A IMPORTÂNCIA DA RAZÃO
• Os século XV e XVI foram marcados por
importantes mudanças.
• Por um lado, o mapa político da Eur...
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• Que garantia poderia haver quanto à validade
das novas verdades apresentadas?
• O Renascimento ha...
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• A preocupação em encontrar um caminho seguro
para o conhecimento já se expressava no
pensamento d...
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• O que se utilizaria como método não seria a
matemática em si, os números, o cálculo, e sim
o proc...
A IMPORTÂNCIA DA RAZÃO
• O termo racionalismo é empregado para
designar a concepção de que nada existe sem
que haja uma ra...
A IMPORTÂNCIA DA RAZÃO
• O racionalismo desenvolvido pela maioria das
filosofias do século XVII afirmará que todo
conhecim...
VIDA
• Nasceu em Haye, França.
• Estudou no colégio jesuíta de La
Flèche.
• Executando a aprendizagem que fez
da matemátic...
VIDA
• Ingressando na carreira militar,
mudou-se para a Holanda, onde
participou de combates contra os
espanhóis.
• Viajou...
A ÁRVORE DO SABER
• Descartes definira para si a
missão de construir um sistema
filosófico completo.
• FILOSOFIA
– “um per...
A ÁRVORE DO SABER
A ÁRVORE DO SABER
• Desde cedo Descartes se aplicara
intensamente ao estudo das
matemáticas e, entusiasmado com
os resulta...
A ÁRVORE DO SABER
• Descartes construirá seu método
de investigação calcado no modelo
matemático de demonstração.
• E por ...
A ÁRVORE DO SABER
• Exemplo:
A ÁRVORE DO SABER
• Para alcançar essa certeza que só
as matemáticas têm, Descartes
adotou em seu método filosófico o
mesm...
A ÁRVORE DO SABER
• Se a matemática é o fundamento
comum a todas as ciências, por que ela
não faz parte da árvore do saber...
A ÁRVORE DO SABER
• Em Discurso do Método,
sintetiza esse método por
meio de quatro preceitos
que prescreve para si e que
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A ÁRVORE DO SABER
1. Jamais escolher alguma coisa
como verdadeira que eu não
conhecesse evidentemente como
tal;
2. Dividir...
A ÁRVORE DO SABER
3. Conduzir por ordem meus
pensamentos, começando pelos
objetos mais simples e mais fáceis de
conhecer, ...
A dúvida metódica e o cogito
• Para conhecer a verdade, é preciso, de
início, colocar todos os nossos
conhecimentos em dúv...
A dúvida metódica e o cogito
• Finalmente, estabeleceu que a única
verdade totalmente livre de dúvida era a
seguinte: meus...
A dúvida metódica e o cogito
• Esse “Penso, logo existo” seria uma verdade
absolutamente firme, certa e segura, que
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A dúvida metódica e o cogito
• Toda a filosofia posterior que sofreu a
influência de Descartes assumiu uma
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O DUALISMO E O SUBJETIVISMO
CARTESIANO
• A separação entre res cogitam e res
extensa na metafísica cartesiana
inaugura uma...
O DUALISMO E O SUBJETIVISMO
CARTESIANO
• Outra consequência dessa divisão é a
separação entre sujeito (o ser que
pensa) e ...
O DUALISMO E O SUBJETIVISMO
CARTESIANO
• SUBJETIVISMO  faz com que o
conhecimento do mundo seja possível
apenas por meio ...
A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO
• A medicina cartesiana apresentava
características mecanicistas, mas
depois Descartes mudou de...
A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO
• Em sua obra As Paixões da Alma, o
filósofo entende que a alma se une
ao corpo de maneira unif...
A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO
• Essa ligação se dá mais
particularmente em determinado
ponto do cérebro: a glândula
pineal.
•...
A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO
• Descarte descreve como cada posição dessa
glândula provoca um afeto ou paixão da
alma.
• Se e...
A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO
• Exemplo, se queremos rejeitar uma
tristeza, devemos ter pensamentos que
nos causem alegria.
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A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO
• A vontade terá papel fundamental na moral
cartesiana, pois será ela fundamentalmente
quem agi...
BARUCH DE ESPINOSA

Deus, ou a
natureza.
