Michelle Melhem
Especialista em Psicologia do Esporte
 “A PE tem como foco de investigação e
intervenção duas vertentes na inter-relação do
indivíduo com a atividade esportiva...
Atletas/Família
Comissão Técnica
Diretoria/
Coordenação
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Auxílio na construção da
personalidade
Conhecimento da história de vida e esportiva
Obtenção do sucesso
Auto-estima Especi...
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basicamente da forma com que é utilizado e dos
processos didáticos e pe...
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 Treinadores revelam-se figuras determinantes no
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na sua adaptação à vid...
 1ª fase: iniciação – prática lúdica, aprendizagens básicas baseadas
na motivação. Treinador como modelo significativo co...
 O domínio do treinador (relação de poder) prevalece no início
com valores perto dos 80%, diminuindo progressivamente
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 1-Comunicação
 Pilar do rendimento esportivo.
 Competência social do treinador.
 Objetiva melhorar as relações e não ...
 Linguagem verbal
◦ Falar claramente- levar informação, gerar desejos de
aperfeiçoamento, ter feedback do atleta, possibi...
 Linguagem não-verbal
◦ Como se fala: tipo de olhar, tom de
voz, ritmo, respiração, alternância na fala). GRITO!!!
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FEEDBACK
 2-Liderança
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concretas
Avaliar a capacidade da equipe e
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Características do líder autocrático e democrático (Samulski, 1985)
Autocrático Democrático
Orientado à tarefa Orientado à...
Líder orientado à tarefa
Vantagens Desvantagens
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 “...cada um dos tipos de líderes é bem
sucedido em certas situações, ou
seja, ninguém está apto a mostrar que um
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Liderança situacional
Qualidades essenciais Exemplos
Capacidade de diagnóstico Analisar os comportamentos dos
atletas e do...
 3-Motivação
“O treinador é a peça chave na motivação do jovem e
no sucesso esportivo do mesmo”. (Becker Jr., 2000)
 Esp...
 O treinador representa para o atleta uma referência
determinante de suas emoções, cognições e
comportamentos. O pratican...
 Na díade treinador-atleta, cada um deles encontra
no outro um complemento fundamental dos
recursos de que necessita para...
 “Um atleta sub 13 chega chorando dizendo que não quer ser
lateral porque não faz gol”.
 “Um atleta sub 15 tem o jogo na...
“Para ser chefe, é também necessário ser
responsável”. Saint Exupéry
michelle@botafogo.com.br
mimelhem@hotmail.com
Palestra abtf 2013   princípios da psicologia do esporte - michele melhen
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Palestra abtf 2013 princípios da psicologia do esporte - michele melhen

  1. 1. Michelle Melhem Especialista em Psicologia do Esporte
  2. 2.  “A PE tem como foco de investigação e intervenção duas vertentes na inter-relação do indivíduo com a atividade esportiva: uma relacionada às características, traços, processos, estados e qualidades psicológicas (ansiedade, estresse, motivação...) e outra relacionada à prática esportiva no que diz respeito às características da modalidade, seu modo de ensino e treinamento, evidenciando suas demandas e exigências psicológicas, o que por sua vez, explicita a interdependência da preparação psicológica e do treinamento esportivo”. (Markunas, 2003)
  3. 3. Atletas/Família Comissão Técnica Diretoria/ Coordenação Ψ
  4. 4. Auxílio na construção da personalidade Conhecimento da história de vida e esportiva Obtenção do sucesso Auto-estima Especialização precoceTransformação de um grupo para uma equipe Planejamento de metas e objetivos individuais e coletivos Atividades dinâmicas, atrativas e variadas Composição e funcionamento da comissão técnica Dispensa x admissão de atletas Nível de competitividade da equipe Converter as atividades em desafios, nunca em ameaças Observar individualmente os atletasSer capaz de corrigir as metas estabelecidas Analisar o próprio estado emocional para não transmitir ansiedade
