A CRIAÇÃO - OLODUMARÉSEMINÁRIO – RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS
O TodoNo mundo sagrado, a experiência religiosa era parteintegrante de cada um, da mesma forma como o sexo, acor da pele, ...
Deus nos Cultos Afro-brasileirosOlodumaré é um dos nomes pelos quais os seguidores do Candomblé detradição Iorubá (Yorubá)...
Olodumaré
Rituais, oferendas e sacrifíciosOs ritos de sacrifício animal são destinados aos Orixás. O Ser Supremo, Olodumaré, nãosoli...
O orixá Exu, na cosmologiaiorubá, possui funções bemdefinidas.    Por    ser   omensageiro e responsávelpela ligação entre...
Para os sacerdotes e pessoas comunsentre os iorubás a função principal de Exué de representar a oposição à criação,sendo o...
Deve-se ter em mente que, de maneira geral, todas as tradições africanas        postulam uma visão religiosa do mundo. (.....
Candomblé X Umbanda As consultas são as principais diferenças, visto que as outras são mais pertinentes à atuação das “ent...
Material X EspiritualNo mundo dessacralizado as coisas seinverteram. Menos entre os homens comuns,externos aos círculos ac...
Para a religiosidade africana, a natureza é            dotada de sacralidade. Nas religiõesmonoteístas existe uma separaçã...
Influências do catolicismo
Quando se fala em candomblé, geralmente a referência é ocandomblé queto, ou da chamada “nação queto, da Bahia,vertente em ...
Candomblé na BahiaMãe Menininha do Gantois
Xangô em Pernambuco e Alagoas       Terreiro do Pai Adão em Pernambuco
Tambor de Mina no Maranhão e no Pará     Mãe Celeste, mãe de santo de um dos mais tradicionais                    terreiro...
Tambor de mina no Maranhão e Pará  CENTRO DOS TAMBORES DE MINA JEJE NAGÔ TOY LISSÁ/AGBÊ MANJÁ
Batuque no Rio Grande do Sul           Jogo de Búzios
Macumba no Rio de JaneiroGisele Omindarewa, de origem francesa, é hoje mãe de santo. Mudou-se para SantaCruz da Serra, na ...
Música e Dança – os Ogans• Toque de Candomblé é o mesmo que festa, pois se refere às batidas  dos atabaques, que possuem u...
Ogans
Música e Dança - Ogans• Os atabaques são tocados  por Ogans confirmados  da Casa ou por visitantes  importantes,  merecedo...
Ogans
No dia 09 de dezembro foi veiculado pela imprensa nacional o caso do menino que tinha agulhas pelo corpo. Ficamos constern...
“Se queres saber quem sou,  Se queres que te ensine o que sei,  Deixa um pouco de ser o que tu és            E esquece o q...
Bibliografia•   PRANDI, Reginaldo. As religiões negras do Brasil. Para uma sociologia•   dos cultos afro-brasileiros.•   B...
SEMINÁRIO: RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS• DISCIPLINA: CULTURA AFRO-BRASILEIRA• CURSO: LICENCIATUTA EM HISTÓRIA – 4º semestre•...
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  1. 1. A CRIAÇÃO - OLODUMARÉSEMINÁRIO – RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS
  2. 2. O TodoNo mundo sagrado, a experiência religiosa era parteintegrante de cada um, da mesma forma como o sexo, acor da pele, os membros, a linguagem. Uma pessoa semreligião era uma anomalia. Assim como HAMPATÉ BÁafirma através da tradição oral da história africana, oespiritual e o material não estão dissociados. Se liga aocomportamento e ao cotidiano do homem e dacomunidade. A cultura africana não é, portanto, algoabstrato que possa ser isolado da vida. Ela envolve umavisão particular do mundo, ou, melhor dizendo, umapresença particular no mundo – um mundo concebidocomo um Todo onde todas as coisas se religam einteragem.