VIDA
• Nasceu em Amsterdã, na Holanda.
• Era filho de imigrantes judeus de
origem hispano-portuguesa que havia
fugido das ...
VIDA
• Foi excomungado e excluído da
comunidade judaica de Amsterdã,
além de deserdado pela família aos 24
anos de idade.
...
VIDA
• Além de defender a separação entre
Estado e Igreja, política e religião, filosofia
e teologia, foi um grande crític...
VIDA
• Eles são basicamente regras de conduta
humana formuladas dentro de
determinado contexto, sem constituir,
portanto, ...
O DEUS IMANENTE
• Espinosa não concordava com a ideia
generalizada de que Deus é um ser
superior a tudo e separado de tudo...
O DEUS IMANENTE
• SUBSTÂNCIA é “o que existe em si e
por si é conhecido, isto é, aquilo cujo
conceito não carece do concei...
O DEUS IMANENTE
• Ele diz: o mundo “é em Deus” e “Deus,
ou a natureza”, isto é, a natureza é
idêntica a Deus.
• Substância...
O DEUS IMANENTE
• A inteligência humana consegue
identificar no mundo apenas duas
manifestações essenciais da
substância, ...
O DEUS IMANENTE
• EXEMPLO:
– Atributo extensão: livro;
– Atributo pensamento: as ideias contidas
no livro.

• Para Espinos...
O DEUS IMANENTE
• Isso significa que tudo o que existe e
acontece no mundo é o resultado
necessário da natureza de Deus, i...
O DEUS IMANENTE
• Os homens “enganam-se
quando se julgam livres, e esta
opinião consiste apenas em
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A NATUREZA HUMANA
• A natureza humana é uma das
expressões da substância única,
repetindo de maneira finita a estrutura
da...
A NATUREZA HUMANA
• Quando o conatus se torna consciente
de si, ele se chama desejo. Ambos
contribuem para afirmar e expan...
A NATUREZA HUMANA
• A alegria  paixão que favorece a
passagem para uma maior perfeição do
ser, é sempre boa;
• A tristeza...
A NATUREZA HUMANA
• Ser VIRTUOSO consiste em, por meio da
razão, formar ideias claras e distintas do
que se passa em nós, ...
GOTTFRIED LEIBNIZ

Deus criou o
melhor dos
mundos
possíveis.
VIDA
• Nasceu em Leipzig, Alemanha,
durante a Guerra dos Trinta Anos.
• Filho de um professor de filosofia da
Universidade...
VIDA
• Fez várias contribuições na área da física,
inventou a máquina de multiplicar, fundou a
Academia de Ciências de Ber...
VERDADES DE RAZÃO E
VERDADE DE FATO

• Leibniz ambicionou construir uma
ciência universal, mas nunca
conseguiu levar seu p...
VERDADES DE RAZÃO E
VERDADE DE FATO
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VERDADES DE RAZÃO E
VERDADE DE FATO

• Representação simbólica:

– FRASE VERDADEIRA: A é A (a identidade);
– FRASE FALSA: ...
VERDADES DE RAZÃO E
VERDADE DE FATO
• Mesmo quando temos uma
proposição do tipo A é B, para
conhecer se ela é falsa ou não...
VERDADES DE RAZÃO E
VERDADE DE FATO
• Ele reconhece que existem
proposições que escapam a essa
demonstração: por mais que
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VERDADES DE RAZÃO E
VERDADE DE FATO

• Distinção entre os 2 tipos de
verdades:

– VERDADES DE RAZÃO: são aquelas a que
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VERDADES DE RAZÃO E
VERDADE DE FATO
• As proposições necessárias (VR)
passam a ser denominadas
PROPOSIÇÕES ANALÍTICAS.
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VERDADES DE RAZÃO E
VERDADE DE FATO
• Tudo o que existe tem de ter uma
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O MELHOR DOS MUNDOS
POSSÍVEIS
• Outro ponto importante da filosofia
leibniziana é a ideia de possibilidade.
• As verdades ...
O MELHOR DOS MUNDOS
POSSÍVEIS

• Para Leibniz isso não é possível, porque
Deus é um ser com o máximo de
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TEORIA DAS MÔNADAS
• O filósofo alemão tem uma visão
pluralista da realidade.
