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Apostila teoria musical - Conhecimento Básico - Clailton França

Partitura de Banda
Partitura de Banda
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Apostila teoria musical - Conhecimento Básico - Clailton França

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APOSTILA
TEORIA MUSICAL
Conhecimento
Básico
Elaborada e resumida por:
CLAILTON FRANÇA
clailtontrombone@hotmail.com
SUMÁRIO
1. Características da música e do som
2. Notação musical
3. Pauta e linhas suplementares
4. Clave de sol e de fá na quarta linha
5. Valores
6. Semitom, tom, alterações
7. Escala
8. Ponto de aumento
9. Ponto de diminuição (staccato)
10. Acento métrico, síncope e contratempo
11. Legato
12. Enarmonia
13. Compasso
14. Abreviaturas
15. Andamento
16. Quiálteras
17. Dinâmica
18. Expressão
19. Alguns termos musicais
20. Referências
TEORIA MUSICAL
Conhecimento Básico
O QUE É MÚSICA?
É a arte de combinar, organizar e se expressar através dos sons.
A música faz parte da arte sonora, cuja percepção é auditiva e sequencial, tendo
assim o som como matéria prima.
ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA MÚSICA
• Melodia: é a combinação dos sons sucessivos formando sentido musical.
• Harmonia: é a combinação dos sons simultâneos, ou seja, consiste na execução
de vários sons ouvidos ao mesmo tempo.
• Ritmo: é o movimento ordenado dos sons, regulados pela sua maior ou menor
duração determinada pelo tempo.
SOM
É a sensação produzida no ouvido através da vibração acústica que se propaga
por meio de ondas sonoras.
Os principais parâmetros ou características do som são:
• Altura: é a divisão dos sons em graves, médios e agudos.
• Duração: é a extensão de um som, ou seja, é o tempo em que soa o som.
• Intensidade: é o grau de volume sonoro produzido;
• Timbre: é a característica especial de cada instrumento ou voz.
NOTAÇÃO MUSICAL
São os sinais que representam a escrita musical, tais como, notas, pauta, claves,
etc. Os sons musicais são representados graficamente por sete sinais chamados notas,
sendo elas: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, e Si.
CIFRAS
É a representação das notas através de letras do sistema alfabético.
C – Dó D – Ré E – Mi F – Fá G – Sol A – Lá B – Si
PAUTA OU PENTAGRAMA
É um conjunto de cinco linhas paralelas horizontais e quatro espaços onde se
escrevem as notas musicais. As linhas e espaços são contados de baixo para cima.
Na pauta podem ser escritas apenas nove notas, quando necessária a grafia de
notas mais agudas ou mais graves são utilizadas as linhas suplementares, como veremos
adiante.
LINHAS SUPLEMENTARES
São linhas e espaços acrescentados à pauta quando esta for insuficiente para
escrever as notas musicais desejadas. Também chamadas complementares ou auxiliares,
as linhas e espaços suplementares acrescidos acima da pauta são chamados de
superiores e abaixo da pauta inferiores e são contadas a partir da pauta.
Superiores -----
Inferiores -----
O número de linhas suplementares é ilimitado, mas procura-se evitar os excessos
(acima de oito linhas suplementares), pois complica a leitura musical.
CLAVE
É um sinal colocado no início da pauta que dá seu nome à nota escrita em sua
linha, determinando assim a nomenclatura das notas das linhas e espaços.
Atualmente usam-se três tipos de claves, sendo uma de Sol (escrita na 2ª linha),
duas de Fá (escrita na 3ª ou 4ª linha) e quatro de Dó (escrita na 1ª, 2ª, 3ª ou 4ª linha).
O gráfico abaixo mostra os três modelos de claves:
Por essa apostila se tratar de elementos básicos da iniciação musical, veremos
aqui apenas as notas escritas nas claves de Sol e de Fá (na quarta linha), como mostra o
gráfico abaixo:
A clave de Sol é própria para grafar as notas agudas (violino, flauta, trompete,
etc.). A clave de Fá é indicada para as notas graves (violoncelo, trombone, tuba, etc.).
