial e, consequentemente, tornando-se uma comunidade esquecida pelos poderes públicos, que deixaram de assistir as pessoas que habitam a região. Durante as últimas décadas Porto da Manga se viu obrigada a adaptar-se ao isolamento, após cair no esquecimento social, porém, ao longo de sua criação comunitária, houve uma valorização do conhecimento tradicional e respeito hierárquico. Estas características são fundamentais para a permanência e continuidade de um povo, pois é através dos princípios de respeito, não só ao ambiente em que estão inseridos, mas também aos conhecimentos e inovações práticas transmitidas oralmente, que ressaltam e constroem o saber tradicional e suas inúmeras peculiaridades. É um saber alicerçado na vivência dos indivíduos, nas relações pessoais, sociais e também com o ambiente. Pode-se afirmar que o conhecimento tradicional é fruto do trabalho e das descobertas de um grupo, o que justifica sua riqueza e diversidade. Amorozo (1996) acredita que toda sociedade humana acumula um acervo de informações sobre o ambiente que a cerca, que vai lhe possibilitar interagir com ele para prover suas necessidades de sobrevivência. Neste acervo, inscreve-se o conhecimento relativo ao mundo vegetal com quais estas sociedades estão em contato. Na sociologia o termo comunidade pode ser compreendido como um conjunto de pessoas que possuem interesses mútuos e que vivem no mesmo local, organizando-se em um conjunto de normas e que compartilham experiências culturais. É um organismo social e cultural que ultrapassa as características dos próprios indivíduos que a constituem em prol da coletividade. Para Hall (2004) a questão da identidade é extensamente discutida na teoria social da contemporaneidade, pois nunca a essência humana, já que as velhas identidades que estabilizaram o mundo social por tanto tempo, estão em declínio. Isso fez com que surgissem novas identidades e acabaram fragmentando o indivíduo moderno, que até então era visto como um sujeito unificado.
  4. 4. 4 A assim chamada “crise de identidade” é vista como parte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social (HALL, 2004, p. 7.). Tendo em vista essa situação da era pós-moderna que reflete na perca da identidade cultural e instabilidade social, citada por Hall (2004), é possível perceber que a comunidade do Porto da Manga estagnou no processo evolutivo global, tornando-se cada vez mais esquecida e excluída no contexto globalizado. Apesar do conceito de comunidade ser considerado por muito teóricos uma rotulação, ou melhor, uma construção mental, os indivíduos que permanecem nela ou já se ausentaram – por motivos de morte ou até mesmo deslocamento – adquiriram e deveriam transmitir suas referências culturais aos demais, a fim de estabelecer um legado que seguirá pelas gerações através da oralidade. Entretanto, essa continuidade cultural no Porto da Manga está ameaçada. Os moradores que vivem nessa comunidade tradicional tendem a explorarem os recursos que lhes são oferecidos espontaneamente dentro dos padrões de recuperação natural, evidenciando o respeito aos ciclos de produção e a existência do manejo adequado dos recursos naturais. Essas formas de exploração se revelam não somente economicamente viáveis, mas principalmente são detentoras de conhecimentos herdados de seus antepassados, agregando valores sustentáveis e também de conservação do meio ambiente e que devem ser mantidos às novas gerações. Por meio do decreto 6.040/2007, a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais traz a definição dessas comunidades como “grupos culturalmente diferenciados que se reconhecem como tais, com suas formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando-se de conhecimentos, inovações e práticas geradas e transmitidas pela tradição. Uma grande dependência dos recursos naturais, acabando por se obter um profundo conhecimento dos ciclos biológicos e dos recursos naturais, tecnologias patrimoniais, simbologias, mitos e uma linguagem específica, com sotaques e inúmeras palavras de origem ameríndia, constituindo-se como populações de determinados conhecimentos específicos, e por assim dizer, tradicionais (FERREIRA, et. al. 2007, p. 15).