• Segundo ele, como não existem
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TEORIA DAS MÔNADAS
• MÔNADA é como ele designa cada
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TEORIA DAS MÔNADAS
• Pelo ato da percepção, cada
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TEORIA DAS MÔNADAS
• Como um mundo completo, toda
mônada também é fechada em si
mesma, isto é, não se comunica
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TEORIA DAS MÔNADAS
• As mônadas constituem um todo
ordenado e harmonioso, pois são
como “relógios que, apesar de
independe...
TEORIA DAS MÔNADAS
• Essa harmonia teria sido criada
por Deus, substância infinita e
perfeita separada do mundo, que
conté...
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
• COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia:
história e grandes temas. 16 ed. reform. e
ampl. Sã...
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Cap 13 - O Grande Racionalismo

  1. 1. A IMPORTÂNCIA DA RAZÃO • Os século XV e XVI foram marcados por importantes mudanças. • Por um lado, o mapa político da Europa contava com reinos unificados, que conferiam aos reis o papel de comandantes de seu povo. • Por outro lado, a nobreza continuava explorando uma massa de camponeses. • As ideias renascentistas e a Reforma religiosa haviam enfraquecido a Igreja Católica, eram as ideias escolásticas que ainda predominavam, mesmo nas universidades.
  2. 2. A IMPORTÂNCIA DA RAZÃO • Que garantia poderia haver quanto à validade das novas verdades apresentadas? • O Renascimento havia aberto muitas portas, mas acreditava-se que o caminho do verdadeiro conhecimento ainda estava para ser percorrido. • Já havia a crença de que a chave para se poder trilhar esse cominho era a razão. • A partir do século XVII promoveu-se um avanço importante: essa razão articulava-se em um método.
  3. 3. A IMPORTÂNCIA DA RAZÃO • A preocupação em encontrar um caminho seguro para o conhecimento já se expressava no pensamento de Bacon, que viveu as 3 décadas do século XVII, chamado de o “século do método”. • O entusiasmo desses filósofos pelas “matemáticas” fará nascer a ideia de que o sucesso dessa ciência se deve a seu método e que o método matemático poderá ser utilizado em todas as outras áreas da investigação, garantindo a exatidão e a certeza dos conhecimentos alcançados.
  4. 4. A IMPORTÂNCIA DA RAZÃO • O que se utilizaria como método não seria a matemática em si, os números, o cálculo, e sim o procedimento dedutivo da geometria, isto é, o modo próprio da matemática de encadear as razões ou afirmações segundo uma certa ordem. • Essa racionalidade se expressaria de modo geométrico, lógico, dedutivo, o que caracterizaria a visão específica do racionalismo moderno.
  5. 5. A IMPORTÂNCIA DA RAZÃO • O termo racionalismo é empregado para designar a concepção de que nada existe sem que haja uma razão para isso. • Uma pessoa racionalista seria alguém que procura sempre uma explicação lógica para as coisas, acredita que por meio de mecanismos racionais se pode explicar tudo. • Em filosofia, denominam-se racionalistas as doutrinas que buscam explicar o processo de conhecimento dando ênfase ao papel da razão.
  6. 6. A IMPORTÂNCIA DA RAZÃO • O racionalismo desenvolvido pela maioria das filosofias do século XVII afirmará que todo conhecimento certo provém de princípios a priori (anteriores à experiência), indiscutíveis e evidentes para a razão. • Esse racionalismo também considerava que os sentidos são uma fonte confusa, obscura e provisória de verdade, o que relegará a experiência sensível a um segundo plano, como fonte de conhecimento.
  7. 7. VIDA • Nasceu em Haye, França. • Estudou no colégio jesuíta de La Flèche. • Executando a aprendizagem que fez da matemática. Decepcionou-se com a educação jesuíta. • Confessaria, tempos depois, sua decisão em buscar a ciência por conta própria, esforçando-se por decifrar o “grande livro do mundo”.
  8. 8. VIDA • Ingressando na carreira militar, mudou-se para a Holanda, onde participou de combates contra os espanhóis. • Viajou por vários países europeus, estabelecendo contato com vários sábios, entre eles Blaise Pascal. • O que publicou é suficientemente vasto para situá-lo como um dos pais da filosofia moderna.