  3. 3. Deus nos Cultos Afro-brasileirosOlodumaré é um dos nomes pelos quais os seguidores do Candomblé detradição Iorubá (Yorubá) e os da Umbanda nomeiam o Ser Supremo. Ele é oÚnico Deus, Todopoderoso, o Criador de todo o Universo, o Autor de tudo oque existe, existiu e existirá. O Supremo Arquiteto e Criador do céu, da terra,das águas e da vida.Tão sublime, Ele é a Divindade Suprema que reconhece toda e qualquer formade adoração a Ele, pois é O mesmo Deus Todo-poderoso adorado pelosseguidores de outras religiões, pois Ele se manifestou aos seres humanos dediversas maneiras, em lugares e épocas distintas – apesar do exclusivismo dealguns movimentos religiosos que O querem só para eles –, utilizando-se paraisso da eterna e sensível linguagem da Natureza, expressa principalmente nosOrixás e nos espíritos ancestrais, sendo ela a mais direta via de comunicaçãocom os seres humanos, quando quis nos transmitir suas mensagens sagradas,dotando os seres humanos de capacidades sensoriais muito sofisticadas, deforma que pudessem perceber a clara evidência de sua presença em tudo o queexiste ao nosso redor.
  4. 4. Olodumaré
  5. 5. Rituais, oferendas e sacrifíciosOs ritos de sacrifício animal são destinados aos Orixás. O Ser Supremo, Olodumaré, nãosolicita sacrifício com derramamento de sangue nem oferenda, pois Ele está acima dascontingências. A comunicação Homem-Deus é feita por pensamento e a palavra porexcelência é Axé, que significa “que assim seja”, ou “que Deus permita que istoaconteça”, da qual os Orixás são seus intermediários e encaminhadores dos pedidos.A magia dos trabalhos que se realizam no corpo físico tem por objetivo penetrar omundo metafísico, alcançar a matriz para modificar ou restabelecer o equilíbrio dacópia, através das energias mineral, vegetal e animal. Orientado pela intenção, o desejoatinge o alvo, liberando as propriedades necessárias:Kò má ìkú — nada de morteKò má’run — nada de doençasKò má sè jó — nada de problemasKò má èpè — nada de maldadesÀ arin dede wa — entre todos nós.
  6. 6. O orixá Exu, na cosmologiaiorubá, possui funções bemdefinidas. Por ser omensageiro e responsávelpela ligação entre os homense os demais Orixás, é a eleque se destina a primeiraoferenda, antes de todos osoutros orixás, pois, sem ele,não há a comunicação com osoutros, é como se eles nãoescutassem o chamado doshomens. (OLIVA, 2005).
  7. 7. Para os sacerdotes e pessoas comunsentre os iorubás a função principal de Exué de representar a oposição à criação,sendo o infrator das regras e da ordem.(...) Incumbido por Olodumaré3 da tarefade mudar o que está parado, Exu recebe oAdô, uma cabaça na qual se encontra aforça da transformação. (...) Exu destróipara recriar. É o principio da desordem,inseparável da estrutura da ordem; umdepende do outro. (...) Uma outracaracterística de Exu, que se alia à idéia damodificação e da recriação da ordem, éseu aspecto fálico: (...) ele é o senhor doscruzamentos e dos caminhos, o que abre,penetra e liga os mundos que formam ouniverso religioso iorubá. (OLIVA, 2005, p.19).
  8. 8. Deve-se ter em mente que, de maneira geral, todas as tradições africanas postulam uma visão religiosa do mundo. (...) Na Europa, a palavra “magia” é sempre tomada no mal sentido, enquanto que na África designa unicamente o controle das forças, em si uma coisa neutra que pode se tornar benéfica ou maléfica, conforme a direção que se lhe dê. Como se diz: “Nem a magia nem o destino são maus em si. A utilização que dele fazemos os torna bons ou maus”. Hampaté-Bá
  9. 9. Candomblé X Umbanda As consultas são as principais diferenças, visto que as outras são mais pertinentes à atuação das “entidades guias” em seus trabalhos na Umbanda e aos rituais internos do Candomblé.• No Candomblé são feitas • Consultas são feitas através através do “jogo de búzios” dos espíritos de Caboclos, ou “Ifá”, não aceitando a Pretos-Velhos, Baianos, comunicação de espíritos Exus, etc. (eguns), sendo portanto vetada sua incorporação.
