Tcc - A Educação Ambiental dentro das disciplinas curriculares

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  1. 1. 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO CARIOCA JOSÉ BRAZ XAVIERA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DENTRO DAS DISCIPLINAS CURRICULARES Rio de Janeiro 2011
  2. 2. 2 CENTRO UNIVERSITÁRIO CARIOCA JOSÉ BRAZ XAVIERA EDUCAÇÃO AMBIENTAL DENTRO DAS DISCIPLINAS CURRICULARES Rio de Janeiro 2011
  3. 3. 3 CENTRO UNIVERSITÁRIO CARIOCA JOSÉ BRAZ XAVIER A EDUCAÇÃO AMBIENTAL DENTRO DAS DISCIPLINAS CURRICULARES Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Centro Universitário Carioca, como requisito parcial à obtenção do grau Tecnólogo em Gestão Ambiental.Orientadora: Profa. Lilian Calazans Costa Rio de Janeiro 2011
  4. 4. 4X3 Xavier, José Braz. A educação ambiental dentro das disciplinas curriculares / José Braz Xavier.- Rio de Janeiro, 2011. f. Orientadora: Profª. Lilian Calazans Costa. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Gestão Ambiental) – Centro Universitário Carioca, Rio de Janeiro, 2011. 1. Educação ambiental. 2. Meio ambiente – Aspectos sociais. I. Costa, Lilian Calazans . II. Título. CDU 658: 574
  5. 5. 5 JOSÉ BRAZ XAVIER A EDUCAÇÃO AMBIENTAL DENTRO DAS DISCIPLINAS CURRICULARES Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Centro Universitário Carioca, como requisito parcial à obtenção do grau Tecnólogo em Gestão Ambiental.Aprovado 2011. BANCA EXAMINADORA Profa. Lilian Calazans Costa - Orientadora Centro Universitário Carioca Profa. Sara Camacho de Oliveira Centro Universitário Carioca Prof. Thiago Affonso Belinato Centro Universitário Carioca
  6. 6. 6 DEDICATÓRIA À Glauce, Gabriela e Juliana. Em uma das primeiras aulas deste curso, sabiamente o professor perguntou a cada um dos alunos: - Porque escolheu o curso de Gestão Ambiental? Lembro de ter dito assim: - Depois de ter usado tanto do ambiente em que vivo, resolvi aprender para poder devolver ao menos um pouco! Disse o professor: - Então vai estudar por paixão!Que cada um dos professores que nos instruíram até aqui continuemassim, entendendo e incentivando a todos os seus alunos.
  7. 7. 7AGRADECIMENTOSA todos que estiveram presentes em minha vida!Em especial a Deus, por minha existência.Minha mãe Elvira, exemplo de mulher guerreira.Meu pai José (saudades!), lutou pela família até o fim.Aos irmãos e parentes com amor e carinho.Aos amigos e colegas que simplesmente disseram:- é isso aí!Frase simples, mas no contexto da conversa diz muitonaquele cantinho do coração.
  8. 8. 8 EPÍGRAFEA beleza do mundo vivente que eu estava tentando salvar sempre ocupou um lugar de destaque em minha mente –assim como a indignação pelas coisas insensatas e brutais que estavam sendo feitas (...). Agora consigo crer que, pelo menos, ajudei um pouco (CARSON, 1962).
  9. 9. 9 RESUMO Tempos modernos e instáveis. Um mundo globalizado, onde a informação éinstantânea. Crescimento populacional acelerado. E a dependência eterna de recursos naturaispara alimentação, fontes de energia, sobrevivência. A Educação Ambiental é um pontocrucial para a mitigação dos problemas que o ser humano causa ao meio em que vive e subtraios recursos essenciais pra sua permanência. A Lei de Educação Ambiental impõe suaobrigatoriedade no ensino formal, a fim de construir uma sociedade menos predadora eegoísta, porém consciente do seu papel dentro do todo. Tendo como objetivo conhecer oprocesso ensinamento e aprendizado diante da Lei 9.795/99, foi elaborada uma pesquisa decampo com 50 entrevistados. Entre os entrevistados 10 são professores, os demais 40 foramdivididos em 3 faixas etárias. Observa-se que a maioria dos professores vê o Meio Ambientecomo o local onde vivemos, e que a Educação Ambiental em grande parte serve para aprendersobre o assunto a fim de ter uma melhor qualidade de vida. Também entre os entrevistadosque estão na faixa etária acima dos 30 anos de idade a maioria ouviu falar sobre educaçãoambiental através TELEVISÃO e não na ESCOLA.Palavras-chave: fontes de energia; Educação Ambiental; mitigação; Lei de EducaçãoAmbiental; ensino; sociedade; consciente; ensinamento; aprendizado; Meio Ambiente; escola.