  9. 9. A ÁRVORE DO SABER • Descartes definira para si a missão de construir um sistema filosófico completo. • FILOSOFIA – “um perfeito conhecimento de todas as coisas que o homem pode saber, tanto para a conduta da sua vida como para a conservação de sua saúde e a invenção de todas as artes”.
  10. 10. A ÁRVORE DO SABER
  11. 11. A ÁRVORE DO SABER • Desde cedo Descartes se aplicara intensamente ao estudo das matemáticas e, entusiasmado com os resultados que obtivera, acreditara ser possível transferir seu instrumental a outras áreas do saber. • Galileu dizia que a natureza está inscrita em linguagem matemática.
  12. 12. A ÁRVORE DO SABER • Descartes construirá seu método de investigação calcado no modelo matemático de demonstração. • E por que o modelo matemático parecia tão perfeito? • Descartes percebeu haver nas matemáticas aquilo que queria encontrar no mundo: verdades absolutas e incontestáveis.
  13. 13. A ÁRVORE DO SABER • Exemplo:
  14. 14. A ÁRVORE DO SABER • Para alcançar essa certeza que só as matemáticas têm, Descartes adotou em seu método filosófico o mesmo procedimento lógico demonstrativo da geometria analítica. • Ele acreditava na existência de uma ordem natural inerente à estrutura do conhecimento.
  15. 15. A ÁRVORE DO SABER • Se a matemática é o fundamento comum a todas as ciências, por que ela não faz parte da árvore do saber? • Porque, sendo apenas um meio, um exercício, ela fornecerá apenas o método. • O método cartesiano encontra-se detalhadamente apresentado em sua obra Regras para a direção do espírito.
  16. 16. A ÁRVORE DO SABER • Em Discurso do Método, sintetiza esse método por meio de quatro preceitos que prescreve para si e que não se devem ser jamais esquecidos na busca do conhecimento verdadeiro.
  17. 17. A ÁRVORE DO SABER 1. Jamais escolher alguma coisa como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente como tal; 2. Dividir cada uma das dificuldades que eu duvidasse em tantas parcelas quantas possíveis e quantas necessárias fossem para melhor resolvê-las;
  18. 18. A ÁRVORE DO SABER 3. Conduzir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir, pouco a pouco, como por degraus, até o conhecimento dos mais compostos. 4. Fazer em toda parte enumerações tão completas e revisões tão gerais que eu tivesse a certeza de nada omitir.
  19. 19. A dúvida metódica e o cogito • Para conhecer a verdade, é preciso, de início, colocar todos os nossos conhecimentos em dúvida. • É necessário questionar tudo e analisar, criteriosamente, se existe algo na realidade de que possamos ter plena certeza. • Fazendo uma aplicação metódica da dúvida, foi considerando como incertas todas as percepções sensoriais, todas as noções adquiridas sobre os objetos materiais.
  20. 20. A dúvida metódica e o cogito • Finalmente, estabeleceu que a única verdade totalmente livre de dúvida era a seguinte: meus pensamentos existem. • E em seguida observou que a existência desses pensamentos se confundia com a essência da sua própria existência como ser pensante. • Disso decorreu a célebre conclusão: Cogito ergo sum. ou Penso, logo existo.
  21. 21. A dúvida metódica e o cogito • Esse “Penso, logo existo” seria uma verdade absolutamente firme, certa e segura, que deveria ser adotada como princípio básico de toda a sua filosofia. • PENSAMENTO  abrange tudo o que afirmamos, negamos, sentimos, imaginamos, cremos e sonhamos. • O ser humano era uma substância essencialmente pensante. • O pensamento (consciência) é algo mais certo que a própria matéria corporal.
  22. 22. A dúvida metódica e o cogito • Toda a filosofia posterior que sofreu a influência de Descartes assumiu uma tendência idealista. • Foi um racionalista convicto. • Recomendava que desconfiássemos das percepções sensoriais, responsabilizando-as pelos freqüentes erros do conhecimento humano. • O verdadeiro conhecimento das coisas externas devia ser conseguido através do trabalho lógico da mente.