Veja abaixo a escala de Dó nas claves de Sol e de Fá (na quarta linha):
O gráfico abaixo mostra o Dó central ou Dó 3 (três) escrito nas duas claves
estudadas, nota de referência entre ambas:
VALORES
É o sinal que indica a duração relativa do som e do silêncio. Os valores positivos
ou figuras indicam a duração dos sons e os valores negativos ou pausas indicam a
duração dos silêncios.
São sete os valores que representam as figuras e as pausas no atual sistema
musical. Para cada figura existe uma pausa correspondente, como mostra o gráfico
abaixo:

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  • 1. APOSTILA TEORIA MUSICAL Conhecimento Básico Elaborada e resumida por: CLAILTON FRANÇA clailtontrombone@hotmail.com
  • 2. SUMÁRIO 1. Características da música e do som 2. Notação musical 3. Pauta e linhas suplementares 4. Clave de sol e de fá na quarta linha 5. Valores 6. Semitom, tom, alterações 7. Escala 8. Ponto de aumento 9. Ponto de diminuição (staccato) 10. Acento métrico, síncope e contratempo 11. Legato 12. Enarmonia 13. Compasso 14. Abreviaturas 15. Andamento 16. Quiálteras 17. Dinâmica 18. Expressão 19. Alguns termos musicais 20. Referências
  • 3. TEORIA MUSICAL Conhecimento Básico O QUE É MÚSICA? É a arte de combinar, organizar e se expressar através dos sons. A música faz parte da arte sonora, cuja percepção é auditiva e sequencial, tendo assim o som como matéria prima. ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA MÚSICA • Melodia: é a combinação dos sons sucessivos formando sentido musical. • Harmonia: é a combinação dos sons simultâneos, ou seja, consiste na execução de vários sons ouvidos ao mesmo tempo. • Ritmo: é o movimento ordenado dos sons, regulados pela sua maior ou menor duração determinada pelo tempo. SOM É a sensação produzida no ouvido através da vibração acústica que se propaga por meio de ondas sonoras. Os principais parâmetros ou características do som são: • Altura: é a divisão dos sons em graves, médios e agudos. • Duração: é a extensão de um som, ou seja, é o tempo em que soa o som. • Intensidade: é o grau de volume sonoro produzido; • Timbre: é a característica especial de cada instrumento ou voz. NOTAÇÃO MUSICAL São os sinais que representam a escrita musical, tais como, notas, pauta, claves, etc. Os sons musicais são representados graficamente por sete sinais chamados notas, sendo elas: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, e Si.
  • 4. CIFRAS É a representação das notas através de letras do sistema alfabético. C – Dó D – Ré E – Mi F – Fá G – Sol A – Lá B – Si PAUTA OU PENTAGRAMA É um conjunto de cinco linhas paralelas horizontais e quatro espaços onde se escrevem as notas musicais. As linhas e espaços são contados de baixo para cima. Na pauta podem ser escritas apenas nove notas, quando necessária a grafia de notas mais agudas ou mais graves são utilizadas as linhas suplementares, como veremos adiante. LINHAS SUPLEMENTARES São linhas e espaços acrescentados à pauta quando esta for insuficiente para escrever as notas musicais desejadas. Também chamadas complementares ou auxiliares, as linhas e espaços suplementares acrescidos acima da pauta são chamados de superiores e abaixo da pauta inferiores e são contadas a partir da pauta. Superiores ----- Inferiores ----- O número de linhas suplementares é ilimitado, mas procura-se evitar os excessos (acima de oito linhas suplementares), pois complica a leitura musical.
