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SociologiaSociologia
3º ano - PBN3º ano - PBN
Analisando os indicadores citados no texto, você pode afirmar que:
(A) o grande número de desempregados no Brasil está exclusivamente ligado ao grande aumento
da população.
(B) existe uma “exclusão social” que é resultado da grande concorrência existente entre a mãode-
obra qualificada.
(C) o déficit da moradia está intimamente ligado à falta de espaços nas cidades grandes.
(D) os trabalhadores brasileiros não qualificados engrossam as fileiras dos “excluídos”.
(E) por conta do crescimento econômico do país, os trabalhadores pertencem à categoria de
mão-de-obra
qualificada.
2 . Um dos fenômenos mais discutidos e polêmicos da atualidade é a “Globalização”, a qual
impacta de forma negativa:
(A) na mão-de-obra desqualificada, desacelerando o fluxo migratório.
(B) nos países subdesenvolvidos, aumentando o crescimento populacional.
(C) no desenvolvimento econômico dos países industrializados desenvolvidos.
(D) nos países subdesenvolvidos, provocando o fenômeno da “exclusão social”.
(E) na mão-de-obra qualificada, proporcionando o crescimento de ofertas de emprego e fazendo
os salários caírem vertiginosamente.
1. O Brasil, por suas características de crescimento econômico, e apesar da crise e do retrocesso
das últimas décadas, é classificado como um país moderno. Tal conceito pode ser, na
verdade, questionado se levarmos em conta os
indicadores sociais: o grande número de desempregados, o índice de analfabetismo, o déficit
de moradia, o
sucateamento da saúde, enfim, a avalanche de brasileiros envolvidos e tragados num
processo de repetidas
migrações(...)
(adap.Valin,1996, pág.50 Migrações: da perda de terra à exclusão social.SP. Atuali, 1996).
3. A SOCIEDADE GLOBAL
As pessoas se alimentam, se vestem, moram, se comunicam, se divertem, por meio de
bens e serviços mundiais, utilizando mercadorias produzidas pelo capitalismo mundial,
globalizado. Suponhamos que você vá com seus amigos comer Big Mac e tomar Coca-
Cola no Mc Donald’s. Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielberg e volta para
casa num ônibus de marca Mercedes. Ao chegar em casa, liga seu aparelho de TV Philips
para ver o videoclip de Michael Jackson e, em seguida, deve ouvir um CD do grupo
Simply Red, gravado pela BMG Ariola Discos em seu equipamento AIWA.
Veja quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse seu curto programa de
algumas
horas. Adap. Praxedes et alli, 1997. O MERCOSUL. SP, Ed. Ática, 1997.
Com base no texto e em seus conhecimentos de Geografia e História, marque a
resposta correta.
(A) O capitalismo globalizado está eliminando as particularidades culturais dos povos da
terra.
(B) A cultura, transmitida por empresas transnacionais, tornou-se um fenômeno criador
das novas nações.
(C) A globalização do capitalismo neutralizou o surgimento de movimentos
nacionalistas de forte cunho cultural e divisionista.
(D) O capitalismo globalizado atinge apenas a Europa e a América do Norte.
(E) Empresas transnacionais pertencem a países de uma mesma cultura.
4. A leitura do texto ajuda você a compreender que:
I. a globalização é um processo ideal para garantir o acesso a bens e serviços para toda a
população.
II. a globalização é um fenômeno econômico e, ao mesmo tempo, cultural.
III. a globalização favorece a manutenção da diversidade de costumes.
IV. filmes, programas de TV e música são mercadorias como quaisquer outras.
V. as sedes das empresas transnacionais mencionadas são os EUA, Europa Ocidental e
Japão.
Destas afirmativas estão corretas:
(A) I, II e IV, apenas.
(B) II,IV e V, apenas.
(C) II, III e IV, apenas.
(D) I, III e IV, apenas.
(E) III, IV e V, apenas.
5. Em uma disputa por terras, em Mato Grosso do Sul, dois depoimentos são colhidos: o do
proprietário de uma fazenda e o de um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem
Terras:
Depoimento 1
“A minha propriedade foi conseguida com muito sacrifício pelos meus antepassados. Não admito invasão.
Essa gente não sabe de nada. Estão sendo manipulados pelos comunistas. Minha resposta será à bala. Esse
povo tem que saber que a Constituição do Brasil garante a propriedade privada. Além disso, se esse
governo quiser as minhas terras para a Reforma Agrária terá que pagar, em dinheiro, o valor que eu
quero.” proprietário de uma fazenda no Mato Grosso do Sul.
Depoimento 2
“Sempre lutei muito. Minha família veio para a cidade porque fui despedido quando as máquinas chegaram
lá na Usina. Seu moço, acontece que eu sou um homem da terra. Olho pro céu, sei quando é tempo de
plantar e de colher. Na cidade não fico mais. Eu quero um pedaço de terra, custe o que custar. Hoje eu sei
que não estou sozinho. Aprendi que a terra tem um valor social. Ela é feita para produzir alimento. O que o
homem come vem da terra. O que é duro é ver que aqueles que possuem muita terra e não dependem dela
para sobreviver, pouco se preocupam em produzir nela.”– integrante do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST), de Corumbá – MS.
A partir da leitura do depoimento 1, os argumentos utilizados para defender a posição do proprietário de
terras são:
I. A Constituição do país garante o direito à propriedade privada, portanto, invadir terras é crime.
II. O MST é um movimento político controlado por partidos políticos.
III. As terras são o fruto do árduo trabalho das famílias que as possuem.
IV. Este é um problema político e depende unicamente da decisão da justiça.
Estão corretas as proposições:
(A) I, apenas.
(B) I e IV, apenas.
(C) II e IV, apenas.
(D) I , II e III, apenas.
(E) I, III e IV, apenas
6. A partir da leitura do depoimento 2,
quais os argumentos utilizados para defender a posição de um trabalhador rural sem terra?
I. A distribuição mais justa da terra no país está sendo resolvida, apesar de que muitos
ainda não têm acesso a ela.
II. A terra é para quem trabalha nela e não para quem a acumula como bem material.
III. É necessário que se suprima o valor social da terra.
IV. A mecanização do campo acarreta a dispensa de mão-de-obra rural.
Estão corretas as proposições:
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) II e IV, apenas.
(D) I, II e III, apenas.
(E) III, I, IV, apenas.