  5. 5. 5 Segundo Ferreira (2007), com base no exposto acima, que o processo de sociabilidade das relações sociais no desenvolvimento e constituição das comunidades tradicionais se constrói. Além de reportar também sobre a importância da garantia, do reconhecimento, valorização e permanência desses grupos em seus territórios. Um local onde realizam suas expressões socioambientais, econômicas e culturais, sendo uma maneira de fazer com que a cultura e o conhecimento local permaneçam vivos e sejam compartilhados por gerações. Levando em consideração o conhecimento necessário sobre a relevância comunicacional no século XXI, a velocidade e a abrangência, juntamente com a interatividade inseridas no meio tradicional e principalmente no digital, os avanços tecnológicos interferem diretamente na sociedade pós-moderna na qual pertencemos. E as comunidades isoladas devem utilizar a comunicação como uma ferramenta para conquistarem melhorias sociais e agregarem valor ao conhecimento que vem se formando no decorrer das gerações, juntamente com a disseminação de sua cultura e do saber local. Através da aproximação social, através da coleta de dados e conversas informais, percebemos que a comunidade pantaneira sofreu transformações na sua condição social e na transmissão de suas histórias. Conforme dito anteriormente, vivemos em uma sociedade globalizada e pós-moderna - digitalizada - sendo as principais características o imediatismo, em velocidade cada vez mais elevada, a produção de conteúdos em massa e a utilização de plataformas bastante diversificadas para propagação das informações. A principal tendência neste domínio é a digitalização, que atinge todas as técnicas de comunicação e de processamento de informações. Ao progredir, a digitalização conecta no centro de um mesmo tecido eletrônico o cinema, a radiotelevisão, o jornalismo, a edição, a música, as telecomunicações e a informática. [...] Eis por que a noção de interface pode ser estendida ao domínio da comunicação como um todo e deve ser pensada hoje em toda sua generalidade (LEVY, 2004, p.102). Uma breve análise do trecho citado anteriormente demonstra que o formato digital possibilita a integração entre as mídias e possibilita aos usuários comuns, e também aos profissionais, novas experiências de comunicação. Entende-se que a Internet é o resultado do capitalismo tardio e resultam novos modos de consumo (JAMESON, 2000) – incluindo a informação e cultura – no entanto, ela não deve ser vista como uma inimiga e sim uma consequência do desenvolvimento.
  6. 6. 6 A sociedade contemporânea vive a Terceira Idade da Máquina, na qual o seu maior símbolo são os computadores. Consequentemente, o desenvolvimento tecnológico, as formas de consumo e produção – comercial, cultural e a informação –, juntamente com o desenvolvimento do capitalismo aderiu a um padrão globalizado e imediatista (JAMESON, 2000). No entanto, observa-se que a comunidade do Porto da Manga não acompanhou esse processo de desenvolvimento globalizado e, portanto, enfrenta sérios problemas para absorver e propagar informações de uma maneira que não prejudique a sua própria cultura. Os mecanismos que ainda garantem alguma obtenção de conteúdos são o rádio e a televisão - consideradas mídias tradicionais -, os turistas que chegam na região e os habitantes que se deslocam para cidades próximas - buscando por produtos, educação e atendimento médico - e retornam para comunidade em curto ou longo prazo. Partindo da fundamentação do jornalismo, que inclui o compromisso social, a ética, a veracidade e a credibilidade, observamos que esse êxodo dos moradores, as interferências do turismo na região e a utilização inadequada dos meios de comunicação estão prejudicando a cultura local e não agregando o valor necessário. Os padrões de consumo e imediatismo estabelecidos na Terceira Idade da Máquina, que para os moradores são apresentados através das mídias tradicionais, continuam não se adequando as condições reais nas quais eles vivem e acabam ocasionando um verdadeiro “choque cultural”. Deste modo, ao invés de possibilitarem novas experiências de comunicação - que consistem no intercâmbio de conhecimento e produção de conteúdos -, acabam ocasionando uma espécie de sufocamento da cultura local e absorção da cultura globalizada. Aspecto observado principalmente na oralidade - na qual os anciões ou líderes mais antigos repassam lendas, histórias e saberes locais aos mais jovens para que esse conhecimento siga entre as gerações - que aos poucos é sufocada pelas músicas de sucesso e pelas novelas que repassam o estilo de vida dos grandes centros urbanos. OBJETIVO Este trabalho visa analisar as mudanças na vida cotidiana dos moradores de Porto da Manga, a partir das influências externas vivenciadas, considerando que a comunidade já foi um grande potencial econômico, adaptou-se ao isolamento após cair no esquecimento social e atualmente, corre o risco de extinção cultural. Ou seja, o saber local adquirido ao longo de