  23. 23. O DUALISMO E O SUBJETIVISMO CARTESIANO • A separação entre res cogitam e res extensa na metafísica cartesiana inaugura uma concepção dualista da realidade, isto é, aquela que separa totalmente a realidade espiritual da realidade material. • A divisão entre essas duas substâncias tem como consequência o fato de, para o filósofo, a mente e o corpo serem também duas coisas totalmente separadas e distintas.
  24. 24. O DUALISMO E O SUBJETIVISMO CARTESIANO • Outra consequência dessa divisão é a separação entre sujeito (o ser que pensa) e objeto (o ser pensado), na qual o sujeito assume a função ordenadora do conhecimento. • Em Descartes, o pensamento encontra em si os fundamentos que permitirão aceitar algo como verdadeiro. • Essa característica da filosofia cartesiana é denominada de subjetivismo.
  25. 25. O DUALISMO E O SUBJETIVISMO CARTESIANO • SUBJETIVISMO  faz com que o conhecimento do mundo seja possível apenas por meio das ideias das coisas, isto é, das representação. • REPRESENTAÇÃO  é todo conteúdo presente na mente. Na concepção tradicional, ou realista, representação é a conversão das coisas em ideias dessas coisas.
  26. 26. A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO • A medicina cartesiana apresentava características mecanicistas, mas depois Descartes mudou de orientação e passou a afirmar que o corpo humano deve ser estudado como parte de um composto substancial resultante da união entre alma e corpo, e não como uma máquina.
  27. 27. A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO • Em sua obra As Paixões da Alma, o filósofo entende que a alma se une ao corpo de maneira uniforme por todas as suas partes e “não se pode dizer que ela esteja em qualquer de suas partes com exclusão de outras, porque o corpo é uno e indivisível” – a indivisibilidade é própria da união.
  28. 28. A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO • Essa ligação se dá mais particularmente em determinado ponto do cérebro: a glândula pineal. • A GLÂNDULA PINEAL situa-se na base do cérebro, atrás da hipófase, e atualmente se atribui a ela papel importante no desenvolvimento psicofísico e sexual.
  29. 29. A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO • Descarte descreve como cada posição dessa glândula provoca um afeto ou paixão da alma. • Se ela está de um lado, sentimos desejos; se está de outro, temos repulsa. • De acordo com ele, não podemos excitar ou suprimir diretamente as paixões pela ação direta da vontade, e sim, “indiretamente, pela representação das coisas que costumam estar unidas às paixões que queremos ter, e que são contrárias às que queremos rejeitar”.
  30. 30. A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO • Exemplo, se queremos rejeitar uma tristeza, devemos ter pensamentos que nos causem alegria. • O que Descartes prescreve é a modificação dos pensamentos para alterar as condições do corpo e da alma. • Uma alma forte e virtuosa mantém as paixões sob controle e o corpo saudável.
  31. 31. A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO • A vontade terá papel fundamental na moral cartesiana, pois será ela fundamentalmente quem agirá sobre o entendimento e, a partir dele, sobre as paixões, em busca do que pode ser melhor ou mais perfeito para o homem. • Descartes reconhece que não se pode ter certeza absoluta em todos os domínios, pois “a natureza do homem não é a de saber tudo”, e que às vezes só se pode emitir “o melhor juízo possível”.
  32. 32. BARUCH DE ESPINOSA Deus, ou a natureza.
  33. 33. VIDA • Nasceu em Amsterdã, na Holanda. • Era filho de imigrantes judeus de origem hispano-portuguesa que havia fugido das perseguições religiosas. • Foi educado dentro da tradição judaica, mas afastou-se da ortodoxia ao receber influências de correntes dissidentes do judaísmo e dos pensamentos escolásticos, platônicorenascentistas e cartesiano.
  34. 34. VIDA • Foi excomungado e excluído da comunidade judaica de Amsterdã, além de deserdado pela família aos 24 anos de idade. • Teve então de fugir e viveu o resto de sua vida em várias cidades holandesas, ganhando seu sustento como polidor de lentes. • De saúde frágil, sofreu quase 20 anos de tuberculose.