7. Você está estudando o abolicionismo no Brasil e ficou perplexo ao ler o seguinte documento:
Texto 1
Discurso do deputado baiano Jerônimo Sodré Pereira – Brasil 1879
No dia 5 de março de 1879, o deputado baiano Jerônimo Sodré Pereira, discursando na Câmara, afirmou que
era preciso que o poder público olhasse para a condição de um milhão de brasileiros, que jazem ainda no
cativeiro. Nessa altura do discurso foi aparteado por um deputado que disse: “BRASILEIROS, NÃO” .
Em seguida, você tomou conhecimento da existência do Projeto Axé (Bahia), nos seguintes termos:
Texto 2
Projeto Axé, Lição de cidadania – 1998 – Brasil
Na língua africana Iorubá, axé significa força mágica. Em Salvador, Bahia, o Projeto Axé conseguiu fazer, em
apenas três anos, o que sucessivos governos não foram capazes: a um custo dez vezes inferior ao de
projetos vernamentais, ajuda m eninos e meninas de rua a construírem projetos de vida, transformando-os
de pivetes em cidadãos. A receita do Axé é simples: competência pedagógica, administração eficiente,
respeito pelo menino, incentivo, formação e bons salários para os educadores. Criado em 1991 pelo
advogado e pedagogo italiano Cesare de Florio La Rocca, o Axé atende hoje a mais de duas mil crianças e
adolescentes. A cultura afro, forte presença na Bahia, dá o tom do Projeto Erê (entidade criança do
candomblé), a parte cultural do Axé. Os meninos participam da banda mirim do Olodum, do Ilé Ayê e de
outros blocos, jogam capoeira e têm um grupo de teatro. Todas as atividades são remuneradas. Além da
bolsa semanal, as crianças têm alimentação, uniforme e vale-transporte.
Com a leitura dos dois textos, você descobriu que a cidadania:
(A) jamais foi negada aos cativos e seus descendentes.
(B) foi obtida pelos ex-escravos tâo logo a abolição fora decretada.
(C) nâo era incompatível com a escravidão.
(D) ainda hoje continua incompleta para milhões de brasileiros.
(E) consiste no direito de eleger deputados.
8. A América Latina dos últimos anos insere-se num processo de democratização,
oferecendo algumas oportunidades de crescimento econômico-social num contexto de
liberdade e dependência econômica internacional. Cuba continua caracterizada por uma
organização própria com restrições à liberdade econômica e política, crescimento em alguns
aspectos sociais e um embargo econômico americano datado de 1962. Em 1998, o Papa
João Paulo II visitou Cuba e depois disse ao cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, e a
13 bispos em visita ao Vaticano que apreciou as mudanças realizadas em Cuba após sua
visita à ilha e espera que sejam criados novos espaços legais e sociais, para que a sociedade
civil de Cuba possa crescer em autonomia e participação. A resposta internacional ao
intercâmbio com Cuba foi boa, mas as autoridades locais mostraram pouco entusiasmo, não
estando dispostas a abandonar o sistema socialista monopartidário.
A maioria dos países latino-americanos tem se envolvido, nos últimos anos, em processos
de formação socioeconômicos caracterizados por:
(A) um processo de democratização à semelhança de Cuba.
(B) restrições legais generalizadas à ação da Igreja no continente.
(C) um processo de desenvolvimento econômico com restrições generalizadas à liberdade
política.
(D) excelentes níveis de crescimento econômico.
(E) democratização e oferecimento de algumas oportunidades de crescimento econômico.
Pode-se compreender o desemprego estrutural em termos da internacionalização da
economia associada
(A) a uma economia desaquecida que provoca ondas gigantescas de desemprego, gerando
revoltas e crises institucionais.
(B) ao setor de serviços que se expande provocando ondas de desemprego no setor
industrial, atraindo essa mão-de-obra para este novo setor.
(C) ao setor industrial que passa a produzir menos, buscando enxugar custos provocando,
com isso, demissões em larga escala.
(D) a novas formas de gerenciamento de produção e novas tecnologias que são inseridas no
processo produtivo, eliminando empregos que não voltam.
(E) ao emprego informal que cresce, já que uma parcela da população não tem condições de
regularizar o seu comércio.
9. Um dos maiores problemas da atualidade é o aumento desenfreado do desemprego.
O texto abaixo destaca esta situação. O desemprego é hoje um fenômeno que atinge e
preocupa o mundo todo. (...) A onda de desemprego recente não é conjuntural, ou seja,
provocada por crises localizadas e temporárias. Está associada a mudanças estruturais
na economia, daí o nome de desemprego estrutural. O desemprego manifesta-se hoje
na maioria das economias, incluindo a dos países ricos. A OIT estima em 1 bilhão – um
terço da força de trabalho mundial – o número de desempregados em todo o mundo em
1998. Desse total, 150 milhões encontram-se abertamente desempregados e entre 750
e 900 milhões estão subempregados. ([CD-ROM] Almanaque Abril 1999. São Paulo:
Abril.)
10
11. Em 1999, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento elaborou o “Relatório
do Desenvolvimento Humano”, do qual foi extraído o trecho abaixo.Nos últimos anos da
década de 90, o quinto da população mundial que vive nos países de renda mais elevada
tinha:
· 86% do PIB mundial, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%;
· 82% das exportações mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%;
· 74% das linhas telefônicas mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1,5%;
· 93,3% das conexões com a Internet, enquanto o quinto de menor renda, apenas 0,2%.
A distância da renda do quinto da população mundial que vive nos países mais pobres - que
era de 30 para 1, em 1960 — passou para 60 para 1, em 1990, e chegou a 74 para 1,
em 1997. De acordo com esse trecho do relatório, o cenário do desenvolvimento
humano mundial, nas últimas décadas, foi caracterizado pela:
(A) diminuição da disparidade entre as nações.
(B) diminuição da marginalização de países pobres.
(C) inclusão progressiva de países no sistema produtivo.
(D) crescente concentração de renda, recursos e riqueza.
(E) distribuição eqüitativa dos resultados das inovações tecnológicas.
12. O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma
determinada corrente de pensamento.
“Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor
absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que
abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao
domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no
estado de natureza tenha tal direito, a utilização do mesmo é muito incerta e está
constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto
quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da eqüidade
e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e
muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que,
embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que
procura de boa vontade juntarse em sociedade com outros que estão já unidos, ou
pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que
chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991)
Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar:
(A) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
(B) a origem do governo como uma propriedade do rei.
(C) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
(D) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
(E) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.
13. Analisando o texto acima, podemos concluir que se trata de um pensamento:
(A) do liberalismo.
(B) do socialismo utópico.
(C) do absolutismo monárquico.