  10. 10. Material X EspiritualNo mundo dessacralizado as coisas seinverteram. Menos entre os homens comuns,externos aos círculos acadêmicos, mas deforma intensa entre aqueles que pretendem jáhaver passado pela iluminação científica, oembaraço frente à experiência religiosapessoal é inegável. Por razões óbvias.Confessar-se religioso equivale a confessar-secomo habitante do mundo encantado emágico do passado, ainda que apenasparcialmente. E o embaraço vai crescendo namedida em que nos aproximamos das ciênciashumanas, justamente aquelas que estudam areligião.
  11. 11. Para a religiosidade africana, a natureza é dotada de sacralidade. Nas religiõesmonoteístas existe uma separação entre o que é sagrado e o que não é. (Influência Capitalista) Texto: Marina de Mello e Souza (em aula de Lúcio Menezes)
  12. 12. Influências do catolicismo
  13. 13. Quando se fala em candomblé, geralmente a referência é ocandomblé queto, ou da chamada “nação queto, da Bahia,vertente em que predominam os orixás e ritos de iniciaçãode origem iorubá. Seus antigos terreiros são os maisconhecidos e prestigiados do Brasil: a Casa Branca doEngenho Velho, o candomblé do Alaketo, o Axé Opô Afonjá eo Gantois.As mães-de-santo que alcançaram grande prestígio evisibilidade na sociedade local têm sido dessas casas, comoPulquéria e Menininha, sua sobrinha-neta e sucessora nocandomblé do Gantois; Olga, do terreiro do Alaketo; eAninha, Senhora e Stella do candomblé Opô Afonjá.
  14. 14. Candomblé na BahiaMãe Menininha do Gantois
  15. 15. Xangô em Pernambuco e Alagoas Terreiro do Pai Adão em Pernambuco
  16. 16. Tambor de Mina no Maranhão e no Pará Mãe Celeste, mãe de santo de um dos mais tradicionais terreiros do Maranhão.
  17. 17. Tambor de mina no Maranhão e Pará CENTRO DOS TAMBORES DE MINA JEJE NAGÔ TOY LISSÁ/AGBÊ MANJÁ
  18. 18. Batuque no Rio Grande do Sul Jogo de Búzios
  19. 19. Macumba no Rio de JaneiroGisele Omindarewa, de origem francesa, é hoje mãe de santo. Mudou-se para SantaCruz da Serra, na Baixada Fluminense, estado do Rio de Janeiro, e lá fundou umterreiro de candomblé.
  20. 20. Música e Dança – os Ogans• Toque de Candomblé é o mesmo que festa, pois se refere às batidas dos atabaques, que possuem uma variedade significativa de ritmos identificados com a necessidade do momento. São mais de 15 ritmos diferentes, acompanhados de cântico ou não. Esses toques têm o poder de entrar em sintonia com o Orixá, pois fornecem elementos como gestos e movimentos do corpo que entram em afinidade de forma irresistível.• As celebrações de barracão, os toques, consistem numa seqüência de danças, em que, um por um, são honrados todos os Orixás, cada um se manifestando no corpo de seus filhos e filhas, sendo vestidos com roupas de cores específicas, usando nas mãos ferramentas e objetos particulares a cada um deles, expressando-se em gestos e passos que reproduzem simbolicamente cenas de suas biografias míticas. Essa seqüência de música e dança, sempre ao som dos tambores (chamados rum, rumpi e lé) é designada sirè, que em iorubá significa "vamos dançar". O lado público do candomblé é sempre festivo, bonito, esplendoroso, esteticamente exagerado e extrovertido para os padrões europeus.
  21. 21. Ogans
  22. 22. Música e Dança - Ogans• Os atabaques são tocados por Ogans confirmados da Casa ou por visitantes importantes, merecedores de homenagens especiais.• Os atabaques são instrumentos sagrados que passam por rituais de iniciação e recebem obrigações como verdadeiras divindades.