  35. 35. VIDA • Além de defender a separação entre Estado e Igreja, política e religião, filosofia e teologia, foi um grande crítico da superstição, tanto religiosa e política como filosófica. • Em seu Tratado teológico-político, submete a Bíblia a uma interpretação histórico-crítica baseada na análise gramatical da língua hebraica e da história do povo judeu, e conclui que seus textos estão intimamente ligados ao momento histórico em que foram escritos.
  36. 36. VIDA • Eles são basicamente regras de conduta humana formuladas dentro de determinado contexto, sem constituir, portanto, verdades absolutas. • Isso significa que as palavras contidas na Bíblia não teriam vindo de Deus, pois se Moisés tivesse realmente tido uma revelação de Deus, os dez mandamentos não seriam apenas as leis de um povo e sim verdades eternas, que valeriam para todos.
  37. 37. O DEUS IMANENTE • Espinosa não concordava com a ideia generalizada de que Deus é um ser superior a tudo e separado de tudo, portanto um ser transcendente. • Para ele, Deus e a natureza são a mesma coisa. • DEUS = NATUREZA. • Em sua obra Ética, o filósofo explica que separar Deus do mundo, significa conceber a existência de duas substâncias, o que seria impossível pela própria definição de substância.
  38. 38. O DEUS IMANENTE • SUBSTÂNCIA é “o que existe em si e por si é conhecido, isto é, aquilo cujo conceito não carece do conceito de outra coisa do qual deva ser formado”. • O único ser que “existe em si e por si é concebido” é Deus, portanto, não pode haver outra substância. • A natureza seria o conjunto das infinitas manifestações da substância única, isto é, Deus.
  39. 39. O DEUS IMANENTE • Ele diz: o mundo “é em Deus” e “Deus, ou a natureza”, isto é, a natureza é idêntica a Deus. • Substância, Deus ou natureza são, portanto, a mesma coisa. • Ele é chamado de: – MONISTA, pois para ele toda a realidade seria composta de apenas uma única substância. – PANTEÍSTA, pois ele identifica Deus em todas as coisas, ou defende a ideia de que tudo participa da substância divina.
  40. 40. O DEUS IMANENTE • A inteligência humana consegue identificar no mundo apenas duas manifestações essenciais da substância, que ele denomina atributos: o pensamento e a extensão. • Tudo que existe no mundo, ou cada criatura em particular, cada fenômeno, seria um modo de manifestação de Deus ou de seus atributos, o pensamento e a extensão.
  41. 41. O DEUS IMANENTE • EXEMPLO: – Atributo extensão: livro; – Atributo pensamento: as ideias contidas no livro. • Para Espinosa, Deus é causa imanente, isto é, interna, que produz efeito em sim mesma (os modos), e todos os efeitos ou modos são fruto da necessidade dos atributos ou características essenciais de Deus.
  42. 42. O DEUS IMANENTE • Isso significa que tudo o que existe e acontece no mundo é o resultado necessário da natureza de Deus, isto é, não pode ser diferente, tem de ser de determinada maneira. • Não há LIVRE-ARBÍTRIO no mundo. • Deus, ou a natureza, se manifesta por meio das leis da natureza, que são eternas, imutáveis e inteiramente determinadas pela necessidade da natureza divina.
  43. 43. O DEUS IMANENTE • Os homens “enganam-se quando se julgam livres, e esta opinião consiste apenas em que eles têm consciência de suas ações e são ignorantes das causas pela quais são determinadas”.
  44. 44. A NATUREZA HUMANA • A natureza humana é uma das expressões da substância única, repetindo de maneira finita a estrutura da substância infinita, Deus, ou natureza. – CORPO  modo da extensão; – ALMA  modo do pensamento. • Ao descrever a essência do homem, o filósofo identifica um elemento, o canatus (esforço, impulso instintivo), que seria o esforço empreendido por cada coisa para perseverar em seu ser.
  45. 45. A NATUREZA HUMANA • Quando o conatus se torna consciente de si, ele se chama desejo. Ambos contribuem para afirmar e expandir o nosso ser. • Quando nossos desejos sofrem a ação das forças externas, nascem as paixões, que são modificações passivas de nosso ser. • A alegria e a tristeza são as paixões fundamentais, das quais resultam todas as outras.