  5. 5. “O esporte por si só não é bom nem ruim, dependerá basicamente da forma com que é utilizado e dos processos didáticos e pedagógicos empregados em seu ensino”. (Benno Becker, 2000)
  6. 6. 25% abandonaram o esporte por falta de elogio. Em que momentos elogiar? Quem necessita de elogios? Como elogiar? 20% pela falta de instrução aos erros e falhas cometidas. Estimular! 20% pela falta de informação sobre os progressos obtidos. Feedback 25% se sentem esquecidos. Processo seletivo x exclusão. Smith, Smoll & Curtis in Becker Jr, 2000
  7. 7.  Treinadores revelam-se figuras determinantes no desenvolvimento esportivo e pessoal dos atletas e na sua adaptação à vida, desempenhando papéis diferenciados em cada uma das fases da carreira.  A evolução técnica, física e psicológica modifica a relação do atleta com o esporte e condiciona o funcionamento da díade treinador-atleta, sendo necessário ao técnico perceber tais alterações e se adaptar ao padrão relacional. Damásio & Serpa, 2001)
  8. 8.  1ª fase: iniciação – prática lúdica, aprendizagens básicas baseadas na motivação. Treinador como modelo significativo com impacto motivacional.  2ª fase: desenvolvimento - compromisso com o processo de treino rigoroso e exigente, voltado para o aspecto técnico. Relação do treinador-atleta sofre alterações, tendendo a ser amigável e caracterizada pela empatia. Orientador e disciplinador.  3ª fase: especialização – envolvimento no treino e competição torna-se um componente essencial do cotidiano, assumindo um significado prioritário em sua vida. Relação treinador-atleta registra conflitos.  4ª fase: reforma desportiva – período de estabilização e retrocesso do rendimento que conduz ao abandono e à transição para outro estilo de vida e a um novo envolvimento profissional. Relação ganha serenidade e equilíbrio na contribuição que cada um dá à gestão da interação desportiva. Isso se dá à experiência e maturidade dos atletas que os coloca numa crescente de igualdade na relação.
  9. 9.  O domínio do treinador (relação de poder) prevalece no início com valores perto dos 80%, diminuindo progressivamente para 62%, 24% e 18% nas fases seguintes.  A dinâmica relacional na díade treinador-atleta evolui de uma orientação afetiva para uma orientação dirigida para a tarefa.  O poder que antes se concentrava no treinador tende a uma igualdade.  A frequência de conflitos é baixa na evolução da carreira.
  10. 10.  1-Comunicação  Pilar do rendimento esportivo.  Competência social do treinador.  Objetiva melhorar as relações e não somente passar conhecimento aos atletas.  Cada atleta e equipe desportiva é diferente dos demais tornar consciente que cada atleta tem uma capacidade diferente para entender as mensagens. INDIVIDUALIDADE
  11. 11.  Linguagem verbal ◦ Falar claramente- levar informação, gerar desejos de aperfeiçoamento, ter feedback do atleta, possibilitar suas exposições. ◦ Escolher palavras certas- eu x nós. ◦ Dar reforços positivos – influencia na conduta do atleta, aumentando a probabilidade de comportamentos gratificados. Podem ser verbais ou não verbais. Eficazes após a ação. ◦ “Seu burro, quantas vezes eu disse para cruzar a bola!” ◦ “Você está em evolução, é dedicado, mas se eu pudesse dizer alguma coisa para aumentar sua capacidade...diria que...” ◦ Assertividade – fazer afirmações positivas
  12. 12.  Linguagem não-verbal ◦ Como se fala: tipo de olhar, tom de voz, ritmo, respiração, alternância na fala). GRITO!!! “Cuidado com aquele atacante que é muito perigoso, bate bem com os dois pés...também cabeceia bem!” Que mensagem está no conteúdo não-verbal??? (medo, insegurança, valorização do adversário, desvalorização dele pelo treinador) o Linguagem corporal: gestos e expressões faciais podem transmitir confiança ou insegurança. o Escuta ativa – habilidade de ouvir e entender os sentimentos envolvidos na fala. “Atleta não tem que falar, tem que jogar”. “Se ele não me ouve, por que vou ouví-lo?”