(D) do socialismo científico.
(E) do anarquismo.
14
15
16
I - Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), o estado de natureza é um estado de
guerra universal e perpétua. Contraposto ao estado de natureza, entendido como estado
de guerra, o estado de paz é a sociedade civilizada. Dentre outras tendências que
dialogam com as idéias de Hobbes, destaca-se a definida pelo texto abaixo.
II - Nem todas as guerras são injustas e correlativamente, nem toda paz é justa, razão pela
qual a guerra nem sempre é um desvalor, e a paz nem sempre um valor.
BOBBIO, N. MATTEUCCI, N PASQUINO, G. Dicionário de Política, 5ª ed. Brasília:
Universidade de Brasília; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000.
Comparando as idéias de Hobbes (texto I) com a tendência citada no texto II, pode-se
afirmar que
(A) em ambos, a guerra é entendida como inevitável e injusta.
(B) para Hobbes, a paz é inerente à civilização e, segundo o texto II, ela não é um valor
absoluto.
(C) de acordo com Hobbes, a guerra é um valor absoluto e, segundo o texto II, a paz é
sempre melhor que a guerra.
(D) em ambos, a guerra ou a paz são boas quando o fim é justo.
(E) para Hobbes, a paz liga-se à natureza e, de acordo com o texto II, à civilização
17 Os textos referem-se à integração do índio à chamada civilização brasileira.
I - “Mais uma vez, nós, os povos indígenas, somos vítimas de um pensamento que separa e que tenta nos eliminar
cultural, social e até fisicamente. A justificativa é a de que somos apenas 250 mil pessoas e o Brasil não pode
suportar esse ônus.(...) É preciso congelar essas idéias colonizadoras, porque elas são irreais e hipócritas e também
genocidas.(...) Nós, índios, queremos falar, mas queremos ser escutados na nossa língua, nos nossos costumes.”
Marcos Terena,presidente do Comitê Intertribal Articulador dos Direitos Indígenas na ONU e fundador das Nações
Indígenas,Folha de S. Paulo, 31 de agosto de 1994.
II - “O Brasil não terá índios no final do século XXI (...) E por que isso? Pela razão muito simples que consiste no
fato de o índio brasileiro não ser distinto das demais comunidades primitivas que existiram no mundo. A história não
é outra coisa senão um processo civilizatório, que conduz o homem, por conta própria ou por difusão da cultura, a
passar do paleolítico ao neolítico e do neolítico a um estágio Civilizatório.” Hélio Jaguaribe, cientista político, Folha
de S. Paulo, 2 de setembro de 1994.
Pode-se afirmar, segundo os textos, que
(A) tanto Terena quanto Jaguaribe propõem idéias inadequadas, pois o primeiro deseja a
aculturação feita pela “civilização branca”, e o segundo, o confinamento de tribos.
(B) Terena quer transformar o Brasil numa terra só de índios, pois pretende mudar até mesmo a
língua do país, enquanto a idéia de Jaguaribe é anticonstitucional, pois fere o direito à identidade
cultural dos índios.
(C) Terena compreende que a melhor solução é que os brancos aprendam a língua tupi para
entender melhor o que dizem os índios. Jaguaribe é de opinião que, até o final do século XXI,
seja feita uma limpeza étnica no Brasil.
(D) Terena defende que a sociedade brasileira deve respeitar a cultura dos índios e Jaguaribe
acredita na inevitabilidade do processo de aculturação dos índios e de sua incorporação à
sociedade brasileira.
(E) Terena propõe que a integração indígena deve ser lenta, gradativa e progressiva, e Jaguaribe
propõe que essa integração resulte de decisão autônoma das comunidades indígenas.
18
19
20
21. A Propaganda pode ser definida como divulgação intencional e constante de mensagens destinadas a um
determinado auditório visando criar uma imagem positiva ou negativa de determinados fenômenos. A
Propaganda está muitas vezes ligada à idéia de manipulação de grandes massas por parte de pequenos grupos.
Alguns princípios da Propaganda são: o princípio da simplificação, da saturação, da deformação e da
parcialidade. (Adaptado de Norberto Bobbio, et al. Dicionário de Política)
Segundo o texto, muitas vezes a propaganda
(A) não permite que minorias imponham idéias à maioria.
(B) depende diretamente da qualidade do produto que é vendido.
(C) favorece o controle das massas difundindo as contradições do produto.
(D) está voltada especialmente para os interesses de quem vende o produto.
(E) convida o comprador à reflexão sobre a natureza do que se propõe vender.
22. Observe as duas afirmações de Montesquieu (1689-1755), a respeito da escravidão:
A escravidão não é boa por natureza; não é útil nem ao senhor, nem ao escravo: a este porque nada pode
fazer por virtude; àquele, porque contrai com seus escravos toda sorte de maus hábitos e se acostuma
insensivelmente a faltar contra todas as virtudes morais: torna-se orgulhoso, brusco, duro, colérico,
voluptuoso, cruel. Se eu tivesse que defender o direito que tivemos de tornar escravos os negros, eis o que
eu diria: tendo os povos da Europa exterminado os da América, tiveram que escravizar os da África para
utilizá-los para abrir tantas terras. O açúcar seria muito caro se não fizéssemos que escravos cultivassem a
planta que o produz. (Montesquieu. O espírito das leis.)
Com base nos textos, podemos afirmar que, para Montesquieu,
(A) o preconceito racial foi contido pela moral religiosa.
(B) a política econômica e a moral justificaram a escravidão.
(C) a escravidão era indefensável de um ponto de vista econômico.
(D) o convívio com os europeus foi benéfico para os escravos africanos.
(E) o fundamento moral do direito pode submeter-se às razões econômicas.
23
24. Em conflitos regionais e na guerra entre nações tem sido observada a ocorrência de
seqüestros, execuções sumárias, torturas e outras violações de direitos. Em 10 de dezembro
de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a Declaração Universal dos Direitos
do Homem, que, em seu artigo 5º, afirma:
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou
degradantes. Assim, entre nações que assinaram essa Declaração, é coerente esperar que
(A) a Constituição de cada país deva se sobrepor aos Direitos Universais do Homem, apenas
enquanto houver conflito.
(B) a soberania dos Estados esteja em conformidade com os Direitos Universais do Homem,
até mesmo em situações de conflito.
(C) a violação dos direitos humanos por uma nação autorize a mesma violação pela nação
adversária.
(D) sejam estabelecidos limites de tolerância, para além dos quais a violação aos direitos
humanos seria permitida.
