Dorival Groggia Ribeiro NURA SLIDES 2006 SOM Nura Slides Clique Clique
Frondosas paineiras ornamentavam a bucólica pracinha. Na sombra amiga sempre cabia mais um: um viajante, uma criança, um a...
Testemunhas de uma época, quantos amores, desamores, negócios, encontros e desencontros presenciaram. Suas flores espalhav...
Paineiras amigas que  resguardavam o cavalo na carroça ou simplesmente o cavalo arreado, enquanto seus donos iam "esq...
De ar provinciano, coloquial, amparavam a todos sem distinção, assim como a saia da mãe ou o rabo de fogão do velho casarã...
Nura Slides A pequena cidade e as paineiras viviam de mãos dadas, uma namorando a outra. Almas gêmeas. A vilazinha, contud...
Frondosas paineiras que se agigantavam à medida que o tempo ia passando, que alegravam a pequenina cidade sem nada pedir, ...
Nura Slides Uma existência só espalhando o bem, o bom e o saudável. Em meio a toda essa beleza campestre, puderam presenci...
Nura Slides No entanto, quando o verdor era mais intenso, quando o esplendor mais aflorava, quando pareciam mais alegres, ...
Nura Slides As paineiras espantadas, tristonhas, silenciosas pareciam chorar.  Indefesas e dóceis iam tombando uma a uma l...
Nura Slides Como em tudo a limitação havia chegado. Cardoso e as paineiras choraram juntas.  DORIVAL GROGGIA RIBEIRO Cardo...
Nura Slides A Paineira e sua utilidade Nota do autor A sua madeira pode ser empregada na confecção de canoas, cochos, game...
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  1. 1. Dorival Groggia Ribeiro NURA SLIDES 2006 SOM Nura Slides Clique Clique
  2. 2. Frondosas paineiras ornamentavam a bucólica pracinha. Na sombra amiga sempre cabia mais um: um viajante, uma criança, um ancião, um tabuleiro de doce, um carrinho de pipocas ou um bate-papo descontraído. Um manto que se esparramava impregnado de suaves brisas... Nura Slides
  3. 3. Testemunhas de uma época, quantos amores, desamores, negócios, encontros e desencontros presenciaram. Suas flores espalhavam um misto de candura e encantamento, cativando as atenções, colorindo o modesto largo de um tom mavioso e celestial. Nura Slides
  4. 4. Paineiras amigas que resguardavam o cavalo na carroça ou simplesmente o cavalo arreado, enquanto seus donos iam "esquentar a goela” ou comprar o sustento do cotidiano. A pracinha estava rodeada de uma dezena delas, todas enormes, chamando os transeuntes para uma parada gostosa e refrescante Nura Slides
  5. 5. De ar provinciano, coloquial, amparavam a todos sem distinção, assim como a saia da mãe ou o rabo de fogão do velho casarão que sempre cabia mais um filho, à procura de apoio ou de uma caçarola de pipoca. Circundavam toda a pracinha, recolhendo a todos para um truque relaxante ou para o reencontro de velhos amigos. Nura Slides
  6. 6. Nura Slides A pequena cidade e as paineiras viviam de mãos dadas, uma namorando a outra. Almas gêmeas. A vilazinha, contudo, necessitava mais dessas árvores do que estas daquela. Quase tudo girava sob as suas sombras: a compra de uma melancia, de laranjas, de um mamão, de um palmito amargo ou de um doce caseiro. Mais parecia um mercado persa .
  7. 7. Frondosas paineiras que se agigantavam à medida que o tempo ia passando, que alegravam a pequenina cidade sem nada pedir, que forneciam sombra, flores e frutos, estes últimos utilizados na feitura de colchões e travesseiros de outrora, que foram úteis por duas décadas. Por longos anos, condignamente, conviveram com as alegrias e tristezas da cidadezinha. Nura Slides
  8. 8. Nura Slides Uma existência só espalhando o bem, o bom e o saudável. Em meio a toda essa beleza campestre, puderam presenciar o resplendor de áureos tempos, de exuberante movimento mercantil e de entusiasta corrida à abertura de nossos sertões.
  9. 9. Nura Slides No entanto, quando o verdor era mais intenso, quando o esplendor mais aflorava, quando pareciam mais alegres, chegou alguém fantasiado de verdugo, falando num tal de progresso, num tal de jardim público, num tal de modernismo e por isso haveria a necessidade de extirpá-las.
  10. 10. Nura Slides As paineiras espantadas, tristonhas, silenciosas pareciam chorar. Indefesas e dóceis iam tombando uma a uma levando em suas quedas sonhos e fantasias juras e perjuras, ilusões e realizações.
  11. 11. Nura Slides Como em tudo a limitação havia chegado. Cardoso e as paineiras choraram juntas.  DORIVAL GROGGIA RIBEIRO Cardoso, domingo, 09 de agosto de 1987.
  12. 12. Nura Slides A Paineira e sua utilidade Nota do autor A sua madeira pode ser empregada na confecção de canoas, cochos, gamelas, cepas de tamanco, caixotaria e no fabrico de pasta celulósica. A paina foi outrora muito usada no enchimento de colchões e travesseiros. A árvore é extremamente ornamental quando em plena floração, prestando-se admiravelmente bem para o paisagismo de grandes jardins e praças. É ótima para plantios mistos em áreas degradadas de preservação permanente . by nur@
  13. 13. Nura Slides Formatação by nur@ Brasília DF BRASIL 04/07/2006 Receber slides? nurasil @globo.com RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS! NURA & CONTOS Música: “ Seresta Boldrin.wav”

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