Febem E A Psicoterapia

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Este trabalho é a respeito da psicologia e ao tratamento aplicado aos meninos da FEBEM. Esta apresentação é fruto de uma pesquisa acadêmica, feita por um aluno, que ao publicar o seu o conhecimento contribui com a educação e aprendizagem de outros alunos.

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Febem E A Psicoterapia

  1. 1. Disciplina: Psicologia - Psicoterapia Breve na FEBEM Enviado pelo aluno em: 10/07/2008
  2. 2. FEBEM E A PSICOTERAPIA BREVE:
  3. 3. FEBEM <ul><li>HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO: </li></ul><ul><li>A Febem (Fundação Estadual do Bem Estar do Menor) é uma instituição ligada à Secretaria do Estado da Justiça e defesa da cidadania. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Tem como função aplicar as normas estabelecidas no ECA com o objetivo de propor soluções e auxiliar adolescentes entre 12 e 18 anos considerados infratores. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Atualmente o Estado de São Paulo, cerca de 24 mil adolescentes estão vinculados a Febem, seja em uma de suas unidades privadas de liberdade, em semi-liberdade ou liberdade assistida. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>De acordo com as informações da própria instituição, a Febem tem como missão executar direta ou indiretamente as medidas sócio educativas, com eficiência, eficácia e efetividade garantindo os direitos previstos em lei e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A Febem coloca ainda como principais valores a justiça, ética e respeito aos ser humano </li></ul>
  8. 8. INTRODUÇÃO <ul><li>A psicoterapia breve é inserida nesse contexto devido à importância do trabalho focal nas questões pertinentes aos jovens infratores na Febem e diante da extensa demanda possibilita resultados rápidos e eficazes. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>De acordo com a pesquisa realizada, Winnicott tem suma importância no trabalho com jovens institucionalizados na Febem utilizando psicoterapia breve, vista que permite uma análise acerca da substituição do “brincar” pelo comportamento anti-social. </li></ul>
  10. 10. Internos da FEBEM Tatuapé durante a rebelião
  11. 11. INTRODUÇÃO <ul><li>O trabalho dirigido aos adolescentes privados de liberdade por atos infracionais, necessita da promoção da sua capacidade criativa, para que ele possa ser capaz de se ver existindo no tempo e espaço. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>É importante distanciar do jovem o senso de futilidade de sua existência, que pela falta de capacidade de brincar, insiste em se apresentar como sendo sua única e legítima posse, a posse da sensação de não ser significativo para ninguém, nem mesmo por aqueles que o viram nascer e crescer. </li></ul>
  13. 13. Internos da FEBEM no corredor da instituição.
  14. 14. <ul><li>O aumento da violência, na infância e na juventude, vem assumindo números assustadores. Em 1999, eram 3 mil jovens institucionalizados, 4 anos depois já eram 5 mil. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Esse crescimento torna difícil para o governo oferecer algo mais do que medidas sócio-educativas. Assim, criam-se mais unidades de intervenção para absorver todos e deixa-se de investir em medidas preventivas. </li></ul>
  16. 16. MEDIDAS PREVENTIVAS <ul><li>A intervenção na gravidez e infância precoce para famílias em situação de risco. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Visitas desde o nascimento até ações efetuadas na pré escola com objetivo de verificar abuso físico, sexual e psicológico e perceber distúrbios no comportamento das crianças, programas médicos de família já presente em municípios brasileiros. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Treinamento para pais elucidando métodos disciplinares e favorecimento da comunicação familiar, nos quais, são propostos treinamentos curtos ou terapias para famílias em situação de risco social. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Programas realizados em escolas buscando prevenção primária dos crimes e da violência promovem estimulação intelectual e aumento das habilidades cognitivas. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Além de programas de intervenções precoces para jovens infratores, como os que promovem reabilitação, reinserção social, profissional e familiar adequados as necessidades dos adolescentes. </li></ul>
