Paulo

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Paulo

  1. 1. Escola E.B. 2,3/S Mestre Martins Correia da Golegã 2010/2011 Ficha de Leitura – Português Aluno: Paulo J. C. Alves Ano/Turma: 12º A Titulo: Nome de Guerra de Almada Negreiros Local de Publicação: Lisboa, Portugal Ano de Edição: 1938 Editora: Edições Europa, Colecção de Autores Modernos Portugueses Tipo: Romance Número de Páginas: 156 Duração de Leitura: 2 Horas O autor: José Sobral de Almada Negreiros foi um artista que se destacou em váriasáreas, tais como na escritura e na pintura plástica. Apesar de aparecer muito comosendo Lisboa o seu local de nascimento, foi em São Tomé e Príncipe, a 7 de Abrilde 1983,que nasceu Almada Negreiros. A sua infância foi, quase na íntegra, passada em São Tomé e Príncipe,terra da sua mãe. Com a morte da sua mãe e levado pelo pai para Portugal onde édeixado ao cuidado de um colégio de jesuítas. Em 1911 é na Escola Internacional de Lisboa, onde está matriculado, quepublica o seu primeiro desenho na revista A Sátira. Publica também o jornalmanuscrito A Paródia, onde é o único redactor e ilustrador.
  2. 2. Em 1913, ainda na E.I.L., apresenta a sua primeira exposição individual,composta por 90 desenhos. Conhece Fernando Pessoa. Com este e Mário de SáCarneiro, funda a Revista Orpheu. Escreveu o Manifesto Anti-Dantas, em respostas às provocações de JúlioDantas. O manifesto teve algum impacto no meio artístico sendo este um ataque atodos os representantes do mais alto nível. Viveu em Paris e durante o EstadoNovo foi colaborador, apoiante e admirador, influenciado pelas suas ideiasfascistas derivadas do Futurismo italiano. Pinta os vidrais da Igreja de NossaSenhora de Fátima, pinta o retrato célebre de Fernando Pessoa, os painéis dasgares marítimas de Alcântara e da Rocha Conde de Óbidos, pelas quais recebeo Prémio Domingos Sequeira, pinta o Edifício da Águas Livres e frescos naEscola Patrício Prazeres, pinta as fachadas dos edifícios da Cidade Universitária efaz tapeçarias para o Tribunal de Contas e para o Palácio da Justiça de Aveiro,entre muitos outros. Almada Negreiros morre em 15 de Junho de 1970, de falha cardíaca, nomesmo quarto do Hospital de São Luís dos Franceses em que também tinhamorrido Fernando Pessoa. A Obra: Nome de Guerra é o romance modernista português por excelência que,apesar de ter sido escrito inicio século XX, em nada foge aos dias que correm. Nesta obra de Almada Negreiros, o seu protagonista, o trintão, Antunes, umjovem, pelo menos com inexperiência de jovem, talvez devido à sua vida docampo, de família abastada, que é levado pelo seu tio para a cidade, Lisboa, paraaprender o que a vida é de verdade. De facto, o que Antunes irá experienciar seráuma viagem muito mais do que meramente física. Antunes acaba por embarcarnuma turbulenta viagem de auto-conhecimento. Para trás deixa toda a sua vida como até então a conhecia, nomeadamentea sua namorada de sempre, com quem se esperava vir a casar. Em Lisboaencontra Judite, nome de guerra de uma mulher da vida, sem vida, que lhe dá aconhecer como é, enfim, a vida. Judite, personifica a mudança interior em Antunes
  3. 3. e leva-o a questionar todo o universo em seu redor, principalmente o significadodos astros, como as estrelas que Amada Negreiros diz existirem em númerosuficiente para cada um dos homens, e a si próprio, também. Nome de Guerra faz-nos questionar sobre uma série de assuntos, detemáticas do nosso próprio quotidiano. Mais ainda, através da escrita de AlmadaNegreiros, somos transportados para o universo de Antunes que deixa de ser odele, para passar a ser também nosso. Este romance é o modernismo em todo o seu esplendor, surge de uma sóvez, numa imensa explosão de cores que é este livro, que é quase um diário, quese pode observar e sentir ao invés de somente ler e guardar. O Livro e eu: Desde muito cedo que apanhei o gosto pela leitura. Pensava eu que forapor ter aprendido a ler cedo demais. Sei agora que, esta foi, senão, uma maneiraque arranjei de gerir a solidão que se foi criando em torno de mim mesmo. Desde oprimeiro juntar de palavras que a curiosidade, capaz de esquecer o número devidas que temos, me fez vaguear por esse mundo de páginas, desgastadas,pintadas com tinta de máquina de escrever preta. Assim, nasceu o meu gosto pelaleitura. Assim, aprendi a, sem sequer pedir permissão a autor que fosse,desvendar o segredo por detrás dos códigos e jogos de palavras que nosescondem os livros. Lembro-me como se fosse hoje o primeiro livro que li. Diz-sepor aí que cada um escolhe os seus livros e autores à sua maneira de acordo comos seus gostos e necessidades. Geração da Utopia escolheu-me a mim, e euencantei-me. Diferentes não foram os restantes que se seguiram, e eu encantei-me. Diferente não foi Nome de Guerra, e eu encantei-me. Ler este livro parece-meter sido coisa do destino, talvez escrito nas estrelas como acabou por descobrirAntunes, num livro nada cientifico de Almada Negreiros, mas que muito tem deverdade. O livro chamou por mim. Quando comecei a lê-lo, senti como se tivessedescoberto o diário escondido de Luís Antunes Alves. Ao acabar de ler o livro sentiexactamente o oposto, senti-me indignado, senti-me como se Almada Negreirostivesse roubado o meu próprio diário, estando ali o tempo todo, a meu lado, a leraquelas palavras confusas que eu em tempos escrevera, a descrever partes daminha vida, palavra por palavra, e em voz alta! Talvez seja exagero. Épossivelmente exagero. Mas foi assim que me deixou Nome de Guerra, perplexo,sem palavras, com os meus segredos mais íntimos a descoberto. Mas talvez não
  4. 4. seja só mesmo no último nome que eu e Antunes partilhemos algo em comum. Émais justo, e menos egoísta da minha parte, considerar que este livro seja o diáriode muitos homens, dos que procuram aprender o que realmente a vida, os quequerem algo mais que uma Judite numa cama deitada, muito mais do que umaMaria de quem já tudo se conhece, que quer mais, do que tudo o que o dinheiroque se tem pode comprar. Citações Favoritas: Existem no livro inúmeras frases que gostaria de citar, a lista é enorme. Ospróprios capítulos são frases dignas de ficarem na memória, mas como só me épermitido a escolha de um número limitado aqui estão algumas que achei por bempartilhar:"A experiência não instrui nada.” – Pascal "Nada se conhece senão por experiência.” – Poincaré"Não somos um fruto qualquer, somos como qualquer outro fruto." – AlmadaNegreiros "Para tua mulher eu própria faço todo o serviço de casa. Para tua amante tens de me pôr criadas."- Uma mulher na rua."Devia haver olhos postiços para pôr naqueles para quem certas coisas sãosensíveis."- Almada Negreiros "Não estar bebido no meio de bêbados e tão indecente como estar bêbado no meio de gente fina!"- D. Jorge"- é que… o dinheiro… falta… e o amor… faz mais falta… O dinheiro… falta… e agente… esquece… a falta… O amor… falta… e a gente… não esquece… a falta!"-A mulher doente

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