  10. 10. 10 ABSTRACT Modern Times and unstable. A globalized world, where information isinstantaneous. Rapid population growth. And the eternal dependence on natural resources forfood, energy sources, survival. Environmental education is crucial for mitigating the problemsthat human beings because the environment they live in and subtract the resources essential toits permanence. The Environmental Education Act imposes mandatory in their formaleducation in order to build a less predatory and selfish, but conscious of its role within thewhole. Aiming to know the teaching and learning process before the Law 9.795/99, wecreated a field survey with 50 respondents. Among the 10 respondents are teachers, the other40 were divided into three age groups. It is observed that most teachers see the environmentas the place where we live, and Environmental Education serves largely to learn about it inorder to have a better quality of life. Even among respondents who are aged above 30 years ofage most heard about environmental education through TV and not in school.Keywords: energy sources, environmental education, mitigation, Environmental EducationAct, school, society, consciousness, teaching, learning, Environment; school.
  11. 11. 11 SUMÁRIO1. Introdução .................................................................................... 122. Objetivo Geral .................................................................................... 143. Justificativa .................................................................................... 154. Material e Métodos .................................................................................. 175. Especificação da Metodologia ................................................................. 196. Resultados da Faixa Etária entre 7 e 14 anos de idade ............................ 217. Resultados da Faixa Etária entre 15 e 30 anos de idade ............................ 248. Resultados da Faixa Etária acima dos 30 anos de idade ............................ 279. Aspectos Gerais da Educação Municipal ............................................... 3010. Resultados da Pesquisa com Professores ............................................... 3211. Conclusão .................................................................................... 3612. Referências Bibliográficas ................................................................. 3713. Anexos .................................................................................... 39
  12. 12. 12 INTRODUÇÃO Com o crescimento populacional, aumentam as necessidades em todos os níveis.Demanda por alimento, moradia, emprego, lazer, etc. Tudo isto de forma urgente e em grandequantidade e qualidade. E assim, utilizando muito dos recursos naturais para manter esteprogresso. Fazem-se necessárias pesquisas e estudos, para uma utilização sustentável dosrecursos. Acompanhados de muita informação e educação, visando um consumo equilibrado econsciente. Sempre pensando no presente e o futuro da humanidade. Em 1962, a Bióloga e Escritora norte americana, Rachel Carson, apaixonada pelasquestões do futuro do planeta, lança o livro Primavera Silenciosa (CARSON, 1962. op.cit.),apresentando inúmeros documentos científicos de diferentes fontes, abordando o os efeitosnocivos à saúde humana causados pelos inseticidas e pesticidas usados no combate às pragasda agricultura da época. Efeitos que poderiam alcançar gerações, uma vez que estassubstâncias tóxicas são encontradas até no leite materno. Este trabalho refletiu mundialmentee foi um marco na história para os movimentos ambientalistas. “A história da vida sobre a Terra tem sido uma história de interação entre as coisas vivas e o seu meio ambiente. Em grande parte, a forma física e os hábitos da vegetação da Terra, bem como a sua vida animal, foram moldados pelo seu meio ambiente. Tomando-se em consideração a duração toda do tempo terrenal, o efeito oposto, em que a vida modifica, de fato, o seu meio ambiente, tem sido relativamente breve. Apenas dentro do momento de tempo representado pelo século presente é que uma espécie – o Homem – adquiriu capacidade significativa para alterar a natureza do seu mundo.” (CARSON, 1962. op.cit., p.15) Por volta dos anos 70, em todo o mundo levantaram-se muitas manifestaçõespopulares em favor da natureza. O uso exacerbado dos recursos naturais, levando quase aoesgotamento destes recursos, a poluição dos três elementos naturais essenciais à vida (água,terra e ar), estava deixando claro e a olhos nus que estes recursos são findáveis, pensamentoque até então parecia não existir. Isto levou à preocupação dos governantes mundiais. Estavaclaro que era necessária uma reeducação mundial, a fim de compreender o meio ambiente esua utilização de forma equilibrada.
  13. 13. 13 Nos anos 80 ocorre a popularização da “Educação Ambiental - EA” no mundo;hoje, mais do que uma realidade, EA tornou-se uma grande necessidade mundial(GUIMARÃES, 1995). A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) – instituída pela Lei nº9.795/99 – e seu decreto de regulamentação em 2002 com o objetivo de contribuir e acelerar oprocesso de institucionalização da Educação Ambiental no Brasil, cujo marco inicial, pelomenos para o ensino formal, foi a Lei nº 6.938/81, a qual, ao instituir a Política Nacional deMeio Ambiente, determinou a inclusão da EA em todos os níveis de ensino. (BARBOSA,2008) A Lei nº 9.795/99 sobre Educação Ambiental apresenta os objetivos fundamentaisdessa nova forma de educação. Entre eles, o desenvolvimento de uma compreensão integradado meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos,psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos.(BARBOSA, 2008)
  14. 14. 14 OBJETIVO GERAL Elaborar uma avaliação dos alunos e ex-alunos, questionando a distância entre osdois pontos: ensinamento e aprendizado. Analisar de forma quantitativa e qualitativa o desempenho dos professores quantoao ensinamento de Educação Ambiental, através do modelo indicado pela Lei nº 9.795/99. Refletir quanto ao entendimento dos professores sobre a Educação Ambiental. Expor a concepção dos professores do que é o Meio Ambiente.