  • 5. CLAVE É um sinal colocado no início da pauta que dá seu nome à nota escrita em sua linha, determinando assim a nomenclatura das notas das linhas e espaços. Atualmente usam-se três tipos de claves, sendo uma de Sol (escrita na 2ª linha), duas de Fá (escrita na 3ª ou 4ª linha) e quatro de Dó (escrita na 1ª, 2ª, 3ª ou 4ª linha). O gráfico abaixo mostra os três modelos de claves: Por essa apostila se tratar de elementos básicos da iniciação musical, veremos aqui apenas as notas escritas nas claves de Sol e de Fá (na quarta linha), como mostra o gráfico abaixo:
  • 6. A clave de Sol é própria para grafar as notas agudas (violino, flauta, trompete, etc.). A clave de Fá é indicada para as notas graves (violoncelo, trombone, tuba, etc.). Veja abaixo a escala de Dó nas claves de Sol e de Fá (na quarta linha): O gráfico abaixo mostra o Dó central ou Dó 3 (três) escrito nas duas claves estudadas, nota de referência entre ambas: VALORES É o sinal que indica a duração relativa do som e do silêncio. Os valores positivos ou figuras indicam a duração dos sons e os valores negativos ou pausas indicam a duração dos silêncios. São sete os valores que representam as figuras e as pausas no atual sistema musical. Para cada figura existe uma pausa correspondente, como mostra o gráfico abaixo:
  • 7. A figura musical é formada de até três partes: A haste é um traço vertical colocado à direita da figura quando para cima e à esquerda quando para baixo. Quando existe a sucessão de várias figuras com colchete(s), estes podem ser unidos com uma barra de ligação, devendo a haste atravessar todas as barras de ligação. Como mostra o exemplo no gráfico abaixo: A escrita deve ser a mais clara possível e as notas devem ser agrupadas de maneira que representem sempre uma unidade reconhecível. Divisão binária de valores: A unidade divide-se em duas partes iguais e as pausas obedecem à mesma proporção dos valores ou figuras, ou seja, cada uma vale duas da seguinte.
  • 8. SEMITOM, TOM, ALTERAÇÕES Semitom ou meio tom é o menor intervalo adotado entre duas notas na música ocidental (no sistema ocidental). Abrevia-se st ou mt. Tom é a soma de dois semitons. Abrevia-se t. Existem tons maiores e menores e semitons maiores e menores. A escala temperada consiste na divisão da oitava em doze semitons iguais. Entre as notas mi-fá e si-dó há um semitom. Entre as notas dó-ré, ré-mi, fá-sol, sol-lá e lá-si, há um tom. Veja o exemplo utilizando a escala de dó maior no gráfico abaixo: • Instrumentos temperados: são instrumentos de som fixo (piano, órgão, teclado, etc.) que produzem as notas da escala temperada. • Instrumentos não temperados: são instrumentos que não tem som fixo (violino, trombone, canto, etc.) e por isso podem produzir as notas da escala natural. Acidente ou alteração é o sinal que, colocado diante da nota, modifica sua entoação, ou seja, altera seu som natural. Sustenido Eleva a nota natural um semitom (ou meio tom). X Dobrado sustenido Eleva a nota natural dois semitons ou um tom. Bemol Abaixa a nota natural um semitom (ou meio tom). Dobrado bemol Abaixa a nota natural dois semitons ou um tom. Bequadro Anula o efeito dos demais acidentes, tornando a nota natural.
  • 9. Os acidentes devem ser escritos com muita precisão, sempre na mesma linha ou no mesmo espaço onde está escrita a cabeça da nota na pauta. Quando a nota está na linha suplementar, essa linha não toca nem atravessa o acidente. Veja alguns exemplos da grafia dos acidentes na pauta abaixo: O semitom pode ser: • Semitom natural: formado por notas naturais. Só existem dois semitons naturais, mi-fá e si-dó, que além de naturais também são diatônicos. • Semitom diatônico: formado por notas de nomes diferentes. Ex: dó#-ré, etc. • Semitom cromático: é formado por notas de nomes iguais. Ex: dó-do#, etc. ESCALA É uma sucessão ascendente e descendente de notas diferentes consecutivas. Quando segue sua ordem natural (dó-ré-mi-fá-sol-lá-si) temos uma escala ascendente; seguindo em ordem inversa (si-lá-sol-fá-mi-ré-dó) temos uma escala descendente. Exemplo: Ascendente Dó Descendente Si Si Lá Lá Sol Sol Fá Fá Mi Mi Ré Ré Dó Dó Quanto sua utilização as escalas são classificadas como: • Escala natural ou diatônica: é uma sequência de sete notas diferentes consecutivas (a oitava nota é a repetição da primeira).