  23. 23. Ogans
  24. 24. No dia 09 de dezembro foi veiculado pela imprensa nacional o caso do menino que tinha agulhas pelo corpo. Ficamos consternados com o fato e, lógico, torcendo pelo seu pronto restabelecimento. Porém um pensamento grassou em nossamente: só falta dizerem, agora, que se trata de feitiçaria ou algo do gênero. Pensamos: "não, não é possível que isso tenha sido feito em nome de algo tão belo como a Umbanda ou Candomblé". Infelizmente estávamos errados. Era possível! Domingo, 20 de dezembro, assistimos à entrevista do padrasto da criança, Roberto Carlos Magalhães, ao Fantástico evimos que as entidades do universo religioso afro-brasileiro, mais uma vez, estavam sendo usadas. Mais uma vez, pessoas sem nenhum escrúpulo ou moral, utilizavam-se das religiões afro-brasileiras para justificar ou perpetrar um ato vil e cruel. Parte da entrevista, que pode ser vista em http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,MUL1422008-5598,00.html, nos mostra a frieza de como os fatos aconteceram. Embebedavam a criança, Roberto Carlos e mais duas mulheres, e, em seguida, enfiavam-lhe as agulhas no corpo. Roberto afirma que tudo era feito na casa de Angelina, uma pretensa "benzedeira",sendo Bia, que, segundo Roberto era sua amásia, "trabalhava com os caboclos, com os orixás, para poder fazer isso", "era ela que preparava o vinho para dopar o menino". Tudo isso para afetar a mãe da criança, que convivia com Roberto há cerca de seis meses, às turras. É triste vermos o ponto em que a loucura transforma alguns seres humanos! É triste vermos que, mais uma vez, as entidades espirituais, que não tem nada a ver com isso, são feitas de bode expiatório para as sandices de malucos e ignorantes (no pior sentido da palavra).Caboclos e Orixás, parte indissociável das religiões afro-brasileiras, nunca poderão ser utilizados para justificar ou serviremde muleta para perpetração de atos ignomiosos como esse, feito contra uma criança de dois anos, com o objetivo de matá- la. As religiões afro-brasileiras, especialmente os dirigentes de casas de Candomblé e Umbanda, precisam agir; precisam orientar melhor seus seguidores e praticantes, para que coisas desse tipo não voltem a acontecer. Nossos amigos espirituais não merecem a pecha de demônios diabólicos! Mário Filho Bacharel em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, com Especialização em Políticas Públicas de Gestão em Segurança Pública e Ciências da Religião, Mestrando em Ciências da Religião (todos pela PUC/SP)
  25. 25. “Se queres saber quem sou, Se queres que te ensine o que sei, Deixa um pouco de ser o que tu és E esquece o que sabes”.Tierno Bokar (o sábio de Bandiagara)
  26. 26. Bibliografia• PRANDI, Reginaldo. As religiões negras do Brasil. Para uma sociologia• dos cultos afro-brasileiros.• BÂ, Hampaté. A tradição viva.• MELLO E SOUZA, Marina de. África e Brasil africano.• OLIVA, Anderson. As faces de Exu: representações européias acerca da cosmologia dos• Orixás na África Ocidental (Séculos XIX e XX). In Revista Múltipla, Brasília: junho/2005. (p. 9-37).• SARACENI, Rubens. Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada: a religião dos mistérios, um hino de amor a vida. São Paulo, ed. Madras, 2008.• http://www.alagoas24horas.com.br• http://afinsophia.com• http://cafehistoria.ning.com• http://www.casadeoxumare.com
  27. 27. SEMINÁRIO: RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS• DISCIPLINA: CULTURA AFRO-BRASILEIRA• CURSO: LICENCIATUTA EM HISTÓRIA – 4º semestre• PROFº. LÚCIO MENEZES• Data: 28/11/2012 – Universidade Nove de Julho• Autores: Emerson Mathias, Priscila Cassanti, ElaineAprígio e Carolina Fioravanti.

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