  15. 15. 15 JUSTIFICATIVA Este trabalho vem estimular a discussão sobre o consenso que a educaçãoambiental deve estar presente em todos os espaços que educam o cidadão (REIGOTA, 1996).Neste pensamento, a escola deve ser aproveitada também como espaço fundamental à práticada educação ambiental. Atualmente este trabalho vem sendo dirigido de maneirainterdisciplinar e transversal, onde educadores dentro da sua formação acadêmica especificatentam abordar subjetivamente o tema EA. “Para que a transversalidade da transmissão dosconhecimentos funcione é mister que o corpo docente esteja conscientizado. Será que está?”(SÉGUIN, 2000, p.67). O cuidado com o meio ambiente, e tudo que dele depende, não é apenas umapensamento para preservação do verde, ou conservação do solo, nem somente para vermosanimais “bonitinhos” passeando em seu habitat natural. Vai muito além de ensinamentosvagos, e superficiais. Necessita de uma visão do todo. Tudo o que envolve a atividade do“feijão plantado no algodão com água”, tem que ser analisado e repassado de forma clara eobjetiva, numa linguagem coerente e especifica do grupo, por idade, e região em que se estáexplicando tal fato. Capra (2005, p.27), argumenta da seguinte forma: Na horta aprendemos sobre os ciclos alimentares e integramos os ciclos naturais aos nossos ciclos de plantio, cultivo, colheita, compostagem, e reciclagem. Através desta pratica, aprendemos ainda que a horta como um todo esteja inserida em sistemas maiores que também são redes vivas, com seus próprios ciclos. Os ciclos alimentares interagem com esses ciclos maiores – o ciclo da água, o ciclo das estações, e assim por diante -, que são os filamentos da rede planetária da vida. [...] Na horta, observamos o ciclo de vida de um organismo – nascimento, crescimento, maturação, decadência e morte – e o surgimento da nova geração. Através da horta experimentamos o crescimento e o desenvolvimento a cada dia. Na verdade, a compreensão do crescimento e do desenvolvimento é essencial não apenas para a horta, mas também para a educação. Enquanto as crianças aprendem que seu trabalho na horta escolar mudam de acordo com o desenvolvimento e o amadurecimento das plantas, os métodos de ensino do professor e todo o seu discurso na sala de aula mudam com o desenvolvimento e o amadurecimento dos alunos.
  16. 16. 16 A germinação é um ato envolvente do ciclo da vida, a princípio simples para umentendimento juvenil, porém se esmiuçado e apresentado de maneira cativante, fará com queo aluno tenha um ponto de vista mais elaborado sobre o assunto. A educação ambiental é ummodo de formar cidadãos pensantes, não de forma egoísta, mas preocupados com tudo a suavolta e principalmente com a sociedade atual e seu futuro. Desta forma os professores estão instruindo com propriedade, dentro doespaço/tempo de aula, os alunos quanto à educação ambiental? Ou caberia à matériaespecífica sobre Educação Ambiental, a fim de tratar o assunto com muito mais peculiaridadee importância?
  17. 17. 17 MATERIAL E MÉTODOS Foram elaborados dois questionários, em ANEXO A: destinado aos alunos e ex-alunos e, em ANEXO B: para os professores (CAMARGO, 2003). As questões são interligadas, com o intuito de analisar o processo de ensinamentoe aprendizado quanto à matéria Educação Ambiental. Dentro do Município do Rio de Janeiro existem 160 (cento e sessenta) bairros. Aárea de atuação desta pesquisa foi limitada a 4 (quatro) bairros (Fig.1):  Bangu, com 428.035 habitantes (IBGE, 2010), situado na Zona Oeste da cidade. Sua classe socioeconômica é muito diversificada, desde áreas muito pobres até locais predominantes de classe média alta. Em 2009 contava com 29.627 alunos matriculados no ensino fundamental, inseridos num universo de 47 escolas da rede pública municipal de ensino, segundo dados obtidos através da Secretaria Municipal de Educação.  Jacarepaguá, bairro divido entre classe média baixa e alta, com uma população de 572.617 habitantes (IBGE, 2010), pertencente à Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Segundo a SME em 2009, o bairro Jacarepaguá contava com 10.205 alunos matriculados no ensino fundamental, em 10 escolas.  Penha, bairro da Zona Norte da cidade, habitado por 185.716 pessoas (IBGE, 2010). Em suas 10 escolas de ensino fundamental, estão matriculados 7.782 alunos. As classes média e classe média baixa são predominantes neste bairro.  Realengo, bairro vizinho de Bangu, com 243.006 habitantes de classe média baixa. A SME contabilizou 20.585 alunos em 33 escolas de ensino fundamental, no ano de 2009.
  18. 18. 18Fig.1 – Mapa do Município do Rio de Janeiro dividido em bairrosFonte: Secretaria Municipal de Urbanismo do município do Rio de Janeiro. Partes dos dados obtidos foram de alunos que aguardavam a abertura dos portõesa fim de realizar a segunda etapa da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), nodomingo, 23 de Outubro de 2011. Também com os pais que acompanhavam os alunos para arealização daquela prova. A faixa etária dos alunos e ex-alunos pesquisados varia entre 7 anos e 72 anos deidade. Independente de escolaridade foi aplicado o questionário a 40 entrevistados, dos quais24 são estudantes em vários níveis de escolaridade, das escolas públicas e particulares, e dos16 restantes, em nível fundamental 2 concluíram e 2 abandonaram, em nível médio 8concluíram e 1 abandonou os estudos, em nível superior 2 são concluintes e 1 abandonou. O questionário direcionado a 10 (dez) professores de diversas especialidades vaielucidar o seu entendimento quanto à matéria Educação Ambiental, e o ensinamento desteassunto aos alunos.