  13. 13. FEEDBACK
  14. 14.  2-Liderança “Processo de influência positiva que o líder exerce sobre o seu grupo, visando à realização de objetivos”. (Shaw, 1981)
  15. 15.  Líder efetivo AÇÕES EXEMPLOS Estabelecer objetivos e metas concretas Avaliar a capacidade da equipe e definir metas específicas Construir ambiente social e psicológico favorável Proporcionar clima participativo Instruir valores Estabelecer junto ao grupo normas de conduta. Ser espelho de comportamento Motivar os atletas para o alcance das metas Criar metas intermediárias que direcionem o alcance dos objetivos Comunicar-se com os atletas Estabelecer canal acessível
  16. 16. Características do líder autocrático e democrático (Samulski, 1985) Autocrático Democrático Orientado à tarefa Orientado à pessoa Toma as decisões sem participação do grupo Incorpora os atletas nas decisões, distribui responsabilidades Dominância verbal e distanciamento emocional Intensifica os processos interativos Planeja, decide e controla todas as ações Incentiva iniciativas, estimula o grupo colocando os problemas em discussão
  17. 17. Líder orientado à tarefa Vantagens Desvantagens Energia dirigida para a tarefa Pode aumentar os níveis de ansiedade Pouco tempo em comunicações interpessoais Sacrifica a segurança pessoal dos atletas pela realização de objetivos Designa rapidamente tarefas em atividades estruturadas Menos eficaz em situações de tensão, nas quais o grupo pode querer interagir Líder orientada à pessoa Vantagens Desvantagens Reduz a ansiedade em tarefas mal sucedidas Falta de preocupação com a execução bem sucedida da tarefa Lida melhor com pessoas inseguras Menos eficiente em situações estressantes
  18. 18.  “...cada um dos tipos de líderes é bem sucedido em certas situações, ou seja, ninguém está apto a mostrar que um tipo de líder é sempre superior ou inferior.” (Fiedler, 1969)  “...o líder eficaz deveria ter a capacidade de modificar seu estilo de liderança com base na observação das características do grupo e da situação.”(Hersey & Blanchard, 1996)
  19. 19. Liderança situacional Qualidades essenciais Exemplos Capacidade de diagnóstico Analisar os comportamentos dos atletas e do grupo Espírito de observação Perceber detalhes do ambiente de treinamento e jogos Sensibilidade Sentir as variações do comportamento do atleta nas mais variadas situações Adaptar o estilo de liderança em função do meio Verificar as características da situação Flexibilidade e habilidade para variar o comportamento Mudar o comportamento de acordo com o grupo e situação
  20. 20.  3-Motivação “O treinador é a peça chave na motivação do jovem e no sucesso esportivo do mesmo”. (Becker Jr., 2000)  Esporte é um instrumento suscetível a desenvolver os traços de personalidade positivos, tais como: a consciência de si mesmo (noção de autoavaliação), a capacidade de superar obstáculos e adaptação aos mesmos, a percepção dos outros, as relações humanas e a autonomia. (Bortoli, 1995)  Autoestima: aprovação ou não de si mesmo  Autoconfiança
  21. 21.  O treinador representa para o atleta uma referência determinante de suas emoções, cognições e comportamentos. O praticante procura nele a segurança que carece num contexto caracterizado pela instabilidade e incerteza. Todavia, a história pessoal do treinador, leva-o a viver as profundas emoções decorrentes do significado psicológico da situação desportiva.  A conduta do técnico tem impacto diferente de acordo com as características, necessidades e limitações dos praticantes, o que dá razão à importância de conhecer cada atleta para que se adeque à intervenção.  O treinador é sempre um modificador de comportamentos, do que decorrem consequências positivas ou negativas para o desportista.
  22. 22.  Na díade treinador-atleta, cada um deles encontra no outro um complemento fundamental dos recursos de que necessita para realizar objetivos de significado pessoal.
  23. 23.  “Um atleta sub 13 chega chorando dizendo que não quer ser lateral porque não faz gol”.  “Um atleta sub 15 tem o jogo narrado pelo treinador durante os 40 minutos. O técnico alega prejuízo na tomada de decisão”.  “Um atleta sub 17 que foi aproveitado no time principal como titular em seu 2º ano tem queda de rendimento e nem banco pega. O atleta, por sua vez, treina menos dedicado”.  “Um atleta sub 20 integra a equipe de juniores, mas cotidianamente treina com o profissional e desce apenas para jogar”.
  24. 24. “Para ser chefe, é também necessário ser responsável”. Saint Exupéry
  25. 25. michelle@botafogo.com.br mimelhem@hotmail.com

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