(E) a autodefesa nacional legitime a supressão dos Direitos Universais do Homem.
25
26. A questão étnica no Brasil tem provocado diferentes atitudes:
I. Instituiu-se o “Dia Nacional da Consciência Negra” em 20 de novembro, ao invés da
tradicional celebração do 13 de maio. Essa nova data é o aniversário da morte de Zumbi, que
hoje simboliza a crítica à segregação e à exclusão social.
II. Um turista estrangeiro que veio ao Brasil, no carnaval, afirmou que nunca viu tanta
convivência harmoniosa entre as diversas etnias. Também sobre essa questão, estudiosos
fazem diferentes reflexões:
Entre nós [brasileiros], (...) a separação imposta pelo sistema de produção foi a mais fluida
possível. Permitiu constante mobilidade de classe para classe e até de uma raça para outra.
Esse amor, acima de preconceitos de raça e de convenções de classe, do branco pela
cabocla, pela cunhã, pela índia (...) agiu poderosamente na formação do Brasil, adoçando-o.
(Gilberto Freire. O mundo que o português criou.)
[Porém] o fato é que ainda hoje a miscigenação não faz parte de um processo de integração
das “raças” em
condições de igualdade social. O resultado foi que (...) ainda são pouco numerosos os
segmentos da “população de cor” que conseguiram se integrar, efetivamente, na sociedade
competitiva. (Florestan Fernandes. O negro no mundo dos brancos.) Considerando as
atitudes expostas acima e os pontos de vista dos estudiosos, é correto aproximar
(A) a posição de Gilberto Freire e a de Florestan Fernandes igualmente às duas atitudes.
(B) a posição de Gilberto Freire à atitude I e a de Florestan Fernandes à atitude II.
(C) a posição de Florestan Fernandes à atitude I e a de Gilberto Freire à atitude II.
(D) somente a posição de Gilberto Freire a ambas as atitudes.
(E) somente a posição de Florestan Fernandes a ambas as atitudes.
27
28. No início do século XIX, o naturalista alemão Carl Von Martius esteve no Brasil em missão
científica para fazer observações sobre a flora e a fauna nativas e sobre a sociedade indígena.
Referindo-se ao indígena, ele afirmou: “Permanecendo em grau inferior da humanidade,
moralmente, ainda
na infância, a civilização não o altera, nenhum exemplo o excita e nada o impulsiona para um
nobre desenvolvimento progressivo (...). Esse estranho e inexplicável estado do indígena
americano, até o presente, tem feito fracassarem todas as tentativas para conciliá-lo
inteiramente com a Europa vencedora e torná-lo um cidadão satisfeito e feliz.”
Carl Von Martius. O estado do direito entre os autóctones do Brasil. Belo Horizonte/São Paulo:
Itatiaia/EDUSP, 1982.
16) Com base nessa descrição, conclui-se que o naturalista Von Martius
A) apoiava a independência do Novo Mundo, acreditando que os índios, diferentemente do
que
fazia a missão européia, respeitavam a flora e a fauna do país.
B) discriminava preconceituosamente as populações originárias da América e advogava o
extermínio dos índios.
C) defendia uma posição progressista para o século XIX: a de tornar o indígena cidadão
satisfeito
e feliz.
D) procurava impedir o processo de aculturação, ao descrever cientificamente a cultura das
populações originárias da América.
E) desvalorizava os patrimônios étnicos e culturais das sociedades indígenas e reforçava a
missão “civilizadora européia”, típica do século XIX.
30. A identidade negra não surge da tomada de consciência de
uma diferença de pigmentação ou de uma diferença biológica
entre populações negras e brancas e(ou) negras e amarelas.
Ela resulta de um longo processo histórico que começa com o
descobrimento, no século XV,no continente africano e de seus
habitantes pelos navegadores portugueses, descobrimento
esse que abriu o caminho às relações mercantilistas com a
África, ao tráfico negreiro, à escravidão e, enfim, à
colonização do continente
africano e de seus povos. K. Munanga. Algumas considerações
sobre a diversidade e a identidade negra no Brasil. In:
Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília:
SEMTEC/MEC, 2003, p. 37.
Com relação ao assunto tratado no texto acima, é correto afirmar
que
A) a colonização da África pelos europeus foi simultânea ao
descobrimento desse continente.
B) B) a existência de lucrativo comércio na África levou os
portugueses a desenvolverem esse continente.
C) o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da
escravidão no Brasil.
D) a exploração da África decorreu do movimento de expansão
européia do início da Idade Moderna.
E) a colonização da África antecedeu as relações comerciais entre
esse continente e a Europa.
29
31. Existe uma regra religiosa, aceita pelos praticantes do judaísmo e do islamismo, que
proíbe o consumo de carne de porco. Estabelecida na Antiguidade, quando os judeus viviam
em regiões áridas, foi adotada, séculos depois, por árabes islamizados, que também eram
povos do deserto. Essa regra pode ser entendida como
A) uma demonstração de que o islamismo é um ramo do judaísmo tradicional.
B) um indício de que a carne de porco era rejeitada em toda a Ásia.
C) uma certeza de que do judaísmo surgiu o islamismo.
D) uma prova de que a carne do porco era largamente consumida fora das regiões áridas.
E) uma crença antiga de que o porco é um animal impuro.
32. O ano de 1968 ficou conhecido pela efervescência social, tal como se pode comprovar
pelo seguinte trecho, retirado de texto sobre propostas preliminares para uma revolução
cultural: “É preciso discutir em todos os lugares e com todos. O dever de ser responsável e
pensar politicamente diz respeito a todos, não é privilégio de uma minoria de iniciados. Não
devemos nos surpreender com o caos das ideias, pois essa é a condição para a emergência
de novas ideias. Os pais do regime devem compreender que autonomia não é uma
palavra vã; ela supõe a partilha do poder, ou seja, a mudança de sua natureza. Que
ninguém tente rotular o movimento atual; ele não tem etiquetas e não precisa delas”.
Journal de la comune étudiante. Textes et documents. Paris: Seuil, 1969 (adaptado).
Os movimentos sociais, que marcaram o ano de 1968,
A) foram manifestações desprovidas de conotação política, que tinham o objetivo de
questionar a rigidez dos padrões de comportamento social fundados em valores tradicionais
da moral religiosa.
B) restringiram-se às sociedades de países desenvolvidos, onde a industrialização avançada,
a penetração dos meios de comunicação de massa e a alienação cultural que deles resultava
eram mais evidentes.
C) resultaram no fortalecimento do conservadorismo político, social e religioso que
prevaleceu nos países ocidentais durante as décadas de 70 e 80.