  7. 7. 7 décadas está com sua preservação ameaçada. Um dos fatores desta problemática, enfrentada pelos habitantes da região, está diretamente relacionada com a comunicação, uma vez que no passado este mesmo recurso foi considerado um importante mecanismo para o progresso no local. É importante destacar que o processo de desenvolvimento tornou-se obsoleto no mesmo período em que os investimentos comunicacionais deixaram de serem realizados na região. METODOLOGIA O principal recurso utilizado na caracterização da pesquisa e no desenvolvimento do trabalho, além dos referenciais teóricos, foi a entrevista. Foram entrevistados oito moradores que residem na região a mais de trinta anos e para elaboração do roteiro de perguntas foram estabelecidos diálogos com pesquisadores que já atuaram na comunidade, com a finalidade de aproximação da realidade local e interpretá-la com base nas técnicas jornalísticas de apuração e reportagem. A entrevista, nas suas diferentes aplicações, é uma técnica de interação social, de interpenetração informativa, quebrando assim isolamentos grupais, individuais, sociais; pode também servir à pluralização de vozes e à distribuição democrática da informação. Em todos estes ou outros usos das Ciências Humanas, constitui sempre um meio cujo fim é o inter- relacionamento humano (MEDINA, 2001, p.8). Utilizando a entrevista de forma qualitativa houve a possibilidade de coletar informações básicas como: nomes, datas de nascimento, profissões, estado civil, há quanto tempo os moradores habitam a região, se possuem filhos e ao longo de um questionário impresso – que também contou com o auxílio de um gravador digital– obtivemos registros informais. Logo, a condição de informalidade nos permitiu conhecer o aspecto turístico da comunidade pantaneira, juntamente com os principais aspectos da realidade local e humanizar, através de um livro-reportagem, as histórias de vida de seus habitantes e a oralidade presente na cultura. CONSIDERAÇÕES FINAIS Como resultado o trabalho geriu um resgate histórico da região, ressaltando a importância do saber local para manutenção da cultura ribeirinha pantaneira e a ligação do homem com o meio ambiente, onde a participação ativa dos moradores em seu desenvolvimento é essencial para a sustentabilidade da comunidade. Destacando que a
  8. 8. 8 comunicação na pós-modernidade é um processo extremamente globalizado e que ao mesmo tempo, é capaz de excluir duramente aqueles que não se enquadram em seus requisitos. No entanto, é necessário que haja medidas públicas de infraestrutura juntamente com investimentos em educação para que essas comunidades possam preservar a sua cultura local e propagá-las de forma mais eficaz ao restante da sociedade, sofrendo menos impactos dos agentes externos que podem sufocar o conhecimento tradicional através da cultura de massa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALHO, C. J. R. Conservação da Biodiversidade da Bacia do Alto Paraguai. Campo Grande: Editora Uniderp, 2003. 420p. AMOROZO, M. C. de M. 1996. Abordagem etnobotânica na Pesquisa de Plantas medicinais. In: DI STASI, L. C. (Org). Plantas medicinais. Um guia de estudo interdisciplinar. São Paulo. EDUSP. P. 47-68. BANDUCCI JR, Álvaro. Turismo cultural e patrimônio: a memória pantaneira no curso do rio Paraguai. In: Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 9, n. 20, outubro de 2003, p. 117-140. BANDUCCI JR, A. Catadores de iscas e o turismo da pesca no Pantanal BARELLA, W.; Petrere Jr., M.; Smith, W. S.; Montag, L. F. A. As relações entre as matas ciliares, os rios e os peixes. In: Rodrigues, R. R.; Leitão Filho, H. F. (Ed.). Matas ciliares: conservação e recuperação. São Paulo: Edusp, 2001. BARROS FILHO, Clóvis de. Jornalismo: comunicação, literatura e compromisso social. São Paulo: Paulus, 2007. BARTLE, Phil. O que é comunidade? Uma perspectiva sociológica. 24.10.2011. Trad. Sofia Ferreira Fernandes. Disponível em: <http://cec.vcn.bc.ca/mpfc/whatcomp.htm>. Acesso em: 23 de maio de 2012. BATISTA, R.; COSTA, K.; GOMES, F. Jornalismo Narrativo: Eficiência e viabilidade na mídia impressa. Campus: Uniflu, 2004. Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/pag/costa- klenio-jornalismo-narrativo.pdf>. Acesso em: 02 de maio de 2012. BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. BELTRÃ, Luiz. Jornalismo interpretativo: filosofia e técnica. Porto Alegra: Sulina, 2004. BELTRÃO, Luiz. Jornalismo interpretativo: filosofia e técnica. Porto Alegre: Sulina, 1976.
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