  19. 19. 19 ESPECIFICAÇÃO DA METODOLOGIA Conforme informações obtidas pelo site do Instituto Brasileiro de Geografia eEstatística (IBGE, Censo 2010), no ano de recenseamento o município do Rio de Janeirocontava com um total de 5,940.224 habitantes, deste número havia 1,202.367 estudantesmatriculados da pré-escola ao ensino médio. Onde 128.983 alunos estavam inscritos na pré-escola, 809.884 alunos do ensino fundamental, e 263.500 cursando o ensino médio (Fig.2).Fig.2 – Mostra quantitativa de alunos matriculados no Municipio do Rio de Janeiro, estado do Rio de janeiro eBrasil, nos níveis pré escolar, fundamental e médio.Fonte: IBGE cidades, 2010
  20. 20. 20 Uma das opções para obtenção de dados foi a divisão dos entrevistados por trêsfaixas etárias e escolaridade. Os entrevistados com faixa etária entre 7 e 14 anos de idade, estão assimdimensionados para expor o método de ensino atual de Educação Ambiental, após termosmais de uma década da criação da Lei 9.795/99. Estas crianças terão nascido entre o ano de1997 e 2004. Os entrevistados com faixa etária de 15 a 30 anos de idade, são aqueles nascidosentre os anos 1981 e 1996. Na década de 80 o termo Educação Ambiental foi muito divulgadoem todos os meios de comunicação. Além de alguns dos entrevistados, todos os seusprofessores teriam vivenciado a Rio-Eco92, Conferência das Nações Unidas sobre o MeioAmbiente e Desenvolvimento, reforçando as recomendações sobre Educação Ambiental, emprincipio seriam pessoas capazes de ter um ponto de vista aprimorado sobre EducaçãoAmbiental, podendo repassar tal ensinamento para os alunos. A faixa etária acima dos 30 anos de idade são pessoas adultas, vivenciaram de fatoos eventos relatados no parágrafo anterior. De acordo com as respostas, estes entrevistadosestão entre os nascidos em 1939 e 1980. Seu aprendizado escolar a respeito de EducaçãoAmbiental é anterior a promulgação da Lei 9.9795/99. “Apesar de a literatura registrar que jáse ouvia falar em educação ambiental desde meados da década de 60, o reconhecimentointernacional desse fazer educativo como uma estratégia para se construir sociedadessustentáveis remonta a 1975, quando se instituiu o Programa Internacional de EducaçãoAmbiental, sob os auspícios da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, aCiência e a Cultura) e do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Esobretudo dois anos depois, em 1977, quando realizou-se a Conferência Intergovernamentalsobre Educação Ambiental, conhecida como Conferência de Tbilisi, momento que seconsolidou o PIEA (Programa Internacional de EA) e se estabeleceram as finalidades, osobjetivos, os princípios orientadores e as estratégias para a promoção da educação ambiental”(PRONEA, 2003).
  21. 21. 21 RESULTADOS DA FAIXA ETÁRIA ENTRE 7 E 14 ANOS DE IDADE Uma das opções para obtenção de dados foi a divisão dos entrevistados por trêsfaixas etárias e escolaridade. Quatorze entrevistados, equivalente a 35% dos 40, estavam entre 7 e 14 anos deidade (Fig.3). São todos alunos matriculados do ensino fundamental significando 1,72% de809.884 alunos neste nível (Fig.4).Fig.3 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: quantidade de entrevistados e a idade correspondente.Fig.4 - Gráfico demonstrativo de resultado da pesquisa: grau de escolaridade na faixa etária de 7 a 14 anos deidade.
  22. 22. 22 Dentre estes 14 alunos do ensino fundamental, 12 responderam já ter ouvido falarsobre Educação Ambiental (86%), 2 assinalaram que não (14%). Sobre a participação em atividades de EA, 9 responderam positivamente (64,3%),quando 5 dentre os 14 alunos nunca tiveram atividades de EA (35,7%). Quanto ao meio de ensinamento sobre EA, das 7 alternativas do questionário, ondeera possível assinalar mais de uma opção, os alunos destacaram a ESCOLA com 36,7%,seguido pela TELEVISÃO que obteve 16,7%, logo depois a INTERNET com 13,3%, e asREVISTAS, LIVROS e JORNAIS cada uma destas opções foram marcadas com 10%, e asREDES SOCIAIS que teve 3,3% do total (Fig.5).Fig.5 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: meio a qual ouviram sobre Educação Ambiental, comquantidade de entrevistados e percentual, na faixa etária de 7 a 14 anos.