  46. 46. A NATUREZA HUMANA • A alegria  paixão que favorece a passagem para uma maior perfeição do ser, é sempre boa; • A tristeza  leva o homem a uma menor perfeição e é sempre má. • Como é impossível ao homem livrar-se das paixões, a VIRTUDE consistirá em alcançar um conhecimento verdadeiro de nossas paixões, para com ele valerse das paixões positivas, principalmente o amor, e ampliar o canatus.
  47. 47. A NATUREZA HUMANA • Ser VIRTUOSO consiste em, por meio da razão, formar ideias claras e distintas do que se passa em nós, reconhecer o dinamismo da vida e afirmar-se como a causa adequada dos efeitos que ocorrem em nós. • A verdadeira liberdade do homem: conhecer, pela razão, a necessidade das coisas e agir de acordo com essa necessidade.
  48. 48. GOTTFRIED LEIBNIZ Deus criou o melhor dos mundos possíveis.
  49. 49. VIDA • Nasceu em Leipzig, Alemanha, durante a Guerra dos Trinta Anos. • Filho de um professor de filosofia da Universidade de Leipzig, muito cedo Leibniz entrou em contato com os principais textos filosóficos. • Dedicando-se à matemática, tornouse um dos maiores matemáticos de seu tempo, chegando à ideia do cálculo infinitesimal.
  50. 50. VIDA • Fez várias contribuições na área da física, inventou a máquina de multiplicar, fundou a Academia de Ciências de Berlim e foi membro da Royal Society de Londres e da Fraternidade Rosacruz. • Doutorou-se em direito e dedicou a maior parte de sua vida à política palaciana, ocupando diversos cargos públicos e realizando várias missões diplomáticas, nas quais pretendeu realizar o sonho de harmonizar o protestantismo com o catolicismo e reunificar os cristão. • Faleceu em Hanôver, em 14 de novembro de 1716.
  51. 51. VERDADES DE RAZÃO E VERDADE DE FATO • Leibniz ambicionou construir uma ciência universal, mas nunca conseguiu levar seu projeto adiante. • Suas ideias formam um todo coerente e sistemático que busca explicar a totalidade das coisas. • Ele foi pioneiro na formulação da lógica matemática, ou simbólica, que busca expressar as estruturas e operações do pensamento numa linguagem matemática.
  52. 52. VERDADES DE RAZÃO E VERDADE DE FATO • Uma das principais contribuições de Leibniz para a história da filosofia resulta de seu trabalho em definir a natureza da verdade. • Ele analisa as proposições, ou afirmações, verdadeiras e conclui que em todas elas a noção do predicado está incluída na noção do sujeito.
  53. 53. VERDADES DE RAZÃO E VERDADE DE FATO • EXEMPLO: – Dizer “o triângulo tem três lados” é uma proposição verdadeira, pois a noção “três lados” (o predicado) está incluída na de “triângulo” (o sujeito). – Se fosse dito “o triângulo tem quatro lados iguais”, teríamos uma proposição falsa, pois a noção “quatro lados iguais” não está incluída na de “triângulo”, isto é, ela identifica-se como outro sujeito.
  54. 54. VERDADES DE RAZÃO E VERDADE DE FATO • Representação simbólica: – FRASE VERDADEIRA: A é A (a identidade); – FRASE FALSA: A é não-A (a contradição). • Trata-se de uma retomada do princípio de não-contradição, presente na lógica de Aristóteles, que diz que “é impossível ser e não ser ao mesmo tempo”. • Para Leibniz, a verdade deverá ser sempre expressa pela proposição A é A.
  55. 55. VERDADES DE RAZÃO E VERDADE DE FATO • Mesmo quando temos uma proposição do tipo A é B, para conhecer se ela é falsa ou não devemos analisar e reduzir a noção de B até transformá-la em A e obter a proposição A é A ou a A é não-A. • ANALISAR  identificar tudo que está no sujeito.
  56. 56. VERDADES DE RAZÃO E VERDADE DE FATO • Ele reconhece que existem proposições que escapam a essa demonstração: por mais que recuemos em sua análise e em suas causas não chegamos à identidade (A é A). • EXEMPLO: – D. Pedro I deu o grito do Ipiranga. – É uma verdade histórica (um fato).