  • 10. • Escala artificial ou cromática: é uma sequência de doze semitons consecutivos (oitava dividida em doze semitons). Veja abaixo o exemplo da escala de Dó maior cromática clássica: • Escalas exóticas e outras: têm a formação singular. As mais conhecidas são: escalas ciganas, escalas pentatônicas ou chinesas e escalas de tons inteiros. (Não veremos detalhes nessa apostila). Graus: nome dado às notas que formam a escala. Numeram-se por algarismos romanos. A primeira nota da escala é considerada o grau I, a segunda o grau II, etc. Os graus podem ser conjuntos ou disjuntos. O I, IV e V são considerados graus tonais (determinam a tonalidade) e o III, VI, e VII graus modais (determinam o modo – maior ou menor). Cada grau de uma escala recebe um nome especial, conforme a função que exerce: Grau Nome I Tônica II Supertônica III Mediante IV Subdominante V Dominante VI Superdominante VII Sensível Modo: é o caráter de uma escala. Ele varia de acordo com a posição de tons e semitons e suas relações com a tônica. Pode ser Maior ou menor. Tonalidade: é o sistema que rege as escalas ou tons, segundo o princípio de que os seus diferentes graus estão na dependência da nota principal, ou seja, a tônica. A tonalidade pode ser maior ou menor. Tom: é a altura em que se realiza a tonalidade.
  • 11. PONTO DE AUMENTO É a abreviatura de uma combinação frequente de valores. É um sinal que, colocado á direita de uma nota ou pausa, aumenta metade da sua duração. A nota ou pausa com ponto é chamada de pontuada. Ex: O ponto de aumento não pode prolongar o valor passando para um outro compasso. Nas pausas pontuadas, o ponto de aumento é grafado sempre que possível, no terceiro espaço. PONTO DE DIMINUIÇÃO (OU STACCATO) É um sinal que, colocado sobre (acima) ou sob (abaixo) a nota, divide o valor em som e silêncio. A palavra staccato (italiano), que significa, em português, destacado, indica que os sons são articulados de modo separado e seco. Não existe ponto de diminuição nas pausas. ACENTO MÉTRICO: É constituído pelas acentuações fortes e fracas dos tempos dos compassos. Não é grafado na partitura. SÍNCOPE: é um som articulado sobre tempo fraco ou parte fraca do tempo e prolongado até o tempo forte ou parte fraca do tempo. CONTRATEMPO: são notas executadas em tempo fraco ou parte fraca de tempo, sendo os tempos fortes ou partes fortes dos tempos preenchidos por pausas.
  • 12. LEGATO É uma palavra italiana usada para indicar que a passagem de um som para o outro deve ser feita sem interrupção. A ligadura é uma linha curva grafada sobre ou sob figuras. A ligadura une a cabeça das notas e não as hastes. Não se coloca ligadura em pausas. A ligadura pode ser: • Ligadura de prolongamento: colocada entre sons de mesma altura, somando o valor de sua duração. • Ligadura de expressão: colocada sobre ou sob figuras de alturas diferentes, as quais devem ser executadas de forma unida, ou seja, sem interrupção. O sinal gráfico “ligadura” pode ser substituído pela palavra “legato”. • Ligadura de frase: indica os limites da frase musical. Na escrita para instrumentos de sopro, também é utilizada para marcar a respiração para a frase seguinte. • Ligadura de quiáltera: indica o grupo de notas que formam quiáltera. Articulação: palavra utilizada para descrever diferentes formas de emissão e ataque dos sons (ligados, destacados). A articulação pertence à técnica do instrumento.
  • 13. ENARMONIA É a substituição de uma ou mais notas por outras que, muito embora de nome diferente, representam os mesmos sons. A palavra enarmônico tem origem grega e significa “um som”. Notas enarmônicas: são notas de nome e grafia diferentes, porém com a mesma sonoridade. COMPASSO É o agente métrico do ritmo. Compasso é o espaço entre duas barras. Ritmo é a maneira como se sucedem os valores na música. Os compassos são separados por uma linha vertical, chamada barra de compasso ou travessão. A barra de compasso atravessa todo o pentagrama, da quinta à primeira linha.