D) tiveram baixa repercussão no plano político, apesar de seus fortes desdobramentos nos
planos social e cultural, expressos na mudança de costumes e na contracultura.
E) inspiraram futuras mobilizações, como o pacifismo, o ambientalismo, a promoção da
equidade de gêneros e a defesa dos direitos das minorias
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Questões do Enem de Sociologia

  • 1. Questões do EnemQuestões do Enem SociologiaSociologia 3º ano - PBN3º ano - PBN
  • 2. Analisando os indicadores citados no texto, você pode afirmar que: (A) o grande número de desempregados no Brasil está exclusivamente ligado ao grande aumento da população. (B) existe uma “exclusão social” que é resultado da grande concorrência existente entre a mãode- obra qualificada. (C) o déficit da moradia está intimamente ligado à falta de espaços nas cidades grandes. (D) os trabalhadores brasileiros não qualificados engrossam as fileiras dos “excluídos”. (E) por conta do crescimento econômico do país, os trabalhadores pertencem à categoria de mão-de-obra qualificada. 2 . Um dos fenômenos mais discutidos e polêmicos da atualidade é a “Globalização”, a qual impacta de forma negativa: (A) na mão-de-obra desqualificada, desacelerando o fluxo migratório. (B) nos países subdesenvolvidos, aumentando o crescimento populacional. (C) no desenvolvimento econômico dos países industrializados desenvolvidos. (D) nos países subdesenvolvidos, provocando o fenômeno da “exclusão social”. (E) na mão-de-obra qualificada, proporcionando o crescimento de ofertas de emprego e fazendo os salários caírem vertiginosamente. 1. O Brasil, por suas características de crescimento econômico, e apesar da crise e do retrocesso das últimas décadas, é classificado como um país moderno. Tal conceito pode ser, na verdade, questionado se levarmos em conta os indicadores sociais: o grande número de desempregados, o índice de analfabetismo, o déficit de moradia, o sucateamento da saúde, enfim, a avalanche de brasileiros envolvidos e tragados num processo de repetidas migrações(...) (adap.Valin,1996, pág.50 Migrações: da perda de terra à exclusão social.SP. Atuali, 1996).
  • 3. 3. A SOCIEDADE GLOBAL As pessoas se alimentam, se vestem, moram, se comunicam, se divertem, por meio de bens e serviços mundiais, utilizando mercadorias produzidas pelo capitalismo mundial, globalizado. Suponhamos que você vá com seus amigos comer Big Mac e tomar Coca- Cola no Mc Donald’s. Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielberg e volta para casa num ônibus de marca Mercedes. Ao chegar em casa, liga seu aparelho de TV Philips para ver o videoclip de Michael Jackson e, em seguida, deve ouvir um CD do grupo Simply Red, gravado pela BMG Ariola Discos em seu equipamento AIWA. Veja quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse seu curto programa de algumas horas. Adap. Praxedes et alli, 1997. O MERCOSUL. SP, Ed. Ática, 1997. Com base no texto e em seus conhecimentos de Geografia e História, marque a resposta correta. (A) O capitalismo globalizado está eliminando as particularidades culturais dos povos da terra. (B) A cultura, transmitida por empresas transnacionais, tornou-se um fenômeno criador das novas nações. (C) A globalização do capitalismo neutralizou o surgimento de movimentos nacionalistas de forte cunho cultural e divisionista. (D) O capitalismo globalizado atinge apenas a Europa e a América do Norte. (E) Empresas transnacionais pertencem a países de uma mesma cultura.
  • 4. 4. A leitura do texto ajuda você a compreender que: I. a globalização é um processo ideal para garantir o acesso a bens e serviços para toda a população. II. a globalização é um fenômeno econômico e, ao mesmo tempo, cultural. III. a globalização favorece a manutenção da diversidade de costumes. IV. filmes, programas de TV e música são mercadorias como quaisquer outras. V. as sedes das empresas transnacionais mencionadas são os EUA, Europa Ocidental e Japão. Destas afirmativas estão corretas: (A) I, II e IV, apenas. (B) II,IV e V, apenas. (C) II, III e IV, apenas. (D) I, III e IV, apenas. (E) III, IV e V, apenas.
  • 5. 5. Em uma disputa por terras, em Mato Grosso do Sul, dois depoimentos são colhidos: o do proprietário de uma fazenda e o de um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terras: Depoimento 1 “A minha propriedade foi conseguida com muito sacrifício pelos meus antepassados. Não admito invasão. Essa gente não sabe de nada. Estão sendo manipulados pelos comunistas. Minha resposta será à bala. Esse povo tem que saber que a Constituição do Brasil garante a propriedade privada. Além disso, se esse governo quiser as minhas terras para a Reforma Agrária terá que pagar, em dinheiro, o valor que eu quero.” proprietário de uma fazenda no Mato Grosso do Sul. Depoimento 2 “Sempre lutei muito. Minha família veio para a cidade porque fui despedido quando as máquinas chegaram lá na Usina. Seu moço, acontece que eu sou um homem da terra. Olho pro céu, sei quando é tempo de plantar e de colher. Na cidade não fico mais. Eu quero um pedaço de terra, custe o que custar. Hoje eu sei que não estou sozinho. Aprendi que a terra tem um valor social. Ela é feita para produzir alimento. O que o homem come vem da terra. O que é duro é ver que aqueles que possuem muita terra e não dependem dela para sobreviver, pouco se preocupam em produzir nela.”– integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de Corumbá – MS. A partir da leitura do depoimento 1, os argumentos utilizados para defender a posição do proprietário de terras são: I. A Constituição do país garante o direito à propriedade privada, portanto, invadir terras é crime. II. O MST é um movimento político controlado por partidos políticos. III. As terras são o fruto do árduo trabalho das famílias que as possuem. IV. Este é um problema político e depende unicamente da decisão da justiça. Estão corretas as proposições: (A) I, apenas. (B) I e IV, apenas. (C) II e IV, apenas. (D) I , II e III, apenas. (E) I, III e IV, apenas
  • 6. 6. A partir da leitura do depoimento 2, quais os argumentos utilizados para defender a posição de um trabalhador rural sem terra? I. A distribuição mais justa da terra no país está sendo resolvida, apesar de que muitos ainda não têm acesso a ela. II. A terra é para quem trabalha nela e não para quem a acumula como bem material. III. É necessário que se suprima o valor social da terra. IV. A mecanização do campo acarreta a dispensa de mão-de-obra rural. Estão corretas as proposições: (A) I, apenas. (B) II, apenas. (C) II e IV, apenas. (D) I, II e III, apenas. (E) III, I, IV, apenas.
