PERGUNTEI AO MAR Naelua Pessoa
Estava fim de tarde... soprava uma brisa leve. Involuntariamente sentei-me na amudara acimentada e passei a contemplar aqu...
De tão próximos que estávamos, o senti amigo, e então resolvi ter com ele uma prosa, e  Perguntei ao Mar... Que utopia! De...
Perguntei ao Mar... De suas praias, que falas? Que asneira!  Respondeu-me ser seu portal, sua soleira, que tem a praia com...
Perguntei ao Mar... Tens coração, que sentes? Que tristeza! Respondeu-me sim. Guarda-o nas profundezas, ama as sereias de ...
Após incomum conversa, Perguntei a mim, Algo em comum com o mar? Descobri, e me respondi que sim!
Imagem: Olhares.com – Miguel Pereira  Música:  Gondola – E. Cortqzar  Formatação: adsrcatyb@terra.com.br  Site:  www.momen...
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PERGUNTEI AO MAR

  1. 1. PERGUNTEI AO MAR Naelua Pessoa
  2. 2. Estava fim de tarde... soprava uma brisa leve. Involuntariamente sentei-me na amudara acimentada e passei a contemplar aquele vasto mundo de água salgada, de um azul esverdeado. Passava-me tranqüilidade e paz. Agitação e abundância! De onde vens, aonde vais? Num silêncio absoluto, apenas entrecortado, pelo suave arrulho dos pombos, que volta e meia pousavam, beliscavam algo, para logo alçarem vôo. Permaneço silenciosamente a observar aquela imensidão, até onde meus olhos alcançam.
  3. 3. De tão próximos que estávamos, o senti amigo, e então resolvi ter com ele uma prosa, e Perguntei ao Mar... Que utopia! De suas águas, que dizes? Respondeu-me que traziam alegria, espantando a melancolia. Quando alegre, levantavam ondas, redondas ondas, atiçando dos surfistas a ousadia! Quando serenas, deixavam-se ao sabor dos pescadores, recebia suas iscas, suas redes, e com nossos frutos as jangadas abasteciam! Quando iradas, malvadas, debatiam-se contra os rochedos, como a esmurrar com coragem e valentia!
  4. 4. Perguntei ao Mar... De suas praias, que falas? Que asneira! Respondeu-me ser seu portal, sua soleira, que tem a praia como companheira! Que se transforma em espuma esbranquiçada para poder deixá-la bonita, faceira! E se desmancha todo na areia, a ficar de bobeira!
  5. 5. Perguntei ao Mar... Tens coração, que sentes? Que tristeza! Respondeu-me sim. Guarda-o nas profundezas, ama as sereias de raras belezas! Que infiéis por natureza, troca-o por marinheiros de consciência indefesa, cantarolando, por esperteza, os atraem com proeza!
  6. 6. Após incomum conversa, Perguntei a mim, Algo em comum com o mar? Descobri, e me respondi que sim!
  7. 7. Imagem: Olhares.com – Miguel Pereira Música: Gondola – E. Cortqzar Formatação: adsrcatyb@terra.com.br Site: www.momentos-pps.com.br

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