  • 14. A divisão da música em compassos facilita a leitura e a execução da partitura. A barra dupla ou travessão final indica: • Final da música (a segunda barra é mais grossa); • Final de um trecho ou de uma parte da música; • Divisão de um período; • Mudança de tom; • Mudança de compasso; • Mudança de andamento. A fórmula de compasso, colocada no começo de cada peça musical, indica, geralmente por números em forma de fração, o tamanho do compasso. O numerador indica quantas figuras cabem no compasso e o denominador a sua espécie. É grafada após a clave e a armadura e é escrita uma única vez no início da música, estando em vigor até o final ou até a indicação de um compasso diferente. 4 = Quantidade de valores 4 Qualidade de valores Unidade de compasso (U.C) é o valor que preenche, se possível sozinho, um compasso inteiro. Para encontrar a unidade de compasso soma-se o número de figuras indicadas pelo denominador reduzindo-as a uma só ou a menor número possível de figuras. Unidade de tempo (U.T) é o valor que se toma por unidade de movimento. Tempo é o elemento unitário em que se “decompõe” o compasso. Por sua vez, o tempo as divide em partes. Conforme o número de tempos os compassos são classificados: unário (1 tempo), binário (2 tempos), ternário (3 tempos), quaternário (4 tempos), quinário (5 tempos), etc.
  • 15. Classificação dos compassos: • Compasso simples: é aquele que tem por unidade de tempo uma figura simples (não pontuada). Apresenta como característica principal uma subdivisão binária ou quaternária dos seus tempos. Por exemplo: semínima = 1 tempo, mínima = 2 tempos, colcheia = ½ de tempo, etc. Os compassos simples mais usados são: • Compasso composto: é aquele que tem como unidade de tempo uma figura composta (pontuada). Apresenta como característica principal uma subdivisão ternária dos seus tempos. Por exemplo: semínima pontuada = 1 tempo, mínima pontuada = 2 tempos, colcheia = 1/3 de tempo, etc. A fórmula de compasso é o resultado da multiplicação de uma fórmula de compasso simples. O fator multiplicador é 3/2. Os compassos compostos mais usados são: ABREVIATURAS É um sinal que serve para facilitar o trabalho da escrita musical. As abreviaturas mais comuns são as: • Abreviatura de vocabulário (na maior parte em italiano): emprega-se geralmente nas indicações de andamentos, expressão, dinâmica, compasso, etc. (por exemplo: rit. accel., p, f, etc.). • Abreviatura de figuração: facilita o trabalho do copista, evitando a repetição de desenhos iguais. • Sinais convencionais: são sinais gráficos usados para indicar ornamentos, repetições e outros.
  • 16. Abreviaturas de repetição: • Ritornello: é um sinal que determina a repetição de um trecho musical. Pode ser simples ou duplo. Se um trecho de música é repetido, mas com terminação diferente, usam-se duas chaves, uma com a expressão 1ª vez e outra com expressão 2ª vez. O trecho indicado com chave chama-se “casa” (1ª vez = 1ª casa, 2ª vez = 2ª casa, etc.). • Da Capo (D.C.): indica a repetição da música desde o início. Significa em italiano “da cabeça”. • Fine ou fim: indica o final do trecho repetido. • Dal Segno (D.S.): indica a repetição da música a partir do sinal. Segno em italiano significa sinal. • D.S al fine: indica a repetição da música a partir do sinal • Salto ou sinal de pulo : indica um salto na repetição do lugar onde se encontra o sinal, para o trecho onde se encontra um outro semelhante • Tremolo (trêmulo): é o desdobramento, sem medida, de um valor em outros menores. Na percussão é chamado de “rufo”. Exemplo: • Repetição de um ou mais compassos. Veja abaixo o sinal utilizado para repetição de um compasso (anterior):
  • 17. Abreviaturas de pausas: atualmente, para a repetição de compassos em silêncio, usa-se um traço com um número em cima. Este número indica quantas vezes o compasso deve ser repetido, ou melhor, por quantos compassos deve durar o silêncio. Veja o exemplo abaixo da notação e em seguida da execução: A pausa da semibreve é a unidade negativa usada para todo o tipo de compasso. Grafa-se a pausa da semibreve, mas contam-se os tempos correspondentes a cada compasso. • Cesura: é uma pequena pausa (vírgula) entre duas frases, destinada geralmente a uma rápida respiração. Executa-se tirando o final da nota anterior. Abreviatura de oitavas: Para evitar o excesso de linhas suplementares nas partes dos instrumentos que tocam notas muito agudas ou muito graves, usam-se as seguintes abreviaturas: • Linha de oitava: indica que o som real é uma oitava acima ou abaixo da nota escrita. Grafando a linha de oitava em cima da melodia, as notas devem ser tocadas uma oitava acima. Veja o exemplo abaixo: Grafando a linha de oitava embaixo da melodia, as notas devem ser tocadas uma oitava abaixo.