  • 7. 7. Você está estudando o abolicionismo no Brasil e ficou perplexo ao ler o seguinte documento: Texto 1 Discurso do deputado baiano Jerônimo Sodré Pereira – Brasil 1879 No dia 5 de março de 1879, o deputado baiano Jerônimo Sodré Pereira, discursando na Câmara, afirmou que era preciso que o poder público olhasse para a condição de um milhão de brasileiros, que jazem ainda no cativeiro. Nessa altura do discurso foi aparteado por um deputado que disse: “BRASILEIROS, NÃO” . Em seguida, você tomou conhecimento da existência do Projeto Axé (Bahia), nos seguintes termos: Texto 2 Projeto Axé, Lição de cidadania – 1998 – Brasil Na língua africana Iorubá, axé significa força mágica. Em Salvador, Bahia, o Projeto Axé conseguiu fazer, em apenas três anos, o que sucessivos governos não foram capazes: a um custo dez vezes inferior ao de projetos vernamentais, ajuda m eninos e meninas de rua a construírem projetos de vida, transformando-os de pivetes em cidadãos. A receita do Axé é simples: competência pedagógica, administração eficiente, respeito pelo menino, incentivo, formação e bons salários para os educadores. Criado em 1991 pelo advogado e pedagogo italiano Cesare de Florio La Rocca, o Axé atende hoje a mais de duas mil crianças e adolescentes. A cultura afro, forte presença na Bahia, dá o tom do Projeto Erê (entidade criança do candomblé), a parte cultural do Axé. Os meninos participam da banda mirim do Olodum, do Ilé Ayê e de outros blocos, jogam capoeira e têm um grupo de teatro. Todas as atividades são remuneradas. Além da bolsa semanal, as crianças têm alimentação, uniforme e vale-transporte. Com a leitura dos dois textos, você descobriu que a cidadania: (A) jamais foi negada aos cativos e seus descendentes. (B) foi obtida pelos ex-escravos tâo logo a abolição fora decretada. (C) nâo era incompatível com a escravidão. (D) ainda hoje continua incompleta para milhões de brasileiros. (E) consiste no direito de eleger deputados.
  • 8. 8. A América Latina dos últimos anos insere-se num processo de democratização, oferecendo algumas oportunidades de crescimento econômico-social num contexto de liberdade e dependência econômica internacional. Cuba continua caracterizada por uma organização própria com restrições à liberdade econômica e política, crescimento em alguns aspectos sociais e um embargo econômico americano datado de 1962. Em 1998, o Papa João Paulo II visitou Cuba e depois disse ao cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, e a 13 bispos em visita ao Vaticano que apreciou as mudanças realizadas em Cuba após sua visita à ilha e espera que sejam criados novos espaços legais e sociais, para que a sociedade civil de Cuba possa crescer em autonomia e participação. A resposta internacional ao intercâmbio com Cuba foi boa, mas as autoridades locais mostraram pouco entusiasmo, não estando dispostas a abandonar o sistema socialista monopartidário. A maioria dos países latino-americanos tem se envolvido, nos últimos anos, em processos de formação socioeconômicos caracterizados por: (A) um processo de democratização à semelhança de Cuba. (B) restrições legais generalizadas à ação da Igreja no continente. (C) um processo de desenvolvimento econômico com restrições generalizadas à liberdade política. (D) excelentes níveis de crescimento econômico. (E) democratização e oferecimento de algumas oportunidades de crescimento econômico.
  • 9. Pode-se compreender o desemprego estrutural em termos da internacionalização da economia associada (A) a uma economia desaquecida que provoca ondas gigantescas de desemprego, gerando revoltas e crises institucionais. (B) ao setor de serviços que se expande provocando ondas de desemprego no setor industrial, atraindo essa mão-de-obra para este novo setor. (C) ao setor industrial que passa a produzir menos, buscando enxugar custos provocando, com isso, demissões em larga escala. (D) a novas formas de gerenciamento de produção e novas tecnologias que são inseridas no processo produtivo, eliminando empregos que não voltam. (E) ao emprego informal que cresce, já que uma parcela da população não tem condições de regularizar o seu comércio. 9. Um dos maiores problemas da atualidade é o aumento desenfreado do desemprego. O texto abaixo destaca esta situação. O desemprego é hoje um fenômeno que atinge e preocupa o mundo todo. (...) A onda de desemprego recente não é conjuntural, ou seja, provocada por crises localizadas e temporárias. Está associada a mudanças estruturais na economia, daí o nome de desemprego estrutural. O desemprego manifesta-se hoje na maioria das economias, incluindo a dos países ricos. A OIT estima em 1 bilhão – um terço da força de trabalho mundial – o número de desempregados em todo o mundo em 1998. Desse total, 150 milhões encontram-se abertamente desempregados e entre 750 e 900 milhões estão subempregados. ([CD-ROM] Almanaque Abril 1999. São Paulo: Abril.)
  • 10. 10
  • 11. 11. Em 1999, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento elaborou o “Relatório do Desenvolvimento Humano”, do qual foi extraído o trecho abaixo.Nos últimos anos da década de 90, o quinto da população mundial que vive nos países de renda mais elevada tinha: · 86% do PIB mundial, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%; · 82% das exportações mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%; · 74% das linhas telefônicas mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1,5%; · 93,3% das conexões com a Internet, enquanto o quinto de menor renda, apenas 0,2%. A distância da renda do quinto da população mundial que vive nos países mais pobres - que era de 30 para 1, em 1960 — passou para 60 para 1, em 1990, e chegou a 74 para 1, em 1997. De acordo com esse trecho do relatório, o cenário do desenvolvimento humano mundial, nas últimas décadas, foi caracterizado pela: (A) diminuição da disparidade entre as nações. (B) diminuição da marginalização de países pobres. (C) inclusão progressiva de países no sistema produtivo. (D) crescente concentração de renda, recursos e riqueza. (E) distribuição eqüitativa dos resultados das inovações tecnológicas.
  • 12. 12. O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização do mesmo é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da eqüidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntarse em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991) Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar: (A) a existência do governo como um poder oriundo da natureza. (B) a origem do governo como uma propriedade do rei. (C) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana. (D) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos. (E) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.