  57. 57. VERDADES DE RAZÃO E VERDADE DE FATO • Distinção entre os 2 tipos de verdades: – VERDADES DE RAZÃO: são aquelas a que uma pessoa chega pela análise lógica dos termos de uma proposição. São eternas, essenciais e metafísicas. Pertence ao domínio da lógica e da matemática. – VERDADES DE FATO: são aquelas a que uma pessoa chega depois de examinar os fatos, que envolvem a proposição. São temporais, contingentes e físicas, ou seja, valem para determinadas condições existenciais. Pertencem às ciências.
  58. 58. VERDADES DE RAZÃO E VERDADE DE FATO • As proposições necessárias (VR) passam a ser denominadas PROPOSIÇÕES ANALÍTICAS. • As proposições contingentes (VF) passam a ser denominadas PROPOSIÇÕES SINTÉTICAS. • As verdades de fato, serão fundamentadas pelo princípio metafísico da razão suficiente.
  59. 59. VERDADES DE RAZÃO E VERDADE DE FATO • Tudo o que existe tem de ter uma causa ou uma razão determinante, isto é, que serve para justificar a priori por que algo é assim em vez de ser de outra maneira. • Então será preciso admitir, como razão suficiente e última, Deus.
  60. 60. O MELHOR DOS MUNDOS POSSÍVEIS • Outro ponto importante da filosofia leibniziana é a ideia de possibilidade. • As verdades de razão, como as matemáticas, são necessárias, isto é, seu contrário é impossível, as verdades de fato não são necessárias, ou seja, seu contrário é possível. • Será, então, que o mundo poderia ser totalmente diferente?
  61. 61. O MELHOR DOS MUNDOS POSSÍVEIS • Para Leibniz isso não é possível, porque Deus é um ser com o máximo de essência ou qualidades, no qual estariam contidas todas as verdades, todo o cosmo, e ele agiria sempre com um máximo de perfeição. • Deus teria escolhido um mundo composto de uma série de possíveis que não se contradizem entre si e que formam a melhor combinação de possíveis. • Portanto, como Deus só poderia fazer o melhor possível, este é o melhor dos mundos possíveis.
  62. 62. TEORIA DAS MÔNADAS • O filósofo alemão tem uma visão pluralista da realidade. • Segundo ele, como não existem dois seres perfeitamente idênticos, é necessário que exista também uma infinidade de substâncias, que se agregam diferentemente, formando seres individuais distintos.
  63. 63. TEORIA DAS MÔNADAS • MÔNADA é como ele designa cada uma dessas substâncias: “a mônada, de que falaremos aqui, é apenas uma substância simples que entra nos compostos; simples, isto é, sem partes”. • As mônadas seriam centros de atividade não materiais que comporiam tudo o que existe, desde um grão de areia, o corpo e a mente humana, até Deus, que seria uma grande mônada contendo todas as outras mônadas.
  64. 64. TEORIA DAS MÔNADAS • Pelo ato da percepção, cada mônada expressa ou representa a totalidade do Universo a partir de seu ponto de vista, de sua perspectiva, como se fosse um espelho. • Nas mônadas superiores, a percepção é acompanhada da apercepção, isto é, da autorepresentação ou consciência.
  65. 65. TEORIA DAS MÔNADAS • Como um mundo completo, toda mônada também é fechada em si mesma, isto é, não se comunica com o mundo exterior. • Um homem não sabe o que vai na cabeça do outro, pois, como diz Leibniz, “as mônadas não têm janelas por onde qualquer coisa possa entrar ou sair”.
  66. 66. TEORIA DAS MÔNADAS • As mônadas constituem um todo ordenado e harmonioso, pois são como “relógios que, apesar de independentes, marcam a mesma hora”. • Haveria uma harmonia preestabelecida no Universo, o que garantiria a ordenação das mônadas.
  67. 67. TEORIA DAS MÔNADAS • Essa harmonia teria sido criada por Deus, substância infinita e perfeita separada do mundo, que contém em si, como suas infinitas expressões, as percepções de todas as mônadas, das quais também é, portanto, o Criador.
  68. 68. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA • COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: história e grandes temas. 16 ed. reform. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2006. • CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. 4. ed. São Paulo: Ática, 2011.

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