  • 18. ANDAMENTO É a indicação da duração absoluta do som e do silêncio determinando precisamente o valor das figuras. Metrônomo: é um aparelho que serve para determinar o andamento marcando regularmente a duração dos tempos. Por exemplo: q = 100 significa que o metrônomo vai bater 100 vezes por minuto. Os termos italianos usados para indicar aproximadamente os andamentos na música dividem-se em três grupos: lentos, médios e rápidos. Andamentos lentos (de 40 a 72): • Grave (40) – muito devagar, sério, pesado; • Largo (44-48) – muito vagaroso; • Lento (50-54) – devagar; • Adagio (54-58) – vagaroso, calmo; • Larghetto (60-63) – menos lento que Largo; • Lentíssimo, adagissimo, larghissimo – o mais devagar possível. Andamentos médios (de 72 a 120): • Andante (63-72) – andamento pausado como de quem passeia; • Andantino (69-72) – um pouco mais rápido que andante; • Sostenuto (76-84); • Commodo (80); • Maestoso (84-88); • Moderato (88-92) – moderadamente; • Allegretto (104-108) – razoavelmente depressa; mais devagar que Allegro. • Animato (120); • Com Moto (120).
  • 19. Andamentos rápidos (de 120 a 208): • Allegro (132) – depressa, rápido; • Vivace (160) – vivo, ligeiro, com vivacidade; • Vivo (160); • Presto (184) – muito depressa, veloz; • Prestíssimo (208) – rapidíssimo, o mais depressa possível; • Alegríssimo, vivacíssimo – o mais depressa possível. Modificação dos andamentos • Apressar o andamento: Accelerando (accel.), stringendo (string.), più mosso, calcando, animato, più animato, animando, più vivo (cada vez mais rápido), poco a poco acelerando (precipitando), affretando (affret.), stretto (stret.), più moto, incalzando. • Retardar o andamento: ritardando (rit. ou ritard.), alargando (allarg.), meno mosso, alargando, mancando, morrendo, amorzando, tardando, atrascinando, ritenuto (rit.), rallentando (rall.), calando, slentando. • Voltar ao andamento: a tempo, tempo primo, 1º tempo, tempo I, lo stesso tempo (o mesmo andamento). • Suspender o andamento: Ad libitum (ad lib.) – a interpretação é livre, sem compasso e sem tempo; a piacere, senza tempo; coroa. Coroa ou ponto coroado ou é um sinal de prolongamento que indica fermata, suspensão ou parada. • Fermata: sobre ou sob figura, indica prolongamento, à vontade, da figura. • Suspensão: sobre ou sob pausa, indica prolongamento, à vontade, da pausa. • Parada: sobre barra dupla, indica pequena interrupção entre duas partes do trecho musical.
  • 20. QUIÁLTERAS São grupos de notas empregados com maior ou menor valor do que realmente representam. Podem ser formadas por valores positivos e negativos. Três quiálteras (ou tercina) é o conjunto de três valores iguais que valem por dois da mesma espécie. Por exemplo: A quiáltera pode ser: • Aumentativa: quando o número de notas aumenta. Para tocar mais notas no mesmo espaço de tempo, elas devem ser mais rápidas que as notas normais. • Diminutiva: quando oe número de notas diminui. Para tocar menos notas no mesmo espaço de tempo, elas devem ser mais lentas que as notas normais. E classificada como: • Regular: formada por valores iguais. • Irregular: formadas por valores desiguais. DINÂMICA É a graduação da intensidade do som. Dinâmica natural: é a dinâmica própria do desenvolvimento do discurso musical (fraseado, sentido lógico). Dinâmica artificial: é a dinâmica indicada pelo compositor como meio de expressão. Muitas vezes não coincide com a dinâmica natural, e por isso deve constar na partitura. Graduações de intensidade do som: são indicadas geralmente por abreviaturas de termos italianos, colocados sob a pauta. Vigoram no respectivo trecho até aparecer um novo sinal que lhes elimine o efeito.