  • 13. 13. Analisando o texto acima, podemos concluir que se trata de um pensamento: (A) do liberalismo. (B) do socialismo utópico. (C) do absolutismo monárquico. (D) do socialismo científico. (E) do anarquismo. 14
  • 14. 15
  • 15. 16 I - Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), o estado de natureza é um estado de guerra universal e perpétua. Contraposto ao estado de natureza, entendido como estado de guerra, o estado de paz é a sociedade civilizada. Dentre outras tendências que dialogam com as idéias de Hobbes, destaca-se a definida pelo texto abaixo. II - Nem todas as guerras são injustas e correlativamente, nem toda paz é justa, razão pela qual a guerra nem sempre é um desvalor, e a paz nem sempre um valor. BOBBIO, N. MATTEUCCI, N PASQUINO, G. Dicionário de Política, 5ª ed. Brasília: Universidade de Brasília; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000. Comparando as idéias de Hobbes (texto I) com a tendência citada no texto II, pode-se afirmar que (A) em ambos, a guerra é entendida como inevitável e injusta. (B) para Hobbes, a paz é inerente à civilização e, segundo o texto II, ela não é um valor absoluto. (C) de acordo com Hobbes, a guerra é um valor absoluto e, segundo o texto II, a paz é sempre melhor que a guerra. (D) em ambos, a guerra ou a paz são boas quando o fim é justo. (E) para Hobbes, a paz liga-se à natureza e, de acordo com o texto II, à civilização
  • 16. 17 Os textos referem-se à integração do índio à chamada civilização brasileira. I - “Mais uma vez, nós, os povos indígenas, somos vítimas de um pensamento que separa e que tenta nos eliminar cultural, social e até fisicamente. A justificativa é a de que somos apenas 250 mil pessoas e o Brasil não pode suportar esse ônus.(...) É preciso congelar essas idéias colonizadoras, porque elas são irreais e hipócritas e também genocidas.(...) Nós, índios, queremos falar, mas queremos ser escutados na nossa língua, nos nossos costumes.” Marcos Terena,presidente do Comitê Intertribal Articulador dos Direitos Indígenas na ONU e fundador das Nações Indígenas,Folha de S. Paulo, 31 de agosto de 1994. II - “O Brasil não terá índios no final do século XXI (...) E por que isso? Pela razão muito simples que consiste no fato de o índio brasileiro não ser distinto das demais comunidades primitivas que existiram no mundo. A história não é outra coisa senão um processo civilizatório, que conduz o homem, por conta própria ou por difusão da cultura, a passar do paleolítico ao neolítico e do neolítico a um estágio Civilizatório.” Hélio Jaguaribe, cientista político, Folha de S. Paulo, 2 de setembro de 1994. Pode-se afirmar, segundo os textos, que (A) tanto Terena quanto Jaguaribe propõem idéias inadequadas, pois o primeiro deseja a aculturação feita pela “civilização branca”, e o segundo, o confinamento de tribos. (B) Terena quer transformar o Brasil numa terra só de índios, pois pretende mudar até mesmo a língua do país, enquanto a idéia de Jaguaribe é anticonstitucional, pois fere o direito à identidade cultural dos índios. (C) Terena compreende que a melhor solução é que os brancos aprendam a língua tupi para entender melhor o que dizem os índios. Jaguaribe é de opinião que, até o final do século XXI, seja feita uma limpeza étnica no Brasil. (D) Terena defende que a sociedade brasileira deve respeitar a cultura dos índios e Jaguaribe acredita na inevitabilidade do processo de aculturação dos índios e de sua incorporação à sociedade brasileira. (E) Terena propõe que a integração indígena deve ser lenta, gradativa e progressiva, e Jaguaribe propõe que essa integração resulte de decisão autônoma das comunidades indígenas.
  • 17. 18
  • 18. 19
  • 19. 20
  • 20. 21. A Propaganda pode ser definida como divulgação intencional e constante de mensagens destinadas a um determinado auditório visando criar uma imagem positiva ou negativa de determinados fenômenos. A Propaganda está muitas vezes ligada à idéia de manipulação de grandes massas por parte de pequenos grupos. Alguns princípios da Propaganda são: o princípio da simplificação, da saturação, da deformação e da parcialidade. (Adaptado de Norberto Bobbio, et al. Dicionário de Política) Segundo o texto, muitas vezes a propaganda (A) não permite que minorias imponham idéias à maioria. (B) depende diretamente da qualidade do produto que é vendido. (C) favorece o controle das massas difundindo as contradições do produto. (D) está voltada especialmente para os interesses de quem vende o produto. (E) convida o comprador à reflexão sobre a natureza do que se propõe vender. 22. Observe as duas afirmações de Montesquieu (1689-1755), a respeito da escravidão: A escravidão não é boa por natureza; não é útil nem ao senhor, nem ao escravo: a este porque nada pode fazer por virtude; àquele, porque contrai com seus escravos toda sorte de maus hábitos e se acostuma insensivelmente a faltar contra todas as virtudes morais: torna-se orgulhoso, brusco, duro, colérico, voluptuoso, cruel. Se eu tivesse que defender o direito que tivemos de tornar escravos os negros, eis o que eu diria: tendo os povos da Europa exterminado os da América, tiveram que escravizar os da África para utilizá-los para abrir tantas terras. O açúcar seria muito caro se não fizéssemos que escravos cultivassem a planta que o produz. (Montesquieu. O espírito das leis.) Com base nos textos, podemos afirmar que, para Montesquieu, (A) o preconceito racial foi contido pela moral religiosa. (B) a política econômica e a moral justificaram a escravidão. (C) a escravidão era indefensável de um ponto de vista econômico. (D) o convívio com os europeus foi benéfico para os escravos africanos. (E) o fundamento moral do direito pode submeter-se às razões econômicas.
  • 21. 23
  • 22. 24. Em conflitos regionais e na guerra entre nações tem sido observada a ocorrência de seqüestros, execuções sumárias, torturas e outras violações de direitos. Em 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que, em seu artigo 5º, afirma: Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Assim, entre nações que assinaram essa Declaração, é coerente esperar que (A) a Constituição de cada país deva se sobrepor aos Direitos Universais do Homem, apenas enquanto houver conflito. (B) a soberania dos Estados esteja em conformidade com os Direitos Universais do Homem, até mesmo em situações de conflito. (C) a violação dos direitos humanos por uma nação autorize a mesma violação pela nação adversária. (D) sejam estabelecidos limites de tolerância, para além dos quais a violação aos direitos humanos seria permitida. (E) a autodefesa nacional legitime a supressão dos Direitos Universais do Homem.