  23. 23. 23 Sobre a forma de entendimento do tema Educação Ambiental: 41,2% assimilamcomo uma melhoria para a qualidade de vida; 29,4% como interação do ser humano com anatureza; 23,5% responderam que são ensinamentos para preservação da natureza, e apenas5,9% pensam a Educação Ambiental como conhecimento dos problemas para soluçõesambientais (Fig.6). Fig.6 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: modo de compreensão do tema Educação Ambiental,com quantidade de entrevistados e percentual, na faixa etária de 7 a 14 anos. A compreensão a respeito do meio ambiente, foi respondida de forma aberta, nãose tratava de uma pergunta de múltipla escolha. O resultado foi que dos 14 alunosentrevistados 6 responderam que meio ambiente é a natureza, 3 não sabem o que é meioambiente, 2 disseram que é o local onde vivemos, 2 responderam que são todos os seres, 1escreveu que é ter cuidado com a natureza ( Fig.7).Fig.7 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: compreensão do que é Meio Ambiente, com quantidadede entrevistados e percentual, na faixa etária de 7 a 14 anos.
  24. 24. 24 RESULTADOS DA FAIXA ETÁRIA ENTRE 15 E 30 ANOS DE IDADE Quinze entrevistados, equivalente a 37,5% dos 40, na faixa etária entre 15 e 30anos de idade (Fig.8). Nove são estudantes matriculados, dos quais seis participam do ensinomédio e três estudam no nível superior de ensino (Fig.9).Fig.8 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: quantidade de entrevistados e a idade correspondente.Fig.9 - Gráfico demonstrativo de resultado da pesquisa: grau de escolaridade na faixa etária de 15 a 30 anos deidade. Entre os 15 entrevistados 14 já ouviram falar sobre Educação Ambiental (93,3%),1 assinalou que nunca havia ouvido sobre EA (6,7%). Sobre participação em atividades deEA, 12 responderam sim (80%), e 3 nunca participaram de nenhuma atividade de EA (20%).
  25. 25. 25 O resultado das questões fechadas de múltipla escolha, sobre o meio em queouviram falar sobre Educação Ambiental nos mostra que treze entre quinze entrevistados têma ESCOLA como o maior meio de propagação deste assunto, tendo 27,7%; a TELEVISÃO éo segundo meio que propaga mais a EA 21,3%; REVISTAS, JORNAIS e REDES SOCIAIScada uma com 8,5%; LIVROS com 6,4% do total (Fig.10).Fig.10 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: meio a qual ouviram sobre Educação Ambiental, comquantidade de entrevistados e percentual, na faixa etária de 15 a 30 anos. Para o entendimento do tema Educação Ambiental os entrevistados, entre 15 e 30anos de idade, 28,6% responderam que tanto é aprender mais do assunto afim de obter umamelhor qualidade de vida como também é um ensinamento para preservação da natureza,23,8% responderam que serve para a interação do homem com a natureza, e 19%compreendem EA como conhecimento dos problemas para soluções ambientais ( Fig.11).Fig.11 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: modo de compreensão do tema Educação Ambiental,com quantidade de entrevistados e percentual, na faixa etária de 15 a 30 anos.
  26. 26. 26 Para cinco dos quinze entrevistados desta faixa etária o meio ambiente significa olugar onde vivemos, também outros cinco disseram que é cuidar da natureza, quatro entendemque são todos os seres, e um afirmou que meio ambiente é a natureza (Fig.12).Fig.12 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: compreensão do que é Meio Ambiente, com quantidadede entrevistados e percentual, na faixa etária de 15 a 30 anos.
  27. 27. 27 RESULTADOS DA FAIXA ETÁRIA ACIMA DOS 30 ANOS DE IDADE Onze entrevistados, equivalente a 27,5% dos 40, na faixa etária acima dos 30 anosde idade (Fig.13), apenas 1 é estudante cursando o nível superior (Fig.14).Fig.13 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: quantidade de entrevistados e a idade correspondente.Fig.14 - Gráfico demonstrativo de resultado da pesquisa: grau de escolaridade na faixa etária acima de 30 anosde idade Todos os entrevistados desta faixa etária ouviram falar sobre Educação Ambiental,5 já participou de alguma atividade sobre EA (45,5%), 6 não tiveram a oportunidade ainda departicipar de atividade sobre EA (54,5%).
  28. 28. 28 A TELEVISÃO é o maior meio de propagação (32,4%) de Educação Ambientalentre os entrevistados acima de 30 anos de idade, assim mostra o resultado da entrevista(Fig.15). A INTERNET (14,7%) é o segundo meio a qual os entrevistados desta faixa etáriasão abordados com o tema EA. A ESCOLA, REVISTAS e JORNAIS são o terceiro meiopelos quais aprendem sobre EA (11,8% cada). Por fim os LIVROS e as REDES SOCIAIScom números iguais na abordagem sobre o assunto EA (8,8%).Fig.15 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: meio a qual ouviram sobre Educação Ambiental, comquantidade de entrevistados e percentual, na faixa etária acima de 30 anos. O entendimento de Educação Ambiental para as pessoas acima de 30 anos queforam entrevistadas é de igual valor (35,7%) na interação do ser humano com natureza ecomo ensinamento para preservação da natureza. Também responderam em valores iguais(14,3%), mostrando EA como conhecimento dos problemas para soluções ambientais e oaprendizado para uma melhor qualidade de vida ( Fig.16).Fig.16 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: modo de compreensão do tema Educação Ambiental,com quantidade de entrevistados e percentual, na faixa etária acima de 30 anos.