  • 21. fff molto fortíssimo ou fortíssimo – extremamente forte ou fortíssimo ff fortíssimo – muito forte f forte – forte mf mezzo forte – meio forte mp mezzo piano – meio suave p piano – suave pp pianíssimo – muito suave ppp Molto pianíssimo ou pianíssimo – extremamente suave Para aumentar ou diminuir gradativamente o som, usam-se as palavras e sinais: Crescendo (cresc.) Decrescendo (decrescendo (decresc.) ou diminuendo (dim.) Acento: é a ênfase dada a um som (alguns sons são mais fortemente acentados que outros). Os sinais de acentuação indicam as notas que são acentuadas: Sinal Nome Descrição Marcato O acento inicial é proporcionalmente grande e o decrescendo é menor. Tenuto A nota com tenuto não decresce e é sustentada rigorosamente até o fim. Ataque forte O acento inicial é menor e o decrescendo é maior. Fp Forte piano A nota começa forte e continua piano. sfz ou sf Sforzando Significa que o som deve ser reforçado, atacado com muita força.
  • 22. EXPRESSÃO Indicação que orienta o intérprete a intenção do autor. Veja abaixo alguns exemplos de expressões utilizados para que o intérprete compreenda todas as intenções e sentimentos do compositor: Expressão Significado Expressão Significado Affettuoso Terno, meigo Leggiero Ligeiro, leve, ágil Agitato Agitado Maestoso Majestoso Allegramente Alegre Marcato Marcado Animato Animado Marziale Marcial Brillante Brilhante Pesante Pesadamente Caldamente Com emoção Recitativo Como se fosse falando Calmato/calmando Com calma Rítmico Com acentos, marcado Cantabile Cantando Scherzando Brincando Com eleganza Com elegância Sensible Sensível Desto Animado, vivo Solenne Solene Dolce Docemente, doce Sostenuto Sustentado Energico Com energia Spiritoso Com Espírito Expressivo Expressivo Teneramente Com ternura Glucoso Jocoso, brincando Timoroso Com medo Grandioso Grandioso Veloce Veloz Languido Lânguido, frágil Vigoroso Com vigor Lusingando Carinhoso Vivo Com vivacidade A variação de termos de expressão varia de um artista para outro e capacidade de transmitir os sentimentos e expressões depende do preparo técnico, da sensibilidade e da cultura musical do intérprete.
  • 23. TERMOS MUSICAIS • Partitura: sobreposição de um determinado número de pentagramas nos quais são escritas as partes de todos os instrumentos e/ou vozes que são executadas na obra. As diversas vozes ou instrumentos estão colocados um abaixo do outro, de maneira que se vê perfeitamente o que se toca no mesmo compasso e no mesmo tempo. • Parte: um extrato da partitra que traz somente as notas de um componente do conjunto (por exemplo a parte do primeiro trompete). • Redução: transcrição de uma composição escrita para um conjunto (por exemplo orquestra) para um outro conjunto menor. • Orquestra: atualmente um conjunto de instrumentos reunidos para executar uma obra musical. • Orquestra filarmônica: orquestra financiada por empresas ou grupos de pessoas, sem fins lucrativos; • Orquestra sinfônica: orquestra de profissionais, geralmente financiada pelo Estado. • Naipe: um grupo de instrumentos de mesmo tipo (naipe de trombones, naipe de metais, etc.). • Maestro: Condutor ou regente. • Solo: trecho da música para ser executado por uma só voz ou instrumento e acompanhado (ou não) por outros. • Soli: indicação para que somente um integrante do naipe execute a melodia. Os outros voltam a participar após a palavra “tutti”. • Tutti: todos os executantes devem tocar ou cantar. • Coro: grupo de cantores que executa peças escritas para conjuntos vocais. Instrumentos da mesma família tocando juntos podem ser considerados como “coro”. Por exemplo “coro de trompetes” ou “coro de metais”. • Coral: adjetivo relativo a coro: canto coral, música coral, etc. • Recital: concerto executado por um só artista (às vezes acompanhado por piano).
  • 24. REFERÊNCIAS MED, Bohumi. Teoria da música/Bohumil Med. – 4. ed. rev. e ampl. Brasília, DF: Musimed, 1996.