  • 23. 25
  • 24. 26. A questão étnica no Brasil tem provocado diferentes atitudes: I. Instituiu-se o “Dia Nacional da Consciência Negra” em 20 de novembro, ao invés da tradicional celebração do 13 de maio. Essa nova data é o aniversário da morte de Zumbi, que hoje simboliza a crítica à segregação e à exclusão social. II. Um turista estrangeiro que veio ao Brasil, no carnaval, afirmou que nunca viu tanta convivência harmoniosa entre as diversas etnias. Também sobre essa questão, estudiosos fazem diferentes reflexões: Entre nós [brasileiros], (...) a separação imposta pelo sistema de produção foi a mais fluida possível. Permitiu constante mobilidade de classe para classe e até de uma raça para outra. Esse amor, acima de preconceitos de raça e de convenções de classe, do branco pela cabocla, pela cunhã, pela índia (...) agiu poderosamente na formação do Brasil, adoçando-o. (Gilberto Freire. O mundo que o português criou.) [Porém] o fato é que ainda hoje a miscigenação não faz parte de um processo de integração das “raças” em condições de igualdade social. O resultado foi que (...) ainda são pouco numerosos os segmentos da “população de cor” que conseguiram se integrar, efetivamente, na sociedade competitiva. (Florestan Fernandes. O negro no mundo dos brancos.) Considerando as atitudes expostas acima e os pontos de vista dos estudiosos, é correto aproximar (A) a posição de Gilberto Freire e a de Florestan Fernandes igualmente às duas atitudes. (B) a posição de Gilberto Freire à atitude I e a de Florestan Fernandes à atitude II. (C) a posição de Florestan Fernandes à atitude I e a de Gilberto Freire à atitude II. (D) somente a posição de Gilberto Freire a ambas as atitudes. (E) somente a posição de Florestan Fernandes a ambas as atitudes.
  • 25. 27
  • 26. 28. No início do século XIX, o naturalista alemão Carl Von Martius esteve no Brasil em missão científica para fazer observações sobre a flora e a fauna nativas e sobre a sociedade indígena. Referindo-se ao indígena, ele afirmou: “Permanecendo em grau inferior da humanidade, moralmente, ainda na infância, a civilização não o altera, nenhum exemplo o excita e nada o impulsiona para um nobre desenvolvimento progressivo (...). Esse estranho e inexplicável estado do indígena americano, até o presente, tem feito fracassarem todas as tentativas para conciliá-lo inteiramente com a Europa vencedora e torná-lo um cidadão satisfeito e feliz.” Carl Von Martius. O estado do direito entre os autóctones do Brasil. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EDUSP, 1982. 16) Com base nessa descrição, conclui-se que o naturalista Von Martius A) apoiava a independência do Novo Mundo, acreditando que os índios, diferentemente do que fazia a missão européia, respeitavam a flora e a fauna do país. B) discriminava preconceituosamente as populações originárias da América e advogava o extermínio dos índios. C) defendia uma posição progressista para o século XIX: a de tornar o indígena cidadão satisfeito e feliz. D) procurava impedir o processo de aculturação, ao descrever cientificamente a cultura das populações originárias da América. E) desvalorizava os patrimônios étnicos e culturais das sociedades indígenas e reforçava a missão “civilizadora européia”, típica do século XIX.
  • 27. 30. A identidade negra não surge da tomada de consciência de uma diferença de pigmentação ou de uma diferença biológica entre populações negras e brancas e(ou) negras e amarelas. Ela resulta de um longo processo histórico que começa com o descobrimento, no século XV,no continente africano e de seus habitantes pelos navegadores portugueses, descobrimento esse que abriu o caminho às relações mercantilistas com a África, ao tráfico negreiro, à escravidão e, enfim, à colonização do continente africano e de seus povos. K. Munanga. Algumas considerações sobre a diversidade e a identidade negra no Brasil. In: Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília: SEMTEC/MEC, 2003, p. 37. Com relação ao assunto tratado no texto acima, é correto afirmar que A) a colonização da África pelos europeus foi simultânea ao descobrimento desse continente. B) B) a existência de lucrativo comércio na África levou os portugueses a desenvolverem esse continente. C) o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da escravidão no Brasil. D) a exploração da África decorreu do movimento de expansão européia do início da Idade Moderna. E) a colonização da África antecedeu as relações comerciais entre esse continente e a Europa. 29
  • 28. 31. Existe uma regra religiosa, aceita pelos praticantes do judaísmo e do islamismo, que proíbe o consumo de carne de porco. Estabelecida na Antiguidade, quando os judeus viviam em regiões áridas, foi adotada, séculos depois, por árabes islamizados, que também eram povos do deserto. Essa regra pode ser entendida como A) uma demonstração de que o islamismo é um ramo do judaísmo tradicional. B) um indício de que a carne de porco era rejeitada em toda a Ásia. C) uma certeza de que do judaísmo surgiu o islamismo. D) uma prova de que a carne do porco era largamente consumida fora das regiões áridas. E) uma crença antiga de que o porco é um animal impuro.
  • 29. 32. O ano de 1968 ficou conhecido pela efervescência social, tal como se pode comprovar pelo seguinte trecho, retirado de texto sobre propostas preliminares para uma revolução cultural: “É preciso discutir em todos os lugares e com todos. O dever de ser responsável e pensar politicamente diz respeito a todos, não é privilégio de uma minoria de iniciados. Não devemos nos surpreender com o caos das ideias, pois essa é a condição para a emergência de novas ideias. Os pais do regime devem compreender que autonomia não é uma palavra vã; ela supõe a partilha do poder, ou seja, a mudança de sua natureza. Que ninguém tente rotular o movimento atual; ele não tem etiquetas e não precisa delas”. Journal de la comune étudiante. Textes et documents. Paris: Seuil, 1969 (adaptado). Os movimentos sociais, que marcaram o ano de 1968, A) foram manifestações desprovidas de conotação política, que tinham o objetivo de questionar a rigidez dos padrões de comportamento social fundados em valores tradicionais da moral religiosa. B) restringiram-se às sociedades de países desenvolvidos, onde a industrialização avançada, a penetração dos meios de comunicação de massa e a alienação cultural que deles resultava eram mais evidentes. C) resultaram no fortalecimento do conservadorismo político, social e religioso que prevaleceu nos países ocidentais durante as décadas de 70 e 80. D) tiveram baixa repercussão no plano político, apesar de seus fortes desdobramentos nos planos social e cultural, expressos na mudança de costumes e na contracultura. E) inspiraram futuras mobilizações, como o pacifismo, o ambientalismo, a promoção da equidade de gêneros e a defesa dos direitos das minorias