NEGRINHO DO PASTORIO

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NEGRINHO DO PASTORIO

  1. 1. Negrinho do Pastoreio Chico Ribeiro gentileza de Filipe Augusto Mello Mattos A mão da noite fechara a porta grande do dia, era noite e dentro dela a tempestade rugia...
  2. 2. O vento! Como ventava! A chuva! Como chovia! O trovão de boca aberta! O raio, de quando em quando, Soltando-se do trovão, corria dentro da noite, cortando em riscos de fogo o seio da escuridão! Ia fundo a tempestade: O vento ventando mais, a chuva chovendo mais. E o Negrinho, como a ronda, dentro da noite perdido!... A tempestade crescendo, cada vez roncando mais!...
  3. 3. E o Negrinho acocorado entre as macegas, ouvindo, ouvindo, vendo e sentindo, o bate-bate da chuva, o martelar do trovão. E o raio...com que violência cortava o raio a amplidão!... E o Negrinho ouvindo tudo! Tudo lhe vem aos ouvidos, enche-lhe a vista, os sentidos, menos o passo da ronda, que lhe confiara o -Sinhô-, a ronda que a tempestade de vento e chuva espalhou... A tempestade crescendo, cada vez roncando mais!...
  4. 4. Depois que tudo acabou, que a chuva não mais choveu, que o vento não mais ventou e o raio se terminou porque o trovão se calou. E o Negrinho também! A não ser pelos milagres, pelo bem que ele nos presta quando se perde um tareco, ninguém mais dentro do mundo no vão dos dias, das noites, acompanhado ou sozinho, conseguiu botar os olhos, PODE ENCONTRAR O NEGRINHO! Música: Borghetti e Lucio Yanel_Negrinho do Pastoreio Montagem; [email_address] www.pranos.com.br

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