  21. 21. ENTREVISTA- PALESTRA <ul><li>Winnicott: </li></ul><ul><li>Enxerga mais o funcionamento do indivíduo do que a estrutura </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Oferece uma boa estrutura para o indivíduo neurótico retomar o seu desenvolvimento normal </li></ul><ul><li>Tem uma linguagem existencialista. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Não enxerga a patologia, vê como se o indivíduo estivesse com a existência comprometida e assim tenta facilitar a existência </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Tem um olhar cuidador (cuidar da dor), uma vinculação maior, oferece o seu ego como um ego auxiliar assim como a mãe faz com o bebê. A mãe se afasta quando percebe que o bebê tem recursos. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>A mãe deve ser suficientemente boa, se for muito boa ou muito má prejudica a criança da mesma forma, são movimentos contrários, porém prejudiciais da mesma forma. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Cria o conceito de falso self como indicação de saúde mental para se proteger e evitar conflito. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Sem a teoria de Winnicott não é possível enxergar o trabalho da Febem. </li></ul>
  28. 28. ENTREVISTA- PALESTRA <ul><li>O psicólogo da Febem trabalha somente o consciente, utiliza-se de medidas sócio-educativas e só mostra aos jovens o que eles fizeram de errado. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Muitos dos jovens internos relatam que os monitores da instituição não cumprem o que o ECA garante ao menor infrator, e por isso se utilizam de medidas agressivas e coercitivas para demonstrar autoridade sobre eles. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>Uma das coisas que o ECA garante ao jovem é o direito a integridade física o que não é preservado pelos monitores que sabendo que serão punidos caso agridam fisicamente algum interno, se utilizam de meias cheias de areia para bater nos internos e não deixar hematomas. </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Os jovens não têm o que perder e por isso se drogam, roubam, e cometem outros atos considerados infrações. Quem tem a perder não comete tais atos, pois pensa que tem alguém a magoar. </li></ul>
  32. 32. <ul><li>No caso dos jovens infratores, eles tem a sensação de que nunca foram convidados a estar nesse mundo, pois não foram percebidos e legitimados por alguém (mãe). </li></ul>
  33. 33. <ul><li>Não adianta dar banho, alimentar, higienizar o bebê, se não ocorre um contato o mesmo desconfia se é bem vindo. Pela sensação de não ter sido esperado, ele passa a se preservar para não ser rejeitado. </li></ul>
  34. 34. ENTREVISTA- PALESTRA <ul><li>Psicoterapia Breve de base winnicottiana: </li></ul><ul><li>É feita uma entrevista </li></ul><ul><li>semi-estruturada para ajudar a organizar as informações trazidas na queixa. É realizado um procedimento de escuta baseada no EDAO (setores: afetivo relacional, produtividade, orgânico e sócio cultural). A queixa não interessa, mas a forma de chegada . </li></ul>
  35. 35. <ul><li>A Partir da entrevista é feito o planejamento de psicoterapia Breve. É identificado o núcleo conflitivo e estabelecido o foco de trabalho. </li></ul>
  36. 36. A PSICOTERAPIA BREVE NA FEBEM MÉTODO:
  37. 37. <ul><li>Entrevista </li></ul><ul><li>EntrevistaEvolutiva de foco </li></ul><ul><li>Revisão de meio de processo </li></ul><ul><li>Anúncio de término </li></ul><ul><li>Sessão de término </li></ul><ul><li>Anúncio de Follow up </li></ul>Método:
  38. 38. <ul><li>A diretoria da Febem percebeu que não era a parte consciente do infrator que precisava ser trabalhada. As crianças tiveram pouco contato com suas mães e se utilizam de uma lógica que deixa qualquer pessoa chocada. </li></ul>
  39. 39. <ul><li>Possuem um “buraco” afetivo, falta maternagem, angústia, falta de afeto. </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Tal buraco faz com que ele busque algo fora para preenchê-lo, pode ser comparado com bulímicos e dependentes químicos. O roubo é uma tentativa de preencher esse buraco. O foco não é nas drogas, na comida ou no roubo. Se o buraco é preenchido, o menor não precisa mais desses artifícios. </li></ul>
  41. 41. <ul><li>O término do processo é visto como muito significativo com o objetivo do paciente sair com uma transferência positiva, muitas vezes o individuo na terapia sofre alterações, mas não se dá conta. </li></ul>
  42. 42. <ul><li>Assim, se trabalhado o término com o paciente, a melhora ocorre e o mesmo se dá conta. O Follow up é realizado até o paciente notar que não necessita mais de acompanhamento. </li></ul>
  43. 43. <ul><li>De 90 psicólogos da Febem, 45 receberam o curso de P.B gratuitamente, eram agentes que nitidamente tinham dificuldades. Esses agentes já faziam triagens, mas só trabalhavam o lado consciente dos meninos. </li></ul><ul><li>No ano de 2005 foram 4000 horas de atendimento prestado a Febem. </li></ul>

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