  29. 29. 29 A maioria dos entrevistados responderam que meio ambiente significa cuidar danatureza, num total de 5 dos 11 entrevistados. Do restante, 2 responderam que meio ambientesão todos os seres, 2 compreendem como o local onde vivemos, e 2 entendem como a natureza(Fig.17).Fig.17 - Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: compreensão do que é Meio Ambiente, com quantidadede entrevistados e percentual, na faixa etária acima de 30 anos.
  30. 30. 30 ASPECTOS GERAIS DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL O Município do Rio de Janeiro, conforme dados do Censo IBGE-2010, conta comum efetivo de 34.190 professores de ensino fundamental e 16.106 professores da rede deensino médio (Fig.18). Tanto o Município como todo o território nacional quando referido aeducação é regido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDBE.Fig.18 – Corpo docente do Municipio do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro e Brasil, nos níveis pré escolar,fundamental e médio.Fonte: IBGE cidades, 2010 Toda legislação pode ser aprimorada. A Lei de Diretrizes e Bases da EducaçãoBrasileira, criada em 1996 vem redesenhando o sistema educacional em todos os níveis(LDBE, 1996).
  31. 31. 31 Dentro das disposições da Lei 9.394/96, mostra que a educação básica tem porfinalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum e indispensável para oexercício da cidadania, dando-lhe meios para progredir no trabalho e estudos posteriores.Com duração de nove anos, iniciando-se aos seis anos de idade, terá por objetivo a formaçãobásica do cidadão, mediante a compreensão do ambiente natural e social, inclusive (LDBE,Art.22 e 32, 1996). Os currículos do ensino fundamental e médio têm uma base nacional comum,podendo ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por umaparte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, daeconomia e da clientela. Estes currículos devem abranger obrigatoriamente, o estudo dalíngua portuguesa e matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidadesocial e política, especialmente do Brasil (LDBE, Art.26, 1996). A finalidade do ensino médioe a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental(LDBE, Art.35, 1996).
  32. 32. 32 RESULTADOS DA PESQUISA COM PROFESSORES A pesquisa (ANEXO B) foi realizada com 10 professores de diversas áreas deensino, buscando elucidar o entendimento e desempenho dos professores no que refere aoensino do tema Educação Ambiental, sob o formato da nº Lei 9.795/99. Todos os professores entrevistados responderam positivo quanto a produção deatividades de Educação Ambiental junto aos alunos. Abaixo quadro demonstrativo sobre odesempenho dos professores quanto ao tema Educação Ambiental: Entendimento sobre Atividades que produz Formação Matéria que leciona Educação Ambiental sobre EA com os alunos Preservação ambiental para Reciclagem, uma qualidade de vida desenvolvimento Psicologia Ensino Fundamental melhor. sustentável. Reciclagem, descarte do Serve para preservar e cuidar lixo, não fazer Pedagogia Ensino Fundamental do planeta. queimadas. É ter cuidado com resíduos e Patologia Diagnóstico Bucal e o descarte correto dos Descarte correto dos Bucodental Estomatologia materiais manipulados. resíduos. Geografia, Sociologia e Dinâmica de grupo sobre Ciências sociais Psicologia É um paliativo. o mundo industrializado. Mostra a interação do É a interação do homem com homem e a natureza a natureza, a fim de preservar dentro dos períodos História História hoje e o futuro. históricos. É importante para conscientizar sobre a preservação e nosso futuro Textos, vídeos e debates História História no planeta. dentro da História. Utilizar de forma sustentável a fim de preservar os recursos Geografia Geografia naturais. Material reciclável. Conscientizar quanto a Letras Inglês preservação da natureza. Debates, murais e filmes. Matemática Matemática Otimização dos recursos. Palestras. Plantar árvores perto de Biologia, Física, Deve ser iniciada em família, riachos auxiliando a Biologia Química e Ciências. continuando na escola. mata ciliar. Quadro demonstrativo resultante da pesquisa de campo junto aos professores.
  33. 33. 33 Quando questionados sobre os principais assuntos de ensinamento dentro do temaEA, a maioria dos professores (32,1%) respondeu que é para os alunos aprenderem sobre oassunto a fim de terem uma melhor qualidade de vida, como demonstra o gráfico abaixo(Fig.19):Fig.19 – Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: prioridade de assunto dentro do tema EA Para a maioria dos professores entrevistados (5) o Meio Ambiente é o local ondevivemos. Quatro responderam que se trata do universo onde estão todos os seres, por fim umdos dez entrevistados disse que é especificamente a natureza (Fig.20).Fig.20 – Gráfico demonstrativo de resultado de pesquisa: O que é Meio Ambiente?
  34. 34. 34 O artigo elaborado por Pereira e Terzi tece um comentário sobre os aspectosgerais da Lei de Educação Ambiental: O conceito de Educação Ambiental é oriundo da Lei 9.795/99, que impõe sua obrigatoriedade no ensino formal. Conforme o art. 1°, entende-se por Educação Ambiental “[...] os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente. “Pelo que se depreende do art.1°, a Educação Ambiental pode ser compreendida em qualquer modalidade educacional que busque ensinar o respeito, conservação e preservação do meio, não se restringindo apenas ao ensino formal. Porém, a sociedade carrega uma percepção equivocada da instrução sobre o meio ambiente, transferindo não raras vezes tal “múnus” apenas aos pais e professores”. (PEREIRA & TERZI, 2009, p.176.) Como bem ressalta Milaré (2004, p. 612): “[...] a tarefa de educar não compete somente à família e à escola: cabe a toda sociedade, representada por seus diversos seguimentos [...]”. Trata-se de dever cogente que não mais pode continuar ao esmero de uns poucos, pois a repercussão do desleixo para com o ambiente apenas tem contribuído para sua depredação. Assim, tem-se que o conceito de Educação Ambiental deve ser visto de forma estendida, não apenas voltado para o respeito e preservação do meio ambiente natural, pois o meio ambiente, conforme explicitado, compreende muito mais do que a conservação da fauna e flora nativas; aprofunda-se em questões pertinentes à própria convivência do ser humano em sociedade, e na interação que tem com todo o planeta (PEREIRA & TERZI, 2009).
  35. 35. 35 Ainda dentro do mesmo artigo abre-se um espaço elucidativo sobre o MeioAmbiente. Para a maioria das pessoas, meio ambiente diz respeito apenas à fauna, flora e parte da natureza relativa às florestas, matas, bosques... Com base em Aurélio (2004), pode-se ver que o ambiente é tudo aquilo “[...] que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas, por todos os lados”. Nesse mesmo contexto, a Enciclopédia Encarta (2001) define meio ambiente como o “[...] conjunto de elementos abióticos (energia solar, solo, água e ar) e bióticos (organismos vivos) que integram a fina camada da Terra chamada biosfera, sustentáculo e lar dos seres vivos.” É oportuna a conceituação de Milaré (2004, p. 78), que traz as definições de meio ambiente em sentido estrito e amplo. Na visão estrita, o meio ambiente “[...] nada mais é do que a expressão do patrimônio natural, e as relações com e entre os seres vivos” (2004, p. 78). A visão ampla, também adotada no contexto desse trabalho, engloba o conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais em interação, propiciando o desenvolvimento equilibrado da vida em todas suas formas. Ainda há a definição dada pela lei 6.938/81, relativa à Política Nacional do Meio Ambiente (PNAMA), que o vê como “[...] o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas suas formas” (art. 3º, I). A legislação pátria vem tendendo cada vez mais à acepção de meio ambiente considerada da forma supracitada, a qual permite entender que o mundo não se resume àquilo de que se está mais próximo, ou numa diminuta teia de espaços típicos; ele é uma plenitude de locais e situações que jamais se esgotam no experienciado pelo homem, e por isso nunca pode ser de ávida depredação (PEREIRA & TERZI, 2009).
  36. 36. 36 CONCLUSÃO A Educação Ambiental é um modo de aprendizagem permanente, e deve estarinserido em todas as etapas da vida. Em conjunto com esferas governamentais e privadas nointuito de fortalecer o progresso consciente. Segundo Reigota (1998), a EA aponta parapropostas pedagógicas centradas na conscientização, mudança de comportamento,desenvolvimento de competências, capacidade de avaliação e participação dos educandos. A Educação Ambiental pode assumir “uma parte ativa de um processo intelectual,constantemente a serviço da comunicação, do entendimento e da solução de problemas”(VIGOTSKY, 2000). O professor Pedro Jacobi (2002) em seu artigo examina: E o que tem sido feito em termos de educação ambiental? A grande maioria das atividades é feita dentro de uma modalidade formal. Os temas predominantes são lixo, proteção do verde, uso e degradação dos mananciais, ações para conscientizar a população em relação à poluição do ar. A educação ambiental que tem sido desenvolvida no país é muito diversa, e a presença dos órgãos governamentais como articuladores, coordenadores e promotores de ações é ainda muito restrita. O grande salto de qualidade tem sido feito pelas ONGs e organizações comunitárias, que tem desenvolvido ações não formais centradas principalmente na população infantil e juvenil. A lista de ações é interminável e essas referências são indicativas de práticas inovadoras preocupadas em incrementar a co- responsabilidade das pessoas em todas as faixas etárias e grupos sociais quanto à importância de formar cidadãos cada vez mais comprometidos com a defesa da vida. Nesse universo de complexidades precisa ser situado o aluno, cujos repertórios pedagógicos devem ser amplos e interdependentes, visto que a questão ambiental é um problema híbrido, associado a diversas dimensões humanas. Os professores devem estar cada vez mais preparados para reelaborar as informações que recebem, e dentre elas, as ambientais, a fim de poderem transmitir e decodificar para os alunos a expressão dos significados sobre o meio ambiente e a ecologia nas suas múltiplas determinações e intersecções. A ênfase deve ser a capacitação para perceber as relações entre as áreas e como um todo, enfatizando uma formação local/global, buscando marcar a necessidade de enfrentar a lógica da exclusão e das desigualdades. A educação ambiental deve destacar os problemas ambientais que decorrem da desordem e degradação da qualidade de vida nas cidades e regiões.
  37. 37. 37 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASAURÉLIO. 2004. O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, versãodigital. Corresponde à 3ª. edição, 1ª. impressão da Editora Positivo, revista e atualizada doAurélio Século XXI, O Dicionário da Língua Portuguesa.BARBOSA, Luciano Chagas. Políticas Públicas de Educação Ambiental numa sociedadede risco: tendências e desafios no Brasil. Sociólogo da Secad/MEC; Especialista emPolíticas Públicas da Educação, 2008BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensinofundamental - Temas Transversais.Brasília: MEC/Secretaria de Educação Fundamental, 1998.CAMARGO, Suzi Claudia Giusti & BRANCO, Joaquim Olinto. A Educação Ambiental navisão dos professores de Ciências Naturais, Humanas e Linguagem, BalneárioCamboriú, SC, 2003.CAPRA, Fritjof. Meio ambiente no século 21: 21 especialistas falam da questão ambientalnas suas áreas de conhecimento / coordenação André Trigueiro; prefácio Marina Silva –Campinas, SP; Armazém do Ipê (Autores Associados), 2005CARSON, Raquel Louise. Primavera Silenciosa. 1962. São Paulo: Edições Melhoramentos,1969ENCARTA. 2001. Microsoft do Brasil. Enciclopédia Encarta 2001. São Paulo (SP, Brasil):Microsoft do Brasil, 2001.GUIMARÃES, Mauro. A Dimensão Ambiental na Educação. Campinas,SP: Papirus,1995-(Coleção Magistério:formação e trabalho pedagógico).IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Fonte: As informações são oriundasde pesquisas e levantamentos correntes do IBGE e dados de outras instituições, como InstitutoNacional de Estudos e Pesquisas, Ministério da Educação e do Desporto - INEP/MEC;Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, Ministério da Saúde -DATASUS/MS; Tribunal Superior Eleitoral - TSE; Banco Central do Brasil - BACEN/MF,Secretaria do Tesouro Nacional, Ministério da Fazenda - STN/MF e Departamento Nacionalde Trânsito - DENATRAN/MJ.JACOBI, Pedro. Educação Ambiental Cidadania e Sustentabilidade, SP, 2002.LDBE, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, 1996 – Lei Darcy Ribeiro, 1996 –Lei nº 9.394/96.MILARÉ, Edis. Direito do Ambiente. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
  38. 38. 38PEREIRA, Pedro H. S. & TERZI, Alex M. Filosofia e Educação Ambiental: o desafio dacontextualização do paradigma biocêntrico nas salas de aula. In: PEREIRA, Pedro H. S. (org.et. al.). Atas da XI Semana de Filosofia da UFSJ. São João Del Rei: SEGRA, 2009. ISBN:978-85-88414-49-5.PRONEA, Programa Nacional de Educação Ambiental. Diretoria de Educação Ambiental /Ministério do Meio Ambiente, 2003.REIGOTA, Marcos. Meio Ambiente e Representação Social. São Paulo: Questões da NossaÉpoca, n° 41, Cortez, 1996.REIGOTA, Marcos. Desafios à educação ambiental escolar. In: JACOBI, P. et al. (orgs.).Educação, meio ambiente e cidadania: reflexões e experiências. São Paulo: SMA, 1998. p.43-50.SÉGUIN. Elida. O Direito Ambiental: nossa casa planetária. Rio de janeiro: Forense,2000. P.67.VIGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. Martins Fontes: São Paulo, 2000.
  39. 39. 39 PESQUISA DE CAMPO ANEXO A TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE GESTÃO AMBIENTALNome:Idade:Escolaridade:Você já ouviu falar em Educação Ambiental? ( )SIM ( )NÃOSe ouviu, foi através de quais meios?( ) televisão( ) internet( ) escola( ) revistas( ) livros( ) jornal( ) redes sociaisJá participou de alguma atividade sobre Educação Ambiental? ( )SIM ( )NÃOQual o seu entendimento sobre Educação Ambiental:( ) interação do ser humano com a natureza( ) ensinamentos para preservação da natureza( ) conhecimento dos problemas para soluções ambientais( ) aprender sobre o assunto para ter uma melhor qualidade de vidaO que é meio ambiente?Autorizo as informações acima para o trabalho de conclusão de curso de Gestão Ambiental.
  40. 40. 40 PESQUISA DE CAMPO ANEXO B TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE GESTÃO AMBIENTALNome:Formação:Matéria que leciona:Qual o seu entendimento sobre Educação Ambiental:Produz junto aos alunos alguma atividade sobre Educação Ambiental? ( )SIM ( )NÃOSe produz alguma atividade sobre EA, enumere os itens abaixo por níveis prioritários deensinamento sobre o assunto:( ) interação do ser humano com a natureza( ) ensinamentos para preservação da natureza( ) conhecimento dos problemas para soluções ambientais( ) aprender sobre o assunto para ter uma melhor qualidade de vidaQual tipo de atividade você produz ou já produziu com os alunos:O que é meio ambiente?Autorizo as informações acima para o trabalho de conclusão de curso de Gestão Ambiental.

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